domingo - 17/03/2013 - 10:15h

Os lados

Por Paulo Mendes Campos

Há um lado bom em mim.
O morto não é responsável
Nem o rumor de um jasmim.
Há um lado mau em mim,
Cordial como um costureiro,
Tocado de afetações delicadíssimas.

Há um lado triste em mim.
Em campo de palavra, folha branca.

Bois insolúveis, metafóricos, tartamudos,
Sois em mim o lado irreal.

Há um lado em mim que é mudo.
Costumo chegar sobraçando florilégios,
Visitando os frades, com saudades do colégio.

Um lado vulgar em mim,
Dispensando-me incessante de um cortejo.
Um lado lírico também:

Abelhas desordenadas de meu beijo;
Sei usar com delicadez um telefone,
Nâo me esqueço de mandar rosas a ninguém.

Um animal em mim,
Na solidão, cão,
No circo, urso estúpido, leão,
Em casa, homem, cavalo…

Há um lado lógico, certo, irreprimível, vazio
Como um discurso,
Um lado frágil, verde-úmido.
Há um lado comercial em mim,
Moeda falsa do que sou perante o mundo.

Há um lado em mim que está sempre no bar,
Bebendo sem parar.

Há um lado em mim que já morreu.
Às vezes penso se esse lado não sou eu.

Paulo Mendes Campos (1922-1991) – Escritor, jornalista e cronista mineiro

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Categoria(s): Grandes Autores e Pensadores / Poesia
domingo - 17/03/2013 - 06:08h

Tributo ao historiador Valter de Brito Guerra

Por Marcos Pinto

O município de Apodi é detentor da emblemática realidade de ser e ter sido berço de exponenciais figuras culturais e artísticas. Desnecessário elencar o vasto rol dessas personalidades do pretérito e do presente.

Analisando-se com acuidade todos os historiadores conterrâneos que perlustraram o venerando chão da pesquisa, delineando perfís personalísticos de pessoas que dignificaram os anais da história Apodiense, restará comprovado que todos eles foram detentores de hábitos recatados e estilos sóbrios, avessos à badalações e ao incenso.

O abnegado e profícuo historiador Valter de Brito Guerra foi uma dessas exponenciais figuras. Deus conferiu-lhe extraordinários dotes de espírito, evidenciados na suave conversação, no trato afável, na discrição sem malícia, no arrojo sem ruído, na singular constância do bem.

Quando investido em funções de mando sempre dispunha com suavidade. Cumpria sem estrondo e executava com acerto. Ao primeiro contato com ele, observava-se a mansuetude dos homens de bem como característica peculiar, intrínseca.

Não era um espírito simplesmente contemplativo, posto que ocupava-o o lado prático, a aplicação possível das metas a serem objeto de êxitos. A exemplo do intelectual conterrâneo José Matins de Vasconcelos, foi poeta, contista, romancista, historiador e genealogista, sendo certo que não chegou a publicar trabalhos de cunho genealógico.

Dotado de inteligência ímpar, com a tenra idade de dez anos foi o responsável pela elucidação da autoria material do assassinato do líder político Coronel Francisco Ferreira Pinto, trágico fato ocorrido às 20h30 do dia 02 de Maio de 1934.

Aos primeiros albores do dia seguinte, pessoas designadas pelo então Delegado de Polícia efetuaram serviços de rastejamento do cavalo utilizado pelo assassino, tendo sido apreendido o animal e conduzido para o terreno amurado do prédio da Intendência Municipal, que é o mesmo prédio da atual Prefeitura Municipal.

Ao ver o ajuntamento de pessoas defronte à Delegacia de Polícia, que procuravam descobrir a quem pertencia o cavalo, dirigiu-se para lá, onde reconheceu, de pronto, o cavalo do ex-guarda civil Roldão Maia, cujo animal ele sempre cuidava quando Roldão visitava Apodi, no que recebia gorjetas para banhá-lo na lagoa e colocá-lo para pastar na margem.

De forma sutil, o menino Valter chamou o Delegado para falar-lhe em particular, ocasião em que afirmou ter certeza do real dono do citado animal.

Informação importante que propiciou condições imediatas para início do competente Inquérito Policial.

Descendia de tradicionais famílias do Rio Grande do Norte – Pinto e Brito Guerra, e do Ceará, especificamente de Aracatí – Bezerra de Menezes, através do patriarca Joaquim Bezerra de Menezes (Aracati-1835/Apodi-13.04.1904).

Valter nasceu dentro desse manancial histórico, a 12 de Agosto de 1923, em uma residência vizinha à Casa Paroquial, na Rua N. Sra. da Conceição. Filho do Advogado Provisionado Carlos Borromeu de Brito Guerra e de Maria Bezerra Guerra.

Casou com sua prima Antônia Lopes, filha do líder político e farmacêutico Antonio Lopes Filho e de Armandina de Góis Lopes, deixando honrada e profícua prole.

A sua estirpe genealógica evidencia a particularidade de ter sido bisneto (Lado paterno) de dois Deputados Provinciais do RN (cargo atual de Deputado Estadual), os Coronéis patenteados da Guarda Nacional Antônio Ferreira Pinto (1832-1909) e Lino Constâncio de Brito Guerra (1846-1932).

Lino era casado com sua tia materna Maria Idalina de Oliveira, e era filho legítimo do Conselheiro do Império e Barão do Assu Luis Gonzaga de Brito Guerra e de Mafalda Gomes de Freitas.

Em uma incursão que fiz no livro “Alferes Teófilo Olegário de Brito Guerra – Um memorialista esquecido” – de autoria do renomado historiador Raimundo Soares de Brito – Coleção Mossoroense – Vol. CXXXII – Ano 1980 “, e andanças pelos meus alfarrábios, pude traçar o seguinte tratado genealógico dos “Brito Guerra”, até o nosso homenageado.

