Gosto de vaguear por aí, da cidade ao campo, em tempos de campanha eleitoral. Primeiro que é uma descoberta não apenas profissional, mas reencontro com minha identidade social.
Aboletado no carro do qual sou "meeiro" com o Consórcio Redenção, até que o busca e apreensão nos separe, foi possível circular por mais de 42 quilômetros no domingo (13).
Alto da Conceição, Belo Horizonte, Carnaubal, Planalto, Papoco, Ilha de Santa Luzia, Santo Antônio, Barrocas e Estrada da Raiz. Demorei-me ainda no Dom Jaime Câmara e Nova Vida. Quase nada de Alagoinha, zona rural ao final do Abolição IV.
Tudo isso em Mossoró.
Batendo pernas, sem roteiro pré-determinado, acabei sem assistir Potiguar 3 x 0 Santa Cruz. Perdi o horário.
A impressão primeira que extraio das observações, esbarrando em mercearias, campos de futebol na várzea, borracharia, boteco etc (não fui a cabarés dessa vez) é quanto à frieza siberiana das pessoas. Não se trata de algo atípico para o período.
A campanha na prática não começou. A falta de showmício, cachorro-quente e cachaça, além de camisetas e bonés, torna a disputa realmente glacial.
Contudo mesmo assim é fácil perceber uma escassez de propaganda. Até pinturas em muros são raras. Quase nada de santinhos, adesivos em veículos etc.
Não tenho medo de afirmar: para vereador, mais de 75% dos eleitores não possuem candidatos. A prefeito é um quadro que marcha à escolha do menos ruim. Não há uma postulação que reflita ou estimule empolgação.
* Depois volto ao assunto com maior profundidade. Com esta postagem inicío uma série que vai percorrer toda a campanha 2008, se Deus quiser: Diário de Bordo.

























