terça-feira - 08/09/2026 - 11:24h
Rogério Marinho

Polícia prende jovem que acertou cabeça de senador com um ovo

Celular apreendido pode elucidar se ele agiu sozinho ou não em ataque ao congressista em Natal

Do Agora RN e Território Livre

O homem de 24 anos que atingiu o senador Rogério Marinho (PL) com um ovo durante uma manifestação no Largo do Atheneu, em Natal, nessa segunda-feira (7), vai responder pelo crime de injúria.

Segundo a delegada Danielle Figueira, da Polícia Civil do RN (PCRN), ele afirmou em depoimento que agiu sozinho, mas a Polícia Civil apreendeu o celular do suspeito para investigar se o ato foi realmente isolado ou se houve participação de outras pessoas.

Foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e o investigado responderá ao processo em liberdade. O caso ocorreu durante um ato com manifestantes contrários ao STF e ao presidente Lula (PT). Após a agressão, o suspeito foi contido por seguranças e entregue à Polícia Militar.

Em nota, Rogério Marinho classificou o protesto como pacífico e afirmou que o episódio “não irá intimidar” seus apoiadores.

O jovem saiu de São Paulo do Potengi, a 71 km de Natal, já com a intenção de atingir o senador, que, segundo seu depoimento, era o único político que pretendia atacar.

Agressor é de São Paulo do Potengi e após prestar depoimento foi liberado (Foto: Blog Sem Mordaça)

Agressor é de São Paulo do Potengi e após prestar depoimento foi liberado (Foto: Blog Sem Mordaça)

🎥Agora RN

Leia tambémÁlvaro reforça campanha com Rogério e candidato a vice de Flávio

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 08/09/2026 - 09:36h
Graves problemas

Treze ex-ministros do STF pedem imediata apuração de escândalos

STF teve três ministros assinando (Reprodução do STF)

STF está mergulhado em sua mais grave crise e ex-ministros evitam falar em nomes (Reprodução do STF)

Do G1 e outras fontes

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao presidente da Corte, Edson Fachin, a convocação urgente de uma sessão pública para que o plenário determine uma apuração imediata e rigorosa dos fatos que atingem a Corte.

Em uma manifestação dirigida a Fachin divulgada nesta segunda-feira (7), os signatários classificam o momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo. Eles afirmam que os fatos divulgados vêm comprometendo o prestígio e a autoridade da Corte, a confiança da população e até a estabilidade das instituições democráticas.

O documento reúne nomes como Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber. Os ministros aposentados manifestam “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin na condução do tribunal.

O texto não cita nominalmente ministros envolvidos nem especifica quais episódios devem ser investigados. A manifestação também não pede o afastamento de integrantes da Corte.

Após a divulgação da moção, o ex-ministro Celso de Mello afirmou que o documento não faz referência a casos específicos e que mantém “equidistância em relação aos casos (e eventos) que têm provocado perda da confiança social na integridade, imparcialidade e independência dos juízes do STF, sério desgaste da autoridade da Suprema Corte e grave declínio de respeitabilidade” da instituição.

Veja quem assina a manifestação:

Néri da Silveira;

Francisco Rezek;

Sydney Sanches;

Celso de Mello;

Carlos Velloso;

Ilmar Galvão;

Nelson Jobim;

Ellen Gracie;

Cezar Peluso;

Ayres Britto;

Joaquim Barbosa;

Eros Grau;

Rosa Weber.

Leia tambémVamos tentar entender a maior crise do STF em seus 135 anos

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 08/09/2026 - 09:16h
Em Natal

Álvaro reforça campanha com Rogério e candidato a vice de Flávio

Vice de Flávio Bolsonaro esteve em programação com Álvaro Dias no domingo (Foto: Assessoria)

Vice de Flávio Bolsonaro esteve em programação com Álvaro Dias no domingo (Foto: Assessoria)

Candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL) participou nesse domingo (6) de uma carreata do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias (PL), em Extremoz, na Grande Natal.

O evento contou também com a presença da prefeita de Extremoz, Jussara Sales (PL), do candidato a vice-governador Babá Pereira (PL) e do senador Rogério Marinho (PL).

Também participaram o senador Styvenson Valentim (Podemos), candidato à reeleição; Coronel Hélio (PL), candidato ao Senado; Coronel Brilhante (PL) e General Girão (PL), candidatos a deputado federal; além de Anne Lagartixa (PL), Terezinha Maia (PL) e Sargento Manassés, candidatos a deputado estadual.

A carreata percorreu diferentes pontos do município e reuniu apoiadores das candidaturas.

Dia 7

Na segunda-feira (7), a principal programação do candidato foi no Largo do Atheneu em Natal, bairro Petrópolis, zona Leste, com comício ao lado do senador Rogério Marinho (PL), seu vice Babá Pereira (PL), candidato ao Senado Coronel Hélio (PL) e o prefeito natalense Paulinho Freire.

Vários candidatos deputado estadual e federal também participaram do evento político.

Largo do Atheneu, em Petrópolis, foi local de comício (Foto: Assessoria)

Largo do Atheneu, em Petrópolis, foi local de comício (Foto: Assessoria)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 08/09/2026 - 08:36h
Domingão do Huck

Mulher do RN ganha R$ 1 milhão em programa da Globo

A história de vida da potiguar Marta ganhou um novo e marcante capítulo no último domingo, dia 6. Natural do município de Luís Gomes, no Alto Oeste potiguar, ela foi a grande vencedora do prêmio de R$ 1 milhão do quadro Familhão, exibido durante o programa Domingão com Huck, da TV Globo.

A trajetória de Marta é marcada pela determinação e pela busca por melhores condições de vida. Aos 17 anos, a potiguar deixou sua terra natal e seguiu para o estado de São Paulo. Vivendo há cerca de 30 anos em solo paulista, Marta construiu sua história de trabalho e hoje é proprietária de um restaurante em São Caetano do Sul, empreendimento que administra ao lado do esposo.

A conquista do prêmio foi celebrada com grande emoção. Marta recebeu em sua residência a visita surpresa do apresentador Luciano Huck, que realizou a entrega simbólica das barras de ouro equivalente à quantia de R$ 1 milhão.

Mesmo morando distante do Rio Grande do Norte há três décadas, a trajetória de perseverança de Marta continua com raízes profundas em Luís Gomes, tornando a vitória motivo de orgulho e celebração para toda a região do Alto Oeste do RN.

Nota do BCS – Que história bacana. Sucesso, dona Marta.

🎥 Luciano Huck/reprodução @grupocidadao190

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 08/09/2026 - 07:38h
Corrida presidencial

Pesquisas mostram empate técnico entre Lula e Flávio

Lula e Flávio bolsonaro: campanha começa esquentar (Fotos: Marcelo Camargo-Agência Brasil e Andressa Anholete-Agência Senado)

Lula e Flávio bolsonaro: campanha começa esquentar (Fotos: Marcelo Camargo-Agência Brasil e Andressa Anholete-Agência Senado)

Do Canal Meio e outras fontes

Pesquisa Quaest divulgada nessa segunda-feira (07) mostra que Lula e Flávio Bolsonaro estão numericamente empatados no segundo turno, ambos com 41% das intenções de votos. No primeiro turno, o presidente ainda lidera, com 36%, seguido do senador do PL com 28%.

Augusto Cury confirmou seu crescimento e aparece com 8%, à frente de Renan Santos e Ronaldo Caiado, ambos com 3%, e Romeu Zema, com 2%. Flávio Bolsonaro é o candidato mais rejeitado: 55% não votariam nele em qualquer hipótese, mas Lula está bem perto, com 53% de rejeição.

