“Quem for feliz quererá tornar os outros felizes também.”
Anne Frank
Jornalismo com Opinião
“Quem for feliz quererá tornar os outros felizes também.”
Anne Frank
Com mais de 30 anos cobrindo política, deparo-me com uma constatação: estamos ficando pior em Mossoró. Patinhamos na lama. Isso é submundo. Tem um odor asfixiante.
O que aconteceu nessa quarta-feira (11) na Câmara de Mossoró foi nauseante. Bancada governista aprovou projeto de antecipação de royalties do petróleo – que envolve algumas dezenas de milhões, sem sequer folhear a matéria. Não sabe quanto, onde e como serão aplicados. Nada.
Recebeu ordens à aprovação urgente. Pronto. Nem questionou. É uma espécie de “democracia impositiva”, made in Francisco José Júnior (PSD) atual inquilino do Palácio da Resistência, sede da Prefeitura local.
Prefeito foi alertado que o juiz Pedro Cordeiro Júnior, num despacho, pedira informações sobre o projeto à Câmara Municipal. Isso desencadeou operação de urgência para evitar comprometimento de sua aprovação.
Daí a decisão tomada hoje no final da manhã, para que projeto fosse votado logo e não à próxima semana. Já! Para o prefeito, matéria jurídica perde seu objeto. Morreria ali mesmo.
No sábado (7), a bancada oposicionista tinha entrado com um Mandado de Segurança Preventivo. No enunciado, pedia a suspensão da tramitação do projeto apresentado à semana passada no Legislativo, até que fossem informados detalhes técnicos como um Plano de Aplicação.
O despacho de hoje do magistrado colocou o prefeito em polvorosa. Houve agilidade em enviar o texto de urgência especial pronto à Câmara Municipal, para a bancada apenas endossá-lo. Assim foi feito.
A decisão da bancada foi anunciada durante suspensão temporária da sessão para os vereadores receberem servidores da Saúde, na sala da presidência. A oposição revoltou-se e pediu até, via telefone, interveniência do Ministério Público (veja AQUI).
Prefeito monitora votação
O presidente Jório Nogueira (PSD) tentou uma decisão intermediária: seria a antecipação da audiência pública sobre a antecipação dos royalties para amanhã. Em seguida, nova sessão botaria a matéria para análise e votação.
A bancada governista fincou pé. “Vamos votar de qualquer jeito. Quem tem maioria é assim mesmo”, bradou um palaciano.
Por telefone, Francisco José passou a interagir principalmente com o líder governista na Casa, Soldado Jadson (Solidariedade).
No plenário, a sessão terminou sendo retomada e o direito a espernear dos oposicionistas Tomaz Neto (PSD), Francisco Carlos (PV), Lahyrinho Rosado (PSB), Vingt-un Neto (PSB) e Genivan Vale (PROS) foi exercido à plenitude.
Depois de muito a oposição argumentar e protestar, tendo apenas o Soldado Jadson levantando a voz para se contrapor (os demais ficaram calados), a votação foi lógica: projeto aprovado.
O toque de ironia na sessão que terminou pouco antes das 16h, acabou saindo da própria bancada governista: fez aprovar uma emenda ao projeto, para que ele seja debatido quanto ao conteúdo da aplicação dos recursos, após sua aprovação.
Não houve uma votação, mas ‘execução sumária’ coletiva. Trata-se de um crime de lesa-Mossoró.
Nos dá o direito de desconfiar ou mesmo fazer juízo de valor sobre as reai$ necessidades da aprovação a toque de caixa.
Mas deixa pra lá. Aí são outros quinhentos.
Pobre Mossoró!
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
Leia também: Governo tenta aprovação antecipada dos royalties na “marra” AQUI.
Leia também: Líder de Governo engana até o Ministério Público AQUI.
Leia também: Inconfessáveis propósitos e o submundo dos royalties AQUI.
Leia também: Operação para antecipação de royalties ‘anestesia’ Mossoró AQUI.
Leia também: Mossoró entrega seu futuro sem qualquer reação AQUI.
Ideia de antecipação dos royalties do petróleo é vendida, fantasiosamente, como uma panaceia. Dinheiro tem outros propósitos inconfessáveis.
