quarta-feira - 22/04/2026 - 03:38h
Agende-se

‘Baile Amor de Mãe’ celebrará gerações com noite especial

Symmara Férnandes, Kelly Lira, Nida Lira e Alzinete di Oliveira vão cantar na data especial (Foto: divulgação)

Symmara Férnandes, Kelly Lira, Nida Lira e Alzinete di Oliveira vão cantar na data especial (Foto: divulgação)

No próximo dia 09 de maio, a partir das 19h, o Restaurante ZUM no Nova Betânia, Mossoró, será palco de uma noite especial dedicada ao amor que atravessa gerações: o Baile Amor de Mãe. Pensado especialmente para homenagear mulheres de diferentes épocas e estilos, o evento promete uma experiência musical envolvente que vai do romantismo do brega à energia contagiante dos grandes bailes.

A programação desta noite especial reúne duas atrações consagradas: a banda Radiola Club, referência em shows dançantes e ecléticos com um repertório que passeia por clássicos internacionais e sucessos nacionais e o consagrado show musical Elas Cantam Brega, que emociona o público ao revisitar grandes nomes da música romântica brasileira, resgatando memórias afetivas e celebrando a data, com o quarteto de vozes composto por Symmara Férnandes, Kelly Lira, Nida Lira e Alzinete di Oliveira.

Abrindo a noite, JR. Voice dá início à festa, preparando o público para uma jornada musical que promete muita dança, emoção e nostalgia.

O Baile Amor de Mãe foi idealizado para agradar mães de todas as gerações, criando um ambiente acolhedor onde diferentes estilos musicais se encontram — do brega apaixonado ao baile vibrante — em uma celebração única. Os ingressos já estão à venda antecipadamente na Loja Blossom e também poderão ser adquiridos no local, no dia do evento.

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quarta-feira - 22/04/2026 - 02:50h
"Menor de todas"

Carla Dickson abre os braços para não ser engolida

Carla Dickson admitiu que tem sérias dificuldades de vitória Foto: reprodução de vídeo)

Carla Dickson admitiu que tem sérias dificuldades de vitória (Foto: reprodução de vídeo)

Em entrevista a Rádio Difusora em Mossoró, nessa segunda-feira (20), a deputada federal Carla Dickson (PL) andou se queixando, em tom de cobrança. Segundo ela, “a máquina de Natal já está moendo.”

A referência foi quanto à estrutura por trás da primeira-dama natalense Nina Souza (PL), pré-candidata à Câmara dos Deputados.

Recado claro, sem rodeios, para que a cúpula partidária lhe dê socorro ou compensação à desigualdade de investimento que apontou.

Como reza a cultura política por essas bandas, ela abre os braços para não ser engolida.

Mas cá para nós e o povo da rua: já foi.

“Eu sou a menor de todas”, admitiu.

Dickson estava filiada ao União Brasil (UB) e sentia-se incomodada por dividir espaços com pelo menos mais três candidatos à reeleição: Robison Faria (PP), Benes Leocádio (UB) e João Maia (PP).

Pinotou pro lado oposto sem fazer as contas minimamente.

Sua reeleição é dificílima. E vale lembrar que em 2022 ficou na primeira suplência com apenas 43.191 votos. Virou deputada efetiva com a eleição de Paulinho Freire (UB), marido de Nina Souza, à Prefeitura de Natal.

No PL, Carla Dickson não é prioridade nem o será. Nina Souza e Juninho Alves (ex-prefeito de Caraúbas) são os nomes de proa. Postamos matéria simplificando o assunto no dia 19 de março último – veja AQUI. Daí para baixo, todos são japoneses, incluindo a própria deputada.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
quarta-feira - 22/04/2026 - 01:20h
Shopping center

Os corredores estão ficando mais vazios

Fenômeno tem pelo menos três fatores que pesam (Foto ilustrativa da Thinkstock)

Fenômeno tem pelo menos três fatores que pesam (Foto ilustrativa da Thinkstock)

Do The News para o BCS

Depois de anos como símbolo do consumo nacional, os shoppings centers têm enfrentado uma fase delicada dos negócios.

No ano passado, os centros comerciais registraram 471 milhões de visitas mensais, o primeiro recuo desde a recuperação pós-pandemia. Na comparação com 2019, o fluxo caiu pouco mais de 6%.

Já nas vendas, o cenário é ainda mais preocupante. Embora tenha ultrapassado a casa dos R$ 200 bilhões em faturamento, quando se desconta a inflação, houve queda de 25% desde 2019.

Essa desaceleração se deve a três grandes fatores:

Compras online: O e-commerce cresceu 15% em 2025, movimentando R$ 235 bilhões e superando os shoppings em receita pelo segundo ano consecutivo.

O declínio do cinema: Um dos principais atrativos de público, o cinema viu seu número de espectadores despencar 36% devido à popularização do streaming.

Trabalho Híbrido: Mais pessoas no home office significam menos almoço na praça de alimentação e menos compras não planejadas em lojas.

Diante da pressão pelo fim da escala 6×1 e do aumento dos custos operacionais, lojistas discutem mudanças. Uma possibilidade é passar a abrir e fechar as lojas mais cedo — considerando que o horário do almoço é o mais movimentado do dia.

Na contramão, lá fora, os shoppings viram uma maior presença da geração Z. Americanos de 18-24 anos fizeram 62% de suas compras em lojas físicas no ano passado. É diferença cultural ou tendência que ainda vai chegar por aqui?

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Categoria(s): Economia
terça-feira - 21/04/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“A disciplina é uma conquista que necessita da aquisição de novos hábitos e do abandono de antigos.”

Carlos Hilsdorf

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
terça-feira - 21/04/2026 - 23:44h
Impasse

PT tem até 20 de maio para definir nomes a federal

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Do Blog Saulo Vale e 95 FM de Mossoró

A vereadora de Mossoró e pré-candidata a deputada federal pelo PT, Marleide Cunha, afirmou que o partido tem até o dia 20 de maio para resolver o impasse sobre os nomes que irão compor a nominata da legenda na disputa pela Câmara dos Deputados.

