terça-feira - 23/06/2026 - 17:38h
Produção agrícola

Isolda propõe Programa Quintais Produtivos para Mulheres Rurais

Isolda aguarda que governadora sancione projeto, ou seja, o transforme em lei (Foto: Divulgação)

Isolda aguarda que governadora sancione projeto, ou seja, o transforme em lei (Foto: Divulgação)

Nesta última semana, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) aprovou na Assembleia Legislativa do RN o projeto de lei que institui o Programa Quintais Produtivos para Mulheres Rurais. A iniciativa visa fornecer ferramentas, recursos e apoios necessários para promover e fortalecer a produção agroecológica das agricultoras potiguares.

Localizados próximos às casas rurais, os quintais produtivos costumam ser criados e manejados pelas mulheres para a produção de alimentos, além da criação de pequenos animais e da conservação da biodiversidade. O programa proporciona a autonomia econômica das mulheres rurais e ampliar o acesso às políticas públicas de apoio à produção e comercialização de alimentos e a tecnologias sociais de acesso à água potável, como as cisternas.

A governadora Fátima Bezerra (PT) deve sancionar a Lei criando um comitê para organizar, implementar, articular, acompanhar, monitorar e supervisionar as ações previstas no Programa Quintais Produtivos para Mulheres Rurais.

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terça-feira - 23/06/2026 - 16:54h
Zona Leste

Allyson Bezerra recebe apoio público do 8º vereador em Natal

Hermano, Eribaldo e Allyson: política na zona Norte (Foto: divulgação)

Hermano, Eribaldo e Allyson: política na zona Norte (Foto: divulgação)

O vereador de Natal Eribaldo Medeiros (Rede) declarou apoio à pré-candidatura do ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) ao Governo do Estado.

A manifestação ocorreu durante encontro realizado nesta segunda-feira (22), no bairro das Rocas, na zona Leste da capital, que contou com a presença da senadora Zenaide Maia (PSD), pré-candidata à reeleição, e do deputado estadual Hermano Morais (MDB), vice na chapa de Allyson.

Com a adesão de Eribaldo, Allyson passa a contar com o apoio público de oito vereadores de Natal. Também já declararam apoio ao seu projeto político os vereadores: Tércio Tinoco, Paulo Henrique, João Batista, Herberth Sena, Cláudio Custódio, Fúlvio Saulo, Robson Carvalho, além do suplente de vereador Peixoto.

Durante o evento, Eribaldo afirmou que se identifica com a trajetória de Allyson por “também ter origem humilde e destacou a gestão realizada em Mossoró”. Já Allyson agradeceu o apoio e disse que a aproximação de lideranças da capital amplia a responsabilidade de sua pré-candidatura.

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terça-feira - 23/06/2026 - 16:04h
Operação Emirados

MP e PC estouram esquema em rede de postos de combustíveis

A Polícia Civil do RN e o Ministério Público do RN deflagraram, nesta terça-feira (23), a “Operação Emirados.” É voltada ao combate à lavagem de dinheiro, à ocultação patrimonial e à blindagem de bens supostamente ligados a crimes contra a ordem tributária.

A ação resultou na prisão do principal investigado, empresário Marcelo Bruno Moreno, da rede de Postos Expresso e Distribuidora Expresso. Ele tem atuação e influência no segmento de postos de combustíveis na Grande Natal.

Foram cumpridos ainda 33 mandados de busca e apreensão e diversas medidas cautelares patrimoniais.

As investigações apontam que o grupo utilizava pessoas interpostas, conhecidas como “laranjas”, para ocultar a verdadeira titularidade de empresas, postos de combustíveis, imóveis e outros bens de elevado valor, dificultando o rastreamento patrimonial e a atuação dos órgãos de controle. Ao todo, foram determinadas medidas que incluem o bloqueio de aproximadamente R$ 75 milhões em bens, o sequestro de imóveis e embarcação, além da apreensão e alienação antecipada de veículos.

A operação contou com a atuação integrada do GAESF, SEFAZ/RN e Polícia Científica, reunindo mais de 120 agentes e reforçando o compromisso das instituições no combate à criminalidade econômica, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal.

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terça-feira - 23/06/2026 - 15:26h
Evento

Ezequiel Ferreira garante apoio da ALRN para 38ª Ficro

Ezequiel recebeu dirigentes de entidade na ALRN (Foto: João Gilberto)

Ezequiel recebeu dirigentes de entidade na ALRN (Foto: João Gilberto)

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira (PSDB), recebeu nesta terça-feira (23) o presidente e o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Michelson Frota e Nilson Brasil, para tratar da realização da 38ª edição da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO), considerada a maior feira setorial do Estado.

Durante o encontro, os dirigentes apresentaram as novidades da edição deste ano, que acontecerá entre os dias 5 e 7 de novembro, em Mossoró. A programação contará com uma nova segmentação de setores produtivos, ações de qualificação profissional em parceria com o Sesi e o Senac, além de um concurso gastronômico voltado à valorização dos talentos e da identidade regional.

A reunião também serviu para reafirmar uma marca que tem acompanhado a gestão de Ezequiel Ferreira à frente do Legislativo potiguar: o apoio permanente aos grandes eventos que movimentam a economia do Rio Grande do Norte. Ao longo dos últimos anos, a Assembleia Legislativa tem ampliado sua participação em iniciativas voltadas ao fortalecimento dos setores produtivos, do turismo, do comércio, da indústria, da agropecuária e da cultura, compreendendo que esses eventos geram oportunidades, atraem investimentos e impulsionam o desenvolvimento regional.

O presidente da ACIM agradeceu a receptividade e ressaltou a importância da parceria institucional para o fortalecimento da feira. “A Ficro chega à sua 38ª edição consolidada como a principal feira setorial do Rio Grande do Norte. Contar com o apoio da Assembleia Legislativa fortalece o evento e amplia nossa capacidade de gerar negócios, qualificação e oportunidades para empreendedores de toda a região”, destacou Michelson Frota.

Para Ezequiel, apoiar iniciativas como a Ficro significa fortalecer cadeias produtivas, estimular o empreendedorismo e criar ambientes favoráveis à geração de emprego e renda. O presidente destacou que a presença institucional da Assembleia nesses espaços vai além do apoio aos eventos em si, representando o compromisso do Parlamento com políticas que promovam crescimento econômico e inclusão social em todas as regiões do Estado.

“A Assembleia tem procurado estar presente nos grandes eventos que movimentam a economia do Rio Grande do Norte porque entendemos que eles geram oportunidades, fortalecem os setores produtivos e contribuem diretamente para o desenvolvimento dos municípios e das regiões do Estado. Apoiar a Ficro é investir no crescimento do RN”, afirmou o presidente.

Essa ação soma-se a uma série de ações desenvolvidas pela Assembleia Legislativa junto a feiras, exposições, festivais e encontros empresariais que hoje integram o calendário econômico potiguar. Na avaliação de Ezequiel, esses eventos funcionam como vitrines para o potencial do Rio Grande do Norte, aproximando empresários, investidores, empreendedores e consumidores, além de estimular a inovação e a qualificação profissional.

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
terça-feira - 23/06/2026 - 11:28h
Exemplo

Pai é quem ama

A história real é a do russo Evgeny Anisimov e seu filho Misha. Quando o bebê nasceu diagnosticado com Síndrome de Down, a mãe decidiu que não queria criá-lo e sugeriu entregá-lo para adoção. Evgeny rejeitou a ideia, pediu o divórcio e assumiu a guarda solo para criar o filho com todo o amor e dedicação.

