terça-feira - 20/09/2011 - 10:48h
Em Mossoró

Carlos Augusto visita Mossoró para “investir” no Nogueirão

O ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), desembarcou há poucos minutos no Aeroporto Governador Dix-sept Rosado, em Mossoró.

Chegou na aeronave do Governo do Estado, com a companhia da secretária estadual da Infra-estrutura, engenheira Kátia Pinto. No mesmo voo, o engenheiro Yuri Pinto, lotado no Tribunal de Contas do Estado (TCE), marido de Kátia.

Os dois engenheiros são ex-secretários do município de Mossoró.

Logo que chegaram, os três foram recebidos por correligionários, como o secretário local do DEM, bancário aposentado Pedro Moura; jornalista César Santos (diretor-geral do Jornal de Fato); ex-deputado estadual Manoel Mário e vice-prefeita Ruth Ciarlini (DEM).

Também os aguardavam no aeroporto, o empresário e ex-presidente do Potiguar, Manoel Barreto.

A comitiva seguiu direto para o Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão), bairro Nova Betânia.

Como este Blog informou ontem em primeira mão, o Estado tem projeto para investir cerca de R$ 8 milhões (inicialmente), na restauração do estádio.

A situação acontece num momento em que estão avançados entendimentos para permuta do estádio com a iniciativa privada, viabilizando construção de uma nova praça esportiva sem qualquer recurso público.

Depois trago mais detalhes sobre esse fato e seus bastidores “surpreendentes”.

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Categoria(s): Política
terça-feira - 20/09/2011 - 10:11h
Civilização do Século XXI

Saúde despreza médico experiente e concursado

Carlos,

Já havia prometido não falar neste assunto, mas…… que fazer? Retorno ao tema.

Até setembro de 2010, eu dava sobreaviso em neurologia com plantões semanais e cobria todos os internamentos de neurologia na enfermaria (Hospital Regional Tarcísio Maia-HRTM), com visitas diárias e pareceres em outras clínicas quando necessário.

Com o concurso do Estado a ser realizado, este meu atendimento (na época pagos com convênios com a Prefeitura Municipal de Mossoró-PMM) foi terminado e, lógico, o meu trabalho e assistência dados.

Como teste pessoal resolví fazer o concurso e, pra supresa de muitos e até minha fui aprovado, ficando com 10 (dez) em neurologia.

Fui chamado a Natal para assumir e, depois de idas e vindas com inúmeros exames, me informaram que não podia assumir, pois sou aposentado por tempo de serviço no Ministério da Saúde.

Dizer que não gosto do HRTM seria sacanagem. É lá que realizo as urgências, já que no consultório é mais suave.

Neste ano afastado já consegui recuperar em outras atividades o que lá no HTM ganhava e, com certeza não pretendo mais voltar.

Apenas lamento que esses fatos venham se repetindo há anos e, nada se resolve.

Um abração e, continue nesta luta.

Paiva Lopes – Webleitor e médico

Nota do Blog – Civilização estranha e “moderna” a nossa, não?

Civilização que despreza a experiência, a maturidade e a capacidade de um indivíduo, por entender que ele está “velho”.

A “burrocracia” emperra não apenas o serviço público, mas sobretudo despreza a vida e insulta a inteligência alheia.

Em Esparta, cidade-estado grega, há mais de 2.500 anos havia um colegiado formado apenas pelos cidadãos mais experientes, que ofertavam seu saber à existência da sociedade. Era a Gerusia.

Por aqui, ocorre o inverso, em pleno Século XXI.

Pobre Rio Grande “Sem Sorte”.

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terça-feira - 20/09/2011 - 09:37h
Governista, graças a Deus!

Nélter Queiroz não tem compromisso com o “erro”

Sabe aquele deputado que freneticamente combatia o Governo Rosalba Ciarlini (DEM), jurando de pés juntos que não formaria, em hipótese nenhuma, forças em sua bancada?

Ele mesmo, Nélter Queiroz (PMDB).

O parlamentar é governista, agora. Segue orientação partidária, justifica.

Ah, tá!

Hora de ele puxar do paletó um velho bordão de Juscelino Kubistcheck:

– Eu não tenho compromisso com o erro!

Então, tá!

