domingo - 03/07/2016 - 09:22h

Um país disléxico

Por François Silvestre

A dislexia é um transtorno de percepção, multidisciplinar, que afeta tanto a orientação quanto o aprendizado. Contudo, o termo ganhou contornos quase que limitados à incapacidade ou dificuldades de leitura.

E por tratar-se de assunto no campo da patologia, em fase de estudos e aprofundamentos, não me é permitido cuidar das suas conceituações na área da ciência. Até por obrigação de honestidade intelectual.

Faço-o, portanto, na seara da literatura. Metaforicamente. Para a triste constatação de que dentre as nossas limitações culturais, o Brasil é também um paciente disléxico.

Acometido da dislexia coletiva. No caso, sem diagnóstico funcional ou orgânico. Não detectado por averiguação neurológica.

A clínica onde se faz esse diagnóstico é de natureza cultural e social. Sem necessidade de ultrassonografia ou outros exames laboratoriais.

O Brasil não lê. Não sabe ler. Não gosta de ler. Não quer aprender a ler. E por não ter leitores, começa a se tornar também um país ágrafo. Sem leitores e sem escritores. Ou com ambos sofrivelmente considerados.

A internet, pra se fazer justiça, abriu um leque à leitura, mas esse gosto não corrigiu a dislexia. Pelo contrário, fez da escritura uma agressão gráfica. Leitor apressado, escritor inculto e língua sofredora.

Tudo no contorno de um ciclo de infinita pobreza cultural, a misturar ou confundir entretenimento com arte e folguedos com cultura.

O assunto me traz à memória um episódio ocorrido em São Paulo, fim dos anos Setenta. O palco foi a Biblioteca Mário de Andrade, na Praça D. José Gaspar, vizinhança da ex-elegante Av. São Luís.

Um encontro de palestras, com nomes de reconhecimento consolidado no mundo literário. No ciclo daquela noite, estavam Menotti Del Picchia, (velhinho, acomodou-se com dificuldade), que fora um dos astros da Semana de Arte Moderna, com seu Juca Mulato. Jorge Andrade, cujas peças “Os Ossos do Barão”, virara novela da Globo e “O Grito”, alvo de polêmica e patrulhamento. Murilo Rubião, precursor do nosso realismo fantástico, e o crítico de literatura Léo Gilson Ribeiro, consagrado no Eixo do Sudeste e na América Latina.

Chamou-me a atenção o relato de Murilo Rubião. Menos por suas narrativas do sobrenatural, incluindo uma experiência própria, e mais pelo desabafo sobre “a dura escritura” de que falara Clarice Lispector.

Murilo Rubião queixou-se de si mesmo pela escolha da atividade que escolhera para “ganhar a vida”.

E explicou, usando como modelos um irmão seu e um amigo de ambos. Um deles construtor e o outro comerciante. “O construtor tem trabalho suave e ganha bem. O comerciante ganha muito e tem vida de folga”.

“Escolhi escrever livros, produto de sobra para consumo escasso. Vivo com dificuldades”. Encerrou Murilo Rubião.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

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domingo - 03/07/2016 - 08:58h

O autoengano de Dilma Rousseff

Por Elio Gaspari (O Globo)

Dilma Rousseff disse que “o erro mais óbvio que cometi foi a aliança que fiz para levar a Presidência neste segundo mandato com uma pessoa que explicitamente, diante do país inteiro, tomou atitudes de traição e usurpação”. A doutora não gosta de reconhecer seus erros, e é possível que essa frase seja mais um pretexto para falar mal de Michel Temer do que uma reflexão sobre sua ruína.

Como está cada vez mais próximo o dia em que Dilma Rousseff passará para a História, restará uma pergunta: como foi que ela chegou a essa situação?

A aliança com o PMDB não foi um erro, foi o acerto que permitiu sua reeleição. Sem Temer na Vice-Presidência, ela não ficaria de pé. Não foi Temer quem fritou Dilma, foram ela e o comissariado petista que tentaram fritar o PMDB.

Logo depois da eleição de 2014, sob os auspícios da presidente, o PT começou a dificultar a vida do PMDB. Fizeram isso de forma pueril. Sabiam que Eduardo Cunha era candidato à presidência da Câmara dos Deputados e acreditaram que poderiam derrotá-lo lançando o petista Arlindo Chinaglia. Eleger um petista em plena Lava-Jato era excesso de autoconfiança. Acreditar que isso seria possível com a ajuda do PSDB foi rematada ingenuidade.