A História de Evgeny e Misha

O caso aconteceu na cidade de Norilsk, na Rússia. Após o parto, quando o diagnóstico de Síndrome de Down foi confirmado pelos médicos, a então esposa de Evgeny e a família dela sugeriram que o recém-nascido fosse deixado em um orfanato público. Evgeny, no entanto, discordou profundamente.
Eles não conseguiram chegar a um consenso e decidiram se divorciar.

Desde então, Evgeny dedica sua vida a criar Misha sozinho, provando que uma criança com deficiência pode ter uma vida plena, alegre e cheia de estímulos.

A Rotina como Pai Solo

Para assumir os cuidados integrais de Misha, Evgeny mudou completamente sua rotina. Ele fez cursos de cuidados com bebês, aprendeu sobre terapias de desenvolvimento e passou a compartilhar sua jornada na internet.

Ele teve apoio de sua própria mãe e doações para garantir uma rede de suporte e cuidado para o desenvolvimento do menino. O objetivo de Evgeny ao divulgar sua história ao mundo é inspirar outras famílias que enfrentam o mesmo diagnóstico, mostrando que o amor e a aceitação superam qualquer preconceito ou dificuldade.

🎥 @drarafaellakowalsky

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terça-feira - 23/06/2026 - 07:50h
Brasília

Líder do PT só aceita deixar função se Lula lhe pedir

Defesa de Wagner vê "erros graves" contra ele (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Defesa de Wagner vê “erros graves” contra ele (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

Apesar da pressão de aliados do governo para que deixe o cargo, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), tem dito a interlocutores que só pretende deixar a função se houver um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois devem se reunir na quarta-feira, após o retorno do senador a Brasília. Nos bastidores, a expectativa é de que Lula defenda a saída de Wagner.

A permanência do senador na liderança passou a ser vista como um problema dentro do Planalto após a operação da Polícia Federal relacionada ao caso Banco Master. A avaliação é que o afastamento ajudaria a blindar o presidente e a interromper o desgaste político provocado pelo avanço das investigações. (Folha)

Mas Wagner parece disposto a brigar. A defesa do senador recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar anular a decisão que autorizou a operação de busca e apreensão realizada contra o parlamentar na semana passada, no âmbito da investigação sobre o Banco Master. Em nota, os advogados afirmam que o recurso aponta “erros graves” e negam que o líder do governo Lula no Senado tenha atuado no Congresso para beneficiar o Master. A PF sustenta que Wagner foi o principal beneficiário de vantagens econômicas concedidas por integrantes do banco. (Globo)

E a defesa pública de Wagner feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), incomodou o Planalto. Alcolumbre defendeu a presunção de inocência e criticou a tendência de condenar investigados antes da conclusão das apurações. Nos bastidores, a manifestação do senador adicionou um novo componente à crise política por conta das relações já estremecidas entre o Planalto e a Presidência do Senado. (CNN Brasil)

Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que o pedido de investigação sobre recursos solicitados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse seja analisado pelo ministro André Mendonça, relator das investigações do caso Banco Master no STF, e não por Alexandre de Moraes, cuja esposa tinha um contrato com o Master. Após a manifestação da PGR, Moraes encaminhou a questão ao presidente da Corte, Edson Fachin, que decidirá se o caso permanecerá com Moraes, será transferido a Mendonça ou distribuído por sorteio. (g1)

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 22/06/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Você não acha a paz. Você escolhe pelo o que você ignora. Pelo que você solta e pelo que você para de colocar energia.”

Bruce Lee

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segunda-feira - 22/06/2026 - 15:22h
Intoxicação alimentar

Secretaria de Saúde de Mossoró socorre centenas de presidiários

Problema foi extremamente delicado na Mário Negócio e Manoel Onofre (Foto: Arquivo)

Problema foi extremamente delicado na Mário Negócio e Manoel Onofre (Foto: Arquivo)

Entre sexta-feira (19) e domingo (21), cerca de 500 detentos da Cadeia Pública Manoel Onofre e Complexo Penal Estadual Agrícola Doutor Mário Negócio, na comunidade rural de Riacho Grande, em Mossoró, apresentaram quadro de diarreia, vômitos e dores abdominais, levantando a suspeita de intoxicação alimentar.

A Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró interveio colocando médicos, equipes de enfermagem e outros profissionais no atendimento aos presidiários, um trabalho que começou logo na sexta-feira. “Passamos também todo o domingo prestando assistência médica e de enfermagem, com administração de medicamentos endovenosos, intramusculares e antibióticos, buscando restabelecer a saúde desses pacientes”, destacou Morgana Dantas, secretária da Saude.

Ninguém precisou ser removido para internamento. Porém, a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado deverá apurar o caso, como a qualidade das 4.500 refeições servidas diariamente prisões, para cerca de 1.500 internos.

A empresa que atende o governo estadual nessa tarefa é a Líder Refeições.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 22/06/2026 - 13:42h
Violência

Polícia procura outro acusado de atentado contra vereador

Wilson Filho é considerado foragido (Reprodução da PCRN)

Wilson Filho é considerado foragido (Reprodução da PCRN)

Além de duas prisões preventivas de homens que chegaram a confessar atentado contra o vereador mossoroense Cabo Deyvison (PL), em que morreu seu assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, 37, há uma semana (veja AQUI), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) tem mais um nome identificado como suspeito. É Wilson Mariano da Silva Filho, 26.

É considerado foragido. Foi emitido um mandado de prisão contra ele.

Segundo foi apurado preliminarmente, Wilson Filho teria dirigido um carro Corolla de cor preta, usado no crime à noite de segunda-feira (15). Há poucos dias, o foragido recebeu pena branda (7 anos e 8 meses) no Tribunal do Júri, pelo assassinato do tatuador Ariel Ribeiro, ocorrido no dia 7 de fevereiro de 2023, no bairro Boa Vista, também em Mossoró-RN.

José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas, os primeiros presos na terça-feira (16) passada – veja AQUI – tiveram prisão preventiva decretada após serem ouvidos.

Também houve apreensão de armas e munições (veja AQUI).

A linha-mestra de investigação da Polícia Civil aponta para envolvimento dos dois presos e o foragido com facção criminosa, que teria interesse em matar o vereador. Há vários meses Cabo Deyvison tem veiculado dezenas de vídeos de ao lado de assessores e colaboradores, em provocação a faccionados.

Saiba mais detalhes em reportagem de Cézar Alves do Mossoró Hoje (AQUI).

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segunda-feira - 22/06/2026 - 09:50h
MCJ 2026

Polo Poeta Antônio Francisco recebe o humor de Zé Lezin

Lezin é uma atração muito esperada (Foto: Web)

Lezin é uma atração muito esperada (Foto: Web)

Nesta segunda-feira (22), o “Mossoró Cidade Junina” recebe Zé Lezin. A apresentação será no polo Poeta Antônio Francisco, a partir das 20h.

Nairon Barreto dá vida a Zé Lezin, personagem contador de causos do cotidiano. Com mais de 40 anos de carreira, o artista paraibano promete boas risadas e diversão no show.

Antes do show de Zé Lezin, o polo terá mais duas atrações. Às 18h, Maurílio Santos – Nas trilhas das cantorias. E às 19h, Caiio Santos.