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terça-feira - 20/09/2011 - 09:09h
A Givanildo Silva

Batismo sertanejo em Sousa-PB

Meu caro Givanildo Silva,

Daqui a pouquinho esbarro aí em sua sala. Levo, no alforje, um presente que agradaria a Quincas Berro D´água; a ti, com certeza, também.

É carga especial do sertão mineiro.

Tem o sabor do bom aguardente… huuumm!! Carrega o aroma campesino e o afeto desse seu irmão, consagrado sob à benção de dona Emília, sua mãe. Minha, credite-se, aceito que fui no seu coração imaculado, como filho temporão.

Meu batismo – de fato – fica para um pouco mais adiante, no solo sagrado de Sousa, sua Paraíba.  Paraíba de José Américo de Almeida e seu livro definitivo, “A bagaceira”.

Quero minha sagração no velho casarão de cômodos largos, na calçada que se espicha na direção da rua, no cantinho manso do coração da matriarca. Em qualquer lugar desse sertão de árvores retorcidas, sol que castiga e oferta luz, de um povo generoso e humilde.

Será com o beijo na fronte, como devem fazer os que querem bem; de joelhos, reverenciando a sabedoria e a placidez da mulher-guia. Apenas sentado, contemplando-a. Tocando suas mãos experientes, fitando-a no fundo d´alma e saudando-a: “A benção, mãe!”

Aí sim, só muito depois, podemos voltar a ser mais ou menos o que somos, também em Sousa: velhos dinossauros, pagãos empedernidos; uma gente fora de moda, ultrapassada. Calejados. Vividos, vivendo; aprendizes, ainda.

Ah! Chama o “Mangabeira” para nos acompanhar. Pelo que já narrastes em seu Blog, não me sai da cabeça a ideia de que ele seja um daqueles personagens humanos, gente de carne e osso, saídos das veredas descritas por Guimarães Rosa!

Bota uma Serra Limpa aí, “Givinha!”

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segunda-feira - 19/09/2011 - 23:59h

Pensando bem…

“Chamo caráter de um homem, a sua maneira habitual de ir à caça da felicidade. ”

Stendhal

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segunda-feira - 19/09/2011 - 23:57h
Saúde em Mossoró

Promotora pede audiência à governadora Rosalba Ciarlini

Promotora da Saúde, em Mossoró, Ana Ximenes assinala que não ensarrilha as armas. Segue sua cruzada, para garantia de funcionamento a contento de estruturas de saúde no município.

– Vamos ser a metrópole das UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde)? – indaga ela.

– E existe metrópole sem hospital de urgência e emergência, sem maternidade? – insiste.

Ela adianta que “hoje pedi audiência à governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Estou aguardando a resposta.”

Nota do Blog – O funcionamento da Casa de Saúde Dix-sept Rosado e do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) estão na pauta de trabalho da promotora.

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segunda-feira - 19/09/2011 - 23:52h
Ortopedia

Um drama que se arrasta no Tarcísio Maia

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) experimenta mais um drama para fechar sua escala de plantões.

Segundo o jornalista Cézar Alves, que tem se especializado em acompanhar, apresentar sugestões e cobrar providências sobretudo à saúde e segurança pública, “o que ocorre no HRTM é que o Governo do Estado convocou os médicos concursados no início do ano. Os atendimentos foram normalizados na época. Ótimo.”

Entretanto, “passados cinco meses, os médicos novos não receberam um centavo, muito embora o Governo do Estado estivesse batendo recorde de arrecadação. Foram embora.”

Veja abaixo a sequência de seu relato sobre o problema, em especial quanto à ortopedia no HRTM:

“Ficaram os médicos mais antigos, que já moravam em Mossoró. Só que não preenchiam a escala do mês inteiro. Ficavam pelo menos 12 dias sem plantonistas de ortopedia e anestesia.

Foram vários finais de semana trágicos no HRTM. O Estado decidiu por contratar plantões extras dos bravos médicos que ainda estão à disposição do Estado.

Mesmo assim ainda ficaram todos os domingos à noite do mês sem ortopedista. Como atender às pessoas vítimas de acidente? O diretor Ney Robson está viajando!

Uma saída seria o Estado fazer parceria com a Prefeitura de Mossoró e garantir o ortopedista nas noites de domingo no HRTM, que atende a todo o Oeste do RN.

