Por Marcos Ferreira
Estamos (ao menos por enquanto) no bem-bom. Nenhum sinal de guerra à vista. Dormimos e acordamos sem a ameaça constante de mísseis, de bombas desabando sobre nossos telhados ou cabeças. O Brasil, apesar dos pesares, continua sendo uma nação pacífica aos olhos do planeta. E graças a Deus! Pois aqui não dispomos de aparato bélico para suportar vinte e quatro horas de arranca-rabos com nenhuma superpotência armamentista.
Estamos a anos-luz do poderio de um vespeiro como Rússia, Estados Unidos ou Israel. Nesse aspecto, exceto por alguns arroubos armamentistas, nossa pátria de chuteiras continua manquitolando com um apetrecho pífio ante os marimbondos de fogo que guerrilham em alguns territórios do mundo.
Considero imoral um elemento como Vladimir Putin pedir um cessar-fogo na contenda entre Estados Unidos, Irã e Israel, enquanto ele mesmo sustenta há quatro anos um massacre covarde sobre a Ucrânia. Eu sei, já toquei nesse assunto dia desses, no entanto a mídia da Terra inteira não fala em outra coisa e aí a gente acaba se repetindo na hora de cumprir a missão de dar cabo de uma crônica. As contendas estão em diversas regiões. Basta pegarmos o celular ou ligar a tevê que o sangue por pouco não espirra contra nossos rostos. Isso tudo é tão deplorável, tão abjeto.
Ora! Vejam só! Estados Unidos, ave de rapina do globo, usam como pretexto para massacrar, atacar o Irã a história de que este estaria produzindo armas atômicas, enriquecendo urânio para a fabricação de armamento nuclear. É a velha história de que macaco não olha para o próprio rabo. E se estiver fazendo isso?! Onde está o crime, já que os xerifes internacionais já fizeram? É público e notório que os Estados Unidos, seguidos por Rússia, China, França, Reino Unido, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte são os Estados que mais possuem essa espécie de armaria. Por que, então, a imperiosa América, que se queixa de ser o berço da liberdade, não direciona a sua máquina mortífera contra uma Rússia ou qualquer um desses atores? De jeito algum. Pois temem, sabem que Moscou não leva desaforos para casa. Além de medo, a terra do Tio Sam não se mete a besta, não ousa exibir suas garras perante uma China.
O que os norte-americanos gostam e sempre fizeram foi chutar cachorro morto, atacar nações inferiores do ponto de vista militar. Lembram do que fizeram (em agosto de 1945) com o Japão, especificamente Hiroshima e Nagasaki? Causaram a morte imediata de quase duzentas mil pessoas, em sua maioria civis, idosos, mulheres e crianças, gente que não tinha nada a ver com o peixe.
O cheiro de pólvora e sangue parece ter impregnado minha cabeça e meu coração. Sinto-me indignado com o que está acontecendo, porém minha indignação não adianta de nada. Os demônios da guerra seguirão massacrando inocentes, impondo a sua política de carnificina. Que tempos primitivos vivemos!
Marcos Ferreira é escritor













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Saúde financeira: Os empréstimos pressionariam o balanço do Banco, que estaria avaliando algumas possibilidades, como venda de ativos, para aumentar o capital da empresa.

























