domingo - 01/11/2026 - 11:28h
Luto

O adeus de padre Canindé

Padre Canindé tem legado enorme à comunidade católica (Foto: Arquivo)

Padre Canindé tem legado enorme à comunidade católica (Foto: Arquivo)

A Diocese de Santa Luzia de Mossoró se despede, com profundo pesar e gratidão, do Padre Francisco Canindé dos Santos, falecido neste sábado, 31 de outubro, aos 89 anos, em Assú (RN).

Foram mais de 60 anos de sacerdócio, dos quais 46 dedicados à Paróquia de São João Batista, em Assú. Um pastor que fez do Evangelho compromisso com a vida, a educação, a justiça social e a dignidade humana.

Padre Canindé não apenas anunciou a Palavra de Deus. Caminhou com seu povo, defendeu causas sociais, incentivou a educação e ajudou a construir a história do Vale do Açu.

Sua trajetória foi reconhecida pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), que lhe concedeu, em setembro deste ano, o título de Professor Honoris Causa.

Parte o sacerdote, permanece o testemunho. Seu legado continuará vivo na memória da Igreja Diocesana e no coração de tantas gerações que encontraram nele um pastor próximo, corajoso e comprometido com os mais necessitados.

Velório ocorre neste domingo (1º) na Igreja Matriz de São João Batista, em Assú.

Às 16h, Missa de Corpo Presente, presidida pelo bispo Dom Francisco de Sales. Logo após a celebração, sepultamento no Cemitério de Assú.

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Categoria(s): Gerais
domingo - 01/11/2026 - 09:28h

Fuga segura

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Sempre fui fã da ficção científica. Uma paixão diletante, claro. E que, segundo me lembro, começou com leituras adolescentes da “littérature d’anticipation” de Jules Verne (1828-1905) e da “science fiction” de H. G. Wells (1866-1946). Mas quem não viraria fã após devorar maravilhas como “Viagem ao centro da Terra”, “20 mil léguas submarinas”, “A máquina do tempo” e “A guerra dos mundos”?

Já adulto, além de continuar enxergando a ficção científica como uma forma lúdica e segura de fugir da dura realidade – o que já é, em si mesmo, uma maravilha, confessemos –, sobretudo descobri ser a ficção científica um dos mais instrutivos gêneros literários existentes (observação que transponho e confirmo quando se trata também do cinema e da TV).

Para além da circunstância da posterior realização de muitas das “ficções” previstas pelos autores “visionários”, a ficção científica é, sem dúvida, o mais filosófico dos gêneros literários/cinematográficos/televisivos, como bem põe Daniel Shaw, em seu interessante “Film and Philosophy: Taking Movies Seriously” (Wallflower Press, 2008), cujo título curiosamente parece ser uma derivação do clássico do jusfilósofo Ronald Dworkin (1931-2013), “Taking Rights Seriously”.

De fato, cuidadosamente observando, a ficção científica trata de questões eminentemente filosóficas, como as diferenças entre o ser humano e as máquinas, a própria identificação do indivíduo em si, as implicações do presente no futuro da humanidade, o conceito de tempo, os perigos da sacralização da tecnologia e de certos mecanismos de controle social, a possibilidade e os impactos de um contato com seres alienígenas, entre muitos outros temas.

Aliás, se é verdade essa íntima ligação da ficção científica com a filosofia, não menos verdadeira é a sua relação com a ciência jurídica, sobretudo com aqueles aspectos mais conceituais dessa badalada ciência. Basta lembrar, na tela grande ou no papel, “I, Robot”, o filme com Will Smith e Bridget Moynahan representando os mocinhos, mas baseado na obra do gigante Isaac Asimov (1920-1992), com suas famosas “Três Leis da Robótica”. Exemplo claro de lógica deôntica ou jurídica, essas “leis” visavam tornar possível a existência de uma inteligência artificial que não se revoltasse contra o domínio do ser humano.

Outro exemplo na grande tela é “Minority Report”, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise, Colin Farrell e Kathryn Morris, entre outros, baseado em obra homônima do grande Philip K. Dick (1928-1982), em que o futuro é enxergado de antemão e o “culpado” de um futuro crime pode ser punido antecipadamente à (e assim evitada) sua ocorrência.

Quanto à ficção científica na TV, lembro a minha série favorita, “Star Trek” ou “Jornada nas Estrelas”, criação de Gene Roddenberry (1921-1991), a sua “série original” (do capitão Kirk, do senhor Spock), a “próxima geração” ou as muitas outras versões/séries posteriores e filmes da franquia. E, para comprovar essa relação televisiva entre a ficção científica e a ciência jurídica, cito e recomendo um interessantíssimo livro: “Star Trek Visions of Law & Justice” (editado por Robert Chairs e Bradley Chilton e publicado pela Adios Press, 2003).

Bom, dito tudo isso, indago: existe coisa melhor do que apreender filosofia ou ciência jurídica fugindo da hoje errática realidade do direito brasileiro? Existe, mas talvez não seja tão seguro quanto.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República,  doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 01/11/2026 - 08:28h

Vanitas

Por Bruno Ernesto

Igreja Westerkerk-Amsterdam (Foto: Bruno Ernesto/2024)

Igreja Westerkerk-Amsterdam (Foto: Bruno Ernesto/2024)

Há um tipo de pintura que foi muito popular no século XVII, época de ouro das grandes obras do barroco, do realismo psicológico, cuja característica principal é nos lembrar que a vida, os prazeres e as riquezas são passageiros.

Para isso reúnem símbolos que representam o transcurso do tempo e a inevitabilidade do fim através de objetos simples do nosso dia a dia, os quais muitas vezes sequer lembramos de sua existência, como relógios, caveiras, flores murchando, frutas apodrecendo ou uma simples vela apagando, como um latente aviso de que a vida nem atrasa, nem negocia, e que são conhecidas em latim como Vanitas, ou, sugestiva e simplesmente, vaidade.

Representa a brevidade da vida, dos prazeres mundanos e o que muitos temem: a inutilidade das riquezas.

Havia, sobretudo, uma forte carga de valores, ideias, crenças e princípios que orientavam a vida naquele tempo, mas que hoje passam totalmente despercebidos por nós; talvez, em grande parte, por não darmos mais importância ao que deveria acontecer naturalmente: viver.

Nesse período também surgiu a técnica de pintura que ficou conhecida como tenebrismo, e que permitiu um impacto inicial para quem observa aquela cena hiperfocada, carregada de luzes sobressaindo muitas vezes não uma, mas várias cenas dramáticas, em um contraste extremo entre a luz e a escuridão, e que reforçou aquele gênero de pintura.

