terça-feira - 13/10/2026 - 18:30h
Pesquisa Inter TV/Quaest

Allyson Bezerra tem 45% e Cadu de Lula 42% ao Governo do RN

Allyson e Cadu disputam o governo do RN (Foto: Augusto César Gomes/G1 RN)

Allyson e Cadu disputam o governo do RN (Foto: Augusto César Gomes/G1 RN)

Do G1 RN

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (13) mostra como está a disputa pelo governo do Rio Grande do Norte no segundo turno. O levantamento foi encomendado pela Inter TV.

Esta é a primeira rodada da pesquisa desde a definição dos candidatos que avançaram ao segundo turno, no dia 4.

A votação será no dia 25 de outubro. Na data, eleitores em todo o país e no exterior também decidirão o segundo turno da eleição presidencial, entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).

Pesquisa Estimulada

Allyson (União): 45%

Cadu de Lula (PT): 42%

Em branco/nulo/nenhum: 7%

Não sabe: 6%

Para 83% dos eleitores ouvidos no levantamento, a escolha do candidato é definitiva. Outros 17% dizem que ainda podem mudar o voto até o segundo turno.

Pesquisa Espontânea

Veja agora a pesquisa espontânea, em que os eleitores respondem sem ter acesso a uma lista de candidatos.

Allyson (União): 38%

Cadu de Lula (PT): 35%

Em branco/nulo/nenhum: 3%

Não sabe: 24%

A Quaest ouviu 1.098 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é RN-03210/2026.

Avaliação e aprovação do governo

A pesquisa divulgada nesta terça (13) também mediu a avaliação e a aprovação do governo Fátima Bezerra (PT).

Segundo a pesquisa Quaest, 42% dos eleitores consideram a gestão Fátima Bezerra negativa e 25% consideram positiva.

Avaliação da gestão Fátima Bezerra

Negativa: 42%;

Regular: 29%;

Positiva: 25%;

Não sabe: 4%.

Trabalho de Fátima Bezerra como governadora

A Quaest também perguntou aos eleitores qual a avaliação sobre o trabalho de Fátima Bezerra como governadora. Veja os resultados:

Desaprova: 55%;

Aprova: 38%;

Não sabe: 7%.

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terça-feira - 13/10/2026 - 18:24h
Segundo turno

Prefeito de Natal e 23 vereadores anunciam apoio a Allyson-Hermano

Allyson e Hermano receberam maciço apoio comandado por  Freire (Foto: Assessoria)

Allyson e Hermano receberam maciço apoio comandado por Freire (Foto: Assessoria)

O prefeito natalense Paulinho Freire (UB), ao lado da deputada federal eleita Nina Souza (PL), sua mulher, vereadora em Natal, anunciou à tarde desta terça-feira (13) que seu grupo político apoia Allyson Bezerra (UB), da Coligação Esperança e Trabalho, ao Governo do RN, bem como o vice Hermano Morais (MDB). No primeiro turno, o governismo natalense esteve na campanha do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL).

“Conversando com a nossa base aliada, todos os vereadores concordaram que o nosso caminho seria Allyson, porque ele tem compromisso com a nossa cidade. A gente precisa de um governador que seja parceiro da capital, e Allyson se comprometeu com isso”, declarou o prefeito ao lado de 23 dos 29 vereadores de Natal, além de dois suplentes.

A chegada do prefeito e da bancada amplia a presença política de Allyson em Natal e faz parte de uma série de novos apoios recebidos após o primeiro turno. Prefeitos, vice-prefeitos, parlamentares e lideranças de diferentes regiões vêm se somando à campanha.

Allyson celebrou a adesão e reafirmou o compromisso de manter uma relação municipalista, com repasses em dia, diálogo e parceria com as prefeituras.

“Nossa campanha está crescendo com a chegada de lideranças de todo o estado. Vamos governar em parceria com os municípios, respeitar os repasses obrigatórios e ajudar cada gestor a entregar melhores resultados à população. Nesta quarta-feira (14), estaremos nas ruas de Natal com o prefeito Paulinho e esse time de vereadores”, afirmou Allyson.

Vereadores governistas

– Aldo Clemente (PSDB)
– Anne Lagartixa (PL)
– Camila Araújo (PL), eleita deputada estadual
– Cláudio Custódio (Progressistas)
– Cleiton da Policlínica (PSDB)
– Daniell Rendall (Republicanos)
– Daniel Santiago (Progressistas)
– Eribaldo Medeiros (Rede)
– Eriko Jácome (PSDB)
– Fúlvio Saulo (Solidariedade)
– Herberth Sena (PV)
– Irapoã Nóbrega (Republicanos)
– João Batista Torres (DC)
– Kleber Fernandes (Republicanos)
– Léo Souza (PSDB)
– Luciano Nascimento (PSD)
– Nina Souza (PL), eleita deputada federal
– Pedro Henrique (Progressistas)
– Preto Aquino (Podemos)
– Robson Carvalho (União Brasil), eleito deputado estadual
– Subtenente Eliabe (PL)
– Tércio Tinôco (União Brasil)
– Tony Henrique (PL)

Paulinho Freire e Allyson têm programação definida para essa quarta-feira (Foto: Assessoria)

Paulinho Freire e Allyson têm programação definida para essa quarta-feira (Foto: Assessoria)

Suplentes:

– Felipe Alves (União Brasil)
– Leila Maia (União Brasil)

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
terça-feira - 13/10/2026 - 17:24h
Embargos de declaração

Cabo Deyvinson consegue suspender provisoriamente sua cassação

Deyvison perdeu o mandato em decisão do TRE no último dia 6 (Foto: CMM)

Deyvison perdeu o mandato em decisão do TRE no último dia 6 (Foto: CMM)

Por decisão do desembargador eleitoral Eduardo Pinheiro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), o vereador  mossoroense Deyvison Thalles Martins do Nascimento (PL), o “Cabo Deyvison”, assegurou nesta terça-feira (13) o direito a permanecer provisoriamente no mandato na Câmara Municipal de Mossoró. O legislativo mossoroense já foi cientificado e emitiu Nota à Imprensa:

Nota à Imprensa

A Câmara Municipal de Mossoró informa que foi intimada, na tarde desta terça-feira (13), da decisão proferida pelo Desembargador Eleitoral Eduardo Pinheiro, que julgou os Embargos de Declaração interpostos no Processo nº 0600164-41.2026.6.20.0000, deferindo pedido incidental de tutela de urgência para suspender a eficácia do acórdão que determinou a perda do mandato do vereador Cabo Deyvison (PL).

A decisão também suspendeu os efeitos dos atos decorrentes do acórdão, efetivados por meio do Ato da Mesa Diretora nº 14/2026, publicado na sexta-feira (9), e do Ato da Presidência nº 11/2026, lido em Plenário nesta terça-feira (13), que declarou a extinção do mandato parlamentar e convocou o suplente para posse.

Diante da nova decisão, a Câmara Municipal de Mossoró informa que publicará, ainda nesta terça-feira (13), os atos administrativos necessários para assegurar o reestabelecimento do vereador Cabo Deyvison no exercício do mandato, em estrita observância à determinação da Justiça Eleitoral.

Cabo Deyvison foi cassado por infidelidade partidária terça-feira (6) – veja AQUI – em processo aberto pelo MDB, legenda pela qual se elegeu em 2024. Transferiu-se ano passado para o Partido Liberal (PL), sem que recebesse aval da legenda. Na sexta-feira (9), a Câmara Municipal de Mossoró declarou extinto o mandato de Deyvison (veja AQUI), para substitui-lo por Yan Granjeiro (MDB), seu suplente.

