segunda-feira - 20/06/2016 - 22:49h
Série D

Potiguar perde para o Uniclinic jogando em Fortaleza

Do portal Terra

O Uniclinic encarou o Potiguar de Mossoró em briga pela liderança do Grupo A8 da Série D. Com gol de Dino, o time da casa venceu por 1 a 0 e chegou a liderança da competição. O jogo foi no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza-CE.

Com seis pontos, o Uniclinic enfrenta o Itabaiana, vice-líder. Já o Potiguar, terceiro colocado com três pontos, viaja para enfrentar o Serra Talhada.

A partida teve início com muito equilíbrio no meio-campo. A primeira chance foi do Potiguar, com Nininho mandando para fora. Aos 35 minutos, Tiago Souza arrematou, mas viu o goleiro Alex defender.

Gol

Já na segunda etapa, o Uniclinic teve as melhores chances. Em dois lances parecidos, Enercino e Leanderson perderam boas jogadas. Aos 12 minutos, Leanderson finalizou, cara a cara com o goleiro, mas viu o arqueiro se sair melhor.

O gol do time da casa veio aos 32 minutos. Após boa troca de passes, Dico recebeu na entrada da área e deixou o dele: 1 a 0. Minutos depois, o Uniclinic perdeu a oportunidade de ampliar o marcador. Dico driblou o goleiro mas, sem ângulo, chutou para fora.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte
segunda-feira - 20/06/2016 - 22:20h
Prefeitura de Mossoró

Representante da OAB diz que falta transparência à Saúde

Representando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Mossoró, Elsias Coelho, disse hoje em audiência pública na Câmara Municipal de Mossoró, que o Tribunal de Contas da União (TCU), em seu site, apresenta “32 irregularidades no que se refere à saúde do município de Mossoró.”

O pronunciamento de Elsias Coelho foi mais além, em evento que discutia prestação de contas da Saúde da Prefeitura de Mossoró (veja AQUI).

“Existe um parecer divulgado pelo Tribunal de Contas da União, que é um órgão fiscalizador federal. Bem, este parecer detectou 32 irregularidades em Mossoró no que se refere à Saúde do município”, ressaltou. Mas para ele, um merece destaque negativo:

– A falta de transparência. E, é exatamente isso que vemos a cada prestação de contas. Porque o que foi e sempre é dito, sem dúvida, é incompatível com a realidade caótica que está a saúde desta cidade – falou Elsias.

O médico e advogado Elsias Coelho entregou à semana passada um relatório técnico sobre o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), liderando a Comissão de Saúde da OAB, traçando retrato caótico dessa unidade hospitalar (veja AQUI).

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Política / Saúde
  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
segunda-feira - 20/06/2016 - 21:54h
Fórum Permanente de Governadores

Robinson propõe linha de crédito especial para dívidas

Durante o Fórum Permanente de Governadores realizado nesta segunda-feira, em Brasília (DF), o chefe do Executivo do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, sugeriu que os estados que têm dívidas pouco representativas com a União, como é o caso do RN, tenham acesso a uma linha de crédito especial já que não serão contemplados pela proposta de renegociação das dívidas de outras federações.

Governadores tiveram fórum para discussão de questões delicadas (Foto: cedida)

O Fórum foi presidido pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, e teve a participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e 18 governadores, na residência oficial de Águas Claras.

A ideia da linha de financiamento é um desdobramento da reunião de secretários realizada no domingo (19) e que contempla, além do RN, Amazonas, Tocantins, Pará, Distrito Federal e Paraíba. A sugestão é que seja criado um crédito baseado em antecipação do Fundo de Participação dos Estados.

Outra forma seria o fim da renúncia do imposto de renda sobre lucros dividendos, implantada em 1995. A suspensão da renúncia significaria, em termos de Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e Estados (FPE), mais de R$ 1 bilhão por ano nos cofres do RN. A dívida do RN com a União, de acordo com a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças, é de R$ 1,3 bilhão, valor que está sendo quitado parceladamente.

Dificuldade

A questão da renúncia será tratada em data a ser agendada por um grupo de trabalho liderado pelo Ministério da Fazenda em conjunto com os estados. A medida visa atender às unidades federativas que, apesar da dívida pouco significativa com a União, passam por igual dificuldade de caixa.

Após o Fórum, os governadores seguiram para uma reunião com o presidente interino Michel Temer para tratar pautas específicas de cada estado, renegociação das dívidas, mas também dialogar sobre o projeto de Lei que altera as regras do Simples Nacional, conhecido como Supersimples, um sistema diferenciado de tributação que soma oito impostos em um único boleto e beneficia as micro e pequenas empresas com redução da carga tributária.

Para o governador Robinson Faria, o Fórum foi crucial em um momento de aperto financeiro de todos os estados da federação. “O nosso objetivo é criar um diálogo permanente e encontrar uma solução que seja benéfica tanta para nós governadores quanto para a União. Sabemos das dificuldades, entendemos o momento pelo qual está passando o Brasil, mas não podemos ficar parados. Precisamos recuperar nossa capacidade de investimento para executar obras essenciais para o pleno funcionamento do Rio Grande do Norte”.

Proposta para escalonamento da dívida

A pauta defendida por estados que devem altos valores a União é que a dívida fosse alongada por 20 anos e a possibilidade de carência de 100% das parcelas por 24 meses, com retomada dos pagamentos após o prazo.

O Governo Federal propôs uma carência de 18 meses com pagamento escalonado com desconto de 95% e redução de 5,5% a cada mês a partir de janeiro de 2017.

Com informações da Assecom do Governo do Estado.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 20/06/2016 - 17:20h
Quarta-feira, 22

Marina Silva dará entrevista coletiva em Natal

A Rede Sustentabilidade promoverá coletiva de imprensa às 15h30 desta quarta-feira, 22 de junho, no Sindicato dos Agentes da Polícia Civil e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol-RN), na avenida Barão de Rio Branco.

O objetivo é a divulgação da pré-candidatura de Freitas Júnior a prefeitura de Natal e contará com a presença dos porta-vozes nacionais da Rede Sustentabilidade, em especial a ex-senadora Marina Silva.

Ela é a entrevistada de hoje do programa Roda Viva (veja AQUI).

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 20/06/2016 - 17:14h
Mossoró

Câmara e Uern assinam convênio de cooperação técnica

A Câmara Municipal de Mossoró e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) firmaram, hoje à tarde (20), convênio de cooperação técnica entre a TV Câmara Mossoró (canal 16/TCM) e a Uern TV (canal 21/TCM).

Assinatura ocorreu à tarde de hoje na Uern (Foto: cedida)

A parceria foi formalizada, na Reitoria da Uern, pelo presidente da Câmara, Jório Nogueira PSD), e o vice-reitor da Uern, Aldo Gondim. O reitor, Pedro Fernandes, precisou cumprir agenda, de urgência, em Brasília (DF).

O convênio regulamenta compartilhamento de conteúdo entre as duas emissoras e outros avanços, como criação de vagas de estágio, na TV Câmara, para estudantes do curso de Comunicação Social da Uern.

Reforço

Essa integração, segundo Jório Nogueira, estimulará formação de mão-de-obra qualificada e viabilizará novas produções na TV Câmara, como um programa sobre divulgação científica de pesquisas da Uern e de outras universidades.