O Polo Poeta Antônio Francisco é um local reservado para apresentações de artistas e bandas locais, regionais e nacionais. Um espaço que reúne escritores, poetas, cordelistas, numa programação que enaltece a cultura popular nordestina.

PROGRAMAÇÃO DO MCJ

SEGUNDA-FEIRA – 22 DE JUNHO

POLO ANTÔNIO FRANCISCO

Memorial da Resistência

18h – Maurílio Santos – Nas trilhas da cantoria

19h – Caiio Santos

20h – Zé Lezin

Exposições “Por Motivos Diversos”

18h às 22h – Salão Joseph Boulier

POLO IGREJA SÃO JOÃO

21h – Jarbas Acordeon

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segunda-feira - 22/06/2026 - 08:32h
Política

Relação com Daniel Vorcaro mexe com pré-campanhas presidenciais

A 'caixa-preta' do master parece angustiar muita gente (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Caso do Banco Master deixa muita gente sobressaltada (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Do Canal Meio para o BCS

A um mês do início das convenções partidárias, a relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro passou a influenciar a estratégia das equipes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. No campo governista, a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), um dos principais aliados de Lula, obrigou a campanha a recalibrar sua comunicação e a administrar o desgaste provocado pela aproximação do caso Banco Master com o entorno do presidente.

Já entre os aliados de Flávio Bolsonaro, a prioridade é tentar desvincular a imagem do pré-candidato de Vorcaro, após as revelações sobre a participação do ex-banqueiro no financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e concentrar a campanha na apresentação de propostas próprias. (Estadão)

Nos bastidores, Jaques Wagner tem demonstrado incômodo com a pressão interna por sua saída da liderança do governo no Senado e com o que classifica como “fogo amigo” dentro do Planalto.

Embora o presidente Lula tenha manifestado solidariedade ao aliado em dois telefonemas feitos após a operação, cresce no governo a avaliação de que os desdobramentos do caso Banco Master podem atingir a imagem de Lula, o que levou parte dos ministros a defender que Wagner deixe a liderança para se dedicar à própria defesa. (Folha)

Elio Gaspari: “A entrada do senador Jaques Wagner no panelão do Banco Master era uma questão de tempo. A oposição repetia há meses que as delinquências de Daniel Vorcaro começaram na Bahia.” (Globo)

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domingo - 21/06/2026 - 23:52h

Pensando bem…

“A felicidade não é fazer o que se quer, mas querer o que se faz”.

Jean-paul Sartre

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  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
domingo - 21/06/2026 - 12:44h

O direito enquanto estratégia do poder político

Por Honório de Medeiros

Xadrez (Foto ilustrativa de O Globo/Arquivo)

Xadrez (Foto ilustrativa de O Globo/Arquivo)

O Direito é, antes de tudo, um fato social, criação humana.

Como ponto de partida, com Karl Popper e Gaston Bachelard, que defendem ir, na busca do conhecimento, enquanto última instância, do Racional para o Real o vetor epistemológico, ao contrário do marxismo, que o supõe, em última instância, obra e graça da infra-instrutura econômica, que seja o Direito entendido como conseqüência última da Razão, mais precisamente, do Poder Politico.

A ideia antecede o fato.

A noção de Direito é algo que construímos quando nos aproximamos, enquanto espectadores engajados ( lembrando Raymond Aron), do emaranhado de fatos sociais ou físicos que constituem a Realidade, como o fazemos em relação a qualquer outro ramo do conhecimento humano, seja Física, Musica, Jardinagem, Arte, etc…

Para apreendê-lo, sendo fato social, é necessário partirmos de algumas premissas metodológicas conjecturais, postas pela epistemologia.

A PRIMEIRA delas é que o Ser (a totalidade das coisas, o “Tudo”) compreende não apenas seu observador, mas, também, aquilo que se observa e a interação entre ambos. Essa é uma perspectiva totalizante. O Ser é, e adjetivá lo é lhe impor uma descaracterização fatal.

A SEGUNDA premissa é um axioma: passando da Ontologia para a Gnosiologia para tentar compreender qualquer fenômeno, entre eles o jurídico, é optar pelo discurso da Razão (Popper).

Ou seja, em condições idênticas, o mesmo acontecimento já observado há de se repetir. Tal premissa nos permitiu rumar às estrelas, embora ainda não tenhamos chegado a qualquer conclusão acerca da causalidade, por exemplo entre as partículas quânticas de estranheza.

A TERCEIRA premissa implica em aceitar que a mera existência do Objeto impõe, ao Observador, um “status” de complexo interativo com a realidade: mesmo quando inerte, as relações são estabelecidas entre ele e o que o circunda, entre ele e e ele mesmo.

Essas relações podem ser chamadas de “feixes”. Tais feixes são conjuntos interagentes de idéias. Um Observador é, portanto, um compósito complexo de idéias.

Essas idéias, inatas ou não (apud Sir Karl Popper e Sir John Eccles), têm sempre um objetivo: sobreviver. São estratégias e táticas em ação objetivando um determinado fim: compreender.

A QUARTA premissa propõe a famosa concepção Heracliteana: “Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio”, resumindo sua filosofia do devir.

A ideia central é que a mudança é a única constante no universo: as águas do rio passam e fluem para o mar, assim como a própria pessoa está em constante transformação a cada instante.

A QUINTA premissa afirma que o comportamento estratégico (que existe independente da vontade ou não dos seres vivos) para a sobrevivência é o segredo íntimo do “Tudo” social (a inação é uma estratégia).

O Homem é um permanente “instante” de estratégias para a sobrevivência: ele as cria contra si, dentro de si, contra os outros e as coisas, pelos outros, e assim por diante.

O mínimo ato, o não-ato, é a concretude de uma estratégia. O bebê que se dirige, instintivamente, ao seio materno, em busca de alimento, usa uma estratégia para sobreviver.

A dor é uma estratégia do corpo.

A SEXTA premissa diz que para dar curso às suas estratégias, o homem usa instrumentos (que nada mais são que estratégias coisificadas: uma enxada é uma idéia), entre eles os abstratos, tais quais as técnicas.

A SÉTIMA premissa aponta o Direito como um instrumento estratégico. Usam-no aqueles que produzem as normas jurídicas: grupos que detém o Poder Político (idéia + violência).

Esses grupos lutam para mantê-lo enquanto estratégia para a sobrevivência.

Quando um dos aparelhos do Estado (o Poder Judiciário), através de um dos seus tentáculos, prolata uma sentença, é o resultado de uma estratégia de Poder Político (Apud Gaetano Mosca; os marxistas).

Assim, tudo é estratégia. E ela existe em decorrência da necessidade de sobrevivência de homens, de seres vivos, de suas idéias.

Vencerá, sempre, o mais apto.

Essa é a síntese.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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domingo - 21/06/2026 - 11:30h

Aquele cafezinho

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Fazemos planos todos os dias. Tanto para o amanhã quanto para daqui a pouco, ao cair da noite. Penso nisso agora que me recordo de quantas vezes adiamos aquele cafezinho cogitado para determinado dia da semana com amigos de agendas superlotadas. Então, no corre-corre em que vivemos cotidianamente, esse café acaba sendo postergado. É isso aí. Toco nesse tipo de assunto porque volta e meia me vejo refletindo sobre o quanto a areia de nossa ampulheta pode estar pouca. Não pretendo sugerir que não devamos traçar objetivos, ainda que a longo prazo. Dessa maneira, sem pensarmos na finitude de nossa existência, perseguimos certos projetos, empenhamos esforços e adquirimos, por exemplo, um apartamento ou um carro novo.