Vejamos: José Daniel de Lira – Casou com Olímpia de Menezes Correia da Cunha, e foram pais de: F.01- Manoel da Anunciação Lira – Casou com Ana Filgueira de Jesus, filha do Capitão Manoel Carneiro de Freitas e Delfina Filgueira de Jesus. Foram pais de: N.01- Simão Gomes de Brito (1790-1827) – Casou a 12.01.1814 com Maria Madalena de Medeiros (Do Seridó) filha de Manoel Antonio Dantas Corrêia (1769-1840) e Maria José de Medeiros.

Foram pais de: BN.01- Luis Gonzaga de Brito Guerra (1818-1896) – Casou em primeira núpcias com Maria Mafalda de Oliveira, filha do Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira (1772-1871) e de Mafalda Gomes de Freitas. Foram pais de: TN.01- LIino Constâncio de Brito Guerra (23.09.1846/13.05.1932) – Casou com Maria Idalina de Oliveira, filha do Tenente-Coronel Antonio Francisco de Oliveira e D. Quitéria Ferreira de São Luís (1822-1897).

Antonio e Quitéria (natural de Aracati-CE) são troncos genealógicos dos muitos Gurgel Guerra, Brito Guerra, Gurgel de Oliveira e Gurgel de Brito. Foram pais de: QN.01- Domingos Ernesto de Brito Guerra (1866-1912). Casou com d. Maria Clara Ferreira Pinto, filha do Coronel Antonio Ferreira Pinto e dona Claudina Pinto. Foram pais de: PN.01- Carlos Borromeu de Brito Guerra (Carlinho/Carrim – 1893-1965) – Casou com Maria Bezerra de Menezes, filha de Adrião Bezerra de Menezes e de Francisca Cândida de Noronha. Foram pais de: HN.01- Valter de Brito Guerra – Casou em primeira núpcias com Antonia Nair Lopes, filha de Antonio Lopes Filho e de Armandina de Góis Lopes. Casou em segunda núpcias com Zilmar Moura, e são pais de: (Dentre outros): SN.01- Djaíne Guerra – Funcionária Pública do Estado do Ceará.

Tem curso superior concluído em Mossoró-RN. A exemplo do pai, é dotada de vasto cabedal de inteligência.

Quando faleceu o renomado historiador Câmara Cascudo perguntaram: E Agora? A quem iremos perguntar sobre a vasta história do RN?

Nesse mesmo diapasão pergunto: E agora, que estão evolados os laboriosos e profícuos historiadores conterrâneos José Leite e Valter de Brito Guerra, a quem iremos perguntar sobre a densa historiografia da vetusta Ribeira do Apodi ?

Apodi de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, aos 16 de Março de 2013.

Marcos Pinto é advogado, pesquisador, historiador e escritor

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domingo - 17/03/2013 - 03:31h

A vida é líquida

Por Honório de Medeiros

“A vida é líquida”, diria Zygmunt Balman, aludindo à consistência das relações entre nós e os outros, ou entre nós e as coisas e/ou fenômenos.

Líquida, posto que essa consistência não tem forma definida, assume aquela que o recipiente (o contexto) impõe. Não somos estruturas rígidas que atravessam o tempo imutáveis ou pouco atingidos pelas circunstâncias, somos proteiformes, somos difusos, somos evanescentes.

Vivemos em uma época na qual as gerações mais novas escrevem tudo em uma linha. No máximo algumas poucas linhas. E somente lêem, e são treinadas pela realidade virtual com a qual convivem “full time” exatamente para isso, algumas linhas, umas poucas linhas.

Tal é o ser (e o dever-ser) que essa realidade virtual impõe: tudo é frenético, tudo é descartável, tudo é cambiante, imediato. É a maximização das potencialidades, negativas ou positivas, da nossa espécie sobrevivente e dominante, conforme descrito pela teoria da seleção natural.

O ensino, hoje, está em ruínas por vários motivos, mas desconfio que o modelo que ainda predomina está fadado ao fim, entre outras razões, mais ainda, em decorrência do descompasso com essa realidade que aos poucos se impõe, no qual não há mais espaço para uma educação que se estrutura a partir de livros, com textos pesados, longos e que exigem tempo e estudo profundo, e o tratamento do “pensar” típico dos escolásticos medievais que moldaram as bases do nosso ensino ocidental e cristão.

As gerações mais novas, que herdarão o mundo, ou o que restar dele, e sua forma de apreender e expressar a realidade, estão em processo de descompasso com aquela construída pelos nossos antepassados. Não se trata de estarmos certos e eles errados por não quererem ler livros como “Ulisses”, de Joyce, “Paidéia”, de Jaeger, ou “Em Busca do Tempo Perdido”, de Proust.

São elas, as gerações mais novas, mutações engendradas pelo meme que é a realidade virtual: caracterizam-se por viver em ritmo alucinante, pensar freneticamente, falar acelerado, em contraposição ao viver, pensar e falar arcaico, que vai sendo deixado para trás.

O livro de papel sobreviverá, claro, como sobreviveu o ritual do chá no Japão moderno que a restauração Meiji instaurou, e atirar com arco-e-flecha, algo excêntrico, típico de verdadeiros “outsiders”, a partir do qual hão de se criar seitas e seus inevitáveis rituais iniciáticos.

Livros em ambientes virtuais existirão cada vez mais, óbvio. Mas nunca serão consumidos como o foram os livros de papel após Gutemberg. Assim como os monges que salvaram a civilização como nós a conhecemos, na Alta Idade Média, copiando os textos antigos e os deixando para a posteridade, será em ambiente monacal que os iniciados lerão obras como as que foram citadas acima.

