Dois políticos do PV que engrossaram o cangote, com as urnas de 3 de outubro, certamente vão recrudescer o relacionamento com a direção partidária estadual.
O deputado estadual reeleito Gilson Moura (PV) e o vereador e deputado federal eleito Paulo Wagner (PV) têm mais queixas do que agradecimentos ao comando partidário.
E já mandaram recados claros de que vão se rebelar contra amarras.
Paulo Wagner mandou avisar que irá mesmo para Brasília. Não aceita assumir qualquer secretaria na Prefeitura do Natal ou Estado, para abrir espaço à Rosy de Sousa (PV), sua suplente e irmã da prefeita Micarla de Sousa (PV).
Gilson, idem.
Seu segundo mandato foi ainda mais suado, enfrentando sobretudo a prioridade de Micarla – dirigente principal do partido – pela eleição do marido, o radialista Miguel Weber (PV).
– Esta é a resposta espontânea de um povo que não se vende, porque é livre para escolher – desabafou Gilson, em nota de agradecimento ao eleitorado.























“O povo é soberano” dizem os poderosos, mas fazem tudo para desrespeitar sua vontade.
Este filme já foi visto. Parece que em 2002 Múcio Sá e Lavoisier Maia não eleitos deputado federal, a governadora Wilma de Faria convocou dois deputados federais eleitos, Betinho e Iberê, para assumirem duas secretarias no RN. E os cassados pelo povo, Lavô e Múcio, “ganham” suas cadeiras na Câmara Federal. E O POVO VIU SUA AUTONOMIA DESRESPEITADA.
Então, Paulo Wagner, areia-branquense, filho do saudoso Zé Dimas e neto do também saudoso musicista e também estivador Mirabô Dantas, você que pediu votos para ser deputado federal, e o povo atendeu, vá para a Câmara Federal e seja uma voz a defender Areia Branca.