terça-feira - 02/06/2026 - 07:20h
Mais problemas

Relatório dos EUA propõe tarifaço de 25% sobre o Brasil

Taxação terá início dia 25 de julho (Foto:  Nelson Almeida/AFP/Arquio)

Taxação terá início dia 25 de julho (Foto: Nelson Almeida/AFP/Arquivo)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

Pouco mais de seis meses depois de o presidente Donald Trump suspender o tarifaço de 40% sobre os produtos brasileiros, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR na sigla em inglês) propôs nesta segunda-feira que o Brasil seja alvo de uma taxação de 25% por conta de “práticas irrazoáveis” que onerariam o comércio exterior dos EUA.

A recomendação entra agora em consulta pública e tem até 25 de julho para entrar em vigor. Um dos pontos destacados pelo relatório do USTR é o “favorecimento” a serviços locais de pagamento eletrônico, o Pix.

O documento também cita “ordens secretas” de tribunais para remoção de conteúdo por plataformas digitais americanas, demora na análise de patentes, taxação de etanol dos EUA, acordos comerciais mais favoráveis com países como México e Índia e até a anulação das sentenças da Lava Jato. Por outro lado, produtos como aeronaves e peças, terras raras e alguns itens agropecuários ficariam de fora da eventual nova taxação. (g1)

Embaixador no Brasil

E Trump indicou o deputado estadual pela Flórida Daniel Perez para o cargo de embaixador no Brasil, vago desde janeiro do ano passado. O nome será submetido à aprovação do Senado americano. Presidente da Câmara dos Representantes da Flórida, Perez é um dos principais nomes do Partido Republicano no estado e aliado próximo do secretário de Estado americano Marco Rubio. (Metrópoles)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 01/06/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“O saber se aprende com os mestres. A sabedoria, só com o corriqueiro da vida.”

Cora Coralina

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 01/06/2026 - 22:20h
Confira

Resultado final do Concurso Docente da Uern é divulgado

Banner de divulgação da Uern

Banner de divulgação da Uern

A Comperve/UFRN divulgou nesta segunda-feira, 1º de junho, o resultado final do Concurso Docente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

O resultado final do concurso, com as notas classificatórias dos candidatos, pode ser consultado no site da Comperve.

O concurso ofertou 66 vagas para professores que irão integrar o quadro efetivo da Uern. As vagas decorrem de aposentadorias e falecimentos de servidores, nos termos do art. 22, parágrafo único, inciso IV, da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os candidatos aprovados serão lotados em qualquer um dos campi da Uern, conforme as necessidades institucionais e adequação administrativa. Os campi estão localizados nas cidades de Assú, Caicó, Mossoró, Natal, Patu e Pau dos Ferros.

“Queremos dar as boas-vindas aos novos docentes que chegam para somar ao nosso corpo docente. A chegada desses profissionais é um marco fundamental para o fortalecimento do nosso ensino, da pesquisa e da extensão em todos os nossos campi”, destacou a reitora Cicília Maia.

O vice-reitor Chico Dantas ressalta que todo o concurso transcorreu de forma tranquila. “Nós acompanhamos de perto todas as etapas do concurso. Sempre confiando no trabalho da Comissão Central e na seriedade da Comperve, que foi a responsável pela aplicação de todo o certame.

“Queremos agradecer o trabalho da Comissão Central do Concurso. Foram meses de muito trabalho e dedicação para chegar ao dia de hoje. A expectativa é que os docentes entrem em atividade no semestre 2026.2”, afirmou a pró-reitora de Gestão de Pessoas, Isabel Amaral, que presidiu a Comissão Central do Concurso.

O concurso público tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período.

Confira os resultados publicados no site da Comperve:

– PPI (Divulgado em 01 de Junho de 2026)
– Suplentes (Divulgado em 01 de Junho de 2026)
– PCD (Divulgado em 01 de Junho de 2026)
– Geral (Divulgado em 01 de Junho de 2026)
– Aprovados na Ampla Concorrência (Divulgado em 01 de Junho de 2026)
– Resultado das Entrevistas de Heteroidentificação após recurso (Divulgado em 1 de Abril de 2026)

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Educação / Gerais
segunda-feira - 01/06/2026 - 21:10h
Pesquisa 96 FM/Agorasei

Styvenson lidera disputa ao Senado; Zenaide aparece em segundo

Styvenson e Zenaide tentam a reeleição e desempenho ajuda (Fotomontagem 96 FM)

Styvenson e Zenaide tentam a reeleição e desempenho ajuda (Fotomontagem 96 FM)

O senador Styvenson Valentim (Podemos) lidera a corrida pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado Federal, segundo pesquisa 96FM/Agorasei divulgada nesta segunda-feira (1º). O parlamentar aparece na frente tanto na lembrança espontânea dos eleitores quanto nos cenários estimulados de primeiro voto e na soma dos dois votos para a disputa de 2026.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem acesso a uma lista de candidatos, Styvenson registra 15,7% das citações. A senadora Zenaide Maia (PSD) aparece em segundo lugar, com 5,8%. Em seguida surgem Coronel Hélio (PL) 3%, Samanda Alves (PT) 2,5%, Rafael Motta (PDT) 1,9%), Allyson Bezerra (UB) 1,1%, Carlos Eduardo (UB) 1%, Cadu Xavier (PT) 0,9%, Álvaro Dias (PL) 0,8% e Fátima Bezerra (PT) 0,7%.

Também foram lembrados Rogério Marinho (0,4%), Natália Bonavides (0,3%), Thabatta Pimenta (0,3%), Flávio Rocha (0,3%), Jean Paul Prates (0,3%), Francisco do PT (0,2%) e Walter Alves (0,2%). Outros nomes somaram 0,1% cada. O levantamento mostra ainda que 61,9% dos entrevistados não souberam responder e 10,7% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Primeiro Voto

No cenário estimulado para o primeiro voto ao Senado, Styvenson amplia a vantagem e alcança 34% das intenções de voto. Zenaide Maia aparece em segundo lugar, com 12,3%, seguida por Rafael Motta (7,9%), Samanda Alves (5%), Coronel Hélio (4,7%), Flávio Rocha (2,4%), Sandro Pimentel (1,1%), Luciana Lima (0,8%) e Rosália Fernandes (0,8%). Entre os entrevistados, 14,7% disseram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 16,4% não souberam responder.

Segundo Voto

Na disputa pelo segundo voto, a liderança passa para Zenaide Maia, que registra 13%. Rafael Motta aparece com 9,3%, seguido de perto por Styvenson Valentim, com 9,2%. Coronel Hélio soma 5,1%, Samanda Alves tem 3,9%, Flávio Rocha registra 2,5%, enquanto Rosália Fernandes e Sandro Pimentel aparecem com 1,4% cada. Luciana Lima tem 0,7%. Nesse cenário, 22,1% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 31,3% disseram não saber em quem votar.

Soma primeiro e segundo votos

Quando são somados os percentuais do primeiro e do segundo voto, Styvenson mantém a liderança com 43,2%. Zenaide Maia ocupa a segunda posição, com 25,3%, seguida por Rafael Motta, com 17,2%. Coronel Hélio aparece com 9,8%, Samanda Alves com 8,9%, Flávio Rocha com 4,9%, Sandro Pimentel com 2,5%, Rosália Fernandes com 2,2% e Luciana Lima com 1,5%.