O velho mundo está morrendo, viva o novo mundo, do qual serei espectador privilegiado, posto que, quando menino, fui apresentado ao milagre da televisão já completamente cativado pelo livro de papel, e, agora, cinquentão, me maravilho com as infinitas possibilidades de uma realidade sequer possível de ser imaginada antes, domínio e prisão dos que, hoje, ainda são apenas adolescentes.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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domingo - 17/03/2013 - 02:54h
Conversando com... Gilton Sampaio

Gilton Sampaio prega reforma em estatuto da Uern

O professor Gilton Sampaio é o nosso entrevistado de hoje, completando a série de pingue-pongue com candidatos a reitor da Universidade do Estado do RN (UERN). Ele possui graduação em LETRAS (UERN/Pau dos Ferros) e especialização em Didática do Ensino Superior, mestrado em Linguística Aplicada e doutorado em Linguística e Linguística Portuguesa. Desenvolveu estágio de pós-doutorado em Estudos Comparados pela Université Paris 8 Vincennes-Saint-Denis na França.

Gilton defende decisões em conjunto com setores acadêmicos na Uern

Exerceu liderança no Movimento Estudantil da UERN, de 1988 a 1992, sendo Representante do DCE em Pau dos Ferros e, por duas vezes seguidas, Presidente do CA de Letras naquele Campus. Em gestão acadêmica, exerceu as funções de Chefe do Departamento de Letras (2003-2007), Coordenador das Especializações em Linguística Aplicada e Língua Inglesa (2004-2005); Coordenador do Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação em Letras (2007-2008) e Diretor do Campus Avançado de Pau dos Ferros (2007-2011 e, em segundo mandato, desde 2012), sendo eleito democraticamente pelos pares para todas essas funções de gestão. Vamos à entrevista:

Blog Carlos Santos – Sua campanha é de clara oposição à atual gestão e ao modelo que ela representa. Sua postulação – com apoio do vice Lúcio Ney – é uma alternativa diferenciada e melhor por quê?

Gilton Sampaio – Sim, propomos um novo modelo de gestão, um modelo descentralizado, desburocratizado, funcional e acadêmico, no qual as decisões sejam tomadas em conjunto com as unidades acadêmicas, os campi avançados e os órgãos colegiados, e não em gabinetes fechados, tendo a caneta de um Pró-reitor mais poder que uma Unidade ou um Campus inteiro. Nossa proposta se torna diferenciada porque foi implantada e aprovada; implantamos em Pau dos Ferros, como diretor, um modelo descentralizado, tanto na parte administrativa como na parte acadêmica.

Na nossa gestão os departamentos acadêmicos ganharam poderes, matrículas, diários, declarações de alunos, assinatura de pontos dos professores. Antes centralizados na direção, passaram a ser de responsabilidade e acompanhamento dos departamentos; estabelecemos parcerias com instituições públicas e privadas em prol de melhorias para o CAMEAM e também como forma de contribuir para o desenvolvimento da região, como no caso da luta pelos Campi do IFRN e da UFERSA. Reforçamos ainda nosso espírito de luta e de mobilização que pode ser exemplificado na luta pela conclusão do Bloco Vertical com três pavimentos, o único da UERN que começou a ser construído em 2009 e está em pleno funcionamento desde 2010, os demais estão com obras paradas, em estado de deterioração.

BCS – O senhor tem uma experiência administrativa no Campi de Pau dos Ferros e larga vivência como docente da UERN, bem como no prélio sindical. Do outro lado da mesa, como reitor, como conciliar deveres institucionais com necessidades das categorias funcionais?

GS – Nossa experiência Administrativa e de participação nos movimentos discente e docente nos qualifica para assumirmos a reitoria e mudarmos a situação ‘anêmica’ em que a UERN se encontra. Um dos princípios da nossa gestão é a Indissociabilidade entre ensino pesquisa e extensão como pilar para termos uma Universidade de qualidade. Entretanto, para alcançarmos tal objetivo precisamos de profissionais bem remunerados, bem capacitados, além de um ambiente acadêmico e as condições de trabalho necessárias para que os docentes e os técnicos possam desenvolver suas atividades sem percalços e para que os alunos possam de fato ter acesso a um ensino de qualidade.

De modo que não há uma contradição entre os “deveres institucionais” e as “necessidades das categorias funcionais”; pelo contrário, existe sim uma complementariedade entre os dois. Ao sonharmos e buscarmos uma Universidade de qualidade precisamos antes de tudo valorizarmos nossos recursos humanos, tanto em termos de lutar pela implantação de um plano de cargos, carreiras e salários condizentes com sua atuação profissional, quanto em garantir a capacitação de docentes e técnicos.

BCS – O senhor prometeu – em encontro com estudantes – meios para apoio a residências universitárias, restaurantes, transportes, bolsas remuneradas etc. Como tornar isso factível numa universidade que não tem autonomia financeira?

GS – Vamos assumir esse compromisso com recursos do orçamento estadual e federal, com base num projeto estruturante para a UERN, articulado com os segmentos acadêmicos, com a sociedade civil e com os poderes públicos. Garantir o acesso e a permanência dos estudantes em nossa Universidade será questão de honra para nossa gestão. A luta dos nossos estudantes por Residências e Restaurantes Universitários, por transporte coletivo, por condições adequadas ao ensino aprendizagem é histórica, foi pauta inclusive das últimas greves. Não podemos ficar esperando apenas pelo Orçamento do Estado, que além de insuficiente é imprevisível, nunca se sabe de fato quanto de recursos teremos de fato, nem quando serão liberados.

É preciso captar recursos externos, existem recursos e editais disponíveis em diversos Ministérios, Órgãos públicos e outras Instituições, agora é preciso buscar. Já temos alguma experiência em captar recursos externos, apesar da burocracia uerniana, criar muitas vezes obstáculos para a efetiva utilização desses recursos. Dois exemplos recentes: o Museu de Cultura Sertaneja efetivado com recursos ganhos em edital do Ministério da Cultura, e os recursos do CT Infra para a construção da Biblioteca de três pavimentos no CAMEAM, edital de 2009, este ainda hoje esperando sua efetivação.

