“O número dos que nos invejam confirma nossas capacidades.”
Oscar Wilde
Jornalismo com Opinião
“O número dos que nos invejam confirma nossas capacidades.”
Oscar Wilde
Desprestigiado pelo médico Bruno Filho (PMDB), seu vice-prefeito, o prefeito Manoel Cunha Neto, o ‘Souza’ (PP), pode oferecer às eleições de outubro uma considerável e surpreendente novidade à política da salinésia. Os bastidores estão com temperatura escaldante em Areia Branca.
A falta de espaço – até aqui – no palanque a que pertence há 16 anos, leva Souza a gerar projeto eleitoral em faixa própria. Caminha para fazer a enfermeira Lidiane Garcia (PSB), secretária de Saúde, sua opção à prefeitura. O quadro se desenha assim, de forma aparentemente enviesada.
Ela vai se desincompatibilizar do cargo de secretária municipal da Saúde amanhã (segunda-feira, 4), às 10h, em solenidade marcada para a Câmara Municipal.
Souza poderá estar perdendo uma auxiliar de reconhecida popularidade e valor gerencial, mas empinando um nome novo na sucessão areia-branquense. Não tem tradição política ou advém de família tradicional. É povo.
Há cerca de um mês, Bruno – que é pré-candidato a prefeito, articulou em Natal, com os deputados Henrique Alves (PMDB) e João Maia (PR), o fechamento de uma chapa. Chegou a fazer reuniões, tudo à revelia de Souza, com quem tinha compromisso de vê-lo indicar seu vice. Tinha, que se diga.
Vazou informação de que Henrique Alves aconselhara Bruno a conversar com Souza e aceitar o vice que ele (Souza) indicasse, devido a “coerência” que o prefeito desmonstrava em apoiá-lo. Segundo essas mesmas fontes, o presidente local do PMDB, ex-vereador Cleodon Bezerra, reforçou essa informação e tese.
De pai para filha
Souza lutou com fervor a legalidade da postulação de Bruno. Nos escaninhos da Justiça, alguns processos foram defendidos e acompanhados pelo prefeito. E, mesmo assim, não se pode afirmar com plena segurança que o ex-prefeito (duas vezes) Bruno tenha superado todo esse cipoal legalista.
Há uma insegurança político-jurídica rondando Bruno.
Num município que há anos convive com permanente judicialização de sua política, o atual vice-prefeito e ex-prefeito Bruno corre perigo até mesmo de não ser candidato a prefeito. O próprio Bruno já foi cassado em 2004, quando estava no segundo mandato como prefeito.
Numa operação emergencial, Bruno costura meios para viabilizar sua filha Luana Pedrosa (PMDB) como substituta, numa espécie de sucessão dinástica.
Sai o pai, entraria a filha. Tudo em família. Não se viabilizando a prefeito, a filha o representaria no topo da chapa majoritária. Difícil é o próprio PMDB de Cleodon engolir a solução caseira, além de outros partidos da base governista.
Souza, isolado e praticamente banido do processo sucessório por Bruno, parece ter assumido outro caminho. Bruno ou Luana à sua sucessão? Para o prefeito, tanto faz. Há Lidiane.
O Blog do Carlos Santos publicou no dia 24 de abril deste ano, às 10h39, a reportagem sob o título “Preço de combustível faz de Mossoró ‘capital da exploração'”. A manchetinha complementava a chamada ao texto: “Cidade chega a ter gasolina por R$ 2,84, enquanto na Paraíba litro é encontrado por até R$ 2,39”.
Veja abaixo a reportagem na íntegra, além de mais dois link para matérias que complementam essa reportagem especial. Ajudará você a entender o que é a “Operação Vulcano”, desencadeada pela Polícia Federal à semana passada, contra o denominado “cartel dos combustíveis” de Mossoró.
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Como explicar e justificar que mais de 60 postos de combustíveis fixados na zona urbana de Mossoró há anos pratiquem preço final, ao consumidor, com diferença de valores/litro que não passa de R$ 0,01 ou no máximo 0,03 centavos de um para outro? Estaria existindo ‘coincidência’ nessa horizontalidade de preços ou um disfarçado cartel?
