terça-feira - 09/02/2016 - 23:55h

Pensando bem…

“Não se revoltarão enquanto não se tornarem conscientes, e não se tornarão conscientes enquanto não se rebelarem.”

George Orwel, 1984

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terça-feira - 09/02/2016 - 21:17h
Economia

Combustível tem preços ‘fechados’ na região Oeste

Combustível está praticamente “fechado” de Mossoró ao sertão, beicinho com Paraíba.

Gasolina comum oscila entre R$ 3,92 e R$ 3,95.

Vi nessa segunda-feira (8) de Mossoró até Luís Gomes.

Em outros tempos era possível encontrar maiores diferenças para cima na menores cidades. Hoje, não.

Passando por Felipe Guerra, Apodi, Itaú, Severiano Melo, São Francisco do Oeste, Pau dos Ferros, Rafael Fernandes, Major Sales, José da Penha e Luís Gomes os preços têm esse pequeno hiato.

Fechado.

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terça-feira - 09/02/2016 - 18:56h

Estrada do Cajueiro – uma luta que continua

Por Maurílio Santos

“Agora vai”, disse-me um amigo quando da publicação do edital licitatório em Fevereiro de 2014, e eu (gato escaldado tem medo de água fria), pensei: “E os recursos? Onde andarão já que a licitação está pronta…?”

Comecei a questionar e perguntar a algumas pessoas mais próximas da questão até chegar ao responsável direto pelo processo de licitação, Sr. Armando Pegado. Ele falou que não havia recursos, porém o nome da empresa ganhadora me foi passado e eu de imediato entrei em contato com a mesma e uma pessoa – não me lembro de qual departamento -, me confirmou a não existência da verba.

Pois bem, esses acontecimentos são duros e como um balde de água fria na nossa fogueira de luta, isso faz com que muitas pessoas que estão conosco na luta se afastem dela. A falta de compromisso da maioria dos políticos dos dois estados que se dizem envolvidos é notória e vergonhosa nessa peleja, principalmente os que estiveram somando nas quatro audiências públicas realizadas nos anos de 2010, 2011, e 2013 nas cidades de Baraúna, Tabuleiro do Norte e na comunidade do Jucuri (Mossoró).

Comissão de vereadores de dois estados posa em movimento em prol de estrada em 2013 (Foto: arquivo)

Dos seis senadores da república que representam os dois estados onde a BR 437 se localiza, apenas Inácio Arruda (do Ceará, hoje sem mandato) se pronunciou a favor de nossa luta e Fátima Bezerra esteve próxima dela há um ano quando recebeu o deputado Beto Rosado. Eles sugeriram ao ministro dos Transportes (veja AQUI) a colocação da BR 437 na terceira etapa do PAC.

Assim podemos dizer e classificar que essa luta não é do Senado nem do RN, muito menos do estado do Ceará. Na Câmara Federal, apenas os deputados José Airton e José Guimarães, ambos do Ceará, mostraram-se solícitos à luta pela construção da BR 437.

O primeiro esteve há poucos anos com o ministro dos Transportes solicitando melhorias para as rodovias cearenses e a nossa BR foi citada na conversa, enquanto que José Guimarães nos respondeu correspondência em 2014 solicitando junto ao DNIT a construção da rodovia.

Durante essa caminhada desde 2010 até hoje , é preciso que alguns setores e pessoas sejam lembradas. A importância que eles/as representam tem mantido viva a nossa luta. Os sindicatos Rurais de Mossoró e Baraúna, a Câmara Municipal de Baraúna e de Mossoró, Conselho das Comunidades do Jucuri. O atual Vice-Prefeito de Baraúna, Édson Barbosa, merece mais que um comentário pelo seu esforço e garra nessa empreitada.

É bom que não aqueçamos o Vereador de Tabuleiro do Norte Naurídes Gadelha, que tem sido a ponte que liga o RN ao Ceará quando o assunto é a construção da Estrada do Cajueiro. Vindo de lá das terras alencarinas embora sem mandato, Valdir do Suburbão é uma peça chave no nosso grupo de luta.

NA CÂMARA DE MOSSORÓ, Genivan Vale e Tomaz Neto estiveram e continuam conosco. O advogado mossoroense Júnior Heronildes (veja AQUI) tem sido uma referência em lutar e documentar o processo de luta para a construção da BR 437.

Estou citando nomes numa expectativa de que isso possa alargar o nosso campo de abrangência da luta pela construção da Estrada do Cajueiro.

As pessoas que moram à margem da estrada que são os maiores interessados em um desfecho vitorioso dessa peleja, estão fortemente representadas por Francisco Camelo, Inácia Marta e Raimundo Nonato do Projeto de Assentamento da Reforma Agraria Recreio, incansáveis conosco desde os primeiros movimentos em Fevereiro de 2010.

A imprensa também tem nos assessorado e ajudado na questão de divulgação, e tenho que escrever aqui a INTERTV Cabugi no Rio Grande do Norte e TV Jaguar no Ceará, os jornais O Mossoroense, Gazeta do Oeste e os Blogs Baraúna em Dia e Blog Carlos Santos (Veja AQUI, Veja AQUI), como somatório positivo na nossa caminhada.

É bom frisar e deixar bem claro que a iniciativa privada, não tem se mostrado nitidamente favorável à luta, os CDLs das cidades que mais ganharão com a construção da Estrada do Cajueiro, não mostraram até agora um apoio que mereça destaque por parte de nós que estamos encabeçando a luta, Tabuleiro do Norte, Limoeiro Do Norte no Ceará, e Mossoró no RN, deveriam levantar essa bandeira com dois braços de titãs.

