Do Canal Meio e outras fontes para o BCS
Novas mensagens encontradas pela Polícia Federal colocam o lobby supostamente comandado pelo filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na antessala da Presidência da República. De acordo com a PF, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, recebeu um modelo de contrato para a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde com dispensa de licitação.
O documento foi enviado por Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, segundo mensagem de WhatsApp encontrada nos celulares investigados. Marcola confirmou a interlocutores ter recebido o documento e reconheceu que o episódio foi “inadequado”, mas afirmou que não encaminhou o material nem houve favorecimento.
Roberta havia sido contratada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, para atuar na tentativa de viabilizar o negócio com o Ministério da Saúde. Segundo a investigação, ela recebeu R$ 1,5 milhão do empresário, em cinco parcelas de R$ 300 mil. Enquanto era chefe de gabinete de Lula, Marcola recebeu R$ 249 mil de Roberta Luchsinger a título, segundo ele, de empréstimo. (Globo)
A PF ainda afirmou em relatório de um novo inquérito sobre Lulinha que Roberta Luchsinger aparentemente tinha “autorização” para agir em nome do filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão se baseia em mensagens analisadas pelos investigadores. Em uma delas, enviada a um interlocutor envolvido na prospecção de negócios junto ao governo federal, Roberta se apresenta como representante de Lulinha. “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fábio”, escreveu. A defesa de Lulinha afirma que ele não pode ser responsabilizado por declarações feitas pela empresária. (Estadão)
Dados da própria Presidência mostram que Lulinha esteve no Palácio do Planalto 18 vezes desde 2023. Investigações revelaram que o filho do presidente mantinha contato com assessores próximos do pai e orientava a ação de Roberta Luchsinger. A Secretaria de Comunicação (Secom) do Planalto afirmou que as visitas “tiveram caráter pessoal, sem relação com a administração pública”. (Metrópoles)
Lulinha deve ser intimado para depor no inquérito que investiga suposto tráfico de influência no governo federal. O interrogatório, porém, deverá ocorrer somente depois que os investigadores concluírem a análise do material extraído do celular de Roberta Luchsinger. A PF examina mensagens trocadas desde 2023 e não descarta pedir novas medidas judiciais antes dos depoimentos. (CNN Brasil)
Aliados do presidente Lula estão divididos sobre como a campanha à reeleição deve reagir às novas revelações envolvendo seu filho, o Lulinha. Integrantes do grupo reconhecem que as investigações por suspeita de tráfico de influência se tornaram um ponto de vulnerabilidade eleitoral. Uma ala defende que Lula trate publicamente do caso e deixe claro que eventuais irregularidades envolvendo o filho devem ser investigadas e punidas. Outro grupo prefere evitar o assunto para não ampliar o desgaste e sustenta que a campanha só deve se manifestar quando questionada. (Globo)
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