Dinheiro não garante atualização de salários de servidores diretos ou terceirizadas. Cerca de R$ 12 a 15 milhões seriam para Santuário de Santa Luzia na Serra Mossoró, conforme promessa do prefeito Francisco José Júnior (PSD). Pode representar 25% dos recursos da antecipação.
Único projeto de uso de recursos dos royalties é para monumento católico, numa cidade que falta insulina, salário de servidor não é pago e creche é fechada por falta de pagamento de aluguel.
O prefeito de Assu, Ivan Júnior, demitiu 311 pessoas de cargos comissionados e extinguiu 11 secretarias. O de Mossoró: 72 cargos e deu gratificação a outros como compensação para assumirem novos papeis.
Prefeitura de Mossoró mantém carros e imóveis alugados, por valores insondáveis. Alguns sem uso. Falta dinheiro para a folha e investimentos, lógico.
Prefeitura de Mossoró tem 735 cargos comissionados. Seriam 651 trabalhadores ocupados hoje. Terceirizados passariam de 4 mil. Mas quem sabe?
Como a Prefeitura não trata com clareza nada do que faz, não tem confiança e respeito da população. Crise é financeira, mas sobretudo moral.
Você confiaria num “sócio” que pede seu sacrifício para não fechar a empresa, mas continua gastando com bebedeira, roupas caras e restaurante finos?
O prefeito não faz seu dever de casa, não corta na carne. Nos últimos dias até ampliou investimento em propaganda em Mossoró e Natal.
Daí…falsa, absolutamente falsa, por exemplo, a propaganda de que a auditoria feita ano passado, encontrou “622 fantasmas”.
A administração sabe que boa parte desse contingente era cedida. A desorganização burocrática da maioria um espectro de servidor.
Prefeito quer apoio do servidor e do cidadão. Numa analogia, pode ser dito que é a parceria do pescoço com o machado.
Ele é o machado.
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
O líder do Governo na Câmara Municipal de Mossoró, vereador Soldado Jadson (Solidariedade), firmou um compromisso textual e apresentado ao próprio promotor do Patrimônio Público, Fábio Thé, na quinta-feira (5):
– Não se preocupe, doutor. Nós temos o compromisso de só votar o projeto da antecipação dos royalties após a audiência pública.
Entre outros interlocutores do promotor, incluindo vereadores da oposição, a governista Izabel Montenegro asseverou que uma audiência pública estaria sendo proposta por ela, para discutir melhor o tema.
Hoje, a surpresa (veja abaixo ou AQUI).
A bancada resolveu apresentar o projeto em regime de urgência urgentíssima agora no final da tarde, após reunião com pessoal da Saúde, na sala do presidente Jório Nogueira.
A conversa de Jadson e outros vereadores com Thé ocorreu na própria Câmara Municipal, após audiência pública que discutiu doação de terrenos públicos em Mossoró.
P.S – Oposição ligou para o Ministério Público, pedindo sua intervenção. Representante do MP acionou o presidente Jório Nogueira (PSD), por celular.
Acompanhe notícias sobre esse caso com maior agilidade em nosso Twitter clicando AQUI.
Urgente, urgente!
Reunida agora na sala de reuniões da Presidência da Câmara Municipal de Mossoró, a bancada governista decidiu – de surpresa – colocar em regime de urgência urgentíssima, a votação do projeto do executivo que autoriza o Governo do prefeito Francisco José Júnior (PSD) negociar antecipação dos royalties do petróleo.
Até mesmo a audiência pública definida pela Casa para o próximo dia 16, às 9h, vai pelos ares. Foi apresentada pela vereadora Izabel Montenegro (PMDB), que é governista. Ou seja, um despiste?
A pressa e a forma abrupta dão razão à tese de que o projeto faz parte de um Plano de Pilhagem do erário.
Com vários sócios, a começar da bancada governista da Câmara Municipal.
Nesse momento, há um tumulto na sala. Vereadores da oposição reagem à decisão inesperada, pois sabem que não possuem número para barrar a manobra. A TV Câmara que cobria a sessão ordinária, logo passou a veicular um programa ‘enlatado’.
