
André e Andreis: uma tensão com múltiplos interesses em jogo (Fotos Rosinei Coutinho/STF e Andressa Anholete/Agência Senado)
Do Canal Meio e outras fontes
Após semanas de crescente tensão entre o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, o Planalto decidiu entrar em campo para evitar que os atritos se transformassem em uma guerra declarada. Nesta quinta-feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, se encontraram com Mendonça numa tentativa de colocar panos quentes na crise em torno das investigações sobre as fraudes do INSS, que incluem inquéritos envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Na reunião, Mendonça manifestou preocupação com a independência da Polícia Federal na condução dos inquéritos. Wellington Silva afirmou que a autonomia da corporação será respeitada e que não haverá interferência nas investigações. Ficou combinado entre Wellington, Messias e Mendonça que o ministro da Justiça vai buscar definir com Andrei Rodrigues as condições necessárias para preservar o trabalho dos policiais sem criar ruídos com o relator das investigações. (Globo)
Entenda a crise entre a PF e Mendonça. (g1)
A desconfiança mútua entre Mendonça e Andrei Rodrigues se estende ao caso Master, de que o ministro do STF também é relator. De um lado, há a suspeita de vazamento das investigações para o senador Jaques Wagner, expressa na decisão de Mendonça sobre a retirada do sigilo do caso. Do outro, investigadores comparam o tempo que Mendonça levou para aprovar a busca e apreensão de Cláudio Castro no caso Master (dois meses e meio) com o da realizada sobre Jaques Wagner (nove dias). Mendonça também estaria represando ações contra integrantes do Centrão já pedidas há algumas semanas. (Globo)
A crise atingiu seu ápice também nesta quinta-feira, quando os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma nota conjunta em defesa de Rodrigues. No documento, os superintendentes reafirmam confiança na direção da Polícia Federal e manifestam apoio à condução da corporação. (Metrópoles)
Lula passou a acompanhar de perto a crise entre André Mendonça e a Polícia Federal. De acordo com interlocutores próximos ao presidente, Lula demonstrou insatisfação com a atuação do ministro da Justiça por considerar que a pasta vinha adotando uma postura discreta diante do impasse. O presidente teria cobrado maior protagonismo do ministro para conter a crise. (Globo)
Ato contínuo, o governo federal informou que irá ampliar o efetivo da Polícia Federal responsável por investigações de corrupção. A medida foi apresentada por Wellington Silva e Jorge Messias ao ministro André Mendonça. A ideia é de que parte do reforço será composta por novos policiais que atualmente participam do curso de formação. A avaliação do governo é de que o aumento das equipes permitirá acelerar o andamento dos inquéritos. (g1)
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