terça-feira - 16/06/2026 - 09:00h
Violência

Pré-candidatos ao governo se manifestam sobre atentado em Mossoró

Allyson leva vantagem sobre Álvaro e Cadu em simulações de segundo turno (Fotomontagem 96 FM)

Allyson, Álvaro e Cadu e foram solidários e falam em elucidação do atentado (Fotomontagem 96 FM)

Os três principais pré-candidatos ao Governo do RN manifestaram-se em relação ao episódio de violência urbana dessa segunda-feira (15), em Mossoró, em que o vereador Deyvison Thalles Martins do Nascimento (PL) – “Cabo Deyvison”, e seu assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais, foram baleados (veja AQUI). O segundo veio a óbito.

Allyson Bezerra

O ex-prefeito mossoense Allyson Bezerra (UB) postou:

Minha solidariedade ao vereador Cabo Deyvison, ferido a tiros nessa segunda-feira, em Mossoró. Também me solidarizo com os familiares e amigos de Diego, assessor do vereador, que infelizmente veio a óbito no mesmo episódio de violência urbana.

Diante da gravidade do caso, esperamos das autoridades competentes uma investigação rigorosa para esclarecer os fatos, identificar os responsáveis e garantir que sejam punidos com o rigor da lei.

Desejo plena recuperação ao vereador.

Que a paz prevaleça.

Cadu Xavier

O pré-candidato Cadu  Xavier (PT) também publicou nota: veja:

Recebo com profunda indignação a notícia da tentativa de assassinato sofrida pelo vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison, em Mossoró, e da morte de seu assessor Alyson Dyego.

Repudio com veemência esse ato criminoso e covarde, que não atinge apenas uma liderança política, mas agride à democracia e o direito à vida.

Manifesto minha solidariedade ao Cabo Deyvison, a Alyson Dyego e seus familiares.

Espero uma investigação rápida, rigorosa e exemplar, para que todos os responsáveis sejam identificados, presos e punidos na forma da lei.

Álvaro Dias 

Já Álvaro Dias (PL) gravou um vídeo ainda à noite de ontem, mas em seguida, aportou em Mossoró para gravar outro ao lado do vereador, ainda no leito do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

“O que aconteceu em Mossoró é mais uma demonstração da grave crise de segurança que o Rio Grande do Norte enfrenta. É absurdo que trabalhadores, famílias e cidadãos de bem convivam diariamente com o medo enquanto a violência e as facções avançam pelo estado”, disse.

“Vou solicitar ao PL apoio da Polícia Federal para que seja conduzida uma investigação rigorosa, célere e transparente, a fim de que os responsáveis sejam identificados, presos e punidos com o máximo rigor da lei”, antecipou, além de se solidarizar com Deyvison e familiares da vítima fatal.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 16/06/2026 - 07:40h
RN

MP aciona Justiça para obter nomeação de concursados da Polícia Civil

Decisão foi da 6ª Vara de Natal (Foto ilustrativa/Sesed-RN)

Posição do MPRN tenta efetivar convocação de 185 aprovados em concurso (Foto ilustrativa/Sesed-RN)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da sapresentou à Justiça um pedido de cumprimento provisório de sentença para que o Estado nomeie candidatos aprovados e convoque uma nova turma para o curso de formação da Polícia Civil. O requerimento foi protocolado junto à 6ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

O MPRN se baseia em uma sentença do dia 15 de maio passado. A decisão judicial determinou que o governo estadual providencie, no prazo de 30 dias após a intimação, a nomeação dos aprovados na terceira turma do curso de formação do Edital número 01/2020-PCRN e dê início a uma nova turma com os candidatos remanescentes. Os secretários estaduais da Segurança Pública, da Administração e da Fazenda receberam as intimações nos dias 19 e 21 de março deste ano. O Estado registrou ciência da sentença no dia 23 de maio e ingressou com um recurso de apelação no dia 9 de junho.

Embora o prazo limite termine apenas no dia 9 de julho, o MPRN argumenta que a postura do Estado indica que a ordem não será cumprida de forma voluntária. Para fundamentar o pedido, o MPRN cita que a administração estadual abriu um processo interno que tramitou por diversos setores e resultou no recurso para suspender os efeitos da decisão.

O MPRN indica no pedido que não há movimentações administrativas ou orçamentárias voltadas para efetivar as nomeações e o planejamento das aulas. A preocupação com a demora existe porque o concurso público tem validade final marcada para o dia 11 de outubro de 2026. Como as aulas do curso de formação duram cerca de três meses, há o risco de que não exista tempo para a homologação do resultado e a posse dos novos servidores se os procedimentos não começarem imediatamente.

Cargos vagos

O pedido do MPRN visa garantir o preenchimento de cargos por 185 candidatos que já concluíram o curso e não foram investidos, sendo 18 delegados, 75 agentes e 92 escrivães. Adicionalmente, o MPRN pede o chamamento de aproximadamente 125 aprovados nas quatro etapas iniciais, composto por 97 delegados e 28 escrivães, para a realização da nova turma.

O MPRN solicitou à Justiça a aplicação de multa diária a partir do dia 10 de julho. Caso os atos oficiais não sejam publicados no prazo de 30 dias após a imposição da multa, o MPRN pede que a Justiça nomeie um gestor. Essa pessoa ficaria responsável por editar os atos de nomeação e organizar o andamento da quarta turma do curso de formação para os candidatos que ainda aguardam o chamado.

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terça-feira - 16/06/2026 - 06:50h
Atentado e morte

Fátima determina “empenho total” para apurar crime em Mossoró

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

A governadora Fátima Bezerra (PT) afirma que “determinei empenho total das nossas forças de segurança para que deem uma resposta rápida ao caso e que o crime seja investigado com todo rigor pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).” Ela pronuncia-se através de nota, em relação ao ataque à bala sofrido pelo vereador mossoroense Cabo Deyvison (PL), à noite dessa segunda-feira (15), em Mossoró. No episódio, morreu seu assessor Alyson Dyego de Oliveira Morais (veja AQUI).

Veja a Nota abaixo:

Recebi com profunda indignação a notícia do atentado sofrido pelo vereador de Mossoró, Cabo Deyvison, e da morte do seu assessor, Alyson Dyego.

