
Alex Medeiros, Alexandre Macedo, Micarla de Sousa, Arturo Arruda e Osair Vasconcelos: política em dia (Foto: reprodução de vídeo pelo BCS)
A sucessão estadual de 2026 no Rio Grande do Norte divide até os analistas políticos. Em debate na TV Ponta Negra no sábado (06), programa Jornal do Dia, especialistas apresentaram leituras distintas sobre o peso da polarização nacional, a força eleitoral de Allyson Bezerra (União Brasil), os desafios de Cadu Xavier (PT), o espaço de Álvaro Dias (PL) e o impacto do desgaste do governo Fátima Bezerra (PT) na disputa pelo Executivo estadual.
Participaram do programa os publicitários e marqueteiros Alexandre Macedo e Arturo Arruda, jornalistas Alex Medeiros e Osair Vasconcelos, tendo a jornalista Micarda de Sousa como âncora.
O principal ponto de divergência foi a influência da eleição presidencial no cenário potiguar. Para o jornalista Alex Medeiros, a disputa tende a ser nacionalizada, reproduzindo o confronto entre Lula e Bolsonaro. Na avaliação dele, isso favoreceria uma disputa de segundo turno entre Álvaro Dias, identificado com o bolsonarismo, e Cadu Xavier, apoiado pelo lulismo e governismo estadual.
Já o publicitário Arturo Arruda discordou da tese. Para ele, Allyson Bezerra não pode ser tratado como terceira via porque lidera as pesquisas, possui estrutura política robusta, amplo tempo de televisão, apoio de parlamentares e prefeitos e reúne condições concretas de chegar ao segundo turno.
“Allyson sim estará no segundo turno, não sei contra quem”, afirmou.
O estrategista Alexandre Macedo reconheceu que a polarização nacional pode influenciar a eleição, mas destacou uma dificuldade específica para o campo governista: a necessidade de Cadu Xavier defender um governo que enfrenta elevados índices de desaprovação.
Segundo ele, o secretário licenciado possui qualidades técnicas, mas está “umbilicalmente ligado” à gestão Fátima Bezerra.
O debate também avançou sobre o papel do marketing político, a força das redes sociais e a credibilidade das pesquisas eleitorais. Houve críticas à quantidade de levantamentos divulgados no Estado, com analistas apontando divergências entre resultados e questionando a transparência de algumas contratações.
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