No mais das vezes, claro, em prestações a perder de vista. Assim ignoramos a Indesejada, que talvez já nos ronde ou ainda se mantenha a diversos anos ou décadas distante.

Fato é que não vale a pena encucar, pôr freios demais nas coisas que almejamos adquirir ou realizar. Do contrário, como se diz popularmente, a gente pira, funde a cuca. Ocorre, entretanto, que muitos sonhos e intentos ficam no meio do caminho, lá no comecinho ou bem perto de serem concretizados.

Dou uma olhada à volta e me deparo com tanta coisa fora dos seus devidos lugares. São roupas em locais impróprios, poeira acumulada, sapatos, sandálias e tênis em pontos indevidos; a casa toda gritando por uma faxina. Não nego que a lembrança de um enfarto fulminante me vem à cabeça e aí tudo isso, toda essa desordem será encontrada por terceiros após meu bater de botas.

Talvez seja esta uma das desvantagens de morar só, de anoitecer e amanhecer longe das vistas de todos. Após um ou dois dias, quem sabe, começariam a notar minha ausência e aí descobririam este hipotético defunto já em avançado estado de enrijecimento. É um transtorno que eu não gostaria de causar a ninguém. Até porque a ideia de morrer não me seduz.

Temos, em um número considerável de indivíduos, o costume de nutrir ideias e agir pouco, não fazer por onde se efetivem. Dessa maneira a rodada do moca pode ser considerada uma dessas ideias que protelamos com frequência. É óbvio que os amigos permanecem, ainda que afastados fisicamente, com a mesma benquerença de sempre. Nesse caso a carapuça também me serve. Um bocado de vezes, portanto, deixamos aqueles salutares encontros para um dia qualquer.

Dito isto, meus caros, façamos contato; lancemos mão do WhatsApp. É bem possível que amanhã (persistindo na temática que ora me serve de mote para a produção desta página) aquele cafezinho enfim dê certo.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - UnP - 17 de Junho de 2026
domingo - 21/06/2026 - 11:00h

Um realista esperançoso

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Certa vez, o escritor Ariano Suassuna, do alto da sua inteligência, afirmou que o “otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”. Cá com os meus botões, fico a matutar a frase do autor de O Auto da Compadecida.

Será que ser otimista nos torna tolos? Será que viver torcendo para que tudo dê certo nos deixa alheio ao cotidiano que nos cerca? A vida, com os seus perrengues, às vezes nos deixa desanimados; são tantos problemas que a luta parece inglória.

No entanto, creio eu, que a pessoa otimista, mesmo levando pancadas diárias, utiliza essa animação para enfrentar as inúmeras batalhas da vida. A crença que tudo dará certo o faz seguir em frente; o otimismo é o oxigênio que precisa para continuar nessa peleja medonha.

Por outro lado, viver “chorando miséria” não é a melhor atitude. Eu tenho um colega de profissão que, se você conversar com ele uns minutinhos, ficará com o horizonte obnubilado. Pra ele, nada dará certo; pense num cabra pessimista! A latomia é grande, o homem consegue “acabar com o carnaval de Olinda”.

Na verdade, se a gente olhar o mundo no qual vivemos, certamente ficaremos desalentados. O homem, com o seu egoísmo e vaidade, deixa o mundo muito mais complicado. O espírito beligerante do ser humano torna o ambiente, não raro, inóspito. Alguns valores, outrora tão cultivados em nossas vidas, como a honestidade, hoje em dia são de somenos importância.

Um exemplo é a política. Há tempos vivemos tempos de intolerância e falta de diálogo. Muitos torcem contra determinada gestão, mesmo que os prejudique, se quem estiver à frente do Poder Executivo não for de sua preferência. Sobre corrupção nem comentarei, pois seria “chover no molhado”, diante de tudo o que aconteceu e acontece neste país verde e amarelo.

Por essas e outras razões, apesar de sempre esperar por dias melhores, o faço com os pés no chão; eu prefiro ser um realista esperançoso.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
domingo - 21/06/2026 - 10:28h

Grande jogada

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa do Midjourney

Arte ilustrativa do Midjourney

O jogo de azar, em que o ganho e/ou a perda dependem exclusivamente da sorte, é um problema da sociedade desde tempos imemoriais. E falo aqui tanto do jogo proibido por lei como daquele por ela autorizado. Como outrora dizia Lemos Brito, no seu clássico “O crime e os criminosos na literatura brasileira” (Livraria José Olympio Editora, 1946), “ele perverte o caráter, dissipa a riqueza, subjuga todos os pensamentos, esmaga a capacidade de trabalho regular, oblitera a consciência, fazendo-a esquecer os deveres morais, leva ao abandono da família, conduz o funcionário, público ou privado, à prevaricação ou ao desfalque, é germe de todas as infidelidades, terminando muita vez pelo roubo, o homicídio ou o suicídio”.

Não sou totalmente contra o jogo de azar. Acho até que os jogos de Cassino, em lugares turísticos, frequentados por gente com capacidade financeira para ganhos e perdas, devidamente fiscalizados, podem ser uma boa para a economia local e até nacional. Não me tomem, portanto, por uma Dona Santinha. De carolas, quero distância. E acho mesmo que todos os homens devem ter os seus pecados/vícios/defeitos; eles são até mais humanos e melhores por isso.

O problema está na dimensão que a coisa agora tomou. Agigantou-se deveras. O jogo industrializou-se e, para além disso, tornou-se multinacional. Falo do fenômeno das bets ou casas de apostas online, hoje malditamente amalgamadas ao futebol e que, ao contrário dos cassinos, para onde devemos ir se queremos jogar, entram nos nossos telefones celulares, nas nossas casas, nas nossas vidas, sem pedir qualquer licença. E, não raramente – quem não conhece alguns exemplos?  –, destroem o viciado jogador e famílias inteiras.

Ademais, se outrora, como relatava Lemos Brito, o jogo era o foco de atração “das almas frágeis, dos incomodados à mediana social”, dos que não sabiam “conquistar metódica e gradativamente a felicidade”, que queriam facilmente transpor de um salto todos os obstáculos para a conquista financeira, hoje a coisa é totalmente diferente. Sobretudo ele não trabalha mais majoritariamente nos meios “elegantes”. Como o álcool não é apenas “a champanhe dos casinos, o jogo não se limita [mais apenas] a corromper as classes elevadas”, ele “vai até onde a cachaça” está (…), onde “se reúnem os operários, os pequenos funcionários, os caixeiros, os menores que furtam dinheiro em casa para satisfazer o vício terrível, os pais de família sem escrúpulos que vão deixar nas mãos de espertos os pingues salários destinados ao sustento da esposa e dos filhos”. Vai até onde é pago o mais que necessário Bolsa Família, tirando dessas famílias o indispensável sustento. Tirando também o sustento da economia local, pois o dinheiro dos programas sociais, que deveria ser gasto nos sítios mais pobres do nosso sertão ou das nossas periferias, vai digitalmente acabar nos bolsos dos influencers e dos donos do jogo, que vivem e luxam não se sabe sequer onde.