A Defesa pediu “em caráter de urgência e sem prévia oitiva da parte contrária, a suspensão da eficácia executória do acórdão e dos atos dele decorrentes, inclusive do Ato da Mesa Diretora nº 14/2026, até o julgamento dos embargos de declaração; a comunicação imediata à Câmara Municipal de Mossoró/RN para sustar o afastamento do parlamentar e a convocação ou posse do suplente, assegurando sua manutenção ou, caso já afastado, seu restabelecimento no mandato; ou, subsidiariamente, a suspensão pelo tempo necessário à apreciação colegiada dos embargos, com posterior intimação do embargado e da Procuradoria Regional Eleitoral.”

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terça-feira - 13/10/2026 - 15:50h
RN

MP Eleitoral investiga mais de cem denúncias sobre as eleições

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN) recebeu 86 denúncias somente no primeiro turno das Eleições 2026, além de outras 47 que já chegaram desde então, totalizando 133 notícias de fato já registradas até 13 de outubro. O trabalho dos procuradores e promotores eleitorais continua e não se encerrará com o fim do segundo turno, próximo dia 25.

O objetivo é fazer cumprir as regras e garantir que os eleitores possam escolher seus candidatos sem pressão, ameaças ou compra de votos.

A atenção do MP Eleitoral está voltada para todos os tipos de irregularidades na campanha e na votação, indo desde a propaganda eleitoral indevida, até o uso da máquina pública. “O papel do Ministério Público Eleitoral é garantir que cada eleitor vote com liberdade. A participação da sociedade, por meio das denúncias, é fundamental para isso”, afirma o procurador regional eleitoral, Fernando Rocha.

Focos

Entre as principais preocupações do MP Eleitoral está o combate à compra e à venda de votos. Para coibir essa prática, o órgão atua em conjunto com a Justiça Eleitoral e as forças de segurança, incluindo as polícias Militar, Civil, Federal e Rodoviária Federal. O trabalho pode envolver rondas, diligências e coleta de informações e provas para esclarecer os fatos e identificar os responsáveis por possíveis irregularidades.

A Procuradoria Regional Eleitoral também atua a partir de recomendações que orientam candidatos e partidos, além de agentes públicos e a sociedade em geral, sobre o que é permitido e o que é proibido durante a campanha. Esse trabalho busca impedir práticas que possam influenciar indevidamente a decisão dos eleitores, como ameaças, pressão no ambiente de trabalho e oferta de vantagens em troca de apoio.

Canais

Quem presenciar uma possível irregularidade pode comunicar o fato ao Ministério Público Eleitoral por meio do MPF Serviços ou pelas Salas de Atendimento ao Cidadão. Para entender melhor quais condutas podem ser consideradas ilícitos e crimes eleitorais você pode acessar esta página.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
terça-feira - 13/10/2026 - 10:38h
Justiça Eleitoral

Presidente do TSE leva poder para o centro da campanha presidencial

Nunes Marques está no epicentro de mais polêmica (Foto: Luís Roberto/TSE)

Nunes Marques está no epicentro de mais polêmica (Foto: Luís Roberto/TSE)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi empurrado no feriadão para o centro de uma polêmica na campanha eleitoral por atos de seu presidente, o ministro Kassio Nunes Marques. No domingo, atendendo a um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele determinou a retirada do ar do canal no WhatsApp “Exército do Lula”, que já conta com 4 milhões de membros e foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG) em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suposta divulgação de notícias falsas.

Ao fazer isso, Nunes Marques atropelou o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do TSE e relator da ação de Flávio, que no sábado havia dado um prazo de 72 horas para que o senador prestasse novas informações. No início da noite de domingo, Cueva anulou a decisão de Nunes Marques, numa decisão classificada por Flávio como “complacência com fake news”. (UOL)

Na segunda-feira, Kassio Nunes Marques voltou à carga, determinando que a área técnica do TSE investigasse o “Exército de Lula” em busca das notícias falsas denunciadas pelo candidato do PL, mas os técnicos não encontraram esse conteúdo, embora apontassem “riscos eleitorais” e preocupação com a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno das eleições. O presidente do TSE também tirou de circulação um jornal produzido pelo Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, Goiás e Distrito Federal, que comparou os programas de Lula e Flávio Bolsonaro. Questionado sobre o impasse, Lula criticou as decisões, dizendo que o presidente do TSE “não pode ter lado”. Nunes Marques e André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral, foram indicados ao STF por Jair Bolsonaro. (g1)

Com a polêmica e sob a acusação de falta de isonomia no TSE, Nunes Marques convocou para hoje uma reunião com representantes das campanhas de Lula e de Flávio. Desde 5 de outubro, o tribunal recebeu ao menos 85 ações com pedidos de remoção de conteúdos produzidos pelo adversário. Levantamento do UOL aponta que as decisões da Corte eleitoral são mais rápidas em favor de Flávio Bolsonaro do que de Lula. (UOL)

E deputados do PT encaminharam ao presidente do STF, Edson Fachin, um pedido de investigação de Nunes Marques por suposto envolvimento com o escândalo do Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro. (CNN Brasil)

A sequência de decisões de Nunes Marques provocou incômodo em uma ala de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, eles avaliam que o presidente da Corte está engajado na campanha de Flávio Bolsonaro. Em agosto, o ministro foi criticado por censurar uma pesquisa Atlas/Bloomberg apontando a queda do candidato do PL após a divulgação de que ele pediu dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. (Folha)

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terça-feira - 13/10/2026 - 09:00h
Vamos aos fatos

TSE mantém reeleição de Ivanilson Oliveira a deputado estadual

Notícias inverídicas apontam que Ivanilson Oliveira perderia mandato para Walter Alves (Foto: Arquivo do BCS/2025)

Notícias inverídicas apontam que Ivanilson Oliveira perderia mandato para Walter Alves (Foto: Arquivo do BCS/2025)

Em meio a dezenas, centenas e milhares de notícias falsas que estão sendo pulverizadas por setores da imprensa e redes sociais, temos mais uma: não procede que a Justiça Eleitoral substituirá a eleição do atual deputado estadual Ivanilson Oliveira (PV), o que favoreceria o vice-governador Walter Alves (MDB), com ingresso na Assembleia Legislativa do RN (ALRN) a partir de 2027.

Em questão, o registro de candidatura do “Professor Emerson” (Emerson Ricardo Araújo de Melo), que obteve 3.922 votos no MDB. Ficou sub judice e seus votos não foram computados à legenda – veja AQUI.

Julgamento do RECURSO ORDINÁRIO ELEITORAL (11550) Nº 0600394-83.2026.6.20.0000 (PJe) ocorreu no Tribunal Superior Eleitoral  (TSE) dia 3 de outubro, não alterando quadro de eleitos e o total de votos obtidos pelo MDB. A decisão saiu do ministro-relator Sebastião Reis Júnior. A inelegibilidade do Professor Emerson foi apontada numa Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC), pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) no RN. Ele obteve o registro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), mas o MPE recorreu ao TSE.

Votos

O MDB somou 142.981 votos nas eleições do dia 4 passado. Foram 2.702 para legenda e 140.279 para os seus candidatos que tiveram registro de candidatura deferidos pelo judiciário eleitoral.

Portanto, a reeleição de Ivanilson Oliveira está mantida e segue “imexível.” Contudo, a matéria cabe recurso da parte que se sente prejudica, Professor Emerson.

Ivanilson Oliveira, natural de Baraúna e reeleito para segundo mandato, obteve vitória na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), que fez sete deputados estaduais. Ele ficou no último lugar da lista da federação, mas conseguiu êxito:

Francisco do PT – 62.660 votos (3,23%) – Reeleito

Kaline de Dr. Bernardo (PV) – 61.905 votos – (3,19%) – Eleita

Isolda Dantas (PT) – 60.239 votos ( 3,10%) – Reeleita

Divaneide Basílio (PT) – 59.680 votos (3,07%) – Reeleita

Daniel Valença (PT) – 52.099 votos (2,68%) – Eleito

Eudiane Macedo (PV) – 48.489 votos (2,50%) – Reeleita 

Ivanilson Oliveira (PV) – 47.831 votos (2,46%) – Reeleito 

O MDB elegeu apenas um deputado. Foi “Bibiano” (Josivan Bibiano de Azevedo), ex-prefeito de Serra do Mel, com 49.038 votos. O primeiro suplente é justamente Walter Alves, com 44.217 votos.