Participante da cerimônia, o vereador Francisco Carlos (PP), professor da Uern, destacou que a colaboração beneficiará, sobretudo à sociedade, que usufruirá de conteúdo ainda melhor das duas emissoras.

Participaram ainda da solenidade pró-reitores, diretor do Departamento de Comunicação (Decom), professor Esdras Marchezan, diretor da Uern TV, professor Fabiano Morais, diretor da TV Câmara, jornalista Regy Carte.

“As duas instituições estão de parabéns, pois haverá um ganho mútuo e com reflexos diretos para a comunidade”, observou o vice-reitor Aldo Gondim. “Isso mostra que Câmara e Uern são cada vez mais parceiras”, destacou Jório.

Com informações da Câmara Municipal de Mossoró.

Compartilhe:
Categoria(s): Comunicação / Educação
segunda-feira - 20/06/2016 - 14:46h
Mossoró

Saúde está asfixiada sem apoio do Estado e municípios

“Os recursos da saúde poderiam ser melhor aplicados. Contudo, reconhecemos que a grande quantidade de pacientes de outros municípios que são atendidas em Mossoró causa significativo impacto nos investimentos na saúde”. A declaração foi feita hoje pela manhã na Câmara Municipal, pelo vereador Genivan Vale (PDT), durante audiência para prestação de contas da Saúde municipal, referente ao 3º quadrimestre de 2015.

Leodise vê isolamento (Foto: CMM)

“É preciso que haja uma pactuação com esses municípios. Além disso, é preciso chamar o Governo do Estado à responsabilidade para repassar os recursos devidos a Mossoró”, frisou o parlamentar.

Invasão

Ainda durante a audiência, o vereador solicitou da Secretaria Municipal de Saúde a relação detalhada das cidades que “invadem” o serviço de saúde, ou seja, municípios que encaminham seus munícipes para Mossoró, mas não encaminham os recursos equivalentes a estes serviços.

O próprio governo municipal parece ter chegado ao seu limite, em termos de paciência, com o Governo Robinson Faria (PSD), que também não dá a devida contrapartida à Saúde Municipal.

Apesar de aliado do governador, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) está entregue à própria sorte. Na Saúde e Segurança, pontos mais críticos dos serviços públicos, em Mossoró, o Governo do Estado praticamente lavou as mãos e tomou distância.

Secretária

“Muitos não sabem, mas desde 2010 que Mossoró não recebe os repasses corretamente”, reagiu a secretária municipal da Saúde, Leodise Cruz.

“Esse fato tem nos levado a situações difíceis no setor. Sem os recursos, dificulta a ação do município, mas mesmo diante dessa circunstância, o município tem investido em uma série de serviços”, informou Leodise.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Saúde
  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
segunda-feira - 20/06/2016 - 07:27h
Em Natal

“Seminário Eleja-se” focalizará aspectos gerais de campanha

Natal vai sediar o Seminário Eleja-se, evento dirigido sobretudo a pré-candidatos a cargos eletivos, dirigentes, partidários, comunicadores e outras pessoas envolvidas com campanhas eleitorais. Será no dia 2 de julho, no Hotel Holliday Inn, na Avenida Salgado Filho, Lagoa Nova.

O evento tratará de questões relacionadas ao direito eleitoral, marketing, pesquisa e contabilidade eleitoral, mídia digital, assessoria de imprensa, organização de campanha etc.

Palestrantes do evento darão explanação geral sobre temas relacionados à campanha 2016 (Foto: Reprodução)

Os palestrantes vão passar seus conhecimentos aos participantes do evento, na abordagem de temas diversos, que se encadeiam.

Entre eles, o advogado Erick Pereira, advogado e especialista em Direito Constitucional; João Maria de Medeiros, marqueteiro com larga experiência em campanhas no Rio Grande do Norte, São Paulo e Mato Grosso; Paulo de Tarso Fernandes, diretor do Instituto Consult de pesquisas; Lígia Limeira, advogada e contabilista; Arturo Arruda Câmara, marqueteiro, entre outros.

O evento conta com apoio da FEMURN – Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte e FECAM-RN – Federação das Câmaras Municipais do RN.

Faça sua inscrição AQUI.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Comunicação / Política
segunda-feira - 20/06/2016 - 06:18h
Sociedade doente

Nossos pequenos delitos de cada dia

Em condomínio de luxo em Mossoró, câmeras flagraram morador furtando vasilhame com água mineral (20 litros) de espaço comum.

Na área de lazer, furtivamente, o ‘insuspeito’ condômino trocou o seco que trazia de sua mansão por um quase cheio, afixado no local.

Depois saiu se esgueirando com o produto do furto, algo que lhe pertencia também.

Tudo filmado.

Mais um exemplar de gente que fala dos políticos, que tacha a todos como “ladrões”, “corruptos” etc., mas deve achar normal esse e outros delitos que comete diariamente.

Vá entender!

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 19/06/2016 - 23:50h

Pensando bem…

“O amor é considerado uma doença num mundo em que o natural é sentir ódio.”

José Emílio Pacheco

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 19/06/2016 - 18:56h
Série C

América volta a perder e acumula 3ª derrota seguida

Por Rafael Araújo (portal Nominuto.com)

O América perdeu por 2 a 1 para o Asa neste domingo (19) em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série C no Arena das Dunas. O alvirrubro entrou displicente na partida e levou um gol logo aos quatro minutos, quando Reinaldo Alagoano subiu de cabeça para abrir o placar.

No finalzinho do primeiro tempo, o time da casa empatou com Romão, mas na etapa final, Williams cobrou falta de longe e definiu o placar.

Com o resultado, o alvirrubro se manteve com apenas seis pontos e caiu para a 6ª colocação na tabela do grupo A. Enquanto isso, o Asa chegou aos nove e subiu para a terceira colocação.

No próximo sábado (25), o América volta a jogar pelo Campeonato Brasileiro da Série C. Na ocasião, o alvirrubro enfrenta o Botafogo da Paraíba, às 19h, na Arena das Dunas.

O jogo

A partida mal começou e os visitantes já abriram o placar. Aos quatro minutos, Igor cruzou na medida para Reinaldo Alagoano, que subiu e cabeceou a bola pra o fundo das redes.

Após o gol, o América buscou reagir, mas durante um bom tempo não conseguiu chegar com perigo. No entanto, aos trinta e nove minutos, Everton cruzou da direita, Romão recebeu a bola dentro da área, dominou, girou e mandou para o fundo das redes para empatar a partida.

Na volta do intervalo, o América iniciou melhor o segundo tempo. Logo aos oito minutos, o alvirrubro chegou com Reis, que arriscou de fora de área para defesa de Thiago.

Aos vinte minutos, Everton fez boa jogada pela direita, mas Elias dominou desajeitado e chutou por cima do gol. Apesar da pressão no início da segunda etapa, o alvirrubro levando. Em cobrança de falta de longe, Williams mandou uma bomba para desempatar a partida.

Após levar mais um gol, o América voltou a pressionar o adversário. Aos trinta e seis minutos, Reis cobrou escanteio, Luiz Eduardo cabeceou, mas a bola bateu na trave do time alagoano. Três minutos depois, Raphael Toledo cobrou falta com categoria, a bola passou muito perto, mas acabou indo para fora, ao lado direito do goleiro Thiago.