As grandes industrias e comércios da região no caso podemos apontar a Cimento Nassau, Cimento Mizu, Cimento Apodí, Agrícola Formosa e outras consideradas grandes do ramo do agronegócio, não apontaram interesse em entrar na  luta ou então não conhecem ou acreditam que ela é necessária e que a participação deles/as é um divisor de águas para o nosso sucesso.

É bom salientar que o empresa vencedora da licitação, a C. M. Construção e Serviços LTDA, está apenas esperando os recursos serem alocados, para instalar o canteiro de construção da obra, e o momento é de reanimar a nossa comissão, as pessoas que dependem diretamente da Estrada do Cajueiro, empresários e pessoas das bancadas do senado e câmara do nosso estado e do Ceará numa perspectiva que possam tomar de conta dessa causa e resolver essa questão tão antiga e tão sonhada por parte do povo potiguar e cearense.

Portanto companheiros e companheiras a luta não acabou, apenas houve uma pausa devido a configuração circunstancial de cada uma das pessoas que formam a comissão. Vamos arregaçar as mangas e recomeçar de onde paramos.

É bom lembrar uma coisa: Se o mais difícil é a burocracia, essa já foi vencida, agora está tudo mais fácil, só falta o dinheiro.

Maurílio Santos é músico e compositor, além de integrante da Comissão pela Construção da Estrada do Cajueiro

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terça-feira - 09/02/2016 - 18:26h
Dificuldades

Lei de Responsabilidade Fiscal ameaça 20 estados

A crise econômica e os desajustes nos orçamentos fizeram os estados arrecadarem no ano passado quase R$ 30 bilhões a menos do que o esperado e avançar sobre limites de gastos impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Pelo país, as perspectivas para o ano são de mais atrasos em pagamentos e nos salários dos servidores.

Levantamento feito pela Folha de São Paulo mostra que a maioria dos governos obteve menos receitas com tributos e com transferências federais do que o previsto num ano atrás.

Os problemas financeiros também levaram a maioria dos governadores a piorar o comprometimento das finanças com pessoal em 2015. Vinte deles ultrapassaram limites estabelecidos pela norma ao longo do ano. O nível de endividamento dos governos teve elevação generalizada.

Apenas três estados conseguiram ampliar a arrecadação de tributos em valores corrigidos pela inflação. Um deles foi o Paraná, primeiro a articular um pacote de aumentos de impostos neste mandato. Os demais são o Pará e o Maranhão.

O RN é o campeão entre os que estão duelando com os números. É o primeiro colocado entre 20 estados que ultrapassaram os limites da LRF, com 52,53% (49% é o teto).

Veja reportagem completa AQUI.

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terça-feira - 09/02/2016 - 13:37h
"Conversando com... Henrique Baltazar

“O governo é o maior problema” do sistema prisional, diz juiz

Juiz das Execuções Penais do Natal, crítico ferrenho do modelo prisional brasileiro, especialista em Direito Processual Civil e Penal, além de MBA em Gestão Judiciária, Henrique Baltazar é nosso entrevistado na Série “Conversando com…“. Ele foi ouvido pelo repórter Magno César e apoio de Paulo Mello, da equipe da Rádio Cabugi do Seridó.

Henrique Baltazar diz que Robinson Faria tem tempo para fazer correções no sistema (Foto: Rodrigo Sena)

O judicante aborda sobretudo o problema da estrutura e gestão prisional no Rio Grande do Norte. Sem rodeios, ele afirma que “o governo é o maior problema” e não os marginais que ficam encarcerados em presídios e delegacias. Veja abaixo a íntegra dessa entrevisga:

1 – O senhor tem muitos problemas no exercício de juiz de execuções penais?

Os problemas são naturais em qualquer trabalho. Não é diferente das outras pessoas com características próprias de execução penal que é lidar com pessoas que são condenadas criminalmente.

2 – Quais as metas que o senhor não conseguiu alcançar nas execuções penais e por quê?

A maior foi realmente ter uma execução penal que funcione como a lei prevê.  Isso foi o maior desgosto de quase todos os juízes de execução penal de quase todo o Brasil. A causa é a inoperância do Estado, do poder executivo. No tocante ao judiciário, eu creio que consegui dar uma gestão diferente na Vara de Processos Penais de forma que nós colocamos a vara para funcionar de uma forma com erros naturais, mas com um número de erros muito pequenos. O problema é que não temos espaço, não temos estrutura. O estado não dá condições. O estado não tem desde prédios suficientes a agentes penitenciários passando por equipe técnicas que pudessem dar condições, como a lei diz: condições de reintegração social do apenado.

3 – Por que na sua opinião, o juiz Henrique Baltazar é considerado polêmico?

A polêmica é porque não fico escondendo as coisas. Eu prefiro dizer o que penso do que ficar em conversas só de bastidores.

4 – Sendo uma área que o senhor entende e conhece bem, quais os principais problemas e dificuldades que o senhor se depara no sistema prisional do estado?

O governo é o maior problema, não só o governo estadual como também o Governo Federal. O governo não consegue entender a necessidade do trabalho que precisa ser feito para execução penal. Os governos se amparam por esses discursos de ressocialização e não oferece condições, então o maior problema que nós enfrentamos é convencer os governos da grande responsabilidade na área da execução penal.

5 – O senhor é favorável a parceria com a iniciativa privada em relação aos maiores presídios do estado como pretende o Governo do Estado?

Sou. Eu conheço essas parcerias públicas privadas, visitei um presídio desse tipo lá no Paraná, no Espírito Santo e conversei com autoridades dessa área sobre o funcionamento.