Logo que tomei conhecimento da ocorrência, cancelei minha participação em um evento na cidade de João Câmara e realizei uma reunião on-line com toda a cúpula da Secretaria de Segurança.

Determinei empenho total das nossas forças de segurança para que deem uma resposta rápida ao caso e que o crime seja investigado com todo rigor pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa.

Continuarei acompanhando o trabalho das forças de segurança para garantir que aqueles que desafiam o Estado e atentam contra a vida sejam responsabilizados e levados à Justiça para que respondam por seus atos criminosos.

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segunda-feira - 15/06/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“A mediocridade não enxerga além de si mesma. Mas o talento reconhece instantaneamente o gênio.”

Arthur Conan Doyle

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segunda-feira - 15/06/2026 - 23:50h
Mossoró

Vereador sofre ataque a tiros e assessor acaba vindo a óbito

Vereador fazia uma live para redes sociais quando tiros foram disparados; Diego Morais morreu no local Fotomontagem do BCS)

Vereador fazia uma live para redes sociais quando tiros foram disparados; Diego Morais morreu no local Fotomontagem do BCS)

O vereador Cabo Deyvison (PL) foi atingido por um tiro em uma de suas pernas, à noite desta segunda-feira (15), em frente à Unidade de Pronto-Atendimento do Alto de São Manoel, em Mossoró. Ele fazia uma “live” para suas redes sociais, quando começou a saraivada de balas.

Deyvison foi atendido na própria UPA para primeiros socorros e depois transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

No mesmo ataque a tiros, seu assessor  Alyson Dyego de Oliveira Morais foi baleado e veio a óbito de imediato.

Armas de grossos calibre foram empregadas na ação.

No local foi encontrado um carregador de munição para Fuzil 556.

Em entrevista à imprensa, o delegado de Plantão da Polícia Civil, Renato Oliveira, adiantou que foi localizado um carro que pode ter sido utilizado no crime, abandonado próximo ao Motel Hawana, numa estrada carroçável no bairro Papocos.

Para ele, o caso se caracteriza como crime de facção criminosa, que “Cabo Deyvison vinha denunciando.”

Carregador de um Fuzil 556 localizado na área onde ocorreu o crime Foto: Reprodução)

Carregador de um Fuzil 556 localizado na área onde ocorreu o crime Foto: Reprodução)

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segunda-feira - 15/06/2026 - 21:34h
Sessão solene

Francisco do PT vai receber título de cidadania natalense

Francisco foi defendido até por quem o agrediu semana passada (Foto: João Gilberto)

Francisco foi vereador e prefeito de Parelhas (Foto: João Gilberto/Arquivo)

A Câmara Municipal de Natal realiza nesta terça-feira (16), às 18h, sessão solene para a entrega do Título de Cidadão Natalense ao deputado estadual Francisco do PT. Proposição foi da vereadora Samanda Alves (PT).

A homenagem reconhece a trajetória pública do parlamentar e sua contribuição para o Rio Grande do Norte e para a capital potiguar.

Natural de Parelhas, onde esteve vereador por dois mandatos e também prefeito eleito e reeleito, Francisco do PT tem graduação em Geografia e ganhou eleição à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em 2018, obtendo nova vitória em 2022.

A solenidade será realizada no plenário da Câmara Municipal de Natal e reunirá parlamentares, autoridades, lideranças políticas, representantes de movimentos sociais e convidados.

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segunda-feira - 15/06/2026 - 20:46h
Deputada estadual

Pré-candidata Cínthia Pinheiro apresenta suas principais pautas

Cínthia esteve no Meio- Dia TCM, da 95 FM de Mossoró (Reprodução do BCS)

Cínthia esteve no Meio- Dia TCM, da 95 FM de Mossoró (Reprodução do BCS)

Pré-candidata a deputada estadual pelo União Brasil, a pedagoga Cinthia Pinheiro afirmou que pretende concentrar sua atuação em pautas relacionadas à inclusão e aos direitos das mulheres.

Em entrevista nesta segunda-feira (15) ao programa Meio Dia TCM, da 95 FM de Mossoró, apresentado pelos jornalistas Saulo Vale e Tárcio Araújo, a ex-primeira-dama de Mossoró citou sua experiência como professora/pedagoga formada pela Universidade do Estado do RN (UERN) para defender o fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência.

“Sou professora, pedagoga, formada pela Uern e sempre vi a necessidade de se fortalecer as políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. Trabalhei muitos anos em sala de aula e vi as mães atípicas conversarem com a gente e a gente trabalhar com essas crianças”, declarou. Cinthia também mencionou ter um cunhado surdo ao abordar o tema.

A pré-candidata afirmou ainda que pretende defender pautas voltadas às mulheres.

“Também acredito muito na força da mulher. Quero lutar pelas mulheres e estar cada vez mais presente, falando de qualidade de vida e oportunidade para as mulheres”, disse.

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segunda-feira - 15/06/2026 - 18:48h
História e cultura

Comissão das Comemorações do Centenário da Resistência é definida

Centenário ocorrerá dia 13 de junho de 2027

Centenário ocorrerá dia 13 de junho de 2027

A Prefeitura de Mossoró publicou decreto que institui a Comissão Municipal Organizadora das Comemorações do Centenário da Resistência de Mossoró. O decreto estabelece diretrizes para o planejamento das celebrações alusivas aos 100 anos da resistência mossoroense ao bando de Lampião.

O centenário, que será alcançado em 13 junho de 2027, constitui um marco histórico de grande relevância para a identidade, a memória e o patrimônio cultural do Município.

Diante disso, a necessidade de planejamento antecipado, integração institucional e coordenação das ações comemorativas, educativas, culturais, turísticas e de preservação da memória histórica relacionadas ao Centenário da Resistência.

A comissão fica instituída com a finalidade de planejar, coordenar, acompanhar e executar as ações comemorativas alusivas ao feito histórico.

A comissão será composta por representantes dos seguintes órgãos municipais: Secretaria Municipal de Governo – SEGOV; Secretaria Municipal de Cultura – SMC; Secretaria Municipal de Educação – SME; Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude – SEMASC; Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo -SEDINT; Secretaria Municipal de Comunicação – SECOM.