Nota do BCS – Todas as informações que passamos nesta matéria estão baseadas em dados oficiais abertos e públicos. Dedicamos considerável tempo à pesquisa e a checagens diversas. Nada de achismo ou “ouvi dizer”, muito menos somos movidos por má-fé dirigida ou desejo de engajamento de seguidores/internautas em plataformas virtuais. É cansativo, mas é parte do ofício. Mesmo assim ainda estamos sujeitos a deslizes. Não somos infalíveis.

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
terça-feira - 13/10/2026 - 04:30h
Reitoria

Campanha Meu Melhor Natal da Uern tem lançamento hoje

Banner de divulgação da campanha (Reprodução)

Banner de divulgação da campanha (Reprodução)

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) lança na próxima terça-feira (13), a 28ª edição da Campanha Meu Melhor Natal. A iniciativa, desenvolvida há quase três décadas, reforça o compromisso social da Uern e estreita os laços com a comunidade.

O lançamento será realizado às 15h, no pátio da Reitoria da Uern. Neste ano, a campanha traz como tema “Tempo de brincar”, incentivando a doação de bolas.

“Temos muito orgulho dessa campanha. Para além do brinquedo, levamos a mensagem da importância da educação e do acolhimento. Será uma campanha linda e, com o apoio da comunidade, vamos ultrapassar a meta”, afirmou a reitora Cicília Maia.

O período de arrecadação das bolas será de 13 de outubro a 30 de novembro, já as entregas serão de 01 a 11 de dezembro. A meta é atender 3.500 crianças de creches e escolas localizadas próximo aos Campi da Uern.

Em 28 anos, a campanha já beneficiou mais de 70 mil crianças de Mossoró e região com a doação de brinquedos. A campanha Meu Melhor Natal é um compromisso de responsabilidade social, que leva alegria e esperança para milhares de crianças.

A campanha é organizada pela Pró-reitoria de Gestão de Pessoas (PROPEG) e conta com o apoio de diversos setores da Uern, da sociedade e de entidades parceiras.

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segunda-feira - 12/10/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“Aprenda a dizer não. Será melhor para você do que aprender latim.”

Charles Spurgeon

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
segunda-feira - 12/10/2026 - 23:46h
Primeiro turno

Nordeste é reduto do PT, mas Flávio ampliou votação

Foto ilustrativa de urna eletrônica

Foto ilustrativa de urna eletrônica

Em todo o Nordeste, a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) só ganhou em 23 municípios, nas eleições no primeiro turno – dia 4 passado. Dezesseis deles em Alagoas, incluindo a capital Maceió.

Ao todo, a região possui 1.794 municípios (veja boxe mais abaixo).

Cá entre nós: no RN, apenas em dois dos 167 municípios – Parnamirim e Galinhos – ele obteve vitória sobre os demais adversários, especialmente Lula da Silva (PT). Parnamirim: Flávio empalmou 50,9% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) alcançou 42,1%. Galinhos: Flávio registrou 48,3% dos votos válidos contra 46,2% de Lula. Veja AQUI o resultado geral no RN.

Mesmo assim, o candidato do PL obteve uma redução importante no peso eleitoral favorável historicamente ao adversário.

Lula somou 21.494.584 votos no Nordeste em 2026. Em 2022, havia recebido 21.753.139, quando foi eleito presidente pela terceira vez, derrotando Jair Bolsonaro (PL), que presidia o país. São 258.555 votos a menos, uma queda de 1,19%.

Flávio Bolsonaro avançou em relação ao desempenho do pai dele, Jair Bolsonaro (PL), na região. O filho recebeu 10.398.973 votos no Nordeste neste primeiro turno, contra 8.787.394 obtidos por Bolsonaro em 2022.

Representam 1.611.579 votos a mais para o candidato do PL, um crescimento de 18,3% em relação à votação de Jair Bolsonaro quatro anos antes.

Total de municípios no Nordeste

Bahia (BA): 417 municípios

Piauí (PI): 224 municípios

Paraíba (PB): 223 municípios

Maranhão (MA): 217 municípios

Ceará (CE): 184 municípios

Pernambuco (PE): 184 municípios (e o distrito ultramarino de Fernando de Noronha)

Rio Grande do Norte (RN): 167 municípios

Alagoas (AL): 102 municípios

Sergipe (SE): 75 municípios.

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segunda-feira - 12/10/2026 - 22:44h
Anote aí

Governo do RN quer pagar mês de maio a médicos em “4 vezes”

Secretário Alexandre Motta diz que folhas de junho, julho, agosto e setembro não são atrasos
Motta distribuiu um vídeo em que faz as contas e argumenta que só deve maio (Print: reprodução do BCS)

Motta distribuiu um vídeo em que faz as contas e argumenta que só deve maio (Print: reprodução do BCS)

O secretário de Estado da Saúde Pública do RN, médico Alexandre Motta, prometeu nesta segunda-feira (12) que o governo vai pagar o mês de maio dos médicos plantonistas dos hospitais regionais de Mossoró (Tarcísio Maia) e de Assú (Nelson Inácio dos Santos) em “quatro vezes.”

Os meses de junho, julho e agosto, além de setembro, não têm previsão para cobertura ainda. Nem são vistos como atraso, argumentou.

Assim, segundo suas contas, o Estado ficará com apenas “um mês” devedor, quando terminar o fatiamento do mês de maio. Quando termina? Boa pergunta.

Só lembrando: estamos em outubro, a pouco mais de dois meses do fim do ano e do segundo mandato da governadora Fátima Bezerra (PT).

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Categoria(s): Administração Pública / Política
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
segunda-feira - 12/10/2026 - 22:12h
Estação das Artes

“Festa das Crianças 2026” é sucesso de público em Mossoró

Estação das Artes abriu uma série de atrações e recebeu multidão com crianças, adolescentes e adultos (Foto: Wilson Moreno)

Estação das Artes abriu uma série de atrações e recebeu multidão com crianças, adolescentes e adultos (Foto: Wilson Moreno)

A 4ª edição da “Festa das Crianças” bateu recorde de público na Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania, nesta segunda-feira (12). O evento realizado pela Prefeitura de Mossoró contou com dezenas de atividades, brinquedos e shows musicais.

O vento foi organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Cidadania e Juventude (SEMASC). “Esse ano, nós começamos tudo com muita antecedência, realizamos diversas reuniões, diversos encontros, preparamos os processos licitatórios, o projeto básico, tudo com muita antecedência”, declarou o secretário da Semasc, Francisco Carlos.

O grupo 3 Palavrinhas foi a atração mais aguardada pela criançada. “É uma satisfação enorme estar mais uma vez participando de uma grande festa aqui em Mossoró. Nos sentimos muito acolhidos por todos, só temos que agradecer por mais uma vez estarmos louvando a Deus, juntamente com essa garotada”, ressaltou Florzinha, personagem do 3 Palavrinhas.

As crianças vieram acompanhadas de seus pais e responsáveis. Quem compareceu ao evento elogiou a organização e a programação promovida pela Prefeitura de Mossoró.

“Eu acho essa festa maravilhosa, minha neta está adorando. É a primeira vez que a gente vem e estou achando o máximo, a Prefeitura está de parabéns por toda organização”, disse Marta Figuereido, avó de Valentina Figueredo.

“É uma oportunidade que nós temos como mães de filhos atípicos, temos de vê-los se divertindo, dançando, não existe coisa melhor para nós. Nosso coração fica repleto de gratidão, tenho certeza que a cada ano vai ser ainda melhor. Só de ver a felicidade da minha filha, eu fico emocionada”, acrescentou Clara Cristina, mãe de Aparecida Vitória.

