domingo - 12/07/2026 - 09:10h

Sobre confiança, conselhos e saudade…

Por Marcos Araújo

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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Há uma solidão e uma angústia silenciosa que acompanham todo jovem profissional. Ela não está na ausência de conhecimento, mas no desejo de uma oportunidade para demonstrá-lo. Assome-se a isto uma justa expectativa – dele próprio e dos próprios pais – da obtenção de uma independência financeira logo que o diploma seja pendurado na parede. Foi assim comigo também…

Fui diplomado em Direito logo após fazer vinte anos. Trazia comigo a ousadia própria da juventude e as inquietações de mudança de vida, uma vez que era cobrador e garçom, simultaneamente. Fazia com a formatura um “up grade” profissional: de cobrador e garçom passava a ser advogado. Na primeira sala locada de Almir Gomes da Silveira (“Almir do Laçador”), na rua Dionísio Filgueira, pensava eu– erroneamente – que se encarrilhariam atendimentos contínuos de clientes…

Passei dias, meses, e até mais de um ano, em que a clientela consistia em dois ou três “gatos pingados”, amigos da família, sem qualquer remuneração. Eles serviram para associar a teoria à prática. E eu ainda era grato por ter a possibilidade de testar meus conhecimentos. Hoje em dia, o recém-formado imagina que o cliente é um privilegiado em ter lhe escolhido e que o diploma expedido há pouco já é uma prova de sua “elevada” qualificação técnica.

Escrevo estas linhas movido pela gratidão aos amigos (prefiro chamá-los assim, em vez de “clientes”) que confiaram naquele advogado ainda muito jovem, com pouco mais de vinte anos, inseguro e quase sem experiência.

Essa lembrança voltou a ativar o meu córtex cerebral depois de uma conversa nostálgica com o casal João Marcelo Fernandes e Lorna Frota Rosado, sobre o avô dela, seu Cristóvam Gurgel Frota. Foi um dos meus primeiros clientes, juntamente com Avelino Borges, Raimundo Alves, João Marinaldo e seu Chiquinho Germano. Foram eles os primeiros depositantes do critério validador de um profissional: a confiança. Em comum, para minha tristeza e desconforto pessoal, todos eles estão entre as miríades celestiais e têm assento no colo sagrado de Deus.

Outra característica em comum é que eles já eram pessoas maduras quando recorreram aos serviços daquele jovem. De seu Cristovam, ganhei um presente que remuneraria qualquer grande causa: uma caneta folheada a ouro, que guardo com muito carinho. De seu Chiquinho Germano, igualmente, ganhei como prova de nossa amizade um relógio de algibeira que foi do seu pai, o Desembargador José Vieira. São esses mimos meus grandes tesouros, juntamente com imagens de santos, terços, quadros e outros presentes de amigos/as queridos/as que fui acumulando ao longo de minha trajetória, todos guardados com inestimável carinho e muito cuidado.

Lembro demais de seu Chiquinho Germano. De vez em quando, ao abrir um arquivo com seu nome, ao manusear papéis de Rodolfo Fernandes, deparo-me com a letra dele. E aí, é como se a sua voz voltasse à minha memória, pedindo licença, perguntando pela família, oferecendo queijo de manteiga e cajus trazidos da fazenda São Gabriel. E brigando comigo porque estava respondendo mensagens pelo celular e não estava olhando direto para ele…

A minha clientela envelheceu comigo. Se os maduros me abriram as portas quando eu era um moço de mãos sem calo; agora sou eu quem lhes abre a porta, lhes ofereço a cadeira, lhes escuto as histórias longas … Não é apenas clientela: é gratidão convertida em ofício.

O advogado que atende gente madura aprende cedo uma lição que não está nos manuais: o cliente não procura apenas justiça, procura escuta. Ele quer que alguém acredite na sua versão dos fatos, sim, mas quer sobretudo que alguém acredite na sua versão da vida. E nós, que os escutamos, vamos ficando depositários involuntários de um acervo imenso: genealogia, histórias da família, disputas patrimoniais, safras perdidas, heranças disputadas, amores antigos, salinas, roçados, promessas pagas a santos e a homens. Por isso, adoro escutar Marcelo Monteiro, Vilmar Pereira, Fernando Rosado, seu Masatoshi Otani, dona Euvércia, dona Loyola, entre outros.

Pensando em conselhos e sabedoria, tenho muita saudade de meu pai. Carlos Drummond de Andrade, matuto de Itabira que entendia dessas coisas, escreveu que a ausência é um estar em si. É exatamente isso, meu pai me habita como habita um alicerce.

Mesmo amadurecido, já professor, já doutor, eu continuava subindo uma escada que nenhum sucesso dispensa: a da casa do meu pai. Ele, beirando os noventa anos, seguia sendo o meu primeiro conselheiro. Seu Ary era muito inteligente, e ainda por cima metido a filósofo, criador de frases soltas, dando orientações de vida com muita precisão.

Sentava-me diante dele como quem se senta diante de um oráculo, e escutava de tudo: conselhos sobre a vida, sobre a família, sobre a profissão… Descobri, então, que a idade não me havia emancipado da sabedoria dos mais velhos; havia apenas me ensinado a valorizá-la ainda mais. Diante do meu pai, mesmo como advogado, por mais rodado que fosse, voltava a ser um inseguro estagiário da vida. E, quando decidia azucriná-lo com brincadeiras, ele respondia impassível:

– Dizem que esse menino é inteligente, mas é mentira. Ô menino besta!