BCS – Caso seja eleito, o senhor pretende viabilizar a isonomia entre os segmentos no peso dos votos a reitor e vice, em relação ao próximo pleito? E como viabilizar a autonomia financeira da UERN? Em toda campanha a reitor esses são temas recorrentes e nunca materializados.

GS – Na verdade, não só esses, mas outros assuntos de interesse da comunidade ueniana têm sido postos sempre na campanha e os eleitos nunca os executam. E observe que são mais de 44 anos de continuísmos. Daí porque pretendemos mudar esse modelo de gestão na UERN. Em relação ao voto paritário, essa é uma luta histórica, faz parte da minha identidade enquanto estudante da UERN. E como professor sempre defendemos a isonomia entre os segmentos em todas as instâncias. Essa proporcionalidade é desigual e vergonhosa numa sociedade democrática. Inclusive articulamos junto a alunos e funcionários a aprovação do voto paritário no último processo estatuinte, tanto nos processos eleitorais, como na composição dos conselhos e demais órgãos colegiados da nossa instituição.

É compromisso nosso, de Gilton Sampaio e Lucio Ney, como Reitor e Vice-reitor, retomar logo na segunda reunião do CONSUNI, a reforma do Estatuto da UERN com base no último processo estatuinte. Quanto a Autonomia Financeira, também é um princípio da nossa carta-programa e será bandeira de luta da nossa gestão, não apenas a autonomia financeira, mas a autonomia plena (política, didático-científica, administrativa, financeira e de gestão) que obedeça ao princípio de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e atenda aos anseios da comunidade acadêmica. Como conseguir?

Através da articulação com os segmentos acadêmicos, com a classe política (independente de partidos e siglas) e com a sociedade civil organizada, a UERN está em todo o Rio Grande do Norte, seja através dos Campi ou dos Núcleos, precisamos unir forças em prol de uma UERN que proporcione um ensino de qualidade, que tenha projetos de pesquisa e extensão que atenda aos anseios da sociedade, para isso precisamos de uma Universidade Autônoma.

BCS – A Uern é muito criticada por não ter uma inserção social conforme às demandas da sociedade. Às vezes, parece ignorar o que acontece à sua porta. A instituição deixou de ser atuante, preocupada apenas com seu próprio “umbigo”?

GS – A UERN hoje está presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte. Mas ela poderia ser mais presente também em termos de formulação de políticas públicas, por exemplo. Entretanto, problemas como a falta de autonomia das unidades, problemas de financiamento da pesquisa, da pós-graduação e da extensão, tem tornado a inserção da UERN na sociedade cada vez mais difícil. Acrescente a isso outras questões, como: qual é a política efetiva e o debate de questões centrais para educação básica, conduzidos pela UERN? Qual é a nossa política para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte?

Nós temos profissionais em diversas áreas que podem ser aproveitados e junto a outros, de outras instituições, pensarem, articularem e implementarem projetos diferentes para uma sociedade diferente, mais democrática, mais ética. É preciso atuar de forma mais concreta na construção de uma sociedade melhor para todos nós cidadãos. A UERN não é a-sociedade; ela não é anti-social. Pelo contrário. Ela é um espaço privilegiado de relações sociais, de projetos coletivos, de produção e de disseminação do conhecimento. E vamos dar maior visibilidade a essas questões também, que muito beneficiará a sociedade.

BCS – Na atual gestão do Governo do Estado, a UERN bateu recorde negativo: chegou à greve de maior duração, com 106 dias. Instituição e governadora Rosalba Ciarlini (DEM) estão longe de uma convivência serena. O senhor tem os meios para aplacar essa crise?

GS – Articulação dos segmentos acadêmicos em torno dos interesses da UERN e diálogo sério, transparente e aberto com o governo e com os demais poderes do estado é o caminho. Nosso Estado está vivenciando um momento muito difícil, o Governo que aí está não tem atendido às demandas da população, aos anseios da sociedade que o elegeu. Na UERN em particular, temos a histórica partidarização dos reitores, que são filiados a partidos políticos, e isso não tem trazido nenhum benefício para a Instituição; houve um Reitor que era amigo do Governo e saiu criando núcleos e campi sem estrutura nenhuma e sem discussão interna nos conselhos; outro reitor é inimigo do governo e por isso não dialoga, não busca soluções para os problemas da Universidade.

Gilton Sampaio e Lúcio Ney formam chapa de oposição

A UERN precisa de um Reitor que se coloque acima dos partidos políticos, um Reitor que tenha autonomia para lutar pelo melhor para a UERN. Essa será a nossa forma de gestão, nosso partido é a UERN, buscaremos unir todas as bandeiras, estabelecer amplos diálogos com todos os partidos a favor da Universidade.  Já fizemos isso diversas vezes, quando fomos coordenadores do Fórum para a implantação dos novos cursos no CAMEAM, quando participamos da luta para a implantação dos Campi do IFRN e da UFERSA em Pau dos Ferros.

BCS – Sua campanha tem apontado interveniência da Reitoria, com uso de meios da instituição, para desequilíbrio do pleito. A disputa está viciada e pode ter um resultado final comprometido?

GS – Lutar contra um grupo que vem se perpetuando no poder há décadas não é fácil. A propaganda institucional que durante meses elevou o seu nome à frente da Pró-reitoria de pesquisa e pós-graduação, mesmo que para isso fosse necessário apagar o brilho dos pesquisadores. Daqueles que são realmente os que elaboram os projetos de mestrado e doutorado, bem como os editais para a busca de recursos externos. Some-se a isso a campanha de calúnia e difamação a minha pessoa e a perseguição aos colaboradores da nossa campanha.