A declaração foi feita durante entrevista concedida ao programa Meio Dia TCM, da 95 FM de Mossoró, nesta terça-feira.

Atualmente, o PT enfrenta um cenário de excesso de pré-candidatos em relação ao número de vagas disponíveis. “Temos colocado o nosso nome e estamos confiantes”, destacou Marleide, em entrevista ao jornalista Saulo Vale.

Segundo a parlamentar, o prazo foi estabelecido pela executiva nacional do partido para que todos os estados confirmem seus postulantes até a data limite.

Impasse

Pelas regras eleitorais, cada partido ou federação pode lançar até nove candidatos a deputado federal. Na federação Brasil da Esperança, o Partido Verde (PV) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) indicam dois nomes cada, enquanto o PT tem direito a cinco vagas.

No Rio Grande do Norte, o partido conta atualmente com seis pré-candidatos: Natália BonavidesFernando MineiroMarleide CunhaAlexandre LimaOdon Júnior e Brisa Bracchi.

Com dois nomes com mandato considerados garantidos na chapa, Natália e Mineiro, restam três vagas para quatro postulantes, o que deve levar à retirada de um deles nas próximas semanas.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 21/04/2026 - 22:44h
José Meira dos Santos

Morre em São Fernando o pai da deputada estadual Terezinha Maia

Deputada Terezinha Maia em foto de família com seu pai (Reprodução)

Deputada Terezinha Maia em foto de família com seu pai (Reprodução)

Faleceu nessa terça-feira (21), em São Fernando – região Seridó do RN, José Meira dos Santos, aos 93 anos, pai da deputada estadual Terezinha Maia (PL).

Homem de trajetória respeitada e querido, ele deixa um legado de valores, dedicação à família e relevantes contribuições à comunidade seridoense.

Sob responsabilidade da Empresa Vila, o velório teve início nesta terça-feira (21), às 12h, na residência de José Meira, localizada em São Fernando.

Na quarta-feira (22), será celebrada missa de corpo presente às 9h, na Igreja Matriz da cidade, seguida do sepultamento às 10h.

A parlamentar tem recebido diversas manifestações de solidariedade em face do acontecimento.

Que José Meira dos Santos descanse em paz.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
terça-feira - 21/04/2026 - 12:12h
Decisão do STF

RN terá liberação de R$ 225,6 milhões para recomposição do Fundef

Fachin quer código e enfrenta resistência (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Fachin, presidente da Corte, assinou a decisão (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a liberação de recursos de precatórios do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), garantindo ao Rio Grande do Norte o montante de R$ 225,6 milhões. A decisão, tomada na sexta-feira (17), foi assinada pelo presidente da Corte, o ministro Edson Fachin, e representa mais um passo na recomposição de perdas históricas causadas por repasses insuficientes da União.

Os valores são resultado de ações em que o STF reconheceu erro no cálculo do valor mínimo anual por aluno durante a vigência do Fundef, o que levou à determinação de compensação financeira aos estados. No caso potiguar, os recursos deverão ser aplicados em políticas públicas de educação e na valorização dos profissionais do magistério.

Além do Rio Grande do Norte, também foram contemplados estados como CearáBahiaPernambucoSergipe e Alagoas, que juntos somam cifras bilionárias em repasses autorizados. Já o Pará ainda precisa apresentar informações complementares para viabilizar a transferência dos valores.

As liberações dizem respeito a ações cíveis originárias (ACOs) em que os precatórios já foram pagos pela União e estavam na fase de levantamento pelos estados. A medida reforça o financiamento da educação pública e assegura a execução de decisões judiciais que reconheceram o direito dos entes federados à complementação dos recursos do Fundef.

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terça-feira - 21/04/2026 - 10:50h
Upanema

Umari ultrapassa 55% da sua capacidade de armazenamento

A Barragem de Umari atingiu, nesta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, a marca de 55% de sua capacidade total de armazenamento.

De acordo com dados atualizados do Sistema de Acompanhamento de Reservatórios, o reservatório registra atualmente 55,19% de volume, o equivalente a 161,61 milhões de metros cúbicos de água, com cota de 66,65.

Apesar do avanço recente, o nível ainda é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em 2025, a barragem apresentava 73,54% de sua capacidade, somando 215,34 milhões de metros cúbicos e cota de 69,19.

Os dados também mostram uma evolução ao longo do último mês. Há 30 dias, o reservatório estava com 48,69% de volume, o que correspondia a 142,57 milhões de metros cúbicos e cota de 65,75.

A Barragem de Umari tem capacidade total para armazenar 292,8 milhões de metros cúbicos de água e é um importante manancial para a região.

Fonte: @upanema/Reprodução: @radio_cabugi

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
terça-feira - 21/04/2026 - 08:34h
Tá na História

Mossoró não se rendeu a Lampião

A página “Tá na História”, um sucesso com mais de 1,8 milhão de seguidores somente no Instagram, mas também presente noutras plataformas, aportou em Mossoró. E já botou no ar nessa segunda-feira (20), um vídeo sobre diferenciais históricos da cidade, como combate ao bando de Lampião e o primeiro voto feminino.

O material é institucional, a serviço do grupo Brava Energia.

Conduzida pelo jornalista e historiador Thiago Gomide, Tá na História veicula fatos históricos em vídeos curtos, acessíveis e com forte apelo de storytelling (técnica .

O projeto, porém, não nasceu sozinho: foi idealizado em parceria com a também jornalista Fernanda Arouca, funcionando como uma iniciativa de comunicação histórica multiplataforma.

Veja abaixo o que ele textualizou para o vídeo que reproduzimos nesta postagem:

Mossoró não é só história. É protagonismo.

Foi aqui que a tropa de Lampião foi derrotada e onde uma mulher votou pela primeira vez no Brasil.

Uma cidade que sempre esteve à frente do seu tempo e que segue em movimento até hoje.

Com presença na região, a @bravaenergia faz parte do desenvolvimento local e desse novo capítulo da cidade.