De acordo com o art. 3° do decreto, compete à Comissão:

I – elaborar o Plano de Ações e Cronograma das Comemorações do Centenário da Resistência;

II – promover a integração entre os órgãos da Administração Pública Municipal envolvidos nas comemorações;

III – promover, por intermédio da Secretaria Municipal de Governo – SEGOV, a articulação institucional com órgãos públicos, entidades da sociedade civil, instituições de ensino superior, centros de pesquisa e demais organizações que possam contribuir para o desenvolvimento das ações comemorativas;

IV – promover mecanismos de participação popular para recebimento de sugestões e contribuições da sociedade;

V – propor medidas destinadas à valorização dos personagens, locais, documentos e fatos históricos relacionados à Resistência de Mossoró;

VI – propor, coordenar e acompanhar ações de natureza histórica, cultural, educacional, turística, artística e institucional relacionadas ao centenário;

VII – acompanhar a execução das ações previstas e avaliar seus resultados;

VIII – sugerir instrumentos normativos, projetos e iniciativas necessárias ao alcance dos objetivos do Centenário;

IX – incentivar pesquisas, publicações, exposições, concursos, produções audiovisuais e demais iniciativas voltadas à preservação e divulgação da memória da Resistência de Mossoró.

O decreto n° 7.576 de 13 de junho de 2026 está publicado no Diário Oficial de Mossoró (DOM), podendo ser conferido na íntegra acessando: //dom.mossoro.rn.gov.br/dom/publicacao/1875

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segunda-feira - 15/06/2026 - 17:30h
Cítricas

Entidade internacional da fruticultura lança campanha no Brasil

Banner de divulgação (Cópia)

Banner de divulgação (Cópia)

A International Fresh Produce Association (IFPA), entidade global que representa o setor de frutas, flores, legumes e verduras, lança uma nova campanha de incentivo ao consumo de frutas cítricas no Brasil, com foco em apoiar gratuitamente o varejo na promoção de categorias como laranja, limão e tangerina. A iniciativa disponibiliza materiais de ponto de venda, conteúdos educativos e orientações estratégicas para impulsionar as vendas e valorizar os atributos nutricionais e de versatilidade das frutas, especialmente em um momento importante para o setor produtivo.

A ação conta com o apoio da Associação Brasileira de Citros de Mesa (ABCM) e reforça a importância da integração entre campo e varejo para estimular o consumo interno. Em meio a um cenário de custos elevados e pressões sobre a rentabilidade do produtor, a campanha surge como ferramenta essencial para ampliar a demanda e equilibrar a cadeia, incentivando o consumo contínuo e destacando a qualidade da produção nacional.

Segundo Carlos Lucato, presidente da ABCM, a safra atual enfrenta desafios relevantes do ponto de vista econômico: “Em termos de variedades nós estamos com a produção normal de laranja pera, lima e baía, então podemos fazer uma promoção ao longo do mês de junho, julho e agosto”, aponta.

Diante desse contexto, a campanha da IFPA ganha ainda mais relevância ao estimular o consumo de cítricos no mercado interno — principal destino da produção brasileira — contribuindo para o escoamento da safra e a sustentabilidade econômica do setor. A expectativa é fortalecer a presença das frutas cítricas no varejo, ampliar a percepção de valor pelo consumidor e apoiar toda a cadeia produtiva em um momento estratégico.

Varejistas de todo o país podem baixar os materiais para a campanha de incentivo ao citrus gratuitamente – //bit.ly/IFPAcitrus2026

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segunda-feira - 15/06/2026 - 16:20h
Ditadura militar

MPF vê reparação e memória de violações aos direitos humanos

Anatália de Souza Melo Alves, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) - morta em Pernambuco (Reprodução do BCS)

Anatália de Souza Melo Alves, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) – morta em Pernambuco (Reprodução do BCS)

O Ministério Público Federal (MPF) participa, neste mês de junho, de dois eventos no Rio Grande do Norte sobre a reparação das violações de direitos humanos durante a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985).

Nesta segunda-feira (15), a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, promove cerimônia de entrega das certidões de óbito retificadas a familiares de 10 potiguares vítimas de perseguição política durante a ditadura.

Entre as vítimas está Anatália de Souza Melo Alves, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Sua morte, após ser presa no Recife em 1972, foi inicialmente registrada como suicídio pelos órgãos repressores. No entanto, o depoimento de testemunhas e um laudo do Instituto de Polícia Técnica (IPT) de Pernambuco comprovaram que ela sofreu diversos tipos de tortura, inclusive violência sexual, e foi morta por asfixia. O caso também é acompanhado pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no RN.

Na quinta-feira (18), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) apresenta o relatório final da sua Comissão da Memória e da Verdade. A comissão foi criada como encaminhamento de audiência pública do MPF sobre espionagem em universidades de Mossoró (RN) durante a ditadura.

Memória e conhecimento

O procurador regional dos Direitos do Cidadão no RN, Emanuel Ferreira, destaca que as medidas são passos importantes para o exercício do direito à verdade e à memória histórica. “Precisamos preservar a memória sobre esse período e disseminar conhecimento sobre as condutas criminosas dos agentes da Ditadura Militar, para evitar que atos parecidos se repitam no país”, afirmou.

Durante a ditadura, houve graves violações aos direitos da população, como homicídios, desaparecimentos forçados, ocultação de cadáveres, torturas e estupros. A democracia, a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e outros princípios fundamentais foram atacados e suprimidos, violando a Constituição Federal e diversos tratados internacionais.

A Comissão Nacional da Verdade (CNV) registrou, em seu relatório final, a confirmação de pelo menos 434 mortes e desaparecimentos de vítimas do regime militar, em nível nacional. Esses números dizem respeito apenas aos casos comprovados, não correspondendo ao total de mortos e desaparecidos na época.

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segunda-feira - 15/06/2026 - 14:44h
Julho

Instituto Gentil completará 30 anos com programação especial

O Instituto Gentil, em Campo Grande, região Oeste do RN, completa 30 anos de atividades ininterruptas no próximo mês. Programação está sendo organizada para marcar o feito no dia 22 de julho.

A instituição promove iniciativas voltadas à educação, cultura, empreendedorismo e preservação da memória do lugar e região.

Seu criador, o empresário Antônio Gentil, natural da própria cidade, tem dado contribuição significativa à melhoria da sociedade local e regional. É um legado que chegou à descendência familiar como missão comum de geração a geração, com grande efeito multiplicador.