A despeito disso, os apoios e adesão são em grupo e diariamente; estamos confiantes na vitória, temos andado por todo o Estado e recebido apoios em todos os Campi, unidades e setores pelos quais temos passado. Sentimos que os professores, alunos e servidores técnicos e de apoio estão cansados de promessas não cumpridas; o sentimento de mudança é predominante, o sonho de uma UERN melhor, descentralizada, equitativa, mais democrática, mais acadêmica e funcional tem tomado conta de todos os segmentos.

A onda da nova UERN, descentralizada, democrática, funcional e transparente, que emergirá do Campus Central está tomando conta de Mossoró e de todo o estado. Será uma nova UERN dirigida por dois filhos seus. Fui aluno de Pau dos Ferros e do Campus Central. Sei o que é vir da zona rural para a UERN em carros desconfortáveis e sei o que é “pegar carona” na Cobal para poder chegar ao Campus Central. E isso me honra e nos dá elementos objetivos para entender melhor os que sentem os nossos alunos, abandonados em toda a história de nossa universidade. Então, como o dia da eleição, 20 de março, está chegando, conclamamos todos a juntar-se a Gilton Sampaio e a Lucio Ney para construirmos a “UERN do tamanho dos nossos sonhos”. Aproveito para agradecer-lhe pela atenção e pelo espaço.

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sábado - 16/03/2013 - 23:38h

Pensando bem…

“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.”

Eça de Queiróz

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sábado - 16/03/2013 - 22:37h
Na política...

Exército combatente nem sempre é o de ocupação

Máxima militar que vale à política:

“O exercito combatente nem sempre é o  de ocupação”.

Por isso tanta guerra por espaços e empregos após cada eleição.

Quem se sentir desprestigiado e excluído, não desista: vá à luta.

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sábado - 16/03/2013 - 21:08h
Tá escrito...

“Veja” compara Rosalba à Micarla e vê fim melancólico

Por Otávio Cabral (Coluna Holofote, Revista Veja)

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, tomou uma decisão nada original para tentar conter a queda contínua de sua popularidade:abrir mais espaço ao PMDB no governo.

Na semana passada, ela se reuniu com  o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, e com  o presidente da Câmara, Henrique Alves, para fechar o acordo.

Rosalba, que comanda o únco estado governado pelo DEM, já admite desistir de disputar a reeleição.

Se isso ocorrer, ela terá o mesmo final melancólico da ex-prefeita de Natal Micarla de Sousa.

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Categoria(s): Política
sábado - 16/03/2013 - 19:35h
Rose Cantídio

Dirigente do PMDB entra para estatística da violência

Rose Cantídio, dirigente do PMDB em Mossoró e nome histórico do partido, com ligação umbilical com o todo-poderoso Henrique Alves (PMDB), entrou para a estatística da violência urbana no município.

Afeita à boa prosa, mulher sem qualquer aresta político-social, que não dispensa o contato popular, ela enfrentou recentemente a abordagem de assaltante. Sofreu apenas subtrações materiais, além do abalo psicológico.

Anda sobressaltada desde então.

Quem ainda não foi vítima da violência em Mossoró é um sortudo, mas não se pode dizer que está livre de também ser mais um número negativo do crime.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 16/03/2013 - 19:21h
No Governo

PMDB deve continuar com olho no peixe e no gato

Faltando mais de um ano e 6 meses para eleições, o PMDB não sai do Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Resta saber se, dentro, conseguirá ser governo.

Até aqui, a relação do partido com a cúpula governista está baseada num desnível de papeis.

O PMDB empresta seu apoio e influência e em contrapartida é isolado, sem meios à própria mobilidade no governismo.

Ainda tem nessa conta, uma série de pendengas político-pessoais.

PMDB deve continuar governista, como é de sua natureza, mas com um olho no peixe e outro no gato – como recomenda a sabedoria popular.

Nota do Blog – Desde o final da tarde que reunião em Natal envolvendo a cúpula da base aliada ao Governo Rosalba Ciarlini procura ajustar relação, apontar nomes a uma reforma administrativa e promover “adequações” na administração estadual.

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sábado - 16/03/2013 - 19:12h
Faz sentido

O “melhor” adversário para Rosalba

Por Laurita Arruda (Blog Território Livre)

Se tem um bloco que está na rua para disputar o Governo do RN em 2014 é do vice Robinson Faria (PSD).

Esta semana, num papo despretensioso na Assembleia, o deputado estadual Raimundo Fernandes (PMN) sentenciou:

– Se fosse hoje,  a governadora Rosalba só venceria de um candidato: Robinho…

Robinho é maneira carinhosa que o deputado chama o amigo o ex-companheiro de partido, Robinson Faria.

Nota do Blog Carlos Santos –  Este Blog já fez matérias analíticas sobre o assunto e não está distante do que pensa Raimundo Fernandes.

Até aqui, Robinson é um nome sem maior musculatura, sustentado sobretudo no desgaste abissal de Rosalba.

É muito pouco para quem pretende ser candidato a governador.

Ele não mostrou nada, absolutamente nada capaz de representar uma alternativa ao modelo de poder que há tempos se instalou no Estado.

E, sua pré-campanha, está baseada naquele ramerrame de visitas a lideranças, presença em velórios, aniversários, batizados etc.

A propósito, os craques dessa politicazinha paroquial são Garibaldi Filho (PMDB) e a própria Rosalba.

Robinson precisa mostrar à sociedade potiguar que tem um projeto de verdade, palpável e factível, para governar de forma diferente o Rio Grande do Norte.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
  • San Valle Rodape GIF
sábado - 16/03/2013 - 18:56h
Desleixo

Agricultura está há quase 5 meses sem titular

O Rio Grande do Norte vive uma de suas piores secas de sua história, mas pateticamente desde o dia 6 de novembro do ano passado está sem titular na Secretaria da Agricultura do Estado.

São quase cinco meses sem alguém na pasta.

