Deu no jornal "O Estado de São Paulo": A casa onde os Garibaldis se abrigam
Chamado de clube de amigos, onde as disputas ideológicas do plenário são curadas no cafezinho, o Senado é também a segunda casa de algumas famílias.
O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), por exemplo, vai economizar na conta de telefone a partir do 1.º de fevereiro, quando o pai dele, Garibaldi Alves (PMDB-RN), tomará posse como senador da República. Suplente de Rosalba Ciarlini, será efetivado senador com a renúncia da titular, eleita governadora do Rio Grande do Norte.
Garibaldi Filho, de 63 anos, tem o costume impreterível de ligar para o pai, de 87 anos, todos os dias após o expediente no Senado. “Papai, é Gueire”, anuncia ao celular, antes de perguntar: “O senhor assistiu à TV Senado hoje?”
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, ele é uma das estrelas da TV Senado.
Brincalhão, Garibaldi acaba sempre levando puxão de orelha do pai quando abusa do tom piadista.
“Não é do estilo dele, então ele briga. Mas todo pai briga com o filho em algum momento”, contemporiza o senador, que é cobrado a ter um “tom de mais seriedade”.























Já que Rosalba foi eleita, não vejo a hora de ter como Senador do Rio Grande do Norte, o (GA)Garibaldi Alves (Pai) legislando ao lado do também (GA)Garibaldi Alves (Filho).
Segundo o Congresso em Foco, os senadores do RN, a famosa trinca que venceu o pleito de 2010, são os menos produtivos da casa. Vamos ver como ficará aquela casa no ano vindouro.
…E assim o RN volta à triste sina de ser berço de oligarquias políticas, que sempre foram e são fatores constitutivos de atraso e de interesses estranhos ao bem da coletividade.