Foi um estilo de pintura popular na arte holandesa daquele tempo, que muito lembra essas pinturas do tipo natureza-morta que hoje ficam penduradas nas paredes de muitas cozinhas, muitas delas já engorduradas próximas ao fogão, e nela vemos cestos de frutas belíssimas.

Guardadas as proporções, talvez hoje o que mais simbolicamente representa isso seja o aviso na tela do celular de que a bateria está prestes a descarregar, pois não há quem não deixe de fazer o que estava fazendo para tentar poupá-la e que, intimamente, se arrependa de ter assistido ao vídeo de dez minutos atrás que custou oito por cento da bateria.

Acredito que a maior noção e representatividade de finitude hoje se resuma a isso, e talvez não aconteça apenas com você.

Para ilustrar esse apego à lembrança da nossa finitude, gosto sempre de tomar como exemplo as anotações de Anne Frank em seu diário, aquele escrito no quarto secreto do anexo da casa da Prinsengracht, 263.

Na incerteza de uma saída, totalmente isolada do contato exterior, e na ansiedade pela possível descoberta do seu esconderijo, as badaladas dos sinos da Igreja Westerkerk, que fica a não mais de cem passos daquele esconderijo, lhe serviam, além de um contato com o mundo exterior, como um lembrete da medida do tempo, mas que nada podia fazer. Tão perto e tão longe.

Aquela igreja ainda hoje é a maior igreja protestante da cidade de Amsterdam, e possui um detalhe incomum em ambas as portadas de sua entrada, mas que dá o mesmo recado da Vanitas, com aqueles crânios esculpidos, plenamente visíveis para quem passa na pracinha.

Se para uma pessoa desatenta isso nada significa, ou talvez lhe seja indiferente diante das circunstâncias da vida, amanhã é um daqueles dias que nos fazem refletir um pouco sobre a fugacidade da vida e um dilema: o que mais lhe assusta, viver ou morrer? É medo do que ainda precisa ser vivido ou a incerteza do que virá depois?

Rubem Alves, ao ser perguntado se a vida era uma causa perdida, respirou profundamente e disse que ela é perdida, pois um dia ela acabará. Mas até lá, ela é um desafio, uma aventura.

Amanhã talvez seja um daqueles dias em que você fale as mesmíssimas palavras que queria escutar enquanto conforta alguém. Na mesmíssima sequência, como quem fala para si diante de um espelho.

Amanhã, quando vir multidões de pessoas imóveis, mudas e cabisbaixas diante de pequenos retratos, flores e epitáfios, lembre-se do que Graciliano Ramos disse, pois quando se quer bem a uma pessoa, a presença dela conforta. Só a presença, não é necessário mais nada.

Porém, não esqueça de Manoel de Barros, pois andando devagar é que atrasa o dia.

Bruno Ernesto é escritor, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mossoró – IHGM e curador do portal cultural marsertao.com @ihgmossoro @marsertaoblog

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Categoria(s): Crônica
domingo - 01/11/2026 - 07:00h

O Cine Pax e as lembranças que o tempo não apagou

Por Eriberto Monteiro

Cine Pax funcionou até o ano de 2008, num período que durou quase 65 anos (Foto: autor não identificado)

Cine Pax foi inaugurado em janeiro de 1943 (Foto: autor não identificado/Arquivo do BCS)

Semana passada eu publiquei uma crônica afetiva que trouxe ao cenário o porteiro do Cine Pax, Raimundo Nonato Albuquerque, carinhosamente conhecido como “Balão” (veja AQUI). Dessa vez, quero transportar-me em mais uma crônica afetiva ao interior do saudoso Cine Pax, um dos mais importantes espaços de entretenimento e convivência social da história de Mossoró por muito tempo.

Inaugurado em 23 de janeiro de 1943, com capacidade para aproximadamente 1.200 espectadores, o Pax marcou gerações de mossoroenses até encerrar definitivamente suas atividades, em janeiro de 2008, após 65 anos de existência.  Criado por Jorge Pinto (empresário e ex-prefeito de Mossoró), o seu projeto arquitetônico é atribuído ao arquiteto francês George Lumier.

Para termos uma ideia da grandiosidade desse empreendimento, basta compará-lo ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado, inaugurado em 2004, com capacidade para pouco mais de 700 espectadores. Ou seja, mais de seis décadas antes, Mossoró já possuía um cine-teatro capaz de acomodar um público consideravelmente bem maior que os atuais em casa de entretenimento.

Mas, para quem viveu aqueles tempos, o Pax representava muito mais do que números, cadeiras e uma enorme tela de projeção. Era um verdadeiro templo da sétima arte, onde a imaginação ganhava asas e cada sessão proporcionava uma aventura diferente.

Eu guardo lembranças inesquecíveis daquele cinema. Gostava muito de assistir aos filmes, principalmente sentado na primeira fileira, bem próximo ao enorme ventilador que ficava instalado embaixo do palco. O vento era tão intenso que, ao término da sessão, meus olhos estavam ardidos e ressecados. Mesmo assim, aquele era um dos meus lugares preferidos.

Aos domingos, nos tradicionais vesperais dominicais, eu estava lá. O cinema era meu ponto predileto, principalmente quando a programação oferecia sessões duplas ou até triplas. Eram horas de diversão, emoção, suspense e muitas gargalhadas. Mas, nem tudo acontecia conforme o esperado. Havia uma situação que provocava a indignação generalizada da plateia: os famosos “roubos”. Era assim que chamávamos quando alguma coisa dava errado durante a projeção.

Às vezes, a película queimava ou se rompia, obrigando o operador a interromper a sessão para fazer o remendo. Em outras ocasiões, o projecionista não aguardava o encerramento de um rolo e acionava o seguinte antes da hora, fazendo desaparecer cenas inteiras do filme. E aí começava o espetáculo dentro do próprio cinema. Os protestos eram inevitáveis. Gritos de “roubo!”, assobios estridentes, vaias e até chutes nas cadeiras transformavam a sala numa verdadeira algazarra ou campo de guerra.

Cine Pax e Pavilhão Vitória, na Praça Rodolfo Fernandes (Foto: Autoria não identificada/Arquivo do BCS)

Cine Pax e Pavilhão Vitória, na Praça Rodolfo Fernandes (Foto: Autoria não identificada/Arquivo do BCS)

Ninguém aceitava perder um pedaço da história, principalmente quando a cena interrompida era justamente uma das mais emocionantes ou picantes.