A ordem para colocar o projeto em votação partiu do Palácio da Resistência, sede do Governo.
O prefeito precisa da aprovação de qualquer jeito. Deixou claro que não aceita realização de audiência pública nem alongamento de discussão, devido crescente antipatia da opinião pública à nebulosa proposta.
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
O dia de hoje na administração pública de Mossoró amanheceu como ontem. Mas com um detalhe: pior.
Guarda Civil Municipal (GCM) paralisou as atividades em postos fixos da Saúde em resposta ao não-pagamento de plantões.
Quem informa é o jornalista Bruno Barreto, via seu blog.

Servidor da Saúde faz relato da situação vivenciada e pede apoio (Foto: Assessoria de Lahyrinho Rosado)
A garantia é que na sexta-feira (13), o que é devido será pago.
Já no bairro Boa Vista, a Creche Adalgisa Fernandes foi fechada no cadeado. O proprietário do imóvel – alugado – mandou recado curto e grosso: só o libera novamente quando receber aluguel atrasado. Há seis meses não recebe.
A denúncia está nas redes sociais, com direito a vídeo etc., feita pelo vereador Genivan Vale.
Falta de tudo
Na Unidade de Saúde do Pereiros, segundo apurou in loco o vereador Tomaz Neto (PDT), faltam vários materiais básicos para atendimento à população. O quadro se generaliza noutras UBS´s.
Ele visitou o local e servidores fizeram relato do quadro. “Falta da agulha para verificação de hanseníase à luva para o dentista trabalhar (…) . Não tem fitazinha para exame de glicemia…Falta de tudo”, relata também nas redes sociais e em sessão na Câmara Municipal.
Na Câmara Municipal, comitiva de servidores da Saúde estão reunidos com vereadores. Pedem apoio para que Prefeitura pague seus salários.
O 13º salário, que historicamente é pago no mês do aniversário do servidor, também não está sendo cumprido desde setembro.
É flórida!
Impressiona-me como a maioria dos vereadores e da população de Mossoró, tem como natural 4 meses de atraso salarial em terceirizadas da PMM.
Centenas de pais de família em situação humilhante.
Assédio moral para que continuem trabalhando, sob pena de sanções complementares.
Realmente não entendo.
Vamos pagar muito caro por tamanha frieza.
Pobre Mossoró!
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
Por Fernando Rodrigues (UOL)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou ontem (10.ago.2015) à noite o calendário das eleições municipais de 2016. O documento incorpora os novos prazos estipulados pela minirreforma eleitoral sancionada pela presidente Dilma em 29.set.2015.
As principais mudanças são o prazo de filiação aos partidos políticos, o início da campanha eleitoral, o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão e o período das convenções partidárias. As informações são do repórter do UOL Victor Fernandes.
Em resumo, agora a campanha eleitoral em rádio e TV ficou ainda mais curta do que já era: caiu de 45 dias para 35 dias. Será a mais breve desde 1985, quando o Brasil voltou ao sistema democrático.
Esta é a segunda vez que a propaganda eletrônica é reduzida. Em 2005, o Congresso já havia cortado a exibição desses comerciais de 90 dias para 45 dias.
Como a campanha começa mais tarde, os prazos para os partidos realizarem suas convenções e definir candidatos também foram jogados para a frente.
Em 2016, a agremiações políticas terão de 20.jul a 05.ago para fazer suas convenções.
Os 35 dias de propaganda eleitoral no rádio e na TV começam em 26.ago.2016.
Para se candidatar, o político interessado terá de estar filiado a uma legenda até o dia 02.abr.2016. Antes, era necessário 1 ano de filiação antes da data da disputa. O registro das candidaturas a prefeito, vice-prefeito e vereador poderá ser feito até o dia 15.ago.2016. A campanha inicia-se no dia seguinte (16.ago.2016). Nas últimas eleições, a campanha oficial começava no início em julho.
O critério de datas para a realização do 1º e 2º turno foi mantido, conforme determina a Constituição. Eleitores terão de comparecer a seus colégios eleitorais no 1º domingo de outubro (02.out.2016). Em municípios em que pode ser realizado 2º turno (cidades com mais de 200 mil eleitores), a disputa será no último domingo do mês (30.out.2016).