Em breve o Instituto Gentil vai divulgar o detalhamento da programação alusiva à data.

Leia também: Aos 25 anos, Instituto Gentil começa ‘segundo tempo’ de sua vitória;

Leia também: O retorno afetivo e musical do trompetista Grácio Zaqueu.

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segunda-feira - 15/06/2026 - 13:50h
Assembleia Legislativa do RN

Empreendedorismo feminino e direitos da pessoa idosa são destacados

Evento foi hoje na sede da ALRN (Foto: João Gilberto)

Evento foi hoje na sede da ALRN (Foto: João Gilberto)

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte abriu espaço nesta segunda-feira (15) para a realização da I Semana de Promoção ao Empreendedorismo Prateado e Combate à Violência contra as Pessoas Idosas. A programação teve início com uma feira de empreendedorismo, reunindo expositoras que transformam experiência e conhecimento em oportunidades de geração de renda. O evento reúne empreendedoras, artesãs e lideranças femininas para discutir inclusão, autonomia, geração de renda e proteção dos direitos da população idosa.

A iniciativa é promovida pela Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais (BPW Natal) e conta com apoio institucional da Assembleia Legislativa do RN. Apoiadora do encontro, a deputada Cristiane Dantas (PSDB) destacou a importância de ampliar o debate sobre o envelhecimento ativo e o enfrentamento à violência contra a pessoa idosa.

“O idoso é um elemento importante na geração de renda e também no empreendedorismo. A economia prateada mostra exatamente isso, com pessoas que continuam produzindo, empreendendo e contribuindo para o desenvolvimento da sociedade”, afirmou.

Conhecimento

A presidente nacional da BPW Brasil, Maria Helena Bonotto, ressaltou a importância da integração entre gerações. “As mulheres mais experientes trazem conhecimento, conexões e vivências que fortalecem as mais jovens. Essa troca contribui para o crescimento de todas e fortalece a sociedade”, disse. Já a presidente da BPW Natal, Maria das Graças Oliveira, destacou a relevância da parceria com o Legislativo estadual. “Realizar este evento na Assembleia dá visibilidade à pauta da pessoa idosa e amplia o alcance dessa discussão para toda a sociedade”, observou.

A programação inclui feira de empreendedorismo, exposições, seminários e debates sobre a economia prateada e a rede de proteção à pessoa idosa. As atividades seguem nesta terça-feira (16), no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa, fortalecendo ações voltadas à valorização da longevidade, ao empreendedorismo feminino e à inclusão social e se estendem até o dia 17, na região Seridó.

Cerimônia das Velas

Logo após a abertura oficial, foi realizada a tradicional Cerimônia das Velas da BPW, celebração internacional criada em 1938 que simboliza a união e o compromisso das mulheres com a participação econômica, social, política e profissional. A diretora-geral da presidência, Dulcinéa Brandão, participou da solenidade que é realizada anualmente pelas associações filiadas à entidade em diversos países.

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segunda-feira - 15/06/2026 - 03:24h
Déficit

EUA e Brasil estão de mãos dadas no buraco previdenciário

Arte do Poder 360

Arte ilustrativa do Poder 360/Arquivo

Do Canal Meio para o BCS

O órgão da previdência dos EUA informou que o fundo que paga aposentados e pensionistas por falecimento deve se esgotar até o final de 2032. Depois disso, o programa só poderá pagar 78% dos benefícios previstos.

Por que isso está acontecendo? Na prática, boa parte dos recursos do programa são de impostos recolhidos da folha de pagamento de trabalhadores atuais. O problema é que, hoje em dia, há menos trabalhadores que o necessário para sustentar os beneficiários.

Para se ter ideia, em 1960, a média de filhos por mulher nos EUA era de 3,6. Em 2021, esse número caiu para 1,75.

Ao mesmo tempo, um americano que atingisse 65 anos em 1960 tinha uma expectativa de vida de 80 anos. Hoje, na mesma idade, a pessoa tem uma expectativa de vida de 85 anos.

Isso significa que as pessoas estão tendo menos filhos e vivendo mais. Se os idosos precisam de adultos trabalhando para pagar a previdência, essa conta não deve fechar… Tanto é que a previdência registrou um prejuízo de US$ 160 bilhões no ano passado.

Brasil…

Por aqui, havia 1,7 contribuintes para cada beneficiário em 2014. Esse número caiu para 1,53 em 2024, com estimativa de atingir 0,86 em 2060.

Para este ano, a previsão do governo é de que o déficit do INSS atingirá 2,49% do PIB, o que equivale a R$ 338 bilhões. Para 2100, a estimativa cresce para 10,4% do PIB — atingindo R$ 28 trilhões.

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domingo - 14/06/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“A fadiga do fim da vida
Será descanso de sonho manso
No colo de Deus.”

Francisco Eller (Chico Chico), Ribanceira

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domingo - 14/06/2026 - 14:44h
Governo do Estado

BB suspende consignados e cobra R$ 377,4 milhões

Fátima admite problema (Foto: Ronny Santos/Folha Press)

Fátima admite problema (Foto: Ronny Santos/Folha Press)

A matéria é do jornal paulistano Folha de São Paulo, assinada pelo jornalista Carlos Petrocilo, coluna Painel. O Banco do Brasil cobra ao menos R$ 337 milhões do Governo do Rio Grande do Norte, valor referente a empréstimos consignados destinados a servidores públicos do estado.

O Painel apurou que, desde maio de 2025, o banco suspendeu a oferta dos consignados aos servidores, aposentados e pensionistas, em razão da inadimplência da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT).

A coluna teve acesso a uma notificação do banco feita ao governo em maio. No documento, a instituição financeira diz que a suspensão do convênio não desobriga o governo de fazer os repasses atrasados.

“Solicitamos o repasse imediato dos valores consignados na folha de pagamento dos servidores no importe de R$ 377.414.056,07, apurado até a presente data”, diz o texto da notificação, enviada pelo Banco do Brasil no dia 22 de maio.

A gestão de Bezerra admite o impasse. “O Governo do Estado reconhece a existência da dívida e mantém tratativas com a instituição financeira para sua regularização, com a perspectiva de quitação até o final do exercício corrente”, diz a nota.