Passado o tumulto, a projeção recomeçava e tudo voltava ao normal, como se nada tivesse acontecido, mesmo que a cadeira tivesse quebrada.

Ao final do filme, já do lado de fora, os jovens ficavam imitando socos no ar, chutes e gestos que remetiam ao filme que acabara de assistir.

Outra mania que eu tinha era mastigar os chamados “torreiros de pipoca”. Aqueles grãos de milho que não estouravam durante o preparo. Acredito que vocês conheçam essa “iguaria” por muitos pipoqueiros, descartáveis. Enquanto muitos os desprezavam, eu fazia questão de comprar e passar todo filme mastigando demoradamente. Eram duros como pequenas pedras e certamente não faziam nenhum bem à minha dentição. Mas quem se preocupava com isso naquela idade?

E assim, entre o barulho dos projetores, o vento forte do ventilador, os gritos de “roubo!”, os assobios da plateia, a gritaria e os grãos de milho que mastigava com força, construí algumas das mais bonitas recordações da minha juventude.

Hoje eu posso dizer que o Cine Pax fez parte da minha vida e guardo essas recordações com alegria e ao mesmo tempo tristeza pelo seu fechamento. Mas ele continua vivo na minha memória, pois tive o privilégio de frequentar por longos anos da minha vida.
Sua história se confunde com a própria trajetória cultural de Mossoró, quando ir ao cinema era um acontecimento aguardado com entusiasmo durante toda a semana. E se confunde com a história da minha própria vida.

Obs: A fotografia abaixo não tem autoria identificada, foi gentilmente cedida por Jorge Luiz Mendes Pinto, filho do proprietário do Pax, a quem agradeço pela valiosa contribuição à preservação da memória histórica e afetiva de nossa cidade.

Telão, palco e parte das cadeiras à plateia no antigo Pax (Foto: cedida, mas sem identificação de autoria)

Telão, palco e parte das cadeiras à plateia no antigo Pax (Foto: cedida, mas sem identificação de autoria)

Eriberto Monteiro é escritor, pesquisador e administrador da página do Facebook Mossoró do Passado.

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Categoria(s): Crônica
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domingo - 01/11/2026 - 05:48h
PODER POLÍTICO

PL terá 39% do Senado e governo precisará atrair mais apoios

Partido terá em suas mãos um poder que há décadas nenhum partido conseguiu atingir
Senado terá peso importante na próxima legislatura e na relação com o governo (Foto: Agência Senado)

Senado terá peso importante na próxima legislatura e na relação com o governo (Foto: Agência Senado)

Quando os senadores recém-eleitos tomarem posse, em fevereiro, o PL passará a ostentar a maior bancada de um único partido na história recente do Senado. Dos 81 parlamentares, 29 pertencerão ao partido — 36% da Casa. Desde a promulgação da Constituição de 1988, que definiu as regras eleitorais modernas, nenhum partido chegou ao início de uma legislatura (o período de quatro anos entre as eleições) com uma bancada de senadores tão numerosa.

Para comparação, o PL terá quase o triplo de senadores do PT, que será a segunda maior bancada, com 10 parlamentares — 12,5% do total.

O tamanho e a correlação de forças entre as bancadas exerce influência decisiva em diversos procedimentos:

Definição da pauta legislativa (o que será votado e quando)

Aprovação e rejeição de projetos

Modificação de projetos em votação, por meio da apresentação de destaques

Eleição do presidente do Senado e dos demais membros da Mesa

Escolha dos presidentes das comissões

Indicação dos relatores nessas comissões

Formação e comando de blocos parlamentares

Aprovação e rejeição de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades indicadas pelo presidente da República

Convocação de ministros do governo para prestar esclarecimentos

Criação e bloqueio de comissões parlamentares de inquérito (CPIs)

Impeachment de autoridades

Manutenção e derrubada de vetos presidenciais

Embora tenha atingido uma dimensão que lhe confere peso importante nas atividades, o PL mesmo assim não chegará a responder pela maioria do Senado sem formar blocos ou costurar acordos com outras siglas.

Para aprovar projetos de lei complementar ou indicações para cargos importantes — como o Supremo Tribunal Federal (STF) — são necessários pelo menos 41 votos favoráveis. No caso de propostas de emenda à Constituição (PECs), são 49 votos.

A última vez em que um partido iniciou a legislatura fazendo sozinho a maioria do Senado foi em 1987, quando o PMDB tinha 46 dos então 72 assentos que havia no Senado — quase 64%. Aquele ano também começou com apenas nove bancadas partidárias, e cinco delas tinham de um a dois senadores.

Gráfico da Agência Senado

Gráfico da Agência Senado mostra diferenças entre bancadas atualmente e o que virá em 2027

A última vez em que um partido iniciou a legislatura fazendo sozinho a maioria do Senado foi em 1987, quando o PMDB tinha 46 dos então 72 assentos que havia no Senado — quase 64%. Aquele ano também começou com apenas nove bancadas partidárias, e cinco delas tinham de um a dois senadores.

De lá para cá, a trajetória foi de diluição da distribuição de senadores entre os partidos. Hoje, nenhum partido concentra tanto da composição do Senado: o PL, que já é a maior bancada, começou o ano com 15 parlamentares, e as maiores bancadas subsequentes tinham 13 (PSD), 10 (MDB), nove (PT) e oito (PP). O ano de 2027, assim, marca uma reversão na tendência moderna do Senado.

O líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), diz que foi “por desejo dos brasileiros” que seu partido será, na próxima legislatura, o maior tanto no Senado quanto na Câmara (onde terá 121 dos 513 deputados):

— Essas marcas são expressivas e mostram a conexão que o PL tem com a sociedade brasileira. Isso também nos dá uma responsabilidade muito grande nas duas Casas.

Segundo Marinho, foi por "desejo dos brasileiros" que o PL chegasse a esse tamanho (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Segundo Marinho, foi por “desejo dos brasileiros” que o PL chegasse a esse tamanho (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Do lado governista, o senador Paulo Paim (PT-RS) defende que, independentemente do tamanho das bancadas, o compromisso com o país deve se sobrepor às disputas ideológicas:

— O Senado sempre foi um espaço de debate, negociação e construção de consensos. Independentemente das diferenças ideológicas, temos a responsabilidade de colocar os interesses da população acima das disputas partidárias, priorizando as políticas sociais e o desenvolvimento do Brasil.