O cenário também registra elevado percentual de indecisos: 47,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar para as duas vagas ao Senado, enquanto 36,8% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

Rejeição

A pesquisa também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Coronel Hélio aparece com o maior índice, citado por 15,9% dos entrevistados como alguém em quem não votariam de jeito nenhum. Na sequência estão Flávio Rocha (15,1%), Zenaide Maia (14,9%), Sandro Pimentel (14,7%), Rafael Motta (14%), Samanda Alves (13,7%) e Styvenson Valentim (13,5%).

Rosália Fernandes registra rejeição de 11,5%, enquanto Luciana Lima aparece com 10,3%. Outros 25,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em qualquer um dos nomes apresentados e não possuem rejeição a nenhum deles. Já 23,9% disseram não saber ou preferiram não responder.

A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.

Leia tambémAllyson tem 39,8% das intenções de voto; Álvaro 22,1% e Cadu 11,4%

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
segunda-feira - 01/06/2026 - 20:22h
Pesquisa 96 FM/Agorasei

Allyson tem 39,8% das intenções de voto; Álvaro 22,1% e Cadu 11,4%

Allyson leva vantagem sobre Álvaro e Cadu em simulações de segundo turno (Fotomontagem 96 FM)

Allyson leva vantagem sobre Álvaro e Cadu em simulações de segundo turno (Fotomontagem 96 FM)

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), aparece na liderança da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em todos os cenários testados pela pesquisa Agorasei/96FM divulgada nesta segunda-feira (1º). O levantamento mostra o gestor à frente tanto na pesquisa espontânea quanto na estimulada, além de vencer os dois cenários de segundo turno simulados pelo instituto.

Estimulada

Na pergunta Estimulada, quando os eleitores recebem uma lista de nomes, Allyson mostra boa vantagem que hoje lhe garantiria vitória direta no primeiro turno. Ele registra 39,8% das intenções de voto, contra 22,1% de Álvaro Dias (PL) e 11,4% de Cadu Xavier (PT).

Na sequência aparecem Robério Paulino (Psol), com 1,1%, Rodrigo Vieira (DC), com 0,9%, e Dário Barbosa (PSTU), com 0,3%.

Entre os entrevistados, 12,3% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12% disseram não saber em quem votariam.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Allyson lidera com 23,1% das citações. Em seguida aparecem o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, com 8,5%, e o secretário estadual Cadu Xavier, com 8,1%.

Mais atrás surgem Carlos Eduardo (UB), com 1,1%, a governadora Fátima Bezerra (PT), com 0,6%, o senador Styvenson Valentim (Podemos), com 0,4%, Francisco do PT, Garibaldi Filho (MDB), Natália Bonavides (PT) e Rogério Marinho (PL), todos com 0,2%.

Também foram citados José Agripino (UB), Benes Leocádio (UB), Coronel Hélio (PL), Mineiro (PT), Neilton Diógenes (PP) e Zenaide Maia (PSD), com 0,1% cada.

O levantamento mostra ainda que 47,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam para governador, enquanto 9,1% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato.

Segundo turno

A pesquisa também simulou três cenários de segundo turno.

Allyson x Álvaro

No confronto entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias, o prefeito de Mossoró alcança 48,1% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito de Natal registra 25,4%. A diferença entre os dois é de 22,7 pontos percentuais.

Nesse cenário, 16,6% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 9,9% disseram não saber em quem votariam.

Allyson x Cadu

Em uma disputa direta entre Allyson Bezerra e Cadu Xavier, a vantagem do prefeito mossoroense é ainda maior. Allyson aparece com 54% das intenções de voto, contra 14,9% do secretário estadual.

Outros 18,3% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados, enquanto 12,9% não souberam responder.

Álvaro x Cadu

O levantamento também testou um cenário sem a participação de Allyson Bezerra. Nesse caso, Álvaro Dias lidera com 38,2%, enquanto Cadu Xavier aparece com 20,8%.

Nesse confronto, 27,3% dos entrevistados disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos e 13,7% afirmaram não saber em quem votariam.

Dados técnicos

A pesquisa Pesquisa Agorasei/96FM entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 28 a 31 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança estimado de 95%. A pesquisa foi registrada no RN com o protocolo RN-02699/2026; e o registro nacional é o BR-05671/2026.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 01/06/2026 - 12:02h
Modernização

Prefeitura de Mossoró lança sistema para agilizar alvará de construção

Iniciativa faz parte do programa "Mossoró Digital" (Foto: PMM)

Iniciativa faz parte do programa “Mossoró Digital” (Foto: PMM)

A Prefeitura de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (SEMURB), começa nesta segunda-feira, 1º de junho, um novo modelo de Licenciamento Urbanístico no município. O sistema substitui o antigo “1Doc” e vai deixar o processo mais rápido e fácil para a população.

Com a novidade, residências unifamiliares de até 400 metros quadrados e com até dois pavimentos poderão contar com a emissão de alvará automático, o que vai agilizar a autorização da obra.

A Semurb reforça que o alvará automático não substitui o alvará definitivo. Após a emissão inicial, o projeto continuará passando por análise técnica da secretaria, para garantir o cumprimento das exigências urbanísticas e legais, conforme a Lei nº 3.912.

A iniciativa faz parte do trabalho da prefeitura no programa “Mossoró Digital”, para modernizar os serviços públicos, reduzir a burocracia e melhorar o atendimento à população. Veja o endereço eletrônico de acesso: //sistemadelicenciamento.mossoro.rn.gov.br/.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
segunda-feira - 01/06/2026 - 11:34h
Gente feliz

Aliança mistura PT, PL, PSD, PSDB e PP em prévia de campanha

Lula Soares reúne Cadu, Zenaide, Robinson e Dr. Gustavo num mesmo palanque (Foto: assessoria)

Lula Soares reúne Cadu, Zenaide, Robinson e Dr. Gustavo num mesmo palanque (Foto: assessoria)

Do Blog Saulo Vale

O município de Assú foi palco, neste sábado (30), de uma cena que se torna cada vez mais comum na política do Rio Grande do Norte em 2026: a reunião de lideranças de diferentes palanques estaduais em um mesmo evento municipal.

Durante o “Encontro com os Amigos de Dr. Gustavo”, promovido pelo grupo político liderado pelo prefeito Lula Soares (Republicanos), estiveram lado a lado o pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT), a senadora Zenaide Maia (PSD), o deputado federal Robinson Faria (PP) e o ex-prefeito Dr. Gustavo Soares (PSDB), que lançou oficialmente sua pré-candidatura a deputado estadual.

A composição chamou atenção porque os presentes defendem projetos distintos para as eleições estaduais. Cadu Xavier é o nome apoiado pelo PT para a disputa ao Governo do Estado. Já Zenaide Maia e Robinson Faria estão alinhados ao projeto político do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao governo do RN.

As diferenças também passam pela disputa ao Senado. Enquanto o grupo de Cadu Xavier apoia as pré-candidaturas de Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), Zenaide é pré-candidata à reeleição.