6 – Os escalões superiores da justiça no Rio Grande do Norte apoiam as ações do juiz Henrique Baltazar?

Todas as ações que a gente toma como juiz às vezes o Tribunal concorda, às vezes discorda, mas nunca tive um problema mais sério. O Tribunal sabe que estou fazendo o que é possível fazer e lutando para que a coisa funcione. Eu realmente não posso dizer que exista resistência do Tribunal à forma como eu exerço meu trabalho.

7 – Na sua opinião, o que falta por parte do governo do estado, mais especificamente dos órgãos de segurança em relação à segurança pública e dos presídios?

O Governo do Estado precisa entender que o sistema penitenciário apesar de não ser um órgão oficialmente da segurança pública mas é um órgão de extrema importância para a segurança pública. E daí não adianta o governo exercer um trabalho destinado sem recursos para o policiamento ostensivo, para o policiamento repressivo, se ele não tem uma estrutura no sistema prisional que possa segurar os presos.

Não adianta você colocar a polícia na rua, prender centenas de pessoas e depois não saber onde colocar essas pessoas, e não adianta colocar um monte de gente nas prisões se não fizer um trabalho que possa dar condições para que essas pessoas possam voltar à vida social dignamente e se afastarem definitivamente da vida criminal, e até impedir que elas caso queiram retornem a essa vida criminal. Então, esse entendimento é que precisa ser visto.

8 – Por onde o senhor tem exercido a função de juiz é visível seu empenho em aplicar a lei de forma justa e clara. Isso tem lhe trazido alguns dissabores? Quais?

Incompreensão sempre tem. Em todas as comarcas que trabalhei, a maior parte da população tem mostrado apoio ao meu trabalho como juiz. Sempre joguei limpo, sempre joguei claro, tanto que nunca me recusei a receber imprensa, sempre discuti claramente com a imprensa, sempre foi claro meu relacionamento. Sempre coloco como exemplo o que aconteceu quando cheguei em Caicó,  na época o saudoso F. Gomes (repórter assassinado), eu fui ao programa dele na rádio por que havia sido lido uma reportagem que me denegria. Chegando lá ele estava visivelmente nervoso e antes de começar ele perguntou o que é que posso perguntar? O que você quiser.

Sou um servidor público, não faço nada escondido. Pode perguntar o que você quiser sobre o meu trabalho. E aí ele perguntou o que quis e nos tornamos amigos e nunca me recusei a responder coisa alguma. Sempre joguei claro com a sociedade sobre meu trabalho. Quanto ao trabalho de juiz, o mais interessante é que qualquer decisão que eu tome pode ser contestada e a pessoa ter os seus canais na busca e recorrer ao Tribunal de Justiça para tentar modificar a decisão que eu tenha tomado. Então isso me deixa muito tranquilo para exercer o meu trabalho.

9 – O senhor há poucos dias disse à imprensa que é favorável ao cidadão manter armas em casa para defender sua família. Na sua opinião bandido bom é bandido morto, desde que em defesa da família e seu patrimônio?

É o bandido preso cumprindo a pena que ele devia cumprir. A legítima defesa, porém ela está prevista na Constituição. Eu entendo que o cidadão deve ter a casa inviolada do indivíduo, a Constituição já diz isso. O cidadão tem que ter o direito de defender sua casa e sua família. Eu defendo que o estatuto do desarmamento seja flexibilizado, seja diminuída tanta resistência para que a pessoa possa ter uma arma em casa para defender sua casa, ou seu negócio, seu trabalho do ataque de criminosos.

Quanto ao porte de arma que as pessoas às vezes confundem com a possibilidade de ter uma arma em casa com o posse de arma, não quando você defende que o cidadão possa ter uma arma está querendo que seja um filme de faroeste que as pessoas andem com um revólver na cintura. Eu nunca afirmei isso, eu acho até que mais algumas categorias do que hoje devem ter a possibilidade de ter um porte de arma. Então eu defendo regras claras para que se diga o que é necessidade e o que não é necessidade e seja mais flexibilizado esse tipo de regra, e que todo cidadão possa sim, se não tem procedimento criminal, se nunca respondeu uma ação penal, se nunca cometeu nenhum crime antes ou nunca foi levado à justiça por prática de crime, ele possa sim ter sua arma em casa para defender a sua pessoa, seus familiares, seu patrimônio do ataque de indivíduos.

10 – O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu recentemente que policias e delegados após aposentadorias ficam proibidos de portar armas. O senhor não considera que um policial após passar anos e anos perseguindo e prendendo bandidos e viciados ficam totalmente desprotegidos sem portar uma arma após aposentadoria?

Essa decisão foi do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. Eu acho uma decisão equivocada. O nosso porte, o meu, dos policiais é chamado “porte funcional”. A gente não precisa de todas aquelas exigências da Polícia Federal para poder ter o porte de arma. O que a decisão do STJ fez, foi dizer que no momento que o cidadão se aposentou deixou de ter a prerrogativa do cargo e aí para isso ele pode ter o porte de arma, mais submetido a toda via crucis que os demais cidadãos têm para ter um porte de arma junto a Polícia Federal. É um equívoco nessa decisão, eu penso completamente diferente.

O cidadão policial, juiz, promotor, agente penitenciário, que passou a vida toda enfrentando criminosos, julgando criminosos, acusando criminosos, esse cidadão teria que ter mais respeito do estado brasileiro. O STJ só fez uma interpretação da lei. É um absurdo que a lei brasileira faça isso, retire do cidadão o direito de se defender. É inadmissível o governo brasileiro tem feito nos últimos quinze anos, que é tentar retirar do cidadão o direito de se defender, dificultar a ação das autoridades policiais e colocando mais facilidade para a ação do criminoso e ninguém nota que esse tipo de coisa é um dos fatores que tem aumentado a criminalidade no Brasil.