O tamanho das bancadas é influente na composição da Mesa do Senado. A Presidência é altamente estratégica porque o senador que comanda a Casa controla a pauta de votações e dita o ritmo dos trabalhos parlamentares. O presidente é, portanto, decisivo para que o Senado se dedique mais às pautas do governo ou às da oposição.

Os demais cargos costumam ser preenchidos por acordo, e quanto maior o partido ou bloco de partidos, mais cargos ele pode ocupar e maior é o seu poder de escolha sobre quais serão esses cargos. Depois da Presidência, a 1ª Vice-Presidência e a 1ª Secretaria (principal cargo administrativo do Senado) são as funções mais cobiçadas, porque também integram a Mesa do Congresso Nacional.

Peso de bancadas se revelam em matérias importantes (Gráfico da Agência Senado)

Peso de bancadas se revelam em matérias importantes (Gráfico da Agência Senado)

O maior partido do Senado ganha também o direito de presidir um número de comissões proporcional ao tamanho de sua bancada e de ser o primeiro a escolher quais delas deseja comandar. Vale ressaltar que essa prioridade é uma praxe do Parlamento e está sujeita a dinâmicas da política que podem levar a outra forma de decisão sobre esses cargos.

À frente dessa fila informal, os partidos costumam optar pelas comissões de maior peso político e regimental, como a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Além de concentrarem a tramitação de projetos de grande impacto, essas comissões são o caminho por onde passam todas as indicações para cargos no Judiciário e no Banco Central.

O impacto do comando das comissões na produção legislativa é direto. São os presidentes que decidem as propostas que irão a votação e que indicam os senadores que atuarão como relatores delas.

Além disso, a composição partidária de cada comissão é, por determinação regimental, proporcional à composição do Senado como um todo. No ano que vem, portanto, o PL deterá 36% dos assentos de cada um dos 16 colegiados temáticos.

Destaques

Os maiores partidos também têm mais acesso aos chamados destaques. Um dos instrumentos mais valiosos de negociação no Senado, eles permitem separar um trecho específico de um projeto ou emenda e votá-lo à parte.

Diferentemente dos destaques individuais dos senadores, que precisam do aval do Plenário e costumam ser rejeitados em bloco, os destaques partidários devem necessariamente ser votados. O número de destaques automáticos de cada partido é proporcional ao tamanho de sua bancada, o que dá às grandes legendas um elevado poder de barganha para negociar alterações nas propostas e influenciar a redação final.

Sozinho ou num bloco parlamentar, o PL ocupará no ano que vem tanto a Liderança da Maioria (por ter o maior número de senadores) quanto a Liderança da Oposição (por ter o maior número de senadores adversários do governo). O consultor legislativo Gilberto Guerzoni Filho explica que essas duas lideranças dão a quem as ocupa vantagens institucionais, administrativas e regimentais expressivas:

Marcos Rogério (PL-RO) conduz reunião na Comissão de Infraestrutura: maior bancada partidária do Senado escolhe as comissões que deseja presidir (Andressa Anholete/Agência Senado) Fonte: Agência Senado

Marcos Rogério (PL-RO) conduz reunião na Comissão de Infraestrutura: maior bancada partidária do Senado escolhe as comissões que deseja presidir (Andressa Anholete/Agência Senado)

— Quando um partido assume uma liderança, ganha muito mais que um cargo simbólico. Passa a contar com uma estrutura administrativa que inclui equipe, gabinete e recursos e amplia sua capacidade de atuação. Além disso, o líder dispõe de mais espaço e tempo de fala nos debates, pode orientar a posição da bancada nas votações e participa de forma mais ativa das negociações e deliberações. Tudo isso aumenta significativamente a influência política e institucional do partido no processo legislativo.

O partido mais numeroso, sendo da oposição, terá maior poder de fiscalização sobre os atos do governo, seja na criação de CPIs, seja na convocação de ministros de Estado para prestar esclarecimentos.

Também será capaz de, com mais facilidade, derrubar vetos presidenciais e rejeitar indicações do presidente da República para postos como os de embaixador, diretor de agência reguladora, procurador-geral da República, diretor do Banco Central e ministro do STF.

Governo tem que negociar

— Um partido que controla mais de um terço do Senado obriga o governo a negociar previamente os nomes para os tribunais superiores, o Ministério Público, o Banco Central e até as agências reguladoras. Se o governo não considerar a opinião dessa bancada oposicionista, correrá um risco político alto na votação no Plenário — avalia Guerzoni Filho.

O diretor de documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Neuriberg Dias, lembra que, historicamente, os presidentes da República conseguiram formar com relativa facilidade, com a maioria dos partidos no Congresso, uma base de apoio e governabilidade. A situação agora será diferente, segundo ele:

— A próxima legislatura deve ter uma oposição mais forte e organizada no Senado. Com o crescimento da bancada do PL e de aliados, esse grupo ganha mais capacidade de influenciar a elaboração das leis e fazer avançar as suas pautas. Não será apenas uma oposição de discurso, mas uma oposição com peso efetivo nas decisões da Casa.

Fonte: Agência Senado

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Categoria(s): Política / Reportagem Especial
domingo - 01/11/2026 - 03:30h

Aqui em casa pousou uma esperança

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Arte ilustrativa exclusiva com recursos de IA para o BCS

Sabe, caro leitor, não podemos perder a esperança. Eu sei que às vezes é difícil, dá uma vontade danada de “chutar o pau da barraca”, pois muitos dos nossos planos não são concretizados e os problemas parecem insolúveis.

No entanto, é preciso manter acesa a chama da esperança. Li o conto da poetisa Clarice Lispector que tem o nome desta crônica. Como sempre, a poetisa é singular. Então, valho-me da licença poética para discorrer sobre a esperança nesses tempos de desalentos.

Sabe, cara leitora, cada um carrega no coração uma dor, uma saudade, uma decepção. Mas, por outro lado, também carregamos na alma momentos felizes em nossas vidas.

Na verdade, se a gente pensar direitinho, recordaremos tanta coisa boa. Vez ou outra, do nada abrimos um sorriso. Voltamos no tempo, e de lá resgatamos felicidades. Eu lhes confesso: já enfrentei uma peleja medonha na vida. Contudo, ao olhar em volta, agradeço ao Filho do Homem.

Tenho ao meu lado uma amável e resiliente esposa, com a qual há trinta e seis anos compartilho os dias. Aliás, na data de hoje completamos Bodas de Cedro. O cedro, para quem não sabe, é uma árvore de grande porte e madeira nobre, conhecida por suportar ventos e tempestades.