Outra má notícia para o petista é que seu governo é reprovado por 50% e aprovado por 43%. (g1)

Nexus

Números semelhantes foram apresentados na manhã de hoje pela pesquisa BTG/Nexus (íntegra), mas com ligeira vantagem para Flávio Bolsonaro, como nas duas sondagens anteriores. Em um eventual segundo turno, ele aparece um ponto percentual à frente de Lula, 46% a 45%, em empate técnico dentro da margem de erro.

No primeiro turno, Lula tem 39%; Flávio, 35%; Cury, 9%; Caiado e Renan, 4%, cada; Zema, Samara Martins (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO), 1% cada. Os demais não pontuaram. (Meio)

Thomas Traumann: “Faltando menos de 50 dias para o segundo turno, a vantagem do presidente sobre Flávio Bolsonaro virou empate técnico, o programa eleitoral de TV não impulsiona o aumento da aprovação do governo e, para uma grande parcela da população, Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes se confundem. Ao menos no curto prazo, o escândalo envolvendo Moraes puxa Lula para baixo”. (Globo)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 08/09/2026 - 06:50h
Allyson Bezerra

Caravana do Azulão percorre vários municípios e zona Norte de Natal

Zona Norte de Natal foi percorrida por Caravana do Azulão (Foto: Assessoria)

Zona Norte de Natal foi percorrida por Caravana do Azulão (Foto: Assessoria)

A passagem da Caravana do Azulão pela Zona Norte de Natal, nessa segunda-feira (7), reuniu uma grande mobilização popular. Uma carreata de grandes proporções acompanhou o candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (UB), pelas ruas da região, em um dos momentos de maior calor humano da campanha até aqui.

O candidato em boa parte do percurso apostou na caminhada em meio aos populares, corpo a corpo.

Em meio à mobilização, Allyson reforçou o compromisso com a terceira ponte de Natal e a Avenida das Fronteiras, além de falar sobre o hospital da Zona Norte e o gabinete itinerante.

Na mobilidade, o candidato defendeu a construção da terceira ponte da capital e a conclusão da Avenida das Fronteiras, obra parada há cerca de 20 anos. “Eu serei o governador que vai construir a terceira ponte da capital do estado. Serei o governador que vai concluir a interminável obra, de mais de 20 anos, da Avenida das Fronteiras. É compromisso meu”, declarou Allyson.

Saúde

Sobre a saúde, o candidato citou a perda de serviços no Hospital Santa Catarina, inaugurado há 40 anos. “Eu tenho um compromisso com o hospital da Zona Norte. Quem botou uma placa, chamou de hospital e nunca fez um exame de sangue, não tem moral nem credibilidade para falar de hospital”, afirmou Allyson.

O candidato também falou sobre a implantação de um gabinete itinerante para atender diretamente à população e acompanhar as principais demandas da Zona Norte. “A Zona Norte da capital terá um governador pé no chão, que gosta de trabalhar, de fazer e de entregar”, disse Allyson, ao colocar a região entre as prioridades de sua gestão, se eleito.

Fim de semana cheio

No fim de semana, a Caravana do Azulão diversos municípios. Da Grande Natal ao Mato Grande, o percurso foi longo e intenso. Em Ceará-Mirim na sexta-feira (04) e João Câmara (05), houve superlotação. Ao lado do vice e atual deputado estadual Hermano Morais (MDB), outros candidatos e correligionários, Allyson Bezerra teve aclamação.

No sábado (5), a Caravana do Azulão passou por Poço Branco, Taipu, Pureza, Touros e Parazinho, encerrando a agenda em João Câmara.

No domingo (6), o grupo seguiu pela região Potengi, com passagens por Bom Jesus, São Pedro, Santa Maria, Riachuelo, Ruy Barbosa, Barcelona, São Tomé e São Paulo do Potengi.

Ceará-Mirim teve presença maciça de público (Foto: Assessoria)

Ceará-Mirim teve presença maciça de público (Foto: Assessoria)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 08/09/2026 - 06:02h
Política no RN

PT se manifesta contra ameaças feitas a candidatas do partido

Brisa, Natália e Juliana: alvos (Fotomontagem da Assessoria do PT)

Brisa, Natália e Juliana: alvos (Fotomontagem da Assessoria do PT)

A presidente do PT no Rio Grande do Norte e candidata ao Senado, Samanda de Lula, cobrou investigação, responsabilização dos criminosos e proteção às mulheres do partido que vêm sendo vítimas de ameaças de morte e violência sexual. Em vídeo divulgado neste domingo (6), Samanda se manifestou sobre os ataques contra a deputada federal Natália Bonavides (PT), a vereadora e candidata a deputada federal Brisa Bracchi (PT) e a candidata a deputada estadual Juliana Garcia (PT).

As ameaças incluem morte, violência sexual, “estupro corretivo”, esquartejamento e também ataques contra familiares. As mensagens têm como alvo mulheres do PT que ocupam cargos públicos ou disputam as eleições deste ano. Mensagens foram foram feitas em redes sociais.

“Mulheres do meu partido estão sendo ameaçadas. Ameaças de morte, de violência sexual, de estupro corretivo, de esquartejamento. Ameaças graves, extensivas aos seus familiares. Ataques covardes que têm o objetivo de nos amedrontar e de nos tirar da disputa política”, afirmou Samanda.

Como presidenta estadual do PT, Samanda afirmou que o partido vai cobrar providências para identificar e responsabilizar os autores das ameaças, além de garantir proteção às mulheres que estão sendo alvo dos ataques.

Entre as mulheres ameaçadas está Juliana Garcia, que ganhou repercussão nacional após ser vítima de uma tentativa de feminicídio dentro de um elevador em Natal, quando recebeu mais de 60 socos. Agora candidata a deputada estadual, Juliana voltou a ser alvo de violência, desta vez por meio de ameaças.

Nota do BCS – Coisa abjeta. Incrível como esse tipo de manifestação de ódio tem-se tornado comum e muita gente ainda desdenha do caso.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 08/09/2026 - 05:30h
Tibau-Mossoró

Engarrafamento quilométrico fecha feriadão na volta à casa

Centenas de carros "se arrastaram" na RN-013 no retorno à cidade Foto: BCS)

Centenas de carros “se arrastaram” na RN-013 no retorno à cidade (Foto: BCS)

O retorno a Mossoró do feriadão para quem foi para Tibau (42 Km de distância), entre o fim da tarde e início da noite desse 7 de setembro, foi de engarrafamento de muitos e muitos quilômetros na RN-013.

Uma diligência do Corpo de Bombeiros para sanar incêndio num carro, em pleno leito da pista, próximo à rotatória de acesso a Fortaleza-CE, concorreu mais ainda para o problema.

Houve quem passasse mais de duas horas para fazer o trajeto Tibau-Mossoró.

Nota do BCS – Algo que também merece registro é a quantidade de carros com problemas mecânicos no acostamento da pista. Dezenas de veículos em pane. Serviço de guincho lucrou muito.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
terça-feira - 08/09/2026 - 04:22h
Dia a dia

Acompanhe a agenda dos candidatos ao Governo do RN – 24

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Veja abaixo, em ordem alfabética, a relação nominal dos concorrentes ao Governo do Estado do RN e endereço de cada um. Clique e acompanhe agenda do seu interesse.