Inclusão

A municipalidade também ofertou o espaço denominado de “Front da Inclusão”, com dezenas de vagas para as crianças especiais e acompanhantes. Esse diferencial acompanha o que já tem ocorrido há anos, em diversos outros eventos da prefeitura, como o Cidade Junina.

Transporte e Praça de Alimentação

Houve ainda garantia de transporte para crianças e familiares, mesmo aquelas residentes na zona rural, que pdoeram aproveitar a noite especial, sem problema para retorno à sua casa.

Praça de Alimentação foi outro complexo dentro da organização, que garantiu a dezenas de comerciantes a comercialização de seus produtos para milhares de pessoas.

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segunda-feira - 12/10/2026 - 10:28h
Entenda a disputa

Lula tem chance de virar ou já está ganho para Flávio?

Lula e Flávio: embate depois de uma diferença pequena no primeiro turno (Imagens: Ricardo Stuckert-PR/ Carlos Moura- Agência Senado)

Lula e Flávio: embate depois de uma diferença pequena no primeiro turno (Imagens: Ricardo Stuckert-PR/ Carlos Moura- Agência Senado)

The News especial para o BCS

Faltam menos de duas semanas para o segundo turno. A disputa chega a essa fase de um jeito que poucas pesquisas previam: o primeiro round foi o mais apertado dos últimos 24 anos, com Flávio Bolsonaro à frente de Lula por 1,9 pontos percentuais.

Foi também uma votação que renovou o Congresso e parte dos governos estaduais. Então o que saiu das urnas diz também sobre o tamanho do apoio que cada lado terá para governar.

Serão 13 dias sob a grande pergunta: Lula tem chance de virar ou já está ganho para Flávio? Spoiler: não temos a resposta. Mas vamos analisar alguns números que podem te ajudar a entender o contexto e as chances de cada cenário.

Vamos começar com os números concretos que já temos. Flávio teve 47,03% dos votos válidos (56,1M) e Lula teve 45,16% (53,9M). A diferença foi de 1,87pp (2,2M), mais apertado que os 5,2pp no primeiro turno de 2022 — só que para Lula.

Leia também: Flávio vence Lula, mas segundo turno definirá eleição

Pense no paralelo de um jogo de futebol: a diferença de “gols” é 2,2 milhões de votos. É isso que Lula precisa para virar. Mas aqui já precisamos considerar algo: quantos “gols” Flávio já consegue marcar logo no início do segundo tempo?

Para isso, vamos nos basear nos números da última pesquisa PoderData/Aya divulgada, que perguntou aos entrevistados em que votaram no 1º turno e qual será o voto no segundo:

56,1M do Flávio Bolsonaro: 94% mantém, 5% migra para Lula.

53,9M do Lula da Silva: 92% mantém, 5% migra para Flávio, 3% branco, nulo ou não sabe.

3,5M do Augusto Cury: 56% Flávio, 27% Lula, 17% branco, nulo ou não sabe.

2,7M do Renan Santos: 48% Flávio, 25% Lula, 28% branco, nulo ou não sabe.

2,6M do Ronaldo Caiado: 57% Flávio, 19% Lula, 23% branco, nulo ou não sabe.

0,3M do Romeu Zema: 72% Flávio, 10% Lula, 18% branco, nulo ou não sabe.

0,3M de outros: 39% Lula, 19% Flávio, 42% branco, nulo ou não sabe.

6M de brancos/nulos: 61% mantém, 22% Flávio, 18% Lula.

Somando esse tanto de número, a migração de votos para Flávio soma 9M, enquanto a migração de votos para Lula soma 6,1M. Ou seja, com base nesta pesquisa, Flávio amplia mais 2,9M de votos ao placar, ficando com uma vantagem de 5,1M no placar.

 

Gráfico com desempenho dos candidatos nos estados (Imagem do The News)

Gráfico com desempenho dos candidatos nos estados (Imagem do The News)

E as abstenções…

A grande aposta da campanha de Lula está nas abstenções. Você deve ter visto posts de influenciadores, artistas e pessoas do seu ciclo que apoiam o Lula incentivando quem anulou ou quem não foi votar no primeiro a ir às urnas no segundo.

A lógica é simples: Esse grupo é mais propenso a assumir uma opinião, já que não está preso a nenhum nome ainda. Bom, sem falar no tamanho dele: 6 milhões de pessoas votaram branco/nulo e impressionantes 33,4 milhões não compareceram — totalizando 39,4 milhões.

“Ok, mas qual a chance dessa abstenção diminuir?”

Primeiro, vamos ao histórico de abstenção. De 1989 a 2018, os números de ausentes aumentou do primeiro para o segundo turno. Em 2022, essa lógica reverteu com uma leve queda (Veja gráfico no fim desta postagem).

Entre apostar em manter o histórico ou manter a tendência recente, o melhor é olhar esse número mais no detalhe — afinal, aqui é a grande oportunidade para uma virada inédita de Lula ou uma maior diferença de Flávio.

Anote

Nunca um vencedor do primeiro turno perdeu o segundo turno. Mas nunca a diferença foi tão curta quanto a dessas eleições (1,9pp). A menor até então foi do Lula em 2022, de 5,2pp. Na ocasião, Jair reduziu essa diferença para 1,8pp, mas não conseguiu virar.

Mas, voltando às abstenções, algo curioso… Nestas eleições, a abstenção em Norte (18,4%) e Nordeste (19,4%) foi menor, enquanto no Sudeste (22,7%) foi maior. Historicamente, a lógica era outra, com Norte e Nordeste liderando abstenção.

Olhando por estado, a tendência fica clara: estados em que Lula liderou, a abstenção foi menor, enquanto estados em que Flávio liderou a abstenção foi maior.

Gráfico com abstenção em que Sul e Sudeste apresentam maiores percentuais (Imagem do The News)

Gráfico com abstenção em que Sul e Sudeste apresentam maiores percentuais (Imagem do The News)

Você pode ler esse dado, pelo menos, de duas formas: (i) Lula tem espaço para crescer nos estados em que perdeu ou (ii) nos estados em que tem mais espaço para a abstenção reduzir, o Flávio pode ter ainda mais vantagem.

De qualquer maneira, é bem possível que as duas campanhas estejam olhando para esses números e planejando os próximos 14 dias de campanha. A matemática das eleições nunca é óbvia e depende sempre da narrativa, das notícias e da estratégia de cada campanha.

Gráfico mostra histórico de abstenções nas disputas presidenciais (Imagem do The News)

Gráfico mostra histórico de abstenções nas disputas presidenciais (Imagem do The News)

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  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 11/10/2026 - 23:50h

Pensando bem..

“O que importa não é o que acontece, mas como você reage.”

Epiteto

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Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 11/10/2026 - 09:40h

Uma Constituição para cada um

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Há vinte e cinco anos conclui o curso de Direito na querida Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Durante os cinco anos de faculdade tive o privilégio de aprender com excelentes professores que compõem o quadro da instituição, além de construir boas amizades.

Lembro, porém, que antes de ingressar no curso superior gostava de ler alguns Códigos que meu pai guardava em seu escritório, muito embora ele não fosse advogado. Eu folheava, de forma curiosa, as páginas do antigo Código de Processo Civil e do Código Civil de Clóvis Beviláqua, apesar de não entender bulhufas sobre o assunto, tampouco os termos jurídicos.

Na faculdade, estudei Direito Constitucional por meio do livro de José Afonso da Silva, respeitado constitucionalista. À época, a leitura da Constituição de 1988 encantava-me. Os seus artigos, parágrafos e incisos, repletos de direitos e garantias fundamentais, eram um alento para um jovem estudante. Ah, quão sonhador era eu.

Exerci a advocacia durante um curto espaço de tempo, lecionei numa universidade particular durante quinze anos, ao mesmo tempo que trabalhava exercendo a função de oficial de justiça. No dia a dia forense já vi muita coisa. Presenciei arroubos autoritários, mas, também, lições de humildade e sabedoria.