O Blog do Carlos Santos percorreu entre sexta-feira (20) e segunda-feira (23), um trajeto rodoviário e urbano superior a mil quilômetros, entre três estados. Levantou informação elementar, consultou especialistas no assunto, estudou legislação pertinente e pesquisou dados técnicos em fontes como a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Ficou comprovado que quanto maior é o adensamento populacional e pulverização de empresas, maior a concorrência.
Entre o Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, as discrepâncias de valores são alarmantes. Mas nada se compara, em termos de preço – sem escolha -, ao que é imposto ao consumidor mossoroense.
Mossoró destaca-se negativamente por dois fatores que se entrelaçam, formando uma camisa-de-força espoliadora: tem o valor mais alto na bomba (chega a R$, 2,84/litro) e convive com a inexistência de concorrência.
Um posto com galonagem (venda total) de 1 milhão de litros/mês mantém seu preço igual, pouco inferior (ou superior) àquele que vende 200 mil litros/mês. Custos e margem de lucro são praticamente idênticos entre empresas tão distintas no faturamento? Parecem ter um único dono. Seria um monopólio ou oligopólio? Um cartel?
Em João Pessoa (PB), por exemplo, esse fenômeno mossoroense inexiste. Enquanto em Mossoró um princípio basilar da economia de mercado foi deletada, ou seja, a livre concorrência, na capital paraibana e área metropolitana causam espanto a diferença de preços do mesmo produto, entre postos com a mesma bandeira (marca da distribuidora) e em curta distância de um para outro. O consumidor agradece, pois a oscilação é sempre para baixo.
Às margens da BR-101, João Pessoa tem um posto BR-Petrobras vendendo gasolina comum a R$ 2,67. Mas a pouco mais de 200 metros, outro da mesma distribuidora, já negocia esse produto a R$ 2,55. Para espanto do consumidor, um pouco mais à frente, um de bandeira Shell mercadeja a gasolina com a mesma característica química por apenas R$ 2,39/litro.
ECONOMIA – Num comparativo com o ‘teto’ de Mossoró (R$ 2,84), é de 45 centavos por litro a poupança na bomba nesse posto na Paraíba. Num cálculo rápido, é fácil se chegar à economia de R$ 22,50 em 50 litros de gasolina comum. Se o proprietário de veículo botar 50 litros por semana, em um ano (52 semanas) ele terá economizado R$ 1.170,00. Uma bela vantagem.
Em Conde (PB), postos com menos de 1km distanciados um do outro ofertam preços convidativos: R$ 2,49 e R$ 2,39. Em Bayeux (PB), postos com a mesma bandeira BR-Petrobras e muito próximos, têm o produto a R$ 2,39 ou R$ 2,56. Entre Mamanguape (PB) e Mataraca (PB), outra clara concorrência: R$ 2,69 e R$ 2,49, respectivamente.
No Rio Grande do Norte, municípios como Santa Maria, Riachuelo e Cachoeira do Sapo – às margens da BR-304 – têm gasolina comum a R$ 2,49. Porém, entre Fernando Pedrosa e Angicos, postos com uma mesma bandeira e assistidos por idêntica transportadora, oscilam seus preços de forma expressiva. Um a R$ 2,62 e o outro a R$ 2,79. Num percurso de pouquíssimos quilômetros, um sobrepreço de R$ 0,17 por litro.
Em Pernambuco, na região metropolitana conurbada de Recife, a guerra entre os postos é notória. Na capital, o Blog encontrou muitas variações de preços, mas sendo muito comum o valor de R$ 2,67. Em Abreu e Lima (R$ 2,73), Paulista (R$ 2,79), Olinda (R$ 2,76), Igarassu (R$ 2,74). Em Goiana, Zona da Mata, era possível comprar gasolina comum a R$ 2,69 na segunda-feira (23), às margens da duplicada BR-101.
Em Mossoró, o preço da gasolina comum varia normalmente entre R$ 2,80 e R$ 2,82. Em áreas mais afastadas do aglomerado urbano, pode ser obtido algo menos escorchante. Mas no site da ANP, conforme relatório de sua pesquisa regular em todo o país, com 555 postos, havia quem vendesse a gasolina comum a R$ 2,84, no último dia 18, no bairro Aeroporto.