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segunda-feira - 19/09/2011 - 23:46h
Nesta terça-feira

Secretários defendem empréstimo na AL

Explicar, tirar dúvidas e defender um empréstimo superior a R$ 540 milhões. Esses os objetivos da presença de dois secretários do Governo do Estado, à manhã dessa terça-feira (20), na Assembleia Legislativa.

Os secretários chefe da Casa Civil, Paulo de Tarso Fernandes, e de Planejamento, Obery Rodrigues, estarão na Comissão de Constituição e Justiça, em audiência marcada para as 8h30.

O deputado estadual Agnelo Alves (PDT) é o relator do projeto. E já avisou à imprensa que pretende fazer alterações no texto original do projeto do governo que tenta recursos no Banco Mundial.

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segunda-feira - 19/09/2011 - 23:35h
Sábado

Encontro Regional do PMDB acontecerá em Pau dos Ferros

Tudo definido para mais um Encontro Regional do PMDB.

Agora será em Pau dos Ferros.

O deputado estadual Gustavo Fernandes (PMDB), que organiza o evento em sua principal base eleitoral, antecipa que a mobilização partidária acontecerá a partir de 16h, no BNB, no próximo sábado (24).

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segunda-feira - 19/09/2011 - 23:31h
Lista do Diap

Três nomes com força em Brasília

Segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), pelo menos três congressistas potiguares estão em destaque em Brasília.

O deputado federal Henrique Alves (PMDB) e o senador José Agripino (DEM) são listados entre os 100 mais influentes. O primeiro, como hábil articulador e Agripino na condição de debatedor.

Já a deputada federal Fátima Bezerra (PT) aparece como parlamentar em “ascensão” no Congresso Nacional.

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segunda-feira - 19/09/2011 - 11:40h
Preço da palavra

Educação poderá retomar greve por falta de compromisso

Na próxima quarta-feira (21) o Sindicatos dos Trabalhadores em Educação do RN (SINTE/RN) participa de uma audiência com secretários do Governo e com a Casa Civil.

O encontro definirá o cumprimento, ou não, do acordo feito entre os trabalhadores e o Governo para o pagamento do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).

As mobilizações já começaram a acontecer em todo o Estado e a intenção dos servidores é retomar a greve, caso os Planos não sejam implantados como foi acordado em julho. Para a coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, não há motivo que justifique o retrocesso.

“O documento assinado não condicionava a nenhum limitador, ou seja, a Lei de Responsabilidade Fiscal não pode ser usada como motivo para o descumprimento do acordo como está sendo. Essa é a razão de nossa decisão em afirmar que a quebra do acordo será o responsável pela greve. Como não existe impessoalidade, a responsável será a governadora Rosalba Ciarlini (DEM)”, disse.

Com informações do Sinte/RN

Nota do Blog – Eu sempre achei o jogo do bicho uma atividade mais séria do que a política, para alguns agentes públicos.

Palavra não costuma ser algo muito levado em conta.

No jogo do bicho, vale o que está escrito. Entre alguns políticos, nem escrito vale.

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segunda-feira - 19/09/2011 - 10:01h
A um filho

Reverência à minha saudade

A saudade tem um gosto paradoxal: faz bem e atenua a falta; faz mal porque nos avisa que não estamos próximos.

Sempre tenho saudades. Cultivo-as como um sacrário. Presto-lhes homenagens não apenas com a lembrança, mas com reverência.

Hoje, do filho distante; perto, assim mesmo.

O filho que está em “Sum” Paulo e que não sai de mim.

O filho amado, de quem sou fã.

Amado a distância; querido, quando perto.

Amém!

Assim é minha saudade: reverencial.

Feliz aniversário, meu filho!

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segunda-feira - 19/09/2011 - 09:34h
Circo para a "galera"

Plano eleitoreiro prevê R$ 8 milhões para Estádio Nogueirão

Ouvidos ao chão, atenção redobrada. Sempre alerta, como bom escoteiro ou índio Sioux, Navajo ou Apache.

Nas entranhas do Governo do Estado está sendo elaborado um ousado plano político-eleitoreiro, pela via administrativa, que visa a campanha sucessória municipal de Mossoró.

Uma das apostas é na paixão do mossoroense pelo futebol e seus clubes profissionais de massa, Baraúnas e Potiguar.

Segundo duas fontes ligadas ao Governo do Estado, há estudo para se anunciar investimento para revitalização do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, o “Nogueirão”.