No finalzinho, aos quarenta e seis minutos, o América teve sua última boa chance, quando David cruzou e Luiz Eduardo cabeceou para defesa do arqueiro do time alagoano. Fim de jogo: América 1 x 2 ASA.

Ficha Técnica

Campeonato Brasileiro Série C

América 1 x 2 ASA

Local: Arena das Dunas

Árbitro: Dyorgines José Padovani de Andrade (CBF-ES)

Assistentes: Marlon Rafael Gomes de Oliveira (CBF-PE)  e Fernando Antônio da Silva Júnior (CBF-PE).

Quarto árbitro: Italo Medeiros de Azevedo (CBF-RN)

América: Daniel; Cléber, Everton (Luiz Eduardo), David e João Paulo; Memo, Bruno Formigoni (Raphael Toledo) e Elias; Reis, Romão e Thiago Potiguar. Técnico: Sérgio China.

ASA: Thiago Braga; Junior, Williames José, Rayan, Jorginho e Igor Cariús; Diogo Douglas, Ramalho e João Paulo; Reinaldo Alagoano e Klenisson (Jailton).

Globo goleia

Jogando pela Série D no Barretão, em Ceará-mirim, o Globo venceu o Galácia da Bahia pela segunda rodada da competição.

Os gols foram de Romarinho, de pênalti, Thiago Lima, Pablo Oliveira, Negreti e Geovane.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte
  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
domingo - 19/06/2016 - 14:30h
História

A resistência de Mossoró ao bando de Lampião

Pesquisador narra combate ocorrido à tarde do dia 13 de junho de 1927 na cidade, num episódio épico

Por Geraldo Maia (O Mossoroense)

Em 1927 a cidade de Mossoró vivia um período de expansionismo comercial e industrial. Possuía o maior parque salineiro do país, três firmas comprando, descaroçando e prensando algodão, casas compradoras de peles e cera de carnaúba, contando com um porto por onde exportava seus produtos e sendo, por assim dizer, um verdadeiro empório comercial, que atendia não só a região oeste do Estado, como também algumas cidades da Paraíba e até mesmo do Ceará.

A população da cidade andava na casa dos 20.000 habitantes, era ligada ao litoral por estrada de   ferro que se estendia ao povoado de São Sebastião, atual Dix-sept Rosado, na direção oeste, seguindo por quarenta e dois quilômetros.

Homens da defesa de Mossoró posam armados em uma das trincheiras (Foto: reproduçaõ)

Contava ainda com estradas de rodagem, energia elétrica alimentando várias indústrias, dois colégios religiosos, agências bancárias e repartições públicas. Era essa a Mossoró da época.

A riqueza que circulava na cidade despertou a cobiça do mais famoso cangaceiro da época, que era Virgulino Ferreira, o Lampião.

Para concretizar o audacioso plano de atacar uma cidade do nível de Mossoró, Lampião contava em seu bando com a ajuda de alguns bandidos que conheciam muito bem a região oeste do Estado, como era o caso de Cecílio Batista, mais conhecido como “Trovão”, que havia morado em Assú onde já havia sido preso por malandragem e desordem e de José Cesário, o “Coqueiro”,  que havia trabalhado em Mossoró.

Massilon

Contava ainda com Júlio Porto, que havia trabalhado em Mossoró como motorista de Alfredo Fernandes, conhecido no bando pela alcunha de “Zé Pretinho” e de Massilon que era tropeiro e conhecedor de todos os caminhos que levavam a Mossoró.

No dia 2 de maio de 1927 Lampião e seu bando partiram de Pernambuco, em direção ao Rio Grande do Norte. Atravessaram a Paraíba próximo à fronteira com o Ceará, com destino a cidade potiguar de Luiz Gomes. Antes, porém, atacaram a cidade paraibana de Belém do Rio do Peixe.

Lampião não estava com o bando completo. O cangaceiro Massilon, que era um de seus chefes, estava com uma parte dos bandidos no Ceará e pretendia atacar a cidade de Apodi, já no Rio Grande do Norte, no dia 11 de junho daquele ano. Depois do assalto, deveria se juntar a Lampião em lugar predeterminado, onde deveriam terminar os preparativos para o grande assalto.

Essa reunião se deu na fazenda Ipueira, na cidade de Aurora, no Ceará, de onde partiram com destino a Mossoró. E ai começou a devastação por onde o bando passava.

Sequestrados

Assaltaram sítios, fazenda, lugarejos e cidades, roubando tudo o que encontravam, inclusive jóias e animais, queimando o que encontravam pela frente e fazendo refém de todos os que podiam pagar um resgate. Entre os sequestrados estavam o coronel Antônio Gurgel, ex-Prefeito de Natal, Joaquim Moreira, proprietário da Fazenda “Nova”, no sopé da serra de Luis Gomes, dona Maria José, proprietária da Fazenda “Arueira” e outros.

Coube ao Coronel Antônio Gurgel, um dos seqüestrados, escrever uma carta ao prefeito de Mossoró, Rodolfo Fernandes, fazendo algumas exigências para que a cidade não fosse invadida. Era a técnica usada pelos cangaceiros ao atacar qualquer cidade.

Antes, porém, cortavam os serviços telegráficos da cidade, para evitar qualquer tipo de comunicação. Quando a cidade atendia o pedido, exigiam além de dinheiro e jóias, boa estadia durante o tempo que quisessem, incluindo músicos para as festas e bebidas para as farras. Quando o pedido não era aceito, a cidade era impiedosamente invadida.

De Mossoró pretendiam cobrar 500 contos de réis para poupar a cidade, mas sendo advertido que se tratava de quantia muito alta, resolveram reduzir o pedido para 400 contos de réis. A carta do coronel Gurgel dizia:

“Meu caro Rodolfo Fernandes.

Desde ontem estou aprisionado do grupo de Lampião, o qual está aquartelado aqui bem perto da cidade. Manda, porém, um acordo para não atacar mediante a soma de 400 contos de réis. Penso que para evitar o pânico, o sacrifício compensa, tanto que ele promete não voltar mais a Mossoró…”

Ao receber a carta, o Cel. Rodolfo Fernandes convoca uma reunião para a qual convida todas as pessoas de destaque da cidade, onde informa o conteúdo da mesma e alerta para a necessidade de preparação da defesa contra um possível ataque dos cangaceiros.

Os convidados, no entanto, acham inviável que possa acontecer um ataque de cangaceiros a uma cidade do porte de Mossoró.  E de nada adiantaram os argumentos do prefeito.

Mesmo decepcionado com a atitude dos cidadãos da cidade, o prefeito responde a carta nos seguintes termos:

“Mossoró, 13 de junho de 1927.  –

Antônio Gurgel.

Não é possível satisfazer-lhe a remessa dos 400.000 contos, pois não tenho, e mesmo no comércio é impossível encontrar tal quantia. Ignora-se onde está refugiado o gerente do Banco, Sr. Jaime Guedes. Estamos dispostos a recebê-los na altura em que eles desejarem. Nossa situação oferece absoluta confiança e inteira segurança.