Leia aqui a minuta do calendário eleitoral 2016 aprovada pelo TSE.
A partir de 17.set.2016 (15 dias antes do 1º turno), nenhum candidato poderá ser preso ou detido, exceto se em casos de flagrante. A regra sobre detenção é válida até 2 dias após a votação (04.out.2015) e se estende aos candidatos que participarem do 2º turno.
O Governo do Estado reuniu, na tarde desta terça-feira (10), representantes do Tribunal de Justiça (TJRN) e da Prefeitura do Natal para discutir ajustes do Mutirão Fiscal previsto para acontecer de 7 a 13 de dezembro, na Escola de Governo Cardeal Dom Eugênio Sales, no Centro Administrativo.
“O mutirão é uma oportunidade para o contribuinte pagar seus débitos com o Estado ou com o Município, com descontos e de forma parcelada”, explicou o governador Robinson Faria, destacando ainda o incremento que a iniciativa dará na arrecadação. “Este é um momento de crise em que todos devemos nos unir. O poder público é um só”, acrescentou. Representantes do Ministério Público também compareceram.
Projeto de Lei
A Procuradoria Geral do Estado vai encaminhar à Assembleia Legislativa (ALRN) um projeto de Lei tratando dos descontos, que facilita o pagamento de dividas que até então só podiam ser realizadas à vista. O Município do Natal deve fazer o mesmo.
Estão contemplados débitos referentes ao Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer bens ou direitos (ITCD), assim como dívidas com o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) e com o Procon.
Com informações do Governo do Estado.
Nota do Blog – Governo da Bahia e de Salvador recentemente fez operação dessa natureza, com excelentes resultados para seus respectivos caixas.
“Um homem percorre o mundo inteiro em busca daquilo que precisa e volta à casa para encontrá-lo.”
George Augustus Moore
A 35ª rodada da série B, disputada nesta terça-feira (10), terminou amarga para o ABC. O time potiguar foi rebaixado para a série C do Campeonato Brasileiro, após empatar com o Bahia, na Arena Fonte Nova.
O jogo terminou com o placar em 2 a 2, mas, o rebaixamento dos potiguares foi inevitável pelo fato de o Ceará ter vencido o Bragantino por 3 a 0.
O Bahia saiu na frente do placar aos sete minutos do primeiro tempo com um gol marcado pelo atacante Kieza. O empate veio aos 26, quando Pingo marcou para o ABC.
Próximo jogo
Aos 39 minutos o time da casa voltou a ficar na frente do placar após Roger colocar a bola no fundo da rede alvinegra, mas, o ABC correu atrás do prejuízo e Bismark marcou aos 41 minutos da primeira etapa.
A apenas três rodadas do fim, o ABC aparece na 18ª colocação da tabela, com 29 pontos somados; doze pontos a menos do que o Ceará – primeiro time fora da zona de rebaixamento – que tem 41 pontos.
Já o Bahia ocupa a sétima colocação, com 55 pontos. O próximo compromisso do alvinegro potiguar será na sexta-feira (13), contra o Mogi Mirim, no Frasqueirão. O Bahia enfrenta o Boa Esporte, no sábado (14).
Com informações do Tribuna Online.
Carlos Santos,
Quero saber por que os profissionais da Saúde são diferentes dos outros, que receberam seu vencimentos em dia na Prefeitura de Mossoró.
Iremos todos parar o atendimento, infelizmente, principalmente para a população, e só retornaremos quando pagarem o que nos é devido.
Atuo no município há quase 20 anos e nunca sofri tanta humilhação.
Fabrício Espínola – Webleitor e cirurgião dentista.
Nota do Blog – É,amigo.
Ligaram-me há mais de dois meses, quando antecipei que aconteceria esse fenômeno, me tratando como leviano.
Aguardo pedido de desculpas.
Humildemente.
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
O vereador Tomaz Neto (PDT) formalizou hoje apresentação de proposta à realização de plebiscito em Mossoró, para a população dizer se é favorável ou não à antecipação de royalties do petróleo. Foi protocolada na Câmara Municipal.
