terça-feira - 03/03/2026 - 18:48h
ALRN

CCJ aprova uma série de matérias em reunião hoje

As matérias seguem agora para tramitação nas demais comissões (Foto: João Gilberto)

As matérias seguem agora para tramitação nas demais comissões (Foto: João Gilberto)

A Comissão de Constituição Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, (ALRN), aprovou uma série de projetos e matérias durante a 1ª reunião ordinária de 2026. Foi durante a manhã desta terça-feira (3).

Na área de reconhecimento institucional e valorização cultural, a CCJ aprovou projetos que reconhecem como patrimônio cultural do Estado a Igreja de São Severino Mártir, em Timbaúba dos Batistas, proposta do deputado Adjuto Dias (MDB), o Instituto Potiguar de Cultura e Cidadania, por iniciativa de Francisco do PT e a Banda Detroit, de Natal, projeto de autoria do deputado Ubaldo Fernandes (PSDB).

Também foi aprovada a inclusão da Mostra Cultural Raízes, realizada em Janduís, no calendário oficial do Estado, também do deputado Francisco, além de normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio cultural propostas pela deputada Isolda Dantas (PT).

A comissão aprovou ainda projetos de utilidade pública para associações e fundações com atuação social em diferentes municípios, além de matérias que concedem títulos honoríficos de cidadão norte-rio-grandense. Com a aprovação na CCJ, as matérias seguem agora para tramitação nas demais comissões temáticas ou para apreciação em plenário, conforme o rito regimental.

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terça-feira - 03/03/2026 - 16:16h
Mossoró

Teresa Glícia Gondim Queiroz receberá o “Tributo Ana Floriano”

Teresa Glícia Gondim de Queiroz é o nome deste ano (Foto: PMM)

Teresa Glícia Gondim de Queiroz é o nome deste ano (Foto: PMM)

A Prefeitura Municipal de Mossoró homenageará, com o “Tributo Ana Floriano” 2026, a empresária Teresa Glícia Gondim de Queiroz. Em alusão ao “Dia Internacional da Mulher”, a solenidade de entrega da homenagem será realizada no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, em 13 de março, a partir das 17h.

O Tributo Ana Floriano, estabelecido em Decreto Municipal, homenageia anualmente mulheres de destaque que contribuíram para o desenvolvimento político, social, cultural e econômico de Mossoró.

Filha legítima de Mossoró, Teresa Glícia Gondim de Queiroz possui papel fundamental na continuidade e no legado familiar e empresarial à frente da empresa Queiroz & Filhos, assumindo a gestão e direção da organização em momentos cruciais após o falecimento do seu pai em 1979 e a ausência de sua mãe em 1995.

A homenagem reconhece sua liderança ao lado do seu irmão Rutênio Gondim de Queiroz e sua dedicação à família. O “Tributo Ana Floriano” concedido à empresária reafirma a sua atuação pessoal e profissional, refletindo o protagonismo da mulher na gestão empresarial e pessoal e no desenvolvimento econômico da nossa cidade.

A história profissional de Teresa Glícia Gondim de Queiroz reforça seu comprometimento com o desenvolvimento socioeconômico de Mossoró e o papel importante da mulher na sociedade. A homenagem com o Tributo Ana Floriano é um reconhecimento à sua influência e dedicação ao município de Mossoró.

Ano passado, quem recebeu foi a empresária Edith Souto (veja AQUI).

Ana Floriano, no século XIX, em Mossoró, liderou movimento de mulheres contra alistamento de filhos e maridos no exército imperial.

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terça-feira - 03/03/2026 - 15:26h
Em Natal

Prefeito de Portalegre será empossado presidente da Femurn

Zé Augusto é prefeito reeleito em 2024 (Foto: cedida)

Zé Augusto é prefeito reeleito em 2024 (Foto: cedida)

A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) empossa nesta quarta-feira (4), às 10h, o seu novo presidente. É o prefeito de Portalegre, no Alto Oeste do RN – José Augusto de Freitas Rêgo (União Brasil).

Evento será no Hotel Barreira Roxa, na Via Costeira, em Natal.

Atual 1º vice-presidente da federação para o biênio 2025-2026, Zé Augusto assume o comando da instituição após a renúncia de Babá Pereira (PL), que deixou o cargo como pré-candidato a vice-governador, na chapa a ser encabeçada pelo ex-prefeito natalense Álvaro Dias (Republicanos).

Mandato irá até janeiro de 2027.

Engenheiro civil, Zé Augusto já presidiu o Consórcio Intermunicipal Multifinalitário do Oeste Potiguar (CIMOP) e integra a diretoria da Associação dos Municípios do Oeste Potiguar (AMOP). Foi eleito prefeito em 2020 e reeleito em 2024.

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terça-feira - 03/03/2026 - 13:36h
Alerta

Desconto em energia pode ser suspenso para 63 mil famílias

É preciso atualização de dados para evitar perda (Foto ilustrativa)

É preciso atualização de dados para evitar perda (Foto ilustrativa)

Mais de 63 mil famílias em todas as regiões do Rio Grande do Norte correm o risco de perder o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), concedido pelo Governo Federal, por falta de atualização dos dados cadastrais. Para manter o benefício, que garante a gratuidade nos primeiros 80 kWh consumidos, essas famílias precisam seguir as novas regras que passaram a valer em janeiro de 2026 e que impactam diretamente o acesso ao benefício.

As famílias beneficiárias precisam atentar para os dados informados em relação ao endereço e titularidade da conta, prioritariamente. A nova regulamentação do Governo Federal estabelece que a titularidade da conta de energia elétrica deve pertencer ao responsável familiar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), ao favorecido pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou a um dos integrantes do mesmo grupo familiar registrado no CadÚnico. Além disso, o endereço da unidade consumidora precisa ser idêntico ao informado no CadÚnico ou INSS (caso seja beneficiário do BPC/LOAS), sem divergências.

As novas regras visam evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente tem direito. Qualquer inconsistência entre titularidade da conta e cadastro social pode levar à perda automática do benefício.

Dados

Para manter o direito à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), os clientes devem atualizar seus dados no Cadastro Único, especialmente em casos de mudança de endereço ou composição familiar, o que pode ser feito junto ao CRAS do município. Para o público BPC/LOAS, a atualização do endereço deve ser realizada em uma das agências do INSS.

