Nas primeiras declarações à imprensa após as eleições do domingo (25), o governador eleito Cadu Xavier (PT), o “Cadu de Lula”, deu pistas do que será sua gestão a partir de 2027.
Ele não quer simplesmente fazer um governo de continuidade. Em campanha já dissera que seria administração para avançar, com seu próprio “DNA.”
Formará uma equipe com perfil técnico, com mãos honestas e que tenha sensibilidade social.
Fica claro que não poderá olhar pelo “retrovisor”, como sua mentora e atual governadora Fátima Bezerra (PT) faz até hoje. Para trás enxergará oito anos dela, em vez dos quatro de Robinson Faria (PSD, hoje no PL).
Apesar das grandes dificuldades fiscais do Estado, ele conhece minuciosamente a situação e a própria estrutura estadual, visto que ficou na pasta da Fazenda por quase oito anos. Era o homem forte do governo.
A seu favor ainda, a teia de entidades sindicais dos servidores, braço do Partido dos Trabalhadores (PT). Tolerância e paciência não devem faltar na convivência com o governador, no mesmo tom da relação com Fátima Bezerra.
Na Assembleia Legislativa, a expectativa é de que faça maioria para governar sem solavancos. A Federação Brasil da Esperança, que arrimou sua candidatura e da vice Larissa Rosado (PSB), elegeu sete deputados. Mas na conta, de imediato, podem ser acrescentados mais três do PSDB, que apareceram no segundo turno da campanha eleitoral. Aí são dez dos 24 componentes da Casa.
Tem tempo e já existem os alvos preferenciais à catequese à mudança de lado.
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