Aprendi na faculdade que o Executivo administra a coisa pública, o Legislativo aprova as leis e o Judiciário aplica a norma ao caso concreto.

No entanto, o tempo passou. Hoje, quando eu estudo o direito, fico a pensar se desaprendi o que me foi ensinado. Às vezes, acho que a Constituição Federal de 1988 não é aquela que estudei. Leio um artigo por várias vezes, socorrendo-me da interpretação literal.

Enfim, em razão de tudo que acontece neste país, admiro os professores que conseguem ensinar entre tantas interpretações jurídicas ao sabor do vento, vale dizer, casuísticas. Parece-me que cada um tem a sua Constituição. Aliás, dizem que causa insegurança jurídica.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 11/10/2026 - 09:20h
Governo do Estado

Cinco prefeitos e uma federal ligados a Álvaro apoiam Allyson

Anúncios ao lado do candidato começaram na sexta e foram reforçados no sábado (Fotomontagem do BSV)

Anúncios ao lado do candidato começaram na sexta e foram reforçados no sábado (Fotomontagem do BSV)

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) recebeu nesse sábado (10) o apoio de cinco prefeitos, vários vereadores e da deputada federal Carla Dickson (PL). Eles estiveram ligados ao candidato Álvaro Dias (PL), no primeiro turno, também disputante ao governo, mas que não prosperou ao segundo.

Declararam apoio a Allyson os prefeitos Jussara Sales (PL), de Extremoz; Haroldo de Jango (União Brasil), de Afonso Bezerra; Juninho de Kerginaldo (MDB), de Senador Elói de Souza; Nilson Peças (PL), de Bom Jesus; e Fabiano de Vavá (PL), de Barcelona.

Jussara Sales anunciou a adesão na sexta-feira (9). No primeiro turno, a prefeita de Extremoz havia apoiado Álvaro Dias (PL), que não avançou para o segundo turno.

Extremoz tem 61.635 habitantes, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e está entre os maiores colégios eleitorais do Rio Grande do Norte, com 39.583 eleitores aptos a votar em 2026.

Haroldo de Jango, de Afonso Bezerra, declarou apoio ao lado do deputado federal Benes Leocádio (UB). Em Bom Jesus, Nilson Peças também anunciou adesão acompanhado do parlamentar. Já Juninho de Kerginaldo confirmou apoio em Senador Elói de Souza, município da região do Potengi.

Em Barcelona, o prefeito Fabiano de Vavá anunciou apoio acompanhado de vereadores e lideranças políticas locais. Participaram do encontro Eduardo de Vavá, Marcos Barreto, Nelson Lopes e Marcelo de Vavá, além dos vereadores Boneco, Tt, Chaguinha Juvino, Beto de Joãozinho, Wagner Rodrigues e Flaviano Rodrigues.

Carla Dickson 

A deputada federal Carla Dickson (PL) declarou neste sábado (10) que estará com Allyson Bezerra. No primeiro turno, ela havia apoiado Álvaro Dias.

Carla disputou a reeleição para a Câmara dos Deputados em 2026, mas não conseguiu renovar o mandato, ficando na suplência.

Ela recebeu 67.632 votos.

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Categoria(s): Blog
domingo - 11/10/2026 - 09:10h

Aurora de Assis

Por Júlio Rosado

Arte ilustrativa exclusiva gerada com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva gerada com recursos de IA para o BCS

Ser criança, neste país, há muito tempo deixou de ser coisa fácil. Com a falência dos valores familiares, os laços afetivos de parentesco também foram afetados. Poucas casas mantém o conceito de lar. Boa parte se tornou um local frequentado pelos moradores para comer, dormir e fazer o asseio. Os casais se mantêm como resultado de interesses variados. O romance e a fantasia do amor eterno, deram lugar ao pragmatismo da economia ao dividir despesas e da praticidade do utilitarismo imediato em viver junto.

Francisco foi o fruto de uma relação como essas. Aurora o concebeu quando estava no desabrochar de seus 16 anos de idade. Não abandonou a escola devido à gravidez por já haver se afastado por opção própria uns meses antes de conhecer o pai de seu filho.

Aurora, um misto de imatura e volúvel ao extremo, se apegava a qualquer um que lhe desse um pouco de atenção, principalmente se isso também se desse com Francisco. Assim, tornou-se comum a alternância de companheiros, pois tanto trocava quanto ia sendo trocada de amores, conforme as circunstâncias e oportunidades. O menino, alheio aos sentimentos maternos, foi quem mais sofreu para se acostumar às constantes mudanças de padrastos interinos.

De resto, Aurora se permitia usar seu tempo livre para soltar a imaginação e ver as imagens das fotonovelas de época. Trocar, na ‘Mesbla’ – como era conhecida, ironicamente, a pequena banca de seu Vidal -, as revistas velhas que recolhia nas casas onde fazia faxina por exemplares de antigas edições de Sétimo Céu, seria o mais próximo de algum tipo de leitura para ela.

– Homem, para mim, só adianta se puder bancar meus luxos, – dizia a jovem no auge de sua mocidade, sem entender ao certo o conceito de luxo, visto que sua renda com faxinas era frequentemente usada para quitar as dívidas de seus parceiros. Umas em apostas, outras em biqueiras de drogas.

Devido a sua forma de ver a vida, em uma década e meia, chegou a dividir sua morada com nove companheiros diferentes. A mente de Francisco chegava ao ponto de fritar com tanta fervura por conta da troca de padrastos. Quando começava a se afeiçoar a um, este se evadia ou era trocado por um novo namorado de sua mãe. Essa situação sacrificava qualquer possibilidade de estabelecer vínculos afetivos duradouros. E seu coração ia ficando encaliçado. Frio. Sem convívio com uma figura paterna ou que lhe desse reforço de autoridade com afeto.

Aos quatorze anos, aconteceu o que era inevitável e previsível. Francisco foi pego furtando chocolates em um Supermercado. Para sua sorte, Assis, o fiscal de segurança e prevenção de perdas não registrou o caso e, ainda, lhe ofereceu um lanche enquanto aguardava a chegada de Aurora para liberar o menino. Contudo, ao contrário do que se esperaria, o adolescente vivenciou um dos momentos mais reconfortantes de sua vida, com uma pessoa adulta para ouvi-lo e aconselhá-lo sem fazer pré-julgamento.

Assis reconhecera o menino como um dos alunos de sua esposa, Hermelinda, e lembrou dos elogios que ela havia feito sobre a inteligência e vontade de aprender daquele estudante.

Apesar do incidente, Aurora descobriria, naquele dia, que a vida poderia ser diferente. Assis era um homem compreensivo, com convicções cristãs e que tinha fé na humanidade. Mas, como tudo na vida, havia um porém. Ele era casado e pai de duas lindas bebês recém nascidas, as gêmeas Clara e Clarissa. Sua dedicada esposa, Hermelinda, além de ensinar na escola pública era catequista da capela da Sagrada Família, após o parto recente, passou a sofrer com uma enxaqueca persistente e intermitente que a deixava boa parte do dia acamada, e fazia com que qualquer movimento de seu corpo parecesse uma sessão de tortura.

A gratidão de Aurora com o modo atencioso como Assis tratou seu filho lhe acendeu uma pequena chama interna que, a princípio, não conseguia identificar o que seria. Pela ausência de parâmetros seletivos, a jovem mãe confundiu o gesto de desprendimento do homem com lampejos de paquera amoral. Para ela, Assis parecia ser o companheiro ideal, ainda que se mantivesse unido a Hermelinda.

Mesmo ainda convivendo com Freitas, seu parceiro atual, um oportunista que estimulava suas intenções maliciosas, Aurora decidiu que faria tudo para conquistar o coração de Assis.

