Se o prefeito provisório mossoroense Francisco José Júnior (PSD) determinar auditoria nas contas da Prefeitura de Mossoró marcará, em definitivo, sua gestão. Não tenho dúvidas.
Sem isso, será um comum. Será mais um mamulengo, pau-mandado ou governante meia-boca “plantado” no Palácio da Resistência para arrumar a vida de uns e encobrir vantagens de outros, usando os recursos de todos.
A auditoria é providência elementar. Só não a promove quem tem medo, quem sabe ou imagina o que possa existir nos escaninhos do poder e prefere manter tudo assim, do jeito que está.
O prefeito natalense Eduardo Alves (PDT) determinou auditoria na Prefeitura do Natal para conhecer o que pegou. Só assim terá como governar sob piso consistente e não um terreno movediço e pantanoso.
Rosalba Ciarlini (DEM) só agora fala em algo similar para o Estado. Perdeu praticamente três anos resmungando, olhando pro retrovisor e repetindo discurso enfadonho, sem mergulhar nos porões da máquina estadual.
Se em Natal e Governo do Estado auditorias são imprescindíveis, por que na Prefeitura de Mossoró é dispensável?
Se está tudo limpo, excelente. Se houver erros, conserta-se.
Para assegurar plena lisura de um trabalho dessa ordem, sem qualquer interesse politiqueiro ou de caça às bruxas, convoque Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Sindicato dos Servidores, representantes da sociedade civil, dos contribuintes etc. e promova uma auditoria às claras.
O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) pode e deve ser chamado à tarefa pente-fino.
Sem saber o que temos nessa caixa-preta, ficará difícil atender a onze categorias funcionais que pleiteiam melhorias salariais, promover concursos públicos, convocar gente aprovada em outros, melhorar Saúde, infraestrutura e Educação.
Com uma auditoria, contratos de alugueis de imóveis, máquinas e veículos serão revisados; vai ser possível descobrir se existem acúmulos irregulares de cargos, vantagens salariais indevidas, servidores fantasmas ou licitações viciadas. Simples.
A prefeitura só tem a ganhar; servidores e cidadãos, também.
Existe dinheiro sobrando para festim e propaganda. Para essas prioridades não precisamos de prefeito-tampão ou outro nascido de eleição suplementar. Deixemos tudo como dantes e joguemos a toalha. É caso perdido.
Faça história, prefeito. Mostre que é capaz e que podes pleitear o direito a um mandato definitivo, olhando olho no olho de cada cidadão desta amada Mossorótima.
Quem tem medo de auditoria levante o braço aí, ô!!
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