Sim, juntos enfrentamos tormentas. Mas nunca, nunquinha, perdemos a esperança que viriam dias melhores. Assim, quando eu estou na sala de estar com o meu neto, esparramados no chão brincando de carrinho, eu tenho a certeza que tudo valeu a pena.

Os meus rebentos estão trilhando os seus caminhos. Cada um com a sua personalidade e seus objetivos. Meus velhos pais continuam “vivinhos da silva”, graça a Deus. É claro que continuamos a ter alegrias e tristezas, como em qualquer família. Entretanto, jamais perdemos a esperança em dias melhores. Sabe por quê?

Porque aqui em casa pousou uma esperança; e fazemos tudo pra não deixá-la voar.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Crônica
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 01/11/2026 - 02:32h

As mangas de doutor Paulo Renato

Por Júlio Rosado

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Desde o momento em que me aposentei na função de motorista de ônibus, há quatro anos, sinto que minha renda gradualmente diminui o poder de compra. Premido pela necessidade, passei a procurar algum trabalho para complementar o ganho do mês. Graças a minha filha que é atendente em uma clínica médica, consegui vaga para ser motorista do proprietário, Doutor Paulo Renato. O emprego veio a calhar pois não exigia muito esforço e eu passava mais tempo na recepção de seu consultório, à espera de alguma tarefa, do que efetivamente dirigindo. Não demorou e, para não ficar ocioso, me tornei uma espécie de faz tudo. Eu precisava ser necessário para não ser dispensado, né?

Quase diariamente, considerando que eu sempre chegava cedo em sua casa para pegá-lo, eu passava pela padaria e providenciava os pães e insumos para seu café da manhã. Enquanto o aguardava, aproveitava para passar água no carro, mantendo-o sempre limpo e apresentável. É bom lembrar que, apesar de ser bem sucedido, ele ainda morava com os pais, um casal idoso que o adotara quando ainda bebê. Se havia uma certeza que aquele homem passava era a de que jamais abandonaria aqueles que o acolheram. Ele os amava.

Doutor Paulo Renato era novo na idade, mas herdara uma boa clientela que fora atendida por seus pais antes de se afastarem das atividades na clínica. Entre seus pacientes havia uma mulher, dona Gildete, que vinha com regularidade mensal para acompanhamento e revisão. Era já de idade avançada. Pelo que soube, vivia só e não tinha condições de pagar um plano de saúde, nem as frequentes consultas. Mas ele sempre a atendia e, para não a constranger, aceitava as sacolas de manga que ela trazia para presenteá-lo. Ela ficava super feliz com a alegria que Doutor Paulo Renato demonstrava ao receber aquele singelo regalo.

Tudo ia bem com meu trabalho. Eu ganhava bem e trabalhava sem me aborrecer. Contudo havia algo que me incomodava. Eu comecei a acreditar que Doutor Paulo Renato seria, verdadeiramente, uma pessoa falsa. Até onde se poderia confiar nele? Digo isso porque, depois de todos os apupos elogiando as mangas que recebia de dona Gildete, dizendo que eram as melhores que já havia provado e que esperava ansiosamente o dia da consulta para recebê-las, tão logo aquela paciente saia da clínica, ele me pedia para jogar as frutas no lixo, recomendando para que ninguém as consumisse.

Eram frutas bonitas, grandes e carnudas, com a casca lisinha. E ele, após tantos elogios graciosos, mandava descartá-las. Doutor Paulo Renato estava me parecendo não ser tão correto como eu imaginara. Faltava-lhe humildade, pensava eu. O desprezo seria, certamente, uma forma cruel de humilhação.

Aquilo me indignava e me consumia de tal modo, que resolvi desobedecer e, ao invés de jogar as frutas no lixo, passei a levá-las para minha casa e utilizá-las no suco ou como sobremesa. Deliciosas. Não haveria doce que se comparasse. Mas não há segredo que não seja descoberto. Minha filha notou o que estava acontecendo ao sentir o forte cheiro de manga que exalava de uma sacola esquecida na mala do carro e, enquanto entravamos na clínica, me passou um sermão sobre confiança, o que foi percebido pelo Doutor Paulo Renato. Ele, ponderado, nada falou. Apenas olhou para mim e pediu, considerando que Dona Gildete não fora à consulta marcada, que eu fosse a sua casa para trazê-la. Contudo, eu deveria ter o cuidado de lembrar de pedir uma sacola com suas deliciosas mangas, elogiando-as por não terem nenhum arranhão. Assim fiz.

Ao chegar à casa daquela paciente, deu gosto de ver sua felicidade em saber da preocupação do médico. Eu mal comecei a falar da encomenda, ela se antecipou e, devido à falta de condições físicas no momento, orientou para que eu fosse ao quintal recolher as mangas. Por recomendação médica, ela estava proibida de comê-las, mas eu poderia escolher as melhores, avisando que sempre levava as madurinhas que caiam no espelho d’água que rodeava a árvore. Dava para sentir a dignidade que ela sentia ao poder, em suas limitações, atender o desejo de um homem tão rico e educado quanto Doutor Paulo Renato.

Fui a seu quintal com uma imagem na cabeça e me defrontei com outra: ao redor da mangueira tudo era um grande charco com água da fossa estourada. As deliciosas mangas que ela recolhia ficavam boiando naquele esgoto, em meio aos dejetos, até serem recolhidas com um puçá em uma vara e levadas para seu médico. Faltava, ali, o mínimo de condições de higiene.

Doutor Paulo Renato, com aquela missão, me deu a maior lição que eu poderia receber. Ele recebia aquelas frutas imprestáveis para o consumo com entusiasmo suficiente para que Dona Gildete ficasse à vontade e com dignidade para recompensá-lo com o mínimo que dispunha para pagar a consulta.

Júlio Rosado é escritor – @juliorosado.escritor

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Categoria(s): Conto/Romance
sábado - 31/10/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“Às vezes, as pessoas não querem ouvir a verdade, porque não querem que suas ilusões sejam destruídas.”

Friedrich Nietzsche

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sábado - 31/10/2026 - 19:28h
MOSSORÓ

Alunos da Rede Municipal obtêm 12 medalhas de ouro em Olimpíada

Alunos chegaram do RJ e duas equipes ficaram entre as 10 melhores do país (Foto: Wilson Moreno)

Alunos chegaram do RJ e duas equipes ficaram entre as 10 melhores do país (Foto: Wilson Moreno)

Pela segunda vez consecutiva, a Rede Municipal de Ensino de Mossoró-RN se destaca com a participação de alunos na Olimpíada Nacional de Foguetes (OBAFOG), no Rio de Janeiro-RJ. Na edição deste ano, 39 alunos de cinco escolas municipais foram competir e trouxeram a premiação máxima representada por 12 medalhas de ouro, uma de prata e troféus.  Duas equipes ficaram na categoria Top 10 no ranking nacional.