É por isso que vai aqui um caloroso aplauso ao jogador francês Kylian Mbappé, que teve sua imagem indevidamente associada, sem sua autorização, a uma propaganda de uma casa de apostas/bet. Mbappé, ele mesmo nascido em banlieue/subúrbio/periferia de Paris, sem medo de polemizar, foi assertivamente crítico às bets: “Muitos de nós vimos de bairros onde estas coisas destruíram muita gente. Eu mesmo conheço pessoas que sofreram”.

Mbappé, a quem não desejo sorte em campo contra o nosso Brasil, marcou um golaço fora das quatro linhas.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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domingo - 21/06/2026 - 08:20h

Mizifio

Por Bruno Ernesto

Preto Velho natural do Alto do Moura (Acerbo de Bruno Ernesto)

Preto Velho natural do Alto do Moura (Acerbo de Bruno Ernesto)

Meu interesse por arte? Surgiu de uma pequena pintura de óleo sobre tela de um Preto Velho que ficava pendurada na sala de casa.

Era uma pintura de óleo sobre tela de um Preto Velho fumando o seu típico pito.

Um detalhe que chamava muito a minha atenção era que ele me olhava profundamente. E por mais que eu me esquivasse de seu olhar, indo do sofá para a espreguiçadeira ou me deitando no chão, seu olhar parecia me acompanhar para aonde eu fosse. Mas nunca tive medo dele; mesmo à noite.

Hoje me pergunto se teria o artista usado a trompe l’oeilpara me convencer de que precisaria de proteção do Preto Velho? Um conselho?

A impressão que tinha era que ele estava prestes a dizer algo, fumegando pela boca, com uma voz rouca e arrastada.

Talvez já tivesse até me chamado sussurrando tarde da noite, ou batido na parede, que era a mesma do meu quarto, para apanhar o cachimbo.

Além do Preto Velho, havia várias telas de óleo sobre tela das ruas de Tiradentes, Ouro Preto e de Viçosa/MG, pintadas por Eleide Pedrosa, esposa de Professor Josué Pedrosa, além de inúmeras de autoria de mamãe, como uma pequena tela de cosmos amarelos delicadamente pintados, um muro com portão de ferro, muito parecido com um cemitério, além de inúmeras montagens de frontispícios de construções coloniais mineiras feitas com palitos de picolés, tampas de creme dental – certamente Kolynos – todas produzidas quando moravam em Minas Gerais, na década de setenta, durante o mestrado de papai e grande parte dos professores da antiga ESAM.

Aliás, minha irmã é mineira.

Quanto à pequena tela de óleo sobre tela com a pintura do muro com o portão de ferro, mamãe nunca me falou, mas penso que tenha alguma relação com o meu irmão Jean Carlo, pois faleceu recém-nascido e foi enterrado no cemitério de Viçosa/MG, próximo à casa que eles moravam, justamente naquela época. Era o primogênito.

No início dos anos 80, passei a dividir meu olhar entre a TV Sharp preto e branco que ficava na sala de casa com todas aquelas obras de arte e, talvez, num descuido, entre Fofão e o Balão Mágico na TV Manchete, tenha realmente me dado conta delas.

Como toda criança de quatro ou cinco anos de idade, já rabiscava desejos por todos os cantos e fiquei curioso.

Pouco tempo depois dessa mudança de visão, de percepção de mundo, passei a perguntar à mamãe sobre aquelas telas e trabalhos artísticos que estavam espalhados pela casa.

Queria saber se eram de lugares reais, como foram pintadas e feitas. Quis compreender a mistura de cores, as tintas, os pincéis, as espátulas. Tudo, queria saber tudo. Absolutamente tudo.

E foi ela quem me ensinou a perceber os detalhes. Ela quem me desvendou o segredo das sombras, perspectivas, volume e dimensões de uma pintura a óleo. Eu estava diante de uma artista, e ela era minha mãe.

Um dia cheguei em casa e ela me entregou uma caixa com parte do material que utilizou para pintar lá em Viçosa e fiquei maravilhado: bisnagas de tinta a óleo, pincéis, solventes e a paleta.

Dali em diante, conheci outro mundo, e sempre pude contar com o apoio e incentivo dos meus pais para me aprofundar no mundo das artes e da cultura.

Dentre tantos outros incentivos e exemplos que me deram e pude observar – a maioria deles silenciosos – esse definiu minha visão de mundo, tanto que hoje procuro fazer o mesmo com os meus filhos, tal eles fizeram comigo, de forma natural e contínua, espalhando obras de arte, livros e procurando levá-los para ambientes que sejam proveitosos para a formação e visão de mundo deles. E o exemplo, claro. E espero que muitos deles silenciosos. Só o tempo dirá.

Curiosamente, não localizo a tela do Preto Velho de mamãe há muitos anos. Simplesmente sumiu. Mas ela cumpriu fielmente a sua missão.

Embora não tenha uma tela de um em minha casa,tenho uma pequena escultura de um Preto Velho, agora sentado – convenhamos, já merece um pouco de descanso – e que despertou o mesmo interesse em meus filhos quando puseram os olhos nela pela primeira vez;embora seja um processo que dure toda a vida e dependa muito mais deles do que de mim. Só o tempo dirá.

Como dizia Baruch Spinoza: “Não importa o quão fino você corte; sempre haverá dois lados.”

Bruno Ernesto é escritor, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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domingo - 21/06/2026 - 04:10h
Conversando com... Leonardo Avritzer

“Escândalo do Master rompe a tradição sistêmica de casos anteriores”

Por Flávia Tavares do Canal Meio para o BCS

"Penso que vão vir aprimoramentos, sim, especialmente na fiscalização do Banco Central", enxerga Avritzer (Foto: Arquivo/El Pais)

“Penso que vão vir aprimoramentos, sim, especialmente na fiscalização do Banco Central”, enxerga Avritzer (Foto: Arquivo/El Pais)

O cientista político Leonardo Avritzer, professor titular aposentado da UFMG e professor visitante do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP) da Uerj, descreve o fenômeno Master como a “aventura de um banqueiro” que precisou de agentes públicos para acobertá-lo. Ao mirar no Fundo Garantidor de Crédito, o FGC, como fonte primária de seu esquema de pirâmide, tinha como alvo um consórcio de entes majoritariamente privados. Mas jamais atuou em nome do sistema financeiro. Os políticos que corrompeu, embora tenham lhe abastecido de dinheiro público, via fundos de pensão de servidores e crédito consignado, também tinham projetos individuais de poder e ganância. Por isso, o caso Master é um escândalo de corrupção que rompe a tradição sistêmica dos anteriores.

Essa é apenas uma das diferenças que Avritzer, um dos maiores politólogos do Brasil, organizador de dois livros sobre corrupção e autor de dezenas de outros sobre democracia e política, enxerga no Master em comparação à Lava Jato. Uma outra fundamental que ele aponta é que esta investigação já começa no Supremo Tribunal Federal (STF) e, mesmo com as disputas e na atual composição da Corte e as suspeitas que pairam sobre alguns ministros, há um consenso de que os erros da Lava Jato não devem se repetir. “O ministro André Mendonça já ganhou coisas importantes, também já perdeu. Existe uma supervisão dentro de um STF que é plural e que entende as responsabilidades e a amplitude do caso”, acredita. Sobre os efeitos eleitorais do escândalo, no entanto, ele diz que é difícil medir a esta altura, embora entenda que, se o pedaço envolvido do PT se restringir à Bahia, o escândalo tende a seguir beneficiando Lula. Confira os principais trechos da entrevista.