Eles exploram seus espaços virtuais próprios à divulgação de agendas, notícias, comícios, carreatas, além de não faltar também postagem contra adversários:

Allyson Bezerra (UB) – AQUI

Álvaro Bezerra (PL) – AQUI

Arinalva do MBL (UP) – AQUI

Cadu Xavier (PT) – AQUI

Carlos Jararaca (DC) – AQUI

Dário Barbosa (PSTU) – AQUI

Henrique Lyra (PCO) – AQUI

Karlo Rodrigo (Agir) – AQUI

Robério Paulino (Psol) – AQUI

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 06/09/2026 - 23:22h

Pensando bem…

“Se você não pode falar bem de uma pessoa, é melhor não dizer nada.”

Epiteto

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 06/09/2026 - 15:46h

A mulher de César e o Supremo

Por Marcos Araújo

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Era o mês de maio do ano 62 a.C. A jovem e bela Pompeia Sula, segunda esposa do Imperador romano Júlio Cesar, promoveu um festival em sua casa em homenagem às boas Deusas (bona dea), apenas para mulheres. Homens não podiam se aproximar do evento. Contudo, Públio Clodio, um jovem apaixonado por Pompeia, disfarçou-se de tocadora de lira e clandestinamente entrou na festa, visando aproximar-se da amada. A mãe do imperador, Aurélia, flagrou o invasor. O falatório foi geral na cidade. Mesmo sem a prova da infidelidade, imediatamente Júlio César se divorciou da esposa e disse: “A mulher de César deve estar acima de qualquer suspeita. A mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

A frase entrou para a história e exprime, com notável precisão, a exigência republicana de que o exercício do poder, sobretudo quando investido de autoridade suprema, como a do “Pontifex Maximus” romano (função então exercida por Júlio Cesar), deve repousar não apenas na retidão subjetiva de seus titulares, mas também na preservação objetiva da confiança pública no desempenho do cargo ou função que exercem.

Em regimes constitucionais fundados na supremacia da Constituição, a autoridade do Judiciário não decorre apenas da força de suas decisões, mas da confiança pública permanente na integridade, na independência e na imparcialidade de seus julgadores. Essa confiança, uma vez abalada, fragiliza a legitimidade da jurisdição e compromete a própria capacidade do sistema judicial de cumprir sua função civilizatória.

A desconfiança que atingiu Pompeia não poderia recair sobre um membro do nosso STF. Infelizmente, a máxima romana se aplica – e muito! – ao ministro Alexandre de Moraes, flagrado em conversas pouco republicanas com Vorcaro. Não há mais aparência de honestidade no seu comportamento.

Alguém pode invocar a presunção de inocência, é fato. Contudo, a presunção de inocência é um escudo do acusado, e, portanto, vale apenas para o ministro, nunca para a instituição que ele representa. Não cabe suspeitas sobre uma Suprema Corte. O STF, diante do episódio, o que fez? Calou-se. Nenhuma sessão convocada, nenhuma palavra concreta…

Um silêncio obsequioso, de quem olha para o teto enquanto um colega de bancada se submete à vergonha de ser mencionado em inquéritos policiais. E por que o silêncio? Arrisco uma hipótese: porque a Corte teme um dos seus. O Supremo dos nossos dias inverteu a velha equação colegiada como poder judicante. A Corte é de um só, no máximo de dois ou de três. O STF tem donos: Alexandre de Moraes, imagina-se como tal, ou, no máximo, pensa em dividir o trono com Gilmar e Toffoli. Nesse novo formato, os demais ministros se acuam.

No supremo (com inicial minúscula) monocratista, a decisão individual (monocrática), que era exceção de urgência, virou regra de conveniência. Inquéritos nascem, crescem e se eternizam sob a relatoria de um único juiz, que acumula as funções de vítima, investigador e julgador. O plenário, quando chamado, chancela; raramente delibera. E o nome do Ministro Alexandre de Moraes tornou-se sinédoque da Corte inteira: fala-se dele quando se quer falar do Tribunal, e isso, por si só, já é sintoma. Quem concentra tantos autos, tantos sigilos e tantas canetas acaba por concentrar também o receio dos pares.

E colegiado que teme um colega já não é colegiado; é séquito.

Houve outro tempo em que o Supremo era menos um palco e mais um coro. Lembro Victor Nunes Leal, o mineiro de Carangola que radiografou o Brasil profundo em Coronelismo, enxada e voto e concebeu a súmula da jurisprudência dominante, não para calar a divergência, mas para ordenar o consenso, que é coisa muito diversa. Victor Nunes acreditava que a autoridade do Tribunal não estava em nenhum de seus ministros, mas no que sobrava quando todos falavam e a razão decantava.

O regime de 1969 cassou-o, junto com Hermes Lima e Evandro Lins e Silva, e o Supremo, em silêncio de luto, recusou-se por meses a preencher-lhes as cadeiras.
Eis um silêncio que honrava: o de então era luto; o de agora é obséquio. Lembro Aliomar Baleeiro, baiano de verbo largo, que divergia como quem esgrima e não como quem apunhala, homem de debate franco. Lembro Evandro Lins e Silva, que veio da tribuna criminal e nunca esqueceu que atrás de cada processo há um cristão sofrendo. Lembro o rigor quase monástico de Moreira Alves, a memória constitucional viva de Sepúlveda Pertence, a poesia institucional de Ayres Britto, para quem a Constituição era “o livro sagrado da cidadania”.

Esses homens guardavam uma intuição hoje extraviada, a de que o poder de um ministro é tanto maior quanto mais ele o devolve ao colegiado. A isso, chama-se colegialidade. Hoje, diante da omissão, individualidade transmuda-se para cumplicidade.

Fico a imaginar Victor Nunes Leal, na sua Carangola do céu, ouvindo as notícias de hoje…Corado, envergonhado e triste. Decerto, está de cima observando esses “heróis” de Liliput, de reduzida dimensão moral.

O Brasil espera que a Corte reencontre o seu coro. E, do mesmo modo que Júlio Cesar, o STF dispense “a esposa-membro” que lhe envergonha, por se encontrar muito longe de parecer o que deve ser.

Marcos Araújo é advogado e professor da Uern

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
domingo - 06/09/2026 - 13:45h
Tércio Tinoco

Candidato ao Senado se afasta de campanha; saúde preocupa

Tércio precisou sair das atividades comuns à campanha (Foto: redes sociais)

Tércio precisou sair das atividades comuns à campanha (Foto: redes sociais)

Do Blog Heitor Gregório

O candidato ao Senado Tércio Tinoco (União Brasil) comunicou, por meio das redes sociais, que precisou suspender temporariamente sua agenda de campanha por orientação médica.

Segundo o próprio candidato, ele está há cerca de uma semana em repouso em casa e afastado das atividades eleitorais.

O Blog apurou que Tércio foi acometido por uma úlcera por pressão, condição que exige cuidados e acompanhamento médico.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 06/09/2026 - 12:46h
Implosão

Vamos tentar entender a maior crise do STF em seus 135 anos

Por Flávia Tavares do Canal Meio para o BCS

Sede do STF em Brasília, ambiente de crise (Foto: Canal Meio)

Sede do STF em Brasília, ambiente de crise (Foto: Canal Meio)

“Creio que a ordem não pode eflorescer, senão no seio da estabilidade e da justiça. Mas vejo os depositários da ordem respirarem deliciosamente na agitação, animando-a, promovendo-a, propagando-a, e sinto empolarem-se, cada vez mais acirradas, as paixões políticas, em que a vida oficial parece comprazer-se.”

Rui Barbosa, “Manifesto à Nação”, 1892

Estamos às vésperas de mais um 7 de Setembro dramático. Alexandre de Moraes será novamente um de seus protagonistas e, do outro lado, estará também o bolsonarismo. Mas há duas distinções fundamentais daquele Dia da Independência de 2021 em que o ex-presidente Jair Bolsonaro dizia que não mais cumpriria ordens judiciais de Moraes e que a paciência do povo estava se esgotando.