Além das lideranças estaduais, o ato contou com a presença do prefeito de Tibau do Sul, Valdenício Costa (PL), ex-prefeitos da região, vereadores, suplentes e apoiadores.

Apoios distintos

O cenário observado em Assú antecipa uma tendência que já é percebida nos bastidores da política potiguar: prefeitos e lideranças municipais devem construir apoios distintos para Governo e Senado, sem necessariamente seguir uma mesma composição estadual.

A movimentação lembra o que ocorreu em 2022, quando dezenas de prefeitos apoiaram simultaneamente a governadora Fátima Bezerra (PT) para a reeleição e o então candidato ao Senado Rogério Marinho (PL). A combinação ficou conhecida nos meios políticos como chapa “Farinho”, numa referência à união eleitoral de dois adversários em nível estadual.

Nesse contexto, o evento em Assú foi mais do que o lançamento da pré-candidatura de Dr. Gustavo Soares à Assembleia Legislativa. Também representou uma demonstração prática de como as alianças municipais tendem a se sobrepor às divisões estaduais na disputa de 2026.

Nota do Blog Carlos Santos – Nada a causar estranheza. É o que a legislação comporta e a necessidade de cada um impõe. Briga mesmo só nos andares bem abaixo, com manadas de babaquaras produzindo inimizades, brigando e tentando provar que A é melhor do que B e vice-versa. Lá em cima é outro nível: gente feliz.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 01/06/2026 - 08:46h
Vai sacudir, vai abalar...

A delação ‘do fim do mundo’ de Vorcaro está a caminho

Daniel poder pagar R$ 40 bilhões do rombo (Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo)

Daniel pode pagar R$ 40 bilhões do rombo (Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Agência O Globo)

The News para o BCS

A delação que pode mudar os rumos do país ganhou um novo capítulo. Daniel Vorcaro e seus advogados trabalham para entregar — em pouco mais de duas semanas — uma nova proposta para as autoridades depois de a primeira versão ter sido rejeitada.

Para isso, a defesa do banqueiro pediu para poder passar mais horas diárias com o seu cliente até a metade de junho. O pedido foi aceito pelo ministro André Mendonça.

Caso não lembre… A primeira versão entregue à PF foi considerada pelos investigadores uma “brincadeira” e um material “sem pé nem cabeça”. Entre os principais pontos de discordância estavam:

O banqueiro se dispôs a devolver R$ 40 bilhões, mas integrantes da investigação avaliam que o prejuízo total causado com o seu esquema pode alcançar R$ 60 bilhões.

A delação previa o pagamento em até 10 anos, medida que enfrenta resistência já que, devido ao tempo, o banqueiro poderia encontrar formas de não pagar o valor total.

Dúvidas sobre a capacidade financeira de Vorcaro, principalmente depois da liquidação do Banco Master.

Com a retomada das negociações, pessoas próximas a Vorcaro têm prometido que, agora, o banqueiro vai entregar um material mais relevante. Com tantas figuras públicas envolvidas nas provas divulgadas até então, é provável que uma delação movimente Brasília.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
segunda-feira - 01/06/2026 - 07:44h
Dom Francisco de Sales

Bispo anuncia transferências e nomeações de padres na Diocese

Padre Pedro Vitor, Frei Josué Laurindo, padre Marcos Bruno, padre Talvacy Chaves, padre Lucas Henrique, padre Deivid Franklin, padre Miqueias Ícaro, padre Geovani da Silva e padre Marcos Araújo fazem parte das mudanças (Fotomontagem do BSV)

Padre Pedro Vitor, Frei Josué Laurindo, padre Marcos Bruno, padre Talvacy Chaves, padre Lucas Henrique, padre Deivid Franklin, padre Miqueias Ícaro, padre Geovani da Silva e padre Marcos Araújo fazem parte das mudanças (Fotomontagem do BSV)

O bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, Dom Francisco de Sales, anunciou no sábado (30) algumas transferências e nomeações de padres. O comunicado oficial foi divulgado oficialmente pela Diocese através de seus canais multiplataformas nas redes sociais e Rádio Rural FM 101.9. Segundo Dom Francisco de Sales, a iniciativa tem o objetivo de atender às necessidades pastorais e fortalecer a missão evangelizadora da Igreja.

ovas transferências e nomeações de padres para diversas paróquias e áreas da Diocese.

Veja abaixo:

Padre Talvacy Chaves – Nomeado vigário paroquial da Paróquia Menino Jesus, em Mossoró. Acolhida: 14 de junho.

Padre Marcos Maciel de Souza Araújo – Nomeado administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel. Posse: 22 de junho.

Padre Geovani José da Silva – Nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel. Posse: 22 de junho.

Frei Josué Laurindo, O.Carm. – Nomeado administrador da Área Missionária da Nova Mossoró. Posse: 2 de agosto.

Padre Deivid Franklin de Aquino – Nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Mossoró. Acolhida: 9 de agosto.

Padre Marcos Bruno Fernandes – Confirmado como administrador da Área Missionária de Santa Luzia e Nossa Senhora de Fátima, nos municípios de Água Nova e Rafael Fernandes.

Padre Lucas Henrique – Confirmado como administrador da Área Missionária de São José e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Coronel João Pessoa e Venha-Ver.

Padre Miqueias Ícaro de Oliveira – Confirmado como vigário paroquial da Quase Paróquia São João Paulo II, permanecendo também no Colégio Diocesano Santa Luzia.

Padre Pedro Vitor Fernandes Damião – Confirmado como administrador da Paróquia de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, em Apodi.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 01/06/2026 - 06:32h
Audiência

Uma notícia mais ou menos para os canais de notícia

Arte ilustrativa de Rebecca Zisser/Axios)

Arte ilustrativa de Rebecca Zisser/Axios)

The News para o BCS

Você já se perguntou qual é a média de audiência das principais emissoras de televisão de notícias do Brasil? Alguns milhões? Bom, é um pouco menos…

Na verdade, um levantamento apontou que os 5 principais canais de TV de notícia somaram 168 mil espectadores simultâneos em média durante um dia em 2025.

Na prática, o ranking de quantidade média de pessoas assistindo ficou dividido da seguinte forma:

Globo News: 90.995

CNN: 20.999

Jovem Pan News: 20.999

Record News: 20.999

Band News: 13.999

Olhando de perto… Todas as emissoras tiveram os melhores momentos de transmissão durante a tarde, registrando 230.987 espectadores em média.

Pense que a média de espectadores somadas dos canais equivale a 0,08% da população brasileira. Ao mesmo tempo, entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, houve queda de 18,8% no número de assinantes de canais por assinatura.

Na prática, esse movimento pode simbolizar uma queda consistente dos meios tradicionais de informação. Com a expansão da internet, as pessoas passaram a ter acesso a diferentes canais, confrontar opiniões e se aprofundar em assuntos — tudo de forma gratuita e rápida.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Comunicação
  • Art&C - PMM - Maio de 2026 - Cidade Junina
domingo - 31/05/2026 - 23:50h

Pensando bem…

“Nenhum homem que não domine a si mesmo é livre.”