Em 2014, a campanha presidencial se deu com a Lava Jato na rua e afetou parte da disputa eleitoral, mesmo sem se saber a dimensão que o caso teria. Este é um dos pontos de similaridade com o caso Master. Que outros o senhor enxerga?

Existe uma certa similaridade com o que eu chamo de primeiro período da Lava Jato, que vai do início da operação, em março de 2014, até o segundo turno daquela eleição. A partir desse momento, começa um processo de politização que só se acentua — com a conduta do [ex-juiz] Sergio Moro e os vazamentos para a revista Veja —, depois com a concentração em torno do presidente Lula, em um processo que nada tinha a ver com a Lava Jato: era um caso de São Paulo, ligado ao tal triplex do Guarujá. Mas ali Moro alega “conectividade”, e então ele realmente politiza completamente a operação em torno do PT e de alguns setores do PMDB. No caso Master, o escândalo envolve muito mais fortemente o Centrão e a direita no Brasil.

Basta olharmos para os governadores e prefeitos que ele pegou até agora a partir da aplicação dos fundos de pensão dos servidores estaduais e municipais ou do consignado. São 18, sendo 17 de partidos de direita, do Centrão. E agora ele chega muito especificamente a um campo ligado ao governo Lula e ao Partido dos Trabalhadores. A ligação com o PT tem a ver com articulações no próprio estado da Bahia que antecedem a nacionalização do escândalo do Banco Master, com Augusto Ferreira Lima e o Credcesta. Então, estamos falando de uma coisa muito mais restrita no chamado campo da esquerda do que era a Lava Jato, onde o foco era na Petrobras e com ações que partiam todas do governo federal.

Algo assustador sobre Daniel Vorcaro é seu alcance nos Três Poderes. Essa horizontalidade é um dos pontos de diferença entre os casos?

Acho que sim. Na verdade, a primeira grande diferença é que a Lava Jato teve uma dinâmica de primeira instância que a tornou muito sensível à politização. Moro e o Ministério Público do Paraná tinham uma concepção política bastante clara de quem queriam atingir, de como queriam atingir e dos dividendos políticos que queriam tirar da Lava Jato. Conversando com muitas pessoas no Brasil e no exterior ao longo do período pós-Lava Jato, elas diziam que dificilmente uma operação desse tipo ficaria na primeira instância, ou não seria supervisionada por uma segunda instância, nas principais democracias constitucionais do mundo. No caso Master, não. Ainda que a gente tenha tido dois ministros relatores no Supremo Tribunal Federal, o fato de que a operação está concentrada no STF traz mais garantias — porque, se alguém discordar de alguma coisa, vai diretamente para a Segunda Turma, que também tem esse papel supervisor.

A Lava Jato ficava na 13ª vara, e era preciso passar pelo TRF-4 e pelo STJ para chegar ao STF. Para mim, a primeira grande diferença é que o caso atual está mais concentrado num núcleo com muito mais responsabilidade dentro do Supremo Tribunal Federal, ainda que com discordâncias. O ministro André Mendonça já ganhou coisas importantes, também já perdeu. Existe uma supervisão dentro de um STF que é plural e que entende as responsabilidades e a amplitude do caso.

Mas o próprio STF está neste momento, por conta de suspeitas sobre Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques, tragado para o caso. E também está politizado. No julgamento desta semana, ficou claro que Gilmar Mendes representa uma ala do Supremo que diz querer evitar que o Master se torne uma nova Lava Jato, e enfrentando Mendonça.

O Supremo hoje concorda que a Lava Jato foi um erro na maneira como foi conduzida. No debate entre Gilmar e Mendonça, ninguém defende a Lava Jato. Gilmar volta a uma posição que sempre foi a dele, com exceção talvez de um ano, o de 2016, que é a de garantista, uma tendência dentro do STF no Brasil. E Mendonça diz: “Eu vou supervisionar isso para não ser explorado politicamente”, o que até ontem me parecia que ele estava fazendo muito bem, embora hoje eu tenha algumas dúvidas. Mas ele conteve uma série de vazamentos, chamou atenção, abriu processos. Mendonça parece querer uma operação mais focada, com mais responsabilidade, porque não se trata de sensacionalismo barato, mas de uma investigação muito profunda sobre um banco que causou prejuízos gravíssimos ao país. Está custando provavelmente mais de R$ 50 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A corrupção atingiu não só governo ou políticos, mas diretorias do Banco Central, e praticamente quebrou um banco importante no Distrito Federal que nada tinha a ver com o caso inicialmente. De fato, os malfeitos são extremamente graves e têm de ser investigados.

Como o senhor avalia o momento político do STF e como ele chega a esse caso? Fragilizado pelos ataques sofridos recentemente e pelas vulnerabilidades que ele próprio se permite sofrer, pela conduta de alguns magistrados —, ou capaz de conduzir o caso da maneira que o senhor espera?

O Supremo foi chegando paulatinamente a essa posição anti-Lava Jato. O exemplo do Gilmar Mendes é o mais radical, porque pouco mais de um ano depois ele já tinha revisado completamente a posição dele. Juridicamente, Gilmar Mendes é um garantista, e ninguém pode criticá-lo por isso, é aceitável dentro da tradição jurídica brasileira. Agora, outros ministros, como Carmen Lúcia e o próprio Edson Fachin, chegam muito posteriormente a isso, quando de fato a Vaza Jato mostra o nível de abuso que houve anteriormente. Tudo isso mostrou ao Supremo que Moro tinha poder demais. Não é bom que um juiz, ainda mais de primeira instância, tenha esse tipo de poder. Aquilo foi um momento obscuro do Judiciário brasileiro. Agora, quando vemos hoje esses ministros individualmente, eles continuam tendo posições diferentes.

Eles viram também — e essa é uma discussão diferente, mas relacionada — que, ao longo do começo do governo Bolsonaro, o Supremo estava na mira. Houve uma união, como Felipe Recondo narra no livro O Tribunal. Aquele foi um momento-chave, a partir do qual o Supremo passa a compor em algumas coisas importantes que ele não compunha antes. Era um Supremo completamente desorganizado e descoordenado em relação ao seu papel de instância revisora. Essa é a mudança fundamental que a gente vê hoje — e André Mendonça sabe disso. Dependendo do que ele fizer, pode ter ou não ter o apoio dos pares. É por isso que eu acho que a operação está sendo conduzida sob a supervisão dele com maior responsabilidade.

Doze anos depois da deflagração da Lava Jato, aqui estamos debatendo outro caso gigantesco de corrupção no país. Esse é um problema sistêmico, a ponto de talvez não ter solução, ou é parte do jogo democrático e algo com o qual temos de lidar?

Escândalo de corrupção existe em todos os países, com gravidades as mais distintas. O presidente dos Estados Unidos cria um fundo no qual ele é a principal pessoa a ser indenizada em relação ao processo judicial — que nem parece que teve tantos abusos assim. Até membros do próprio Partido Republicano contestaram esse fundo, que provavelmente não chegará a existir, mas existe isso e uma série de outros episódios ainda mais importantes. O ex-presidente Nicolas Sarkozy, na França, foi condenado, entre muitos outros políticos em democracias importantes. Nós temos aqui uma questão que é a relação democracia e dinheiro.