Quando o barco da prepotência petista começou a adernar, Dilma decidiu pedir socorro ao PMDB e convidou Temer para a coordenação política do governo. Ele não precisava aceitar, pois era vice-presidente da República. Em poucas semanas, recompôs a base governista, mas coisas estranhas começaram a acontecer.

Temer fazia acordos, os parlamentares cumpriam, e o Planalto renegava as combinações. Em português claro: Temer fez compras usando seu cartão de crédito, e Dilma não pagava as faturas. Ele foi-se embora e, aos poucos, juntou-se às multidões que pediam “Fora, PT” nas ruas. (Elas gritavam “Fora, PT”, mas não pediam “Temer presidente”, esse é o problema que está hoje na cabeça de muita gente.)

O comissariado do PT achou que hegemonia política é coisa que se obtém a partir de um programa de governo. Gastaram os tubos e produziram ruína econômica e isolamento político.

Talvez o maior erro de Dilma tenha sido outro, fingir que não via a manobra silenciosa de Lula tentando substituí-la na chapa da eleição de 2014. E o maior erro de Lula foi não ter sentado diante de Dilma dizendo-lhe com todas as letras que queria a cadeira de volta.

Elio Gaspari é jornalista e escritor

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domingo - 03/07/2016 - 08:18h
Anote

Nem tudo será dito pelas urnas em outubro

Muitos políticos ainda não perceberam que vivem, hoje, luta por sobrevida.

Não haverá mudança radical, mas já começou um nítido fim de época para eles.

O que virá adiante é uma incógnita, movida e desenhada por vários fatores.

Outros, acreditam que possam ser o “novo” ou “alternativo”.

Não há novo naquilo que se repete e alternativo no que segue o mesmo caminho.

As urnas de outubro dirão um pouco disso que assinalo aqui.

Mas elas não dirão tudo.

Vamos pra frente!

A estrada é ainda muito longa.

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domingo - 03/07/2016 - 07:34h
Flávio Rocha

Quatro conselhos de carreira do líder do Grupo Riachuelo

Por Rafael de Carvalho (Revista Exame)

Filho de um dos fundadores do grupo Guararapes-Riachuelo, Flavio Rocha começou a trabalhar na fábrica de tecidos da família com 14 anos. Hoje, é presidente da rede Riachuelo e responsável por diversas transformações que alavancaram a empresa nos últimos anos.

Flávio Rocha admite arrependimento por não ter concluído graduação (Foto: reprodução)

Sob sua gestão, a rede alcançou a marca de 260 unidades, 561,4 mil metros quadrados de área de vendas e valor de mercado de 5,1 bilhões de reais. “Nosso modelo de negócios é o que Harvard batizou de ‘fast fashion’. Ele se baseia menos no planejamento e mais na velocidade de resposta. Nós temos uma coisa que ninguém consegue fazer no Brasil: temos 10 dias de ‘lead time’ entre nossas fábricas e nossas lojas”, explica.

A seguir, veja quatro dicas que ele compartilhou com exclusividade com os leitores do Na Prática, e que fazem parte do minicurso por email Conselho de CEO – Aprenda sobre a carreira em gestão empresarial com grandes líderes.

Dica 1: Tenha um propósito

Você só será bem-sucedido se fizer o que te emociona, o que te move. Para Flavio Rocha, a compensação material – embora importante – deve vir em segundo plano nas suas escolhas profissionais, e acaba se tornando uma consequência no futuro.

Dica 2: Não menospreze a graduação

Um arrependimento dele é ter largado o curso de graduação na FGV (Fundação Getúlio Vargas) um ano antes de se formar. Esqueça os drop outs célebres, como Bill Gates, Steve Jobs e Mark Zuckerberg…. A graduação é importante. Flavio compensou depois essa lacuna com cursos de extensão.

Dica 3: Tenha uma visão integrada

Não enxergue o negócio como uma série de fatias ou de partes independentes. Tenha uma visão holística, de fluxo, que vai da produção até a venda, e faça com que os departamentos trabalhem em sinergia. Como em um jogo de xadrez, não adianta ter peças eficientes para conseguir o melhor resultado. A eficiência vem da interação das peças entre si.