A primeira é que não são só os bolsonaristas que estão impacientes com o ministro. A segunda é que, desta vez, a erosão que corrói os pilares do Supremo Tribunal Federal (STF) é provocada pelo lado de dentro. O confronto entre a ala de Moraes e o ministro André Mendonça, e que se esparramou pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal, deixou a instituição se equilibrando numa viga frágil de credibilidade. Um sopro quente dos ventos eleitorais e ela pode não resistir. Implodir.

A infiltração da crise nas cúpulas dos Poderes é diretamente proporcional à de Daniel Vorcaro e seus bilhões. Midas às avessas, todo ouro que ele distribuiu tem potencial para desintegrar quem o aceitou. Como diria Caetano, “ou não”. A depender da costura de um acordo que salve a maioria e da eventual convulsão social disso decorrente. Estamos no terreno do imprevisível. Da maior crise dos 135 anos de história do Supremo. Para compreendê-la e imaginar saídas dessa provação, o Meio ouviu Oscar Vilhena Vieira, professor da FGV Direito e cientista político; Rafael Mafei, advogado e professor de Direito na USP e na ESPM; e Felipe Recondo, pesquisador e jornalista, autor da newsletter Recondo e os Onze.

Breve cronologia do caos

Jair Bolsonaro cumpre hoje prisão domiciliar por conta do processo que o ministro Alexandre de Moraes relatou no Supremo. Em alguma medida, embora parlamentares se esforçassem para articular uma anistia que desafiasse a decisão da Corte, havia um sentimento de que o ápice do enfrentamento externo que podia subjugar o Supremo tinha sido superado. E o período de crise, idem. Então, veio o caso Master.

Pulando já para esta semana, na terça-feira, 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo da Petição 16.662, depois do vazamento de parte de seu conteúdo pela imprensa. O documento que veio a público era um relatório de 218 páginas produzido pela Polícia Federal, a pedido de Mendonça, a partir da análise do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apreendido na operação Compliance Zero.

Boa parte do material reproduz conversas do fundador do Banco Master com um contato salvo na agenda do aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”. O relatório também menciona o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mendonça encomendou o relatório e um juiz auxiliar ouviu Daniel Vorcaro, tudo sem que os colegas fossem informados.

O sangramento político e público de Moraes, Gonet e Andrei, mas principalmente de Moraes, se deu por dois dias. O relatório detalhava como o ministro alterou o contrato de R$ 130 milhões do escritório de sua mulher, Viviane, com o Master; os cartões de crédito com limites de R$ 300 mil emitidos pelo Master aos filhos do casal; as mensagens de Vorcaro ao ministro pedindo orientação e ajuda em seu caso. Dois dos maiores jornais do país pediram a renúncia de Moraes em duros editoriais — sim, isso ainda importa. A opinião pública estava encontrando coesão contra o ministro.

Banco Master e Daniel Vorcaro: da direita à esquerda e nos três poderes, têm sua digital (Foto: redes sociais do BM)

Daniel Vorcaro tinha acesso a pessoas de peso na República, demonstrando disposição para gastar sem limites (Foto: redes sociais do BM/Arquivo do BCS)

Mas, assim como o inquérito das fake news que relata desde 2019, a gana de Alexandre de Moraes parece infindável. Na quinta-feira, ele trucou. Paralelamente a vazamentos que davam conta de encontro de Mendonça com Vorcaro e interlocução com seu advogado, e da tentativa do ex-banqueiro de fechar um contrato com o instituto de Mendonça, Moraes usou o mesmo inquérito das fake news e encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, documentos que, segundo ele, apontam indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade por parte de Mendonça na condução dos inquéritos do Master e das fraudes do INSS.

Apontou, a partir de um outro relatório da PF, que Mendonça estaria conduzindo as investigações com interesses eleitorais.

Na mesma noite, Fachin abriu um procedimento próprio e deu cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues prestem informações por escrito. Antes disso, a Procuradoria-Geral da República já havia se manifestado pela nulidade de toda a apuração determinada por Mendonça, sustentando que a decisão de investigar um ministro cabe ao plenário e não a um relator isolado.

Em três dias úteis, o Supremo produziu um ministro pedindo a investigação de outro, um procurador-geral citado no material que ele próprio precisa avaliar, uma cúpula policial envolvida no episódio e sua corporação rachada. Fachin está com uma bomba nas mãos e pretende desarmá-la no colegiado. Completou a primeira fase de sua intervenção na manhã de sexta-feira, retirando do inquérito das fake news, que não tem mais qualquer respaldo fora da ala dos alexandristas, as acusações de Moraes contra Mendonça. A guerra deve chegar ao plenário na semana que vem.

Sem precedentes

Virou clichê hiperbolizar as crises políticas no Brasil. Convenhamos, são quatro décadas de pouco cerimoniosos “eitas atrás de vixes” na nossa jovem democracia pós-1988. Dois presidentes impichados, fora os presos. Uma nova tentativa de golpe militar. Uma jornada de junho e vários escândalos de corrupção no meio. Nesse percurso, uma instituição foi ganhando força na medida em que se politizava — talvez sem se dar conta que a equação poderia vir a se inverter.

Vargas, no traço de William Jeovah de Medeiros, desenhista e chargista paraibano: um ditador na acepção da palavra (Arquivo do BCS)

Vargas, no traço de William Jeovah de Medeiros, desenhista e chargista paraibano: um ditador na acepção da palavra (Arquivo do BCS)

A lista de agressões históricas à Corte é longa. Floriano Peixoto deixou de nomear ministros e desafiou Rui Barbosa com o infame “quem dará habeas corpus a quem der o habeas corpus” em 1892. Hermes da Fonseca repetiu o gesto. Getúlio Vargas aposentou seis ministros, suspendeu prerrogativas de magistrados e viu a Constituição de 1937 transferir ao Senado o poder de revisar decisões da Corte.

Em 1964 houve nova supressão de prerrogativas e o afastamento de três ministros. Em 1977, quando o Supremo tentou propor uma reforma no Judiciário, a reforma veio de fora, no Pacote de Abril.

“O Supremo sempre teve o seu poder constrangido por setores autoritários da vida política brasileira que estavam em desconformidade com a Constituição”, diz Oscar Vilhena. “O governo Bolsonaro reedita isso. Ele se torna mais uma vez uma ameaça tendo o Supremo como um proxy da Constituição.” Ameaça externa, portanto, é a normalidade da Corte, e às vezes ela se consuma.

O que está acontecendo agora é de outra natureza. “A ameaça interna é aquela que decorre de uma perda de autoridade por parte de membros da Corte”, diz Vilhena. Perda de autoridade, na definição dele, quer dizer exercer o poder conferido pela Constituição fora das bases em que ele foi conferido. “Você tem alguns ministros, não são todos, mas esses que agem como se fossem senadores da República, transitando com os interesses que eles terão que julgar.” Daí a imagem que organiza seu diagnóstico, a de uma erosão das estruturas do Supremo, que deixa o tribunal ainda mais vulnerável aos ataques que, como faz questão de frisar, também continuam vindo de fora.

“Ainda que um juiz constitucional tenha uma latitude política maior, ela não pode comprometer a ideia de que eles estão agindo com imparcialidade e com integridade, de que não estão sendo beneficiários das decisões que tomam”, acrescenta. E não custa lembrar que, direta ou indiretamente e em variadas medidas, ao menos Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Kássio Nunes Marques já haviam aparecido em relações de latitude bastante elástica com Vorcaro e Master. Agora, até Mendonça.