Também é necessário solicitar a troca de titularidade da conta de energia, caso ela não esteja no nome de um dos beneficiários. O procedimento pode ser realizado pelos canais digitais da Neoenergia Cosern, como site e aplicativo, ou nas Lojas de Atendimento ao Cliente, mediante apresentação de documento de identificação e número da unidade consumidora.

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terça-feira - 03/03/2026 - 12:22h
Pioneirismo no RN

Hospital Memorial S. Francisco inicia Residência Médica em Ortopedia

Hospital Memorial São Francisco teve evento concorrido (Foto: Divulgação)

Hospital Memorial São Francisco teve evento concorrido (Foto: Divulgação)

O Hospital Memorial São Francisco celebrou na noite desta segunda-feira (02) um marco histórico com a recepção de sua primeira turma de Residência Médica em Ortopedia do RN. O evento, realizado no auditório do hospital, em Natal, reuniu autoridades e representantes da saúde, destacando o compromisso da instituição com a formação profissional e a excelência no cuidado ao paciente.

A residência será coordenada pela Dra. Tábata Alcântara e pelo Dr. Guilherme Maia. Os residentes, Dra. Marianna Faraco e Dr. Gleison Santos, terão o apoio de um corpo clínico de ortopedia visto como de alto nível, com profissionais titulados pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), focados em conhecimento técnico, ética e humanização.

O programa atraiu 50 candidatos de todo o Brasil para as duas vagas.

Para assegurar um treinamento abrangente, foram estabelecidas parcerias estratégicas com a Secretaria de Estado de Saúde Pública, a Liga Norte-rio-grandense Contra o Câncer e a Universidade Potiguar (UNP) e o Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP/RN).

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terça-feira - 03/03/2026 - 10:02h
EUA

Ataque militar é tratado com raciocínio infantil

Trump faz o óbvio dos interesses dos EUA, mas muitos infantilizam e repetem raciocínio infantil (Foto: Arquivo)

Trump faz o óbvio dos interesses dos EUA, mas muitos infantilizam e repetem raciocínio infantil (Foto: Arquivo)

Chega a ser infantil o raciocínio que muitos espalham, em redes sociais, sobre o ataque dos EUA ao Irã, suplementado por Israel.

Há quem acredite que o presidente norte-americano Donald Trump lidera essa ofensiva por princípios democráticos, senso de justiça e defesa dos direitos humanos.

Bem pertinho, ali mesmo na região do Oriente Médio, os EUA têm aliados com a mesma sanha despótica e hábito opressor que bem definem o Irã. Mas, o tratamento é outro inversamente proporcional.

Interesses econômicos e geopolíticos pautam mais essa frente militar.

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terça-feira - 03/03/2026 - 09:42h
Deputado estadual

Lei de Kleber Rodrigues garante carteira especial para autistas

“Essa é uma conquista que nasceu do diálogo com mães, pais e instituições que convivem com o autismo diariamente.”, diz Rodrigues( Foto: ALRN)ALRN)

Uma ótima notícia para as pessoas do espectro autista. A Lei nº 12.459/2025, de autoria do deputado estadual Kleber Rodrigues (PSDB) vai se tornar realidade a partir da implantação da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) no Rio Grande do Norte. A informação foi dada pelo Governo do Estado, que dará efetividade à legislação proposta pelo parlamentar, consolidando um avanço concreto na política de inclusão potiguar.

O deputado Kleber Rodrigues destacou que a implantação representa a concretização de uma luta construída junto às famílias atípicas.

“Essa é uma conquista que nasceu do diálogo com mães, pais e instituições que convivem com o autismo diariamente. Lutamos muito para que a lei fosse implementada e agora saber que isso vai acontecer é motivo de grande satisfação. A CIPTEA garante dignidade, prioridade e respeito às famílias potiguares”, afirmou o deputado.

A emissão da CIPTEA será emitida pela Polícia Científica do RN e a ação será coordenada pela Coordenadoria Estadual para Integração da Pessoa com Deficiência (CORDE). A proposta é garantir que o documento chegue a todos os municípios do estado, assegurando acesso facilitado às famílias.

A carteira garante prioridade no atendimento e acesso a serviços públicos e privados, especialmente nas áreas de saúde, educação e assistência social. Também permitirá a criação de um banco de dados estadual, instrumento fundamental para o planejamento e fortalecimento de políticas públicas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com a implementação da carteira, o Rio Grande do Norte avança na consolidação de políticas públicas inclusivas, transformando a legislação de autoria parlamentar em benefício direto para a população.

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terça-feira - 03/03/2026 - 09:10h
Águas no RN

Reservatórios armazenam apenas 36,66% da capacidade total

Boqueirão de Parelhas no Seridó chegou a 9,18% de sua capacidade (Foto: Igarn)

Boqueirão de Parelhas no Seridó chegou a 9,18% de sua capacidade (Foto: Igarn)

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte atualiza dados sobre os reservatórios de água que monitora através do Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN). Relatório divulgado nesta segunda-feira (02) aponta aumento no volume das reservas hídricas superficiais do estado, que acumulam 1.990.321.275 m³, correspondentes a 37,62% da capacidade total, estimada em 5.290.123.351 m³.

No levantamento anterior, divulgado em 23 de fevereiro, os reservatórios acumulavam 1.939.648.841 m³, equivalentes a 36,66% da capacidade total. O comparativo indica crescimento significativo nos volumes armazenados em decorrência das chuvas registradas nas últimas semanas.

Dinamarca verte e 35 reservatórios recebem recarga

A barragem Dinamarca, localizada no município de Serra Negra do Norte, atingiu 100% da sua capacidade e começou a verter (popularmente conhecida como “sangrar”) neste domingo (1º de março). O reservatório tem capacidade total de 2.724.425 m³ e, no relatório do dia 23 de fevereiro, acumulava apenas 226.088 m³, o equivalente a 8,30% da sua capacidade. O manancial é responsável pelo abastecimento público municipal.

Além da Dinamarca, outros 35 reservatórios apresentaram aumento nos volumes armazenados. O açude Novo Angicos, em Angicos, registrou aumento de 35,38%, passando de 631.426 m³ (14,87%) para 2.133.065 m³ (50,25%) de sua capacidade total, que é de 4.245.061 m³.

O açude Sossego, em Rodolfo Fernandes, teve incremento de 32,96%, acumulando atualmente 1.033.837 m³, o equivalente a 43,99% da sua capacidade total de 2.350.000 m³. No relatório anterior, o volume era de 259.275 m³ (11,03%).

