Numa seção do blog do jornalista Ancelmo Góis, o atuante deputado federal paranaense Gustavo Fruet (PSDB) define a magia do clássico Fla-Flu. Fala sobre os encantos do Rio:
– Acho que, da mesma forma que um católico tem de ir a Roma, quem gosta de futebol tem de assistir a um Fla x Flu no Maracanã.
É vero. Pena que a violência tenha se tornado um flagelo, drama psicossocial dentro e nos arrabaldes dos estádios.
Sou tricolor de coração e me encanto desde tenra idade. Menininho ainda, "via" o Fla-Flu pelo rádio. Depois apareceu a magia da TV com jogos ao vivo, os gols da rodada na TV Tupi, a partir da TV Verdes Mares (Fortaleza).
Antes disso, o "Canal 100" no cinema mostrava documentário de notícias da semana, mas especialmente dramatizava o futebol na arena carioca. Brilhavam rubro-negros e tricolores.
As imagens gigantescas, o balé de corpos, o caldeirão do Maraca em ebulição… Denilson, Lula e Flávio em câmera lenta… Gooll!! "(…) Que bonito é…" A música completava o enredo mitológico dos jogos, letra de Luiz Bandeira: "Na cadência do samba."
Parece que ela nunca saiu da trilha sonora de minha vida. Nem a voz "em off" do locutor Alberto Cury. Metálica, pura. Regente emocional de inúmeros corações na platéia.
Impagável o revolucionário "Canal 100" de Carlos Niemeyer, nos vesperais do Pax, Caiçara, Cid. Para mim, melhor do que qualquer fita. Meu domingo triunfante.
Lendo a entrevista de Fruet, desloquei-me pênsil no tempo. Às vezes, lamento que nossos meninos e outras gerações, jamais venham a sentir o prazer desse encontro com a inocência de um Maracanã só de heróis.
Que bonito era…
Nesse tempo, lembro-me que “via” os jogos do Maracanã ouvindo a Rádio Globo-RJ narrados por Waldir Amaral e Jorge Cury e comentados por Joáo Saldanha e Mário Vianna (com dois enes), todos já falecidos, além de Luiz Mendes, este na ativa ainda na mesma emissora. Bons tempos! Enquanto hoje, temos que aturar os galvões buenos da vida com os ufanismos e patriotadas dele, mais os lucianos do vale e os sílvios luiz “conversando” m…, fazendo de pinico os nossos ouvidos. Tenha dó! Urgh!