“O Estado também informa que os repasses mensais vêm sendo realizados regularmente. O pagamento referente ao mês foi efetuado nesta quarta-feira (10), em conformidade com o compromisso assumido pela gestão de manter as obrigações correntes em dia e não registrar novos atrasos”, prossegue o governo.

Gastos com pessoal

O Rio Grande do Norte vive em crise financeira e fiscal, sendo que somente os gastos com pessoal consomem 56% da receita líquida estadual. No último dia 30, o governo publicou um contingenciamento de R$ 497,4 milhões, com objetivo de adequar os gastos à arrecadação.

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domingo - 14/06/2026 - 10:38h
Abundância

Fundo Eleitoral é maior do que orçamento de quase 96% das cidades

Arte do Poder 360

Arte do Poder 360

Do Poder 360

A parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral ou “Fundão”, destinada ao Partido Liberal (PL) é maior que o orçamento inteiro de quase 96% das cidades brasileiras. O dado é de levantamento do Poder360 com dados de 5.312 municípios (do total de 5.569) que enviaram informações orçamentárias de 2025 ao Tesouro Nacional.

A sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro lidera os repasses e terá R$ 881,7 milhões do fundo para impulsionar seus candidatos. O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá a 2ª maior fatia: R$ 615,4 milhões. O dinheiro dos petistas é mais que todo o empenho de 94% os municípios cujos números estão disponíveis.

O União Brasil receberá R$ 526,2 milhões, mais que 92% das cidades.

O Fundo Eleitoral é repassado aos partidos em anos de eleição. O mecanismo foi criado pelo Congresso em 2017, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal que, em 2015, proibiu o financiamento de campanhas por empresas privadas.

A distribuição dos recursos está determinada na Lei das Eleições. Do total do fundo, 2% são divididos igualmente entre todos os partidos com estatuto registrado no TSE; 35% são distribuídos proporcionalmente aos votos obtidos pelas legendas na última eleição geral para a Câmara dos Deputados; 48% são repartidos conforme o número de representantes eleitos para a Câmara; e 15% são divididos de acordo com a representação dos partidos no Senado.

No Brasil, só 196 cidades têm orçamento maior que R$ 1 bilhão. As outras 5.116 que declararam suas contas tiveram gastos menores do que isso em 2025. Outras 257 não enviaram os dados e, por isso, não entraram no levantamento.

Distribuição do dinheiro

O Tribunal Superior Eleitoral divulgou na 4ª feira (3.jun.2026) como serão distribuídos os R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Eis como ficou a divisão, considerando os critérios determinados na lei:

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - 09 a 30 de Junho de 2026 - Cidade Junina
domingo - 14/06/2026 - 09:48h

A vida é líquida

Por Honório de Medeiros

Imagem ilustrativa de Anna Tolipova

Imagem ilustrativa de Anna Tolipova

“A vida é líquida”, disse Zygmunt Balman, aludindo à consistência das relações entre nós e os outros, ou entre nós, as coisas e os fenômenos.

Líquida, posto que a consistência não tem forma definida, assume aquela que o recipiente (o contexto) impõe.

Não seríamos estruturas rígidas imutáveis que atravessam o tempo pouco atingidas pelas circunstâncias, somos proteiformes, somos difusos, somos evanescentes.

Vivemos em uma época na qual as gerações mais novas escrevem tudo em uma linha. No máximo algumas poucas linhas. E somente leem, e são treinadas pela realidade virtual com a qual convivem em tempo integral exatamente para isso, algumas linhas, umas poucas linhas…

Tal é o ser (e o dever-ser) que a realidade virtual impõe: tudo é frenético, tudo é descartável, tudo é cambiante, imediato. É a maximização das potencialidades, negativas ou positivas, da nossa espécie sobrevivente e dominante, conforme descrita pela teoria da seleção natural.

O ensino, hoje, anda em ruínas por vários motivos, desconfio que o modelo que ainda predomina está fadado ao fim, entre outras razões em decorrência do descompasso com essa realidade que aos poucos se impõe, no qual não há mais espaço para uma educação que se estrutura a partir de livros, com textos pesados, longos, e que exigem tempo e estudo profundos, bem como para o “pensar” típico dos escolásticos medievais, que moldou as bases do nosso ensino ocidental e cristão.

Quem, hoje, lê Em Busca do Tempo Perdido?

As gerações mais novas, que herdarão o mundo, ou o que restar dele, e sua forma de apreender e expressar a realidade, estão em processo de descompasso com aquela construída pelos nossos antepassados. Não se trata de estarmos certos, e eles errados, por não quererem ler livros como Ulisses, de James Joyce, Paidéia, de Werner Jaeger, ou Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust.

São elas, essas gerações, filhas do “meme” que é a realidade virtual: caracterizam-se por viver em ritmo alucinante, pensar freneticamente, falar acelerado, em contraposição ao viver, pensar e falar arcaico, que vai sendo abandonado.

O livro de papel sobreviverá, como sobreviveu o ritual do chá no Japão moderno que a restauração Meiji instaurou, e atirar com arco-e-flecha, algo excêntrico, típico de verdadeiros “outsiders”; serão criadas seitas e seus inevitáveis rituais iniciáticos, para os escritores e leitores.

Livros em ambientes virtuais existirão cada vez mais. Mas nunca serão consumidos como o foram os livros de papel após Gutenberg.

Assim como os monges que salvaram a civilização como nós a conhecemos, na Alta Idade Média, copiando os textos antigos e os deixando para a posteridade, será em ambiente monacal que os iniciados lerão obras como as que foram citadas acima.

O velho mundo está morrendo, viva o novo mundo, do qual serei espectador privilegiado, posto que, quando menino, fui apresentado ao milagre da televisão quando já completamente cativado pelo livro de papel, e, agora, muito tempo depois, me maravilho com as infinitas possibilidades de uma realidade sequer possível de ser imaginada antes, domínio e prisão dos que, hoje, ainda são apenas adolescentes.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
domingo - 14/06/2026 - 08:38h

Só um palpite

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Minha cidade não é mais a mesma, claro que não. Mudou positivamente. Mas essa mudança não foi muito para melhor se levarmos em conta a tríade igualdade, fraternidade e liberdade. De qualquer modo, pelo que tenho visto, o mossoroense anda exultante em meio a toda a pirotecnia e carnavalização de uma terra que há tempos jogou para o escanteio preceitos sociais, morais e ideológicos. Ao povo (há exceções!) basta o furdunço, a folia, as decorações juninas, o foguetório retumbante e um entorpecedor e aclamado carnaval fora de época. É aí que são adquiridos uns trapinhos coloridos com que os caboclos e as caboclas daqui se vestem e curtem sua apoteose em camarotes custando os olhos da cara. Isso não é problema, alguns se estrepam no cartão de crédito e tudo dá certo, sem que se importem com a ressaca econômica.