Dica 4: Não existe sucesso sem equilíbrio

O modelo de trabalho workaholic, muitas vezes elogiado, não traz realização plena nem felicidade – tampouco sucesso. Para ser bem-sucedido, é preciso ter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

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Categoria(s): Economia
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domingo - 03/07/2016 - 06:42h
Aeroporto de Mossoró

Governo repete propaganda fantasiosa de gestão passada

O Aeroporto Dix-sept Rosado de Mossoró só pode receber aeronaves de pequeno porte. É o que diz a portaria da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), assinada no último dia 28 e publicada em primeira mão – veja AQUI – por este Blog. Menos mal, que se diga.

Peça de propaganda é um delírio documentado que repete o governo anterior (Foto: reprodução)

Pequeno porte, leia-se, é avião com cerca de 10 a 12 lugares, coisa aí de 9 toneladas.

Outra versão é coisa de Galeão Cumbica, aquele personagem da Escolinha do Professor Raimundo (programa humorístico da Rede Globo de Televisão), que tem paixão por aeronaves.

A propaganda do “feito” que o Governo do Estado espalha por aí, com foto ilustrativa de um avião enorme, é para inglês ver.

Remete-nos a episódio parecido que a gestão anterior realizou, na mesma dimensão. em 2011.

No dia 2 de setembro de 2011 (veja AQUI), o Governo Rosalba Ciarlini estampou na mídia impressa: “Um mundo de oportunidades foi reaberto. E Mossoró está pronta para levantar voo” – dizia o título da peça de divulgação estatal sobre um fundo onde o destaque era foto de uma aeronave, modelo Learjet.

O mesmo aeroporto tinha sido fechado a pousos e decolagens, porque o Governo não atendia a 44 exigências relativas à sua segurança. Só com intervenção política, principalmente do então deputado federal Henrique Alves (PMDB), houve reversão da medida.

A propaganda do Governo Rosalba Ciarlini, em si, atestava implicitamente sua negligência com o aeroporto. E os dias e anos posteriores mostraram isso mais ainda.

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Categoria(s): Administração Pública / Comunicação
domingo - 03/07/2016 - 06:16h
Série C

ABC atropela River jogando no Frasqueirão e entra no G4

Por Heilysmar Lima (Do portalnoar.com)

O ABC conquistou um grande resultado no estádio Frasqueirão, na noite deste sábado (2). O Alvinegro aplicou uma goleada por 4 a 0 no River-PI, pela sétima rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. Caio Mancha e Lúcio Flávio, duas vezes cada, garantiram a vitória abecedista.

Com 11 pontos e saldo positivo de quatro gols, o ABC entrou no G4 do grupo A da Terceirona. O time potiguar é o terceiro colocado, mas pode perder até duas posições ao término da rodada.

O ABC começou a construir a vitória logo no primeiro ataque. Aos 2 minutos, Filipi Souza subiu pela direita e cruzou na medida para Caio Mancha empurrar a bola para o gol com o pé.

O Alvinegro passou a controlar a vantagem e não demorou para fazer o segundo. Aos 26 minutos, em mais uma jogada pela direita, Filipi cruzou e Lúcio Flávio pegou de primeira para balançar as redes: 2 a 0.

Com a vantagem, o ABC administrou o placar até o término do primeiro tempo. Na volta do intervalo, o técnico River, Vica, fez duas substituições e o time começou a etapa final com mais posse de bola.

No entanto, em dois lances semelhantes, o ABC ampliou o marcador. Aos 16, Erivelton recebeu livre e rolou para Caio Mancha apenas empurrar a bola para o gol. Aos 18, o lance se repetiu, mas, desta vez, Lúcio Flávio foi quem balançou as redes.

Depois de consolidar o placar, o time potiguar se concentrou em controlar o jogo. O River tentou, sem sucesso, diminuir a vantagem abecedista.

No domingo (10), o ABC enfrenta o Cuiabá-MT, às 16 horas, novamente no estádio Frasqueirão, pela oitava rodada da Série C do Brasileirão.

Ficha Técnica

Local: Estádio Frasqueirão, Natal-RN.

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva-PR.

Cartões amarelos: Gustavo Bastos (ABC); Rafael Araújo, Kássio (River)

ABC: Vaná, Filipi Souza, Gustavo Bastos, Léo Fortunato e Alex Ruan; Anderson Pedra, Guedes, Erivelton (Leozinho) e Lúcio Flávio; Caio Mancha (Fábio Gama) e Jones (Victor Sapo). Técnico: Geninho.