O investimento seria da ordem de R$ 8 milhões à garantia de restauração estrutural, além de outros serviços vistos como fundamental ao seu pleno uso.

Nota do Blog – Nada é por acaso. Lembre-se que 2012 é ano eleitoral.

O pensamento de “mexer” com a “galera”, via futebol, é associado ao ano eleitoral. Lógico.

A estratégia acontece num momento em que comissão organizada para traçar o futuro, do Nogueirão, avança em conversa com grupos empresariais de Mossoró e de outras plagas. Tenta permuta do estádio por outro novo em área a ser ainda definida. Um excelente negócio, sem envolver um tostão de dinheiro público.

De novo, ao mesmo tempo, a gente observa que a prioridade da elite política desta cidade é com “pão e circo”, como instrumentos de dominação.

Há semana passada, o secretário estadual da Saúde Pública, médico Domício Arruda, afirmou que o Estado precisaria de pelo menos R$ 18 milhões para deixar seus hospitais públicos a contento.

E agora, o zunzunzum revela que quase a metade disso pode ser despejado somente num estádio de futebol em Mossoró.

Nem falemos quanto ao Estádio das Dunas, em Natal, que vai nascer para uns poucos jogos da Copa do Mundo de 2014, sob a bagatela de mais de R$ 1,2 bi.

Enquanto isso, o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) não consegue sequer fechar sua equipe de plantão, para boa parte do mês.

Pobre Rio Grande “Sem Sorte”.

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domingo - 18/09/2011 - 23:37h

Pensando bem…

“A natureza fala, mas fala como uma alma deve falar a outra, sem intermédio dos lábios.”

Machado de Assis

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domingo - 18/09/2011 - 21:03h
Marina Elali

Letra e Música – 152

A cantora Marina Elali, norte-rio-grandense com formação musical nos Estados Unidos, é uma voz de fina harmonia. Afinação impecável.

Então, por que não começar esta semana com ela, heim?

Aproveite nossa sugestão; curta Me faça mais feliz, composição de sua autoria:

(…) Me deite no seu colo
Me ajude a descansar
Faça um carinho, amor
Me faça mais feliz.

O vídeo acima vale a pena.

Tenha uma boa semana.

A minha, de novo, será excelente! Amém!

Veja a letra AQUI.

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domingo - 18/09/2011 - 14:02h
Disputa aberta

Multidão, sem rumo, faz imprevisível sucessão em Mossoró

Somente 17,83% dos eleitores do município têm escolha, hoje, por alguma pré-candidatura a prefeito

"Fafá", quase sumindo, vê sucessão com maioria atordoada

O que os números da pesquisa Consult/Blog do Carlos Santos revelam de mais interessante? O que as entrelinhas sinalizam e exigem de nós, maior atenção, ao seu entendimento?

Como toda e qualquer pesquisa de opinião pública, sobre cenário político-eleitoral, essa sondagem realizada entre os dias 09 e 10 deste mês em Mossoró, pelo Instituto Consult de Natal (no mercado desde 1987), também produz diversas interpretações. Opiniões podem ser produzidas aos borbotões e para todos os gostos, com passionalidade ou não.

O cabedal de informações obtidas, ouvindo-se 600 pessoas, é extremamente interessante porque oferece a pouco mais de um ano das eleições municipais de Mossoró, uma ideia da complexidade da disputa que se aproxima. Existem muito mais interrogações do que certezas.

Uma certeza inquestionável?

O eleitor mossoroense anda em círculos, previne-se e aposta na melhor observação do quadro em movimento, para tomar uma posição mais firme. Se ele tem dúvidas, elas são alimentadas pela própria classe política, que está em convulsão. Também anda em círculos.

Apenas 17,83% dos eleitores têm preferência de nomes entre os que vêm à sua memória, conforme a pesquisa no ítem “Espontâneo”. Os “Indecisos” chegaram a 78,67%, além de 3,50% que não querem “Nenhum”.

Para simplificar como a disputa está aberta, sem favorito, é só simplificarmos: em cada 100 eleitores, apenas “quase” 18 manifestam preferência por essa ou aquela opção.

Esses números já foram menos alarmantes. Aumentaram vertiginosamente em sete meses, tempo que separa essa pesquisa da anterior do mesmo Instituto Consult, ocorrida entre os dias 12 e 14 de fevereiro último. Os indecisos eram 51,83%. Saltaram para 78,67%, ou seja, um aumento de 26,84%.