Hipnotizantes eventos fazem desaparecerem das vistas dos nativos a enorme buraqueira nos bairros periféricos, a superpopulação de animais abandonados e a fome, a desvalia dos sem-teto; pessoas sem amparo nenhum por parte dos órgãos públicos desta nossa feliz e purificada pátria do faz de conta.

Apesar dos pesares, e a bem da verdade, minha cidade melhorou ao longo dessas últimas três ou quatro décadas; está indubitavelmente mais apresentável, entretanto piorou sobremaneira no tocante à insensibilidade para com os necessitados, gente invisível, sujeira social varrida para debaixo do tapete do Executivo e do Legislativo desde sempre. Chato falar sobre o óbvio, eu sei. Assunto desagradável e repisado. Tenho consciência de que estou ferindo susceptibilidades, abespinhando melindres. É isto, admito que venho chovendo no molhado e enfeando o verniz reluzente na carranca de certos cidadãos baludos. Assim mesmo ponho o dedo nessa ferida. Porque o mutismo geral, absoluto, produz uma infecção do tipo “cada um que se vire”.

Acho que podemos ser mais que estampidos e cheiro de pólvora. Mossoró, com necessária boa-fé e freio em obras de orçamentos suspeitos, pode agir em favor dos maltrapilhos, desses conterrâneos que agora se encontram na sarjeta. Cães e gatos magríssimos e famintos perambulam por toda parte!

Que o povo se divirta, ora essa! Que festeje e se esbalde nos carnavais e no são-joão, mas sem perder a ternura, a sensibilidade. Avanços graúdos já foram conquistados; obras de relevo e projetos estruturais realizados em diversos pontos do município. Falta, porém, destinar recursos para a vida de quem não tem nada na vida. Ações sociais precisam ser desenvolvidas e contar com lastro financeiro do governo municipal. Não é possível sustentar um país (mesmo que o País de Mossoró) apenas com pão e circo.

A propósito, se olharmos com um pouco mais de atenção, veremos que há cada vez menos pão. O circo armado e nutrido com milhões de reais pela prefeitura na Estação das Artes Elizeu Ventania é algo de nível primeiro-mundista.

Admito que minha cidade está bonita. Tem futuro, potencial, contudo é da conhecida ordem de inúmeras outras que empurram no miolo dos munícipes o ópio das festanças e da fuzarca. Precisamos assegurar meios para oferecer o mínimo aos desvalidos, criar um programa de controle populacional de gatos e cachorros, que também passam fome e sede nesta urbe. Podemos ser melhores sob o aspecto humano, caridosos, comprometidos com o bem-estar daqueles que precisam de nós.

Isto é só um palpite; sequer um puxão de orelha. Longe de ser uma receita para a prosperidade geral. Todavia, quem sabe, represente um grito para que não percamos a boiada no precipício do egoísmo. O gado tem disso; é facilmente tangido, transformado em massa de manobra em currais eleitoreiros.

Vejam! Mais uma eleição se aproxima.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 14/06/2026 - 07:44h

Sem plágio

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

A questão do plágio sempre interessou aos amantes da arte. Desde antanho, já havia plágios nas artes plásticas, na música, na literatura. Em ambientes “informais” e especialmente na academia. Lembro-me bem do meu doutorado no King’s College London – KCL, onde, com uma ênfase por vezes exagerada, nos advertiam da gravidade de um tal “plagiarism”. Ameaçavam-nos até com o uso de “detectores de plágio”. Era já a inteligência artificial se metendo na questão (sobre isso, IA e plágio, falarei oportunamente).

Na literatura, na escrita em geral onde milito (infelizmente não sou pintor ou músico), o plágio – numa definição bem direta, que nos é apresentada pelo grande Lemos Britto, no clássico “O crime e os criminosos na literatura brasileira” (Livraria José Olympio Editora, 1946) – não é outra coisa “senão o furto literário. Consiste no ato de publicar alguém, como se fosse autor, [sem qualquer citação ou referência], obras ou porções de obras que foram compostas por outrem”.

A ferro e fogo, o plágio é considerado crime no direito brasileiro. Está aí o artigo 184 do nosso Código Penal, falando da “violação de direito autoral”, que não me deixa mentir. Mas o plágio é também – e talvez sobretudo – uma questão sujeita à crítica moral (mas o que é a moral?).

E é aí que entram alguns senões.

Há quem diga, segundo Lemos Britto, que “não há em prosa e versos bem sonantes/algo que já não fosse dito antes”. Então, tudo, ou quase tudo, seria permitido, com os plagiários assim vivendo no “melhor dos mundos”.

Há também o que Lemos Britto chama de plágio automático, “não intencional, derivando de leituras que se vincularam ao cérebro”, que afloram à superfície do pensamento e “que por bem dizer se infiltram na produção de um escritor”, sem que ele verdadeiramente se aperceba da traição de que está sendo perpetrador. Só seria verdadeiro plágio aquele “intencional, doloso, fraudulento. O plagiário, nestas condições, é sempre um amoral. Ele sabe que está se apropriando do que ao outro pertence, e despreza esta circunstância para se pavonear com a obra alheia, embora possa ser surpreendido e apontado como tal”.

E, claro, há ainda a assertiva, um tanto quanto cínica, de que os escritores medíocres copiam; os grandes, se inspiram. Ou, como cita Lemos Britto, “Não se sabe que os melhores escritores plagiam aos mais obscuros, aos mais ignorados, aos piores? E que, ao plagiá-los, os embelezaram, os honraram e quiçá os fizeram conhecidos?”.

Nesse ponto, Gabriele d’Annunzio, Edmond Rostand, Théophile Gautier e outros tantos “famosos escritores e poetas foram acusados de plagiários” – como são grandes, o foram “injustamente”. Mas, “quando o plágio é praticado por quem a sociedade sabe incapaz de voos altos, a obra ou trecho surripiado transforma-se em gilvaz que põe na face do burlão marca indelével, humilhante, tal o ferro em brasa que vincava na do escravo as iniciais do senhor”.