Mossoró segue fazendo história.

Nota do BCS – Sejam bem-vindos. Pintar nossa aldeia sempre faz-nos muito bem, Thiago e Bravo.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“Um líder jamais deve iniciar uma guerra motivado pela ira.”

Sun Tzu

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
segunda-feira - 20/04/2026 - 17:22h
RN

Oiticica supera 61% da capacidade e amplia reserva hídrica

Barragem tem capacidade total de 742 milhões de metros cúbicos e pode atender até 2 milhões de pessoas (Foto: Igarn)

Barragem tem capacidade total de 742 milhões de metros cúbicos e pode atender até 2 milhões de pessoas (Foto: Igarn)

Barragem Oiticica, segundo maior reservatório do RN, localizada em Jucurutu, região Seridó, ultrapassou 61% da capacidade. Acumula mais de 456 milhões de metros cúbicos de água.

O aumento do volume está associado às chuvas recentes, segundo o Governo do Estado. A governadora Fátima Bezerra (PT) visitou nesta segunda-feira (20) o complexo e destacou a importância da obra para o abastecimento e o desenvolvimento da região.

Ela afirmou que a barragem é uma das principais obras hídricas do estado, com impacto na segurança hídrica e na qualidade de vida da população.

Crescimento

Dados recentes indicam o crescimento contínuo do volume armazenado. Em fevereiro, o reservatório acumulava 110,3 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 14,86% de sua capacidade. Em março, o volume chegou a 168,7 milhões. Em abril, houve um avanço para 371,7 milhões (50,06%), seguido de 430,7 milhões (56,6%) e, mais recentemente, de 456 milhões de metros cúbicos, atingindo a marca de 61%.

O secretário estadual de Recursos Hídricos, Paulo Varela, lembrou que a barragem tem capacidade total de 742 milhões de metros cúbicos e pode atender até 2 milhões de pessoas.

A obra do governo federal foi concluída após 12 anos, com investimento de R$ 893 milhões, beneficiando cerca de 294 mil pessoas em 22 municípios.

De acordo com o Instituto de Gestão das Águas do Estado do Rio Grande do Norte (IGARN), o manancial acumulado vem das chuvas e da transposição do Rio São Francisco.

O órgão também explicou que a presença de plantas aquáticas no reservatório é causada pelo acúmulo de matéria orgânica trazida pelas chuvas.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 16:40h
Economia

A taxação sobre dividendos ainda não teve o efeito esperado

Ainda sonolento, o "Leão" sabe que o foco de seu apetite é hábil nos dribles (Imagem: Unsplash/Reprodução)

Ainda sonolento, o “Leão” sabe que o foco de seu apetite é hábil nos dribles (Imagem: Unsplash/Reprodução)

Pela primeira vez, os números da Receita Federal sobre a arrecadação do novo imposto sobre dividendos foram divulgados. Pelo visto, por enquanto, o efeito esperado pelo governo na arrecadação ainda não apareceu.

Em janeiro e fevereiro, a cobrança da alíquota de 10% na fonte sobre dividendos acima de R$ 50 mil pagos por empresas às pessoas físicas rendeu R$ 121,7 milhões aos cofres públicos.

A expectativa da Receita é — e continua sendo — uma arrecadação de R$ 30 bilhões para este ano. A ideia é que esse montante compense a isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês, também criada pelo governo.

Por que isso importa? A União enfrenta uma questão fiscal, com um rápido crescimento da dívida pública, que já beira os R$ 9 trilhões, enquanto os gastos públicos continuam superando a arrecadação federal — o déficit foi de R$ 61,7 bilhões no ano passado.

Na visão do presidente Lula da Silva (PT), um dos caminhos para aumentar a arrecadação e equilibrar as contas é taxando os “super-ricos”. Mas esses dados indicam a dificuldade de arrecadar sobre esse grupo, que tende a “driblar” e fugir de impostos.

Efetividade

Tanto que muitos empresários anteciparam a saída de dividendos para dezembro, evitando o impacto da tributação. Algumas empresas, inclusive, já anteciparam saída de dividendos até 2028 a seus acionistas.

Por outro lado, isso também indica que a efetividade da medida deve aumentar até o final do ano, uma vez que os números desses primeiros meses não representam a realidade de médio/longo prazo da nova lei.

Os números não significam que é impossível taxar, e que a medida não vai ter efeito. No entanto, a projeção de R$ 30 bilhões já para 2026 ainda parece muito distante perto do que os dois primeiros meses do ano mostraram.

Com informações do The News para o BCS.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 16:00h
Tiradentes

Feriado movimenta bastante aeroportos brasileiros

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Expectativa é que o feriado de Tiradentes nessa terça-feira (21) deve fazer com que quase 900 mil pessoas passem por aeroportos em voos comerciais, no Brasil.

Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Minas são os endereços mas agendados entre os estados federados.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 15:30h
Marketing Eleitoral

João Santana deve fechar consultoria à campanha de Allyson

Santana trabalhou campanha no Brasil e exterior (Foto: Veja/Arquivo)

Santana trabalhou campanha no Brasil e exterior (Foto: Veja/Arquivo)

Jornalista por formação, o publicitário baiano João Santana deve fazer consultoria de marketing político-eleitoral para a campanha ao Governo do RN do ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB). Conversa avançou diretamente com o partido do pré-candidato, o União Brasil (UB)

Faltam filigranas para que seja batido o martelo.

Marqueteiro e pré-candidato estiveram conversando em Salvador-BA à semana passada.

Com projeção internacional ao comandar campanhas presidenciais vitoriosas no Brasil e no exterior, sendo peça-chave nas eleições de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2006, por exemplo, além de jornadas em pleitos na América Latina e África, Santana trabalhará este ano também na campanha de ACM Neto (UB) ao governo baiano.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 14:22h
30º Dia

Missa lembrará quarta-feira José Belarmino de Azevedo (Teteca)

Convite Missa Reprodução)

Convite Missa (Reprodução)

Será na próxima quarta-feira (22), às 17h30, na Catedral de Santa Luzia em Mossoró, a Missa de 30º dia em memória de José Belarmino de Azevedo (Teteca), 91.