Paradoxo
O consumidor de Mossoró, pelo levantamento feito pelo Blog, é vítima de um paradoxo: o município está no centro da maior área produtora de petróleo em terra no Brasil, mas tem que aguentar o preço mais caro pela gasolina. Triste coincidência ou crime contra economia popular? A “capital do petróleo”, epíteto que o ufanismo e a propaganda oficial gostam de bradar, é uma farsa. Casa de ferreiro, espeto de pau. Cabe outra classificação: “Capital da Exploração”.
Segundo estimativas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), os carteis geram um sobrepreço estimado entre 10 e 20% comparado ao praticado em um mercado competitivo. Podem causar um prejuízo de centenas de bilhões de reais aos consumidores no Brasil, todos os anos.
Legalmente, é difícil provar a existência de cartel no Brasil. Imagine em Mossoró, espécie de Faixa de Gaza, terra sem lei ou da lei do mais forte.
A legislação exige comprovação documental de reunião entre interessados, revelando manobra para acerto de preços e outras ações que inibam entrada de concorrentes e que fixam preços ou cotas de produção, divisão de clientes e de mercados de atuação.
Acompanhe este assunto também pelo nosso endereço no Twitter AQUI.
A lei é prodigiosa, feita para não funcionar. Suas exigências chegam próximo de definir que integrantes de algum cartel assinem termo de compromisso para bandidagem, passando ao formalismo em cartório, com assinaturas e carimbos, gravações em áudio e vídeo, além de publicização em jornais, Web, TV e rádio. Surreal.
A legislação só faltava mesmo regulamentar a confissão coletiva dos membros de um suposto cartel, como meio definitivo ao enquadramento cível e penal dos implicados.
É tão difícil de se materializar esse tipo de crime, como esperar que um torcedor do Flamengo adira ao Vasco.
Essa discussão está longe de ser um prélio teológico-filosófico, como em relação à existência ou não de Deus. Pode até não existir comprovação científica de que Deus exista, porém isso não significa que Ele não exista. O mesmo se aplica aos carteis.
VEJA ABAIXO outras duas matérias dessa reportagem especial:
– Combustível tem mais ganância do que imposto AQUI;
– Suposto cartel é quase intocável em Mossoró AQUI.
Veja AQUI o link desse reportagem original, no dia 24 de abril deste ano.
Acontece neste domingo, 03 de junho, no Porcino Park Center, a partir das 12h, a 5ª Feijoada da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mossoró.
O valor da senha custa R$10,00
Garanta seu acesso a essa festa de solidariedade pelo número (84) 3315-2660.
Além da feijoada e da solidariedade, os participantes ainda terão um elenco de artistas locais se apresentando no palco.
Por Florbela Espanca
Escreve-me! Ainda que seja só
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d’açucenas!
Escreve-me!Há tanto,há tanto tempo
Que te não vejo, amor!Meu coração
Morreu já,e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d’oração!
“Amo-te!”Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d’amor e felicidade!
Não queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda então…brandas…serenas…
Cinco pétalas roxas de saudade…
Floberla Espanca (1894-1930) – Poetisa portuguesa
Por Vicente Serejo (O Jornal de Hoje)
A falta de nitidez partidária e ideológica nas retóricas tem sido o traço marcante dos partidos no Rio Grande do Norte. As últimas cores das nossas vozes – se é que a voz tem cor – o verde e o vermelho, ficaram como marcas do ciclo protagonizado por Dinarte Mariz e Aluizio Alves.
Depois, mas ainda com a presença dos dois, veio a Paz Pública destruindo o que restava de coerência. O primeiro já lutava para eleger o próprio filho e, o segundo, para voltar ao poder, sob o pretexto de se vingar do seu adversário.
A maldição da criatura contra os seus criadores foi maior do que a história deles dois. A paz dita pública ainda duraria quase dois governos – de Tarcísio e grande parte de Lavoisier Maia – até que outra vez Aluizio estivesse nutrido. Ele e suas empresas, para um rompimento que se daria nas ruas quando o líder de sessenta viu que a ambição oligárquica de Tarcísio não tinha limite.
Impôs o filho, José Agripino, depois de fazê-lo prefeito biônico de Natal, derrotando Aluizio com 107 mil votos de vantagem absoluta.
