sexta-feira - 19/06/2026 - 05:34h
Nordeste

Fruticultura acelera uso de biológicos para atender exportação

Expansão da fruticultura irrigada na região tem vários polos (Foto: Canindé Soares)

Vale do São Francisco e e RN são dois dos principais polos da fruticultura (Foto: Canindé Soares/Arquivo)

As exigências internacionais por frutas com menor presença de resíduos químicos estão acelerando uma mudança estrutural nas lavouras do Nordeste. No Vale do São Francisco, entre Bahia e Pernambuco, e no Rio Grande do Norte, dois dos principais polos brasileiros de fruticultura exportadora, produtores têm ampliado o uso de defensivos biológicos como estratégia para atender compradores mais rigorosos, reduzir riscos de inconformidade e manter espaço em mercados como Europa e Ásia.

A pressão não vem apenas das regras oficiais de importação. Redes varejistas, distribuidores e consumidores têm elevado os padrões de segurança dos alimentos, rastreabilidade e sustentabilidade. Em alguns mercados, essa demanda é tratada comercialmente como “resíduo zero”, ainda que, do ponto de vista regulatório, cada país trabalhe com Limites Máximos de Resíduos (LMR), listas de moléculas permitidas e critérios próprios de fiscalização. 

A adoção acelerada reflete o peso econômico dessas culturas para o país. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), as exportações brasileiras de frutas alcançaram US$ 1,45 bilhão em 2025, um novo recorde para o setor. No período, as vendas externas de melão somaram US$ 231 milhões e as de uva atingiram US$ 158 milhões. 

Para sustentar esse avanço, o campo tem recorrido à biotecnologia. Dados recentes da CropLife Brasil apontam que o mercado de bioinsumos movimentou cerca de R$ 6,2 bilhões no Brasil em 2025, com área tratada de 194 milhões de hectares. O movimento também acompanha a expansão regulatória do setor. No mesmo ano, o Ministério da Agricultura e Pecuária registrou 162 produtos classificados como bioinsumos, o maior número da série histórica. 

Exigências fitossanitárias

Segundo Jamerson da Silva e Silva, Especialista de Desenvolvimento de Mercado da Vittia na região Nordeste, o desafio da fruticultura exportadora não está necessariamente em tarifas comerciais, mas em uma camada cada vez mais rigorosa de exigências fitossanitárias, ambientais e de rastreabilidade. 

“Hoje, o importador asiático ou europeu acompanha o histórico de manejo e monitora resíduos de moléculas químicas com alto nível de controle. O que antes era apenas uma redução gradual dos limites aceitos passou a ser uma pressão crescente por frutas com resíduos cada vez menores. Nesse cenário, os biológicos entram como ferramenta estratégica, pois ajudam a manter a eficiência no campo e reduzem o risco de inconformidades em cargas destinadas à exportação”, afirma o engenheiro agrônomo. 

Acesse nosso Instagram AQUI.

Acesse nosso Threads AQUI.

Acesse nosso X (antigo Twitter) AQUI.

Acesse nosso YouTube AQUI.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia / Gerais

Faça um Comentário

*


Current day month ye@r *

Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.