E eu adorava provocar essa reação dele, para ser desconstituído e desapossado dos rótulos formais, colocado em situação de inferioridade e dá-lo a condição de poder me chamar enfaticamente de “besta”. Queria muito que os meus filhos, e os filhos dos meus amigos, mesmo sendo adultos, tivessem esse mesmo privilégio de aceitar os conselhos dos pais, como poetizou Sebastião Dias, aprendendo que “O mundo tem dois caminhos um é certo o outro errado /  Na escolha de um deles é preciso ter cuidado.”

Há noites em que a memória faz uma ronda pelo meu cérebro e lá estão todos: meu pai, meus avós, os tios, os velhos clientes, os amigos do Inocoop, dormindo o sono fundo dos que já cumpriram sua sentença de viver. Mas o sono deles não é ausência definitiva. Mario Quintana ensinou que morrer é apenas deixar de ser visto. Eu os vejo. Vejo-os toda vez que atendo um senhor de oitenta anos que chega devagar, saco de plástico com documentos na mão, e começa a conversa pelo tempo e pela chuva antes de chegar ao assunto.

Por isso, quando fecho o escritório ao fim da tarde e apago a luz, tenho a impressão de que a cadeira do outro lado da mesa não fica vazia. Fica encantada, como diria Guimarães Rosa.

Cícero dizia que a gratidão é a maior de todas as virtudes. A eles, meus oráculos do passado e do presente, minha gratidão e o meu amor fraternal. Dizia Esopo que a gratidão é a virtude das almas nobres. Shakespeare denominava a gratidão como o tesouro dos humildes. Não sei se tenho virtude alguma, mas sou muito grato a todos esses que confiaram – e continuam a confiar – em mim! Aos jovens, aos nossos sucessores, a minha confiança plena também. Desejo-lhes sucesso, com virtude e respeito aos nossos antecessores.

Marcos Araújo é advogado e professor da Uern

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Categoria(s): Crônica
domingo - 12/07/2026 - 08:26h

Viver não é preciso

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

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Calma, dileto leitor, não se impressione com o título desta crônica. Como muitos sabem, sobredita expressão faz parte de um poema de Fernando Pessoa, que diz: “navegar é preciso, viver não é preciso”.

Aliás, dizem que o verso foi inspirado nas palavras do general romano Pompeu, o qual exigiu que os seus marinheiros navegassem sob forte tempestade.

O poema, sem dúvida, concede-nos a oportunidade de interpretá-lo, pois para navegar é imprescindível traçar rotas, abastecer de mantimentos a embarcação, verificar as condições climáticas, entre outras providências, ou seja, tudo deve ser feito de forma precisa.

Doutro lado, viver, muito embora façamos planos, nem sempre acontece da forma como almejamos. Muitas vezes, a vida nos remete para outros caminhos; o que traçamos para nossa existência pode não sair como esperávamos.

Quantos de nós, apesar de arquitetar um projeto com régua e compasso, não conseguem executar a obra? Muitos, com certeza. Por quê? Porque a vida não é linear, ela, aqui e acolá, direciona-nos para outros lugares, por isso, o bardo português afirmou que viver não é preciso.

Eu, à guisa de exemplo, laborei em múltiplas atividades profissionais. Trabalhei no setor pessoal do antigo supermercado Pague Menos, em loja de peças de automóveis, comercializando carros, material de construção, com copiadora (xerox).

Posteriormente, fui aprovado num concurso público de agente educacional para trabalhar com adolescentes infratores, advoguei durante três anos, lecionei no curso de direito por quinze anos e há vinte anos exerço o cargo de oficial de justiça.

No tocante à vida pessoal, casei-me com apenas dezoito anos de idade, porém, jamais imaginei ser papai tão jovem.

Além disso, nunca cogitei que, um dia, escreveria crônicas. É certo que sempre admirei os textos de Dorian Jorge Freire e de José Nicodemos, achava bacana a forma como eles escreviam, narrando com sensibilidade e maestria as minúcias da vida. Somente tempos depois fui apresentado aos textos de cronistas reconhecidos nacionalmente, como Rubem Braga, Antônio Maria, entre outros de igual quilate, os quais me inspiram.

O fato é que boa parte do que aconteceu não foi planejado, as coisas foram acontecendo, as contingências da vida me levaram por essas veredas. Na verdade, tudo o que passamos na vida tem um propósito, são ensinamentos, mesmo que deixem marcas na alma; e sempre, sempre deixam cicatrizes.

Mas, enfim. Talvez o sentido e a beleza da vida estejam na imprecisão, nas curvas que encontramos no meio do caminho, forjando o espírito, fortalecendo-o para as batalhas do cotidiano.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 12/07/2026 - 07:48h

Os órfãos dos próprios fakes; a novidade é … fingir surpresa

Por Laurita Arruda (Coluna Território Livre)

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Há quem trate o debate sobre perfis fakes na política como se estivéssemos diante de uma invenção de 2026. Não estamos.

Muito antes da internet, das redes sociais e dos algoritmos, campanhas eleitorais já conviviam com o anonimato. Os antigos panfletos apócrifos, distribuídos durante a madrugada, faziam exatamente o papel que hoje se atribui aos perfis sem identificação: atacavam adversários, espalhavam boatos, insinuavam, difamavam e diziam aquilo que seus autores jamais sustentariam de cara limpa em um palanque ou debate.

A tecnologia mudou. A natureza humana, nem tanto.

Quando a internet passou a influenciar eleições, o anonimato simplesmente migrou de plataforma. Vieram os blogs, depois o Orkut, o Twitter, o Facebook, o Instagram e tantas outras ferramentas. Em cada fase, surgiram personagens, páginas e perfis dedicados exclusivamente à guerra política.

O Rio Grande do Norte conhece essa história. E  muito bem.