De tudo que é lado

O que mais preocupa Vilhena é a maneira como o ambiente externo se imiscui no interno. Quem atacava o Supremo por fora começou a fazer outra conta: “talvez melhor do que destruir seja capturar”. O problema, diz o professor, passa a ser a instrumentalização dos magistrados por setores da política brasileira.

Ou vice-versa, dizem também os bastidores de Brasília ao longo da semana. Se Mendonça é acusado de agir em favorecimento de Flávio Bolsonaro ao supostamente permitir o vazamento das suspeitas sobre Lulinha e ao partir para cima de Moraes, o decano Gilmar Mendes se reuniu com o presidente Lula e cobrou que o governo fosse mais firme no controle da Polícia Federal e da Advocacia-Geral da União, para impedir as investidas de Mendonça — o que poderia ser bem pouco republicano, dada a autonomia adquirida e desejável da PF.

A despeito disso, a pressão falou alto e Lula se pronunciou, na propaganda eleitoral, muito ao seu modo: sem citar ninguém nominalmente, defendeu investigações “doa a quem doer” e reforma política e no Judiciário. Aqui é que aparece a mão dupla da crise, com eleições pautando e sendo pautadas.

“Seria muito ingênuo achar que tudo que está acontecendo é à revelia do calendário das eleições”, acrescenta Rafael Mafei, ao analisar a dinâmica de vazamentos que antecedeu a guerra declarada nesta semana. “Pelas mudanças de tecnologia, os vazamentos foram facilitados. Não é uma coisa que deve diminuir. O que vale repensar é a estratégia que o Supremo adota, tanto Moraes quanto Mendonça, de manter muita coisa em sigilo por muito tempo, contando que isso só vai sair lá adiante, que há como controlar.”

O melhor jeito de neutralizar esse fator, defende, é garantir que as investigações sejam rapidamente abertas e o sigilo seja levantado o quanto antes. “É como deveria ser. A regra é a publicidade, o sigilo deve ser mantido apenas na medida da estrita necessidade da eficiência da investigação.”

Do lado de dentro, Mafei interpreta a escalada no conflito entre Moraes e Mendonça como uma disputa de posição. Num tribunal historicamente dominado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, Mendonça quer ser protagonista e se colocar como contraponto a esse eixo. Por isso, diz o professor, a votação no plenário que se aproxima, embora carregue discussões jurídicas reais, funcionará sobretudo como termômetro. “O que vai determinar que pedido [de investigação] vai ser bem-sucedido é a temperatura dos apoios de cada um.”

Os pivôs

O pesquisador Felipe Recondo oferece uma outra lente. Não porque entenda que o conflito seja menos grave, mas porque acredita que a metáfora da corte palaciana descreve mal o funcionamento do tribunal. “As pessoas costumam descrever o tribunal como um Game of Thrones. E não é assim.” Autor de vários livros sobre o STF, o mais recente sendo O Tribunal — Como o Supremo se Uniu Ante a Ameaça Autoritária, Recondo refuta a noção que alguns têm de que os ministros são amigos e combinam cada lance. “Cada ministro é quase uma instituição. A instituição maior é, claro, o Supremo, mas não tem esse tipo de aliança, esse tipo de conversa.” Cada ministro só tem um voto, e não consegue angariar o apoio dos outros “abrindo as asas”.

Assim, embora coisas seríssimas estejam em jogo — e um contexto que inclui uma eleição presidencial e uma condenação recente de um ex-presidente por tentativa de golpe —, pode ser que coisas mais objetivas estejam sendo calculadas do que uma disputa etérea de poder.

Apoiar cegamente Moraes?

Recondo descreve Mendonça como um ministro isolado, capaz de reunir apoios em pautas específicas, o que é o comportamento orgânico do Supremo. Grupos ali se formam por julgamento, não por aliança permanente. Nesse caso, pode haver uma confluência circunstancial em torno das críticas internas ao que Moraes fez nos últimos anos, sem que isso configure um bloco estável.

Sobre Moraes, o cálculo dos colegas é mais complexo. Ele tem crédito acumulado pelo que fez durante o governo Bolsonaro, no inquérito das fake news e no dos atos antidemocráticos, e os ministros sabem que qualquer enfraquecimento dele produz retaliações. Mas chega um ponto, diz Recondo, em que a pergunta muda de “ele merece apoio?” para “devemos apoiá-lo em absolutamente tudo, mesmo diante de fortes indícios?”. O resultado é um tribunal que olha para Moraes com “uma confiança com pé atrás” e para Mendonça com imensa desconfiança.

A decisão de Moraes de contra-atacar Mendonça se encaixaria nessa descrição, diz Mafei, como uma estratégia de defesa com três funções ao mesmo tempo: retaliar o colega diretamente; atrair aliados dentro e fora do Supremo, acenando com os riscos que o aprofundamento do caso Master representa para outros magistrados e políticos; e apontar uma saída jurídica, a nulidade, capaz de interromper as investigações.

Moraes deve ter voto longo Alexandre de Moraes (Foto Mateus Bonomi Agif - via - AFP)

Moraes tem muito crédito interno no STF, mas pode se transformar num problema de todos (Foto Mateus Bonomi Agif – via – AFP/Arquivo do BCS)

Alô, polícia

Um dia antes de Moraes acionar o inquérito das fake news contra o colega, Gilmar Mendes propôs a Fachin que delegados da Polícia Federal deixem de atuar nos gabinetes dos ministros. Hoje são seis policiais cedidos ao tribunal, quatro deles nos gabinetes de Mendonça e Moraes, um com Luiz Fux e um na Polícia Judicial. Em junho, o governo pediu a mais de cinquenta órgãos que devolvessem policiais federais cedidos. O Supremo foi poupado.

Recondo considera que a formação desses esquadrões dos ministros diz mais sobre o que a Polícia Federal se tornou do que sobre o Supremo, e propõe o seguinte dilema: o parâmetro de Alexandre de Moraes não deveria valer para todos? Afinal, Moraes escolheu o delegado que queria no passado porque desconfiava que o procurador-geral da República, o diretor-geral da PF e o ministro da Justiça do governo Bolsonaro poderiam interferir a ponto de inviabilizar seu trabalho. A desconfiança de Mendonça é exatamente a mesma. “O ministro Alexandre estava errado em desconfiar disso? Não sabemos. O ministro André está errado em desconfiar disso? Não sabemos. Agora, se eles desconfiam, alguma coisa tem de errado na relação com a Polícia Federal.”

O resultado é um sistema em que cada relator quer o próprio salvo-conduto e a própria equipe para garantir que uma investigação chegue a algum lugar. Num processo que depende de colaboração entre instituições, isso produz impasse, e o impasse produz nulidade. Cada um tenta suprir a lacuna que atribui ao outro, e, ao atravessar a linha de competência alheia, contamina o próprio trabalho.

Vilhena traça a genealogia do problema. A Polícia Federal já foi balcanizada desde o início da Nova República, quando José Sarney levou o delegado Romeu Tuma, da polícia estadual de São Paulo, para dirigi-la. Sempre se soube da existência da polícia de um ministro e da de outro. Houve melhora relativa nas gestões de José Carlos Dias e, sobretudo, de Márcio Thomaz Bastos, que deu à corporação uma boa autonomia. Mas essa autonomia também tem custo. Hoje a PF não enxerga controle no Ministério da Justiça. Ele foi substituído pelo controle no Supremo. Vilhena lembra o que ouviu certa vez de um secretário de Segurança: ele dizia nunca ter tido problema para dar ordem a policial.  O segredo era que sempre que se manda fazer o que eles já querem fazer, eles fazem. “Isso é um problema de controle de polícia no mundo todo. O FBI é assim também”, acrescenta.