Rodolfo Fernandes”.

Quando o portador chega a casa do prefeito para pegar a resposta, esse, de modo cortês, diz que a proposta do bandido é inaceitável e se diz disposto a enfrenta-lo. Levou o portador ao aposento onde havia vários caixões com latas de querosene e gasolina. Junto a esses caixões, existia um aberto e cheio de balas. O prefeito na tentativa de impressioná-lo, diz que todos aqueles caixões estão cheios de munição e que já existe um grande número de homens armados na cidade, aguardando a entrada dos cangaceiros.

Lampião não esperava tal resposta e ao tomar conhecimento que a cidade está pronta para brigar, resolve mandar um bilhete escrito de próprio punho, numa péssima caligrafia, julgando que assim conseguiria o intento :

“Cel Rodolfo

Estando Eu até aqui pretendo drº. Já foi um aviso, ahi pº o Sinhoris, si por acauso rezolver, mi, a mandar será a importança que aqui nos pede, Eu envito di Entrada ahi porem não vindo essa importança eu entrarei, ate ahi penço que adeus querer, eu entro; e vai aver muito estrago por isto si vir o drº. Eu não entro, ahi mas nos resposte logo.

Capm Lampião.”

Mais uma vez, o prefeito responde com negativa. Diz em sua resposta para Lampião:

“Virgulino, lampião.

Recebi o seu bilhete e respondo-lhe dizendo que não tenho a importância que pede e nem também o comércio. O Banco está fechado, tendo os funcionários se retirado daqui. Estamos dispostos a acarretar com tudo o que o Sr. queira fazer contra nós. A cidade acha-se, firmemente, inabalável na sua defesa, confiando na mesma.

Rodolfo Fernandes

Prefeito, 13.06.1927”.

Nessa altura dos acontecimentos, os mossoroenses já convencidos do intento dos cangaceiros, tratavam de preparar a defesa da cidade. O tenente Laurentino era o encarregado dos preparativos. E como tal, distribuía os voluntários pelos pontos estratégicos da cidade.

Haviam homens instalados nas torres das igrejas matriz, Coração de Jesus e São Vicente, no mercado, nos correios e telégrafos, companhia de luz, Grande Hotel, estação ferroviária, ginásio Diocesano, na casa do prefeito e demais pontos.

Massilon conhecia bem a cidade; Lampião liderava bando a distância e Sabino foi ao combate (Foto: reprodução)

O plano de lampião era chegar a uma localidade conhecida como Saco, que ficava a uma distância de dois quilômetros de Mossoró, onde abandonariam as montarias e prosseguiriam a pé até a cidade.

O cangaceiro Sabino comandava duas colunas de vanguarda. Uma das colunas era chefiada por Jararaca e outra por Massilon.  Lampião ia no comando da coluna da retaguarda.

Enquanto cangaceiros e voluntários se preparam para o combate, o restante da população, que não participariam do mesmo, tentava deixar a cidade.  Eram velhos, mulheres e crianças, pessoas doentes, que não tinham nenhuma condição de enfrentar, de armas em punho, a ira dos Cangaceiros.

Trincheira na cada de Rodolfo Fernandes (Foto: Reprodução)

A cena era dantesca desde o dia 12 de junho.

Nas ruas, o povo tentava deixar a cidade de qualquer maneira. Mulheres chorando, carregando crianças de colo ou puxadas pelos braços, levando trouxas de roupas, comida e água para a viagem, vagando na multidão sem rumo. Era uma massa humana surpreendente que se deslocava pelas ruas da cidade na busca de transporte, qualquer que fosse o meio, para fugir antes da investida dos Cangaceiros.

Famílias inteiras reunidas, em desespero, lotavam os raros caminhões ou automóveis que saíam disparados a caminho do litoral. Muitos, sem condição de transporte, tratavam de conseguir esconderijo dentro ou fora da cidade. A ordem dada pelo prefeito era que quem estivesse desarmado saísse da cidade.

Defesa

O desespero aumentava mais a medida que o dia avançava. Às onze horas da noite, os sinos das igrejas de Santa Luzia, são Vicente e do Coração de Jesus começaram a martelar tetricamente, o que só servia para aumentar a correria. As sirenes das fábricas apitavam repetidamente a cada instante. Muita gente que não acreditava na vinda de Lampião, só ai passou a tomar providências para a partida.

Na praça da estação da estrada de ferro, era grande a concentração de gente na busca de lugar para viajar nos trens que partiam de Mossoró. Até os carros de cargas foram atrelados a composição para que a multidão pudesse partir. Mesmo assim não dava vencimento, e os retardatários, em lágrimas, imploravam um lugar para viajar.

O Prefeito, o Cel. Rodolfo Fernandes de Oliveira, se desdobrava na organização da defesa, ao mesmo tempo que ordenava a evacuação da cidade, medida essa que poderia salvar muitas vidas.

Enquanto isso, a locomotiva a vapor, quase milagrosamente partia, resfolegando com o peso adicional, parecendo que ia explodir, tamanho o esforço feito pela máquina que emitia fortes rangidos e deixava um rastro de fumaça negra no horizonte. Era uma viagem relativamente curta, entre Mossoró e Porto Franco, nas proximidades da praia de Areia Branca.

NA CIDADE, o badalar dos sinos continuava e o desespero também, pois apesar da pequena distância que o trem deveria percorrer, a locomotiva demorava mais do que o normal para chegar, com o maquinista parando com freqüência para se abastecer de água e lenha pelo caminho. Saía de Mossoró com todos os carros lotados e voltava vazio. Era um verdadeiro êxodo.

Na noite do dia 12 de junho, não houve descanso para ninguém em Mossoró. Os encarregados pela defesa da cidade se revezavam na vigília, enquanto o restante da população esperava a vez de partir. E o movimento na estação ferroviária não parava.

O embarque de pessoal virou toda a noite e só terminou na tarde do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, quando foram ouvidos os primeiros tiros, dando início ao terrível combate. Mas a meta havia sido alcançada; a cidade estava deserta, exceto pelos defensores que das trincheiras aguardavam o ataque.

Ao entrarem na cidade, o bando sente medo, devido ao abandono do local. Sabino encaminha-se com suas colunas para a casa do prefeito. Não perdoa o atrevimento daquele homem que resolveu enfrentar o bando de cangaceiro mais temido do nordeste brasileiro. Sabino posiciona-se sozinho em frente a casa de Rodolfo Fernandes.

Rodolfo: líder da resistência (Foto: reprodução)

Os defensores da cidade ficam indecisos, sem saber se ele é um soldado ou um cangaceiro, já que não havia muito diferença entre a maneira de se vestir de um e de outro. Foi preciso a ordem do prefeito para que começassem a atirar.

Forte chuva

Nesse momento o tempo fechou. Uma forte chuva começa a cair, comprometendo o desempenho dos cangaceiros e tornando mais tétrico o ambiente. Lampião segue em direção ao cemitério da cidade enquanto que Massilon procura os fundos da casa do prefeito.

O cangaceiro “Colchete” tenta revidar os tiros lançando uma garrafa com gasolina contra os fardos de algodão que servem de trincheiras para os defensores, na tentativa de incendiá-los.

