Por Marcos Ferreira
Ultrapasso meio século de idade com um patrimônio afetivo invejável. Os amigos que tenho (fortuna sem tamanho) são pessoas extraordinárias. Nutro verdadeiro amor e admiração por cada um deles. Alguns me frequentam um pouco mais, todavia nenhum tem maior ou menor peso na balança do meu benquerer. É verdade que não posso contar vantagem acerca da quantidade, entretanto o tipo de seres humanos que essas pessoas representam é do mais alto quilate. Cada um com seu modo de ser e de me orgulhar por fazer parte desse grupo de indivíduos fora de série. Não me renderei à tentação de citar nomes, contudo estou certo de que este relato amorável alcançará a todos. Até porque, repito, não constituem um número quilométrico. O que deveras me fascina em cada um são o caráter excepcional e o coração fraterno.
Para ser mais justo e exato, é preciso registrar aqui o detalhe de que passo um tempo por vezes longo sem trocar um abraço com esses amigos e amigas. Entrementes, também para ser verdadeiro, volta e meia estamos partilhando umas ideias via chamada telefônica ou por meio de mensagens de áudio ou de texto no WhatsApp. Quando nos reencontramos cara a cara, aí é uma alegria só.
Hoje, portanto, acometido por um bocadinho de saudade, venho expor estas linhas um tanto açucaradas aqui no BCS — Blog Carlos Santos. Este que é um reduto onde quase todos nós marcamos presença desde as primeiras horas dos domingos com uma porção de artigos, crônicas, poemas, notícias e textos outros. É isso mesmo! Aqui a maior parte de nós se reúne dominicalmente para relatar as suas impressões e pontos de vista a respeito de uma variedade de assuntos os mais em voga ou na moda. Destarte, meus caros, como um simples e saudoso missivista, aproveito este espaço plural para enviar este recadinho do coração a esses indivíduos aos quais estimo e dedico o meu aplauso. Tanto aos que figuram aqui na condição de autores quanto àqueles que (não menos importantes) compõem o time de leitores cativos deste blogue.
Bem, agora vou ficando por aqui. Isto é o que tenho para hoje. Estou em paz, feliz e orgulhoso dos amigos que possuo. Este, posso dizer, é um patrimônio afetivo que não pode ser pesado, medido ou mensurado. Quem tem amigos desse tipo pode se sentir abençoado. Amanhã ou depois, quem sabe, o tempo esteja favorável e aí me reencontre com algum desses amigos-irmãos para um bate-papo.
Marcos Ferreira é escritor
























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