Nós vivemos um período de enorme enriquecimento e afluência no mundo — tem a ver com neoliberalismo, com a revolução tecnológica, com as novas grandes empresas. Claro que isso chega muito perto do sistema político, e há pessoas que se aproveitam. O que a democracia precisa é que existam apuração, transparência na apuração e condenação, para que a opinião pública saiba que essa não pode ser a regra do jogo. Desde que existam esses três elementos — apuração, visibilidade da apuração e condenação —, é um episódio lamentável, mas eu não acho que afeta estruturalmente a democracia.

Mesmo envolvendo tantos membros da estrutura democrática?

O escândalo do Banco Master é muito privado. As grandes características dos escândalos anteriores no Brasil é que eles partiam de empresas públicas — a Petrobras — ou de grandes concessões, obras e recursos públicos. O Master tem uma característica diferente: é sempre um evento privado. Só que em certo momento ele precisa principalmente do Banco Central e do FGC — duas instituições sob o controle do governo ou do sistema político. O fundo garantidor foi feito para quê? Para garantir o pequeno investidor, para que ele possa ousar um pouco mais nos seus investimentos. Nunca foi feito para garantir um banqueiro nas suas aventuras, que foi na verdade o que aconteceu. Mas o desenho do escândalo é o de um banqueiro privado corrompendo uma instituição que nem muito pública ou estatal é.

Os contribuintes do fundo garantidor são principalmente os grandes bancos, a partir de uma porcentagem dos recursos que captam. Tanto que as primeiras pessoas que protestaram contra as ações do Daniel Vorcaro foram os grandes banqueiros brasileiros. Então, tem essa diferença em relação também a escândalos clássicos: é um banqueiro, uma instituição privada se apropriando, mas corrompendo a regulação, essa sim era ou deveria ser pública — feita pelo Banco Central e com algumas legislações relacionadas feitas no Congresso. Então, é um escândalo muito mais na interseção público-privado do que qualquer outro escândalo anterior na história do Brasil.

E também envolve um ator individual, e não um setor, como foi na Lava Jato, que era o setor das empreiteiras. Daniel Vorcaro não representa o setor financeiro ou o setor bancário, representa seus próprios interesses. É algo muito individualizado.

Entrevistado vê diferenças do novo escândalo em relão à Lava Jato (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo)

Entrevistado vê diferenças do novo escândalo em relão à Lava Jato (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado/Arquivo)

Exatamente. Logo depois do segundo turno das eleições de 2014, Moro autorizou uma operação que foi contra praticamente todos os presidentes das grandes empreiteiras no Brasil — com exceção, na época, do Marcelo Odebrecht. A percepção era: “Olha, ninguém se salva, todos estão envolvidos”. E era exatamente isso: uma questão setorial, que inclusive explica a situação lamentável das estradas brasileiras, independentemente de quanto recurso se coloca ali, porque aquilo servia para construir estradas e financiar o sistema político ao mesmo tempo. No caso de Vorcaro, não é claro que seja um escândalo do sistema financeiro como um todo. Você olha para o Itaú, o Bradesco e não supõe que estejam envolvidos.

Agora, para fazer a ponte com a variedade de políticos — de direita, do Centrão e agora também do PT da Bahia — que Daniel Vorcaro corrompeu, o caminho foi o do crédito consignado e dos fundos de pensão estaduais. A aventura desse banqueiro precisava de dinheiro, e para isso ele se valeu de recursos públicos. Mas há também uma característica que me chama atenção: a Lava Jato, o mensalão e outros escândalos envolviam normalmente financiamento de campanha, caixa dois ou uma atuação partidária de alguma maneira. Neste caso, também do lado dos políticos, há algo mais individualizado?

Muitas pessoas falam isso, e eu não concordo 100%, mas dizem que uma parte fundamental do petrolão era financiamento de campanha. O Brasil funcionava de outra maneira, não existia o financiamento público, que vem um pouco na esteira desse processo. Hoje o financiamento é fundamentalmente público, mas não era até a eleição presidencial de 2014. Então, os partidos buscavam nas empresas estatais — a Petrobras era uma delas — essa forma de viabilizar acordos com empreiteiras que depois financiavam o sistema político, como era principalmente o caso da Odebrecht. Não parece que tem nada disso no Master.

O que o Master pega são alguns políticos, e esses políticos vão servir para dar cobertura política às aventuras do Daniel Vorcaro. Mas há também uma outra questão — e são duas coisas que pessoalmente não vejo nenhuma relação entre si: em algum momento ele começou a precisar de dinheiro, e esse dinheiro veio dos fundos de pensão dos servidores públicos. Mas mais uma vez: o benefício dos investimentos desses fundos não foi para nenhum partido, até onde se sabe. Foi para políticos específicos. São benefícios financeiros individuais, muito diferentes da Lava Jato.

Por outro lado, essas figuras, pelas suas posições-chave, também representam projetos maiores. Ciro Nogueira, por exemplo, é o presidente do PP, negocia uma federação com outro partido muito relevante do Centrão. Davi Alcolumbre e Hugo Motta são presidentes do Senado e da Câmara. Jaques Wagner é conselheiro de Lula e líder do governo no Senado.

Sim, mas eles não atuavam num sentido politicamente amplo, e sim numa questão muito específica. Claro que há questões gravíssimas envolvidas. O FGC provavelmente teria quebrado se tivesse sido autorizado a garantir até R$ 1 milhão e nós poderíamos estar nesse momento numa crise do sistema financeiro brasileiro. Foi um ato extremamente irresponsável. Mas esse não era um programa do PP, ou para financiar o PP como um todo, ou para financiar o governo do Rio e o grupo do Cláudio Castro como um todo. Isso eu acho que você não vai encontrar.

Talvez até por isso a gente tenha visto esses casos em que o benefício é uma viagem à Suíça, um jantar de luxo, ingressos para shows — e não um depósito numa offshore para resolver problemas genéricos.

Problemas do sistema político. Então, esse não é um esquema sistêmico — nem no sistema político e nem no sistema financeiro. E essa é uma característica específica dele.

Ao vermos tantos nomes, tantos atores diferentes envolvidos, gente do STJ, TCU, Banco Central, governos estaduais, prefeituras, deputados, senadores, a impressão é exatamente a oposta, de algo sistêmico.

Isso lembra muito, ainda que com uma configuração diferente, o escândalo de Jeffrey Epstein, nos Estados Unidos, que também é de pessoas. Não é a família real britânica que está envolvida, mas é o ex-príncipe Andrew. Não é toda a área de tecnologia, mas é o Bill Gates. Na verdade, existe uma questão que é essa capacidade que algumas pessoas têm de corromper outras. Daniel Vorcaro criava uma proteção para se tornar um grande player do sistema financeiro, independentemente do fato de que captou recursos que não investiu e não tinham lastro, ou um investimento capaz de gerar o retorno que estava prometendo aos seus investidores. Ele quis jogar isso no fundo garantidor. Mas ele procurou pessoas específicas. E você não acha o STF, você não acha o governo Lula, você não acha o Congresso Nacional — você acha pessoas específicas.

Ainda assim, dado que algumas dessas pessoas são tão poderosas, podemos estar diante de uma composição do próprio sistema para se reorganizar e se defender, como aconteceu com a Lava Jato pouco tempo depois?