O projeto de decreto legislativo de número 135/215 prevê o plebiscito, a ser conduzido pela própria Prefeitura.
“O povo deve decidir seu futuro”, afirma o vereador. “É a democracia direta, a mais legítima forma de exercício democrático”, ilustra.
A categoria dos agentes de trânsito de Mossoró vai se aglomerar nessa quarta-feira (11), às 8h, na sala de reuniões da Biblioteca Ney Pontes Duarte, no Centro de Mossoró. Promete revelações bombásticas sobre a Secretaria da Mobilidade Urbana (SEMOB) do Município, em meio à pauta técnico-burocrática que discutirá.
Haverá uma assembleia geral extraordinária da categoria promovida pelo Sindatran, sindicato que abriga os 82 agentes de trânsito em atividades na Prefeitura.
“Vamos mostrar à sociedade quem tem super-salário, o nepotismo na secretaria e muitas outras coisas”, adianta uma fonte da própria categoria, em conversa há poucos minutos com o Blog. Diárias operacionais, por exemplo, estariam fazendo a alegria de uns poucos (veja AQUI).
Tribuna popular
É uma reação dos agentes de trânsito que se consideram vítimas do vereador e líder governista na Câmara Municipal, Soldado Jadson (Solidariedade). À semana passada, ele denunciou que tem agentes com privilégios capazes de elevações salariais acima de R$ 11 mil.
Eles também querem ter voz na tribuna popular da Câmara Municipal, espaço aberto à população para manifestar queixas, oferecer sugestões ou qualquer outro tipo de fala. É a seara do vereador Soldado Jadson.
O titular da Semob, Charlejandro Marcelino,, e outros cargos estratégicos da pasta, foram indicados por Jadson.
Aguardemos, pois.
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
Depois de uma credenciada fonte do Governo do Ceará falar ao jornal O Povo, que o Rio Grande do Norte seria favorito (veja AQUI) a receber o Hub da Latam, particularmente ouço a mesma informação de uma fonte ligada à Federação das Indústrias do Ceará (FIEC).
Na conversa que tive hoje, com o compromisso de não poder revelar seu nome, meu interlocutor afirmou que a notícia do periódico cearense está corretíssima.
– Não tenho dúvidas que será o RN – afirmou.
A decisão será no próximo ano. Mas estudos previamente realizados e em poder do consórcio Latam, apontam para esse resultado que poderá ter desdobramentos econômicos fantásticos a curto, médio e longo prazos para o Rio Grande do Norte.

Foto meramente ilustrativa, à nossa postagem, mostra como é fisicamente um hub aéreo (Foto: reprodução)
Um Hub é uma base de operação de companhias aéreas, para transferir seus passageiros ao destino final pretendido. Nele ocorrem as conexões.
A expectativa é que o Hub da Latam ocupe um vasto espaço no Aeroporto Internacional Aluízio Alves em São Gonçalo do Amarante.
O investimento é bilionário. Mais do que isso, temos a perspectiva de que outras dezenas de empresas se instalem no entorno, gerando empregos e renda.
Depois trarei mais novidades sobre esse importante assunto da área econômica. Mais novidades que reforçam essa informação.
Aguarde.
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.
A Assembleia Legislativa aprovou hoje, com emendas, Projeto de Lei que dispõe sobre a reformulação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROADI). O projeto foi aprovado à unanimidade e recebeu cinco emendas apresentadas pelos parlamentares, durante tramitação pelas Comissões temáticas da Casa.
Durante a discussão do PROADI os deputados avaliaram a medida de incentivo ao setor industrial: “O projeto chega num momento crucial para quem está na atividade industrial, tendo em vista as dificuldades financeiras que vem penalizando os setores. Este incentivo é importante para aqueles que vem dando sua colaboração para a geração de empregos e riqueza no Rio Grande do Norte”, afirmou o presidente da Assembleia, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PMDB).
Líder governista na Casa, o deputado Fernando Mineiro (PT) enalteceu o trabalho das Comissões: “O projeto tramitou por todas as comissões e chega num momento em que o Rio Grande do Norte, que já tem uma posição boa, mais se fortalece nesta disputa do HUB da LATAM”, afirmou Mineiro.