Convite para esse ato litúrgico é feito por seus familiares.

Teteca faleceu dia 22 de março último, após complicações cardíacas.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 02:26h
Amol

Bruno Ernesto terá posse na Academia Mossoroense de Letras

Bruno Ernesto assume cadeira que foi do padre Guimarães Neto Foto: Arquivo)

Bruno Ernesto assume cadeira que foi do padre Guimarães Neto (Foto: Arquivo)

A Academia Mossoroense de Letras (AMOL) vai empossar o acadêmico Bruno Ernesto na próxima sexta-feira (24). Evento ocorrerá às 19 horas, no Auditório América Fernandes Rosado Maia, da Biblioteca Ney Pontes Duarte.

A doutora Taniamá Vieira da Silva Barreto fará a apresentação de recepção ao novo acadêmico.

Bruno Ernesto Clemente é professor, advogado, escritor e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró (IHGM). Ele também integra o elenco de colaboradores dominicais do Blog Carlos Santos (veja AQUI).

Ele ocupará a cadeira 29 que tem como patrono dom João Batista Portocarrero Costa, segundo bispo da Diocese de Mossoró. O primeiro ocupante foi dom José Freire de Oliveira Neto. O último integrante foi padre Guimarães Neto.

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segunda-feira - 20/04/2026 - 01:34h
Números

Juventude causa preocupação eleitoral ao presidente Lula

Lula tem  40% das intenções de voto dos jovens de 16 a 24 anos. Na mesma época, há 4 anos, esse número era de 62% (Foto: Breno Esaki/Metrópoles)

Lula tem 40% das intenções de voto dos jovens de 16 a 24 anos. Na mesma época, há 4 anos, esse número era de 62% (Foto: Breno Esaki/Metrópoles)

The News para o BCS

No último sábado (18), o Datafolha divulgou sua mais recente pesquisa eleitoral para a disputa à Presidência da República — e os resultados não foram tão bons para Lula.

O atual comandante da República teve uma avaliação negativa de 40% dos entrevistados, enquanto apenas 29% consideram seu governo positivo.

A percepção dos leitores têm se refletido nas intenções de voto: Nos cenários de 2° turno, Lula aparece tecnicamente empatado com Flávio, Zema e também com Caiado (veja AQUI).

Juventude larga a mão de Lula

Mas o ponto curioso está aqui: o que poucos destacam é como a geração nascida entre 1997 e 2010 tem “largado a mão” de Lula. Na pesquisa, o presidente apresenta cerca de 40% das intenções de voto dos jovens de 16 a 24 anos. Na mesma época há 4 anos, esse número era de 62%.

Uma pesquisa recente da Atlas/Intel ainda indicou que quase 73% daqueles que possuem entre 16 e 24 anos desaprovam o governo Lula.

Por que isso importa: Os jovens representam cerca de 14% do eleitorado brasileiro. Mas, mais do que isso, sempre foram uma base importante para a esquerda — principalmente de Lula. Só que a situação parece ter mudado…

Alguns fatores podem ter afastado o presidente das gerações mais novas, como:

Falta de representatividade dos mais jovens no PT, que possui uma bancada na Câmara com média de idade próxima a 60 anos.

Ascensão de nomes de direita nas redes sociais, com linguagem que conversa mais com o perfil da nova geração.

Desemprego da população entre 16 e 24 anos, que atingiu 11,4%, valor bem acima dos 5,1% da média nacional.

Tentando reverter o cenário, nos últimos dias, o PT investiu quase R$ 400 mil em impulsionamento de posts no Instagram e Facebook.

Do ano passado para cá, o partido desembolsou mais de R$ 2 milhões com artistas e influencers para promover programas do governo.

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domingo - 19/04/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Comandar muitos é o mesmo que comandar poucos. Tudo é uma questão de organização.”

Sun Tzu

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 19/04/2026 - 15:26h

Paulo Maia

Por Honório de Medeiros

Da esquerda para a direita: Fred Câncio, Paulo Maia, Hélton, eu, Fernando Negreiros, Segundo Paula, Lenilson Fernandes, Anchieta Medeiros, Delevam Gurgel, Jânio Rêgo. Turma da Quarta Série Ginasial, 1972, Colégio Diocesano Santa Luzia, reunidos em 2011, Mossoró (Foto: Reproduçao)

Da esquerda para a direita: Fred Câncio, Paulo Maia, Hélton, eu, Fernando Negreiros, Segundo Paula, Lenilson Fernandes, Anchieta Medeiros, Delevam Gurgel, Jânio Rêgo. Turma da Quarta Série Ginasial, 1972, Colégio Diocesano Santa Luzia, reunidos em 2011, Mossoró (Foto: Reproduçao)

Paulo Maia dizia que era baixinho por minha culpa: eu tinha roubado o leite dele, quando recém-nascido.

Tudo porque eu nasci três dias depois do 23 de abril de 1958, no qual ele veio ao mundo, ambos na Maternidade Almeida Castro, em Mossoró.

Como mamãe não conseguia matar minha fome com seu pouco leite, valeu-se da generosidade da mãe dele, Manolita Pereira, que nos alimentou.

Manolita dizia que é minha mãe de leite. Eu respondo, sempre respondi, que eu e Paulo tínhamos que ser irmãos, estava escrito no livro da vida, e beijo a mão dela, reverente.

Entre idas e vindas, altos e baixos, seguimos próximos vida afora, sempre muito próximos.

Amigos desde a maternidade.

Um dia, eu lá pelas bandas de São João do Sabugi, no Seridó, em busca das misteriosas raízes genealógicas do meu avô paterno, acordei cedo, abri o celular, e li a devastadora notícia de sua morte.

Um baque.

Botei o carro na estrada e fui calado de lá até Mossoró, rasgando o centro do Estado, percorrendo um mundão de terra em um tempo que sequer vi passar.

Michaela respeitou meu silêncio.