A rigor, o Rio Grande do Norte já tinha uma ancestralidade recente de acordão quando estourou o golpe militar de 64. Dinarte era um dos líderes civis do movimento e tinha, por isso, toda coerência para assumir a Arena. Mas Aluizio, tentando se abrigar no guarda-chuva do poder inventou a Arena Verde e nela sucumbiria cassado ao lado de irmãos e amigos.
Tudo por não cumprir, naquela hora, seu destino de resistência como outras lideranças nordestinas, revelando-se o conservador que ele nunca deixou de ser. A resistência ideológica no Rio Grande do Norte foi mais intelectual do que política. E mesmo os que fundariam o MDB foram quase todos, bacharéis. Vindos da Faculdade de Direito e herdeiros de sua inegável tradição libertária.
O MDB, ironizado por Aluizio – ‘cabe num Wolksvagem’- então chefe da Arena Verde, abrigou as candidaturas precoces de Henrique, a federal, e Garibaldi, estadual – mantendo o aluizismo até que o líder maior voltasse a existir na redemocratização como ministro de Tancredo Neves.
De tudo, das arenas vermelha, verde e da paz pública, nasceu o cenário que temos até hoje, feito muito mais de escombros salvados do rescaldo das rendições e dos acordos de poder do que da resistência que não empreendemos. Os filhos assumiram o palco e mantiveram o modelo.
O PMDB dividiu-se em dois para eleger Rosalba Ciarlini para o Senado e o Governo, e quase todos foram às ruas ao lado do PT, agradando ao Palácio do Planalto, quando as urnas de Natal puniram, exemplarmente, o acordão espúrio.
Seria muito simplório imaginar que o desgaste das gestões de Micarla de Sousa e Rosalba Ciarlini nada tem a ver com o passado. Não somos partidários nem ideológicos em nada. Nem o PT que mostrou sua falta de pudor ao aceitar o apoio de todos para conquistar uma Natal que já lhe derrotou várias vezes. Perdeu para ele mesmo.
A não ser que se queira acreditar na vitória de Micarla de Sousa, no primeiro turno, como uma prova de sua liderança e do senador José Agripino. Coisa que só os tolos acreditariam.
Vicente Serejo é jornalista e cronista
* Texto originalmente publicado n’O Jornal de Hoje (Natal)
Rosalba Ciarlini (DEM) sente calafrios com o fato de Micarla de Sousa (PV) estar cumprir os últimos meses de mandato. É provável que a ira do natalense se volte, toda, contra ela, a partir daí.
Até o momento, a governadora Rosalba ajuda Micarla e a prefeita ajuda Rosalba. Dividem o capital de reprovação dos natalenses e representam as duas faces de uma mesma moeda desvalorizadíssima.
Uma tem péssima gestão; a outra não fica atrás.
Ambas têm praticamente o mesmo discurso e ‘equipamento’ de justificativa ao desastre: a culpa é do passado. Não param de olhar pelo ‘retrovisor’.
Em janeiro, Rosalba pega toda a herança da imagem de desapontamento deixada por Micarla de Sousa. Deixará de dividir os holofotes, carreando para si as atenções.
Trabalho hercúleo pro seu marketing.
Por Mauro Santayana
As tentativas de apaziguamento e de acordos discretos não reduziram o medo, quase pânico, que sacode as glândulas de numerosos homens públicos. A miniaturização dos processos de captação de voz e de imagem torna qualquer conversa um risco. Muitos deles começam a buscar, na memória, frases ditas sem cuidados e sem malícia, pelo telefone, ou pessoalmente, a pessoas de pouca confiança.
Teme-se, e com alguma razão, que a manipulação dos registros de voz torne qualquer conversa um libelo. Não obstante o medo, e, provavelmente, o surgimento de suspeitas infundadas contra homens honrados, o vendaval será saudável.
Há décadas que o público e o privado se tornaram uma coisa só, na vida brasileira. Apesar da luta permanente de inúmeros representantes do povo, nas casas parlamentares e no poder executivo, e de magistrados de lisura incontestável, contra o assalto ao bem comum, todos os poderes republicanos se encontram infestados, principalmente a partir do desmonte do Estado, pelo neoliberalismo. Para que isso fosse possível, mudaram-se as leis, para que tudo fosse permitido em favor do mercado, até mesmo a entrega dos bens nacionais aos aventureiros.