Epiteto

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
domingo - 31/05/2026 - 17:00h
Pesquisa O Potiguar/Seta

Senado tem Styvenson com 47,2%, Zenaide 42,6% e Rafael 16,9%

Styvenson e Zenaide têm dianteira; Rafael, Coronel Hélio e Samanda vêm bem atrás Fotomontagem do blog O Potiguar)

Styvenson e Zenaide têm dianteira; Rafael, Coronel Hélio e Samanda vêm bem atrás (Fotomontagem do blog O Potiguar)

Pesquisa blog O Potiguar/Seta divulgada neste domingo (31), com alcance em todo o RN, mostra que o senador Styvenson Valentim (Podemos) lidera na soma dos dois votos do eleitor, com 47,2% das citações, na corrida eleitoral ao Senado. Em segundo lugar aparece a senadora Zenaide Maia (PSD), com 42,6%, seguida por Rafael Motta (PDT) que chega a 16,9%.

Na sequência surgem Coronel Hélio (PL) 12,3%, Samanda Alves (PT) 10,6%, Luciana Lima (PSTU) 6,2%, Sandro Pimentel (Psol) 2,3% e Rosália Fernandes (PSTU) 2,1%. O levantamento também aponta que 24,3% não souberam ou não responderam, enquanto 35,5% declararam votar em ninguém, branco ou nulo em pelo menos uma das opções para o Senado.

Primeiro 

No cenário estimulado referente ao primeiro voto, Styvenson Valentim aparece na liderança com 34,1% das intenções de voto. Em seguida vêm Zenaide Maia, com 24,2%, e Rafael Motta, com 8,7%.

Também foram registrados Coronel Hélio (6,0%), Samanda Alves (5,1%), Luciana Lima (3,1%) Rosália Fernandes (0,9%) e Sandro Pimentel (0,7%). Além disso, 13,1% afirmaram votar em ninguém, branco ou nulo, enquanto 4,1% não souberam ou não responderam.

Segundo voto 

Quando analisado o segundo voto, a liderança passa para Zenaide Maia, que alcança 18,4%. Na segunda posição aparece Styvenson Valentim, com 13,1%, seguido por Rafael Motta, com 8,2%.

O levantamento registra ainda Coronel Hélio (6,3%), Samanda Alves (5,5%), Luciana Lima (3,1%), Sandro Pimentel (1,6%) e Rosália Fernandes (1,2%). Os percentuais de ninguém, branco ou nulo chegam a 22,4%, enquanto 20,2% não souberam ou não responderam.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista prévia de candidatos, Styvenson Valentim lidera com 19,4% das citações. Em seguida aparecem Zenaide Maia, com 8,8%, Rafael Motta, com 6,3%, e Samanda Alves, com 5,7%.

Também foram lembrados Coronel Hélio (2,7%) e outros nomes com percentuais inferiores. O destaque do cenário espontâneo é o elevado índice de indefinição: 47,6% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto 8,8% afirmaram votar em ninguém, branco ou nulo.

Rejeição 

A pesquisa também mediu a rejeição dos pré-candidatos ao Senado. Nesse quesito, Styvenson Valentim aparece com 7,5%, seguido de perto por Zenaide Maia, com 7,2%; depois aparece Rafael Motta, com 6,1%. Acaba configurando um empate técnico entre eles, nesse ponto.

Na sequência surgem Samanda Alves (4,3%), Coronel Hélio (3,4%), Sandro Pimentel (2,2%), Rosália Fernandes (1,6%) e Luciana Lima (1,3%). Além disso, 29,9% não souberam ou não responderam, enquanto 36,5% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados ou optaram por ninguém, branco ou nulo.

Gráfico do blog O Potiguar – Pesquisa Rejeição ao Senado (Reprodução do BCS)

Gráfico do blog O Potiguar – Pesquisa Rejeição ao Senado (Reprodução do BCS)

Dados técnicos

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de maio de 2026, com 1.500 entrevistas realizadas em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-03807/2026 e BR-01878/2026.

Leia tambémAllyson soma 38,0%, Álvaro tem 22,8% e Cadu registra 10,9%

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Blog / Política
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 31/05/2026 - 14:38h
Pesquisa O Potiguar/Seta

Allyson soma 38,0%, Álvaro tem 22,8% e Cadu registra 10,9%

Gráfico do blog O Potiguar - Pesquisa Estimulada (Reprodução com IA do BCS)

Gráfico do blog O Potiguar – Pesquisa Estimulada (Reprodução com IA para melhoria de imagem do BCS)

A nova pesquisa do Instituto Seta para o Governo do Rio Grande do Norte divulgada neste domingo (31), na página “O Potiguar”, mostra novamente Allyson Bezerra (UB) na liderança da corrida estadual de 2026 e com ampla vantagem sobre os principais adversários. Pelos números, o ex-prefeito mossoroense ganharia o pleito no primeiro turno, se a votação fosse hoje: 38% contra 36,1% cumulativo dos concorrentes.

Estimulada

No cenário estimulado, Allyson aparece com 38,0% das intenções de voto, abrindo 15,2 pontos percentuais de frente sobre o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), que registra 22,8%.

A diferença se torna ainda maior em relação ao ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), que aparece com 10,9%. Nesse cenário, Allyson tem mais que o triplo das intenções de voto de Cadu e mantém uma vantagem de 27,1 pontos sobre o nome apoiado pelo governo estadual.

Os demais pré-candidatos aparecem distante dos primeiros colocados. Dário Barbosa (PSTU) registra 1,1%, Robério Paulino (Psol) soma 1,0% e Karlo Rodrigo Vieira (DC) aparece com 0,3%.

O levantamento ainda aponta que 16,1% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados, enquanto 9,8% não souberam ou preferiram não responder.

Espontânea

No cenário espontâneo, quando os entrevistados respondem sem acesso a qualquer lista de candidatos, Allyson Bezerra também lidera com folga.

O ex-prefeito de Mossoró registra 24,5% das citações, contra 15,9% de Álvaro Dias e 10,3% de Cadu Xavier.

Rejeição

A pesquisa também avaliou a rejeição dos pré-candidatos ao Governo do Estado. Nesse quesito, Álvaro Dias apresenta o maior índice, com 15,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de forma alguma.

Em seguida aparecem Cadu Xavier, com 12,1%, e Allyson Bezerra, com 10,1%. Também foram registrados índices de rejeição para Robério Paulino (4,0%), Dário Barbosa (3,6%) e Karlo Rodrigo Vieira (3,3%).

Além disso, 23,7% não souberam ou não responderam à pergunta sobre rejeição, enquanto 27,5% declararam não rejeitar nenhum dos nomes apresentados ou optaram por ninguém, branco ou nulo.

Gráfico do blog O Potiguar - Pesquisa Rejeição (Reprodução com IA para melhoria de imagem do BCS)

Gráfico do blog O Potiguar – Pesquisa Rejeição (Reprodução com IA para melhoria de imagem do BCS)

A pesquisa do Instituto Seta foi realizada entre os dias 26 e 28 de maio de 2026, ouvindo 1.500 eleitores em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números RN-03807/2026 e BR-01878/2026.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
domingo - 31/05/2026 - 13:42h

Obter o controle. Controlar. Manter o controle

Por Honório de Medeiros

Desenho à mão de Bárbara de Medeiros (filha do autor), quando era criança (Reprodução do BCS)

Desenho à mão de Bárbara de Medeiros (filha do autor), quando era criança (Reprodução do BCS)

Obter o controle. Controlar. Manter o controle: faz parte da estratégia militar ou política.