River: Naylson, Rodrigo Dias, Paulo Paraíba, Rafael Araújo e Renan Oliveira (Rafinha); Kássio (Thiago Alagoano), Thiago Dias, Rogério e Edu Amparo (Vanderlei); Eduardo e Fabinho. Técnico: Vica.

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domingo - 03/07/2016 - 06:02h

A antiga feira do Apodi

Por Marcos Pinto

Relembro, com intensa saudade, a nossa antiga Feira-Livre, que teve origem nas antigas aglomerações do antigo Barracão Municipal. O barracão municipal foi construído na terceira gestão do prefeito Francisco Pinto (1929/1930) e ficou exclusivamente para o movimento da feira.

Em 1937 foi ampliado pelo prefeito Lucas Pinto (02.02.1936/22.09.1940).

Os feirantes colocavam as suas bancas de miçangas como eram chamadas as mercadorias diversas e de pequeno porte, as bancas de jogos de roletas, de dados, de cartas de baralho, que os banqueiros com a habilidade dos seus truques enganavam as pessoas que participavam do jogo.

Lá também vendiam utensílios de uso doméstico feitos de barro, como potes, panelas, quartinhas; de palha de carnaúba, como urupema, bolsas, cestas, esteira; de madeiras, como mesas, cadeiras, tamboretes, pilão; artefatos de ferro, de uso doméstico; de couro que os fazendeiros usavam nas suas fazendas; materiais agrícolas fabricados na região, além de outras variedades de objetos.

As barraqueiras armavam as suas barracas de bolos de milho, de batata e pão de ló, e os famosos, potes de aluás, de milho e de ananás, que eram os refrigerantes da época, muito apreciados pelo povo tanto dos sítios como da cidade, juntamente com os pães doce da padaria de Antonio Duarte Dória, a única existente.

As verduras e os legumes consumidos eram apenas cebola em cabeça, cheiro verde, pimentão, quiabo, jerimum, batata doce e outros produzidos na região.

As frutas eram as regionais, que vinham da Várzea, dos sítios próximos da cidade, transportadas em lombo de animais.

Os cereais procediam das propriedades rurais da vizinhança, e eram trazidos para feira em velhos carros de bois que despertavam a cidade com seus gemidos característicos.

Eram colocados em caixões de madeira vendidos em litro (recipiente de madeira medindo 10 centímetros cúbicos) e cuia que continha cinco litros. Mais tarde apareceu o Instituto de Peso e Medida, que tornou obrigatório o uso da balança e do quilo, abolindo as velhas medidas.

Com o passar dos anos a feira foi crescendo e se estendendo pelas ruas laterais do Mercado, pelas Ruas Coronel João de Brito (frente do Mercado), Benjamin Constant (lado direito do mercado), Coronel João Jázimo (Por trás do Mercado) e Margarida de Freitas (Lado esquerdo do Mercado.

A foto mostra a feira na Rua Benjamin Constant, onde situavam-se as bodegas de Aurino Gurgel e Vicente Maia, e Padaria de Raimundo Sena.

O atual mercado público municipal foi construído na gestão do prefeito Dr. José da Silveira Pinto (31.03.1953/30.03.1958). Foi restaurado totalmente na primeira gestão do prefeito Valdemiro Pedro Viana (31.03.1969/30.01.1973).

Marcos Pinto é advogado e escritor

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domingo - 03/07/2016 - 05:48h

Operadoras independentes e campos maduros da Bacia Potiguar

Por Gutemberg Dias

A Bacia Potiguar como produtora de petróleo ainda tem uma grande importância no cenário nacional. Até poucos anos essa bacia se destacava como a maior produtora de petróleo em terra no âmbito nacional, superando a produção da Bacia do Recôncavo e Bacia Sergipe-Alagoas.

A Petrobras desde a década de 1970 vem sistematicamente desenvolvendo pesquisas e, sobretudo, explorando petróleo em terras potiguares. Sempre com maior foco na produção terrestre. Vale salientar que campos petrolíferos em águas continentais também fazem parte do portfólio da estatal na Bacia Potiguar, passando a ter uma maior relevância a partir da descoberta do campo de Pitú.