Embora em casos isolados, comprovou-se também a canalhice de juízes vendedores de sentenças, quando não cúmplices de superfaturamento de obras do Poder Judiciário, como ocorreu com conhecido magistrado trabalhista de São Paulo. Os juízes podem errar, e erram, mas os seus votos não podem submeter-se a outra instância que não seja a da reta consciência.
A mais grave infecção é a que afeta o Poder Legislativo. Ainda que, no imaginário popular, o mais alto poder se localize na Presidência da República, ele está no Congresso Nacional. O Congresso é, em sua missão republicana, o povo reunido, para ditar as leis, fiscalizar seu cumprimento pelo poder executivo, e decidir, com o seu consentimento, a formação do mais alto tribunal da República, encarregado de assegurar o cumprimento dos preceitos constitucionais, o STF.
Os vícios de nossos ritos eleitorais comprometem a composição das casas parlamentares. Não são os partidos que formam as bancadas, mas, sim, os interesses corporativos, e até mesmo as associações de celerados. Como estamos comprovando, o crime organizado também envia aos parlamentos os seus representantes.
Enganam-se os que supõem ser possível domar a Comissão; ela vacila nessas primeiras horas, mas isso não indica claudicação duradoura.
Há alguns meses, neste mesmo espaço, lembramos que um poder adormecido começa a despertar, aqui e no mundo: o poder dos cidadãos. A tecnologia trouxe muitos males, mas também a ágora para dentro de casa. E a consciência da responsabilidade de cada um faz com que as praças do mundo inteiro se tornem a ágora comum, para a afirmação de uma humanidade que parecia perdida.
A Grécia volta a ser o exemplo da razão política, que deve prevalecer sobre o que Viviane Forester chamou de “l’horreur économique”. O povo grego está vencendo, com seu destemor, a poderosa coligação de banqueiros, sob a proteção da Alemanha, e se recusando a pagar, com o desemprego e a miséria, a crise atual do capitalismo predador.
A ação investigatória, entre nós, não pode conduzir-se pela insensatez das caças às bruxas, nem os protestos dos cidadãos serem manipulados pelo poder econômico. Não estamos mais no tempo das fogueiras, mas na civilização dos direitos fundamentais do homem.
Toda punição aos culpados, se a culpa for estabelecida, terá que obedecer aos mandamentos da lei, com o pleno direito de defesa. E, confirmado o peculato, os valores desviados devem ser devolvidos ao Tesouro.
Os principais envolvidos nas investigações da Polícia Federal e do Ministério Público estão sendo assistidos por advogados caros e reputados como competentes. Eles cumprem o seu dever, definido por uma carta famosa de Ruy Barbosa a Evaristo de Moraes: qualquer réu tem o direito de defesa, e seu advogado deve empregar todo seu conhecimento e toda sua inteligência no cumprimento do mandato.
Sem o furor dos savanarolas, mas com o rigor da lei e da justiça, a CPI e, em seguida, o Poder Judiciário, são chamados a restabelecer a ordem do estado republicano e democrático, que se fundamenta na administração transparente dos bens comuns, no benefício de todos.
É hora de reconstruir o Estado e, assim, devolver ao povo o que só ao povo pertence.
Mauro Santayana é jornalista e escreve para o Jornal do Brasil On Line
“Para o sábio, o suficiente é abundância.”
Provérbio Chinês
O deputado federal João Maia tirou seu PR do Governo Micarla de Sousa (PV) pedindo “desculpas” a Natal. Admitiu o erro e expôs o arrependimento.
Há poucos meses, ele e seu PR pularam no convés do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) sem pedirem desculpas antecipadas aos seus eleitores, que tinham colocado ambos na oposição.
Vamos aguardar a decidiva do choro.
Cabe.
A prefeita do Natal, Micarla de Sousa formalizará até a próxima semana denuncia ao Ministério da Saúde (MS) e ao Conselho Nacional de Saúde(CNS) contra o Governo do Estado por falta de repasses de recursos da ordem de cerca de R$ 22 milhões, repassados pelo Governo Federal para a Secretaria Municipal do Natal(SMS).
Há 60 dias houve uma reunião com a governadora Rosalba Ciarlini, que assegurou repassar de cerca de R$ 4 milhões, como parte da dívida, para conclusão da UPA da Cidade da Esperança, e início da construção das UPAs de Nossa Senhora da Apresentação e do Planalto. “Até agora não recebemos nenhum centavo. Já estamos concluindo a UPA da Cidade da Esperança com recursos totalmente do município,” declarou a prefeita.