Quem tem o controle tem o Poder Político, dizia, para um dos seus escravos, o extraterrestre que governava a terra no romance Campo de Batalha: Terra, de L. Ron Hubbard, aquele autor americano de ficção científica que ficou mais famoso como criador da Cientologia, estranha seita preferida por vários atores famosos americanos, dentre eles Tom Cruise.

O controle está para o Poder como a célula está para o tecido, o átomo para a matéria. É através do controle que se estabelece a hierarquia, seja qual seja o ser vivo, lembrando Sir Karl Popper e sua Teoria Evolucionária do Conhecimento, ou seja, da ameba ao humano.

Lula, que não é lido, mas não é burro, deixou bem claro ao analisar Pedro Simon e sua quixotesca candidatura a Presidente do Senado, anos atrás: “ele não é confiável”. Confiável ou controlável? Dá no mesmo nesse contexto sórdido da política.

Na raiz desse controle está a tendência inata do ser humano de explorar, absorver, extrair, para si, tudo quanto, naquilo que o cerca, amplie sua possibilidade de sobrevivência.

Richard Dawkins – esse mesmo que desencadeou uma cruzada contra Deus a partir de Charles Darwin, em Deus, Um Delírio – afirmaria que fazemos isso manipulados pelos nossos genes.

Para ele, nós somos nossos genes. O resto é invólucro. Ou seja, o resto é resto. Há controvérsias. Alguns acham muito radical essa hipótese.

Trazer para o mais íntimo de nós, no aspecto físico, o que está por trás – mesmo que remotamente, das ações humanas, deu um corpo de vantagem a Darwin sobre o velho Karl Marx.

Este, como se sabe, coloca a divisão do trabalho na raiz do problema do controle. Segundo ele, a divisão do trabalho, vai fazer surgir a propriedade privada, ou vice-versa, as relações de produção, a infra-estrutura material, a superestrutura ideológica, e, enfim, a luta de classes e a exploração do homem pelo homem.

Entretanto, o que estaria por trás do surgimento da propriedade privada? O que está no começo da exploração do homem pelo homem? Marx não disse.

Talvez seu companheiro Friedrich Engels tenha esboçado algo a respeito a partir da análise dos estudos de Lewis Henry Morgan, um antropólogo e etnólogo americano que andou estudando os nativos de seu país no final do século XIX, e publicou uma obra que é muito citada nos meios acadêmicos, e pouco lida.

Charles Darwin disse. Claramente. E, com ele, começou um novo capítulo das ciências sociais e, mais especificamente falando, da Psicologia Social Evolutiva.

Voltamos ao ponto de partida. Somos levados, instintivamente, a controlar para explorar. Isso tanto em nível pessoal quanto social. Quem controla estabelece hierarquia. O povo, que não é besta, há muito denuncia, como pode, a arrogância da elite que põe o dedo em riste e pergunta ao Zé Mané: “você sabe com quem está falando?”.

Aparentemente não há limite para a intenção de controle. O céu é o limite. “Quanto mais temos, mais queremos ter.” Quanto mais queremos ter, mais somos predadores. O povo diz, o povo sabe. O senso comum, quando devidamente criticado, é o ponto de partida para o conhecimento.

Claro que os controladores dão nomes bonitos a tudo isso. Faz parte do jogo, é uma estratégia de controle. Chamam a esse impulso predatório de ambição social, luta para deixar o legado na história, defender os interesses da sociedade, luta para ascender na escala social… Tudo lorota.

Na essência, é o ruim e velho capitalismo de guerra e sua teia de argumentos justificatórios. No âmago do âmago, como diriam os exagerados, está esse egoísmo inato cujas vísceras Chares Darwin expôs.

E os santos, alguém perguntaria. O altruísmo, diria eu, se cavarmos fundo, é sempre uma espécie de egoísmo. O egoísmo do bem…

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura de Natal e do Governo do RN

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 31/05/2026 - 12:50h

O delicioso ontem de Natal

Por Ivan Maciel de Andrade

Rua Tavares de Lyra na Ribeira do passado (Foto: Reprodução do Tribuna do Norte)

Rua Tavares de Lyra na Ribeira do passado (Foto: Reprodução do Tribuna do Norte)

Devo admitir que considero delicioso — bote delícia nisso! — um livro escrito em 1985 por Augusto Severo Neto, com o título de “Ontem vestido de menino”, relembrando figuras e o próprio estilo de vida de Natal durante os anos 40 e 50.

Algumas dessas figuras são de uma riqueza humana tão extraordinária que se tornaram simbólicas de toda uma época de nossa cidade: Paulo Lyra, Luís Tavares, o Conde de Miramonte (João Alfredo Pegado Cortez), Luiz de Castro Cortês (dono do Zepelim, um quiosque “plantado bem no coração do Grande Ponto”), Luiz Romão (dono da Agência Pernambucana, que vendia as “revistas de maior procura da época”).

As melhores páginas são, a meu ver, sobre a antiga Doutor Barata e a Tavares de Lyra. Lá estavam lojas de artigos elétricos, de construção, de ferragens, armarinhos, confeitarias, joalherias, livrarias, farmácias, alfaiatarias, consultórios médicos e dentários e escritórios de advocacia. Era o comércio dos Lamas, dos Faraj, dos Calife, dos Gondim, de Limarujo, de Henrique Santana, de Amadeu Grandi, de Abrahão Tahim, de Vicente Mesquita, de Fortunato Aranha, de Amaro Mesquita, de Múcio Miranda, dos Farache.

Havia em Natal cinemas, bares, hotéis, lugares de encontros que constituíam verdadeiras instituições. Sua história reflete os costumes e as características socioculturais da cidade. Eram o Cine Polytheama, o Magestic, o bilhar do Acácio, o Royal Cinema, a “Rôtisserie”, o “OK” Bar, o Carneirinho de Ouro, O Cão Jaraguá, o Natal Clube, o Hotel Internacional, o Terpsichope Clube de Natal, o “Cova da Onça” (local de reunião de políticos).

O “Wonder Bar” era outro tipo de instituição. Segundo Augusto Severo Neto, “foi um capítulo à parte na vida noturna, lírica e ‘pecaminosa’ de nossa cidade”. Por sinal, eram numerosas as donas de boate (eufemismo de cabaré) que se transformaram em “rainhas da noite”: Maria Boa, Franscisquinha, Rita Loura, Belinha, Alaíde. Algumas desfrutavam de tanta popularidade que adquiriam o status de comerciantes bem-sucedidas, dignas do apreço ou pelo menos da complacência das famílias de “classe alta” menos preconceituosas.

Augusto Severo Neto: vida poética (Foto: Reprodução do BCS)

Augusto Severo Neto: vida poética (Foto: Reprodução do BCS)

Augusto Severo Neto foi empresário, poeta, apaixonado por literatura e por viagens. Tinha uma casa pitoresca na praia de Pirangi do Norte, em que recebia, com sua inteligente e simpaticíssima Lucinha, amigos de sua especial afeição. Nunca conheci ninguém que recebesse com tanta satisfação e soubesse criar um ambiente de tanta descontração, alegria, bom humor.

