
Em 2014, Robinson e Fátima fizeram parceria ao Governo e ao Senado; depois, governo (Foto: Arquivo BCS)
O candidato a governador Cadu Xavier (PT) ficou possesso com seu adversário Allyson Bezerra (UB), nesta segunda-feira (03). Em vídeo, ele vociferou contra Bezerra, depois que esse em redes sociais chegou a tachar de “caloteiro” o governo Fátima Bezerra (PT), por atraso em pagamento a aposentados e pensionistas.
Em resposta, Cadu Xavier, que é auditor fiscal do Estado e ex-secretário da Fazenda de Fátima Bezerra, julgou a classificação como incoerente e transferiu para um dos aliados de Allyson Bezerra, na campanha 2026, essa pecha.
No vídeo, o candidato petista relembrou o período em que o Rio Grande do Norte enfrentou graves atrasos salariais. “Allyson Bezerra, caloteiro está ao seu lado, está no seu palanque. Eu sou servidor público, eu vivi os quatro meses de salários atrasados nos tempos de Robinson Faria (PP), que está no seu projeto”, disparou.
Enfim, não negou atrasos. Admitiu problemas, mas optou por transferir para o deputado federal e ex-governador Robinson Faria (2015-2018), todas as responsabilidades enfrentadas pela administração atual. E, a Allyson Bezerra, um vínculo por o ex-governante em nominata na Coligação Esperança e Trabalho.
De volta ao passado…
Filiado apenas este ano ao PT, sem qualquer militância partidária até então, Xavier talvez não lembre ou desconheça que o maior vínculo de Robinson foi justamente com seu partido e com Fátima Bezerra. Em 2014, ela foi candidata ao Senado em “dobradinha” com Faria, então deputado estadual e candidato à sucessão de Rosalba Ciarlini, que também a apoiou ao Senado da República em campanha vitoriosa.
Tem mais: o PT e Fátima participaram do governo Robinson Faria. Não foi apenas aliança de ocasião. Indicaram nomes à equipe em primeiro e segundo escalões, como a atual deputada estadual Divaneide Basílio (Juventude), Francisco das Chagas Fernandes (Educação) e Teresa Freire (Políticas Públicas para as Mulheres), entre outros.
Anoite aí também, Cadu Xavier: o então deputado estadual Fernando Mineiro (PT), hoje federal, foi líder da bancada na Assembleia Legislativa do começo do governo até fevereiro de 2016.
Outro detalhe: rompimento ocorreu em abril de 2016, não por crescente crise de gestão, mas porque grupo de Robinson apoiava impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), com voto do deputado federal Fábio Faria.
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