“Faço um apelo apelo ao Governo do Estado, a governadora para que possa olhar para nossa cidade sem pré-julgamento, sem conotação política. Natal não pode pagar pelo sucateamento da saúde do Rio Grande do Norte. Não estamos pedido nenhum favor, apenas que o governo cumpra com suas obrigações”.
Saiba mais AQUI.
Transferências em massa de eleitores podem resultar em muita dor de cabeça nas próximas semanas. Pelo menos em Mossoró, há um trabalho silencioso da Justiça Eleitoral, rastreando possíveis irregularidades.
Eleitores que atestaram falso domicílio eleitoral e possíveis beneficiados com a fraude podem responder judicialmente por isso.
Aguarde.
Depois trago novidades.
Do Blog do BG
A atriz potiguar Titina Medeiros, 35, que está engrandecendo a telinha na pele da incorrigível Socorro, em “Cheias de Charme”, assim como a personagem, não tem papas na língua. Em entrevista feita ao portal F5, da Folha de São Paulo, ela simplesmente detonou a prefeita Micarla de Sousa (PV) e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM).
Questionada sobre o Circuito Cultural de Natal, ela desabafou: “Está muito sofrida a cultura do meu estado. Quando há festivais as casas de espetáculo têm, em media, 80% de público, mas estamos num lugar muito triste porque a prefeita destruiu nossa cidade. E ainda entrou uma governadora igual.”
Ela ainda disse que a cultura no Rio Grande do Norte está em estado de falência muito grande.
“O que nos mantém são os editais públicos, e como o grupo (Clowns de Shakespeare) já tem uma história a gente consegue sobreviver. Essa coisa de eu estar na Globo bate para o potiguar como um motivo de orgulho. Eles dizem ‘pelo menos ela’. Sou muito apaixonada pela minha terra, mas falta aquele incentivo. O público potiguar nem sabe que existe tanta gente boa. Temos muita qualidade” – comenta.
Representantes de alguns partidos que anunciaram apoio à postulação a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) estão amuados. Não escondem crescente desapontamento.
Confirmando-se a aceitação da presença do professor Josivan Barbosa (PT) como seu candidato a vice, a pré-candidata a prefeito de Mossoró deve enfrentar resistências.
O desembarque de última hora da sigla e do ex-pré-candidato a prefeito, que passaram meses satanizando Larissa, o PSB e seu grupo, é visto como intempestivo e incoerente.
Alguns partidos têm conversado à parte, num trabalho articulado, que cobra discussão mais amiúde sobre a montagem da chapa majoritária.
Outro ponto, é que muitos não querem coligação à Câmara Municipal com o PT. O petismo até bem pouco tempo mantinha ortodoxa posição de não aceitar aliança a vereador.
Nota do Blog – Até sexta-feira da semana passada, Josivan dava entrevista dizendo que não havia hipótese alguma de ser vice. Em várias entrevistas tratou a pré-candidata como “um atraso”, criticou o PSB e apontou a deputada federal Sandra Rosado (PSB), líder pessebista, como culpada por suposta ingerência em assuntos internos do PT.
Esse relativismo moral, que considera natural mudar de opinião como quem troca de roupa, tem sido uma das principais críticas da sociedade à classe política.
O deputado federal João Maia se reuniu na manhã deste sábado (02), em sua residência, com o presidente do PR em Parnamirim e o vice-prefeito Epifânio Bezerra.
Depois de uma longa conversa, João Maia fez questão de anunciar em seu Twitter a confirmação de apoio à candidatura do deputado estadual Gilson Moura (PV/RN) para prefeitura de Parnamirim – pleito de outubro deste ano.
João Maia postou: “Estou reunido neste momento com Cabral, presidente do PR em Parnamirim, e o vice-prefeito Epifânio Bezerra, reafirmando nossa decisão de caminhar com Gilson Moura e os partidos aliados para a vitória em 7 de outubro. Governaremos juntos pelo povo de Parnamirim e por uma cidade mais humanizada”.
Micarla de Sousa (PV) fala mal de Rosalba, que também fala mal de Micarla. As duas amigas e aliadas políticas da campanha municipal de 2008 e da campanha estadual de 2010, estranham-se agora.