Já o açude Japi II, em São José do Campestre, apresentou aumento de 30,29%, acumulando 8.986.149 m³, correspondentes a 43,52% da sua capacidade total (20.649.000 m³). O açude Pinga, em Cerro Corá, também registrou recarga expressiva de 26,24%, alcançando 2.931.135 m³, o equivalente a 74,16% da sua capacidade total, que é de 3.952.610 m³.

Situação dos maiores reservatórios

Entre os maiores mananciais do estado, a barragem de Barragem de Oiticica, segundo maior reservatório do RN, segue em processo de recarga. Atualmente acumula 168.705.076 m³, correspondentes a 22,72% da sua capacidade total de 742.632.840 m³. O volume representa aumento de 4,02% em relação ao dia 23 de fevereiro, quando o reservatório registrava 138.896.716 m³ (18,70%).

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, acumula 1.000.833.576 m³, o equivalente a 42,17% da sua capacidade total de 2.373.066.000 m³.

Já a Barragem Santa Cruz do Apodi registra 321.012.200 m³ armazenados, correspondentes a 53,53% da sua capacidade total de 599.712.000 m³.

Reservatórios em estado de alerta

Apesar das recargas observadas, 20 reservatórios permanecem com volumes inferiores a 10% da capacidade total, configurando estado de alerta. São eles:

Boqueirão de Parelhas (Parelhas) – 9,18%;

Itans (Caicó) – 0,05% (estava seco no levantamento anterior);

Sabugi (São João do Sabugi) – 1,33%;

Passagem das Traíras (São José do Seridó) – 0,03%;

Esguicho (Ouro Branco) – 1,58%;

Carnaúba (São João do Sabugi) – 9,48%;

Bonito II (São Miguel) – 4,36%;

Dourado (Currais Novos) – 6,28%;

Apanha Peixe (Caraúbas) – 3,23%;

Gangorra (Rafael Fernandes) – 3%;

Jesus Maria José (Tenente Ananias) – 0,42%;

Beldroega (Paraú) – 4,65%;

Tourão (Patu) – 2,50%;

Zangarelhas (Jardim do Seridó) – 6,93%;

Brejo (Olho D’Água do Borges) – 0,29%;

25 de Março (Pau dos Ferros) – 4,38%;

São Gonçalo (São Francisco do Oeste) – 2,84%;

Mundo Novo (Caicó) – permanece seco;

Inspetoria (Umarizal) – 3,42%;

Lulu Pinto (Luís Gomes) – 0,01%.

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terça-feira - 03/03/2026 - 08:30h
Política

Governador-tampão de confiança é problema também longe do RN

Arte ilustrativa da meer.com

Arte ilustrativa da meer.com

Não é só a governadora Fátima Bezerra (PT) que quebra cabeça para ter um governador-tampão de sua confiança a substitui-la, nas próximas semanas, para poder se candidatar ao Senado.

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) anunciou semana passada que concorrerá ao Senado, mas não tem garantia de ter um partidário em seu lugar, assim como Fátima.

Seu vice eleito em 2022, com sua reeleição, foi Thiago Pampolho (UB), que depois se filiou ao MDB. Ano passado, Pampolho renunciou para desembarcar no Tribunal de Contas do Estado (TCE/RJ).

O presidente da Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ), Rodrigo Barcellar (UB), está afastado das funções devido suspeita de ter vazado informações de uma operação da Polícia Federal.

Castro quer que seu secretário da Casa Civil, Nicolla Miccione, para a eleição indireta e governo-tampão até o fim do mandato em 31 de dezembro deste ano. Mas não há consenso e apoio suficiente para viabilizá-lo.

Por lá sobram dúvidas. Como no RN.

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terça-feira - 03/03/2026 - 07:40h
Natal

Universidade realiza posse da primeira reitoria 100% feminina

Bárbara Azevedo tem origem mossoroense (Foto: Arquivo do BCS)

Bárbara Azevedo tem origem mossoroense (Foto: Arquivo do BCS)

No mês marcado pelos 45 anos de trajetória da instituição e pelo Dia Internacional da Mulher, a Universidade Potiguar (UnP), empossa sua primeira reitoria 100% feminina. A cerimônia de posse acontece nesta terça-feira, 3 de março, e contará com um encontro com jornalistas e autoridades convidados, no Hotel Holiday Inn, em Natal.

Assumem a gestão a reitora Bárbara Azevedo, a pró-reitora acadêmica Jusselle Santiago e a pró-reitora administrativa Tâmara Souza. O momento simboliza o fortalecimento da presença feminina em posições estratégicas na educação superior.

Natural de Mossoró, Bárbara tem uma trajetória profundamente conectada à história da UnP. Está na instituição desde 2007, com passagens por áreas estratégicas como Internacionalidade, Comercial e Relacionamento com o Aluno. Em 2021, assumiu a Gestão de Unidades com a chegada da Ânima, ampliando sua atuação executiva e sua contribuição para o fortalecimento institucional.

Jussele Santiago, que assume a pró-reitoria acadêmica, é mestre em Administração pela UnP e se dedica à educação superior e à pós-graduação há mais de 18 anos. Essa experiência se soma aos mais de 20 anos de atuação da pró-reitora administrativa, Tâmara Souza, especializada em gestão para qualidade, que se desenvolveu em cargos ligados à padronização de processos, desenvolvimento humano, administração completa de unidades, entre outros.

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terça-feira - 03/03/2026 - 07:24h
Assembleia Legislativa

MDB recebe mais três nomes importantes para sua nominata

Bibiano, Jácome, Walter e Ivan Júnior: chapa quase fechada Foto: MDB)

Bibiano, Jácome, Walter e Ivan Júnior: chapa quase fechada (Foto: MDB)

O Movimento Democrático Brasileiro no Rio Grande do Norte (MDB-RN) tem mais três nomes significativos à formação de sua nominata à Assembleia Legislativa. O vice-governador Walter Alves, dirigente estadual da legenda, confirmou a chegada de três  lideranças para compor a chapa de pré-candidatos a deputado estadual: Antônio Jácome, Josivan Bibiano e Ivan Júnior.

Antônio Jácome traz ao partido a experiência de quem já exerceu mandatos como deputado estadual, deputado federal e ocupou o cargo de vice-governador do Rio Grande do Norte.

Josivan Bibiano construiu sua história como prefeito de Serra do Mel por quatro mandatos, consolidando liderança na região Oeste e ampliando a presença do partido no interior do estado.