Desde que o deputado federal Betinho Rosado (DEM) saiu da titularidade da Agricultura que não houve ocupação do espaço por um nome com o status de secretário.

É algo tão absurdo diante da gravidade do “fenômeno” da estiagem, que fica difícil encontrar palavras para medir a dimensão da irresponsabilidade e desleixo com que a questão é tratada.

Revela, lamentavelmente, como o governo está sem leme e sem prumo.

É incapaz de fazer o básico.

Pobre Rio Grande Sem Sorte!

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Categoria(s): Administração Pública
sábado - 16/03/2013 - 10:52h
Crime

Hospital da Mulher e a “bolada” de duas pediatras

O Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher), localizado em Mossoró, está em vias de fechar as portas.

Mas a sociedade mossoroense e potiguar ainda não sabe quase nada do que esse empreendimento, do Governo do Estado, produziu em favor de quadrilheiros de branco e alguns engravatados.

Duas pediatras com atuação no Hospital da Mulher chegaram a faturar R$ 58 mil – cada uma – num único mês.

Plantões paralelos em UTI Neonatal e Berçário – algo humanamente impossível – garantiram a bolada, com estímulo da direção e falta de fiscalização.

Esse caso está sob apuração administrativa e judicial. Ninguém foi preso, nem será.

Depois conto outros detalhes.

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  • Art&C - PMM - Refis - Agosto de 2026 - 06-08-2026
sábado - 16/03/2013 - 09:49h
Jornal da Band

Educação do RN é destaque negativo

Do Jornal da Band

No Rio Grande do Norte, a falta de professores faz estudantes terem aulas apenas uma vez por semana. O rodízio atinge escolas da rede pública do Estado.

A falta de professores na rede estadual fez com que a secretaria de educação adotasse um sistema de rodízio entre as turmas. Mas a medida prejudica a formação de centenas de alunos.

Uma preocupação a mais para os pais, que veem os filhos chegando ao fim do ensino fundamental sem preparo.

De julho de 2012 a janeiro de 2013, o governo do Estado já convocou 3.120 professores aprovados no último concurso. No entanto, 700 deles não se apresentaram para as funções.

Os professores do Rio Grande do Norte têm uma das piores remunerações do país, com piso salarial em torno de R$ 1.200.

Veja reportagem completa AQUI.

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sábado - 16/03/2013 - 04:04h

Missa de Sétimo Dia de Dona Sally

A vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), e familiares, celebrarão neste sábado (16) a missa de 7º dia pela morte da mãe da ex-governadora do Rio Grande do Norte, Francisca Sally Paraguaio de Mariz, 87, ocorrida na madrugada do último domingo (10), enquanto dormia.

A família convida parentes e amigos para mais esta homenagem e despedida à Dona Sali, que acontecerá a partir das 19h na Capela do Colégio Maria Auxiliadora.

Desde já, agradecem as manifestações de fé e solidariedade recebidas.

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sexta-feira - 15/03/2013 - 23:57h

Pensando bem…

“Um homem vê no mundo aquilo que traz no coração”.

Johann Wolfgang von Goethe

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sexta-feira - 15/03/2013 - 22:20h
"Guerra civil"

Violência em solo potiguar extermina juventude

O Rio Grande do Norte vive um verdadeiro extermínio de jovens. É isso o que demonstram os dados sobre a violência, tanto aqueles disponibilizados pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) como os números levantados pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH).

De acordo com matéria da Tribuna do Norte (edição 06/03), a média chegou a 3,7 homicídios por dia no RN (aumento de 41,76% em relação à média registrada em 2012, que foi de 2,61).

O Itep registrou 235 homicídios no estado de 1º de janeiro até 5 de março. Apenas no final de semana passado (8, 9 e 10/03), foram registrados 22 homicídios em todo o RN, segundo levantamento feito junto às delegacias pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos.

Ainda de acordo com o CEDH, até 14 de março, apenas em Natal, o número de homicídios chegou a 115. Levantamento feito pelo nosso mandato no sistema do Itep, com informações complementares colhidas junto ao CEDH, identificou 22 homicídios ocorridos de 6 a 15/03.

As estatísticas apontam, ainda, que o perfil das vítimas é, predominantemente, de adolescentes e jovens entre 15 e 27 anos de idade. Essa faixa etária concentra 75% dos casos de mortes violentas. Os números, por si só, comprovam o extermino em curso da juventude potiguar.

Para discutir esse tema, o mandato do deputado Fernando Mineiro (PT) programou um debate na próxima segunda, 18, às 18h30, na sala 60 do IFRN de Cidade Alta (Avenida Rio Branco). O objetivo é sensibilizar e mobilizar os movimentos sociais, em particular os movimentos juvenis, para exigir medidas concretas dos poderes públicos em todos os níveis (municipal, estadual e federal).

O debate é livre e aberto ao público.

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sexta-feira - 15/03/2013 - 21:19h
Repondo vagas

OAB mostra que Governo não aumenta efetivo de polícia

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subsecional de Mossoró, defende que o Governo do Estado do Rio Grande do Norte cumpra a decisão judicial prolatada pelo Juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, Bruno Lacerda, determinando a nomeação dos candidatos aprovados no concurso da Polícia Civil.

De acordo com o advogado Cláudio Alcântara de Queiroz Alves Lopes, membro da Comissão de Segurança Pública e Trânsito da OAB Mossoró, essa é uma ótima oportunidade para o Governo minimizar um problema antigo que é a falta de efetivo da Polícia Judiciária.

Segundo ele “sabemos dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), mas essa hipótese configura justamente a exceção contida nessa lei no seu art. 19, §1º, IV, de modo que o Estado ao cumprir a decisão judicial não estará ferindo a lei””.

Conforme relatou o advogado, até o presente momento foram nomeados, empossados e estão em exercício 32 Delegados, 17 Escrivães e 101 Agentes, em reposição aos cargos vagos em decorrência de aposentadorias e falecimento, o que configura também exceção da LFR (art. 22, parágrafo único, IV).