11 – Qual a avaliação que senhor faz do Governo Robinson Faria em relação ao combate a criminalidade e as fugas de presídios?

Mais discurso do que ação. Ele tem razão quando afirma que pegou uma herança ruim. O Estado estava numa situação ruim nessa área, mas ele era o vice-governador no governo anterior, então ele conhecia a situação do Estado quando assumiu e tinha que ter-se preparado para isso, até porque um dos fortes discursos que o governador usou na sua campanha foi o da segurança. Infelizmente, apesar desse discurso ele não soube principalmente ouvir as pessoas certas. Mas ele só tem um ano de governo e tem muito tempo para corrigir isso aí.

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terça-feira - 09/02/2016 - 12:22h
Crônica

Imagens e sentidos do meu sertão

Meu Carnaval tem sido de descanso e trabalho em marcha lenta.

Estava precisando para recarregar baterias. Tenho um ano em movimento, que promete ser de grandes desafios.

Eu preciso deles, os desafios. São meu combustível.

Mas tirei um dia para mirar o sertão; sentir seu cheiro, ziguezaguear por suas estradas e veredas e falar com sua gente.

Comer arroz-de-leite, lavar o rosto com água geladinha da cisterna, procurar (sem sucesso) o camaleão mimetizado na folhagem e seguir em frente, sem a pressa de chegar.

Ouvir. Observar. Falar pouco (ô! Tentei).

São coisas que me fazem bem. Sou capiau da cidade, realimentado pela vida campesina.

Até neblinou ao longo de pouco mais de 400 quilômetros percorridos.

Eu pedia chuvas caudalosas, antes de viajar. Há-as permanentemente em meus sonhos. Vislumbro-as da casinha – imaginária – fertilizando o chão que dá cria à vida semeada.

O sertão verdinho, animais pastando, o sertanejo sorrindo, é como retempero para continuar a rotina que me empolga nesta página e outras tarefas.

Voltei olhando pela janela do carro e no retrovisor o que ia deixando para trás e ao largo: aquele sol engolido por nuvens densas, teimando em ficar.

Eu não me demorei. Mas trouxe todas as imagens e impressões em meus sentidos. Não ficaram para trás; carrego-as em mim.

Reencontrei-me para continuar minha marcha. Já no beicinho da noite avistei minha cidade.

Hora de começar tudo de novo. Em paz!

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terça-feira - 09/02/2016 - 11:28h
Absurdo dos absurdos

Baraúna mostra como eleição é retrato de um país corrupto

O professor Valdeci dos Santos Júnior, nome de relevo na geografia humana de Baraúna e um grande estudioso, com reconhecimento no Brasil e até exterior, fala ao Blog sobre a situação calamitosa do poder em seu município.

Relata como a Justiça colabora diretamente para o descalabro administrativo, financeiro e social em Baraúna. Merece ser lido.

Ele escreve a partir da postagem sob o título “Um chafurdo sem fim“, que veiculamos no último dia 5 de fevereiro. Veja abaixo sua análise, opinião e relato:

Prezado Carlos Santos,

O caso de Baraúna deixou de ser cômico para o nível de patético. Do ano de 2000 até 2012, Baraúna teve 04 eleições para prefeito, das quais em 03 delas (2000, 2004 e 2012) quem ficou no poder foi o segundo colocado e não o primeiro eleito pela vontade sobrena do povo. Essa última de 2012 foi mais hilariante ainda, onde a segunda colocada é quem “desgoverna” o município amparada por 04 liminares do TSE nas mãos do relator Luiz Fux (tendo em vista que ela foi cassada em 04 processos judiciais em primeira e segunda instâncias).

Já estamos em Fevereiro de 2016, ou seja, ano de novas eleições para prefeito que ocorrerão em Outubro próximo e o primeiro colocado, Isoares Martins (PR), que foi eleito pelo voto do povo (também afastado por 03 processos judiciais) e que, teoricamente, é quem deveria estar governando, aguarda os resultados de seus processos para ter direito ou não ao seu retorno ao cargo.

Portanto, até mesmo no sentido histórico, o importante nas eleições não é ser o primeiro colocado, mas o segundo, ter bons advogados e “influência” junto aos bastidores júridicos, para ganhar um mandato sem passar pela maioria democrática das urnas. Triste retrato de um país corrupto.

Valdeci dos Santos Júnior

Veja bastidores políticos em nosso Twitter clicando neste link: www.twitter.com/bcarlossantos

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terça-feira - 09/02/2016 - 10:18h
Eleições municipais

“Mossoró Melhor” fará contatos com lideranças em Brasília

Lideranças do movimento denominado “Mossoró Melhor”, que se organiza para montagem de uma ampla aliança partidária, deverá desembarcar em Brasília nos próximos dias.

Querem afinar contatos com dirigentes de alguns partidos.

O trabalho seguirá paralelamente à ampliação de contatos populares à explicação dos propósitos dessa frente e coleta de sugestões das mais diversas comunidades e segmentos organizados.

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terça-feira - 09/02/2016 - 09:28h
Detentores de mandatos

“Janela” para troca de partido será promulgada dia 18

Do Congresso em Foco

Será promulgada em 18 de fevereiro, em sessão conjunta do Congresso Nacional, a emenda constitucional que abre “janela” para troca de partidos sem perda de mandato. De acordo com o texto (PEC 182/07), os detentores de mandatos eletivos poderão deixar os partidos pelos quais foram eleitos nos 30 dias seguintes à promulgação da emenda.