Já Ivan Júnior foi prefeito de Assu por dois mandatos e presidiu a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), período em que se destacou pela defesa dos municípios e pelo diálogo institucional com diversas regiões do RN.

Com as novas confirmações, o MDB se aproxima de fechar os 25 nomes que irão compor a nominata para deputado estadual, reforçando a estratégia de montar um time forte, representativo e competitivo em todas as regiões do estado. O próprio Walter Alves concorrerá à ALRN, em vez de assumir governo – com possível renúncia da governadora Fátima Bezerra.

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segunda-feira - 02/03/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“Não reclame por envelhecer; é um privilégio negado a muitos.”

Andrew Carnegie

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segunda-feira - 02/03/2026 - 13:22h
Diocese de Mossoró

Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passa por obra

Imagem ilustra um dos aspectos da mudança

Imagem ilustra um dos aspectos da mudança

A Paróquia de Santa Luzia de Mossoró iniciou neste domingo (1º), a revitalização da Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Devido às obras, o local estará fechado para celebrações.

Segundo o pároco da Catedral e vigário geral da Diocese, padre Antoniel Alves, o objetivo da revitalização é tornar o espaço litúrgico mais acolhedor para a fé cristã.

“Esta obra faz parte de um plano maior de melhorias da nossa Paróquia, que inclui o Centro Administrativo da Catedral e futuras reformas da Capela da Ilha e acessibilidade da Catedral”, explicou.

Os fieis podem contribuir com a revitalização da Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro com doações pelo Pix, através da chave (CNPJ): 08.264.111/0002-06, de responsabilidade da Paróquia de Santa Luzia- Catedral Diocesana.

A C apela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi inaugurada em 1954. Está situada à Rua Desembargador Dionísio Filgueira, no Centro de Mossoró.

Veja AQUI, vídeo com mais detalhes passados pelo padre Antoniel Maia.

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segunda-feira - 02/03/2026 - 12:12h
2026

MPF no RN lança o 1º processo seletivo de estagiários

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O Ministério Público Federal (MPF) lançou o 1º processo seletivo de 2026 para estagiários de nível superior. No Rio Grande do Norte serão formados cadastros de reserva para Natal, voltados aos cursos de Direito (graduação e pós-graduação), Comunicação Social, Engenharia Civil e Tecnologia da Informação – suporte técnico (estas três áreas apenas graduação).

As provas on-line serão aplicadas em 12 de abril e os interessados em participar da seleção podem se inscrever até 22 de março. Os estudantes deverão acessar a página do Programa de Estágio do MPF para conferir o edital de seleção e os demais detalhes do processo, além das orientações para a inscrição. 

No Rio Grande do Norte, além da prova objetiva (para todas as áreas), haverá segunda fase com aplicação de prova subjetiva, também on-line, para os candidatos às vagas de Direito, tanto graduação, quanto pós-graduação.

Inscrições

O candidato deverá preencher a ficha de pré-inscrição até 23h40 do dia 22 de março e encaminhar, no mesmo prazo, a documentação digitalizada exigida para a confirmação da inscrição. O link para inscrições está disponível na página do concurso.

Provas

Para a realização da prova on-line, no dia 12 de abril, é necessário ter a inscrição previamente confirmada e estar cadastrado no site //www.gov.br/ (GOV.BR). É obrigatório acessar o endereço //selecaoestagio.mpf.mp.br até 72 horas antes do dia agendado para a realização da prova, cujo horário será divulgado posteriormente na página da seleção.

Contratação, bolsa de estágio e benefícios

A jornada semanal será de 20 horas e as atividades poderão ser realizadas no formato híbrido, combinando trabalho presencial e remoto. O valor da bolsa é de R$ 1.027,82 para estudantes de graduação e de R$ 2.055,65 para candidatos de pós-graduação. Os selecionados também receberão auxílio-transporte de R$ 11,58 por dia de estágio presencial e seguro contra acidentes pessoais.  

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domingo - 01/03/2026 - 23:48h

Pensando bem…

“A verdadeira viagem da descoberta consiste não em buscar novas paisagens, mas em ter olhos novos.”

Marcel Proust

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domingo - 01/03/2026 - 17:30h
Patu-RN

Sangria da barragem do Santuário do Lima

Imagem deste domingo (1º), reproduzida pela página @orgulhodeserpotiguar_

Sangria da barragem do Santuário do Lima, em Patu, região Oeste do RN.

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domingo - 01/03/2026 - 16:20h
Inverno

Barragem cheia tem comporta aberta

Segundo a Rádio Cabugi do Seridó, faltando poucos centímetros para transbordar, a comporta da Barragem Dinamarca, em Serra Negra do Norte, região Seridó, foi aberta no começo da tarde deste domingo 1º).

A capacidade total é de 2.373.066 m³ de água.

A última sangria da barragem foi em 24 de janeiro de 2025.

🎥 Lucas Vaqueiro.

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domingo - 01/03/2026 - 12:20h

A polarização tem cura?

Por Wilson Gomes (Do Canal Meio para o BCS)

Arte ilustrativa

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A política é atividade competitiva por excelência, pois o seu ponto de partida é a divergência e o conflito de interesses, vontades e valores. E não há nada de errado nisso; ao contrário, trata-se de forma mais civilizada de mediação dos inevitáveis conflitos que resultam da liberdade e da singularidade humanas.

Já a polarização é um problema porque produz uma série de efeitos corrosivos sobre a política democrática. Em primeiro lugar, ela intensifica a hostilidade entre cidadãos e grupos, frequentemente associando a identidade política a sentimentos de aversão, medo e desconfiança. Essa animosidade não permanece no plano simbólico, pois pode se traduzir em violência, intimidação e outras formas de agressão dirigidas a indivíduos em razão de sua filiação política. Em segundo lugar, a polarização fragiliza a coesão social, uma vez que transforma adversários em inimigos morais e favorece processos de desumanização recíproca que tornam mais difícil o reconhecimento mútuo necessário à convivência democrática.

Além disso, a polarização alimenta percepções distorcidas sobre o grupo rival, reforça estereótipos negativos e sustenta a crença de que o outro representa uma ameaça existencial à ordem política. Esse clima de antagonismo favorece a radicalização, na medida em que indivíduos passam a considerar aceitável o uso de meios ilegais ou antidemocráticos para impedir a vitória do adversário, que já não é visto como um concorrente legítimo, mas como um perigo a ser neutralizado. Por fim, ao generalizar emoções negativas e legitimar atitudes extremas, a polarização contribui para um ambiente político instável e destrutivo, enfraquecendo a confiança nas instituições e tornando as democracias mais vulneráveis à ruptura e à erosão interna.