Cláudio Alcântara pontua que “da mesma forma que o Governo se utilizou da exceção contida no art. 22, também poderia se utilizar da exceção contida no art. 19, para não desobedecer a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

As nomeações que ocorreram até o presente momento, como dito, foram apenas para repor vagas decorrentes de aposentadoria e falecimento, o que não resultou em aumento de efetivo, por isso é imprescindível a nomeação dos novos concursados.

Com informações da OAB.

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sexta-feira - 15/03/2013 - 20:30h
UBS Liberdade II

População sofre com ausência de médico

Unidade Básica de Saúde Bernadete Bezerra de Souza Ramos (UBS), em Mossoró, convive com falta de médico para atendimento regular ao cidadão que precisa de seus serviços.

Uma coisa, no entanto, não se deve reclamar. Da falta de cartaz para informar que não haverá atendimento.

Os demais profissionais da UBS Bernadete Bezerra Souza Ramos têm, entre seus afazeres, um que já se tornou quase uma obrigação: produzir escritos informando a ausência dos médicos que deveriam atender naquela UBS.

Nota do Blog – A prefeita Cláudia Regina (DEM) certamente não deve estar ciente desse problema nem será conivente, se não existir explicação (justificativa, é o certo) para essa distorção.

A UBS em questão fica no conjunto Liberdade II.

A propósito, esse problema não é novo. Remonta ainda ao período de gestão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

Veja essa postagem do Blog no dia 14 de  junho de 2011 AQUI.

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sexta-feira - 15/03/2013 - 19:54h
"Fatura" de campanha

Cláudia é pressionada, mas segura cobrança por empregos

Prefeita convive com relações difícies com vereador Chico Carlos e outras forças de apoio ao governo

Azedaram de vez as relações entre o ex-secretário da Cidadania de Mossoró e atual vereador Francisco Carlos (PV), com o Governo Municipal. Convivência está difícil.

Ele e a nova inquilina do Palácio da Resistência, prefeita de fato e de direito Cláudia Regina (DEM), coabitam o mesmo sistema político, mas separados por largo e profundo fosso de conceitos quanto ao uso da administração pública.

Chico tem sofrido insultos (Arquivo do Blog)

“Chico” sente-se prejudicado por Cláudia, no processo de seleção de pessoal para cargos comissionados na administração. Tem remungado que as poucas admissões de pessoas que trabalharam para ele, na campanha passada, não suprem os compromissos que firmou para se eleger.

Admite que pode até mesmo orientar sua tia, Maria José, diretora da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Santo Antônio, além de outros detentores de cargos de confiança, a entregarem pedido de demissão.

No governismo, Cláudia e seu núcleo duro de poder contra-argumentam que não querem repetir o modelo de gestão encetado durante oito anos pela ex-prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”.

Existem setores – principalmente em equipamentos de Saúde – em que havia necessidade de pouco mais de cinco pessoas, mas a gestão anterior tinha amontoado quase 20, todos sob indicação de Chico Carlos. Cláudia reduziu drasticamente os números.

O enxugamento natural ocorreu na própria transição de governo. Aos poucos, a prefeita tem realizado nomeações seguindo critérios técnicos e políticos, para contemplar as forças que a apoiaram. Contudo, precisa pensar em contenção de gastos e eficiência da máquina estatal.

No caso do vereador Chico Carlos, a demanda de pedidos é bem maior do que as portarias concedidas por Cláudia Regina.

Desde o início de governo que ele é sitiado por colaboradores de sua campanha e ex-candidatos do PV, partido que organizou ao lado do ex-chefe de Gabinete Gustavo Rosado (PV) – atual titular da Cultura no Município.

As pressões sofridas por Chico vão desde cobranças públicas, através de nota de integrantes do partido, a cerco físico e verbal na Câmara e em locais diversos da cidade. Tem passado maus bocados: de insultos inflamados e ameaças veladas.

Cláudia não recua

Por seu lado, Cláudia Regina não parece disposta a ceder e recuar.

Cláudia promove enxugamento

Ela sabe que se ampliar as conceções para Chico, automaticamente conviverá com um “efeito cascata”, provocando cobranças isonômicas de outros vereadores governistas, partidos e gente excluída até o momento do empreguismo na Prefeitura de Mossoró.

Uma das saídas apontadas para atenuar essa pressão, é a contratação de dezenas e centenas de insatisfeitos pela “janela” da terceirização. Mesmo assim, com remunerações modestas.

A terceirização fez a alegria do governismo e de seus candidatos preferenciais na campanha eleitoral do ano passado. Mas é um ambiente de terreno pantanoso e minado.

Se não houver uma “certa” parcimônia em contratações terceirizadas, a gestão Cláudia Regina poderá se complicar consideravelmente.

A barafunda pode ser ainda maior. Outros vereadores do PV e demais governistas não se sentem prestigiados à altura do apoio que começam a ofertar na Câmara Municipal. E, sem uma base sólida, articulada e satisfeita, o governo terá dificuldades de materializar suas promessas.

O grande pacto, entretanto, é com o povo e a sociedade em geral – eleitores ou não da prefeita.

A crise está apenas começando. Não tem dia nem hora para ser estancada. Mas pode ser pelo menos minimizada, dependendo do remédio a ser empregado.

A dificuldade era esperada. Trata-se de parte da “fatura” que todo vencedor costuma receber pós-campanha.

O problema são seus efeitos colaterais, principalmente porque a administração municipal começa convivendo com o fantasma da cassação de direitos políticos e mandato da prefeita e seu vice, advogado Wellington Filho (PMDB).

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sexta-feira - 15/03/2013 - 18:44h
Câmara de Mossoró

Homenagens justas a duas mulheres

Infelizmente eu não pude estar hoje na Câmara de Mossoró, em sessão que marcou a entrega de algumas comendas a várias pessoas conhecidas.