– O sexo bem feito conquista um namorado, mas é a boa comida e o bucho cheio que seguram um homem, – ouvira Aurora, de uma amiga mais experiente, há algum tempo. Aprender a cozinhar bem, então, seria imprescindível para dar continuidade a seu projeto pessoal. Como preferia ver apenas as imagens, com imensa preguiça para ler ou escrever, iria assistir vídeos de culinaristas como Vovó Delmirinha. Aurora finalmente focou em algo, e essa seria sua meta.

Teria toda a paciência possível para não botar a ‘caçada’ a perder. Sempre arranjava um motivo para ir ver Assis no trabalho. A desculpa era levar algum dos pratos deliciosos que estava aprendendo a fazer e agradecer pelo que o segurança do mercado significava para seu filho.

Com o passar dos dias, gradualmente, ouvindo e testemunhando as atitudes de fidelidade do marido de Hermelinda, foi entendendo a missão daquele cristão e afastando a ideia de manter um romance com ele, passando a vê-lo com um olhar mais fraterno, como o irmão ou pai que lhe faltou. Com o poio recebido de Assis e sua esposa, não demorou para Aurora se tornar uma cozinheira de primeira qualidade e passar a fornecer refeições para a comunidade. O sucesso foi resultado de conhecimento, dedicação e resiliência.

Já se passara mais de ano desde o incidente do furto e Francisco se mantinha concentrado nas aulas, procurando aprender os conteúdos das aulas para ser alguém e colaborando na manutenção da casa, ajudando a montar e entregar as marmitas e ‘quentinhas’.

Quando Francisco tinha futebol ou alguma apresentação na escola, Assis se esforçava para estar presente. Aquilo dava confiança e estimulava o jovem a querer participar e aprender cada vez mais.

Hermelinda, com forte instinto maternal e satisfeita por ver seu aluno tirar boas notas, apoiava essa amizade. Mas a vida reserva surpresas que nem sempre são agradáveis. Suas constantes dores de cabeça, descobriu-se, eram os sintomas aparentes de um tumor que assumia o controle de seu corpo. As gêmeas ainda dependiam da mãe, mas esta não tinha condições de lhes dar a atenção necessária. Foi durante um dos episódios mais contundentes de manifestação da doença de Hermelinda que Aurora, em um gesto de desprendimento, se propôs a ajudar a cuidar dela e das bebês. Esta seria a melhor forma de demonstrar gratidão e retribuir tudo o que aquele casal exemplar fez por ela e por seu filho.

Não poderia se dedicar em tempo integral. Mas o pouco de tempo que passava com Hermelinda eram suficientes para diminuir o fardo que a enfermidade representava. Na oportunidade, aproveitava para levar porções do cardápio que servia em seu refeitório aos moradores da comunidade, amenizando as tarefas do dia a dia.

Eram momentos de puro desprendimento. Uma amizade calcada na gratidão, no respeito e, cada vez mais, na admiração recíproca. Eram como duas irmãs em idades próximas que se conheceram tardiamente.

Quem não estava nem um pouco satisfeito com a mudança de atitude de Aurora era Freitas. Para ele, que percebera as intenções iniciais de Aurora para com Assis, a companheira não teria desistido de cobiçar o homem. Frequentar o lar do casal que apoiava seu enteado não seria expressão de uma nova amizade, mas, tão somente, uma desculpa para seduzir o segurança do mercado.

– Homem não é boi para ter chifre -, dizia Freitas sempre que exagerava na bebida, evidenciado que não aceitaria a ideia de ser passado para trás, apesar de não se esforçar para cultivar o mínimo de afeto em seu relacionamento. Ao imaginar, sob efeito do álcool, a possibilidade de Aurora esquentar a cama de Assis, seu sangue ‘pedrava’. Nessas horas, Freitas descontava as frustrações de sua vida insignificante na, agora, resoluta Aurora.

Com a graça de Deus e o apoio de Assis e Hermelinda, as condições melhoraram para Aurora. Com o exemplo do filho, voltara a estudar. Para poder economizar na cozinha e vender mais pratos, fez cursos de capacitação junto ao Serviço Social de Capacitação Profissional Empreendedora. Inconscientemente, estava se tornando uma liderança empresarial comunitária e não mais se deixaria submeter a homem algum.

– A porta da rua é a serventia da casa -, disse Aurora ao mandar o companheiro se retirar de sua casa, decidida e ciente de que haveria alguém nesse mundo para apoiá-la como gente, ouvindo de Freitas que ela ainda iria ter notícias dele e que iria se arrepender.

Naquela noite, Aurora não conseguiria dormir direito. Talvez pelos machucados provocados pelos socos e chutes que levara de seu ex-parceiro. O rosto dele, com o olhar vidrado enquanto a espancava, ainda a aterrorizava.

Aurora se pegou a rezar o terço da misericórdia que recebera como presente de Hermelinda e a madrugada fria logo cedeu lugar a uma manhã levemente nublada. Logo iria começar mais um turno de trabalho árduo e teria que acordar Francisco, fazer café, arrumar a casa e preparar o cardápio.

Leia também: Canavial – um conto capital

O tempo, quando se está trabalhando, passa rápido e o refeitório improvisado na lateral e na frente da casa já começava a receber os primeiros clientes do dia. A televisão ligada em um canal local passava um programa desses de entretenimento quando o jornalismo da emissora interrompe a programação com seu Plantão de Notícias. A promessa de Freitas fora cumprida: seu rosto estampava a tela. No letreiro da reportagem, Aurora soletrava o título que se destacava: ‘Homem assalta supermercado e mata segurança’. Na imagem meio distorcida, ao fundo, a equipe do instituto de perícia legal fechava um saco preto com o corpo de Assis.

Júlio Rosado é escritor

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Categoria(s): Conto/Romance
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 11/10/2026 - 08:44h
Corrida presidencial

Cidades-pêndulo ajudaram Flávio a superar Lula no primeiro turno

Variação a favor de nome do PL faz deslocamento de 8,40 milhões de votos em relação a 2022

Por Fábio Vasconcellos

Arte ilustrativa do BCS

Arte ilustrativa do BCS

A disputa presidencial registrou um deslocamento líquido (swing) de 8,40 milhões de votos em direção a Flávio Bolsonaro (PL) no 1º turno de 2026 em relação a 2022. Quatro anos atrás, Lula (PT) conquistou uma vantagem de 6,17 milhões de votos no 1º Turno sobre Jair Bolsonaro (PL). Este ano, o candidato do PL eliminou essa diferença e abriu dianteira de 2,23 milhões de votos sobre o petista.

A variação pró-Flávio Bolsonaro foi resultado de uma dinâmica em três direções: o recuo das margens nas bases tradicionais lulistas, uma virada expressiva nas cidades-pêndulo e a ampliação da sua votação no interior conservador. Nas 1.091 cidades-pêndulo, que reúnem um quinto dos votos válidos (25 milhões), houve uma das mais significativas inversões no comparativo com 2022.

Mudança de direção: Lula e Flávio Bolsonaro

Na eleição de 2022, Lula liderou na maioria dessas localidades, vencendo em 592 cidades (54,26%), contra 499 de Jair Bolsonaro (45,74%). Em 2026, o quadro inverteu-se com força. Flávio Bolsonaro venceu em 865 cidades pêndulo (79,38% do segmento), enquanto Lula manteve a ponta em apenas 225 municípios (20,62%).

No grupo das cidades-pêndulo, portanto, 367 (33%) que haviam dado vitória para Lula no 1º Turno de 2022, desta vez migraram para o candidato do PL (Veja no final do artigo a definição de cidades pêndulo).

Reprodução de gráfico do Amado Mund pelo BCS

Reprodução de gráfico do Amado Mund_ pelo BCS

A liderança territorial nas cidades-pêndulo se refletiu no volume de votos nominais. Em 2022, Lula obteve 12,14 milhões de votos no estrato (47,26%), ante 10,95 milhões de Bolsonaro (42,59%) e 2,61 milhões da terceira via (10,15%), gerando saldo pró-Lula de 1,20 milhão.