É verdade que vem se tornando frequente no Brasil, principalmente na esquerda, o negacionismo da polarização. Ainda esta semana, Reinaldo Azevedo gravou um vídeo para supostamente desmascarar a má-fé de quem fala de polarização no país. A razão é simples: não existe aqui um radicalismo proporcional de esquerda e de direita. A direita radical, de fato, tem número suficiente para vencer eleições, conquistar governos e produzir leis, mas não existe uma extrema-esquerda no país que represente uma ameaça semelhante.

A direita é que se radicalizou, enquanto a esquerda continua no ponto onde sempre esteve. A suposição desse argumento é que, para haver polarização, seria necessário haver dois polos políticos radicais com igual apelo ou filiação. Além disso, sustenta-se que, ao dizer que existe polarização, se está atribuindo à esquerda uma imputação moral por uma situação negativa que não seria responsabilidade dela.

Ora, a premissa implícita nesse raciocínio é falsa, porque polarização não exige simetria entre os polos, seja em grau de radicalização, em tamanho ou em poder político. A polarização pode, inclusive, ser assimétrica. Não se trata de um conceito que descreve posições no espectro ideológico, mas sim da estrutura da relação entre grupos políticos.

Há polarização quando grupos passam a se perceber como moralmente incompatíveis, seja entre si, seja em relação ao restante da sociedade. Isso também ocorre quando a identificação política se transforma na identidade social central, como no caso de quem afirma “eu não voto em Bolsonaro, eu sou Bolsonaro”. Da mesma forma, há polarização quando o adversário deixa de ser visto como concorrente legítimo e passa a ser percebido como uma ameaça que não deve, em hipótese alguma, ser “normalizada”. O fenômeno também se manifesta quando a distância entre posições se torna tão grande que impede soluções de compromisso ou quando o centro e a moderação passam a ser abandonados e desqualificados pela maioria. Se tais características podem ser encontradas em grande volume em nossa sociedade, então, meus amigos, a polarização está entre nós.

A divergência deixou de ser vista como parte normal da vida democrática e passou a ser interpretada como sinal de ameaça

O fato é que a polarização política se tornou um dos traços mais visíveis das democracias contemporâneas. Ela aparece nas análises acadêmicas, nas colunas de jornal e na experiência cotidiana de cidadãos que passaram a perceber o adversário não apenas como alguém com posições diferentes, mas como representante de uma visão de mundo considerada moralmente ilegítima. A divergência deixou de ser vista como parte normal da vida democrática e passou a ser interpretada como sinal de ameaça.

Nesse contexto, surge uma pergunta inevitável. A polarização, que tem se intensificado em toda parte nos últimos anos, é uma condição irreversível das democracias contemporâneas ou um fenômeno que pode ser reduzido?

Um estudo recente oferece uma resposta que merece atenção. O artigo foi publicado na revista Political Psychology e assinado por Steffen Moritz, professor do Departamento de Psiquiatria e Psicoterapia do Universitätsklinikum Hamburg-Eppendorf, em colaboração com pesquisadores da Universität Augsburg e do mesmo centro clínico em Hamburgo. O grupo investiga há décadas os mecanismos cognitivos que sustentam convicções rígidas e resistentes à correção, inicialmente no contexto clínico de pacientes que sustentam ideias falsas com certeza absoluta e, mais recentemente, no campo da psicologia política.

Os pesquisadores queriam testar se a hostilidade política entre grupos rivais poderia ser reduzida por meio de uma intervenção metacognitiva extremamente simples. Essa intervenção consistia em expor as pessoas a seus próprios erros em julgamentos factuais sobre o “outro lado”, especialmente quando esses julgamentos eram sustentados com alto grau de convicção. O termo “metacognitiva” indica que o objetivo não era persuadir os participantes a mudar suas convicções políticas, mas levá-los a refletir sobre a confiabilidade de seus próprios julgamentos. Isso ocorria sobretudo quando descobriam que certezas que sustentavam com segurança sobre o grupo adversário não correspondiam à realidade.

O experimento concentrou-se em eleitores de dois partidos que representam polos opostos da política alemã contemporânea: o Alternative für Deutschland (AfD), frequentemente associado à direita radical populista, e o Bündnis 90/Die Grünen, o Partido Verde, identificado com a esquerda progressista. Esses dois grupos não foram escolhidos ao acaso. Ambos simbolizam, no contexto alemão, a distância ideológica que caracteriza a polarização contemporânea e têm sido alvos frequentes de hostilidade política recíproca.

A ideia por trás do estudo era que a hostilidade política depende de três elementos centrais: estereótipos rígidos sobre o outro lado, percepções equivocadas sobre o que o outro pensa e excesso de confiança nas próprias convicções. Esse excesso de confiança produz rigidez cognitiva, que, por sua vez, favorece a desumanização e intensifica a hostilidade contra o “outro lado”, podendo inclusive levar à legitimação da violência. A implicação mais forte é clara: a intolerância política não depende apenas de ideologia, mas também de um estado cognitivo específico, que consiste na incapacidade de reconhecer a falibilidade da própria perspectiva. A intervenção, como veremos, atua precisamente nesse terceiro ponto, criando o que os autores chamam de “sementes de dúvida”, isto é, dúvidas de natureza metacognitiva.

Para isso, os pesquisadores aplicaram um procedimento conhecido como treinamento metacognitivo (Metacognitive Training, MCT), um método originalmente desenvolvido para tratar pacientes que sustentam convicções falsas com elevado grau de certeza. O método foi originalmente desenvolvido para o tratamento de pacientes com esquizofrenia que apresentam delírios persistentes. Seu alvo não é o conteúdo das convicções, mas o excesso de confiança com que são sustentadas. Os pesquisadores aplicaram esse mesmo princípio ao estudo da polarização política, partindo da hipótese de que a hostilidade entre grupos rivais é alimentada por um mecanismo cognitivo semelhante: a tendência de tratar como absolutamente certas interpretações que podem estar equivocadas.

O experimento foi conduzido com pouco mais de mil participantes recrutados na Alemanha, todos identificados como eleitores de um dos dois partidos analisados. Os participantes responderam a uma série de perguntas factuais sobre o grupo político rival e também tiveram de indicar o grau de confiança em suas respostas.