Uma espécie de solidão amarga, ensimesmada, uma onda de tristeza que teimava em vir, tomou conta da gente.

Sensação de impotência. Solidão, tristeza e impotência.

Falam que há conforto na partida de alguém que lutou bravamente por dois anos contra essa maldita doença cujo nome amedronta tanto, que o abreviaram.

Pode ser. Sei que lutou ele, a esposa, filhos, a família toda, os amigos, os amigos dos amigos. Rezamos muito.

Luta vã.

Que seja feita a vontade de Deus.

Descansou, então, e por fim.

E a saudade?

Paulo, você se lembra daquele dia em Tibau no qual Antônio de Bé nos levou em sua jangada, começo da madrugada, para além da última visão de terra, como companheiros de pescaria?

Lembra das tardes de cerveja e Belchior, lá no Asfarn, em Natal?

Lembra dos veraneios em Tibau? Do jipe, das meninas, dos amigos comuns, das pescarias no Arrombado?

Do Diocesano e da turma da quarta série ginasial de 1972?

Lembra como decidimos, junto com Delevam, quem seria o padrinho de Paulinha?

Lembra daquele dia no qual fomos barrados na ACDP?

Lembra daquele dia… não, não, melhor não contar, não é?

Ê, Paulo, são tantas e tantas memórias.

Um dia eu conto para meus sobrinhos! As que eu puder, claro.

Paulo, aguarde aí. Um dia, chego.

Descanse em paz, meu irmão.

Estamos juntos!

Vou juntar as imagens desse tempo que passou tão rápido…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

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Categoria(s): Crônica
domingo - 19/04/2026 - 14:44h

Seu Pedro

Por Bruno Ernesto

Pedro Bezerra Sobrinho tem 95 anos e é um mestre em ofício que parece estar desaparecendo Foto: Bruno Ernesto)

Pedro Bezerra Sobrinho tem 95 anos e é um mestre em ofício que parece estar desaparecendo (Foto: Bruno Ernesto)

Pedro é atemporal. Tanto pode ser Seu Pedro, quanto Pedrinho. Mas chamo o meu de Dandão.

Do mais Pedro já foi pescador, apóstolo, navegador, ator, escultor, estudante e tantos outros.

Admiro tanto o significado deste nome, que é simbólico e ao mesmo tempo simples, que meu filho é Pedro.

Parece que simbólico, tive uma conversa reservada abaixo do altar principal e do Baldaquino de Bernini.

Os demais Pedros, encontro todos os dias; cada um com a sua importância e simbolismo.

Há um Pedro, todavia, com quem posso interagir e observar de uns anos para cá, e cuja a simplicidade e aparente fragilidade, me fazem, vez ou outra, passar à sua porta, nem que seja para dar um oi.

Exceto na hora da sua siesta.

Seu Pedro Bezerra Sobrinho é um senhor de noventa e cinco anos de idade.

Natural de Campo Grande/RN, foi criado no Sítio Laje, vizinho ao Sítio Chafariz, na zona rural de Mossoró.

Encontrei Seu Pedro enquanto procurava um sapateiro para consertar um sapato que estimo muito.

Nos fundos da Catedral de Santa Luzia, me apontaram o dedo em direção ao famoso beco das frutas.

-Ali, naquela esquina. Praticamente o último sapateiro da cidade.

-Fale alto, e pausado, que ele não escuta bem.

-É flamenguista.

Há mais de sessenta anos é sapateiro, está no atual há cinco anos.

Mora lá sozinho, num pequeno anexo, que muito me lembrou o anexo da casa de Anne Frank. Pelo menos a sensação que tive foi a mesma, quando vi um e outro.

Trabalha e mora no prédio, tem oito filhos, dos quais apenas seis vivos.

Nessa minha última visita, além do filho que o ajuda no ofício, o mais velho também estava lá, mas se despediu avisando que precisaria voltar para Natal.

Trabalhou muito tempo como vendedor da A Passarela, percorrendo o Vale do Jaguaribe (Russas), Paraíba e o próprio Rio Grande do Norte.

Falou com uma certa nostalgia que trabalhou para várias fábricas locais,  mas que a sola subiu de preço e a de borracha arruinou o mercado de vez.

-Entrou a sola de borracha, e veio o tênis. Acabou com tudo.

Fazia sapato por encomenda para os moradores de Mossoró, mas contou que a última encomenda foi há 40 anos.

Ficou viúvo há dezoito anos. Casou só 1 vez.

-Dá certo não!

Seu Pedro Bezerra é o Pedro que nos lembra a simplicidade da vida.

Apesar da longa estrada, ainda segue firme no ofício de sapateiro, rumando para os noventa e seis anos de idade no próximo dia treze de maio.

Não é que não se precise mais de sapateiros. O que precisamos é de mais Pedros.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 19/04/2026 - 10:34h

A conta que dá trabalho

Por Deborah Bizarria

Carteiras de trabalho (arte ilustrativa do Canal Meio)

Carteiras de trabalho (arte ilustrativa do Canal Meio)

Nos últimos meses, o debate sobre o mundo do trabalho voltou ao centro da política brasileira. A escala 6×1 e o trabalho por plataformas estão na agenda do Congresso e do governo, embora a discussão sobre pejotização esteja paralisada no Supremo. À primeira vista, parecem discussões distintas. Na prática, elas esbarram no mesmo problema: em um país marcado por informalidade alta, renda instável e proteção desigual, mudar a regra não basta para garantir que ela alcance a maioria dos trabalhadores.

Então, para além de conversarmos sobre como repartir a riqueza existente, também precisamos considerar quais são as condições que permitem ampliá-la de forma duradoura. Quando economistas falam obsessivamente sobre produtividade, a preocupação vem dessa tentativa de entender por que algumas sociedades conseguem sustentar salários mais altos, mais proteção aos trabalhadores e mais oportunidades, enquanto outras seguem marcadas por baixa renda, informalidade e relações de trabalho mais frágeis.