A conclusão que ele tira disso é institucional. Já que o ministro da Justiça sozinho não dá conta, porque a Polícia Federal o enxerga como quem aluga uma casa no fim de semana e vai embora no domingo, são necessários controles orgânicos sobre as agências de aplicação da lei. Um Senado minimamente capaz poderia criar um comitê de segurança pública para rever atos da PF, por exemplo. E a escolha de um diretor-geral seria mais bem escrutinada, não fruto da amizade com o presidente ou algo do gênero.

A hora e a vez de Fachin

Os três entrevistados convergem num ponto. Não há saída que não passe pelo presidente do Supremo. Edson Fachin não esteve na alfaiataria nem nas festas, não é sócio de instituto e não aparece em nenhuma das linhas do relatório. “Nunca houve qualquer denúncia, qualquer manifestação de que ele tenha uma conduta imprópria”, diz Vilhena. É quem tem o maior grau de imparcialidade diante dos grupos em disputa, e a obrigação institucional de conduzir uma solução. Além disso, diz, “combater o ministro Fachin agora, de um lado ou de outro, é pisar numa mina”.

Sobre a condição do presidente, Recondo afirma que Fachin já vinha sendo avisado por Mendonça de que a coisa chegaria a esse nível e se preparava para isso. Talvez não soubesse a forma, e a forma provavelmente não lhe agradou, porque instalou no tribunal a suspeita de que um ministro pode investigar outro sem passar pela procuradoria.

O modelo de presidência que Fachin persegue, na leitura de Recondo, é o de Rosa Weber, alguém capaz de decidir sem protagonismo pessoal. Só que o desfecho provável é ingrato. “Pela forma como o ministro Fachin conduz esses processos, e pela visão dele do que é certo e do que deveria ser feito, eu não duvido que ele desagrade a todo mundo. Tanto Mendonça quanto Moraes quanto Gilmar. Ele faz porque acha que é o certo a fazer.”

Fachin é presidente do STF (Foto: Luiz Silveira)

Fachin, um presidente que pode desagradar Moraes, Mendonça e Mendes (Foto: Luiz Silveira/Arquivo do BCS)

Sobre a permanência de Moraes, Vilhena é direto: o ministro perdeu condição de exercer a função de magistrado, e isso valeria para qualquer tribunal, inclusive para um juiz de primeira instância. A dificuldade, insiste, é que ele não está com suspeitas sozinho, o que torna qualquer solução seletiva insustentável.

Pedidos de impeachment já se acumulam no Senado. Embora Moraes tenha conversado por três horas com Davi Alcolumbre, presidente da Casa e também enroscado no Master, antes de apresentar seu contra-ataque a Mendonça, o senador está pressionado e já dá sinais de que pode ceder. O truque para diminuir a pressão foi espalhar por Brasília que abriria processos de impeachment tanto contra Moraes quanto contra Mendonça.

A alternativa que Vilhena considera mais plausível é uma renúncia negociada, e para descrever como isso pode funcionar ele recorre à Suprema Corte americana. Quando um juiz assume a posição nos EUA, ganha do Estado uma cadeira feita sob medida, com as medidas tiradas por um marceneiro. Quando se aposenta, os colegas compram do Estado aquela cadeira e a oferecem de presente.

Uma ministra da corte americana lhe contou que há casos em que os colegas compram a cadeira antes da aposentadoria e mandam entregar na casa do juiz. O dia em que ele chega em casa e pergunta o que aquilo está fazendo ali é o dia em que fica sabendo que não deve voltar. Isso já teria acontecido no Brasil. Vilhena diz que um ex-ministro do STF lhe relatou algo parecido no Supremo, uma reunião em que os colegas comunicaram a alguém que ele não tinha mais condição de ficar. Só nunca lhe disse de quem se tratava nem quando aconteceu.

Depois da tempestade

O passo seguinte seria apresentar à sociedade um projeto de Supremo compatível com um regime democrático, e isso começaria pela competência penal. Nenhuma corte constitucional no mundo julga casos como o do Master, ou o do INSS. O ensaio brasileiro iniciado em 1988 produziu resultados positivos e um efeito colateral que agora se cobra: cada vez que assume um caso criminal de figura importante, o tribunal se politiza e perde a imparcialidade necessária para defender a República. “Ele entra no jogo, ele é capturado pelo jogo da política mais baixo possível.” A proposta é reduzir a prerrogativa de foro ao presidente da República e aos presidentes da Câmara e do Senado, e devolver o resto à Justiça comum.

Mafei concorda com o diagnóstico e discorda do momento. Para ele, não há clima político para qualquer iniciativa de reforma agora, e uma proposta apresentada no calor desta crise correria o risco de servir para retalhar o Supremo e diminuir poderes que o tribunal precisa manter. O que se pode discutir desde já, argumenta, são as reformas que dependem apenas do próprio Supremo: transparência sobre valores e remunerações recebidos pelos ministros, regras básicas de conflito de interesses e código de ética. Nada disso expõe a Corte ao risco de uma emenda constitucional apresentada a pretexto de melhorar e destinada a limitar.

Fica de pé o problema do calendário. O plenário terá de decidir em prazo curto, a um mês da eleição, com o Senado pressionado por pedidos de impeachment que dependem da vontade de um único parlamentar, com a Polícia Federal fraturada e com um procurador-geral que segue dando pareceres sobre um caso em que aparece citado.

Recondo lembra que casos assim costumam esfriar, e que a imprensa erra sistematicamente ao supor que o calor do momento se manterá. Ele acha que desta vez será diferente. “Chegamos naquele ponto de não retorno, em que é preciso enfrentar o problema de frente e ter algum tipo de explicação para a sociedade e para os próprios ministros.” A fórmula que sustentou o tribunal até aqui deixou de funcionar. Nenhum ministro do Supremo consegue mais dizer que não há nada para ser visto e seguir em frente. Sob o risco de implosão.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 06/09/2026 - 11:52h

A caderneta do fiado

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Dia desses, em diligências lá pela zona rural de Grossos, deparei-me com uma situação que há muito não presenciava. Eu estava em uma bodega à procura de informações sobre uma pessoa a ser intimada. Após alguns minutos, chegou um morador da comunidade e pediu um quilo de arroz ao proprietário do estabelecimento comercial. Ao receber a mercadoria, o freguês solicitou que a compra fosse anotada na caderneta, o que foi prontamente atendido pelo comerciante.

Confesso que fiquei surpreso, pois achava que esse modo de mercadejar, em virtude da modernidade dos dias atuais, com as compras sendo realizadas por meio de cartões de crédito ou PIX, não era mais usual. Era comum tempos atrás, principalmente, nas mercearias dos bairros mais afastados. Muitos clientes eram aposentados, os quais realizavam as suas compras para pagar quando recebiam o “aposento”. Tudo devidamente anotado na caderneta do dono da bodega, como na caderneta do comprador, pra que na hora de pagamento, feita a conferência, não houvesse erros.

Indaguei ao comerciante se ele tinha muito “fiado” em sua caderneta, e ele me respondeu que sim, a maioria dos seus fregueses ainda comprava na caderneta, pois não tinham cartão de crédito ou se tinham, já estavam devendo ao banco. Segundo ele, tudo era feito na base da confiança, no apalavrado, mas devidamente anotado na caderneta, é claro.

Conforme falou, somente não vendia na caderneta bebida alcoólica, pois “beber é luxo”, e só deve beber cachaça quem tem dinheiro no bolso, disse, sorrindo. Ele também me falou que raramente tinha problemas para receber o que lhe era devido. A maioria era moradores que há muito residiam no local, muitos eram familiares ou amigos de longa data. Apesar de humildes, eram arrimos de família e cumpridores da palavra empenhada. Ali, naquela pequena comunidade rural, e acredito que em muitos lugares deste país, ainda convivem o presente e o passado.