Microempreendedores
Das emendas apresentadas ao projeto, duas foram encartadas pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e três pela Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF). Na CCJ destacam-se as emendas que propõem a inclusão no benefício dos microempreendedores e das empresas agroindustriais, e outra que estabelece que as empresas inseridas no programa devem permanecer no Estado, após o término do contrato, por um período mínimo de 20% do prazo de fruição do benefício.
A CCF emendou o projeto com proposta para que as empresas industriais enquadradas no Simples Nacional, que estejam aderindo ao Proadi, não percam os benefícios fiscais durante o processo de migração para o Regime de Contribuinte Normal, sob pena de ressarcir parte dos incentivos percebidos. Podem usufruir dos benefícios do Proadi tanto os empreendimentos novos, como empresas já existentes que queiram ampliar sua capacidade produtiva.
Com informações da AL.
Cara jornalista Carlos Santos,
Peço encarecidamente que faça alguma matéria sobre o atraso nos salários dos efetivos da Prefeitura de Mossoró, pelo menos na Saúde.
Inclusive comenta-se nas UPAs que os funcionários vão parar, pois todo mundo tem conta pra pagar e dinheiro tem de dobrar.
Ainda tem agente de trânsito recebendo 10 mil conto por mês né?
Muito me estranha ninguém ser falado nada.
Marcos P. – Webleitor.
Nota do Blog – Apelo feito, Marcos.
Noticiei que isso iria ocorrer, há alguns meses, inclusive me referindo à hipótese de se materializar entre setembro e outubro, mas fui tratado como “leviano”.
Ah, tá!
A vice-prefeita de Natal Wilma de Faria (PSB) continua internada na Casa de Saúde São Lucas. Passa por tratamento de úlcera duodenal.
Ela passa bem e apresenta melhora progressiva do quadro, segundo boletim médico informado no final da manhã desta terça-feira, dia 10.
O médico responsável por seu tratamento, o cirurgião geral Roberto Galvão, informa que a ex-governadora responde com sucesso à terapêutica instituída até o momento.
Foi internada ao final da semana passada.
O vereador Vingt-un Neto (PSB) durante a sessão ordinária desta terça-feira (10), na Câmara Municipal, para que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) formalize pagamento de débito com o Hospital Wilson Rosado (HWR). Trata-se de conta de mais de três meses da UTI Pediátrica.
Diante de rumores de que o serviço poderia ser suspenso, único existente em Mossoró, o vereador foi conversar com a direção da unidade hospitalar que explicou o atraso nos repasses por parte da Prefeitura de Mossoró.
Na conversa, narrou Vingt-un, tomou conhecimento que a prefeitura prometeu quitar parte do débito o mais rápido possível e assim manter o serviço à disposição da comunidade mossoroense. “Nós precisamos ficar atentos, acompanhar o caso de perto, já que as vezes prometem e não cumprem. Oposição e situação terão que fiscalizar e cobrar para que o débito total seja quitado”, convocou o vereador.
Desagravo
Outro pronunciamento envolvendo o HWR foi feito pelo vereador Francisco Carlos (PV). Fez um desagravo em favor do Hospital Wilson Rosado, segundo ele, agredido nesta casa.
“Acusaram seus proprietários como responsável pela invasão de um terreno público na área de construção da unidade hospitalar, mas temos os documentos de escritura pública, e deixo à disposição de todos, que comprovam a compra e venda da área injustamente citada, inclusive com aval de autoridades do executivo”, expôs o vereador.
A acusação foi feita pela vereadora Izabel Montenegro (PMDB), com reforço do secretário municipal do Desenvolvimento Econômico, Luiz Antônio Costa. O HWR defendeu-se (veja AQUI).
Nenhum apresentou pedido de desculpas.
Diante da enorme repercussão em torno do pedido de antecipação dos valores referentes aos Royalties do Petróleo, autorizado pela Resolução de número 02/2015 do Senado Federal, a Câmara Municipal de Mossoró resolveu ampliar o debate no âmbito local. Por iniciativa da vereadora Izabel Montenegro, do PMDB, o tema será discutido mais detalhadamente em audiência pública.