Produtividade é a medida desse processo de enriquecimento: quanto valor se gera por trabalhador ou por hora trabalhada. Ela depende de qualificação, gestão, tecnologia, organização do processo produtivo, capital físico e instituições. Durante muito tempo, porém, a explicação da riqueza de uma sociedade passou sobretudo pela acumulação de trabalho e capital. No exercício clássico de Robert Solow para os Estados Unidos, apenas cerca de um oitavo do aumento do produto por hora entre 1909 e 1949 podia ser atribuído ao aumento de capital por trabalhador; o restante aparecia como mudança técnica, isto é, um ganho de eficiência não explicado pela maior quantidade de insumos.

Ou seja, dizer que a produtividade brasileira é baixa, portanto, não é dizer que o trabalhador brasileiro se esforça pouco. É dizer que a sociedade usa mal trabalho, capital, tecnologia e gestão. Entre 1981 e 2022, a renda per capita cresceu 0,9% ao ano, enquanto a produtividade por hora avançou apenas 0,5%; boa parte do crescimento de renda foi sustentada pela maior participação da população em idade ativa, um impulso demográfico que não se repete indefinidamente. Ao debater jornada, formalização, pejotização ou plataformas, convém compreender em que condições esses direitos se tornam viáveis e abrangentes numa economia heterogênea marcada por desigualdades persistentes.

Uma das formas de se aumentar a produtividade é por meio da educação, seja aumentando os anos de estudo via universidade e formação técnica, seja através da melhoria da qualidade. Claro que a educação básica importa não só por dignidade e autonomia, mas porque amplia a capacidade de ler, escrever, resolver problemas e desenvolver todas as potencialidades. O Brasil avançou muito no acesso e praticamente universalizou a entrada das crianças na escola. O problema é que estar na escola não virou aprendizagem na mesma proporção. No Pisa 2022, o país ficou em torno do 65º lugar em matemática, 52º em leitura e 62º em ciências, entre 81 participantes. Então, conseguimos colocar quase todos na escola, mas ainda entregamos uma formação básica fraca demais para sustentar ganhos mais consistentes de renda para os jovens e suas famílias.

Outro canal de melhoria está na qualidade das instituições. A literatura de Daron Acemoglu, Simon Johnson e James Robinson mostrou que diferenças de desenvolvimento não decorrem apenas de mais trabalho, mais capital ou mais escolaridade, mas da qualidade das regras que organizam a vida econômica. Quando direitos de propriedade são frágeis, contratos são pouco previsíveis, o Estado regula mal ou concede privilégios, investir, inovar e contratar se torna menos atraente. Robert Hall e Charles Jones organizaram esse argumento ao tratar essas condições como parte da “infraestrutura social” que torna a atividade produtiva mais ou menos vantajosa. Isto é, segurança jurídica, qualidade regulatória e clareza tributária não são detalhes técnicos. Quando não funcionam bem, travam a possibilidade de empresas surgirem e novos empregos aparecerem.

Acesso e desenvolvimento de tecnologia também entram nessa conta. Mercados mais abertos tendem a pressionar firmas a se adaptar, incorporar métodos mais eficientes e abandonar práticas menos produtivas. No Brasil, a abertura comercial dos anos 1990 foi um dos choques que empurraram esse tipo de ajuste. Seus efeitos não foram uniformes, mas ajudam a mostrar que a produtividade também depende do ambiente competitivo em que as empresas operam. Em alguns casos, esse tipo de mudança teve inclusive efeitos distributivos relevantes. Guilherme Hirata mostra que o aumento da concorrência reduziu o diferencial salarial entre trabalhadores brancos e negros no Brasil, sugerindo que mercados mais fechados e concentrados podem preservar ineficiências que não são apenas econômicas, mas também distributivas.

Um mercado de trabalho dividido

O mercado de trabalho brasileiro chegou a 2025 aquecido, com taxa anual de desocupação de 5,6% — a menor da série iniciada em 2012 —, encerrando o quarto trimestre em 5,1%. Nem por isso deixou de ser um mercado segmentado: a informalidade ainda atingia 37,6% da população ocupada ao fim do ano, e mesmo entre os empregados do setor privado, 25,6% seguiam sem carteira assinada.

A informalidade não aparece só entre empresas inteiramente fora do sistema, na chamada margem extensiva, como aponta o pesquisador Gabriel Ulyssea em um estudo do Ipea. Ela também aparece dentro de firmas formalizadas, que mantêm parte da força de trabalho sem a proteção correspondente. Isso significa que aqui não separamos apenas o informal está também no interior das próprias empresas, o que faz com que a cobertura da legislação seja desigual mesmo dentro de um mercado aparentemente organizado. Nesse contexto, ampliar direitos no papel não produz automaticamente ampliação equivalente de proteção na prática.

Esse retrato enquadra o debate atual sobre a escala 6×1. Na Câmara, a PEC 221/2019 recebeu parecer favorável à admissibilidade na CCJ, mas a votação foi adiada por pedido de vista. Ela prevê reduzir a jornada das atuais 44 para 36 horas semanais em dez anos. Em paralelo, o governo Lula enviou o PL 1838/2026, em regime de urgência, reduzindo a jornada legal para 40 horas semanais, garantindo dois descansos remunerados por semana e vedando redução salarial. Dado o provável custo político de se opor ao projeto, é razoável supor que algo nessa linha seja aprovado. Mas o que levar em conta para que a mudança faça sentido num mercado com tantas desigualdades?

Há uma razão substantiva para que a revisão da 6×1 mobilize apoio. Tempo fora do trabalho não é apenas lazer: é descanso, cuidado, estudo e recuperação física e mental. A defesa da mudança parte da ideia de que uma economia melhor também depende de trabalhadores menos exaustos e com mais controle sobre o próprio tempo. O problema é que esse ganho potencial não opera no vazio: seus efeitos dependem do desenho da política, da transição e da estrutura do mercado em que ela incide.