Esse detalhe é decisivo. Após responderem, receberam imediatamente o feedback correto, acompanhado da indicação de que haviam respondido incorretamente em questões nas quais haviam declarado alta convicção. Esse confronto entre certeza subjetiva e erro constitui o processo de semeadura de dúvidas, pois produz a experiência direta de que uma convicção sustentada com segurança pode estar errada. O objetivo, naturalmente, era enfraquecer a convicção implícita de que percepções sustentadas com absoluta certeza sobre o adversário seriam necessariamente corretas. Tratava-se, portanto, de alterar a relação das pessoas com a própria certeza.

Imagine ser indagado se a maioria dos eleitores do partido adversário apoia determinada posição política e responder com segurança que sim. Em seguida, você descobre que os dados mostram o contrário e que sua resposta estava errada. O experimento consistiu precisamente em produzir esse tipo de experiência.

Esse método faz parte de um conjunto mais amplo de intervenções experimentais destinadas a reduzir a polarização. Entre elas estão o chamado pensamento paradoxal, que expõe versões exacerbadas das próprias convicções para que o indivíduo se dê conta dos exageros implícitos em suas crenças, e a exposição a contraestereótipos, que apresenta exemplos capazes de contradizer caricaturas comuns sobre o grupo adversário. Essas abordagens têm em comum o objetivo de enfraquecer a rigidez cognitiva que sustenta a hostilidade política, restaurando a capacidade de reconhecer a complexidade do mundo social. O treinamento metacognitivo, no entanto, atua em um nível ainda mais profundo, pois não confronta diretamente o conteúdo das convicções, mas a certeza com que são sustentadas.

Os resultados do estudo foram claros. Após uma única intervenção breve, os participantes passaram a expressar níveis significativamente menores de hostilidade em relação ao grupo político rival. Eles não abandonaram suas convicções políticas nem passaram a concordar com o adversário. O que mudou foi a forma como percebiam o outro lado. O adversário deixou de ser visto como uma ameaça absoluta e passou a ser percebido como um grupo legítimo, ainda que equivocado em suas posições.

Quanto maior a certeza com que sustenta uma convicção falsa, maior a mudança após a confrontação com a realidade

O aspecto mais revelador do estudo, no entanto, não foi simplesmente a redução da hostilidade, mas o fator que a tornou possível. A variável decisiva não foi o nível de informação política dos participantes, nem sua escolaridade, nem sua posição ideológica. O fator determinante foi o número de vezes em que descobriram que estavam errados em julgamentos que haviam sustentado com elevada confiança. Quanto maior a certeza com que sustentavam uma convicção falsa, maior foi a mudança após a confrontação com a realidade .

Esse resultado revela algo fundamental sobre a natureza da polarização contemporânea. O que transforma divergência em polarização destrutiva não é a distância entre as posições, mas a convicção de que a própria posição é infalível e de que a posição adversária só pode ser fruto de ignorância ou má-fé. O problema não é que discordamos demais, mas que temos confiança excessiva em nossas próprias convicções.

Essa certeza manifesta-se de formas facilmente reconhecíveis. Ela aparece quando alguém conclui que qualquer pessoa que vota no partido adversário só pode ser ignorante ou manipulada. Aparece quando a divergência deixa de ser interpretada como diferença de julgamento e passa a ser vista como evidência de falha moral. Aparece também quando deixamos de perguntar por que o outro pensa de forma diferente e passamos a supor que sua posição é simplesmente ilegítima.

O estudo conduzido por Moritz e seus colegas sugere que a polarização é sustentada por um mecanismo cognitivo específico, que consiste no excesso de confiança nas próprias convicções. Esse excesso de certeza produz uma forma de rigidez mental que impede o reconhecimento da própria falibilidade. Quando essa rigidez é enfraquecida, ainda que momentaneamente, a hostilidade diminui. Isso não ocorre porque as pessoas abandonem suas posições, mas porque deixam de ver o adversário como uma ameaça existencial.

Esses resultados permitem responder à pergunta inicial com maior precisão. A polarização não é uma condição irreversível nem uma consequência inevitável da diversidade social. Ela é sustentada por mecanismos cognitivos que podem ser modificados. O conflito político não desaparecerá, nem deveria desaparecer. O que pode mudar é a forma como os indivíduos se relacionam com suas próprias convicções e com aqueles que sustentam posições diferentes.

A democracia não depende da ausência de divergências. Ela depende, isto sim, da capacidade de conviver com divergências. Essa capacidade não exige que abandonemos nossas convicções, mas que reconheçamos sua natureza falível. A polarização não nasce da divergência, mas da certeza absoluta. E é precisamente por isso que ela pode ser reduzida.

Wilson Gomes é doutor em filosofia, professor titular da Universidade Federal da Bahia e autor de “Crônica de uma Tragédia Anunciada”

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domingo - 01/03/2026 - 11:30h

A propaganda eleitoral antecipada

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa (Arquivo)

Arte ilustrativa (Arquivo)

Há algum tempo não abordo temas sobre Direito Eleitoral, ramo que lecionei por muito tempo na Universidade Potiguar (UnP), vez que a intolerância político-eleitoral tomou o espaço do bom debate. Quase não existe razoabilidade nos diálogos, uma vez que cada interlocutor quer impor o seu ponto de vista e, principalmente, o seu viés político-partidário.

De toda forma, por se tratar de ano de eleições, abordarei de forma sucinta o tema da propaganda eleitoral antecipada, no intuito de jogar luz sobre o assunto.

Conforme o Art.-36-A da Lei n. 9.504/97, “não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet, como a participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico. Ressalte-se, que existem outros atos que também podem ser praticados.

Com efeito, é natural que os pré-candidatos comecem a se movimentar com certa antecedência, pois o período para a propaganda eleitoral se tornou exíguo, exigindo dos pretensos candidatos fazerem-se conhecidos, sobretudo, no mundo contemporâneo, no qual a internet e as redes sociais são o principal palco de visibilidade.

No entanto, é preciso cautela. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entende que “há propaganda eleitoral extemporânea quando se tem, cumulativamente ou não, a presença dos seguintes elementos: i) referência direta ao pleito vindouro ou ao cargo em disputa; ii) pedido explícito de voto, de não voto ou o uso de palavras mágicas para esse fim; iii) realização por forma vedada de propaganda eleitoral no período permitido; e iv) violação à paridade de armas entre os possíveis concorrentes”.