Ao terminar o bate-papo e sair da bodega, encontrei alguns “papudinhos” sentados na calçada; um deles pediu uns trocados pra “tomar umas”. Dei-lhe os vinte reais que tinha no bolso. Ele agradeceu, mas me alertou, com um leve sorriso: “na próxima vez traga cinquenta reais”. Eu entrei no carro e fui embora, morrendo de rir.

Odemirton Filho é oficial de justiça

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 06/09/2026 - 11:00h

O conto

Por Bruno Ernesto

Foto, do autor da crônica, mostra o túmulo monumental de Jean-Jacques Rousseau, na cripta do Panthéon de Paris

Foto, do autor da crônica, mostra o túmulo monumental de Jean-Jacques Rousseau, na cripta do Panthéon de Paris

O meu xará e psicólogo austro-americano, Bruno Bettelheim, permanece lembrado pela sua psicanálise dos contos de fadas.

Para os desavisados, a presença da violência quase brutal e dos tabus em suas obras, talvez seja um limite moral e psicológico intransponível.

Porém, ele utilizava essas abordagens como forma da criança enfrentar seus próprios medos, muitas vezes buscando as origens de problemas, fazendo com que enfrente e supere os obstáculos.

Se você observar, a violência atrai tanto o adulto quanto as crianças.

Para alguns adultos, notícias violentas apresentadas de forma explicita e torrencial nas redes sociais são fascinantes.

Para as crianças, o lobo mau dos Irmãos Grimm, ou a Cuca do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, significam a mesma coisa.

Entre um balanço e outro na cadeira, alguém lhe olha em riste e pergunta sobre famoso pensamento de Rousseau, de que é a sociedade quem corrompe o homem.

Confesso que me indaguei silenciosamente enquanto me pus em frente ao seu túmulo no Panteão, mas recorro a um conto para refletirmos sobre esta questão:

Certo dia, o Diabo observava um belo cavalo que estava amarrado no estábulo. Foi lá e o soltou.

O cavalo pisoteou o jardim do vizinho e enquanto comia as flores, o vizinho atirou e o matou.

Em seguida, o dono do cavalo, para vingar a sua morte, matou os filhos do seu vizinho, que adoravam brincar com aquele cavalo.

Em seguida. , o próprio vizinho foi morto pelo vizinho, pai das crianças que, arrependido, tirou a própria vida; mas não sem antes perguntar ao Diabo – que assistia a tudo aquilo se balançando numa cadeira – o porquê ele tinha feito aquilo tudo, se antes todos viviam em paz e harmonia.

O Diabo sorriu, enquanto se balançava na cadeira, e questionou:

— Como assim, o que eu fiz?

— Eu apenas soltei o cavalo.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 06/09/2026 - 07:56h

Momentos de penumbra

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Alguns dias são pesados como chumbo. Sair da cama pela manhã é um desafio e tanto. Sobretudo se esse dia for um domingo. A vontade de permanecer à meia-luz, ainda que de olhos entreabertos na confortável tepidez dos cobertores, é quase insuperável. Aos poucos, entrementes, vamos despertando para o mundo. Embora nenhuma janela ou porta seja aberta durante determinado tempo.

Em dias assim, quando o silêncio é algo que muito apreciamos, não queremos contato com o astro-rei. O sol não é muito bem-vindo. Não ao menos nessas primeiras horas de preguiça e descontentamento injustificável com a vida.

Sendo racional, porém, tenho consciência de que a vida é preciosa demais para perdermos tempo com desânimo e baixo-astral. Mas isso, todavia, às vezes é maior e mais forte que nós. Então não conseguimos reagir de pronto, pular da cama e dar cambalhotas cheios de felicidade com nossa existência. Uma infecção urinária (que ninguém merece) é o bastante para não interagirmos positivamente com as pessoas mais próximas e também as mais queridas. Sim. Experimentei um mau bocado esses dias com uma infecção urinária.

A urina chegou a ficar avermelhada, e o processo de micção apresentou-se um tanto doloroso. Pensei, aqui com os meus botões, se não se tratava de mais um cálculo renal. Já passei uns sufocos com esse tipo de coisa.

Afora os momentos em que me vi forçado a buscar atendimento médico, oportunidade em que fui orientado e tomar bastante água e me foi prescrito um antibiótico, passei a maior parte de alguns dias na penumbra. Hoje me sinto bem, a urina está normal. Nenhum desconforto na hora de verter água.

Neste minuto em que escrevo este relato, nos acréscimos do segundo tempo, penso em uma dúzia ou mais de amigos que não vejo há um tempo. Por onde andarão a esta hora? Torço que estejam em paz e com saúde. Sinto falta em especial de Bernadete Lino, pessoa do meu coração e com a qual não troco algumas ideias no WhatsApp por única negligência minha.

Bernadete, que não conheço pessoalmente, é um presente que este espaço de opinião e cultura me deu. Foi por aqui, no Canal BCS, que nos encontramos e ficamos próximos, ainda que longe centenas de quilômetros. De minha simples leitora, a exemplo de alguns outros, Bernadete se tornou uma amiga por demais querida e que sempre me transmite coisas boas. Um beijo para ela.

Aqui repito o assunto dizendo que me sinto afortunado pelos amigos que tenho. Não citarei outros nomes, pois a lista ficaria muito comprida, entretanto cada um deles sabe o quanto são admirados e amados. Escrevo e vou bebericando o café que fiz há pouco. As janelas e portas se encontram abertas e um vento suave e matutino circula pela casa toda. Continuo com a roupa de dormir e ora me agrada o rumo que este relato tomou. Que hoje o sol brilhe em todo o seu esplendor.

Marcos Ferreira é escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sábado - 05/09/2026 - 23:58h

Pensando bem…

“O homem não é mais do que a série dos seus atos.”

Hegel

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 05/09/2026 - 22:54h
Oncologia em Mossoró

OncologyGroup e Nossa Clínica inauguram unidade de referência

Prédio fica na Rua João Marcelino, 1901, no bairro Nova Betânia (Foto: divulgação)

Prédio fica na Rua João Marcelino, 1901, no bairro Nova Betânia (Foto: divulgação)

Mossoró ganhou, nesta sexta-feira (4), uma nova referência em atendimento oncológico. O OncologyGroup, referência em oncologia e hematologia no Rio Grande do Norte, inaugurou, em parceria com a Nossa Clínica, sua nova unidade na cidade. O evento, realizado na noite desta sexta-feira, foi bastante prestigiado e reuniu autoridades, médicos, profissionais da saúde, representantes da imprensa e convidados da sociedade mossoroense.

Localizada na Rua João Marcelino, 1901, no bairro Nova Betânia, a unidade OncologyGroup – Nossa Clínica nasce da união entre a experiência e a tradição da Nossa Clínica na região e a expertise do OncologyGroup em oncologia e hematologia. A proposta é oferecer aos pacientes de Mossoró e de toda a região Oeste acesso a atendimento especializado, tecnologia e protocolos modernos de tratamento, com uma abordagem humanizada e integrada.

O momento simbólico da inauguração foi marcado pelo corte da fita, realizado pelo representante da Nossa Clínica, Dr. Cláudio Montenegro, ao lado dos médicos do OncologyGroup, Dra. Danielli Matias e Dr. Cláudio Macedo, que representam a equipe responsável pela atuação da nova unidade.