De um lado, em coluna no Valor, o economista Naercio Menezes Filho argumentou que a redução de 44 para 40 horas não deve ser tratada como sinônimo automático de desemprego ou retração econômica. Ele se apoia em nota técnica recente do Ipea, assinada por Felipe Pateo, Joana Melo e Juliana Círiaco, segundo a qual a mudança para 40 horas elevaria em média em 7,84% o custo do trabalho celetista, mas com impacto inferior a 1% do custo operacional em grandes setores empregadores, como indústria e comércio. Na coluna, Naércio também recupera a experiência brasileira de 1988, analisada pelo estudo dele próprio com Gustavo Gonzaga e José Márcio Camargo, que concluiu que a redução constitucional de 48 para 44 horas diminuiu a jornada efetiva, elevou o salário real horário e não teve efeito negativo sobre o emprego no curto prazo.

De outro, o também economista Gabriel Ulyssea sustentou, em artigo no Globo, que a versão mais ambiciosa da mudança, de 44 para 36 horas em arranjo de 4×3, sem redução salarial, pode produzir o efeito oposto ao desejado. Em um contexto onde a informalidade já atravessa inclusive empresas formalizadas e 68% das empresas são de pequeno porte, uma redução brusca da jornada pode aumentar fortemente o custo do trabalho formal e empurrar o ajuste para a margem menos protegida do mercado. Esse processo ocorreria por meio de demissões, maior rotatividade, compressão salarial na entrada e mais informalidade.

A literatura internacional reforça essa necessidade de separar o desejo legítimo de melhorar a qualidade de vida do trabalhador do desenho institucional concreto da política. Na pesquisa de Marcello Estevão e Filipa Sá sobre a França, a redução de 39 para 35 horas não teve efeito significativo sobre o emprego agregado, mas aumentou a rotatividade e levou parte dos trabalhadores diretamente afetados a buscar segundos empregos ou a migrar para firmas menores, sugerindo que a política restringiu escolhas em vez de apenas ampliar bem-estar. Isso não prova que uma redução de jornada fracassará no Brasil. Mostra apenas que o efeito depende da transição, da capacidade de organizar escalas, do porte das firmas e, no caso brasileiro, do peso da informalidade.

A segmentação também atravessa as zonas cinzentas criadas pela pejotização, pelo MEI e pelo trabalho por plataformas. Tratar esses arranjos como se fossem uma coisa só atrapalha. O mesmo rótulo pode encobrir fraude trabalhista, arbitragem entre regimes jurídicos e tributários distintos ou arranjos que, embora incompletos, são de autonomia.

Arte ilustrativa

Discussão da folga maior é complexa, longe da simplificação do contra ou a favor que uma banda partidária quer impor (Arte ilustrativa)

Há, sem dúvida, casos em que a pejotização é apenas uma forma de mascarar a relação de trabalho e subordinação. A distinção jurídica continua sendo: quando há pessoalidade, habitualidade, onerosidade e subordinação, a contratação como pessoa jurídica não muda a natureza do vínculo. O aumento do contencioso indica que esse problema está longe de ser irrelevante. Com base nas estatísticas do CNJ, as ações trabalhistas pedindo reconhecimento de vínculo passaram de 167 mil em 2020 para 443 mil em 2024. Ou seja, tem muita gente trabalhando fora das regras por necessidade e imposição do empregador.

Ao mesmo tempo, a fraude não dá conta do processo de pejotização por completo. Em artigo, Nelson Marconi mostra que os trabalhadores por conta própria com CNPJ tinham escolaridade média mais alta: 34% dos pejotizados tinham nível superior ante 23% entre os celetistas. No mesmo estudo, Marconi mostra que a remuneração média dos trabalhadores com CNPJ supera a dos empregados com carteira em vários segmentos, inclusive em áreas como mídias, atividades profissionais, científicas e técnicas e educação. Assim, existe um segmento mais qualificado, mais bem pago e concentrado em ocupações de projeto, consultoria, aula, parecer ou produção intelectual. Nesses casos, a escolha entre renda maior acompanhada de flexibilidade e cobertura menor de direitos sociais pode ser realmente livre, e não apenas imposição patronal.

A própria sondagem do FGV IBRE sobre trabalhadores por conta própria aponta nessa direção: 67,7% disseram que gostariam de ter carteira assinada, 55% podem ser classificados como autônomos por opção e 44,9% afirmaram não saber ao certo quanto ganharão no mês seguinte. O regime do MEI reforça essa ambiguidade. De acordo com o Sebrae, 76% dos microempreendedores individuais têm na atividade empresarial sua única fonte de renda e 33% estavam na informalidade antes da formalização. Ou seja, o MEI serviu, em parte, como porta de entrada para a formalidade, mas também criou uma moldura jurídica barata que pode ser usada tanto por empreendedores genuínos quanto por empresas que desejam deslocar custos e riscos para o trabalhador.

O trabalho por plataformas também é reflexo dessa complexidade. Como observa a OIT, a gestão algorítmica passou a organizar, distribuir, monitorar, supervisionar e avaliar o trabalho. O trabalhador até mantém alguma margem para decidir quando se conectar, mas os elementos centrais da coordenação continuam nas mãos da plataforma. Por isso, a relação não cabe bem nem na ideia de autonomia plena nem na noção clássica de subordinação.

O quadro das empresas ganha outra dimensão no caso brasileiro, como mostram Nicholas Bloom e John Van Reenen. Parte das diferenças sobre a efetividade da gestão entre países decorre da presença de uma parcela expressiva de firmas mal geridas. Temos aqui uma grande fatia de empresas muito ineficientes, então, dado o contexto, a expansão de vínculos cinzentos não resulta apenas de inovação organizacional. Ela também reflete empresas que, diante de custos elevados, baixa capacidade gerencial e regras rígidas, buscam saídas laterais de contratação. Daí por que uma resposta regulatória única tende a errar o alvo: fraude exige coibição, arbitragem tributária exige revisão de incentivos, e vínculos descontínuos exigem formas de proteção compatíveis com essa realidade.