Quem viveu a eleição municipal de Natal em 2008 certamente se recorda do Xeleléu News, mistura de humor, sátira e militância política que ganhou enorme repercussão durante a campanha que terminou com a eleição de Micarla de Sousa prefeita.

No auge do Twitter, entre 2010 e 2018, perfis potiguares tornaram-se protagonistas de disputas políticas e até de processos judiciais. A expressão “rei dos fakes” entrou definitivamente no vocabulário político do Estado. Coincidências entre discursos, sincronismo nas publicações e ataques coordenados eram assunto frequente muito antes de o algoritmo do Instagram dominar o debate público.

Nada disso é novidade.

O que há de novo, agora, é a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte determinando que a Meta preserve e forneça dados de perfis do Instagram investigados por suposta atuação coordenada em favor da pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado.

A decisão merece registro exatamente pelo seu aspecto jurídico. A Justiça busca identificar quem administra as contas, verificar eventual coordenação entre elas e produzir provas. Não condenou ninguém. Não reconheceu irregularidade. Apenas determinou a apuração dos fatos, como deve acontecer em um Estado de Direito.

É uma diferença importante, que parece obedecer o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral.

Antes mesmo da identificação oficial, um dos administradores resolveu aparecer espontaneamente. O estudante João Carlos assumiu ser responsável pelo perfil “RN com Allyson” e declarou agir por iniciativa própria. O fato, por si só, desmonta parte da narrativa segundo a qual toda manifestação política favorável a um candidato necessariamente nasce escondida atrás do anonimato.

Mas talvez a discussão mais interessante nem seja essa.

O curioso é observar quem descobriu apenas agora que existem perfis políticos nas redes sociais.

Subitamente, há quem fale do tema como se estivéssemos diante de uma prática inédita, exclusiva ou característica de um único grupo político. A memória, entretanto, costuma ser mais confiável que os discursos de ocasião.

Ao longo das últimas décadas, praticamente todos os agrupamentos políticos potiguares conviveram — alguns mais, outros menos — com blogs militantes, perfis anônimos, páginas de humor, influenciadores engajados e estruturas digitais dedicadas à construção de narrativas favoráveis e ao desgaste dos adversários.

Alguns condenavam quando eram vítimas.

Outros defendiam quando eram beneficiários.

Em muitos casos, eram exatamente as mesmas pessoas.

O jornalista Heitor Gregório aproveitou a polêmica para registrar  uma situação emblemática. Enquanto o ex-prefeito Álvaro Dias questiona perfis favoráveis a Allyson Bezerra, existe também um perfil nas redes sociais dedicado à divulgação de conteúdo crítico ao ex-prefeito de Mossoró sem identificação ostensiva de seu responsável. Até agora, não há notícia da mesma mobilização ou judicialização para descobrir quem está por trás dessa conta.

É justamente aí que mora a incoerência.

Não é o método que escandaliza. É o beneficiário.

Se o perfil favorece o aliado, trata-se de militância espontânea, liberdade de expressão ou engajamento popular. Se favorece o adversário, transforma-se imediatamente em uma ameaça à democracia.

O critério nunca foi o instrumento. Sempre foi o lado.

As redes sociais apenas sofisticaram uma velha prática da política brasileira. Aliás, o anonimato deixou de ser indispensável.

Hoje há perfis administrados por pessoas perfeitamente identificadas, com CPF, profissão, diploma, milhares de seguidores e ampla circulação. A blindagem já não depende da ausência de nome, mas da disposição de quem compartilha, impulsiona e amplifica determinado conteúdo.

O museu das grandes novidades continua funcionando normalmente.

Mudam os aplicativos.

Mudam os algoritmos.

Mudam os personagens.

O enredo permanece rigorosamente o mesmo.

Na política, a novidade costuma ser apenas o lado de quem, desta vez, resolveu se escandalizar.

Laurita Arruda é jornalista

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Categoria(s): Artigo / Opinião
domingo - 12/07/2026 - 06:56h

Autoanálise

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS

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Embora modesto, financeira e intelectualmente, digo de mim para comigo que sou um tipo afortunado, que vivo uma condição invejável por parte de outros indivíduos que se encontram abaixo da minha condição econômica. Acho que é isso. Quem olha de fora, quem põe uma lupa sobre meu minúsculo poder aquisitivo, talvez tenha até a impressão de que sou infeliz. É claro que às vezes, aqui recolhido com os meus botões, reflito um pouco e também me sinto menos que medíocre.

Mas, considerando minhas origens e uma malsegura trajetória de subempregos, além da falta de um diploma de nível superior, sinto que estou no lucro. Talvez eu não tenha me tornado um elemento de fato remediado, sem me preocupar com os algarismos que me cobram as companhias de água e de luz, entretanto hoje em dia levo uma existência sem grandes transtornos monetários. Passei por muitos perrengues, enfrentei tempos bicudos num passado não tão distante.

Primogênito de uma prole de onze filhos, comi o pão que o diabo amassou e vi dois irmãos pequenos morrerem de diarreia e desnutrição. Por pouco não fui parar na sarjeta, como tantos por aí. Minha salvação foi que um dia, após doze anos de completo analfabetismo, topei com a Língua Portuguesa, e esta me disse assim: “Vem! Sou tua tábua de salvação”.

Foi mais ou menos desse jeito. O nosso idioma, ao contrário da matemática e das outras ciências exatas, tornou-se o meu bote salva-vidas; um amor à primeira vista. Agarrei-me com o alfabeto e nunca mais o larguei. Aquela infância miserável e a adolescência constrangedora foram se desprendendo de mim lentamente. Aprender a ler e a escrever naqueles começos de minha educação formal foi o maior alumbramento do meu mundo. Não é a primeira vez que digo isso, porém repito.