Dado a necessidade urgente desta discussão, o pedido protocolado na semana passada já teve seu deferimento. A audiência foi aprazada para o dia 16 de novembro, próxima segunda-feira, a partir das 9h, na sala de sessões João Niceras de Morais, na sede do legislativo mossoroense.
Com informações da Câmara Municipal de Mossoró.
Luiz Sérgio Monte, que é Mestre em Direito e Analista Judiciário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), lotado em Mossoró, escreve um ótimo artigo para o site Novo Eleitoral. Nele, sem rodeios ou gongorismos jurídicos, antecipa a tese de que Rosalba Ciarlini não está distante da inelegibilidade.
O julgamento pendente do uso desenfreado de aeronaves (veja AQUI) do Estado na campanha eleitoral de 2012, em que ela trabalhou pela eleição da então vereadora Cláudia Regina (DEM) à Prefeitura de Mossoró, pode resultar em inelegibilidade dela para o pleito que se avizinha.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluirá o julgamento, mas o voto da relatora Maria Thereza Moura foi parcialmente favorável à ex-governadora, impondo-lhe manutenção de multa por “conduta vedada”, mas sem inelegibilidade por oito anos.
Jornalismo desejoso
A matéria é controversa, admite o autor. Entretanto foca que há entendimento apontando que mesmo essa sanção financeira, já é suficiente para alijá-la de eleições por oito anos.
Veja um pouco do que ele escreve, em texto reproduzido abaixo:
É evidente, reconheça-se, que boa parte do que foi noticiado a respeito decorre, de fato, do desconhecimento ou da má compreensão do direito eleitoral. Porém, não é de se negar que muito há de “desejoso” – para fazer uso aqui de expressão cunhada, de forma lapidar, pelo saudoso jornalista Nilo Santos para designar o costume, manifestado por alguns profissionais de imprensa, de especular sobre informações com o desejo que se tornem elas realidade – no que foi publicado como verdade inquestionável por diversos órgãos locais de imprensa.
É preciso, pois, em meio a tanta informação desencontrada, buscar-se promover um melhor aclaramento – e é exatamente a isto que se propõem estas linhas – acerca do real sentido e alcance do voto proferido pela Ministra relatora, de modo que restem afastadas certas conclusões que aqui se reputarão precipitadas, e vislumbradas as exatas implicações que resultarão na esfera jurídica da ex-Governadora para o futuro, se acaso a Corte venha a sufragar o mesmo entendimento.
Afinal, como diria Eros Grau, ex-Ministro do STF, “não se deve interpretar o direito em tiras”, ou seja, com isolamentos, mas sim, levando-se em conta o todo, em conjunto e dentro de uma sistematização.
“…) A conclusão a que se chega, pois, caso venha a ser mantida a condenação a pagamento de multa à ex-Governadora, e desde que se mantenha preservado pela Corte, também, no mesmo processo, o entendimento quanto à cassação do diploma da candidata eleita, não é outra senão a de que, se permanecer inalterada a legislação acerca da matéria, se encontrará aquela primeira inelegível para qualquer cargo pelo prazo de oito anos, contados a partir das eleições de 2012.”
Veja artigo completo clicando AQUI.
Mossoró está à beira de tomar uma decisão delicadíssima em relação ao seu futuro. Trata-se da iminente aprovação do projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar antecipação de royalties do petróleo, a agente financeiro estatal. Está nas mãos da Câmara Municipal o amanhã.
O empresariado está calado, nossas faculdades e universidades não se pronunciam. Sindicato dos servidores municipais, Ministério Público, também são inaudíveis. Parte da imprensa já assumiu posição, sem realmente provocar o debate: é o que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) deseja e ponto final.
Se é bom ou ruim para Mossoró, tanto faz.
Tecnicamente, o quantitativo da antecipação depende de cálculos feitos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que podem não se confirmar no futuro próximo. Ela trabalhará uma equação quanto à média de produção e estimativas para próximos anos etc.
No âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), há discussão que trata da redistribuição dos royalties (Lei 12.734/12). Poderemos ter uma redução maior no pagamento, com a redistribuição do “bolo” dos royalties tornando ainda menor o fluxo financeiro às prefeituras que hoje são beneficiadas.
