Vi vários registros na imprensa do RN sobre a declaração patrimonial dos candidatos a cargos eletivos no RN, exigência da legislação à transparência de dados. Em especial, em minha ótica, são exagerados e sem sentido os destaques que especialmente são dados por alguns setores da mídia, em relação aos bens do senador Styvenson Valentim (Podemos) e do candidato a governador Cadu Xavier (PT).
O primeiro, pelo aumento de 2.324,67% milhões num comparativo à declaração apresentada nas eleições de 2018, quando era um modesto capitão da Polícia Militar do RN (PMRN) e foi eleito ao Senado.
O outro, por atestar que tem apenas um carro usado como bem material, com valor estimado em R$ 100 mil. Nada de apartamento, fazenda, casa de praia, aplicações financeiras ou dinheiro em espécie debaixo do travesseiro.
Os extremos não me assustam nem me levam à desconfiança quanto ao que é assinalado oficialmente.
Cada vida pessoal tem um enredo próprio, obrigações intrinsecamente particulares e prioridades comuns àquela pessoa, o que não costuma ser à outra.
Creio que o senador, a partir do cevado ganho como congressista ao longo de quase oito anos, adquiriu de forma legítima um apartamento financiado, avaliado em R$ 1.071.703,58.; o outro, com o que empalma há vários anos como servidor público, de alta remuneração, não empilhou bens por opção ou demandas que não devem levar ninguém a raciocinar que ele seja incapaz de acumular riquezas.
Até que me provem o contrário, não tenho o porquê de julgar Valentim como um candidato sem meios de comprovar a origem legal da engorda do seu patrimônio.
Por que Xavier ocultaria haveres próprios na declaração à Justiça Eleitoral? Não faz sentido parecer remediado ou incompetente para lidar com seu ganho de “barnabé” do Fisco.
Vamos pro próximo assunto. Esse, para mim, topou.
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