Minha permanência em sala de aula foi curta; eu era então um sapateiro ganhando meio salário mínimo naqueles primeiros anos de fábrica de calçados Mossoró, mas nunca abandonei os livros: entenda-se a literatura. Li (outra vez repito) com uma fome ancestral. Sempre me faltaram alguns tostões, no entanto os livros de grandes autores pareciam destinados a chegarem às minhas mãos. Começar a escrever foi uma consequência. Hoje não mais, minha memória sofreu grande atrofia depois que entrei em colapso psiquiátrico, contudo naquela época de pouca comida e muita leitura eu sabia de cor e salteado uma variedade admirável de poesia. Crônicas e contos de menor tamanho (permitam a imodéstia) eu lia e relia até conseguir memorizá-los.

Por que, então, hoje estou batendo nesta tecla de autoanálise e vanglória? Faço isso para recordar a mim mesmo que não sou de todo uma criatura falhada na vida. Trilhando caminhos tortuosos, caindo e levantando aqui e acolá, cheguei ao nível social onde agora me encontro. Pois volta e meia é preciso a gente relembrar as nossas origens (especialmente quem saiu do útero da miséria e sabe o que é passar fome) para conseguir valorizar o que conquistamos, apesar dos pesares.

Este breve relato não é direcionado a você. Esta é tão somente uma reflexão que destino à minha própria pessoa. Tais palavras não têm outro endereço senão este cronista dominical. Para não me esquecer de quem sou.

Marcos Ferreira é escritor

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 12/07/2026 - 05:48h

Mohamed Salah – O último rei do Egito

Por Pedro Arthur

Salah, um fenômeno que reinou na liga mais competitiva do mundo (Foto: Web)

Salah, um fenômeno que reinou na liga mais competitiva do mundo (Foto: Web)

Na última terça-feira (07), tive a oportunidade de assistir ao craque Salah despedir-se da Copa do Mundo depois de um jogo exemplar da seleção egípcia, embora cheio de controvérsias para o lado argentino. Apesar das minhas opiniões sobre a arbitragem da partida, foi um prazer presenciar a atuação, talvez um pouco apagada, mas ainda excepcional, de um jogador que marcou minha geração.

Bom, não pude acompanhar Ronaldo, Romário ou sequer Kaká em seus auges, mas nasci e cresci em um mundo futebolístico dominado por duas lendas: Messi e Cristiano Ronaldo. E, entre tantos nomes que foram ofuscados pelos quase vinte anos de reinado dessa dupla, brilhou a estrela de Mohamed Salah.

O ano era 2017. Após um breve período na Roma, o egípcio se aconchega nas ruas de Liverpool e dá início a uma história muito maior do que as quatro linhas do campo. Na temporada 2017/18, sua primeira pelo clube inglês, o então jovem de 25 anos anotou 44 gols e 16 assistências em 52 jogos, levando o Liverpool à final da Champions League após 11 anos de seca, caindo diante do imbatível Real Madrid na fase final. A temporada de números e recordes impressionantes marcou o início de uma das mais belas relações entre jogador e clube que eu já presenciei no futebol. Naquele ano, Salah foi eleito o melhor jogador da Premier League e terminou em terceiro lugar na disputa pela Bola de Ouro.

Seguindo nos feitos esportivos, na temporada 2018/19, foi peça fundamental para levar o Liverpool novamente ao topo da Europa, vencendo o Tottenham na final da Champions League, e também ao topo do mundo, conquistando o Mundial de Clubes ao derrotar o meu Flamengo na decisão. Em 2019/20, o clube inglês voltou ao topo da Inglaterra após 30 anos de espera.

Foram três temporadas consecutivas com mais de 30 gols, até que, em 2023, Salah se tornou o maior artilheiro da história do Liverpool na Premier League. E, quando muitos já voltavam suas atenções para Kylian Mbappé e Erling Haaland, o egípcio respondeu com mais uma temporada histórica: em 2024/25, participou diretamente de 57 gols em 52 partidas, conduzindo o Liverpool ao título inglês mais uma vez.

Mas, apesar de uma carreira esportiva extremamente consolidada, Mohamed Salah ultrapassou os limites de Anfield Road com sua presença e importância na Inglaterra. Uma pesquisa publicada em 2021 pela American Political Science Review analisou mais de 14 milhões de tweets, além de pesquisas de campo, para investigar o chamado “Efeito Salah”. Os autores concluíram que os crimes de ódio contra muçulmanos diminuíram significativamente em Merseyside, região do Liverpool, em comparação com outras partes do país após a chegada do craque egípcio.

Como prevê o ditado, o bom filho à casa torna. Salah também contribuiu para o desenvolvimento urbano e social de sua cidade natal, Nagrig, financiando projetos que ajudaram a transformar a realidade local e incentivando novos sonhos, tanto no esporte quanto na vida de quem nasceu no mesmo lugar que ele.

Quando mais novo, eu sempre escolhia o Liverpool no PES para jogar com Salah e Van Dijk. Hoje, tenho a oportunidade de assistir a essas lendas caminhando para o fim de suas carreiras. Salah já não está mais na Inglaterra, mas me proporcionou acompanhar de perto uma das histórias mais bonitas que o futebol escreveu neste século.