Havia música, poesia, bebida e liberdade para afirmar e contestar. Uma espécie de pequena Shangri-La, o mosteiro budista nas montanhas do Tibete imaginado por James Hilton em “Horizonte Perdido”.

Ivan Maciel de Andrade é professor, advogado, escritor e membro da Academia Norte-riograndense de Letras (ANRL)

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 31/05/2026 - 10:10h

A tragédia do direito

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS

No texto “O teatro e a história do direito: a experiência da tragédia grega”, constante do livro “Direito & literatura: reflexões teóricas” (Livraria do Advogado Editora, 2008), Cristiano Otávio Paixão Araújo Pinto registra que “a história do direito percorre caminhos descontínuos e plurais. A maioria dos acontecimentos do passado tornou-se inacessível. Mario Bretone invoca uma passagem das ‘Máximas e reflexões’ de Goethe: ‘só uma mínima parte daquilo que aconteceu e que foi dito, foi também escrito; e só uma mínima parte do que foi escrito permaneceu’. Isso é dolorosamente válido em relação ao impacto do direito na sociedade. Sua história é um conjunto de fragmentos”.

Tanto quanto os diálogos de Platão (428-347 a.C.) e as obras políticas/éticas de Aristóteles (384-322 a.C.), um dos fragmentos mais aptos a nos ensinar sobre o direito e a sua história talvez seja a tragédia grega, que, desculpem o trocadilho, também só nos chegou fragmentariamente. Muitíssimo de Ésquilo (525-456 a.C.), Sófocles (497-406 a.C.) e Eurípides (480-406 a.C.), sabemos, foi perdido para sempre.

Lembremos de Sófocles e da sua “Antígona” (441 a.C.): em meio à guerra entre Tebas e Argos, a personagem-título, filha do incesto entre Édipo e Jocasta, opõe-se à proibição do rei de Tebas, Creonte, de enterrar o seu irmão Polinices, considerado um traidor da pólis tebana. Alegando um direito natural, ela dá exéquias ao irmão. E é condenada à morte, “enterrada” viva em uma caverna/túmulo. A partir daí, justa ou injustamente, mil tragédias se sucedem, até que se cumpram os “destinos” de todos.

Os versos de “Antígona” assumiram uma dimensão simbólica ímpar na história da civilização, como exemplo poético da busca pelo direito e, sobretudo, pela justiça. Segundo o sempre festejado Otto Maria Carpeaux, Antígona “anda pelos séculos, sombra comovente, e em tempos de tirania volta ao palco para consolar-nos, fortalecer-nos pelo exemplo”.

Recordemos também “Édipo Rei” (429 a.C.), outra famosa tragédia do mesmo autor: nessa narrativa/mito mui conhecida (sabidamente desenvolvida na psicanálise de Sigmund Freud), Édipo, filho do rei tebano Laio, ainda bebê, foi deixado para morrer, pois o seu destino era, segundo o Oráculo de Delfos, matar o próprio pai e desposar a mãe. Mas é salvo por um pastor. Já adulto, entre Corinto e Tebas, mata um velho homem. Chega a Tebas. Responde a um enigma proposto pela Esfinge. Salva a cidade. É feito rei, casando-se com Jocasta, sua mãe e viúva de Laio, assassinado misteriosamente. Anos após a realização da profecia, e Édipo sendo rei de Tebas, uma peste castiga a cidade.

O Oráculo de Delfos, consultado por Creonte (que sucederá como rei), vaticina que, para salvar Tebas do sofrimento, é necessário descobrir e punir o assassino de Laio. Édipo promete aos cidadãos da pólis encontrar e punir o homicida. Se já bem temos um homicídio, a partir deste ponto da estória teremos um verossímil drama jurídico – talvez o primeiro dos “courtroom dramas” da literatura universal, diriam os anglófonos –, de procedimentos típicos de uma audiência/tribunal, com Édipo se reinventando como rei, detetive, promotor, juiz e culpado.

O já referido Cristiano Pinto, abordando essa relação entre o drama grego e a prática política ateniense, cita Roland Barthes: “‘É difícil imaginar instituições mais sólidas, laços mais fortes entre uma sociedade e seu espetáculo’. O teatro se apresenta como o local da sociabilidade, da manifestação de uma inédita forma de discussão, deliberação e governo de uma comunidade política: ‘o teatro cívico, teatro da cidade responsável’”.

De fato, sempre achei que a arte – incluindo, in casu, o teatro – pode servir como instrumento de registro histórico da vida e da política de determinado lugar e/ou época, em especial dos valores e do funcionamento do seu sistema jurídico no caldo cultural onde, ao fim e ao cabo, opera onipresentemente o direito. Ela constitui uma espécie de testemunho privilegiado, embora fragmentário, da cultura jurídica coletiva/popular – uma espécie de “lex populi” – existente em determinada sociedade em certa época. Evitando outras tragédias, preservemos e estudemos esses testemunhos/fragmentos.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 31/05/2026 - 09:22h

Diligências

Por Odemirton Filho

Lampião nas proximidades do Rio São Francisco em 1936 (Foto: Benjamin Abrahão)

Lampião nas proximidades do Rio São Francisco em 1936 (Foto: Benjamin Abrahão/Arquivo do BCS)

Estou assistindo a minissérie Guerreiros do Sol, bem como, lendo o livro homônimo, do escritor e historiador Frederico Pernambucano de Mello. Não enveredarei pela história do cangaço, pois me falta conhecimento para tanto. Referido tema, deixarei para os competentes Honório de Medeiros e Marcos Pinto, colaboradores do “Nosso Blog”, e profundos conhecedores do assunto.

No entanto, entre as várias passagens interessantes do livro, li que, certa vez, o juiz da Comarca de Pau dos Ferros exarou o seguinte despacho:

“Manda ao oficial de justiça de sua jurisdição a quem este for apresentado, depois de devidamente assinado, que em seu cumprimento procure neste município, onde for encontrado, o bandido Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, prenda-o e recolha-o à cadeia pública desta cidade, por ter este Juízo decretado a prisão preventiva contra o mesmo, por estar sendo processado”.

O oficial de justiça, doutro lado, certificou nos seguintes termos:

“Certifico, em cumprimento ao mandado retro, ter procurado neste município o bandido Virgulino Ferreira, vulgo Lampião, e não o encontrei. Dou fé”.

Ora, prender Lampião, com certeza, não era uma diligência das mais simples, e o oficial de justiça, acredito, não iria se embrenhar na caatinga, ao lado das famosas “volantes”, à procura do famigerado cangaceiro.

A determinação do magistrado era de difícil efetivação, uma vez que era imprescindível o apoio da Força Pública para conseguir tal objetivo, embora, creia-se, tenha sido acompanhado pela polícia.

Na verdade, estar nas ruas, cumprindo diligências, muitas vezes percorrendo ruas esburacadas, bairros afastados e em zona rural de difícil acesso faz parte do nosso cotidiano. Apesar das intimações por meio de aplicativo de mensagem facilitarem o cumprimento dos mandados, vez ou outra há algum contratempo, exigindo-se o deslocamento ao respectivo endereço.