Observe-se que o uso das “palavras mágicas” pode caracterizar a propaganda eleitoral antecipada, isto é, “o pedido explícito de voto não se limita ao uso da locução ‘vote em’, podendo ser inferido de termos e expressões que transmitam o mesmo conteúdo” (parágrafo único do Art. 3-A da Resolução 23.610/19).

Ademais, não é inoportuno lembrar, que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral, a famosa AIJE, poderá ser ajuizada no período cabível, devidamente fundamentada no abuso de poder político/econômico praticado pelo pré-candidato, ainda na fase da pré-campanha.

É o que diz o Art.22 da Lei Complementar 64/90:

“Qualquer partido político, coligação, candidato ou Ministério Público Eleitoral poderá representar à Justiça Eleitoral, diretamente ao Corregedor-Geral ou Regional, relatando fatos e indicando provas, indícios e circunstâncias e pedir abertura de investigação judicial para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político” (…)

Sobre o abuso de poder, o TSE assevera que “para se caracterizar o abuso de poder, impõe-se a comprovação de forma segura, da gravidade dos fatos imputados, demonstrada a partir da verificação do alto grau de reprovabilidade da conduta (aspecto qualitativo) e de sua significativa repercussão a fim de influenciar o equilíbrio da disputa eleitoral (aspecto quantitativo)”. (Ac de 16.3.2023 no AgR-AREspE N. 060036293). Ou seja, somente o caso concreto dirá.

Destaque-se, de igual modo, que se revela possível a produção antecipada de provas, quando haja fundado receio de que venha a tornar-se impossível ou muito difícil a verificação de certos fatos na pendência da ação, nos termos do Art. 381 do Código de Processo Civil.

Do exposto, é prudente que os pré-candidatos sigam as orientações de suas assessorias jurídicas, evitando-se a aplicação de multas ou, a depender dos fatos apresentados na AIJE, a cassação do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado pela interferência do poder econômico ou pelo desvio ou abuso do poder de autoridade ou dos meios de comunicação.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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domingo - 01/03/2026 - 11:08h

Nem os coronéis são os barões da ralé

Por Honório de Medeiros

O cartoon de Dalcio Machado é o vencedor do Salon International de la Caricature et du Cartoon em 2024

O cartoon de Dalcio Machado é o vencedor do Salon International de la Caricature et du Cartoon em 2024

Li, e fiquei impressionado, com Clãs Políticos no Congresso Nacional, da pesquisadora Lauren Schoenster, “Transparência Brasil”.

Procurem no Google. Leiam. Vão redescobrir o óbvio. Ou serem surpreendidos.

Mudaram pouco os coronéis. Principalmente nos rincões. Não mudou o coronelismo. É a mesma estrutura de Poder de antes. Poucos mandam, muitos obedecem. Será que Jorge Luiz Borges sempre esteve certo? A democracia é mesmo uma ficção estatística?

Quando a massa consegue alguma coisa, fruto de um espasmo circunstancial tipo uma manobra politiqueira de um segmento integrante dos poucos que mandam, o Sistema se abala, mas volta logo ao normal e tudo continua como dantes.

Certo, também, Giuseppi di Lampeduza e sua célebre frase em O Leopardo, “algo deve mudar para que tudo fique como está”.

Entretanto, os poucos que mandam, mandam mesmo? É certo que, mandando ou não, vivem bem, às custas do “Zé Povinho”.

Nos tempos de hoje, o malandro não é mais o Barão da Ralé, como disse Chico Buarque, em samba antológico, a não ser que seja um malandreco.

Os coronéis criam e manipulam os malandros e os malandros, para os coronéis, são ralé do mesmo jeito, nada de Barões.

Eles, também, terminam sendo usados pelo dinheiro que pasmem para esse antropomorfismo, tem vida própria, cria, dita, interpreta e  impõe as regras do jogo.

Cada ser humano que o segura em suas mãos inocentes ou criminosas nada mais faz que ser uma marionete nesse jogo imenso, colossal, incomensurável, no qual cada um de nós dá mais de si, seja de que forma seja, do que o necessário para aumentar a vida do dinheiro e alimentar cada um dos membros da Ralé que compõem a teia, a malha, o sistema, que sem ter um ponto de partida nem de chegada, é algo em si mesmo e enreda tudo e todos…

O filósofo francês Jean Baudrillard, em quem os criadores de “Matrix” se inspiraram, disse, em Simulacros e Simulações, que o que a humanidade vive não é a realidade. Sustenta ele que a Sociedade, hoje, substituiu a realidade por signos e símbolos. Pode ser que esteja certo e tudo isso não passe de um imenso simulacro a esgotar cada um de nós, grão de areia perdido no cerne de um incomensurável deserto.

Eu, pelo meu lado, penso que a criatura engoliu o criador.

Nada mais.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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domingo - 01/03/2026 - 10:24h

A ajuda da literatura

Por Marcelo Alves

crime, sangue,arma, revólver, violência, morte, assassinato, homicídio,

Refiro-me mais uma vez a André Gide (1869-1951), desta feita para ilustrar a fecunda mistura entre direito e literatura, vindo esta ajudar no entendimento e aprendizado daquele.

Como sabemos, em “Os subterrâneos do Vaticano” (“Les Caves du Vatican”, 1914), Lafcádio, protagonista da trama, comete o que ele acredita ser um crime sem motivo, um homicídio, para, na sua crença mística do “ato gratuito”, provar a existência dessa espécie de conduta/delito. Mas esse tal “crime sem motivo” existe mesmo? Os entendidos recomendam: “Follow the money”. Os franceses dizem: “Cherchez la femme”. O que vocês acham?

Fui alertado por um amigo a xeretar a resposta no grande Nélson Hungria (1891-1969), que foi ministro do Supremo Tribunal Federal e, talvez, apelidado de “príncipe”, o maior dos penalistas brasileiros.