A desfiliação, no entanto, não será considerada para fins de distribuição do dinheiro do Fundo Partidário e do acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão.

A medida fez parte da proposta de emenda à Constituição que trata da reforma política já aprovada pelos deputados.

O restante do texto, que prevê medidas como o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo, ainda vai ser examinado no Senado.

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terça-feira - 09/02/2016 - 08:46h
Açude de Coremas-PB

Reservatório que beneficia RN tem baixo armazenamento

O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó/Piranhas/Açu, José Procópio de Lucena visitou nesta segunda-feira (08) de carnaval o Açude de Coremas, na Paraíba. O reservatório é responsável pelo abastecimento de cerca de 400 mil pessoas nas cidades da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Entre os municípios, Caicó-RN.

Reservatório na Paraíba tem armazenamento aquém das necessidades, diz Procópio (Foto: cedida)

Procópio demonstrou preocupação com o baixíssimo volume D’Água do reservatório.

As chuvas caídas na bacia hidrográfica do açude ainda não produziram recarga suficiente para garantir os múltiplos usos para o ano de 2016. Vamos continuar economizando, racionando, poupando e fazendo reuso de água – afirma.

– E, claro, rogando e acreditando que as chuvas ainda virão para fazer a boa recarga deste e outros reservatórios estratégicos para atender às necessidades humanas, sociais, ambientais e econômicas”, explica.

História

O Açude Coremas–Mãe d’Água, oficialmente denominado Barragem Dr. Estevam Marinho, é uma barragem localizada na microrregião de Piancó, na cidade de Coremas no estado da Paraíba. Ele beneficia cerca de 112 municípios só na Paraíba, na chamada Mesorregião do Sertão Paraibano.

Sua capacidade máxima de acumulação é de 1,358 bilhão de metros cúbicos e uma bacia hidrográfica de 8.700,34 km². Começou a ser construído em 1937 e foi concluído em 1942. O engenheiro responsável foi o potiguar Estevam Marinho.

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segunda-feira - 08/02/2016 - 23:56h

Pensando bem…

“É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática.”

Paulo Freire

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segunda-feira - 08/02/2016 - 20:16h
Porto-ilha

Terminal salineiro tem aumento de 9,43% em seu embarque

Em janeiro, mais de 134,7 mil toneladas de sal deixaram o Porto-Ilha de Areia Branca embarcadas em navios com destino ao exterior e às regiões Sul e Sudeste do Brasil. A quantidade representa um aumento de 9,43% comparado ao mesmo mês do ano passado.

No acumulado de 2015, foram embarcadas 1,95 milhão de toneladas do produto. Além de superar a expectativa – que era de 1,8 milhão – a operação foi superior à de 2014 em 427 mil  de toneladas, o que representou um incremento de 28% de um ano para o outro.

O volume de sal que deixa o Estado pelo mar deve ser ainda maior a partir de agora. Desde o ano passado, o porto de Natal também passou a embarcar sal a granel. As operações deste tipo devem continuar na capital. As informações são da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra os portos de Natal e de Areia Branca.

De acordo com o diretor-presidente, Emerson Fernandes, a perspectiva para 2016 é aumentar ainda mais a quantidade de sal que sairá do estado através do Porto Ilha de Areia Branca. “A meta é 2,2 milhões de toneladas. E acredito que a gente possa até superá-la”, apontou.

Em números arredondados, 60% da produção é escoada para o exterior e 40% são consumidos pelo mercado interno.

Com informações do Novo Jornal.

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segunda-feira - 08/02/2016 - 10:30h

Eu tive um sonho…

Por Naide Rosado

Insisto em escrever sobre a Microcefalia e o farei até que sinta ter obtido alguma vitória. Meus olhos revelam um cansaço, então vou tentar reduzir. O Aedes Aegypti é o transmissor de várias doenças, entre elas a Dengue.

Mais recentemente foi associado aos casos de microcefalia. Distingui-se associação de coexistência. Independentemente de o Aegypti ser ou não o vetor da doença, erradicá-lo seria uma glória para a ciência médica.

Agora, aumentam os casos de associação do Aedes Aegypti à microcefalia por conta da presença do Zika vírus no líquido amniótico de mais gestantes portadoras de fetos microcéfalos. Aumentam significativamente e alarmam o mundo, pois a desgraça atinge, também, outros países.

Se o Aedes Aegypti é a grande suspeita, vamos erradicá-lo e terminar com trinta anos de seu domínio matando gente, sendo a microcefalia crescente e dramática. No meu sonho, vi a divisão das cidades e municípios divididos em inúmeras regiões.

Essas regiões teriam equipes, formadas pelo povo, com lideranças. Precisaríamos de mapas. Seria demorado fazê-los? Temos muita pressa. Então lembrei dos mapas das zonas eleitorais. Aquelas nas quais os eleitores elegem seus governante e representantes.

As Zonas eleitorais mais distantes, receberão in loco as equipes, com larvicidas, e serão engrossadas pelos eleitores da região e quem mais puder participar. As equipes iriam com roupas que cobrissem o máximo possível de seus corpos, protegidos por repelentes. O transporte seria fornecido pelas Prefeituras. As equipes iriam atrás de poças de água parada. Qualquer recipiente que tenha uma boca, um furo, coleta água.

Vamos embora, meu povo querido de Mossoró. Nos lixos há sempre garrafas e recipientes, berçários do Aegypti. Vamos, povo querido de Cordeiro, região serrana do RJ, campeã da Dengue. O meu sonho se inexequível, pode ser aproveitado em alguma parte.