Intimamos, às vezes, pessoas que nos atendem de forma ríspida, talvez, por não compreender o trabalho, uma vez que algumas diligências são atos executórios, com reflexo patrimonial, a exemplo da penhora de bens ou a busca e apreensão de um veículo. No geral, entretanto, as diligências são realizadas sem intercorrências.

No tocante às prisões, elas são cumpridas pela polícia, somente quando se trata de custódia por inadimplemento na pensão de alimentos é que os oficias de justiça se fazem presentes.

Por fim, diga-se, que tanto ontem, como hoje, é preciso cautela no cumprimento das diligências, uma vez que não havia bandidos somente nos tempos do cangaceirismo. Infelizmente, ainda existem muitos “bandos”, aqui e ali, tocando o terror.

No dizer do escritor Graciliano Ramos: “Comparem-se os minguados grupos dos bandoleiros antigos às grandes massas que se têm posto em armas ultimamente em certas regiões flageladas”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
domingo - 31/05/2026 - 08:00h

A matemática, o papa e a teoria do hexa inevitável

Por Marcello Benevolo

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Gostaria de dizer, logo de início e com a mais absoluta franqueza, que de futebol eu não entendo absolutamente nada. Sou daquele tipo que ainda precisa pensar duas vezes para entender a regra do impedimento. Mas, anotem aí o que estou dizendo: este ano, o hexa vem!

E eu não digo isso baseado em táticas de jogo, esquemas com falsos noves ou marcação sob pressão. Digo isso amparado em forças muito maiores.

Primeiro, porque eu tenho fé. E se o próprio papa Francisco já afirmou com todas as letras que “Deus é brasileiro”, quem sou eu, um mero mortal, para duvidar de Sua Santidade? Se o chefe lá de cima está do nosso lado, metade do caminho já está andado. Segundo, porque carrego aquele lema no meu DNA: sou brasileiro e não desisto nunca!

Mas o terceiro motivo é para os mais céticos. Eu acredito nos números, nas estrelas e nas coincidências cósmicas que regem o universo da bola. Vamos fazer as contas?

Quando o Brasil conquistou o tetra na Copa do Mundo de 1994, fazia exatos 24 anos da nossa última conquista, o lendário esquadrão de 1970. Pois bem. Sabe quantos anos faz que o Brasil não ganha um mundial? Isso mesmo, acertou quem gritou “24 anos” no fundo da sala! A última vez que a seleção levantou a taça foi na conquista do penta, em 2002. A matemática é exata e não costuma mentir.

E se você acha que as coincidências param por aí, espere até olhar para o mapa múndi. O Brasil foi tricampeão do mundo na Copa de 1970, realizada onde? No México. O tetracampeonato veio no campeonato realizado nos Estados Unidos, em 1994.

Agora, valendo um milhão de reais (na conta do editor), adivinhe onde será realizada a edição 2026? O jogo de abertura será no histórico Estádio Azteca, no México! E a grande final será disputada em solo norte-americano! É a geografia conspirando a favor da amarelinha.

Há, ainda, o fator drama, que nunca pode faltar na nossa história. A seleção brasileira de 1994 chegou àquele mundial completamente desacreditada. Estávamos todos traumatizados com aquela lambança na Copa de 1990, na Alemanha, quando a equipe canarinho fez as malas mais cedo ao ser eliminada ainda nas oitavas de final. Mas o time comandado por Parreira deu a volta por cima, calou os críticos, quebrou o amargo jejum de duas décadas e meia e levantou a taça, bordando mais uma estrela no peito.

Hoje, o roteiro é um espelho. O atual time, comandado pelo italiano Carlos Ancelotti, também chega para a disputa deste mundial sem muito crédito (para não dizer nenhum) por parte da sua torcida. O clima de desconfiança é o mesmo de quase três décadas atrás.

O cenário está montado. Os astros estão alinhados. Os números batem. A geografia concorda. Agora, para eu ter 100% de certeza de que o hexa já é nosso, só falta um minúsculo detalhe: os jogadores da seleção precisam entrar em campo nos jogos desta Copa de mãos dadas, exatamente como fez o time comandado pelo capitão Dunga lá em 1994.

Se isso acontecer logo na estreia… ah, meus amigos, podem preparar a festa. O hexa vem, e não tem quem tire!

Alô, CBF: fica a dica!

Marcello Benevolo é advogado e jornalista.

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 31/05/2026 - 06:46h

Prato Vazio

Por Marcos Ferreira

Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recurso de IA para o BCS

Viúva há menos de um ano, foi àquela residência a fim de conversar com a senhora Elvira, mulher do prefeito. Porém ela não se encontrava. Esmeralda queria arrumar trabalho como doméstica. O marido de Elvira aproveitou para colocar as unhas de fora com um palavreado nada sutil. Esquivando-se das investidas do prefeito, a jovem viúva não deu trela àquele sujeito casado e já próximo dos setenta anos. Agradou-se, entretanto, da iniciativa dele ao convidá-la para trabalhar ali. O desemprego no pequeno município atingiu um nível tão elevado quanto o das cheias.

Filha única, órfã de pai e de mãe, Esmeralda não tem familiares ou parentes em Jangada Velha, para onde se mudou após a morte precoce dos seus genitores em um acidente de carro a caminho de Serra Pintada. Então ela foi morar com uma tia por parte da mãe, mulher de meia-idade, solteira e sem filhos, empregada na casa de um médico na função de cozinheira. Morreu vítima da pandemia.

Outro intuito de Esmeralda naquela manhã era o de conseguir comida para oferecer às filhas. Na volta da casa do prefeito, então, tencionava passar na mercearia do senhor Eufrásio. Vez por outra realizava algumas comprinhas naquele comércio na base do fiado, sobretudo quando o marido ainda era vivo. As meninas haviam feito uma refeição àquela manhã: mingau de massa de milho com leite. Há uns quatro dias ela não providenciava uma refeição de verdade, substancial. Vinha enganando a fome do jeito que podia com o pouco de que dispunha. Ao dobrar a esquina do posto de saúde avistou a mercearia do senhor Eufrásio fechada e cercada pela cheia.

Embora a contragosto, decidiu-se por pedir ajuda na casa sogra. Ali, felizmente, conseguiu remediar a situação com o apoio de sua cunhada e enfermeira Joana. Esta foi à despensa e pegou alguns víveres para Esmeralda. Encheu quatro sacolas com mantimentos. Ao chegar, a viúva disse às filhas que ia tomar um banho rápido. Sentia-se incomodada com os pés um tanto enlameados. Jangada Velha só dispõe de pavimento de paralelepípedos no Centro, que está tomado pelas águas. Em breve ela cuidaria do almoço; o horário avançara mais do que se dera conta.

Apesar de toda a calamidade das enchentes, que engoliram a cidade praticamente inteira, imaginou o quanto se encontrariam bem se Epitácio ainda estivesse entre elas. Em algumas ocasiões se via sem palavras para explicar às meninas o recente desaparecimento do pai. Mal tivera tempo de chorar a morte do marido. Pois, sem trabalho fixo, todo dia buscava recursos para si e para as pequenas.