Com a descoberta do pré-sal criou-se um viés no processo de exploração e produção do petróleo, principalmente, no tocante aos rumos traçados pelo maior operador no Brasil, no caso a Petrobras.

Um fato importante é a média de produção de um poço no pré-sal que chega 30 mil/dia contra uma produção de um poço terrestre de 20 barris/dia. Naturalmente, pelo grau de desafio e aporte financeiro, bem como, pela expressiva produção, a Petrobras passou a reordenar os seus investimentos em relação ao campos terrestres.

Nesse compasso a Petrobras divulgou recentemente que almeja se desfazer de alguns ativos, estando incluídos muitos campos em terra, chegando a uma soma de mais de US$ 4,11 bilhões apenas em ativos de E&P. Salienta que esse esforço tem o objetivo da empresa se capitalizar e, sobretudo, focar suas operações nos ativos onde há elevada produtividade, como acontece nos campos do pré-sal.

No Rio Grande do Norte várias empresas independentes já estão sediadas e com operação ativa, dentre elas podemos citar a Petrogal, Petrosynergy, Partex, Sonangol, UTC Petróleo e Gás entre outras.

Além dessas, outras empresas passaram a ter interesse na Bacia Potiguar como a Imetame, Phoenix e Geopark que adquiriram blocos isoladamente no último leilão da ANP ocorrido em 2015.

Com base em dados da ANP, tendo como referencia o ano de 2015, observa-se que a produção “onshore” foi de 16.164.494 barris/ano. Fazendo uma relação do montante da produção no estado executado pelas operadoras independentes, observa-se que apenas 3,52% foi produzido por esse segmento, perfazendo um total de 568.985 barris/ano.

Atualmente a Bacia Potiguar tem treze operadoras independentes com um total de 25 campos de produção (ANP). Vale destacar que três campos desses são “ofshore” e oito “onshore” em parceria com a Petrobras.

Dentre essas operadoras destacam-se quatro que sobressaem em relação ao total produzidos por elas em 2015. Podemos citar a Sonangol (45,06%), Partex (26,48%), UTC (12,30%) e a Petrogral (11,06%), já as demais empresas não ultrapassam o percentual individual de 3%, ou seja, apresentando uma baixíssima produção.

Um dado importante que corrobora para uma baixa produção é que muitos desses campos adquiridos em leilões estão situados em bacias maduras que foram muito bem mapeadas pelos estudos desenvolvidos pela Petrobras, fato que termina por limitar a possibilidade de novas descobertas com grande potencial comercial.

O movimento das empresas e da Frente de Petróleo e Gás no Congresso, diante do cenário expõe uma articulação para que a Petrobras coloque no mercado parte dos ativos terrestres, no intuito de criar subsídios para o desenvolvimento da produção dos operadores independentes, notadamente, com o discurso da redução dos custos de produção e, consequentemente, aumento do potencial produtivo dos campos maduros.

A ABPIP – Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás defende que as empresas “precisam ter um nível de risco mais compatível com as atividades de Produção do que de Exploração”, isso com base, principalmente, no porte das mesmas, já que tendem a ser de pequeno a médio. Dessa forma, o mercado, segundo a associação, se abriria para um cabedal de empresas com capital para investir na cadeia de petróleo e gás.

Ainda, a ABPIP destaca que em países (Canadá, EUA e Colômbia) com tradição de produção terrestre, onde as empresas de maior porte (majors) como a Petrobras, tem altos custos para desenvolver poços de baixa produção, milhares de operadores de pequeno porte vem tendo bons resultados em termos de evolução da produção com, consequente, geração de riquezas.

De um modo geral acredito que existe espaço para a ampliação da relevância da participação dos pequenos operadores na cadeia de petróleo e gás no estado do Rio Grande do Norte.

Porém, é preciso ter uma ideia que isso deverá trazer resultados positivos como a geração de mais empregos, aquecimento da cadeia de fornecedores, principalmente, as micro e pequenas empresas, bem como, o incremento de divisas a partir do recolhimento de impostos e geração de royalties.

É verdade, também,  para que isso ocorra é necessário que haja uma reengenharia que envolva vários aspectos como a revisão da legislação ambiental, critérios legais que garantam os investimentos mínimos por parte dos operadores independentes, estabelecimento de cenários com base no aumento real de produção mantendo as condições do ambiente de trabalho de hoje e, sobretudo, que haja uma disponibilização de uma rede de energia elétrica estável e confiável que possa atender a expansão da malha de produção.