De minha parte, como sou capaz apenas de pequenos voos, fiz questão de reiteradamente citar aqui o grande Lemos Britto. Portanto, sem plágio.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
domingo - 14/06/2026 - 06:22h

Aqui há de um tudo

Por Odemirton Filho

Efeito de câmera e edição mostra o Corredor Cultural e seu entorno no dia do Pingo da Mei Dia (Foto: Realize Filmes)

Efeito de câmera e edição com o Corredor Cultural e seu entorno no dia do Pingo da Mei Dia (Foto: Realize Filmes/Arquivo/2025)

O mês de junho chegou chegando. O Pingo da Mei dia, como sempre, abriu brilhantemente os festejos juninos. O Mossoró Cidade Junina há tempos está consolidado. É uma festa bonita, a cidade, em alguns locais, fica lindamente decorada, sente-se um clima de alegria. Há quem não goste, é claro, o que devemos respeitar.

Entretanto, o que eu quero dizer, é que no tempo da minha juventude não havia tantas festividades juninas por estas bandas, pelo menos que me lembre. Nalgumas escolas e nos bairros mais afastados da cidade é que havia arraiás. Lembro que acendíamos uma pequena fogueira pra assar milho em frente da nossa casa e que preparavam algumas comidas típicas. E Só.

Contudo, festa junina como a de hoje, sinceramente, não recordo. Se havia, levei falta.

Aliás, como em toda cidade, nos tempos de minha adolescência, em Mossoró havia quase de um tudo. Porém, o que me vem à memória mais vivamente são as festas na ACDP, na AABB, no Realce e no clube do BNB. E como esquecer os grandes comícios no largo do Jumbo e da Cobal? O Potiba? Os bingos no Nogueirão?

Havia, também, a churrascaria Kancela, as noites no Meca Shopping, o burburinho do Burburinho, a pizzaria de Patrício Português, a sorveteria do Juarez e as festas no Imperial. Inesquecíveis, outrossim, são as Festas de Santa Luzia de antigamente.

O leitor chegou a prestigiar as vaquejadas do Puxaboi? Chegou a frequentar o Ferrão? Bons tempos, né?

Vale acrescentar que o carnaval na minha época de rapaz não era o forte em Mossoró. Dizem os mais velhos que carnaval bom de verdade eram os realizados na ACDP e no Ypiranga. Não posso afirmar, nem desafirmar, apenas escuto as histórias, e vejo um leve sorriso no rosto do meu pai quando fala sobre aqueles tempos.

Além disso, eu jamais poderia esquecer dos vesperais no Cine Pax, das sessões no Cine Cid e no Caiçara. Era um bocado de meninos e meninas indo assistir aos filmes de Caratê e de ação. Era bom que só andar de bicicleta no patamar da Igreja de São Vicente.

Tudo isso, são algumas de minhas lembranças. Certamente, os leitores têm as suas, pois cada um traz no peito algumas recordações, às vezes, até umas saudades. Não que eu queira voltar ao passado. Absolutamente. No entanto, para algumas pessoas relembrar o passado pode ser lenitivo para a alma. Eu, todavia, “vou viver as coisas novas que também são boas”.

E, pra finalizar o texto deste domingo, transcrevo um pedaço de uma crônica escrita pelo mestre Dorian Jorge Freire há muitos, muitos anos:

“Aqui há de um tudo. As miscigenações, lá fora temerárias, aqui são saudáveis, revelam o pluralismo democrático. Aqui todo mundo é partidário, toda gente passional, 8 ou 88. Tomamos partido em briga de galo, brigamos em dança de pastoril, eu com a Diana do cordão encarnado, você escravo da Diana do cordão azul. Aqui tudo é nosso: nossa cidade, nossa Catedral, nosso rio, nosso O Mossoroense, nosso baixo meretrício. (…) Sabe lá, Tágide minha, o que é viver em Mossoró, sem perder a perspectiva do futuro improvável, nem a saudade do passado presente”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 14/06/2026 - 05:22h
Revista Veja

Vorcaro deu R$ 115 milhões a Alcolumbre; PT da Bahia teve negócios

Do Canal Meio e Veja para o BCS

Wagner e Alcolumbre em relações perigosas com Vorcaro e Master (Foto: Brenno Carvalho/O Globo/Arquivo)

Wagner e Alcolumbre em relações perigosas com Vorcaro e Master (Foto: Brenno Carvalho/O Globo/Arquivo)

A irritação que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), vem demonstrando nos últimos meses, refletida nos contínuos embates com o Executivo, ganhou mais uma explicação. Segundo reportagem de Robson Bonin, o senador do Amapá teria recebido US$ 30 milhões, cerca de R$ 115 milhões, do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, acusado da maior fraude financeira na história do país.

A informação, segundo o texto, consta da nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

O dinheiro teria sido depositado em uma conta em nome do senador no exterior por Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. A reportagem não explicita o que Vorcaro recebeu em contrapartida, mas o fundo de previdência dos servidores do Amapá, então comandado por um indicado de Alcolumbre, investiu R$ 400 milhões em títulos do Master.

Em nota, o presidente do Senado negou as acusações e disse que vai processar Vorcaro. (Veja)

PT baiano também…

A reportagem destacou também a já conhecida relação do ex-controlador do Master com o PT da Bahia. Em 2007, o senador Jaques Wagner (PT-BA), então governador, criou o CredCesta, um sistema de empréstimo consignado do qual o Master se tornou principal operador.

Seu sucessor, o hoje ministro da Casa Civil Rui Costa, publicou em 2022 um decreto restringindo a portabilidade das dívidas, o que beneficiou diretamente a instituição de Vorcaro. O banqueiro, porém, não detalhou se pagou alguma contrapartida a essas vantagens. (Veja)

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Categoria(s): Política
domingo - 14/06/2026 - 04:48h

Misofonia

Por Bruno Ernesto

Recortes, colagens, lembranças... (Foto de Bruno Ernesto)

Recortes, colagens, lembranças… (Foto de Bruno Ernesto)

Desde criança me interessei por colecionar todo tipo de coisa que você possa imaginar: selos postais, moedas, cédulas, cartão telefônico, álbuns de figurinhas, revistas em quadrinhos, embalagens de cigarros, lata de cerveja etc. Em relação a esses dois últimos, registre-se, não fiz uso. Pelo menos não naquele tempo.