Pedro Arthur Vieira Muniz é estudante

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Categoria(s): Crônica
domingo - 12/07/2026 - 04:30h

Élder Heronildes, um cidadão irradiante de gratidão e otimismo

Por Dix-sept Rosado Sobrinho

Elder tinha 92 anos (Foto: Reprodução de postagem da Uern)

Elder tinha 92 anos (Foto: Reprodução de postagem da Uern)

Soube dia 1º de julho do ano da graça de 2026, com tristeza, da partida para a eternidade de um dos meus ídolos. Élder Heronildes da Silva, me permita conjugar sua vida no presente, é desses seres que encarnam a vitalidade com inteligência, elegância, firmeza, bondade, coragem.
Muitos os aspectos de uma vida tão multifacetada. Pessoa humana, família, cultura, profissão. Companheirismo.

Sobre Élder desta vez abordando um mandamento de Deus “Honra teu pai e tua mãe”, onde a religião prega o respeito aos pais e à herança familiar (Êxodo).

Lembro relato da origem da amizade entre o então prefeito de Mossoró, meu tio Dix-sept Rosado e o pai de Élder Heronildes, o mestre Velho Darico.

Havia Dix-sept assumido a administração da prefeitura, após marcante e renhido pleito eleitoral, eis que surge um problema de alvenaria na cidade que os técnicos a disposição não conseguem resolver. Cogita-se trazer um pedreiro de outra cidade ou da capital para resolver. O prefeito Dix-sept interroga assessores sobre quem na cidade poderia ter capacidade para tal.

Apontam o nome do Velho Darico como capaz de resolver, mas alertam o prefeito que ele não foi seu eleitor. Dix-sept, entre resoluto e ligeiramente irritado responde que a campanha eleitoral já havia se encerrado e os problemas administrativos tinham prioridade para solução. Mandou emissário contatar o Velho Darico. Veio, trabalhou, resolveu.

Desde então tornaram-se amigos, correligionários até e por todo restante de suas vidas.

Élder Heronildes honrou o Velho Darico e Dona Tita, pai e mãe. Levou adiante os ensinamentos de boas maneiras, competência e inteligência, de compromisso com o bem comum ensinados por seus pais, existência afora. Bailando lindamente pelos palcos da vida com sua amada Zélia a encantar a todos.

Exemplo de cidadão do mundo, feliz e compromissado com todos os aspectos benevolentes da existência humana.

Vida digna e eterna!

Dix-sept Rosado Sobrinho é médico

Leia também: Ex-reitor da Uern, Elder Heronildes falece em Mossoró

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Categoria(s): Crônica
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sábado - 11/07/2026 - 23:46h

Pensando bem…

“O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.”

Provérbio hindu
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Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 11/07/2026 - 17:50h
Coleção

Show de Selos continua no Nordestão

Banner de divulgação

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O Show de Selos continua no Nordestão e ainda dá tempo de montar a sua coleção exclusiva Le Cordon Bleu®️.

Você tem até 06/08 pra juntar os selos e até o dia 20/08 pra trocar as cartelas pelas peças de porcelana francesa.

Como participar?

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Categoria(s): Gerais / Informe Publicitário
sábado - 11/07/2026 - 06:48h
Senado

Plenário pode votar na terça PEC dos agentes de saúde em 1º turno

Agentes aguardam sequência de tramitação (Foto ilustrativa)

Agentes aguardam sequência de tramitação (Foto ilustrativa)

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria aposentadoria diferenciada para os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias (PEC 14/2021) passou, nesta quinta-feira (9), pela quarta sessão de discussão no Plenário do Senado. Como a quinta e última sessão obrigatória está prevista para terça-feira (14), isso permite que a proposta seja votada em primeiro turno no mesmo dia.

A PEC começou a ser discutida no Plenário em 30 de julho. Em caso de aprovação, terá que passar por mais três sessões de discussão para ser votada em segundo turno. Para ser aprovada, uma PEC precisa do apoio de pelo menos 49 senadores nos dois turnos.

De acordo com o texto em discussão, de autoria do ex-deputado Dr. Leonardo, os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias terão direito à aposentadoria com idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, desde que comprovem 25 anos de contribuição e de efetivo exercício na atividade profissional.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia previsto que a votação da PEC fosse concluída até o dia 15 de julho, seguindo a tramitação normal.

Impacto orçamentário

O Executivo tem demonstrado preocupação com o impacto orçamentário da PEC. De acordo com os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento, esse impacto poderá chegar a R$ 3 bilhões por ano. A última reforma da Previdência estabeleceu em 65 anos a idade mínima para a aposentadoria tradicional dos trabalhadores brasileiros.

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Política / Saúde
sábado - 11/07/2026 - 04:30h
Sábado e domingo

Mossoró e Natal recebem espetáculo gratuito de mágica

Capitão Jack estará no Banco do Nordeste Cultural (Foto: divulgação)

Capitão Jack estará no Banco do Nordeste Cultural (Foto: divulgação)

O espetáculo “Mágica, a arte que faz encantar”, comandado pelo Mágico Capitão Jack, chega a Mossoró e Natal neste fim de semana com sessões gratuitas para toda a família. No palco, números de ilusionismo, humor e interação convidam o público a embarcar em uma jornada de surpresas que desafia a lógica e desperta o encantamento.

A primeira apresentação acontece neste sábado (11), às 16h30, no Banco do Nordeste Cultural Mossoró (Teatro Lauro Monte Filho). A montagem integra a programação da instituição após ser selecionada por meio do edital de ocupação artística, que definiu as atrações culturais do espaço para o mês de julho.

Já no domingo (12), às 16h, o Capitão Jack sobe ao palco do Alpendre do Natal Shopping como parte das “Férias com a Naty”, ação promovida pelo empreendimento durante o recesso escolar. A agenda reúne atrações culturais voltadas às crianças e suas famílias, com atividades que estimulam a imaginação e a criatividade.