A comitiva, composta pelos 39 alunos, professores e técnicos da Secretaria Municipal de Educação (SME), saiu de Mossoró na noite do dia 25 e desembarcou no Aeroporto Internacional de Fortaleza Pinto Martins às 2h35 da madrugada desta sexta feira (30). Alunos, professores e representantes da SME foram recepcionados pelos familiares em clima de muita comemoração e emoção para receber os campeões mossoroenses da Obafog 2026.

O cenário no aeroporto de Fortaleza na madrugada foi marcado por faixas, cartazes, choro e muitas demonstrações de orgulho por parte dos familiares dos alunos campeões.

“Estou muito feliz, muito agradecida pela oportunidade que meu filho está tendo de participar, desde a seleção até a viagem para o Rio de Janeiro-RJ. É uma satisfação muito grande ver que meu filho está caminhando com as próprias pernas e tudo que está acontecendo é resultado do esforço, da dedicação e dos programas da Secretaria Municipal de Educação”, relatou Selane Mikaely Barbosa do Nascimento Rocha, mãe do aluno Ademacir Rocha do Nascimento, da Escola Municipal Francisco de Assis Batista.

Rafaela Moreno de Souza Silva, mãe do aluno Ariel de Souza Silva (Foto: WIlson Moreno)

Rafaela Moreno de Souza Silva, mãe do aluno Ariel de Souza Silva (Foto: WIlson Moreno)

Orgulho

“O meu sentimento é de orgulho de ver meu filho ter a oportunidade de participar da olimpíada e trazer o ouro para nossa cidade, isso enche meu peito de alegria”, declarou Rafaela Moreno de Souza Silva, mãe do aluno Ariel de Souza Silva, que estuda na Escola Municipal Vereador José Bernardo, localizada em Passagem de Pedra, zona rural de Mossoró.

O secretário municipal de Educação, Leonardo Dantas, atribui os resultados aos investimentos feitos na educação municipal. “Esse foi um grande investimento do ‘Partiu Brasil Olimpíadas’ que levou agora os alunos para a Olimpíada Brasileira de Foguetes. É mais um grande resultado do programa ‘Mossoró Cidade Educação’”, ressaltou Leonardo Dantas.

Familiares receberam estudantes com festa em Fortaleza (Foto: Wilson Moreno)

Familiares receberam estudantes com festa em Fortaleza (Foto: Wilson Moreno)

Aluna da Escola Municipal Maurício Fernandes da Silva, Alycia Sales, 14 anos, fala da emoção de participar da Obafog, trazer a medalha de ouro para sua escola e da novidade de viajar pela primeira vez de avião. “Foi uma experiência muito gratificante, uma oportunidade única e estou muito feliz de ter participado e ainda conseguir o ouro. Foi uma novidade para mim viajar de avião e também a primeira vez que fiquei longe da minha mãe”, declarou Alycia.

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sábado - 31/10/2026 - 16:30h
MOSSORÓ

Paróquia define missas de finados para o feriado de segunda-feira

Missa de Finados em Mossoró (Foto: Arquivo)

Três missas vão acontecer no Cemitério São Sebastião, no Centro (Foto: Arquivo)

A Paróquia de Santa Luzia de Mossoró apresenta a programação das missas para o Dia de Finados, celebrado na próxima segunda-feira, 2 de novembro.

A programação contará com quatro celebrações eucarísticas, sendo três no Cemitério São Sebastião e uma na Catedral de Santa Luzia.

Segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Cemitério São Sebastião – Mossoró

• 5h – Santa Missa com padre Cornélio Freire.
• 6h30 – Santa Missa com padre Victor Santos.
• 16h30 – Santa Missa presidida por Dom Francisco de Sales, bispo diocesano.

Catedral de Santa Luzia

• 19h – Santa Missa presidida pelo pároco, padre Antoniel Alves.

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sábado - 31/10/2026 - 15:50h
AEROPORTO DE MOSSORÓ

Infraero abre licitação para concessão de áreas logísticas

Aeroporto de Mossoró é administrado pela Infraero (Foto: Reprodução)

Aeroporto de Mossoró é administrado pela Infraero (Foto: Reprodução)

Do TCM Notícia

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO) está com licitação aberta para a concessão de áreas destinadas à implantação, operação e exploração de galpões logísticos alfandegados no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró.

O processo licitatório também contempla áreas nos aeroportos de Anápolis (GO), Flores (AM), Ipatinga (MG) e Sorriso (MT), também administrados pela Infraero.

A disputa será realizada por lote, e uma mesma empresa poderá apresentar propostas para um ou mais deles. O prazo para o recebimento das propostas termina em 12 de novembro de 2026, às 9h. A abertura da sessão pública ocorrerá logo em seguida, com o início da disputa de preços previsto para as 10h.

O edital e os anexos estão disponíveis no Portal da Infraero, através do ID 178109, e no Portal Banco do Brasil, com o número de licitação 1100869. O processo corresponde à Licitação Eletrônica nº 098/ADLI-2/SEDE/2026.

Mais informações podem ser solicitadas pelo e-mail licitabr@infraero.gov.br.

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sexta-feira - 30/10/2026 - 23:54h

Pensando bem…

“A única coisa que devemos temer é o próprio medo.”

Franklin D. Roosevelt

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sexta-feira - 30/10/2026 - 18:50h
SECRETARIADO

Ex-prefeito está com nome em alta para equipe de Cadu Xavier

Júnior foi prefeito de  Currais Novos e integra equipe de transição de Cadu Xavier (Foto: Redes sociais)

Júnior foi prefeito de Currais Novos e integra equipe de transição de Cadu Xavier (Foto: Redes sociais)

Cá pra nós e o povo da rua: está em alta aos olhos do governador eleito Cadu Xavier (PT), o ex-prefeito de Currais Novos Odon Júnior (PT).

Ele compôs a nominata da Federação Brasil da Esperança (PT, PV, PCdoB) como candidato a deputado federal e totalizou 14.477 votos.

Em seu município, Xavier venceu com folga a disputa ao governo nos dois turnos. Mas, isso não é tudo ou o mais importante.