Eis trechos de Hungria nos seus “Comentários ao Código Penal” (edição da Forense, 1979): “Será possível um crime inteiramente gratuito, desprovido de motivo, oriundo de uma volição sem causa ou sem finalidade? Em sentido afirmativo responde André Gide, no seu livro Les Caves du Vatican. O jovem Lafcádio, empurrando para o abismo a Fleurissoire, teria realizado o que se pode chamar um ‘ato puro’, sem o lastro de qualquer motivação, sem outro antecedente subjetivo que um desejo espontâneo, sine matre creatus”. De logo, Hungria reconhece que o jovem Lafcádio não veste as “roupas feitas” do “homem normal” de Cesare Lombroso (1835-1909), seja lá o que isso for (suponho que seja o homem médio e razoável). A não ser pelo impulso de um motivo, este (o tal “homem normal”) não praticaria um crime de homicídio. Mas “é certo que a vontade consciente não é prerrogativa do homo medius, pois existe também nos loucos de sentimento, nos imbecis de afetividade, nos analfabetos de senso moral, nos enfermos psíquicos em geral; mas ainda em tais casos não será possível reconhecer-se uma vontade imotivada. O motivo da iniciativa da vontade será fútil, insuficiente, excêntrico, extravagante, irrisório, mas não deixará de existir. (…). É dessa casta o herói de Gide: não passa de um psicopata ou de um anômalo da afetividade. O seu gesto homicida, retraçado na sua gênese, não foi inteiramente destituído de motivo. Analisado o fato, segundo a própria atraente narrativa de Gide, percebe-se que Lafádio foi decisivamente influenciado por motivos, embora fossem estes inadequados, ou mesmo de cômica frivolidade”. Realmente, basta lembrar as elucubrações de Lafcádio instantes antes de cometer o crime. Ademais, “a insuficiência de motivação não pode ser confundida com ausência de motivos. O preponderante motivo de Lafcádio foi, certamente, o propósito de praticar um crime sem motivo. Motivo paradoxal, disparatado, mas motivo, quand même. (…). O crime gratuito, como fato de um indivíduo campos sui ou psiquicamente íntegro, segundo a concepção de Gide, não é deste mundo”.

Estou com Nélson Hungria, evidentemente. Vivo no mesmo mundo onde viveu o nosso grande penalista. Se já menos verde, se já mais aquecido, é a mesma velha e boa terra redonda.

Todo crime tem o seu motivo. E este é sopesado para diversos fins no direito penal. O crime de Gide pertence ao imaginário chocante, mas “pedagógico”, da literatura, muito embora, para o nosso deleite, esses dois mundos, o real e o imaginário, se misturem nas grandes obras de arte.

De toda sorte, fazendo uso do termo “pedagógico”, chego aonde quero chegar. Com os grandes autores, com suas belas estórias, aprendemos muito direito.

Na literatura, há estórias que enfrentam e resolvem satisfatoriamente problemas jurídicos. E mesmo não havendo correspondência entre o texto literário e a realidade do mundo jurídico (uma vez que estamos tratando de ficção), essa mistura vale a pena, até porque, o estudo do direito, assim, através de obras-primas da literatura, torna-se uma maravilha. Então, viva Gide, viva Hungria.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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domingo - 01/03/2026 - 09:40h

Carne e osso

Por Bruno Ernesto

Teatro Municipal Casa da Ópera, Ouro Preto/MG Foto de Bruno Ernesto/ Dez de 2025)

Teatro Municipal Casa da Ópera, Ouro Preto/MG Foto de Bruno Ernesto/ Dez de 2025)

Desde setembro de 2023, quando passei a contribuir com o Blog Carlos Santos, procuro desconectar os textos de minha atividade profissional como advogado militante, e convirjo para o conteúdo cultural, sem pretensão de inculcar ideias, dogmas, correntes filosóficas, convencer alguém ou pregar o escárnio. Este, se necessário, talvez.

Proponho apenas contribuir com o domingo dos leitores com que se dispõem a lê-los, pois acredito que após uma semana intensa, esticada e estresso-irritante, ninguém queira ler conteúdo técnico ou enfadonho num espaço dominical.

Não por onde, embora exclua o viés técnico, não esqueça que entre a cadeira do escritório e as salas dos fóruns, há o cotidiano.

Embora há mais de vinte anos o processo judicial virtual seja uma realidade, a pandemia do Covid-19 acelerou o fim da papelada e sedimentou a virtualização do Judiciário.

Até mesmo o que mais resistia a ser implementado, que eram as audiências virtuais para todas as esferas foi, enfim, sedimentado, de modo que hoje, quando apenas imprescindível, as audiências são realizadas presencialmente.

Consequência disso, foi o esvaziamento dos corredores dos fóruns.

Esse esvaziamento também interrompeu uma cadeia intrincada de atividades e serviços correlacionados ao fluxo de pessoas, especialmente a socialização.

Aquele simples ato de chegar ao fórum e se deparar com vários amigos, colegas e conhecidos, por si só, muitas vezes já representava um ponto de ruptura da tensão do dia.

Uma breve, porém descontraída e cordial conserva entre advogados, servidores, magistrados, promotores, e todas as pessoas que frequentam, azeitam essa complexa engrenagem social – lembre-se, o Judiciário serve de controle social –, pois todos ainda são de carne e osso.

A presença, de alma e corpo é tão importante nesse ambiente, que essa semana, ao me dirigir para uma diligência presencial no Fórum de Mossoró, o vigilante que sempre nos recepciona com muita gentileza e cordialidade, disse que estava contente em ver o grande movimento do dia, pois ver os corredores vazios é uma tristeza só:

– Ninguém quer vir mais ao Fórum.

– Ninguém encontra mais nenhum conhecido.

– Não se tem notícia das pessoas, da vida. Nada.

Embora estivesse apressado, aquele breve momento me fez desacelerar e parei para conversar com ele. Claro, tive que concordar com ele.

Muitas vezes sequer olhamos para as pessoas, pois o nosso hiperfoco é o tempo. Sempre, e a todo tempo, o tempo.

Após uma breve conversa, entre risos e nostalgia, disse a ele que o que mais sentimos saudade da vida nos corredores dos fóruns – além dessas excelentes conversas – são as confusões. Nada como uma confusão, um arranca-rabo presencial!

Ele deu uma gaitada tão generosa, que ganhei o dia.

No fundo – não sei – tenha plantado uma semente desnecessária, pois, pensando melhor, de agora em diante, talvez ele até torça para que um arranca-rabo se suceda, sem maiores consequências, decerto. Ainda somos de carne e osso.

Lembre-se, caro leitor: todo mundo pode proporcionar uma grande alegria no dia alguém. Uns com a sua chegada, outros com a sua saída.

Bruno Ernesto é advogado, professor, escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM

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Categoria(s): Crônica
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