Experiência única

Em “Mágica, a arte que faz encantar”, o público acompanha números que unem técnica, humor e participação da plateia. “É um espetáculo que busca despertar a imaginação, mexer com a sensibilidade e, principalmente, o poder do sonhar e do acreditar. Por isso, cada momento é pensado para encantar, divertir e emocionar, criando uma experiência única por meio da mágica, do teatro e da poesia de cordel”, destaca o Capitão Jack.

As apresentações em Mossoró e Natal antecedem o lançamento do projeto Domingo Mágico, previsto para setembro. A iniciativa reunirá uma programação especial de espetáculos de mágica para o público infantil, com o objetivo de ampliar o acesso à linguagem do ilusionismo e estimular a formação de plateias.

“Neste momento em que as telas fazem parte da rotina de tantas crianças, oferecer experiências sem intermediação de tecnologias eletrônicas ou digitais é um investimento no despertar da imaginação. Sabemos que a criatividade é um valor indispensável para hoje e para o futuro, e é também um estímulo a curiosidade e a busca de conhecimento. Queremos semear um futuro mais amplo, livre e seguro, através de uma ação que proporciona no presente uma infância mais rica em descobertas e vivências”, ressalta Tatiane Fernandes, produtora cultural da MAPA Realizações Culturais.

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Categoria(s): Cultura
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sexta-feira - 10/07/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Eu aprendi há muito tempo que a coisa mais sábia que posso fazer é estar no meu próprio lado, ser uma advogada para mim e para outras pessoas como eu.”

Maya Angelou

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sexta-feira - 10/07/2026 - 21:50h
Visita

Dirigentes da Fecomércio recebem comitiva do Sindivarejo Mossoró

Grupo do Sindivarejo posa ao lado de dirigentes da Fecomércio RN (Fotos: Sindivarejo)

Grupo do Sindivarejo posa ao lado de dirigentes da Fecomércio RN (Fotos: Sindivarejo)

Comitiva com diretores e executivos do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO) esteve nesta sexta-feira (10), em Natal. Visitou a nova sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (FECOMÉRCIO/RN).

Foi recepcionada pelo presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, além de outros dirigentes. O grupo do Sindivarejo Mossoró, liderado pelo presidente Michelson Frota, conheceu estrutura e setores da nova sede, localizada na rua Padre João Damasceno, 1935, Lagoa Nova.

O local concentra as equipes administrativas da Fecomércio, do Sesc e do Senac. Denominada Casa do Comércio José Roberto Tadros, homenagem ao presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a sede conecta-se ainda com demais entidades do sistema, como o próprio Sindivarejo Mossoró.

Numa área superior a 7,2 mil metros quadrados, com subsolo, térreo e seis pavimentos, o edifício foi inaugurado dia 4 de dezembro do ano passado.

A visita dos integrantes do Sindivarejo Mossoró foi concluída com um almoço na própria sede.

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sexta-feira - 10/07/2026 - 17:30h
Governo

Allyson Bezerra defende “choque de gestão” para o RN

Allyson apontou experiência de Mossoró como referência (Foto: Divulgação)

Allyson apontou experiência de Mossoró como referência (Foto: Divulgação)

O pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), afirmou de forma categórica que o enfrentamento da grave crise fiscal do Rio Grande do Norte será a primeira e mais urgente providência de sua futura gestão. Em entrevista ao programa Meio-dia TCM, na 95 FM Mossoró, o ex-prefeito defendeu a necessidade imediata de um “choque de gestão” para reorganizar as contas públicas.

A saída, salientou, passa por modernização tecnológica, corte rigoroso de desperdícios, formação de um secretariado estritamente técnico e amplo diálogo interinstitucional.

Allyson reforçou que, antes de qualquer coisa, será preciso arrumar e controlar a casa, pois sem finanças equilibradas não há como resolver os problemas da saúde, da segurança ou das estradas, assumindo esse desafio com coragem e sem enrolação.

A fala do pré-candidato toca diretamente na maior ferida do estado hoje, referendada por dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O Rio Grande do Norte amarga atualmente a nota “C” no Capag, indicador do Governo Federal que mede a Capacidade de Pagamento com base no endividamento, poupança corrente e liquidez.

O RN lidera o ranking nacional de crescimento de dívida, que saltou 35% em apenas um ano ao passar de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,7 bilhões. O sufoco financeiro é agravado pelo fato de o RN ter comprometido 56,12% de sua Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal no primeiro quadrimestre, estourando o teto da Lei de Responsabilidade Fiscal e atingindo o pior índice do Brasil.

O ex-prefeito relembrou que recebeu o município em situação caótica em janeiro de 2021 e conseguiu reverter quadro de insolvência, até conquistar a nota máxima, a prestigiada Nota “A” no mesmo indicador Capag da STN.

Lembrou que os servidores não tinham recebido o 13º salário, que havia terceirizados com cinco meses de braços cruzados por falta de pagamento e que a Previdência Municipal acumulava um rombo superior a R$ 230 milhões. “Nossa gestão enfrentou e resolveu os problemas sem ficar de braços cruzados culpando o passado.

O pré-candidato concluiu assegurando que não passará quatro anos olhando pelo retrovisor, procurando culpados ou tentando colocar a sujeira para debaixo do tapete, mas que vai sentar na cadeira para governar. Caminho é dialogar com a Assembleia Legislativa, com o Tribunal de Justiça e com os órgãos de controle e fiscalização, para resolver os problemas do Rio Grande do Norte de forma estritamente técnica.