Sendo assim, considero um grande desafio e uma grande oportunidade para a revisão da cadeia de petróleo e gás no estado, sendo necessário para tanto, o envolvimento  dos setores produtivos, o poder público e a sociedade civil organizada para se estabelecer um novo marco de produção para as bacias maduras e, especificamente, a Bacia Potiguar que tem na produção de petróleo e gás uma grande fonte de riqueza para o estado do Rio Grande do Norte e os municípios produtores.

Gutemberg Dias é presidente da Associação Redepetro RN

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sexta-feira - 01/07/2016 - 23:58h

Pensando bem…

“A glória é o sol dos mortos.”

Honoré de Balzac

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sexta-feira - 01/07/2016 - 22:36h
Doleiro e tesoureiro do PT

Manda benzer, vai!

Duas atividades de alto risco e muita suspeição no Brasil de hoje: ser tesoureiro do PT e doleiro.

Manda benzer, vai!

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sexta-feira - 01/07/2016 - 20:47h
Eleja-se

Seminário focalizará questões importantes da campanha 2016

Direito Eleitoral, Marketing Eleitoral, Contabilidade Eleitoral e Pesquisa Eleitoral. Esse o foco do Seminário Eleja-se definido para ocorrer a partir das 8h desse sábado (2) em Natal, no auditório do Hotel Holliday Inn, em Lagoa Nova, Natal.

Começará às 8h, com envolvimento direto de 14 palestrantes abordando várias nuances dessas áreas que se entrelaçam numa campanha.

“Marqueteiro não é produtor de um simples produto embalado. O advogado não pode ser uma peça estática que atua defensivamente apenas. As pesquisas de opinião são mais que uma radiografia do momento e podem apontar caminhos a seguir. A contabilidade bem feita é condição imprescindível a qualquer candidato”, assinala a divulgação do evento.

O evento conta com apoio da FEMURN – Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte e FECAM-RN – Federação das Câmaras Municipais do RN.

Entre os palestrantes estão Homerson Barreto, especialista em vídeo marketing; Erick Pereira, doutor em Direito Constitucional e atuante em Direito Eleitoral; Marco Bruno, juiz federal; publicitários e marqueteiros João Maria Medeiros e Arturo Arruda; Paulo de Tarso Fernandes, estatístico e especialista em pesquisa; Luciano Carlos Pereira, formado em Gestão Estratégica de Negócios e também em Publicidade; Glebe Duarte, Consultor, Planner, Estrategista e Professor de mídias digitais; Lígia Limeira, advogada, contabilista, pós-graduada em Direito Administrativo e Gestão Pública; Rogério  Peixoto, que possui mais de 10 anos de experiência em Gestão de Pessoas, oratória etc., entre outros nomes.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 19:22h
Brasil

Não sobra dinheiro para mais nada

Custo Brasil é sem limite por duas razões: manutenção dos poderes públicos e corrupção.

Sem aplacar essas hidras, continuaremos nessa merda.

Não sobra dinheiro para mais nada.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 14:59h
Poder

Os labirintos até às altas cortes

Juro que não entendo o porquê de juiz de direito ser selecionado por concurso e, nas cortes superiores, o critério principal à ascensão seja o escambo político.

O interessado em virar ministro/desembargador precisa vaquejar o assento nos labirintos dos poderes Legislativo e Executivo, principalmente.

Por isso que a cada posse de algum figurão com a toga, termos presença de tantos políticos sorridentes.

Riem com razão.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 13:54h
Mossoró

Prefeito também tem acertos recentes

Aos olhos da população, as pesquisas afirmam, a gestão do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) é maciçamente reprovada.

Mas nem por isso deixa de ter também seus acertos.

Primeira etapa do Parque Municipal será entregue hoje (Foto: PMM)

Existem decisões dignas de aplauso, gostem ou não do prefeito e de sua administração:

Agorinha é possível citarmos algumas:

– Instalação – que ocorrerá em agosto – da UTI Pediátrica na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), transferida do Hospital Wilson Rosado (HWR);

– Entrega das casas aos moradores da Favela do Tranquilim – antiga promessa do Governo Municipal;

– Restauração do Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini Neto – obra aguardada há quase dez anos;

– Primeira etapa do Parque Municipal.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 10:36h
Judiciário

Presidente do STJ é delatado pela Odebrecht

Do Blog O Antagonista

O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Francisco Falcão, é alvo de um pedido de inquérito da PGR.