Em 2026, Flávio Bolsonaro passou à frente com 11,97 milhões de votos (47,32%), enquanto Lula recuou para 11,08 milhões (43,82%) e outros candidatos somaram 2,24 milhões (8,86%). Com o petista perdendo mais de um milhão de votos nominais nesse eleitorado, Flávio superou o rival por 886 mil votos, produzindo swing de 2,09 milhões de sufrágios apenas nesse segmento.

Reprodução de gráfico do Amado Mund_ pelo BCS

Reprodução de gráfico do Amado Mund_ pelo BCS

A origem dos votos nas cinco tipologias do país

A explicação sobre a origem dos 2,23 milhões de votos de vantagem geral de Flávio nesse 1º turno pode ser mais bem compreendida quando examinamos o conjunto das cinco tipologias de municípios.

Nos 1.489 municípios hegemônicos do PT (seis vitórias em seis eleições entre 2002 e 2022), a vantagem de Lula sobre a oposição encolheu de 9,88 milhões para 8,24 milhões de votos (diferença de 1,64 milhão). Nas 1.409 cidades de dominância petista com oscilação, o saldo a favor de Lula caiu de 3,88 milhões para 2,29 milhões (diferença de 1,60 milhão).

Juntas, essas duas bases tradicionais viram a folga histórica do PT sobre o bolsonarismo encolher em 3,24 milhões de votos — resultado tanto de uma ligeira retração de Lula quanto, principalmente, do avanço de Flávio sobre novos votantes e sobre a terceira via.

No campo conservador, a dianteira da oposição ganhou ainda mais tração. Nos 1.028 municípios de dominância da direita, a margem do PL saltou de 7,04 milhões para 9,55 milhões, injetando 2,51 milhões de votos adicionais no saldo nacional. Nas 546 cidades hegemônicas da direita, a frente passou de 1,75 milhão para 2,32 milhões, com acréscimo de 573 mil votos.

Somadas à virada de 2,09 milhões de votos nas 1.091 cidades pêndulo descrita anteriormente, essas movimentações explicam a construção da liderança de Flávio Bolsonaro no país.

Reprodução de gráfico do Amado Mund_ pelo BCS

Reprodução de gráfico do Amado Mund_ pelo BCS

A recomposição eleitoral indica que o resultado de 2026 decorreu de uma alteração estrutural no mapa político. O estreitamento dos índices lulistas no Nordeste, somado à ampliação da margem conservadora no Centro-Sul e à virada nas cidades pêndulo, assegurou a Flávio Bolsonaro a liderança numérica registrada no saldo do 1º Turno.

Do ponto de vista estratégico, a campanha do presidente Lula provavelmente vai concentrar esforços nos seus redutos, onde, em tese, há maior chance de reverter votos. Por outro lado, terá que apresentar uma mensagem específica para os eleitores das cidades pêndulo que, nesta primeira etapa, preferiram Flávio Bolsonaro. A questão que fica em aberto é se os eleitores dessas cidades ainda estão dispostos a rever o voto.

O que são cidades-pêndulo

A classificação dos 5.563 municípios foi construída a partir do cruzamento dos resultados de segundo turno das seis eleições presidenciais realizadas entre 2002 e 2022. A metodologia combinou duas variáveis de trajetória histórica: o total de vitórias obtidas pelo PT (de zero a seis) e o número de alternâncias de vencedor entre as candidaturas petistas e os blocos de centro-direita e direita ao longo de duas décadas.

Esse critério delimitou os redutos de hegemonia absoluta de cada campo (1.489 cidades onde o PT venceu todas as disputas e 546 onde a direita triunfou em todos os pleitos); nas faixas intermediárias, as áreas de dominância predominante com oscilações pontuais (1.409 localidades alinhadas ao PT e 1.028 à direita); e, no centro do espectro, os 1.091 municípios-pêndulo, caracterizados por elevada volatilidade e de duas a cinco inversões de vencedor na série histórica.

Fábio Vasconcellos é cientista político e pesquisador do INCT Representação e Legitimidade Democrática UFPR

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 11/10/2026 - 07:22h
Segundo turno

Flávio é primeiro colocado em quatro pesquisas e Lula em uma

Arte produzida pelo Poder 360

Arte produzida pelo Poder 360

Do Poder 360

As pesquisas nacionais mais recentes para o 2º turno mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) em 4 dos 5 levantamentos compilados pelo Poder360. O petista aparece à frente em 1 outro estudo.

A comparação considera votos válidos e reúne pesquisas com entrevistas realizadas de 3 a 8 de outubro  divulgadas até o sábado (10). Os candidatos disputarão o 2º turno em 25 de outubro.

Eis em boxe acima, os resultados das pesquisas mais recentes para o 2º turno:

Eis as informações técnicas dos levantamentos:

PoderData/Aya – 5–7.out.2026; 3.000 entrevistas; margem de erro de 1,8 ponto percentual; registro BR-08134/2026;

AtlasIntel – 3–8.out.2026; 5.026 entrevistas; margem de erro de 1 ponto percentual; registro BR-03663/2026;

Datafolha – 6–7.out.2026; 2.520 entrevistas; margem de erro de 2 pontos percentuais; registro BR-02949/2026;

Vox Brasil – 5–7.out.2026; 2.100 entrevistas; margem de erro de 2,15 pontos percentuais; registro BR-09623/2026;

Ipespe/Abrapel – 6-8.out.2026; 1.500 entrevistas; margem de erro de 2,6 pontos percentuais; registro BR-00933/2026.

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Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 11/10/2026 - 06:44h

Café Guiné

Por Bruno Ernesto

Guinés (Foto do autor da crônica)

Guinés (Foto do autor da crônica)

Se para uns, a galinha-d’angola, introduzida no Brasil nos tempos coloniais vinda da África Ocidental, parece apenas um animal de estimação, nas mãos de um cozinheiro habilidoso, vira algo especial. Não sabe o que perde.

E não me refiro a um restaurante chique, com mesa escolhida pelo garçom, primo piato, couvert, avaliação no Tripadvisor e coisa e tal; nem essas bobagens de quem cheira a rolha, mas mistura frutos do mar com queijo.

Guiné à cabidela é um dos meus pratos favoritos. Talvez pato – igualmente à cabidela – e uma boa carne suína dividam posição.

Aliás, estamos cevando uns Guinés para, muito em breve, prepararmos um apetitoso almoço. Não tem dia, nem hora; mas não demora.

Eles passam pra lá e pra cá o dia inteiro, naquela gritaria de tô fraco pra lá e pra cá, como se me enganassem quanto ao peso e tamanho.

Ciscam como quem tem TOC e são mais desconfiados que gato quando o dono chega com outro cheiro.

Lembram ligeiramente um Jacu, aquele pássaro que ingere e processa o fruto do café, produzindo uma das iguarias mais exóticas que se tem notícia. Talvez o Casu marzu esteja nesse páreo.

Se bem que há coisas que não devemos nos preocupar tanto assim com o processo, apenas o resultado. E não falo de Maquiavel, nem de como são feitas as leis e as salsichas.

Assim, fiquei a imaginar se o empirismo que habita todo curioso, serviria para transformar o Guiné noutro Jacu.

E isso me tem consumido quando vejo eles descansando na sombra de um pé de café que plantei para daqui uns dois anos tomarmos uma xícara e, quem sabe, eles experimentem os frutos e virem concorrente do Jacu.

Se der certo, ótimo. Se não, a panela os espera. Até lá, observa-los-ei, feito a raposa que os ronda.

Atentai bem.

Um forte abraço.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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Categoria(s): Crônica
domingo - 11/10/2026 - 05:40h

Os romances do Dândi

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva gerada com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva gerada com recursos de IA para o BCS

Oscar Wilde (1854-1900), o grande conversador e dândi da Londres de fins do século XIX, está entre os mais lidos, traduzidos e encenados escritores de língua inglesa. Irlandês de Dublin, ele foi jornalista, poeta, contista, romancista e dramaturgo.