Agora a viuvinha apresentava um semblante mais tranquilo. Respirou fundo, sentindo-se aliviada. Os gêneros que a cunhada Joana lhe dera seriam o bastante para mais ou menos uma semana. Não era benquista pela sogra, a senhora Constância, que desejava que o filho tivesse se casado com outra moça. Esmeralda pusera os mantimentos no armário de metal fixado na parede, ao lado da janela. Agora dispunha de algumas latas de sardinha, macarrão, batata-doce, arroz, feijão, farinha de trigo, margarina, biscoitos, uma bandeja de ovos e um pedaço de charque.

À mesa com Ruth e Laurinha, a viúva mastigava a refeição vagarosamente, o olhar distante, aqui e acolá se voltando para as crianças. Mostrava-se perdida em pensamentos, recordações do esposo morto também pela pandemia. Pensava no seu jeito quase sempre risonho, bem-humorado. Epitácio, que contava com trinta e cinco anos quando de sua morte, era um tipo de pele branca, olhos castanhos, cabelo aloirado. Saíra mais ao pai que à mãe, especialmente pela índole pacata e natureza extrovertida. Corpo esbelto, talhado pela rotina braçal exigida nas atividades da olaria, media pouco mais de um metro e setenta de altura e pesava menos de oitenta quilos.

Esmeralda, mulher de cabelos loiros na altura dos ombros, de corpo benfeito e olhos claros, cruzou os dedos sobre a mesa de madeira rústica, fechou os olhos por alguns segundos e agradeceu ao Todo-Poderoso por aquela refeição. A seguir, como julgasse não ser ouvida, lastimou a ausência do esposo:

— Ah, querido… Você nos faz tanta falta…

— O que disse, mamãe? — indagou Ruth, do alto dos seus cinco anos de idade. Menina inteligente e com a qual a mãe interage mais, já que Laurinha é dois anos mais nova e ainda permanece alheia a várias coisas.

— Nada, filha. Só estava aqui pensando alto.

— Ontem ouvi a senhora pensando alto.

— O que quer dizer, minha querida?

— Foi à noite, mamãe. A senhora falava dormindo. Dizia alto o nome de papai de vez em quando. Como se estivessem conversando.

— Ah, isso deve ter sido apenas um sonho.

— É verdade que ele não vai mais voltar?

— Sim, é verdade. Seu pai foi morar no Céu.

— Tia Joana falou que está num lugar melhor.

— Ela tem razão, meu anjo. Pode acreditar.

— Então por que ele não levou a gente?

— Porque foi Deus quem quis assim, meu amor. Lá onde ele se encontra está velando por nós aqui embaixo. Não nos abandonou.

A menina fez uma carinha triste e argumentou:

— Eu não queria que Deus tivesse levado papai.

— Nem eu, Ruth. Mas Deus sabe o que faz. Coma, está bem?… Senão sua comida vai esfriar demais. Está gostando do almoço de hoje?

— Sim, estou. E esse outro prato, é para o papai? A senhora colocou um prato no lugar onde ele sentava. Como se ele fosse chegar.

— Desculpe. Eu me distraí. Foi somente o costume.

Algumas lágrimas rolaram pelo rosto da viúva.

Marcos Ferreira é escritor

Compartilhe:
Categoria(s): Conto/Romance
domingo - 31/05/2026 - 03:40h

Velhos hábitos

Por Bruno Ernesto

Foto do autor da crônica

Foto do autor da crônica

Não sei se você percebeu, mas o velho hábito de personalizar nosso lar e resgatar a memória dos nossos ancestrais, vem perdendo a força de forma silenciosa e cada vez mais rápido.

É como se o último elo de familiaridade, aquele sentimento de pertencimento a um lugar ou ter uma conversa sem cerimônia, estivessem saindo de cena. O apagar das luzes.

Certo que algumas crenças e superstições ainda são levadas muito a sério, como, por exemplo, aquela de que se manter fotografias de parentes defuntos na mesa de cabeceira é um convite para fazer companhia no além mundo.

Não sei. Mas se acreditam, talvez já tenha acontecido.

O traço comum, o trejeito, os cabelos, o olhar e a expressão é fácil indicador que pode nos levar àquela que foi, talvez, a última conversa parental.

Você se olha no espelho e, de repente, parece um tio-avô.

Recebe a ligação de um primo e percebe que ele agora fala igual a um tio.

Porém, uma simples fotografia tem a capacidade de resgatar tudo isso de volta numa fração de segundo.

Experimente olhar para uma foto de um momento que jaz esquecido na memória.

Nem sempre a lembrança pode ser das melhores. Vem os conselhos, vem as observações e nem sempre o que se fala, e quem lhe fala são os melhores. Ainda que parentes. Embora não seja regra.

Como diz o velho ditado: sempre escute duas vezes. Primeiro o que lhe dizem. Depois, quem lhe diz.

Bruno Ernesto é escritor, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 30/05/2026 - 23:48h

Pensando bem…

“Eu aprendi muito mais com os meus erros do que com meus acertos.”

Thomas Alva Edison

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 30/05/2026 - 11:28h
Futebol

Arsenal e PSG colocam dois modelos de negócio frente a frente

Decisão começa às 13 horas em Budapeste na Hungria (magem: Sportico)

Decisão começa às 13 horas em Budapeste na Hungria (magem: Sportico)

The News para o BCS

Hoje, todos os olhos estarão voltados para Budapeste, na Hungria, onde acontecerá a final da Champions League entre Arsenal e Paris Saint-Germain. É a maior e mais rica competição entre clubes de futebol do planeta e a decisão acontecerá no  Puskás Aréna.

Enquanto o time inglês busca a inédita “orelhuda”, os franceses querem fazer história ao conquistar um bicampeonato consecutivo, marca somente alcançada pelo Real Madrid desde 1992.

O duelo também é uma disputa entre dois dos modelos de negócios mais bem-sucedidos do esporte mundial. O Arsenal é o 7° clube mais valioso do mundo (US$ 5,4 bilhões), enquanto o PSG vem logo atrás (US$ 5 bilhões).

Só que os caminhos até aqui foram bem diferentes

🔴 Do lado inglês, o crescimento veio pela construção de longo prazo. Em vez de compras frenéticas, o time foi lapidado por 7 anos sob o comando do técnico Mikel Arteta, chegando ao ápice em 2026.

Não à toa, o valuation do clube cresceu quase 200% na última década, sustentado por um faturamento recorde de US$ 930 milhões na última temporada.

🔵 Do lado francês, o PSG seguiu a rota da aceleração. Desde a compra pelo fundo Qatar Sports Investments, em 2011, o clube virou uma potência global, impulsionado por estrelas como Neymar, Messi e Mbappé.

Mesmo após a saída dos astros — o que reduziu drasticamente a folha salarial —, o clube manteve uma receita comercial avassaladora de US$ 415 milhões, sustentada por lojas próprias em metrópoles como Nova York, Tóquio e Londres.

A final de hoje vai além das quatro linhas. Ela consagrará ou o sucesso da sustentabilidade financeira e maturação esportiva do Arsenal, ou a consolidação definitiva do projeto de expansão geopolítica e comercial do Catar com o PSG.

Serviço:

📺 Transmissão no Brasil:

SBT (TV aberta)
+SBT (streaming)
TNT Sports (TV fechada)
HBO Max / Max (streaming)
Horário de Brasília – 13 horas

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia / Esporte
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.