Por volta dos meus 12 anos de idade, comecei a cultivar outro hábito: guardar recortes de jornal.O que ia achando interessante, ou guardava a folha inteira do jornal, ou passava a tesoura e guardava o que me interessava. Alguns colava na porta do meu guarda-roupa.

Após tantos anos, restaram apenas um imagem de Noel Rosa, Luiz Gonzaga, o Nogueirão e um recorte sobre fobias.

Por sinal, minha mãe ainda conserva meu velho guarda-roupa num dos quartos da casa dela, apesar de destoar de todos os outros móveis feitos sob medida.

Numa das portas, ainda está bem conservado um recorte de jornal que colei, lá pelos meus dezesseis anos de idade, onde consta mais de sessenta fobias dispostas em quatro colunas. Tem de fobia pra tudo. Sabia que um dia me serviria.

Recentemente, por volta das 14h de uma quarta-feira, eu e minha namorada fomos almoçar num restaurante aqui em Mossoró. Um bristô bem aconchegante e reservado na Nova Betânia, e que não é tão movimentado nesse horário, de modo que poderia ficar aguardando enquanto ela ia ao salão fazer as unhas e aproveitar o restaurante vazio, com um ar-condicionado geladíssimo para aplacar esse calor infernal do verão e, assim, fazer render esse tempo de espera.

Aproveitei para continuar lendo uma tese de doutoramento sobre sátira na literatura brasileira contemporânea que achei bastante interessante e havia guardado – sim, agora coleciono textos digitais -, aproveitando o gancho que escrevi sobre sátira no texto anterior (Concórdia //blogcarlossantos.com.br/concordia/ ).

Após uns vinte minutos de leitura, entrou um casal; ele aparentando ter por volta de 25 anos de idade e ela, 20.

Pelo adiantado da hora, só tinha a minha mesa ocupada, e o único som que podia escutar, além da música estilo lounge ambiente, era o do tilintar da louça sendo lavada na cozinha do restaurante, mas algo suportável.

Ocuparam uma mesa ao lado da minha. Para o meu azar.

Pediram dois croissants. Para beber, o rapaz pediu um refrigerante; ela um suco.

Conversavam a meio tom, trocando sorrisos e olhares de soslaio enquanto comiam. Ela aparentava estar bem encabulada. Tensa.

Você deve estar pensando, caro leitor, o porquê de eu estar tão curioso, observando o jovem casal. Decerto.

Entretanto, o motivo era outro mais obscuro, e tive a prudência de proceder com olhares rápidos e discretos.

O que me chamou a atenção, na verdade, foi o mastigado do rapaz, que me desconcertou a leitura a ponto de não conseguir mais prosseguir.

Era um mastigado mole, intercalado com diálogos com a boca cheia de croissant e coca cola; chupados esquisitos, uns assobios: um tipo de simbilado bem esquisito.

Alguém já me disse que sofro de misofonia. Penso que deva considerar procurar uma fonoaudióloga ou uma neurologista.

Agora, pondere. Quem nunca se irritou com mastigado de boca mole, chupado de canudo, bicada em café e sopa quente feito aspirador de pó; gente mastigando gelo ou comida crocante em um ambiente não adequado, como sala de aula, biblioteca, e até mesmo, no ambiente trabalho?

E mais! E aquelas pessoas falando com a boca cheia, roçando o talher nos dentes para arrancar a comida dele e o famigerado palitar dos dentes?

Calma! Você, por acaso, já reparou na quantidade de gente que arrasta os pés no supermercado? À vezes observo para ver se estão tentando tirar algo preso na sola do calçado.

Ledo engano meu: é a mania irritante da pessoa que parece estar sendo arrastada a força pelos corredores do supermercado em direção à guilhotina. Antes fosse. Justificaria, e até me compadeceria com o seu final.

Enquanto isso, no restaurante, a situação só se agravava. Pensei em abordar o rapaz e perguntar se ele estava bem, no intuito de interromper aquela sinfonia em dó sustenido maior.

Porém, abortei a ideia, pois, certamente, estragaria o encontro amoroso. Poderia ferir de morte o galanteio.

Não vendo uma solução compatível com a urbanidade, me fiz de covarde e bati em retirada decorosamente.

Antes o calor que fazia fora do restaurante, a permanecer naquela tortura ou estragar o encontro amoroso.

Ponderei a situação e pensei no futuro de uma família. A minha, claro! Poderia sair dali direto para o xilindró.

Minha namorada quando me viu sentar num banco em frente ao salão, no calor, já mudou a fisionomia. Sabendo como sou calorento, decerto já imaginou que algo de grave ocorrera para eu não estar no restaurante.

Perguntou, via mensagem de texto, se eu estava bem. Apenas disse que estava com dor de cabeça. Desconversei. Vi de longe que ela não acreditou.

Não sei se, de fato, sofro de misofonia ou mesmo de fonofobia. Agora, toda vez que abro o velho guarda-roupa e ponho os olhos no recorte de jornal, mais me identifico.

Lembrei o fato de que na tradição japonesa, tomar sopa sem sugar fazendo um barulho terrível é sinal de má educação e que não gostou da sopa. Entretanto, o rapaz não tinha feições nipônicas.

Talvez o ditado de que o costume de casa vai à praçaesteja em pleno vigor no caso do tipo de cena que vi no restaurante.

Entretanto, penso que não seria o caso. Sei da tarefa que os pais têm de combater isso. E me incluo nessa peleja.

Apesar de tudo, a conclusão que tive foi a de que aquela garota teve, em verdade, muita sorte, pois o rapaz poderia ter pedido uma refeição acompanhada com farofa; e, a considerar a empolgação da conversa, teria sido um desastre. Apesar de que há quem até assobie chupando cana, numa harmonia impressionante.

A bem da verdade é que, misofônico ou não, é melhor manter a calma e sair de perto numa situação dessa.

Perder a calma fará com que apenas você saia prejudicado. Ainda que a tentação seja grande e possa valer a pena em certos momentos.

Melhor não arriscar.

Bruno Ernesto é advogado, professor e escritor

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Categoria(s): Crônica
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