À luta srs. vereadores, prefeitos, governadores que foram eleitos pelo povo que sofre. À luta, cidadãos.

A presidente de nossa república não deve ser muito conhecedora do problema pois, ante-ontem pediu ajuda a Obama, nas pesquisas e estudos.

Coincidentemente, assisti a um documentário sobre a captura de Osama bin Laden. Vi como se aplica a inteligência, o rastreio. Não podemos contar com a inteligência e com as tropas estadunidenses no estalar de dedos.

Há países que pagam por ratos mortos, vamos matar poças. Não é possível que nas famílias mossoroenses não existam grávidas, nem mulheres em idade reprodutiva. Peço por elas e pelas de Cordeiro, principalmente por aquelas que não podem adiar muito a gravidez…as que estão no limite aconselhável à concepção.

Leio que o Chefe da Casa Civil da  da República declarou: “Estamos em absoluta perplexidade”, após tomar conhecimento das declarações da OMS sobre a microcefalia”.

Senhor Jaques Wagner, sou uma advogada cuja especialidade é cuidar de netos. Se o senhor precisar de algum esclarecimento sobre o grave problema que o país atravessa há muitos meses, estou pronta para esclarecer.

Naide Maria Rosado de Souza é advogada e webleitora do Nosso Blog

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segunda-feira - 08/02/2016 - 10:14h
Liderança na AL

Sai Mineiro, provavelmente assume Dison Lisboa

O deputado Fernando Mineiro (PT) não é mais líder do Governo Robinson Faria (PSD) na Assembleia Legislativa. Decisão tomada e comunicada ao governante.

Mineiro pretende ser candidato a prefeito do Natal. Daí, a justificativa para passar o bastão.

O provável novo líder é o deputado Dison Lisboa (PSD).

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segunda-feira - 08/02/2016 - 09:44h
Estadual 2016

América, Baraúnas, Assu e Globo vencem na quinta rodada

Com um gol com menos de um minuto de jogo, a torcida do Potiguar ficou esperançosa de que o alvirrubro conseguiria vencer o América na Arena da Dunas.

Porém o time mossoroense levou três gols ainda no primeiro tempo e perdeu a partida, por 3 a 1 no sábado (6). A partida foi válida pela quinta rodada do primeiro turno do Campeonato Estadual. O potiguar caiu do segundo para o terceiro lugar com oito pontos e o América se manteve na primeira posição, chegando aos 12 pontos.

Aos 26 segundos Jozicley encontrou João Manoel na entrada da área e chutou forte no canto direito de Pantera abrindo o placar. Mas três minutos depois o América empatou com o atacante Luiz Eduardo de cabeça.

A virada americana veio aos 6 minutos com um golaço do zagueiro Gustavo. Após a bola sobrar na área alvirrubra, o defensor pegou de voleio e mandou no ângulo do goleiro Santos.

Perdido em campo, o Time Macho não conseguia impor seu jogo diante dos americanos. Aos 34 minutos o lateral Cazumba ampliou o placar com um belo gol. Ele recebeu passe de Luiz Eduardo e bateu forte, entre a trave e o goleiro Santos marcando o terceiro gol. Veja mais detalhes clicando AQUI.

Baraúnas passa pelo ABC

Após 693 minutos sem fazer um gol no ABC, Fabinho Cambalhota quebrou essa escrita e deu a vitória ao Baraúnas na tarde deste sábado, 6. A partida foi realizada no estádio Nogueirão, em Mossoró, e foi válida pela quinta rodada do Campeonato Estadual.

O único gol do confronto foi marcado por Cambalhota, aos 42 minutos. Ele recebeu belo passe de Da Silva e na entrada da área chutou forte para abrir o placar na partida. O jogo foi bem disputado e com poucas chances reais de gol dos dois lados.

Este gol de Cambalhota quebrou um tabu que já durava quase 700 minutos em que o time mossoroense não balançava as redes do alvinegro natalense em campeonatos estaduais. A última vitória do Baraúnas contra o ABC tinha sido em 2009.

O resultado deixa o tricolor mossoroense na quarta posição neste primeiro turno com sete pontos e ainda sonha com uma das duas vagas na final da Copa Cidade do Natal. Já o alvinegro permanece com seis pontos ganhos e foi ultrapassado pelo rival na classificação. Veja mais detalhes clicando AQUI.

Globo e Assu vencem

No Edgarzão em Assu, o Assu fez 3 x 2 Palmeira – gols de Pitbull, Marcelo Assu e Léo Silva para o alviverde local; Thiago Bispo e Thiago Potiguar para o Palmeira. Arbitragem de Leandro Saraiva Dantas de Oliveira.

O Alecrim perdeu por 1 x 3 Globo – gols de Marçal para o Alecrim; Geovane, Romarinho e Vavá para o Globo. Arbitragem de Suelson Diógenes de França Medeiros. Jogo realizado no estádio Barrettão, em Ceará-Mirim.

Com informações do site F9 e Blog do Trindade.

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Categoria(s): Esporte
segunda-feira - 08/02/2016 - 08:50h

Lampedusa e tecnocracia

Por François Silvestre

Na Secretaria de Estado do Planejamento fui bem recebido e municiado com uma vasta explicação sobre o programa de implantação de uma prática estratégica de governabilidade. O Secretário e sua equipe têm uma visão de metas que aponta para resultados futuros.

Não cabe aqui avaliar a procedência do esperado. É coisa do futuro.

E a motivação deste texto não cuida dessa avaliação. Nasce ele de uma frase que ouvi do Secretário. “Foi o discurso prometendo um governo técnico que ganhou a eleição”.