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sexta-feira - 10/07/2026 - 13:30h
Operação Compliance

PF mira publicitário que coordenou ações a favor do Master

Thiago Miranda e Daniel Vorcaro: afinação (Fotomontagem Canal Meio)

Thiago Miranda e Daniel Vorcaro: afinação (Fotomontagem Canal Meio)

Do Canal Meio para o BCS

A Polícia Federal deflagrou a 10º fase da Operação Compliance e cumpriu mandado de busca e apreensão contra o publicitário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi e responsável pela estratégia de gestão de crise de Vorcaro durante a crise do Banco Master. A estratégia incluía a contratação de influenciadores para fazer ataques ao Banco Central e a produção de dossiês sobre adversários do mercado financeiro e de outras áreas. As investigações identificaram conversas entre o publicitário e Vorcaro, nas quais os dois discutiam formas de conter reportagens da jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, incluindo a obtenção de informações pessoais da colunista. Em nota, a defesa de Thiago Miranda negou qualquer prática ilícita e afirmou que sua atuação profissional sempre ocorreu dentro da legalidade. (Folha)

Daniel Vorcaro e Thiago Miranda, que também é sócio do Portal Leo Dias, mantinham uma estrutura para disseminar campanhas de desinformação com o objetivo de proteger a instituição financeira e seus dirigentes. Segundo a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF identificou Miranda como o principal articulador da rede destinada a recrutar influenciadores digitais e jornalistas mediante contratos sigilosos e pagamentos que poderiam chegar a R$ 2 milhões. (g1)

Na decisão, baseada em relatório da PF que diz que a operação de Miranda tinha “contornos de máfia”, Mendonça afirma que, “embora não tenham sido identificados elementos que apontem para a existência de vínculo operacional entre o ‘time’ de Thiago Miranda e outros investigados ligados ao grupo criminoso, como aqueles inseridos nas estruturas denominadas ‘a turma’ e ‘os meninos’, verificou-se a utilização de modus operandi semelhante ao empregado pela organização criminosa de Daniel Vorcaro”. (Estadão)

Em outras mensagens apreendidas pela Polícia Federal na investigação, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro solicita a produção de um dossiê com informações sobre o presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy Filho, e sua esposa, Camila Moretti Maluhy. De acordo com as conversas, Vorcaro pediu a Thiago Miranda um levantamento sobre o executivo porque ele estaria lhe causando “muitos problemas”. Miranda respondeu que assumiria a tarefa. Em outro diálogo citado pela investigação, o publicitário informa que o material já estava concluído e sugere divulgar seu conteúdo por meio de um terceiro veículo de comunicação após o Carnaval. (Globo)

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sexta-feira - 10/07/2026 - 12:52h
Penitenciária Federal

Ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ é transferido para Mossoró

Rodrigo Bacellar esteve antes preso em Bangu e Brasília (Foto: Reprodução)

Rodrigo Bacellar esteve antes preso em
Bangu e Brasília (Foto: Reprodução)

O ex-deputado Rodrigo Bacellar foi transferido na última quarta-feira para a Penitenciária Federal de Mossoró, localizada a cerca de 280 quilômetros de Natal, no Rio Grande do Norte. Antes da chegada ao estado, ele permaneceu durante uma semana na unidade federal de segurança máxima de Brasília, após deixar o complexo penitenciário de Bangu 8, no Rio de Janeiro.

A transferência para Mossoró foi interpretada por familiares e pessoas próximas como mais uma etapa de um suposto isolamento do ex-parlamentar, que, segundo eles, teria como objetivo pressioná-lo a firmar um acordo de delação premiada.

A decisão também provocou preocupação entre familiares, que relataram dificuldades para manter contato devido a distância entre a unidade prisional e o local de residência da família.

Inaugurada em 2009, a Penitenciária Federal de Mossoró possui capacidade para abrigar até 208 detentos classificados pela Justiça como de alta periculosidade. Entre os nomes que já passaram pela unidade estão líderes de organizações criminosas como Marcola, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP.

Rodrigo Bacellar foi preso em sua residência, em Teresópolis (RJ), no dia 27 de março de 2026, após ter o mandato cassado e ser declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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sexta-feira - 10/07/2026 - 09:32h
Na serra

Martins promove seu XVIII Festival de Gastronomia e Cultura

Abertura foi noite com grande participação popular (Print de vídeo)

Abertura foi noite com grande participação popular (Print de vídeo)

Começou nessa quinta-feira(09) o XVIII Festival de Gastronomia e Cultura de Martins, no Centro da cidade.

O Abba The History e a banda Jota Quest foram as principais atrações musicais.

Uma noite supimpa.

Evento vai até o domingo (12).

Atrações principais

Sexta/hoje (10/07): AnaVitória

Sábado (11/07): Fagner e Demônios da Garoa

Domingo (12/07): Só Pra Contrariar e Mução

Veja Vídeo AQUI.

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sexta-feira - 10/07/2026 - 08:50h
Grande perda

Acidente em treino tira a vida de “Júnior Banana”

Júnior é um nome respeitado nacionalmente com o bicicross (Fotomontagem do BCS)

Júnior é um nome respeitado nacionalmente com o bicicross (Fotomontagem do BCS)

Morreu nessa quinta-feira (9), à noite, em Mossoró, após sofrer um acidente durante treino de bicicross (BMX), José Maria Lima Júnior (Júnior Banana), 50. Era um atleta conhecido nacionalmente e referência no bicicross.

O acidente aconteceu em pista que leva seu nome, no Ulrick Graff, proximidades do complexo de órgãos e poderes judiciais.

Júnior Banana caiu quando fazia uma manobra e teria quebrado o pescoço. Polícia e Samu chegaram ao local com agilidade, logo que cientificados do caso. Mas constataram óbito de imediato.

