Tenho acompanhado aqui pela Net mesmo, noticiário e comentários sobre incidente entre policiais militares e dirigentes esportivos, em sua maioria ligados ao ABC. O festim carnavalesco ofusca um pouco o problema.
O caso teria ocorrido na quinta (31), após o jogo Baraúnas 0 x 0 ABC no Estádio Nogueirão.
Vou meter minha colher no caso.
Creio que está existindo um superdimensionamento da questão. Além disso, se ignora um rol de conflitos fora do Nogueirão, após o jogo, que levou a polÃcia à necessária abordagem de veÃculos e torcedores. Pode ter ocorrido excesso no uso de palavras e no tom delas? Sim, não duvido.
Acompanhei a partida em meio a torcedores do ABC.
À saÃda, a provocação levou uma parte desse grupo para cima de torcedores do Baraúnas. Um dos componentes da facção organizada alvinegra chegou a disparar rojão em sentido horizontal, direto, com óbvio objetivo de ferir algum oponente. O corre-corre provocou pânico entre torcedores – pacÃficos – de verdade.
A intervenção policial que vi foi para dispersar o tumulto e prender eventuais responsáveis. Um jovem que teria usado esse rojão foi preso e com ele encontrada, ainda, uma porção de maconha. Houve registro de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e em seguida esse indivÃduo foi libertado.
Com a flexibilidade de nossa legislação, no próximo jogo ele estará novamente à vontade para repetir ou ampliar sua fúria.
Outros veÃculos que deslocaram torcedores do ABC para Natal, como algumas vans, passaram por igual revista. O que imagino era o temor da polÃcia de novos confrontos, onde lâminas artesanais-caseiras, foguetões e armas de fogo pudessem ser usadas. A selvageria tem crescido dentro e fora dos estádios.
Volto a afirmar que não sei o tom das palavras e gestos dos policiais nas abordagens aos dirigentes esportivos. Entretanto, é fundamental que se assinale o fato gerador da ação policial, de caracterÃsticas repressivo-preventiva. Os PM´s tinham que agir.
Já fui vÃtima da truculência policial estando calado, só, em meio a uma multidão e com as mãos nos bolsos. Sóbrio e desarmado. Além de ficha limpa.
O fato aconteceu há uns sete anos. Imagino que por estar vestido com um macacão e tênis surrado, aos olhos dos militares (na época Metropol, "Mete o Pau", segundo a picardia popular) possuÃa perfil do periférico delinquente. Uma ótima presa para ser surrada e ficar por isso mesmo.
Salvei-me porque em meio à multidão, num espetáculo do "Auto da Liberdade" em Mossoró, evitei polemizar e saà de fininho. Ia apanhar muito se fosse diferente.
Em essência, a gênese da violência policial ou eventuais cenas de despreparo, deriva da formação (na academia), aliada à impunidade. Sempe ela, a impunidade.
De minha parte, ser revistado em qualquer local, público, não me causa constrangimento. Sinto-me seguro. Não ando armado, não porto droga, não promovo arruaças etc. Portanto estou tranquilo.
Carteirada, ligar para comandante militar, secretário de Segurança, nem pensar. E olha que tenho acesso a muitos.
Lamentável nisso tudo, é que vejo no meu lindo RN, o futebol se transformar em outro estopim da violência. Ha um quadro de doença psicossocial em expansão. É fácil observar que em boa parte das torcidas organizadas, o exercÃcio de torcer fica em segundo plano.
Muitos dos valentões e baderneiros voltam para casa sem condições de narrar pelo menos um lance do jogo, que teria acompanhado. Até porque, não é essa sua prioridade. Torcer é um detalhe menor.
Vale mesmo intimidar, oprimir, massacrar e espalhar o terror numa demonstração de poder. O poder que no Ãntimo – de modo invididual – não existe em cada um desses idiotas uniformizados.
Sobram recalques e fragilidades.























Caro Carlos Santos, entendo que toda a violência que estampa hoje mundo a fora, origina-se unica e exclusivamente pela ausencia dos rigosres da lei, seja em que instancia for.
grande abraço
angelo alves
Fúria Jovem, que não tem nada a perder, pois já perderam e foram, só para tumultuarem. É os bossaÃs de Natal(Metropole), pra bagunçarem na colônia(Mossoró).
Povo nosso, uni-vos contra esses pulhas. Policia neles, pau neles.
Caro Carlos,
sou seu fã desde os meus tempos de Jornal de Natal, quando desembarquei meio perdido em Mossoró para fazer matérias de polÃtica (veja só!) e fui muito bem recebido por você. Diante de todo acontecimento, tenho que concordar que deve ter havido mesmo o “você sabe quem sou?´´, mas a minha indignação é porque, como você, já passei e testemunheio muitas vezes a falta de preparo da polÃcia em todo lugar. Um grande abraço e obrigado pelas informações. É uma honra ser seu colega de portal.
Carlos, o tema que vc levantou passa exclusivamente pela falta de punição, ou seja o sujeito pinta e borda e sabe que não lhe acontece nada, o nÃvel de violência que tem surgido após alguns jogos do campeonato estadual tem afastado o torcedor de bem, que quer ir vibrar pelo seu clube e por isso teme pela sua integridade. Não é toa que o público tem diminuÃdo, e a média de público tem sido muito baixa; Tá na hora das autoridades constituÃdas tomarem providências. Um Abraço L. Filho