Odon Júnior passa segurança, tem perfil técnico e é nome de confiança no núcleo petista comandado pela governador Fátima Bezerra (PT).

Caminha para ser secretário de governo.

Qual pasta?

Essa resposta eu não tenho (ainda).

A propósito, ele também compõe a Comissão de Transição indicada pelo governador eleito. Só para lembrar, veja abaixo a lista dos escolhidos por Cadu Xavier:

Cadu Xavier – governador eleito;

Larissa Rosado – vice-governadora eleita;

Fernando Mineiro – Deputado federal não reeleito;

Augusto César Macêdo Brandão de Araújo – advogado;

Ceres Virgínia da Costa Dantas – engenheira civil;

João Ricardo dos Reis Cavalcante Cerqueira – advogado;

Natália de Sena Alves – advogada;

Odon Júnior – ex-prefeito de Currais Novos;

Pedro Augusto Filgueira Albuquerque – advogado;

Ana Adalgisa Dias Paulino – engenheira civil e vice-presidente do Confea/Crea;

Rivaldo Fernandes Pereira – analista de sistemas e presidente do PV no RN;

Fernando Antônio Bezerra – advogado e prefeito de Acari.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 30/10/2026 - 18:00h
NOVO MANDATO

Lula pretende mudar tudo na chamada “cozinha” do governo

Lula partiu na frente para  reordenamento da "casa" para novo mandato (Foto: Evaristo Sá/AFP/Arquivo do BCS)

Lula partiu na frente para reordenamento da “casa” para novo mandato (Foto: Evaristo Sá/AFP/Arquivo do BCS)

Do Canal Meio e outras fontes para o BCS

Mandato novo, vida nova. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende mudar tudo na chamada “cozinha” do Palácio do Planalto, que engloba seus auxiliares mais próximos, conta a colunista Vera Rosa. A ideia é contemplar pessoas que se destacaram na campanha eleitoral e até mesmo nomes de fora do PT.

O presidente já avisou que conversará com caciques de partidos, inclusive do Centrão, logo após o Dia de Finados para compor sua equipe. Lula, porém, está avisando que, diferentemente do que aconteceu no mandato atual, vai exigir que a participação no governo corresponda a apoio real no Congresso. (Estadão)

O presidente do PT, Edinho Silva, disse que as conversas serão feitas com o comando dos partidos do Centrão, não com alas, muitas delas em franca oposição ao governo.

“Os partidos que queiram estar conosco têm que ter lealdade a esse projeto liderado pelo presidente Lula”, enfatizou. O Executivo precisa ampliar a base no Congresso, já que o PL terá as maiores bancadas tanto na Câmara, quanto no Senado, com 121 e 28 parlamentares, respectivamente. (Globo)

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sexta-feira - 30/10/2026 - 17:50h
ENERGIA ELÉTRICA

Aneel confirma manutenção da bandeira verde em novembro

Annel já tem utilizado o mesmo padrão neste mês (Foto ilustrativa)

Annel já tem utilizado o mesmo padrão neste mês (Foto ilustrativa)

O mês de novembro começará sem cobrança adicional da bandeira tarifária nas contas de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) confirmou, nesta sexta-feira (30), a manutenção da bandeira verde para o próximo mês.

Em outubro, a modalidade também esteve em vigor.

De acordo com a Aneel, o aumento do volume de chuvas nas regiões onde estão localizadas as principais usinas hidrelétricas trouxe equilíbrio nos reservatórios. Com isso, foi possível reduzir o acionamento de fontes com maior custo para a geração de energia, como as usinas termelétricas.

Mesmo sem a cobrança extra, a Neoenergia Cosern reforça que é possível economizar ainda mais na conta de luz com a adoção de hábitos simples no dia a dia e a participação em projetos da distribuidora.

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quinta-feira - 29/10/2026 - 23:59h

Pensando bem…

“Cada um de nós suporta o seu próprio inferno.”

Virgílio

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quinta-feira - 29/10/2026 - 22:41h
COMUNICADO DO BLOG

Problemas técnicos estão sendo superados

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Durante boa parte desta quinta-feira (29) convivemos com problemas técnicos – novamente – que comprometeram a rotina editorial de nossa página e suas demais plataformas.

Tudo indica que as intempéries estão sendo superadas.

Vamos tangendo, pois.

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Categoria(s): Comunicado do Blog
quinta-feira - 29/10/2026 - 22:30h
TERCEIRA EDIÇÃO

Festival de Cenas Curtas Teatro de Quintal acontecerá até domingo

Quintal da Cia Pão Doce de Teatro abriga o evento até domingo (Foto: Atquivo/Divulgação)

Quintal da Cia Pão Doce de Teatro abriga o evento até domingo (Foto: Atquivo/Divulgação)

O Espaço Cultural Teatro de Quintal – rua Bodoca, 35, Alto de São Manoel -, em Mossoró (RN), começou a desenvolver nesta quinta-feira (29), às 19 horas, indo até 1º de novembro de 2026 (domingo), a terceira edição do Festival de Cenas Curtas Teatro de Quintal. Realizado pela Cia. Pão Doce de Teatro, o evento propõe um encontro entre artistas, grupos teatrais e público, valorizando a diversidade de experiências e possibilidades de criação para a cena.

O Festival de Cenas Curtas integra o projeto ‘Arte no Quintal’ que ainda contará com a 3° Edição do Cine Quintal e o 4° Expansão Cultural.

A programação do Festival – sempre a partir das 19 horas – é composta por apresentações de cenas curtas selecionadas para esta edição, reunindo diferentes linguagens, temáticas e perspectivas do teatro contemporâneo. A iniciativa busca fortalecer o intercâmbio entre artistas e ampliar o acesso do público a produções cênicas diversas, contribuindo para a movimentação cultural de Mossoró.

A programação com as cenas participantes, os nomes dos grupos e artistas selecionados, já estão definidos, composto por mesas redondas, homenagens e as apresentações de artistas em solo, dupla ou grupo. A abertura, nesta quinta-feira (29), contou com a mesa-redonda “Quem Conta Nossa História? Corpos Negros em Cena: Memória, Território e Protagonismo na Cultura”, com mediação de Raull Davyson. A noite também será marcada por uma homenagem em vídeo à atriz mossoroense Tony Silva.

Na sexta-feira (30), a programação terá a apresentação do espetáculo “A Farsa”, da Cia. A Máscara de Teatro, seguida da mesa-redonda “Gestão feminina em espaços culturais: protagonismo, desafios e redes de fortalecimento”, com mediação de Mônica Danuto. No sábado (31), o festival dará espaço às cenas selecionadas, antecedidas pelo primeiro sinal, com Jeyson Leonardo, em uma apresentação de 10 minutos.

