
A diminuição de trajetos reforça uma dificuldade que as companhias aéreas têm tido por aqui (Foto ilustrativa: aviões da Latam)
The News e outras fontes para o BCS
Com turbulência. A associação internacional responsável pelo setor divulgou uma queda de quase 10% do total de trajetos aéreos no Brasil entre 2019 e 2025.
Apesar do número de passageiros ter aumentado 4% no período, a menor quantidade de rotas significa menos ofertas e, consequentemente, maior preço de passagens.
A diminuição de trajetos reforça uma dificuldade que as companhias aéreas têm tido por aqui. Em 2015, o país registrava 0,47 voo per capita, enquanto hoje em dia é de 0,50 — ficando abaixo da média de 0,68 da América Latina.
O atual contexto não é nada animador…
Petróleo: O combustível é responsável por cerca de 40% dos custos operacionais das companhias aéreas e a alta dos preços do barril tem pressionado o setor, com uma expectativa de queda de 50% nos lucros anuais.
Impostos: O presidente da associação internacional apontou que a nova reforma tributária em fase de transição pode aumentar o preço das passagens no Brasil.
Estima-se que o valor médio das passagens nacionais deve saltar de US$ 130 para US$ 160, enquanto a média dos bilhetes internacionais deverá sair de US$ 740 para US$ 935.
Em abril, o Ministério da Fazenda afirmou que o setor também terá benefícios fiscais e que não é possível fazer estimativas sem levar esses incentivos em consideração. De qualquer modo, as empresas vão precisar de força para decolar.
Um outro fator de dificuldade das companhias áreas no Brasil são as quantidades de processos que os passageiros movem contras elas. Por aqui, há 1 processo a cada 277 passageiros. Nos EUA, o número é de 1 processo para cada 1,2 milhão.
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