terça-feira - 21/10/2025 - 08:00h
2026

A principal luta política é a disputa por vagas à Câmara e ao Senado

Casas parlamentares estão cada dia mais poderosas, eclipsando e sufocando o Executivo (Foto: Wilson Dias/Arquivo))

Casas parlamentares estão cada dia mais poderosas, eclipsando e sufocando o Executivo (Foto: Wilson Dias/Arquivo))

A cobertura política atual quanto à disputa pelo Governo no RN domina o interesse prioritário da mídia local, especializada, além do avulso disse-me-disse das redes sociais. Essa constatação não é apenas uma observação pessoal sobre a rotina da imprensa no RN em sua resenha diária. É fato.

Esse superdimensionamento quanto à corrida ao Governo do RN deixa em segundo plano a luta por oito vagas à Câmara dos Deputados e dois assentos no Senado. Contudo, esse é o jogo mais pesado e com desdobramentos quanto ao futuro do país, estados federados e municípios.

Em Brasília, partidos e políticos concentram-se na contenda presidencial de 2026. Compreensível. Mas a formação do futuro Congresso Nacional, com o seu poder crescente, que sufoca a proeminência do Executivo, tem enorme valia e com características bastante diferenciadas.

Não se engane: a guerra verdadeira está sendo travada nesse campo político.

Alguns fatores pesam para essa inclinação pro lado parlamentar.

O Fundo Partidário (usado na manutenção das legendas) e o Fundo Eleitoral (destinado às campanhas eletivas) estão nessa conta. Quanto mais deputado federal eleito, mais recursos para os partidos com melhor desempenho.

Outro, é o acervo bilionário das emendas parlamentares, que transformaram legisladores em executivos “fazedores” de obras, num papel onde só possuem bônus e nenhum ônus. Este ano, por exemplo, deputados e senadores têm mais de R$ 50,4 bilhões para pulverização em suas bases, numa campanha eleitoral permanente financiada com o “chapéu” alheio.

Para o ano de 2025, cada deputado tem direito a pouco mais de R$ 37 milhões, e cada senador R$ 68,3 milhões, em suas emendas individuais. Nenhum concorrente deles tem como competir à vitória nas urnas, com esse ponto de profundo desequilíbrio.

É uma guerra profundamente desigual.

Quem quiser que enfrente esses titãs.

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Opinião da Coluna do Herzog / Política

Comentários

  1. Marcos Pinto. diz:

    É triste e veemente a constatação de veemente pobreza cultural l dos atuais protagonistas do cenário polituco potiguar. Já não se vêem nomes com admirável densidade intelectual de um José Augysto Bezerra de Medeiros, de um Aluísio Alves, de um Eloy de Souza, de um Georgino Avelino, de um Dr. João Vicente da Costa, de um Jocelyn Vilar, de um João Maria Furado, de um Nilo Pereiea, de um Geraldo Melo, de um Manuel Dantas. É certo o afirmar-se, de forma peremptória, que o nosso cenario político estadual está em franco processo de estado terminal por inanição intelectual.. O proprio neto do grande erudito potiguar Djalma Marinho é detentor de configurada palidez inteilectual, sem precedentes na tradicional e vetusta familia Marinho. Uma lástima, pois.

  2. Marcos Pinto. diz:

    Retificando : …Constatação de dominante pobreza intelectual…

Deixe uma resposta para Marcos Pinto. Cancelar resposta

*


Current day month ye@r *

Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.