Essa queda já vem ocorrendo ano após ano.
Na Petrobras, devido a uma série de fatores – como a Operação Lava Jato – seu Plano de Negócios prevê uma drástica redução de investimentos numa visão plurianual. Menos recursos para a exploração e pesquisas do petróleo em terra, afetando a produção e consequentemente os royalties.
Mossoró já sente na pele esse “desmanche” há mais de dois anos, de forma continuada, quebrando uma cadeia econômica que fora crescente durante quase três décadas. O “efeito dominó” afeta do setor imobiliário a uma simples lanchonete.
Mesmo assim, a Prefeitura de Mossoró empurra o projeto goela abaixo, sem nenhum plano de investimento, como exige a própria lei.

Mossoró tem crescimento comprometido por conjuntura, gestão nebulosa e decisão comprometedora (Foto: Raul Pereira)
Promove a antecipação dos royalties como a ‘salvação da lavoura’. É um remédio para todos os males, uma espécie de “garrafada do sertão”, vendida em feiras populares, que promete combater de espinhela caída a morróida – na linguagem do sertanejo.
Vale ser lembrado, que do total a ser antecipado, apenas 40% podem ter destinação livre. De acordo com a Resolução 43, o valor da antecipação terá que estar vinculado ao investimento projetado no PPA (Plano Plurianual) e a outras condicionantes legais e técnicas.
Informação viciada
O Projeto de Lei do Executivo local não amarra o valor da Antecipação à sua aplicação. Pulveriza o imaginário popular com desinformação ou informação viciada.
Maior parte dos recursos antecipados (60%), que podem chegar ou ultrapassar os R$ 40 milhões, são amarrados (saúde, educação, por exemplo). Mesmo assim precisa, repito de novo, novamente, mais uma vez, de um plano de investimento.
A saída para a crise não é a antecipação dos royalties. Na verdade, o Governo Municipal precisa “cortar na própria carne“.
Isso não ocorrerá exonerando mulher (Amélia Ciarlini) e cunhada (Mirella Ciarlini) do prefeito, para que o governante pareça zeloso, incisivo, drástico e exemplar. A medida, como já afirmamos, não tem efeito prático algum para o erário (veja AQUI). É mera peça de propaganda político-eleitoral.
Podia deixá-las por lá, nas secretarias do Desenvolvimento Social e Comunicação. A mudança de nomes, não altera o produto final.
A Prefeitura de Mossoró não fez o dever de casa. Seus números são nebulosos quanto à aluguel de imóveis, cargos comissionados, locação de veículos, contratos terceirizados, custo real da limpeza urbana e vantagens capciosas dadas a servidores privilegiados.
Ninguém, absolutamente ninguém da sociedade civil organizada sabe nada sobre essas questões. Nem a bancada governista na Câmara Municipal tem noção disso.
A antecipação dos royalties é um atalho ir-res-pon-sá-vel e de má-fé. Nele, não aparecem, aqueles que serão os reais beneficiados de um negócio (ou negociata) de milhões a expensas do sofrimento da maioria.
Pode ser comparado ao criminoso “acerto” feito pelo Governo do Estado para construir o Arena das Dunas. Vincularam os royalties como garantia para o Estado pagar mensalmente quase R$ 12 milhões, que fazem falta à Segurança Pública, Saúde, Educação, Infra-estrutura e outros setores.
Clique AQUI e leia também Operação para antecipação de royalties ‘anestesia’ Mossoró
Por isso, que se sataniza a Universidade do Estado do RN (UERN), considerando-a um “peso” para o erário, o que é um raciocínio eivado de estupidez e desconhecimento. Não se leva em conta o sustento milionário com o suor do povo, do suntuoso e excludente Arena das Dunas, que sem esses recursos estaria literalmente às moscas.
Mesmo com todos esses riscos, exigências e incertezas, Mossoró caminha para entregar seu futuro em mãos alheias, sem discutir. Os espertalhões estão exultantes!
Lasque-se! Sofra!
Não poderá reclamar do que virá adiante.
Pobre Mossoró!
Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI.