Peço desculpas aos homenageados e seus familiares.

Reuniões de trabalho que consumiram toda a manhã e parte considerável da minha tarde, terminaram prejudicando meu deslocamento à sede desse poder.

Na sessão solene de hoje (Sexta feira – 15/03/2013) em homenagem ao Dia Internacional da mulher, o vereador Tomaz Neto (PDT) homenageou a professora Inalda Cabral Rocha com o troféu Mulher Cidadã.

Já o professor-vereador Francisco Carlos (PV) foi autor de título de cidadania para a odontóloga Sandra Raíssa.

Em nome de ambas, saúdo os demais agraciados com lembrança institucional da chamada Casa do Povo.

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sexta-feira - 15/03/2013 - 18:18h
Mossoró

Trânsito terá operações especiais à próxima semana

A Subsecretaria Municipal de Trânsito e Transporte (STT) inicia, na próxima segunda-feira (18), duas ações importantes para controle do trânsito na cidade e a conscientização dos condutores. As operações “Criança Segura nas Escolas” e “Via Segura” seguem até abril.

A primeira vai promover orientação educativa em ruas que ficam próximas a escolas, reduzindo o congestionamento de veículos em volta das unidades, além de transmitir informações aos alunos sobre a travessia na faixa de pedestre. Nesta primeira etapa, serão atendidas as escolas: Abel Coelho, Lavoisier Maia, Sagrado Coração de Maria, Dinarte Mariz, Diocesano, Niná Rebouças, Raimundo Fernandes, Mater Christi, Rotary Club e Ceamo.

A Operação Via Segura será realizada em avenidas importantes da cidade, buscando criar uma conduta ética no trânsito, diminuir os acidentes e amenizar os transtornos no trânsito. A operação acontecerá nas avenidas: Presidente Dutra, João da Escóssia, Avenida Diocesana, Alberto Maranhão, Coelho Neto, Alberto Maranhão e Dix-Neuf Rosado.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

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sexta-feira - 15/03/2013 - 18:00h
Eleições em Mossoró

Juiz do TRE pede informações sobre supostos abusos

“Justiça dá 10 dias para Rosalba explicar o uso da máquina do Governo nas eleição”. Eis a manchete da página 5 no primeiro caderno d´O Jornal de Hoje (vespertino natalense), edição de hoje.

A manchetinha da mesma reportagem complementa: “Juiz cobra informações sobre gastos em obras e publicidade para saber se Cláudia Regina (DEM) foi mesmo favorecida”.

O Jornal de Hoje trata de despacho do juiz Verlano Medeiros, em cima de Recurso Contra Expedição de Diploma (RECED) que advogados da candidata derrotada à Prefeitura de Mossoró, deputada estadual Larissa Rosado (PSB), protocolaram no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

Verlano Medeiros cobra farta documentação (Foto Canindé Soares)

A ação tem basicamente o mesmo conteúdo de ação que corre na 33ª Zona Eleitoral em Mossoró, julgada há apenas poucos dias pelo juiz José Herval Sampaio Júnior – em que decidiu pela cassação da candidata governista Cláudia Regina e seu vice Wellington Filho (PMDB), além de lhes aplicar outras sanções.

Vale lembrar que essa sentença teve seus efeitos suspensos pelo juiz da 34ª Zona Eleitoral, Pedro Cordeiro Júnior, após apreciar embargos de declaração de advogados de Cláudia e Wellington. Cordeiro substituía Herval, que entrara em férias na 33ª Zona Eleitoral.

Ministério Público

O Ministério Público Eleitoral (MPE), não satisfeito com a decisão de Pedro, apresentou questionamento à Justiça ainda nesta semana.

O vespertino natalense informa que o juiz Verlano Medeiros, com assento no TRE, emitiu uma série de determinações para se nutrir de maiores elementos técnicos, para embasar uma decisão sobre a matéria. Ele poderá ouvir posteriormente alguns nomes citados, desde prefeita e vice-prefeito cassados a governadora.

Além do Governo do Estado, Verlano Medeiros pede informações à Prefeitura de Mossoró, à Justiça Eleitoral em primeira instância, ao Departamento de Avição Civil (DAC) e à Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO).

Nesses dois últimos, organismos federais, o magistrado objetiva identificar se há elementos para comprovar abuso no uso do avião Bandeirante E 110 P1 (prefixo PP-ERN) na campanha eleitoral.

A aeronave pousou 56 vezes no Aeroporto Dix-sept Rosado (Mossoró), somente no último mês da disputa eleitoral (Veja AQUI) – setembro de 2012. Em todo o ano anterior, 2011, o mesmo avião ‘pisou’ em solo mossoroense 98 vezes.

Imprensa

No mesmo despacho, Verlano Medeiros vai mais além. Cobra dos jornais De Fato, Correio da Tarde e Gazeta do Oeste, bem como das rádios Libertadora, RPC e Difusora, apresentação de relatórios e documentos referentes a pagamento de propaganda oficial do Estado e da Prefeitura nos exercícios de 2011 e 2012 (com respectivas notas fiscais). O mesmo é solicitado à TV Cabo Mossoró (TCM).

O RECED dos advogados de Larissa segue a mesma disposição manifestada implicitamente pelo MPE, através das promotoras Ana Ximenes e Karine Crispim. Identificando morosidade nos juízes de primeira instância para julgamento de denúncias, elas resolveram aportar diretamente no TRE, onde o rito de julgamento é mais célere.

Está com o mesmo juiz Verlano um RECED assinado pelas promotoras, em que elas elencam sete denúncias formuladas para pedido de cassação de diploma de Cláudia e Wellington, por captação ilícita de votos, uso da máquina pública e abuso do poder econômico.  Veja AQUI.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público
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