Uma agenda de produtividade

No fim, o ponto não é só mudar a regra trabalhista, mas criar as condições para que ela possa valer para mais gente. Num mercado de trabalho segmentado, a proteção tende a alcançar com mais força quem já está em posições mais estáveis e a chegar de forma mais fraca a quem circula entre informalidade, ocupações precárias e renda irregular. Por isso, a discussão sobre jornada, vínculo e direitos precisa desembocar em outra pergunta: que agenda econômica torna essas mudanças sustentáveis fora de um grupo restrito?

Parte da resposta passa pela educação, mas não por uma visão mecânica de escolaridade. Como mostram Eric Hanushek e Ludger Woessmann, anos de estudo dizem pouco quando não vêm acompanhados de aprendizagem real e habilidades cognitivas. Isso ajuda a entender por que o avanço educacional brasileiro não se converteu automaticamente em ganho sistêmico de produtividade. Melhorar a escola continua sendo central, mas com foco em qualidade e em desenvolvimento de habilidades relevantes para o mundo do trabalho.

Também é preciso um ambiente econômico mais favorável ao investimento e à adaptação produtiva. Isso inclui regras mais claras, menos insegurança jurídica, sistema tributário menos confuso, abertura maior à concorrência, incorporação de tecnologia e difusão de inovação. Sem esses elementos, a economia reage pior a mudanças regulatórias, e a distância entre o direito formal e sua aplicação concreta tende a continuar grande.

Há ainda uma frente decisiva para quem está mais distante do mercado de trabalho estável: a inclusão produtiva. O trabalho de Abhijit Banerjee, Esther Duflo e coautores mostra que políticas que combinam transferências de renda, ativos produtivos, capacitação e acompanhamento podem gerar efeitos sobre renda e capacidade de gerar meios de vida. Afinal, para muitos trabalhadores, proteção e formalização dependem antes de tudo da possibilidade concreta de sobreviver muito antes de encontrar bons empregos ou criar pequenos negócios.

No fim, a agenda do trabalho não se sustenta sem uma agenda de produtividade mais ampla. Isso envolve educação que gere aprendizagem, ambiente de negócios menos hostil, segurança jurídica, tecnologia e inclusão produtiva para quem hoje só encontra espaço em vínculos frágeis. A pergunta, então, é política: quem está disposto a defender esse pacote mais completo, e que coalizão é capaz de levá-lo adiante?

Deborah Bizarria é economista pela UFPE e especialista em gestão pública no Insper. Estudou economia comportamental na Warwick University (Reino Unido)/Do Canal Meio especial para o BCS

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domingo - 19/04/2026 - 09:26h

O uso da Inteligência Artificial nas eleições

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

Ao longo do tempo as campanhas eleitorais foram se modificando, acompanhando as mudanças da sociedade. Se, noutros tempos, as campanhas eram realizadas somente nas ruas, no corpo a corpo, no contato pessoal com o eleitor, hoje, as batalhas são travadas com mais ênfase nas redes sociais.

É no mundo virtual que candidatos se tornam conhecidos, ou cancelados, para usar um termo em voga. Diante dessas vicissitudes, a Justiça Eleitoral tem se desdobrado para acompanhar essa evolução social, editando Resoluções condizentes com a era tecnológica na qual vivemos.

Nesse sentido, a Resolução n. 23.755/26, dispõe que “a utilização na propaganda eleitoral, em qualquer modalidade, de conteúdo sintético multimídia gerado por meio de inteligência artificial ou tecnologia equivalente para criar, substituir, omitir, mesclar ou alterar a velocidade ou sobrepor imagens ou sons, impõe ao responsável pela propaganda o dever de informar, de modo explícito, destacado e acessível, que o conteúdo foi fabricado ou manipulado e qual tecnologia foi utilizada”.

Esclareça-se que conteúdos sintéticos são mídias, como textos, áudios, vídeo, imagens, softwares, gerados por Inteligência Artificial (IA), sem a participação direta do ser humano. A técnica do deepfake, na qual se criam conteúdos falsos, é uma realidade. Aliás, não é novidade que as mentiras e ofensas trocadas entre candidatos sempre foram marca registrada nas campanhas eleitorais, da era analógica a digital.

Assim, “ficam vedadas a publicação e a republicação, ainda que gratuitas, bem como o impulsionamento pago de novos conteúdos sintéticos produzidos ou alterados por inteligência artificial ou por tecnologias equivalentes que utilizem imagem, voz ou manifestação de candidata ou candidato ou de pessoa pública, mesmo que rotulados e em conformidade com as demais exigências deste artigo, no período compreendido entre as 72 (setenta e duas) horas que antecedem e as 24 (vinte e quatro) horas que sucedem o término do pleito”.

Com efeito, não se pode negar a influência da IA no mundo atual, sendo uma realidade inescapável da vida contemporânea. Reputações podem ser construídas, no entanto, muito mais rápido é a desconstrução da honra e imagem das pessoas, sobretudo, dos candidatos, que são expostos diariamente. Imagine-se a modificação de um vídeo de um determinado candidato, alterando-se o conteúdo de suas palavras. Pode ser “fatal” para a sua campanha.

Como bem salientou uma matéria da revista Veja: “fato é que a mentira, elemento intrínseco à estratégia eleitoral desde os primórdios da política, alcança novos patamares de potencial nocivo com a proliferação dos deepfakes. Sem mecanismos eficientes de controle e conscientização, não há nenhuma barreira para que agentes mal-intencionados tentem sequestrar o debate político e colher frutos nas urnas”.

No mesmo sentido, foram as palavras do professor Conrado Hübner Mendes: “o objetivo não é comunicar ideias ou fatos, apenas instigar a emoção tribal, a pulsão de pertencer a um grupo. Não está preocupado com pensar e argumentar, apenas a sentir e agredir”.

Por fim, destaque-se que a violação do que está disciplinado na referida Resolução no tocante ao uso da IA poderá ensejar a adoção de medidas coercitivas destinadas a assegurar a efetividade da ordem judicial, inclusive, a fixação de multa diária.

A Justiça Eleitoral, certamente, terá muito trabalho.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

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