Nesse momento é atingido por um tiro, caindo morto. Jararaca se aproxima do corpo, com o intuito de dar prosseguimento ao plano do comparsa morto e é também atingido nas costas, tendo os pulmões perfurados.

No mesmo instante, os soldados entrincheirados na boca do esgoto começam a atirar, encurralando os cangaceiros. Os defensores dominam a situação e não resta outra solução aos facínoras se não abandonar a cidade. A ordem de retirada é dada por Sabino que puxando da pistola dá quatro tiros para o alto. É o fim do ataque.

Não foi um combate longo; iniciou-se as quatro horas da tarde, aproximadamente, sendo os últimos disparos dados por volta das cinco e meia da mesma tarde.

Colchete e Jararaca

Lampião havia fugido, deixando estirado no chão o Cangaceiro Colchete e dando por desaparecido o Jararaca, que depois seria preso e “justiçado” em Mossoró. Mas com medo da revanche dos bandidos, os defensores permaneceram de plantão toda a noite, só descansando no outro dia, quando tiveram certeza que já não havia mais perigo.

Jararaca foi baleado em combate (Foto: reprodução)

Quando lembramos esses fatos, ficamos pensando que tragédia poderia ter acontecido se a cidade não houvesse sido esvaziada a tempo. Quantas mortes poderiam ter havido se a população tivesse permanecido na mesma. Só Deus pode saber.

Depois do acontecido, a população começa a voltar para casa. É outra batalha para se conseguir transporte, juntar os parentes, desentocar os objetos de valores que tinham ficado escondidos e tantas providências mais, que só quem viveu o drama poderia contar.

13 de junho, dia de Santo Antônio. Um dia que ficou marcado para sempre na história de Mossoró.

Para saber mais sobre a História de Mossoró visite o blog: www.blogdogemaia.com.

Geraldo Maia é historiador, escritor e pesquisador

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Blog
domingo - 19/06/2016 - 13:44h

Eleições 2016 serão fortemente impactadas por escândalos

Por Carlos Santos

As eleições municipais do RN vão ser duramente impactadas pelos ecos de Brasília e Curitiba.

Escândalos, escândalos, escândalos!

Refaçamos nossas análises, estejamos mais atentos: o oráculo é outro.

Certos modelos e fórmulas que sempre funcionaram de uma forma ou de outra, precisarão ser revistos.

Ninguém espere uma reviravolta, como se déssemos uma pirueta de 180 graus.

Menos. Devagar.

Teremos bem menos dinheiro em jogo. Para os que nunca tiveram, não chega a ser um problema.

Como as lideranças mais tradicionais vão trabalhar, sob essas condições, é que serão “outros quinhentos”. Dirá muito do que as urnas refletirão.

Várias dessas lideranças buscam apenas uma sobrevida; outras tantas devem ser banidas por incapacidade de adaptação à nova realidade.

A força econômica reduzida e a máquina pública muito vigiada, além de sucateada, vão testar o poder desses líderes.

Ao mesmo tempo, temos a oportunidade para surgimento de novos nomes ou alguns exumação de esquecidos anteriormente.

Podem prevalecer algumas novidades, mas elas precisarão  ir além da ideia do novo, do alternativo e que seja aparentemente asséptico.

De modo quase generalizado, o povão está ressabiado, cansado da velharia e desconfiado do que se propõe a diferente.

Que discurso deverá prevalecer?

Em tempos de crise, os messiânicos sempre se aproveitam e costumam despontar. Enganar à massa-gente é sempre mais fácil do que ludibriar uma só pessoa.

O ambiente é propício para charlatões, também, que se diga.

Entretanto mesmo esses ilusionistas já não enganam tanto, a tantos, como sempre o fizeram.

Enfim… os tempos são outros, mesmo que nem tudo mude.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 19/06/2016 - 12:35h
Sucessão municipal

Grupo de Trabalho tentará pavimentar caminho para aliança

Será amanhã (segunda-feira, 20), às 18h, na sede do PT mossoroense, a primeira reunião de “Grupo de Trabalho” composto por representantes locais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Democrático Trabalhista (PDT) e Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

Reunião de quinta-feira ruma para um entendimento muito difícil (Foto: cedida)

Foi criado para analisar e definir ações que poderão ser adotadas pelas correntes partidárias com vistas às eleições municipais deste ano. A formação da comissão foi o resultado da reunião realizada na quinta-feira (16) entre lideranças das quatro siglas, na sede do PT.

Ausência

O grupo é formado por dois representantes de cada partido, sendo o presidente do diretório municipal e um membro da executiva. O Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), que havia sinalizado participação no encontro de quinta-feira, não foi representado, mas justificou a ausência em virtude de outro compromisso do presidente do diretório.

O objetivo é fazer o alinhamento dos interesses políticos de todas as correntes envolvidas, a fim de que, até o dia 30 deste mês, haja uma definição sobre a continuidade ou não do bloco, segundo informa o presidente do Comitê Municipal do PCdoB, Gutemberg Dias.

Dificuldades

A união desses partidos, num único bloco, é perto do impossível, em se analisando retrospecto da política local nas disputas municipais e os interesses conflitantes na atualidade.

PDT, por exemplo, é visceralmente opositor ao governo Francisco José Júnior (PSD). O PCdoB, é intrinsecamente ligado ao governismo municipal.

Já o PT, internamente não se entende. Uma parte deixou o Governo Municipal em prantos. Outras tendências, saíram atirando e não querem olhar para trás.

O Psol é historicamente contra tudo e todos. Nas últimas campanhas municipais atuou em faixa própria. É pouco provável que se componha com quem conversa e abra mão de cabeça de chapa.

Enfim, um grande fosso separa os participantes das discussões da sonhada aliança comum. Mas não é impossível. Em política, impossível é “elefante voar”.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 19/06/2016 - 11:58h
Bastidores

Os choros do ex-ministro Henrique Alves

Texto da Coluna do Moreno foi publicado nesse sábado (18), mas Henrique rebate seu conteúdo (Foto: reprodução)

Na Coluna do Moreno, assinada por Jorge Bastos Moreno, em O Globo desse sábado (18), ele escreve (veja reprodução nesta postagem) sobre bastidores de situação vivida pelo ex-ministro Henrique Alves (PMDB), em face do cerco à sua vida, denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal 9STF).

Segundo Janot, Henrique teria conta em banco suíço (veja AQUI).

O ex-ministro reagiu outra vez. Em endereço próprio nas redes sociais, ele desmente o colunista:

– Ao contrário da nota publicada pelo @RadiodoMoreno (endereço no Twitter0, mantenho-me sereno, racional e republicano diante das acusações inverídicas contra mim.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 19/06/2016 - 10:44h

Aprender a aprender

Por Honório de Medeiros

1) APRENDEMOS quando nos defrontamos com um problema, qualquer que seja ele; como lembra Popper, “cada problema surge da descoberta de que algo não está em ordem com nosso suposto conhecimento; ou examinado logicamente, da descoberta de uma contradição interna entre nosso suposto conhecimento e os fatos; ou, declarado talvez mais corretamente, da descoberta de uma contradição aparente entre nosso suposto conhecimento e os supostos fatos..”

a) ESSE problema pode ser inesperado (não por outra razão a sabedoria popular diz: “a necessidade é a mãe da invenção);

b) PODE ser provocado:

b.1) QUANDO problematizamos as coisas e/ou os fenômenos (como disse Gaston Bachelard, “O conhecimento é sempre a reforma de uma ilusão”);

b.1.1) POR intermédio da contra-argumentação, utilizando o contraexemplo;

b.1.2) POR intermédio do uso da técnica jornalística: o quê, quem, quando, onde, por que e para quê.