Mas nada é por acaso. As duas precisam satanizar-se, uma a outra, na expectativa de transferir responsabilidades pela má gestão na prefeitura e estado. A reprovação em Natal, de ambas, é uma disputa feérica e frenética.
A prefeita passou a mirar a governadora Rosalba Ciarlini (DEM), responsabilizando-a pelo caos na Saúde da capital. Durante coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (1º), a prefeita disse denunciará a governadora ao Conselho Nacional de Saúde e ao Ministério da Saúde por falta de repasse nas verbas da saúde. Considerou um “boicote político” passar um ano e cinco meses sem receber repasses do Estado.
“Ela [Micarla] teve esse tempo todinho para fazer sua parte. Eu fui prefeita e nunca precisei do Governo do Estado para fazer funcionarem os postos e unidades de saúde. Se os postos estivessem funcionando, nós teríamos uma redução da demanda nos hospitais”, declarou Rosalba ao portal Nominuto.com. Contudo, não rebateu a informação da prefeita, quanto ao não-repasse.
“Tenho certeza de que quando assumiu encontrou a prefeitura do mesmo jeito”, estimou Rosalba.
Na campanha municipal de 2008, Micarla teve a então senadora Rosalba em seu palanque, contras as estruturas da prefeitura, estado e governo federal. Micarla venceu. Já em 2008, concorrendo ao governo estadual, Rosalba foi orientada por seu marketing a evitar a presença da prefeita e sua imagem foi banida dos programas eleitorais.
Na iminência de ser candidata à reeleição, Micarla dá o troco e por estratégia política tenta empurrar para Rosalba um pouco ou muito do seu capital negativo. Rosalba devolve reage, pois já está no caminho da própria prefeita, como enorme possibilidade de bater recorde de reprovação ostentado pela governante municipal.
Na verdade, as duas estão certas. Uma não deixa nada a dever em relação a outra até aqui. Juntas, perceberam, podem ser um mal insanável de parte a parte. Por isso que passam a gerar um estranho duelo, que procura exorcizar a ‘companhia’ da outra.
Pobre Natal!
A prefeita de Natal, jornalista Micarla de Sousa (PV), surtou de vez. E não falta quem lhe incentive a acreditar que poderá ser reeleita.
Ela deverá anunciar nos próximos dias que tentará a reeleição.
Seu maior trunfo: a hipotética eliminação do ex-prefeito e desafeto Carlos Eduardo Alves (PDT) do processo sucessório, após sua manobra para reprovação de contas dele na Câmara Municipal.
Esse é mais um caso típico de delírio pessoal, que encontra amparo na “corte”. A rainha está nua e ninguém tem coragem ou distanciamento crítico para lhe avisar. Deixam-na pagar mico, para tirar proveito do que resta de poder.
Uma avaliação sem muito esforço mostra, claramente, que a estratégia de “amputação” do nome de Carlos não ajuda em nada à prefeita. O caso de reprovação de seu governo e rejeição pessoal que conseguiu atrair são tão superlativos, que Micarla precisa ser candidata única – e olhe lá – para vencer. Seria por “W.O”.
Qualquer nome representativo da oposição à prefeita, ligado a Carlos e à ex-governadora Wilma de Faria (PSB), se ele realmente não puder ser candidato, tem condições de causar um estrago desmedido na postulação de Micarla. A prefeita não percebeu que seu problema não é Carlos Eduardo ou Wilma: é ela mesma.
Quem chegou a ter mais de 90% de repulsa popular, não pode continuar procurando explicações e justificativas nos outros.
Para Micarla, tirar Carlos de cena é muito mais uma obsessão pessoal do que uma estratégica político-eleitoral. Falta muito mais para granjear a simpatia – novamente – dos natalenses. A governante perdeu o tempo e o bonde da história. Agora, apenas esperneia e delira com o aplauso de sua entourage que vive os últimos meses de poder.
Veja adiante, também, que Micarla aposta no crescente desgaste da ex-aliada Rosalba Ciarlini (DEM) para crescer nas pesquisas, transferindo responsabilidades.
Blog do Gutemberg Moura
A pré-candidata a prefeita pelo DEM, Cláudia Regina, reuniu-se no início da noite desta sexta-feira (01/06) com as representações dos partidos que devem integrar sua base de alianças para a disputa pela Prefeitura de Mossoró. O encontro aconteceu na residência da prefeita Fafá Rosado (DEM).