Segundo Delcídio Amaral, ele participou – juntamente com Dilma Rousseff e José Eduardo Cardozo – da manobra para nomear Navarro Dantas ao tribunal e soltar Marcelo Odebrecht.

O Antagonista soube agora que Francisco Falcão foi citado pelos delatores da Odebrecht.

O STJ tem de ser passado a limpo. E Dilma Rousseff tem de ser presa.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 10:21h
Apodi

Vereadores resolvem reduzir subsídios de prefeito e vice

O bom exemplo na atividade pública vem do Apodi. Um gesto que merece aplausos.

Nessa quinta-feira (30) a Câmara de Vereadores de Apodi aprovou matéria reduzindo os subsídios de prefeito e vice a serem eleitos este ano.

Também houve congelamento já decidido dos próprios subsídios dos vereadores à próxima legislatura.

Atualmente, a remuneração bruta do prefeito é de R$ 14 mil e vai ser encolhida para R$ 11 mil a partir de 1º de janeiro de 2017.

Já o Vice- prefeito que ganha hoje R$ 7 mil, vai empalmar R$ 5,5 mil.

Os subsídios dos vereadores continuarão em R$ 4,3 mil.

Já em Jucurutu, os vereadores locais resolveram inflar os subsídios da próxima legislatura (2017-2020)…Mossoró, também.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 09:30h
PMB e Solidariedade

Partidos trabalham montagem de aliança na proporcional

Dirigentes municipais do Partido da Mulher Brasileira (PMB) e do Solidariedade se reuniram na noite desta quinta-feira (30). Em pauta, possível aliança na chapa proporcional para as eleições municipais deste ano, em Mossoró.

O encontro reuniu pré-candidatos a vereadores das duas legendas, além da presidente do PMB, Leodise Cruz, do presidente do Solidariedade e vereador, Soldado Jadson, e do vereador Alex do Frango (PMB).

A composição é factível. Os dois partidos fazem parte da base do prefeito Francisco José Júnior (PSD), que é pré-candidato à reeleição.

Leodise é secretária municipal da Saúde e Jadson foi até bem poucas semanas o líder da bancada governista na Câmara Municipal.

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sexta-feira - 01/07/2016 - 09:04h
Prefeitura do Natal

MP entra com ação de improbidade contra prefeito e auxiliar

O Ministério Público Estadual, através da 60ª Promotoria de Justiça, ajuizou ação civil pública em face do Município de Natal e da Agência Reguladora de Serviços de Saneamento Básico (ARSBAN), além de ação de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves (PDT) e o Diretor-Presidente de referida agência reguladora devido a nomeação do gestor Cláudio Henrique Pessoa Porpino, sem que o beneficiado preenchesse os requisitos técnicos e legais exigidos.

Carlos Eduardo Alves: contratação (Foto: Magnus Nascimento - Tribuna do Norte)

A ACP nº 0828156-09.2016.8.20.5001 foi distribuída para a 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal e a ação de improbidade administrativa nº 0828170-90.2016.8.20.5001 foi originariamente distribuída para a 2ª Vara da Fazenda Pública também de Natal, contudo o MPRN solicitou a distribuição por dependência ao Juízo da 1ª Vara, já que ambas ações envolvem os mesmos fatos.

O objetivo da ação civil ajuizada na Fazenda Pública é que o Município de Natal e a ARSBAN exonerem do cargo o atual Diretor-Presidente, Cláudio Porpino, por ele não preencher os requisitos técnicos e legais exigidos pela Lei Municipal nº 5.346/2001 (art. 14, II, e art. 15, IV).

Em que pese a experiência como gestor, o atual Diretor-Presidente da agência reguladora municipal possui formação acadêmica como odontólogo, não se enquadrando em nenhuma das áreas do conhecimento que digam respeito à atuação da ARSBAN.

Na ação, que tem pedido de liminar, o MPRN também requer que o poder público municipal nomeie para o cargo alguém que preencha os requisitos previstos em Lei.