2) QUALQUER problema é, antes de tudo, uma questão do espírito (intelectual), mesmo no trabalho puramente mecânico.

3) ELABORAMOS teorias que são soluções provisórias a serem testadas para resolver esses problemas:

a) O teste dirá se erramos ou acertamos;

b) O erro nos ensina, posto que não precisamos mais trilhar o mesmo caminho já tentado.

4) SE aprendemos quando nos deparamos com um problema, há um conhecimento que o antecede e nos permite identificá-lo.

5) SE o conhecimento é retificável, é evolutivo, no sentido de que caminha sempre do mais simples para o mais complexo.

6) O conhecimento pode, então, ser compreendido como um “vir-a-ser” de complexidade cada vez mais fecunda.

7) A recusa em aceitar essa contradição entre nosso conhecimento e os fatos (coisas e/ou fenômenos) conduz a neuroses. Aqui se compreenda essa recusa como uma fuga do problema com o qual alguém se defrontou.

8) O “como” dizemos a nós mesmos, ou aos outros, o que aprendemos é papel da Retórica: podemos ser convencidos ou seduzidos, convencer ou seduzir.

9) NÃO é possível comparar INFORMAÇÃO com CONHECIMENTO; quando conheço, estou informado, mas, nem sempre, quando estou informado, conheço. Posso estar informado de algo sem compreendê-lo.

10) COMPREENDER está além de meramente conhecer: situa no mesmo problema o conhecedor e o objeto a conhecer, no tempo e espaço.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
domingo - 19/06/2016 - 09:38h

Um país sem pátria

Por François Silvestre

O Brasil não é a Pátria que as circunstâncias nos oferecem. O país existe, porém é órfão de pátria. A geografia exuberante e incomparável é única, embora pagando o preço da estupidez agressiva que a maltrata e a corrompe.

Mesmo que morram florestas, sequem rios, esmoreçam lagos, extingam-se viventes da fauna e da flora, até assim, a geografia do Brasil continua ímpar.

Porém, a pátria não é a mesma. Nunca, nem nos tempos sombrios e terríveis da Ditadura fascista, a pátria foi tão carente da letra maiúscula na sua denominação. Somos um país gigante gerido por uma pátria nanica. O que diria Rui Barbosa da sua definição, se pudesse ver a pátria de agora:

“A pátria não é ninguém: são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade”.

Se na Ditadura a liberdade foi sangrada, os lares violados, a vida em risco, o céu escuro, a consciência maculada, a ausência da lei, o povo ajoelhado, mesmo assim, a Pátria sobrevivia na esperança da resistência.

E a resistência se dava em cada local, da mais erma estepe até ao escancarado das praças maculadas. Do silêncio contestante ao berro da revolta.

Do sentido escondido do texto poético ao apelo codificado da canção de combate.

Da bruxuleante luz da lamparina ao raiar do Sol, num nascente de espera. Até nos porões, onde a Pátria emprestou vida ao útero fedido dos seus Cáceres. A espargir o miasma de sangue e sêmen.

E depois, no inventário das cicatrizes, o Poeta Polari de Alverga acusou: “Eles costuraram tua boca com o silêncio”. E mais: “As manchas de sangue, ressecadas nas vestes que sobraram, exalam um estranho cheiro de súplica”.

Nem assim, com toda essa desgraça pesada e sentida, A Pátria virou minúscula. Nem assim.

Foi preciso a mediocridade do presente para apequenar a Pátria da oração de Rui. O tempo de hoje achatou o “P” maiúsculo, numa pátria de fantoche. Fancaria de uma ópera bufa, burlesca encenação da patifaria.

Não há quase nada de uma pátria a exaltar. Apenas o belo país e a cultura de sua gente. A mesma cultura que o poder público trata como se tratavam as prostitutas velhas nos becos fedidos dos cabarés antigos.

E a política? Qualquer definição dessa atividade, hoje, nos leva à proibição etária da imoralidade. A Pátria que sobreviveu na escuridão, dilacerada, deixou-se assassinar na claridade. Saudade da penumbra? Não. Tristeza da clareza suja.

O Brasil é hoje um país à beira do suicídio institucional. Do alto do precipício, a mendigar socorro: “Minha geografia por uma Pátria”.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 19/06/2016 - 08:22h

Nas pegadas dos tapuias paiacus da ribeira do Apodi (I)

Por Marcos Pinto

Sob  a  ótica  do  processo de colonização  e  povoamento  do  sertão  da  Ribeira  do  Apodi, as  narrativas de  pessoas  de idade  avançada produzem referências  comuns sobre  a  ferocidade comum  dos tapuias  paiacus  e   a  sua  captura  pelos  chamados  “homens  brancos”, geralmente  por  entradistas  e  Bandeirantes, investidos  de  suas  patentes  militares  comandado  homens  recrutados  em  sua  maioria  por Bandos , espécie  de  convocação  e  perdão  oficial a  criminosos,  geralmente  homiziados  nos  adustos  sertões.

Estranha-se  o  fato de  que  deliberada  omissão  dos  antigos  historiadores  em  admitirem  a  presença do  componente  étnico  indígena  no processo  de  ocupação  da  Ribeira  do  Apodi.

Oficialmente só se  tem conhecimento da  existência  de  uma  família  mameluca  apodiense, que é  a  família  MOTA, pelo  casamento  do português  Antonio  da  Mota  Ribeiro  com  a  mameluca  nascida em Apodi  JOSEPHA  FERREIRA  DE  ARAÚJO, filha  do  português  Carlos Vidal  Borromeu  e  da  índia  Isabel  de  Araújo, natural  de  Alagoas.

Como  se  vê, a  etnia  indígena  dessa  matriarca  não  é  apodiense.

Josepha  faleceu  no  sítio  Santa  Cruz, do  município  de  Apodi  a  17  de  Outubro  de  1792 (Vide  livro  “Velhos  Inventários  do  Oeste Potiguar”. Autor: Marcos  Antonio  Filgueira –  Coleção  Mossoroense –  Série  C –  Volume  740 –  Ano  1992).

Esses  renomados  historiadores  potiguares  relataram, com ênfase, apenas  a  participação  da  presença  branca.  Temos  também  um referencial  na  etnia  indígena  da   família  Diógenes   com  origem  no  Ceará, com  entrelaçamento  familiar  do  Sr.  Diógenes  Paes Botão com uma  índia  tapuia  paiacus  da  Ribeira  do  Jaguaribe, de  nome  Antonia  da  Purificação.

Em  Apodi, geralmente   encontramos  referências  a existência  de  caboclas-brabas, pegas  na  densa  mata  nativa  a  cavalos  e  a    dentes  de cachorros. O  referencial CABOCLAS-BRABAS atrela-se  ao  fato de  que  ficaram  assim  conhecidas nas  memórias  familiares de  famílias apodienses  com  etnia  tapuias  paiacus, relatando existências  de  antepassados  índios  e  índias  que  por  serem  filhos  de  alguns patenteados  militares  do  Terço  dos  Paulistas que  percorreu todos  os  sertões  da  então   Aldeia  do  Lago  Pody, matando  e  aprisionando nossos  indígenas.