Particularmente, sempre fui fã das peças teatrais de Wilde. Morando/estudando em Londres, tive oportunidade de assistir a algumas montagens. Mas o que eu gostava – e ainda gosto, claro – era de ler as comédias do seu grande período de fertilidade artística, os anos 1890, que condensa o melhor de sua obra, sobretudo a série “Lady Windermere’s Fan” (1892), “A Woman of No Importance” (1893), “An Ideal Husband” (1895) e “The Importance of Being Earnest” (1895). São muitas tiradas. “Boutades”, como diriam os franceses. Wilde está certamente entre os maiores frasistas de todos os tempos.

Desse mesmo período também é o seu badalado romance “The Picture of Dorian Gray” (1890). Mas a coisa aqui é de outro matiz, digamos de um fim mais “sombrio”. Como registra José Roberto de Castro Neves, em “O espelho infiel: uma história humana da arte e do direito” (Nova Fronteira, 2020):

“Em 1891, Wilde publica seu primeiro (e único) romance: O retrato de Dorian Gray. De pronto, vê-se que o personagem central, Dorian Gray, apresenta um nome dúbio, pois Dorian se refere a algo dourado, ou mesmo ‘de ouro’, e seu sobrenome, Gray, remete a algo cinzento. O protagonista do livro, um belo e vaidoso jovem, membro da burguesia inglesa, tem sua imagem retratada em um quadro. Ao longo do tempo, o rapaz mantém-se belo, enquanto sua pintura envelhece e se degrada. É como se tivesse trocado de lugar com a obra de arte. À medida que o tempo se vai e Dorian faz escolhas morais reprováveis, sua pintura passa a demonstrar uma figura repugnante – ao contrário do personagem, sempre lindo. A partir de determinado momento, Dorian esconde a pintura de todos. O quadro, como o protagonista bem percebe, representa a prova viva de seu deficiente caráter. Atormentado, Dorian decide destruir seu retrato. Tenta apunhalar o quadro. Gritos pavorosos vêm de seu quarto. Preocupados, os empregados conseguem arrombar a porta: Ao entrarem na sala viram na parede o magnífico retrato do amo, como eles o tinham conhecido em pleno apogeu da sua esplêndida mocidade e beleza. No chão jazia o cadáver de um homem em traje a rigor com uma faca cravada no peito. Ele estava lívido, enrugado e repugnante. Só pelos anéis é que os seus criados conseguiram identificá-lo. Ponto final. Assim termina o livro. O retrato de Dorian Gray era, claro, uma poderosa crítica à sociedade inglesa, por demais preocupada com as aparências”.

Wilde é também marcado por um outro “romance”, desta feita na vida real: iniciada em 1891, a relação homossexual com Lord Alfred Douglas (ou Bosie), segundo seus biógrafos, o grande amor de sua vida, apesar do seu casamento com Constance Lloyd, com quem teve dois filhos.

Em 1895, Wilde toma a insensata decisão de processar criminalmente o pai de Bosie, o irascível Marquess of Queensberry (John Sholto Douglas), dando início a uma série de eventos que levariam ao seu próprio julgamento por homossexualismo. Kafkianamente, como resultado de tudo, Wilde é levado à prisão mais de uma vez, com fundamento, precisamente, nas provas produzidas em seu “desfavor” no julgamento do Marquess of Queensberry. Tem a insolvência civil declarada. É abandonado por Bosie.

Chega à prisão de Reading, famoso porto de sua “Ballad”. Cumprida a pena, é liberto em maio de 1897, mas humilhado, falido e ceifado do contato com os filhos. Resta o autoexílio em Paris. Em 1900, aos 46 anos, convertido ao catolicismo, morre de meningite, talvez causada pela sífilis e certamente agravada pelo seu alcoolismo. Ainda hoje descansa no famoso Cemitério de Père Lachaise, na Cidade-Luz.

Os romances do Dândi, definitivamente, não terminaram bem.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
  • Art&C - PMM - Iluminação - Outubro de 2026
domingo - 11/10/2026 - 03:30h

Domínio das trevas

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Confiro as horas aqui no canto inferior direito do computador: meio-dia e vinte e dois minutos. Há pouco abri o portão e dei uma olhada na rua. Os postes da companhia energética continuam com as luminárias acesas. Até o momento o Sol não deu as caras. É isto, o dia não amanheceu. Este domingo de um outubro nefasto está encravado nas trevas. Alguns gatos lamuriam nos arredores deste domicílio. Não pude ver nem ouvir nenhum passarinho, apenas corujas e morcegos riscam o céu repleto de estrelas.

Meus vizinhos ainda não puseram a cara fora. O Conjunto Walfredo Gurgel parece morto. Um veículo sequer cruzou esta Euclides Deocleciano. Muito distante, porém, é possível escutar os estampidos de fogos de artifício. Não sei o que supostamente estão festejando. Uma angústia profunda toma conta do meu peito.

Levantei-me em torno das nove horas e me deparei com esta atmosfera sepulcral, inexplicável. Nenhum vestígio do astro-rei. Mesmo assim tomei banho na esperança de em breve as coisas se ajeitarem. Tolice! Nada se endireitou. Embora tenso, nervoso, fiz café e comi um pão francês com manteiga. Liguei a televisão durante uma meia hora e não obtive informação nenhuma sobre isto. Fiquei com a forte impressão de que somente este município foi tragado pelas sombras.

Outra vez, então, com mãos trêmulas e olhos incrédulos, abri o portão e fui observar a rua durante mais um tempo. Não deparei com uma só vivalma nas calçadas. Paisagem inalterada. A única mudança foi o vira-lata da senhora Esmeralda, que surgiu na esquina, farejou o meio-fio e urinou no poste de energia diante da residência do velho Agostinho Barata, aposentado dos Correios, que no mês passado completou oitenta e cinco anos de idade. Recolhi-me atordoado e dei continuidade a este relato distópico. O que terá ocorrido? Para onde foi o Sol? Não obtenho resposta alguma. Coço a cabeça e imagino que ainda estou dormindo, e que essa anomalia toda não passa de um pesadelo. Esfrego os olhos, porém constato que estou completamente acordado. Os distantes estampidos dos fogos de artifício não terminam.

Acho impossível que ninguém mais à volta de meu endereço não esteja aflito com tudo isso que ora me deixa atônito. O problema, no entanto, é precisamente a falta de um acontecimento natural e infalível, como o raiar do dia. A tevê não oferece nenhuma notícia ou explicação acerca deste evento insólito. Tudo o que a televisão exibe é tão somente os desdobramentos da eleição e dos políticos envolvidos neste pleito escatológico. Nada no tocante ao que neste momento presencio. Recuso-me a acreditar, repito, que ninguém mais esteja ciente do que se passa ao menos neste bairro. Exceto pelas regulares explosões dos fogos, tudo o mais é quietude e trevas.

Não suporto este fenômeno inexplicável. Acho que vou bater à porta da senhora Maria dos Remédios, vizinha que muitas vezes tem se mostrado uma pessoa bem informada. Se Remédios não tiver uma explicação razoável para este acontecimento estapafúrdio, ninguém mais terá. Pensando melhor, não vou consultar a vizinha. Pois não duvido de que isto seja mais uma das alucinações de minha mente enfermiça. Melhor colocar um ponto-final nesta narrativa terrificante e voltar para a cama. Quem sabe quando eu acordar de novo tudo se mostre em perfeita ordem.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
sábado - 10/10/2026 - 23:56h

Pensando bem…

“Pessoas normais falam sobre coisas, pessoas inteligentes falam sobre ideias, pessoas mesquinhas falam sobre pessoas.”

Platão

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Categoria(s): Pensando bem...
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