domingo - 25/10/2026 - 05:50h

A hora da verdade

Por Odemirton Filho

Arte ilustrativa

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Milhões de brasileiros e brasileiras, novamente, vão às urnas. A campanha eleitoral, “pra variar”, foi acirrada, tanto em nível nacional como estadual. Mas hoje, finalmente, chegou a hora da verdade. De acordo com o Art. 14 da Constituição Federal, a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos (…).

Bem, eu não sei você, no entanto, eu ando meio desanimado. Há tempos escuto a mesma ladainha. Promessas e mais promessas. Além disso, a radicalização tomou conta do debate político-eleitoral. A intolerância ocupou o lugar do bom senso. Um exemplo? O show de ofensas nos debates entre os candidatos.

As propostas de governo ficaram em segundo plano, os argumentos foram substituídos pelos ataques pessoais. Nessa mesma linha, poucos cidadãos enxergam os malfeitos do seu candidato, ao contrário, preferem brigar com a realidade dos fatos. Sem falar nas insuportáveis discussões políticas e fake news que inundam os grupos de WhatsApp.

Há aqueles que preferem se abster ou anular o seu voto (trinta e três milhões de eleitores deixaram de ir às urnas no primeiro turno). Sem dúvida, boa parte está desalentada com os rumos da política brasileira. Pra falar a verdade, não os condeno, muitos estão cansados da conversa mole de alguns políticos.

Ainda bem que o voto é secreto, e podemos sufragar o nome do candidato da nossa preferência. Ressalte-se que ninguém é obrigado a declarar o seu voto, nem apresentar os motivos de suas escolhas. É claro que quem quiser pode expor em quem votará, as suas ideias e ideologias, uma vez que a liberdade de expressão é um direito fundamental amparado pela Carta Maior.

Como se vê, as redes sociais estão repletas de posicionamentos a favor e contra os candidatos. Entretanto, aprendi que a democracia deve ser baseada no respeito às opiniões contrárias. Os eleitores têm o direito de escolher o seu candidato, sendo desnecessário o festival de agressões mútuas que se observa atualmente.

Enfim, hoje à noite saberemos quem serão os vencedores desta eleição. Esperemos que o resultado das urnas seja devidamente respeitado. E que os futuros governantes cumpram, pelo menos, uma parte do que prometeram, “para o bem de todos e felicidade geral da nação”.

Odemirton Filho é oficial de justiça

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Categoria(s): Artigo / Política

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