Há  uma  forte  possibilidade  da  família COUTINHO  do  sítio  Rio  Novo  ser   descendente  do  índio  tapuia  paiacu  Amaro Coutinho, recrutado  pelo  Terço  dos  Paulistas, que  esteve na  então  Capitania  do  Rio  Grande  no  período    1688  a  1724.

Esse  famoso  grupo  militar  cometeu  um  verdadeiro  genocídio  indígena  em terras  potiguares, além  de  prenhar  índios  e  índias  que eram vendidos  para  os  engenhos  da  Capitania  de  Pernambuco.  Quando as  índias eram  belas, eram  inicialmente  escravizadas  para  a  seguir serem  esposas  desses  militares, sendo na  maioria  das  vezes  meras  amásias para  proliferação  do  sangue  do  homem dito  branco.

Os  tapuias  que  escapavam  a  sanha  do  homem  branco  escondiam-se nos  pés de serra  ou  nas  suas  chãs, escondendo-se  nas  furnas  e grotas, de  difícil  acesso.

Fugiam  a  todo  tempo  do  alastramento  da  fronteira pastorícia  do  Vale  do  Jaguaribe, no  Ceará. Foram  vorazmente  caçados  pelos  que comandavam as  famosas  “ENTRADAS”  colonizadoras, que  montados  em  cavalos  e  com  ajuda  de cães, domaram  a  brabeza  indígena.

Ainda  existem  relatos  esparsos  acerca  das  caboclas-brabas  na  Chapada  e  no   Vale  do  Apodi, onde  os  tapuias  passavam  a  maior  parte do  tempo nas  margens  das  lagoas  de  Apodi, Pacó  e Apanha-Peixe, como    também  nas  margens  dos  rios  Apodi  e  Umari.

É  o  renomado historiador  Luís  da  Câmara  Cascudo  quem  revela a rubrica  do  pioneirismo  na historiografia  regional, evocando  a presença  de  caboclas-brabas  como  componentes  da  genealogia  de famílias  da  região  Oeste  potiguar. O  nosso  celebrado  historiador  apodiense  faz  vários relatos  sobre  nossos  tapuias  paiacus  em  seus manuscritos, porém  nunca  fez  menção  à  alguma  família  apodiense com  etnia  indígena.

Segundo Câmara  Cascudo, inúmeras  famílias-troncos  do  Seridó  e  região  Oeste  tiveram  ancestrais  femininos  indígenas, caçadas  a  casco de   cavalo,  preferidas  pelo  fazendeiro-curraleiro, mãe  do  filho  favorito, vaqueiro exímio, multiplicador  de  fazendas.

Os  ditos  Caboclos-Brabos  remanescentes  dos  nossos tapuias foram  violentamente  recrutados  para  serem  enviados  para  a  famosa  Guerra do  Paraguai (1864-1870.

O  nosso  grande  historiador  conterrâneo Coriolano  relatava  em  suas  conversas,  até    hoje  contadas  nos   alpendres, que  o famoso  Alferes Rolim  Cavalcanti, comandante    de   recrutamento  forçado  de potiguares  para  envio a  Guerra  do  Paraguai, estivera  em Apodi tendo efetuado  violento  recrutamento de  caboclos-brabos  na  Várzea  de  Apodi, os  quais  amarrou-os  uns  aos  outros, conduzindo-os em  duas filas  para  a  Cadeia  de Apodi, onde  chegou  já  à   noite, passando  em  frente  à  casa  do  Capitão Vicente  Ferreira  Pinto (O  2º e filho  do  1º) que  era  pai  do  Coronel  Antonio  Ferreira  Pinto.

O velho  Capitão   vendo tão triste  cena,  não  se  conteve  diante  a  lamúria  e os  choros  das  mães  dos  caboclos, que  na  ocasião  rogaram sua  interveniência  para  libertar  os seus  filhos.  Mesmo  vestindo  pijama, dirigiu-se  ao Alferes  que  indiferente  continuou  a  marcha   rumo ao  prédio da   cadeia, falando  que  não iria  dar  ouvidos a  um  velho caduco  vestindo  pijama.

No  outro dia,  cedo ainda,  o  Capitão  Vicente Pinto  vestiu  o  seu  seu  imponente  e  vistoso  Fardão da  Guarda Nacional  com as  divisas   de  Capitão, e   dirigiu-se à  Cadeia, onde  se identificou  e  enquadrou  o  famoso  Alferes,  determinando  a  soltura dos  caboclos, e   a  imediata  retirada  do  afoito  militar  com a  sua   tropa, sob  pena  de  prendê-los  e  comunicar  via  Ofício ao  Presidente  da então   Província  do  Rio  Grande do  Norte.

Essa  louvável  e  intrépida   intervenção  do  velho  e  respeitado  político   rendeu-lhe   muitos  agradecimentos  das  famílias  dos  caboclos residentes  na  região  do  fértil  vale.

Marcos Pinto é advogado e escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
sábado - 18/06/2016 - 23:50h

Pensando bem…

“As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são infelizes cada uma à sua maneira.”

Preâmbulo do romance Anna Karenina de Leon Tolstoi

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
sábado - 18/06/2016 - 22:44h
Pré-campanha

Rosalba cumpre programação político-eleitoral na zona rural

A pré-candidata a prefeito de Mossoró pelo PP, ex-governadora Rosalba Ciarlini, cumpriu agenda hoje (sábado, 18), na zona rural de Mossoró. Aplaina caminho à sucessão municipal do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Beto Rosado, Rosalba, Francisco Carlos e Ruth Ciarlini percorreram comunidades rurais (Foto: Carlos Costa)

O deputado federal Beto Rosado (PP) e o vereador Francisco Carlos (PP) acompanharam a programação da pré-candidata, em uma série de visitas na Zona Rural de Mossoró.

Assentamentos

Quem também esteve presente foi a ex-deputada estadual e ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini.

Eles foram aos assentamentos Maisa, São Romão, Oziel Alves e às agrovilas Real e Apama.

Com informações da Assessoria de Beto Rosado.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 18/06/2016 - 21:34h
Paraíba

Um novo paradigma para os críticos de Robinson

O Estado do Ceará deixou de ser paradigma para críticos do Governo Robinson Faria (PSD).

Agora, escolheram a Paraíba.

Por lá, dizem, tudo funciona.

Ah, tá!

“E tome xote”, diria o compositor-cantor Dorgival Dantas.

Caetano seria mais incisivo: “De  perto ninguém é perfeito!”

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
sábado - 18/06/2016 - 20:25h
Mais escândalo

Janot denuncia Henrique ao STF por suposta conta na Suíça

Do portal G1 e O Estado de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao Supremo Tribunal Federal o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) por crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas em razão de conta atribuída a ele na Suíça.