Patrimonialismo

Antes de ajuizar a ACP, o Ministério Público Estadual expediu Recomendação ao prefeito para exoneração do Diretor-Presidente, nomeando em seu lugar alguém que preenchesse corretamente todos os requisitos previstos na Lei Municipal nº 5.346/2001, observando demais normas constitucionais e legais pertinentes, sem que o chefe do Executivo Municipal adotasse providências nesse sentido, nem sequer apresentasse as razões para manutenção do gestor no cargo, apesar de ter recebido pessoalmente a Recomendação.

“Na verdade, tal nomeação nada mais é do que resquício do patrimonialismo impregnado historicamente na administração pública brasileira…”, traz trecho da ACP.

A outra ação, a de responsabilização por improbidade, o MPRN busca aplicar as sanções previstas no art. 12, III, da Lei de Improbidade Administrativa (LIA) ao prefeito de Natal, Carlos Eduardo, e ao atual Diretor-Presidente da ARSBAN, Cláudio Porpino, por violação aos princípios que regem a Administração Pública, como legalidade, eficiência e boa governança.

“Houve a utilização do cargo de Diretor Presidente da ARSBAN unicamente para acomodação política de Cláudio Henrique Pessoa Porpino, aliado político próximo a Vice-Prefeita, Wilma de Faria, e desprezando os critérios técnicos exigidos não apenas pela legislação municipal, mas também pela complexidade que reclama a natureza do serviço público de saneamento básico”, traz trecho da ação de improbidade.

Veja íntegra da ação AQUI.

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Categoria(s): Administração Pública / Justiça/Direito/Ministério Público
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sexta-feira - 01/07/2016 - 08:46h
Mossoró

Falta de insulina causa nova preocupação; Saúde se pronuncia

Novamente, a Prefeitura de Mossoró não consegue atender parte dos diabéticos da cidade, atendidos com fornecimento de insulina.

O remédio é indispensável para controle da doença.

A “Lantus” é a modalidade de insulina que não é mais encontrada, segundo queixa de duas famílias de pacientes, que procuram apoio do Blog à cobrança do remédio.

Hoje pela manhã, fizemos contato com assessoria da Secretaria Municipal da Saúde Pública de Mossoró, que deu alento à solução do problema:

– A previsão é a de que chegue até o dia 15 deste mês. A PMM arca com esse insumo sozinha, por força de uma decisão judicial. Porém, a mesma decisão determina que a Lantus seja custeada pelo Estado, União e Município – relatou a assessoria.

“A Procuradoria Geral do Município já estuda requerer judicialmente que os dois outros entes repassem os recursos para a compra das insulins, como já determinado pelo judiciário”, acrescentou.

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Categoria(s): Saúde
quinta-feira - 30/06/2016 - 23:59h

Pensando bem…

“Um tolo que não diz uma palavra não se distingue de um sábio que se cala.”

Molière

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quinta-feira - 30/06/2016 - 20:36h
João Maia, José Agripino, Henrique Alves

Três líderes políticos atentos a 2016 e de olho em 2018

Líderes políticos de três importantes partidos, o senador José Agripino (DEM), o ex-deputado federal João Maia (PR) e o ex-ministro Henrique Alves (PMDB) agendam reunião conjunta.

Querem avaliar cenário político nativo, da capital ao interior.

Existem muitos pontos de convergência de uma ponta a outra.

Em cidades estratégicas podem fechar questão já de olho em 2018.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 30/06/2016 - 17:10h
Messias Targino

Morre a ex-prefeita Maria Socorro de Freitas Targino

Socorro: falecimento hoje (Foto: Icém Caraúbas)

A ex-prefeita de Messias Targino (RN), Maria Socorro de Freitas Targino, morreu nesta quinta-feira  (30), depois de ficar internada no Hospital Center, na capital do estado, Natal – RN.

De acordo com informações, a ex-prefeita lutava há mais de um ano contra o câncer.

Dona Maria Socorro de Freitas Targino é mãe da ex-prefeita de Messias Targino, Shirley Targino (PR) e do ex-diretor do Hospital Regional de Caraúbas, Caio Targino.

Ela é avó do atual Prefeito, Artur Targino.

Com informações do Blog Icém Caraúbas.

Nota do Blog Carlos Santos – No dia 26 de janeiro deste ano nós já publicávamos postagem que tratava da preocupação da família de dona Maria Socorro com sua saúde (veja AQUI).

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Política
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