Na sequência, serão apresentadas as cenas de Igor Cabral (solo), EU V.T. Produções (duo), Raquel Queiroz (solo) e Ismara (grupo de quatro integrantes). A noite também contará com a mesa-redonda “Arte-educação: refletindo sobre os múltiplos espaços de formação artística”, mediada por Diogo Rocha, ampliando a discussão sobre os diferentes contextos e caminhos de formação por meio da arte.

O encerramento, no domingo (1º de novembro), reunirá as últimas apresentações de cenas curtas: Kalleu (solo), AMARTE (grupo de quatro integrantes), A Máscara (solo) e Panelinha (duo). A programação inclui ainda a mesa-redonda “Processos criativos — elo, diversidade e formação em cena”, que convida à reflexão sobre os encontros, as trocas e a pluralidade de experiências que atravessam a criação teatral.

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quinta-feira - 29/10/2026 - 21:40h
NOVO GOVERNO

Uma cadeira muito cobiçada no secretariado de Cadu Xavier

Não é estratégia a demora no anúncio de vice, mas cautela para não botar peso morto Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS)

Cadeira é sobrecarregada de problemas, mas mesmo assim não faltam interessados  (Arte ilustrativa com recursos de IA para o BCS)

Quem será titular da pasta da Saúde no Governo Cadu Xavier (PT)?

Alguém aí do outro lado dessa tela arrisca nome e de quem partiria indicação?

Posso lhe afirmar o seguinte: apesar de ser um poço de problemas, existe muita cobiça pela cadeira atualmente ocupada pelo médico infectologista Alexandre Motta (PT).

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

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quinta-feira - 29/10/2026 - 21:28h
ECONOMIA

Porto de Natal realiza primeira exportação de gado vivo

Outro navio sai animais vivos nessa sexta-feira (Foto: Codern)

Outro navio sai animais vivos nessa sexta-feira (Foto: Codern)

Após quatro anos de tratativas, o Porto de Natal realiza, pela primeira vez em seus 94 anos de história, operações de exportação de gado vivo. A iniciativa movimenta aproximadamente R$ 24 milhões na economia potiguar.

O primeiro navio deixou o Porto de Natal na quarta-feira (28), transportando 2.350 cabeças de gado para a Arábia Saudita. O segundo tem saída prevista para sexta-feira (30), com 3.983 animais destinados ao Egito. Novas operações estão programadas para dezembro.

A operação é resultado de um trabalho conjunto da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Governo do Estado, por meio da Secretaria de Agricultura, Ministério da Agricultura e Pecuária, Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO) e empresas exportadoras. Em 17 de junho, a Codern recebeu a habilitação do Ministério da Agricultura para realizar esse tipo de movimentação.

Todo o processo segue exigências ambientais, sanitárias e de bem-estar animal. Antes do embarque, os animais cumprem quarentena em estabelecimentos de pré-embarque, conforme as regras dos países importadores. Ao chegarem ao Porto de Natal, são transferidos diretamente dos caminhões para os navios, sem contato com as áreas externas do terminal.

Para o diretor técnico e comercial da Codern, Paulo Sidney Gomes Silva, a operação representa um marco para o Porto de Natal.

“É um momento histórico para o Porto de Natal, resultado de quatro anos de trabalho e articulação. Estamos abrindo uma nova frente de operações, com responsabilidade ambiental, segurança sanitária e respeito ao bem-estar animal. Uma conquista que fortalece a pecuária potiguar, incluindo a agricultura familiar, e gera novas oportunidades para a economia do Estado”, destaca Paulo Sidney.

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quinta-feira - 29/10/2026 - 21:00h
AÇÃO SOLIDÁRIA

UniCatólica do RN arrecada quase 10 toneladas de alimentos

Estudantes fizeram entrega do que foi arrecadado (Foto: Divulgação)

Estudantes fizeram entrega do que foi arrecadado (Foto: Divulgação)

Entre segunda-feira (26) e essa quarta-feira (28), estudantes da Universidade Católica do RN (UniCatólica) apresentaram o resultado de mobilização social com números expressivos.

Fizeram a entrega da arrecadação de 9.637 quilos de alimentos não perecíveis, aproximadamente 9,6 toneladas, além de mais de 2.700 itens de higiene pessoal.

As doações foram destinadas a comunidades de Mossoró, à Liga de Mossoró – Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) e a outras instituições.

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Categoria(s): Gerais
quinta-feira - 29/10/2026 - 19:52h
LUCKAS IOHANATHAN

Ex-aluno da Uern, conquista o Prêmio Jabuti pela segunda vez

Luckas Iohanathan repetiu êxito anterior em premiação muito concorrida (Arte ilustrativa do BSV)

Luckas Iohanathan repetiu êxito anterior em premiação muito concorrida (Arte ilustrativa: Divulgação)

O egresso da Universidade do Estado do RN (UERN), Luckas Iohanathan, do curso de Publicidade e Propaganda, foi agraciado pela segunda vez com o Prêmio Jabuti 2026. O resultado da mais tradicional premiação da literatura brasileira foi anunciado nesta quarta-feira (28).

Depois de ter conquistado o Jabuti em 2024, com a obra Como Pedra, Luckas repete a dose, na categoria Histórias em Quadrinhos, dessa vez com a obra Ouroboros. Ambos materiais foram publicados pela editora Comix Zone.

Para o quadrinista trata-se de mais uma conquista importante em sua carreira, ainda mais com o peso de um Jabuti.

“Fazer histórias em quadrinhos é um trabalho muito amargo às vezes em um país tão difícil de se formar leitores e de se manter financeiramente com a arte, mas são essas conquistas que me mantém com força pra continuar. A Uern, com certeza, tem um papel fundamental na minha formação, tanto profissional (me ensinou a importância da pesquisa e da leitura) quanto como pessoa. Foi um espaço importante para conhecer diferentes vivências, crenças e culturas. Isso também atravessa a forma como escrevo e vejo o mundo”, comentou.

Obra

Ouroboros acompanha a jornada de Kesler, um policial que, após vivenciar um episódio traumático, decide voltar à casa onde cresceu. Lá, ele se vê forçado a revisitar seu passado, enquanto tenta lidar com as cicatrizes de sua relação complicada com a mãe. Determinado a deixar tudo para trás e se tornar um novo homem, ele percebe que, quanto mais tenta fugir, mais o futuro está longe de suas mãos.

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