Alves pediu demissão do cargo na última quinta (16), um dia depois da divulgação de que havia sido citado por recebimento de propina na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Henrique Alves saiu há poucos dias do Ministério do Turismo e não tem foro privilegiado (Foto: Dida Sampaio)

Em nota oficial divulgada na noite de sexta (17), após informações de que ele teria deixado o cargo em razão da existência de contas no exterior, Henrique Alves negou ligação com recursos e disse que não foi citado para prestar esclarecimentos, mas que está a disposição da Justiça (leia a íntegra da nota ao final desta reportagem).

Em reportagem publicada neste sábado (18), o jornal “O Estado de S.Paulo” informou que a Suíça localizou conta de Alves e que os valores foram bloqueados naquele país. A TV Globo apurou que os dados foram recebidos pelas autoridades brasileiras e originaram a denúncia.

Extradição

A investigação, iniciada na Suíça e transferida para o Brasil, identificou uma conta ligada a Alves com saldo de 800 mil francos suíços – cerca de R$ 2,8 milhões.

A transferência da investigação foi realizada para autoridades brasileiras nos mesmos moldes como ocorreu com o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDb-, após a Suíça identificar contas ligadas ao deputado, à mulher dele e uma das filhas.

Como Henrique Alves não pode ser extraditado para a Suíça para responder a processo porque é brasileiro nato, a transferência do caso para o Brasil assegura a continuidade da investigação.

Ele já era alvo de dois pedidos de abertura de inquérito no Supremo. Um deles pede a inclusão do nome dele no principal inquérito da Lava Jato, o que apura se existiu uma organização criminosa para fraudar a Petrobras.

Nota de esclarecimento de Henrique Alves

Não recebi citação de nenhum novo processo. Tão logo tome conhecimento do seu conteúdo, certamente darei a resposta necessária diante dos fatos a serem esclarecidos. Documentos apresentados pela senhora Mônica Azambuja em processo anterior foram considerados ilegais.

Mantenho-me sereno, racional e republicano diante do vazamento seletivo ilegalmente publicizado. Acredito na imprensa livre e nas instituições judiciárias da nossa democracia. e nas instituições judiciárias da nossa democracia.

O outro pedido é baseado em mensagens apreendidas no celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, nas quais o empreiteiro trata com Eduardo Cunha de doações a Henrique Alves – a suspeita é de que Alves tenha recebido dinheiro desviado da estatal em forma de doação oficial para campanha.

A denúncia feita pela Procuradoria Geral da República teria ocorrido em um procedimento já instaurado, que apurava outros fatos, que não a existência das contas na Suíça. No entanto, os elementos que chegaram foram suficientes para embasar uma acusação formal contra o ex-ministro pos crimes tributários e lavagem.

Como Henrique Alves deixou o governo e perdeu o foro privilegiado, terá que ser analisado agora se o caso continuará no Supremo ou se será enviado à primeira instância.

‘Revista Veja’

Reportagem publicada na noite desta sexta (17) no site da “Revista Veja” mostrou ainda que Henrique Eduardo Alves é alvo de uma ação de improbidade administrativa que tramita há cerca de dez anos na Justiça Federal de Brasília. Trata-se de uma conta diferente da que foi localizada pelas autoridades suíças.

No processo que corre em uma das varas cíveis do Distrito Federal, a ex-mulher de Alves – Mônica Azambuja – apresentou documentos e extratos bancários que detalham gastos fora do país entre 1996 e 2004. Os valores não teriam sido declarados à Receita Federal. Ela apresentou o número de uma conta no Banco Union Bancaire Privée, batizada com as letras H e M, iniciais de Henrique e Mônica.

A TV Globo confirmou a existência do processo, onde há inclusive detalhes sobre gastos em hotéis de luxo na Europa. O juiz responsável ainda terá que decidir se essa ação terá ou não prosseguimento.

MPF pede bloqueio de bens de outro auxiliar do Governo Temer

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal o bloqueio dos bens do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), e a devolução de R$ 300 mil em uma ação de improbidade administrativa na qual o peemedebista é acusado de ter mantido uma funcionária “fantasma” em seu gabinete na época em que era deputado federal.

A informação foi publicada na edição desta semana da revista Veja e confirmada pelo G1.

Saiba mais detalhes AQUI.

Acompanhe também nosso Twitter AQUI com notas e comentários mais ágeis.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 18/06/2016 - 19:54h
Em Fortaleza-CE

ABC volta a vencer na Série C do Campeonato Brasileiro

Por Heilysmar Lima (Do portalnoar)

Fora de casa, o ABC voltou a vencer na Série C do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado (18), o Alvinegro encarou o Fortaleza-CE, na Arena Castelão, e saiu de campo com a vitória por 1 a 0. O gol solitário foi marcado por Jones, aos 33 minutos do primeiro tempo.

Com o triunfo, o ABC chegou aos 7 pontos e entrou no G4 do grupo A da competição. No entanto, o clube pode perder posições até o fim da rodada. O Fortaleza segue na liderança, com 10 pontos.

Desde o início da partida o Fortaleza mostrou que faria valer o fator casa, mas a defesa abecedista se segurou. A primeira boa chance foi aos 19. Pio cobrou falta e Vaná defendeu. No entanto, foi o ABC que marcou primeiro. Aos 33, Lúcio Flávio cruzou na medida para Jones, que dominou e fuzilou para o gol. Ainda no primeiro tempo, os donos da casa tentaram o empate, mas sem sucesso.

Pressão

Na volta do intervalo, o ABC voltou mais ligado e dominou a partida. Foram três lances seguidos com Lúcio Flávio, Caio Mancha e Erivelton. Aos 9 minutos, Caio Mancha mandou a bola para o gol, no entanto o árbitro assinalou uma falta do camisa 9 abecedista.

A pressão do ABC não cessou. Aos 14, Guedes tabelou com Caio Mancha, saiu na cara do goleiro, mas chutou mal e parou no camisa 12. Em seguida, Gustavo Bastos ficou com a sobra do escanteio, mas praticamente recuou.

Precisando do resultado, o técnico do Fortaleza, Marquinhos Santos, colocou mais um atacante em campo e a equipe passou a pressionar. Entretanto, não conseguiu furar o bloqueio alvinegro.

Nos últimos minutos, o Alvinegro potiguar conseguiu controlar a posse de bola e segurar a vitória pelo placar mínimo.

Na próxima rodada, o ABC tem mais um jogo fora de casa. O Alvinegro vai enfrentar o Remo-PA no estádio Mangueirão, no sábado (25), às 18 horas, pela 6ª rodada.

Ficha Técnica

Local: Arena Castelão, Fortaleza-CE

Árbitro: Marcos Mateus Pereira – MS

Cartões amarelos: Alex Ruan, Jones, Lúcio Flávio, Erivelton (ABC)

Fortaleza: Erivelton, Felipe, Elivelton, Edimar e William Simões; Juliano (Maranhão), Pio (Rosinei), Corrêa e Daniel Sobralense (Juninho); Anselmo e Leozinho. Técnico: Marquinhos Santos.

ABC: Vaná, Marrone, Gustavo Bastos, Léo Fortunato e Alex Ruan; Anderson Pedra, Guedes, Erivelton (Zaquel) e Lúcio Flávio; Caio Mancha (Dalberto) e Jones (Leozinho). Técnico: Geninho.

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.