Ouvi calado para cumprir uma regra da hospitalidade sertaneja. Quando o dono da casa pede a opinião do visitante, acata a resposta mesmo que dela discorde. Porém, quando a opinião é expressa pelo dono da casa o visitante há de retribuir com a mesma gentileza.

Silenciei, cumprindo a regra não escrita da terra e da gente de onde venho. Deste sertão profundo, cujos galhos da jitirana, ora enfronhados, refazem meus olhos de infância.

Incomodou-me o gentil silêncio. Por quê? Porque o interesse histórico, que é também interesse público, obriga-me a questionar o que me parece retórica do entusiasmo. Ainda mais tratando-se da história política daqui. Dessa terra que carrego no matulão para qualquer lugar aonde me leve o destino de retirante.

Não, meu caro, não foi esse discurso que elegeu Robinson. Foi um conjunto de fatores tão marcadamente convergentes, que o discurso fica na rabeira da fila.

Nenhuma gestão técnica conseguiu salvar qualquer nação na hora da crise ou da guerra. Estamos numa crise, quase guerra, que clama por soluções políticas.

Em matéria de administração ou gestão pública, a técnica há de ser linha auxiliar da política. A intromissão técnica emparedou o sonho de Cortez Pereira.

A vitória de Robinson nada deve à retórica. Foi a rejeição popular ao fantástico acerto de cúpula que ignorou completamente a memória coletiva. Desmentindo outra falácia técnica, de que o povo não tem memória.

O povo cuida das suas necessidades. Pouco importando a retórica, mesmo gostando de discurso bonito.

Um candidato sem máculas, simples, de comunicação fácil, contra um agrupamento de “aliados” que durante três décadas trocaram acusações e insultos. O povo reprovou o ajuntamento “heterogêneo”. Juntos e arrogantes.

A insatisfação popular votou contra aquela “amizade” de última hora. De “inimigos” longevos. A arrogância da vitória antecipada. Robinson soube aproveitar, rejeitando vantagens. Dizer que o tempo é outro é o mesmo que informar o frio do gelo.

Mudança é a mais prostituída palavra de cada governo. Na hora da disputa do voto, os técnicos são dispensáveis. E a mudança decantada é a de “que tudo mude pra que fique tudo do mesmo jeito”.

Da lição de Lampedusa. Il Gattopardo.

Té mais.

François Silvestre é escritor

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 05/02/2016 - 23:56h

Pensando bem…

“Elogiar-se a si mesmo é prova de ignorância”.

Textos judaicos

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sexta-feira - 05/02/2016 - 21:47h
Mobilização

Primeiro Encontro popular do Mossoró Melhor é no Nova Vida

O movimento denominado de “Mossoró Melhor” promoveu seu primeiro “Encontro popular”, depois de uma fase preliminar em que articulou contatos com lideranças partidárias e formadores de opinião. O local escolhido foi a comunidade do bairro Nova Vida – periferia da cidade, nessa quinta-feira (4) à noite.

Reunião teve participação de moradores (Foto: redes sociais)

O encontro reuniu mais de 40 participantes da comunidade, entre trabalhadores braçais, líderes comunitários, donas-de-casa, aposentados, estudantes, sindicalistas, trabalhadores autônomos, servidores públicos etc. A iniciativa é a primeira de uma série previamente agendada, que deverá se multiplicar na cidade e na zona rural, abrindo canal de diálogo com os mais diversos segmentos sociais.

“Vamos poder ouvir o pensamento popular sobre seus problemas e sugestões para montagem de um plano estratégico de governo”, disse o empreendedor Jorge do Rosário, um dos articuladores dessa frente.

O vereador Tomaz Neto (PDT) e o ex-candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC) foram alguns dos oradores. Falaram no modesto imóvel que sediou a reunião, arejado por ventilador pequeno sobre uma cadeira. Um lugar iluminado precariamente por poucos bicos de lâmpadas, de teto baixo e chão cimentado.

Reflexão

O supermercadista Antônio Júnior, da Rede 10, pediu a palavra e fez discurso de reflexão. Motivou os moradores do lugar a observarem sobre antigas promessas, que sempre se repetem à cada campanha, “com as mesmas pessoas”.

Gildivan Alves, liderança no bairro, foi quem organizou a reunião. Lembrou que aquele era um canal de contato direto entre a comunidade e pessoas vitoriosas na atividade produtiva e de vida.

Fechando o evento, Sebastião Couto, o “Tião da Prest”, fez um breve resumo de sua história e apontou o trabalho e “o estudo” como caminhos para o sucesso. “Comecei a trabalhar com sete anos de idade, fui trabalhador braçal e hoje posso proporcionar centenas de empregos, garantindo renda e muitos impostos”, citou.

Tião foi surpreendido pela presença de  um amigo, sentado próximo, dos tempos em que ambos trabalhavam em sonda petrolífera. Lembrou em sua fala desses tempos dos primórdios da indústria do petróleo na região.

Várias intervenções foram feitas pelo público, em forma de crítica ou de sugestão, além de desabafo em relação aos serviços públicos. “Vamos seguir conversando, ouvindo”, disse Tião. “O ‘Nova Vida’ não é um começo por acaso”, disse ele fazendo trocadilho com o nome da comunidade e o foco dessa frente política suprapartidária.

Veja bastidores políticos em nosso Twitter clicando neste link: www.twitter.com/bcarlossantos

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Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 05/02/2016 - 19:53h
Doação

Vamos dar o sangue pela vida de Guilherme Germano

Guilherme Germano da Silveira Silva, de 3 anos, precisa de sangue de qualquer tipo.