Para a oncologista e sócia do OncologyGroup, Dra. Danielli Matias, a chegada da unidade representa um importante avanço para a assistência à saúde na região.“A chegada do Oncology Group representa um avanço importante para a saúde da região, e principalmente para os pacientes e para as suas famílias. Durante muito tempo, muitos pacientes precisaram enfrentar longas viagens até Natal em busca de tratamentos mais especializados. E sabemos que, quando uma pessoa está passando por um momento delicado da vida, enfrentando uma doença oncológica, ter que se deslocar para outra cidade torna tudo ainda mais difícil”, destacou.

Excelência

Segundo a médica, oferecer tratamento oncológico de excelência em Mossoró significa proporcionar mais conforto e acolhimento aos pacientes, sem abrir mão da qualidade da assistência. “A chegada dessa nova unidade significa que nossos pacientes poderão contar com uma assistência cada vez mais completa, qualificada e próxima de casa. Significa estar perto da família, de sua rede de apoio e das pessoas que fazem parte da sua vida, sem abrir mão da qualidade, da tecnologia, da segurança e da excelência que podemos trazer junto à Nossa Clínica aqui em Mossoró”, afirmou.

Sócios da Ancology Group e Nossa Clínica em evento (Foto: divulgação)

Sócios da Ancology Group e Nossa Clínica em evento (Foto: divulgação)

A nova unidade reúne uma estrutura voltada ao cuidado integral do paciente oncológico, com atendimento multidisciplinar e suporte de profissionais especializados, incluindo oncologistas, enfermeiros, psicólogos e nutricionistas. O modelo busca oferecer uma jornada de cuidado mais integrada, desde o diagnóstico até o acompanhamento e tratamento.

A parceria também fortalece a interiorização da assistência especializada e amplia as possibilidades de acesso da população do Oeste potiguar a tratamentos de alta complexidade, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outros centros.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Saúde
  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
sábado - 05/09/2026 - 08:10h
Oi

Bom dia, gente!

Um momento simples entre irmãos acabou se tornando um registro cheio de ternura. No vídeo, a menina conversa com o irmãozinho Otávio, de apenas 3 meses, e decide desejar um “bom dia” ao bebê.

O que ninguém esperava era a resposta. Logo depois de ouvir a irmã, Otávio faz uma vocalização que parece repetir o cumprimento, deixando a irmã surpresa e encantada.

A interação, espontânea e cheia de carinho, chamou a atenção justamente pela inocência do momento.

Mesmo com apenas três meses de vida, Otávio já parece querer participar das conversas da família – e o resultado foi um daqueles registros que aquecem o coração.

🎥 Reprodução: @opovoonline

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
sábado - 05/09/2026 - 07:24h
Decidido

Bancários vão começar greve na próxima terça-feira

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

O Sindicato dos Bancários de Mossoró e Região vai liderar greve por tempo indeterminado a partir da próxima terça-feira (8). A decisão foi discutida nas últimas semanas, até desfecho com decisão na quinta-feira (3) em assembleia geral.

Segundo o sindicato, os bancários rejeitaram as propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (FENABAN), pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil à renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, durante a Campanha Salarial 2026/2027.

A exceção foi o Banco do Nordeste. As propostas específicas apresentadas pela instituição foram aprovadas pela categoria.

A mobilização acontecerá de forma presencial e virtual. Maiores informações sobre os reflexos do movimento em relação aos serviços diretos à clientela bancária ainda não foram detalhadas.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 05/09/2026 - 06:30h
Percentuais obrigatórios

Partidos devem distribuir recursos de cotas até próximo dia 8

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Os partidos políticos têm até terça-feira, 8 de setembro, para realizar a distribuição dos recursos destinados às candidaturas de mulheres, pessoas negras e indígenas nas Eleições Gerais de 2026.

A regra se aplica aos recursos públicos provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral) e do Fundo Partidário. O prazo está previsto na Resolução TSE nº 23.607/2019 e no Calendário Eleitoral das Eleições 2026.

Percentuais obrigatórios

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou, por meio da Portaria TSE nº 541/2026, os percentuais a serem observados por cada partido. 

Para as candidaturas femininas devem ser destinados recursos na mesma proporção do número de mulheres candidatas, assegurado o mínimo de 30%. Para candidaturas de pessoas negras também é garantido o mínimo de 30%. Já para as candidaturas indígenas, os repasses devem seguir as proporções oficiais apuradas pelo TSE.

Aplicação dos recursos e gastos coletivos

Os valores destinados às cotas devem beneficiar exclusivamente as campanhas de mulheres, pessoas negras e indígenas. Os recursos não podem ser repassados a candidatos, candidatas ou partidos que não pertençam à mesma federação ou coligação.

Quando o uso dessa verba envolver candidaturas não contempladas pelas cotas, será necessário comprovar, de forma efetiva, o benefício recebido pela candidatura cotista. 

Devem ser identificadas as candidaturas beneficiadas, a natureza e a extensão do benefício, os critérios de rateio, o valor exato da cota-parte e a vinculação efetiva do gasto à campanha contemplada.

Consequências do descumprimento

A falta de comprovação da correta aplicação dos valores ou o uso desproporcional dos recursos pode caracterizar desvio de finalidade. Nesses casos, o partido poderá ser obrigado a devolver valores ao Tesouro Nacional, além de ficar sujeito às consequências do julgamento das contas pela Justiça Eleitoral.

Os partidos devem manter toda a documentação necessária para identificar a origem dos recursos, as candidaturas beneficiadas, os valores transferidos, às movimentações bancárias e, nas despesas coletivas, os critérios de individualização e rateio adotados, para fins de fiscalização da Justiça Eleitoral.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
sábado - 05/09/2026 - 05:50h
Inauguração

Cidade recebe obra que muda sua configuração urbanística

Obra muda configuração urbanística de Grossos, com reflexos diversos (Foto: cedida)

Obra tem reflexos diversos e era aguardada há mais de 30 anos (Foto: cedida)

Depois de aproximadamente um ano de execução, a população de Grossos receberá uma nova estrutura urbana, com drenagem, pavimentação, espaços para esporte, lazer, melhoria na mobilidade e áreas de convivência. O equipamento será inaugurado na próxima segunda-feira (07).

Após mais de 30 anos de espera, a obra de urbanização da Avenida Terezinha Pereira será entregue com programação festiva que vai transcorrer durante  todo o dia e noite, com atividades esportivas, recreativas e de lazer voltadas para a comunidade. O anúncio foi feito pela prefeita Cínthia Sonale (UB).

Executada ao longo de aproximadamente um ano pela Pé Direito Engenharia, empresa com forte presença e conceito no mercado da construção civil regional, o empreendimento enfrentou um dos mais complexos desafios de engenharia da região: solucionar um antigo problema de drenagem em uma área que recebe grande parte das águas pluviais da cidade.

Intervenções técnicas

Para garantir uma solução eficiente e duradoura, foram realizados serviços de aterro para elevação do greide da avenida, implantação de dispositivos de drenagem e instalação de mais de 1.700 metros lineares de manilhas. As intervenções foram planejadas para melhorar o escoamento das águas, reduzir os riscos de alagamentos e proporcionar mais segurança à população.

A obra também contou com a aplicação de mais de 30 mil metros quadrados de piso intertravado, promovendo uma transformação significativa na mobilidade, na acessibilidade e no aspecto urbano da região.

Além das melhorias na infraestrutura viária e na drenagem, serão entregues duas quadras esportivas, academia ao ar livre, praças, ciclovia, áreas de convivência e sinalização completa. Os novos equipamentos públicos foram projetados para incentivar a prática esportiva, o lazer e a ocupação segura dos espaços pela comunidade.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso Facebook AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Gerais
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.