Nesse momento, não está claro. O fato de que os benefícios foram muito mais individuais do que na Lava Jato aponta na direção de que não. As pessoas não têm tido a cobertura dos seus partidos, na maior parte dos casos. Por outro lado, o fato de ser tão amplo pode levar a algum tipo de articulação. Mas esse escândalo se distingue da Lava Jato também pelo seguinte fato: o sistema financeiro brasileiro precisa de um fundo garantidor, e os banqueiros sabem disso — mais do que os banqueiros, aliás. O sistema tem que ter alguém que garanta, em última instância. E foi isso que levou à intervenção no Banco Master, e a tudo mais que a gente vê.

As pessoas mais responsáveis dentro do sistema financeiro perceberam que isso não podia continuar assim e levar a uma crise sistêmica. Nesse sentido, penso que vão vir aprimoramentos, sim, especialmente na fiscalização do Banco Central. Tem uma outra questão muito relevante e sobre a qual o ex-ministro Fernando Haddad falou: a falta de fiscalização dos fundos, a maneira como Daniel Vorcaro operou numa interseção entre inúmeros fundos que ninguém sabe exatamente o que são, o próprio banco e os investimentos dele. O Brasil vai ter de conseguir regulamentar melhor esses fundos. Os aprimoramentos vão vir por aí.

E com relação aos efeitos eleitorais? O quanto o eleitor ainda é suscetível a esses escândalos na hora de votar, ou o quanto essa cristalização em torno do sobrenome Bolsonaro e do presidente Lula tende a se manter — talvez só invertendo um pouco a queda a depender da fase do escândalo a cada semana?

Banco Master e Daniel Vorcaro: da direita à esquerda e nos três poderes, têm sua digital (Foto: redes sociais do BM)

Banco Master e Daniel Vorcaro: da direita à esquerda e nos três poderes, têm sua digital (Foto: redes sociais do BM)

Isso é muito difícil de saber. O que se sabe basicamente é que, como esse escândalo envolve muito mais a direita do que a esquerda, muito mais o bolsonarismo e o Centrão do que o Partido dos Trabalhadores, o grande beneficiado nesse momento é a candidatura do presidente Lula. Até onde vai esse novo momento que começou na última quinta-feira com o envolvimento do Jaques Wagner, que parece um envolvimento pontual de alguns setores do PT na Bahia, não se tem uma resposta nesse momento. Pessoalmente, sou da opinião de que dificilmente o Jaques Wagner continuará líder do governo no Senado — o prejuízo pro governo é alto demais. Então, se de fato o escândalo na Bahia for mais pontual, continua beneficiando a candidatura do presidente. Caso se amplie, estamos num território desconhecido que não é possível prever.

Mas o eleitor ainda tem em alta conta o assunto corrupção, ou está anestesiado?

O eleitor tem uma visão moral sobre corrupção, e tem que ter mesmo. Mas como o escândalo se distribui no espectro político é o que vai influenciar a intenção de voto. Isso está completamente indeterminado — ainda que as últimas semanas, até ontem, fossem de um envolvimento muito mais forte, até pessoal, com um pedido de recursos por parte do Flávio Bolsonaro, com áudios e tudo.

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sábado - 20/06/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“Não sejas doce demais, para não seres devorado. Nem sejas amargo demais, para não seres cuspido fora.”

Provérbio judaico

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sábado - 20/06/2026 - 22:10h
Senado

Dois prefeitos anunciam apoio à pré-candidata Samanda Alves

Prefeitos Júnior e Galo reforçam apoio a Samanda (Fotos: Assessoria)

Prefeitos Iogo e Galo reforçam apoio a Samanda (Fotos: Assessoria)

A pré-candidata ao Senado Samanda Alves (PT) ampliou sua base política no Seridó neste sábado (20) ao receber o apoio do prefeito de Jucurutu, Iogo Queiroz, do ex-prefeito Júnior Queiroz e da maioria da Câmara Municipal. A adesão foi anunciada durante agenda no município, um dos mais importantes polos econômicos do interior do Rio Grande do Norte.

Também declararam apoio a Samanda os vereadores Edvan Fernandes, Francinildo, Júnior de Dequinha, Lulu de Chico Ivo, Augusto Diniz, Marcione Medeiros, Romualdo Teixeira e Rubens Batista, consolidando a adesão da maioria do Legislativo municipal ao projeto político da pré-candidata.

Já em Florânia, a pré-candidata consolidou o apoio do grupo político liderado pelo prefeito Galo e pela vice-prefeita Loba. A articulação também reúne o presidente da Câmara Municipal, Manoel Pinto, e os vereadores Patrício Júnior, Ivan Fioravante, Jean Azevedo e Geovane Pereira.

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sábado - 20/06/2026 - 11:34h
Pré-campanha

Prefeita, vereadores e populares recebem Allyson no Vale do Açu

Pré-candidato foi recebido por prefeita, vereadores e populares (Foto; Divulgação)

Pré-candidato foi recebido por prefeita, vereadores, secretários e populares (Foto; Divulgação)

O pré-candidato a governador Allyson Bezerra (UB) foi recebido nessa sexta-feira (19) pela prefeita Dra. Raquel Lemos (PP), cinco vereadores e todo o secretariado municipal, além de populares, em Alto do Rodrigues. O encontro político reforçou presença do pré-candidato na região do Vale do Açu e com a força de Raquel Lemos, médica que desbancou nas eleições de 2024 um grupo que há décadas dominava a política local

“Anunciamos com convicção o nosso apoio e o do nosso grupo político ao projeto de Allyson Bezerra. Acreditamos na força do seu trabalho e nas propostas que ele representa para o futuro do nosso Estado”, destacou Dra Rachel.

Ao lado da gestora municipal que possui mais de 70% de aprovação popular, Allyson participou do encontro que reuniu os vereadores Arlani, Chico, Neguinho, Richard e Zé de Zeca, além de todo o secretariado municipal e lideranças políticas do município.

“Estamos percorrendo o Rio Grande do Norte para ouvir as pessoas e construir soluções de forma coletiva. Alto do Rodrigues está fazendo parte dessa escuta que nasce o nosso compromisso com o futuro do Rio Grande do Norte”, reforçou Allyson.

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sábado - 20/06/2026 - 09:22h
Voo

RN terá linha direta com Buenos Aires através da Latam

Rota da Latam será sazonal (Foto: Alex Regis)

Rota da Latam será sazonal (Foto: Alex Regis)

O Governo do Estado e a Latam Airlines anunciaram nesta sexta-feira (19), uma nova ligação direta para a Argentina. O voo Natal-Buenos Aires (Argentina) será sazonal e estará em atividade, a princípio, de 15 de dezembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027, com operações às terças, sextas e sábados.

A Argentina é o maior emissor de turistas internacionais para o Brasil e também para o Rio Grande do Norte, onde teve um aumento de 313,2% no fluxo de passageiros, no período de janeiro a abril de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Segundo dados do Ministério do Turismo divulgados nesta sexta-feira, o Rio Grande do Norte registrou nos cinco primeiros meses de 2026 mais visitantes estrangeiros do que em todo o ano de 2025. E o Natal Airport é o quarto do Nordeste com maior fluxo internacional, atrás apenas dos três hubs regionais. E esse movimento deve continuar.

Para a governadora Fátima Bezerra (PT), esta nova rota internacional comprova que o Rio Grande do Norte é um destino turístico consolidado.

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