Essa criança está internada na UTI Pediátrica do Hospital Wilson Rosado (HWR), em Mossoró.

A doação pode ser feita no Hemocentro de Mossoró.

Ele está com leucemia e o tempo é um adversário a mais à sua saúde.

Se você tiver como colaborar, o faça.

Familiares e amigos trabalham, manifestam sua fé e clamam por nosso apoio.

Vai dar certo, Guilherme!

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 05/02/2016 - 16:01h
Mossoró

Hoje tem a “Troça Carnavalesca da Boa Convivência”

Hoje tem Carnaval em Mossoró. A opção das boas é a “Troça Carnavalesca da Boa Convivência“.

Será a partir das 19h30, na Praça da Convivência no Centro de Mossoró.

A iniciativa promete música ao vivo, principalmente frevo e marchinhas, atendimento vip, segurança, bebidas variadas e muita alegria, garante Heuber Filgueira, articulador do evento.

Mais informações por este número (84) 99606-7981.

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sexta-feira - 05/02/2016 - 15:43h
Baraúna

Um chafurdo sem fim

E Baraúna, heim?

Que chafurdo sem fim a sua gestão municipal. Entra prefeito, sai prefeito.

Quando se estimava que o prefeito interino e vice-prefeito Édson Barbosa (PV) fosse ficar por mais algumas semanas na titularidade, eis que a prefeita Luciana Oliveira (PMDB) retorna de um merecido descanso.

Reassumiu o poder.

Édson Barbosa fez em cerca de 30 dias, bem mais do que muitos esperavam.

Mas nessa transição, também fez modificações na equipe de auxiliares, para tentar encontrar o “fio da meada”.

Parece interminável esse caos. Uma cidade rica que vai ficando empobrecida e ingovernável, tamanho o redemoinho provocado por sua classe política na Municipalidade.

E a culpa não é só da classe política.

O Judiciário sabe que boa parcela desse pandemônio passeia em seu colo.

Pobre Baraúna.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
sexta-feira - 05/02/2016 - 11:55h
Poder em família

Oligarquias controlam Câmara Federal; RN é maior exemplo

Do Congresso em Foco

Conhecida por debates acalorados quando se trata de discussões sobre a “família tradicional”, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara foi cenário de um debate inusitado sobre outros tipos de famílias – as de políticos – no fim de outubro, durante a votação do Projeto de Lei nº 6.217, de 2013.

Felipe Maia: outro Maia (Foto: Alex Ferreira/ Agência Câmara)

Proposta pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC), a iniciativa pretende chamar a BR-101 em Santa Catarina de Rodovia Doutora Zilda Arns, excluindo naquele trecho a homenagem ao ex-governador Mário Covas. O nome do paulista batiza todos os quase 5 mil quilômetros da estrada desde setembro de 2001, seis meses após o falecimento do político.

O clima ficou tenso na CCJ. Ninguém diminuía a importância de Zilda Arns, brasileira indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1999, mas muitos se mostravam incomodados com a retirada do nome de um político de uma obra. Durante as discussões, houve exemplos – críticos ou elogiosos – de pontes no Piauí e em Santa Catarina com dois nomes: cada sentido da via para um cacique local.

Só família

“Há certamente novas rodovias, novas obras que serão construídas em Santa Catarina e a que, de forma consensual, o nome da Zilda Arns poderia ser definido. Se começarmos a abrir aqui um precedente de ratear uma rodovia, uma estrada, para homenagear vários nomes, vai se criar, além de uma atitude desagradável, até um conflito para quem vai pegar o endereço”, protestou o deputado Mainha (SD-PI).

A discussão ilustra um mecanismo muito antigo da política nacional e especialmente significativo na atual legislatura na Câmara. De teor fortemente conservador, ela é também a que possui maior porcentual de deputados com familiares políticos desde as eleições de 2002. Um estudoda Universidade de Brasília (UnB) publicado no segundo semestre de 2015 analisou os 983 deputados federais eleitos entre 2002 e 2010 para concluir que, no período, houve um crescimento de 10,7 pontos percentuais no número de deputados herdeiros de famílias de políticos, atingindo 46,6% em 2010 – número próximo aos 44% encontrados pela Transparência Brasil no mesmo ano.

Logo após a última disputa eleitoral, a ONG divulgou outro levantamento que concluiu que 49% dos deputados federais eleitos em 2014 tinham pais, avôs, mães, primos, irmãos ou cônjuges com atuação política – o maior índice das quatro últimas eleições.

Atualmente, o estado que ilustra melhor o poder das dinastias nas eleições é o Rio Grande do Norte, onde 100% dos oito deputados eleitos se encaixam no perfil das pesquisas. A lista contempla Fábio Faria (PSD), filho do atual governador do estado, Robinson Faria (PSD); Felipe Maia (DEM), filho do senador José Agripino (DEM); Antônio Jácome (PMN), pai de Jacó Jácome (PMN), eleito deputado estadual em 2014 aos 22 anos; Rogério Marinho (PSDB), neto do ex-deputado federal Djalma Marinho (UDN, Arena, PDS); Zenaide Maia (PR), esposa do prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (PR); Walter Alves (PMDB), de um dos clãs mais tradicionais do estado, com ex-ministros, ex-governador e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (PMDB); Rafael Motta (PSB), filho do deputado estadual Ricardo Motta (Pros); e Betinho Segundo (PP), da família Rosado, que domina a segunda maior cidade do estado, Mossoró, é neto de governador e bisneto de intendente – nome que se dava aos prefeitos até 1930.

Veja matéria completa AQUI.

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Categoria(s): Política
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