Júnior Banana era natural do Pará, mas há décadas estava radicado em Mossoró. Virou um incentivador do bicicross e participou de incontáveis competições oficiais no Brasil e exterior.

Foi bicampeão brasileiro, duas vezes vice-campeão pan-americano e esteve em edições do Campeonato Mundial de BMX.

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quinta-feira - 09/07/2026 - 23:44h

Pensando bem…

“Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento”.

Érico Veríssimo

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quinta-feira - 09/07/2026 - 17:32h
Requinte Buffet

União Brasil do RN promove Inspira Mulher em Mossoró

Banner de divulgação

Banner de divulgação

O União Brasil do Rio Grande do Norte realiza nesta quinta-feira (9), às 18h30, no Requinte Buffet, em Mossoró, o Inspira Mulher, encontro voltado ao fortalecimento da participação feminina na política, à formação de novas lideranças e ao diálogo sobre o futuro do estado.

Aberto ao público, o evento reunirá mulheres, jovens, lideranças políticas e representantes de diversos segmentos da sociedade em uma programação voltada à inspiração, ao compartilhamento de experiências e à construção coletiva de ideias.

Dentro da programação terá a palestra da enfermeira, pesquisadora e empreendedora Érica Louise, referência em inovação na área da saúde.

O União Brasil destaca que o Inspira Mulher integra as ações do partido voltadas ao fortalecimento da participação feminina, à formação política e ao incentivo ao diálogo entre diferentes setores da sociedade, contribuindo para a construção de propostas para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

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quinta-feira - 09/07/2026 - 16:36h
Luto

O adeus de Katherine Chris de Saboya Bezerra

Reprodução de informação sobre velório e sepultamento

Reprodução de informações sobre velório e sepultamento

Faleceu em Mossoró nesta quinta-feira (09), Katherine Chris de Saboya Bezerra, 50, em consequência de problemas com diabetes.

Seu velório acontece no Centro de Velório Sempre, a partir das 18h30 de hoje.

O sepultamento está definido para essa sexta-feira (10), às 9 horas, no Cemitério São Sebastião, Centro de Mossoró.

Abaixo, uma crônica do jornalista Saulo Vale, irmão de Katherine Chris, em sua homenagem:

O adeus à minha irmã Katherine Chris de Saboya Bezerra, a nossa Kaká

É com tristeza que informamos o falecimento da minha irmã Katherine Chris de Saboya Bezerra, de 50 anos.

Ela estava internada após agravamento do seu quadro de diabetes. Lutou muito pela vida.

Katherine é minha irmã por parte de pai – Fernando Antônio Bezerra – em saudosa memória.

Sua mãe, Evaneide Saboya, partiu há pouco mais de um ano.

Ela deixa o filho, Lucas de Saboya, e cinco irmãos: Carlos de Saboya, Samuel Saboya, Rafael Vale, Saulo Vale e Sarah Vale.

Os horários e locais de velório e sepultamento ainda serão informados.

Deus trabalha de uma forma que muitas vezes não é intendível ao ser humano, porque os planos dEle são maiores que os nossos.

Você vai fazer falta, Kaká.

Descanse em paz.

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quinta-feira - 09/07/2026 - 13:40h
Câmara Federal

Desistência de Kelps deixa quatro vereadores livres para apoios

João Marcelo, Petras Vinícius, Lucas das Malhas e Vavá apoiavam Kelps (Fotomontagem do RN Notícia)

João Marcelo, Petras Vinícius, Lucas das Malhas e Vavá apoiavam Kelps (Fotomontagem do RN Notícia)

Do RN Notícia

A desistência oficial da pré-candidatura de Kelps Lima (UB) à Câmara Federal provoca reflexos diretos no cenário político de Mossoró e abre espaço para novas movimentações nos bastidores das eleições deste ano.

Com a saída de Kelps da disputa, quatro vereadores mossoroenses que orbitavam o seu projeto político passam a ficar livres no chamado “mercado político”: Petras Vinícius (PSD), o vereador mais votado da cidade, além de Lucas das Malhas (UB), João Marcelo (PSD) e Vavá (PSD).

Agora, a principal dúvida nos bastidores é qual será o destino político do grupo e quais projetos receberão o apoio dos parlamentares nas eleições proporcionais.

Entre as possibilidades mais comentadas estão as pré-candidaturas de João Maia (PP), Benes Leocádio (UB) e Robinson Faria (PP), todos em busca de fortalecimento de suas bases eleitorais no Oeste potiguar. O trio faz faz do arco da nominata da federação União Progressista, que tem o ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (UB) como pré-candidato a governador.

Nos próximos dias, as articulações devem se intensificar e definir para onde os quatro vereadores irão “aterrissar” no tabuleiro político do Rio Grande do Norte.

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quinta-feira - 09/07/2026 - 13:08h
Mudança

Ex-secretário retorna à equipe de Fátima Bezerra

Postagem de Fátima Bezerra adianta informações de mudanças na equipe (Reprodução do BCS)

Postagem de Fátima Bezerra adianta informações de mudanças na equipe (Reprodução do BCS)

A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou nesta quinta-feira (9), a nomeação de Alexandre Lima (PT) para a Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAN).

Virgínia Ferreira, na pasta, será deslocada para a Secretaria de Gabinete Civil.

Fátima Bezerra fez o comunicado por suas redes sociais.

Alexandre, a princípio, estava em plena pré-campanha a deputado federal. Contudo, para acomodar interesses de forças diversas que compõem a aliança governista, acabou sacado na nominata que se desenhava.

Professor da Universidade do Estado do RN (UERN), Lima foi secretário da Agricultura Familiar do RN na gestão da própria Fátima Bezerra. Afastou-se para ser candidato a deputado federal.

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