Participaram da reunião, os dirigentes dos seguintes partidos: DEM, PMDB, PR, PMN, PSL, PSDB, PTN e PSC. Em pauta, a contribuição de cada partido para o programa de governo da pré-candidata democrata.
No encontro, Cláudia Regina disse que as alianças que estão sendo construídas entre os partidos não se resumiam a um projeto eleitoral. “Todos integram um projeto maior que começava pelo eleitoral mas se estendia também pela parceria administrativa no futuro”, afirmou ela.
“Nosso modo de fazer política sempre foi assim, fazendo construções coletivas e é assim que queremos nos conduzir em relação aos partidos aliados”, disse Cláudia Regina, que ainda poderá ter o apoio de outros partidos.
Nota do Blog do Carlos Santos – Além da pré-candidata e prefeita, participaram nomes como Izabel Montenegro (dirigente do PMDB), pré-candidato a vice-prefeito Wellington Filho (PMDB), prefeito de fato Gustavo Rosado (PV), deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), advogado Vicente Venâncio e ex-deputado estadual Manoel Mário.
Representantes dos 13 partidos apoiadores da pré-candidatura a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e de segmentos sociais discutirão diretrizes do Plano de Governo, neste sábado (2), às 8h, no campus Mossoró da Universidade Potiguar (UnP).
As oficinas abordarão Saúde, Segurança Pública, Educação, Desenvolvimento Urbano, Agricultura Familiar, Desenvolvimento Territorial, Esporte, Lazer, Juventude e Desenvolvimento Social.
Com informações da Assessoria de Imprensa da Pré-candidata.
Do site Ceará Agora
O anúncio da antecipação da data de pagamento do 13º salário dos servidores estaduais foi feito nessa sexta-feira (1º), pelo Governo do Estado, através da Secretaria da Fazenda. A medida classifica o Ceará como o primeiro Estado brasileiro a pagar o benefício.
O pagamento será efetuado em uma única parcela no próximo dia 25 de junho, representando um desembolso de R$ 247 milhões aos cofres públicos. Para o secretário Mauro Filho, com a injeção dos recursos, o pagamento irá movimentar a economia cearense.
Atualmente, o Estado mantém em sua folha de pagamento 153 mil servidores, sendo 100 mil ativos, 34 mil servidores inativos e 16 mil pensionistas, o equivalente a R$ 492 milhões/ mês. Na primeira parcela do 13º, os servidores deverão receber 50% dos seus rendimentos sem qualquer desconto, pois os mesmos somente serão efetuados na segunda parcela do benefício.
A Policia Militar do Rio Grande do Norte, através da Lei Complementar 463 de 03/01/2012 (implementada no atual governo), teve seus vencimentos reajustados para ter vigência a partir de julho de 2012. Mas…
Infelizmente, nem tudo que é lei e assinado pelo governo, pode ser levado a sério. Assim tem ocorrido com outras categorias.
Um soldado em inicio de carreira – por essa lei – deve passar a ganhar R$ 2.200,00.
A expectativa na corporação é enorme. Acontece que a propria lei diz que a vigência fica condicionada ao cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que virou desculpas e justificativas para todos os males que recaem sobre servidores do Estado.
Ontem, o Estado divulgou os numeros da LRF. Segundo a interpretação dos números, o Estado continua no limite prudencial. O próximo relatório sairá somente em setembro.
A Policia Civil – é bom lembrarmos – conseguiu seu reajuste no ano passado depois de semanas em greve. Tomara que Governo do Estado e Militares tenham muito calma.
Prudência de lado a lado, para que esse ‘cabo-de-guerra’ que se avizinha não termine esgarçado, quebrando justamente no lombo do cidadão, que tem convivido com o espectro do medo, sem a devida cobertura da Segurança Pública.
Torçamos para que cenas extremadas que ocorreram no Rio de Janeiro, Ceará, Bahia etc. não ganhem corpo no Rio Grande do Norte.
De qualquer modo, ouvido ao chão como bom índio Sioux, Comanche, Apache ou Navajo.
“O homem deve criar as oportunidades e não somente encontrá-las.”
Francis Bacon