Ocorre um fenômeno: à medida que a campanha se aproxima, aumentam as dúvidas. E são dúvidas coerentes do eleitor, pois veja só mais um detalhe. Atente bem. Na pesquisa de fevereiro, o mossoroense citou 22 opções na “Espontânea” a prefeito. Agora, apenas 11. O próprio eleitor depurou suas escolhas, mas mesmo assim suas dúvidas se alargaram.

Na “Estimulada”, quando o eleitor tem opções apresentadas, há confirmação desse atordoamento. Os indecisos saíram de 6,33%  para R$ 18,83%. Houve uma triplicação.

Larissa: sinal amarelo

Larissa Rosado

A deputada estadual Larissa Rosado (PSB), praticamente posta à concorrência à prefeitura pela terceira vez consecutiva, desde as eleições de 2008, ganhou nutrientes nos sete meses de uma pesquisa para outra. Mas não tem muito o que comemorar. “Abra do olho”, diria uma expressão popular.

A atenção redobrada deriva justamente da dilatação espantosa dos indecisos.

Na Espontânea, por exemplo, ela caiu 3,60%.  Saiu de 12,17 para o recúo de 9,67%. Já na Estimulada ganhou 6%, ao saltar de 29,33% para 33,33%.

Quanto à “Rejeição”, aí o sinal amarelo é aceso. Tem 9%. Só fica atrás do histriônico Miguel Mossoró (PTC), que empina 13,83%.

Outro aspecto que os números não mostram, é o distanciamento do PT do seu arco de alianças. O partido ofertou-lhe o vice (Tércio Pereira) em 2008, mas deve marchar em faixa própria outra vez em 2012. Tende a lhe causar alguma anemia eleitoral. A profundidade dessa suposta desnutrição é impossível de ser estimada agora. E, além disso, é uma conjectura.

Governismo

Chico da Prefeitura (DEM), pré-candidato ligado ao grupo governista, que aparece em melhor performance na Estimulada, subiu 2,67% (de 14,50% para 17,50%), mas é na Espontânea que revela estar – provavelmente – em seu limite pessoal. Em fevereiro tinha 3% na Espontânea e agora caiu para 1,67%.

Cláudia: nome de Fafá e Rosalba?

Cláudia Regina (DEM), vereadora como Chico e integrante também do governismo, apresentou oscilação nos dois quesitos, mas ganhou ânimo num aspecto “qualitativo”: é a preferida do eleitorado que vota no governo, quando existe a soma de apoio da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM). Alcançou 23,67%.

Ela empalma 13,17% na Espontânea de fevereiro, ficando agora com 11,6%.

Sua rejeição também está num patamar menor do que Larissa, com 4%. Chico da Prefeitura, é verdade, tem menos: 2,17%.

Ruth Ciarlini (DEM), vice-prefeita, enfrenta uma corrida de obstáculos ainda mais complicada. Caiu na Estimulada (de 8,33% para 6,33%), não avançou na Espontânea (2,67% para 1,33%) e é o terceiro nome mais rejeitado (7,17%, atrás de Miguel Mossoró com 13,83% e Larissa com 9%).

Fora do que os números mostram, que tem relação direta com a vontade popular, há o agravante das dificuldades políticas no governo: ela precisa que a prefeita de direito, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, renuncie. Só assim estará habilitada a ser candidata.

Governo X Oposição

A pesquisa, atual, também ajuda a desmitificar uma ilusão muito comum entre leigos e passionais que gostam de ver esse tipo de trabalho conforme sua vontade e não com base no que os números apontam. O fato de existir uma série de pré-candidatos ligados a um mesmo sistema, não significa dizer que todos se somem quando for escolhido apenas um.

A prova disso é que na primeira pesquisa, na Estimulada, fevereiro, o deputado federal Betinho Rosado (DEM), ex-deputado estadual Francisco José (PMN) e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), afinados com o governismo municipal, somaram 14,50% de intenções de votos. Nessa pesquisa nova, seus nomes foram retirados e os “votos” não migraram para os que ficaram, como Chico da Prefeitura, Cláudia Regina, Alex Moacir (PMDB), Kátia Pinto (DEM), Ruth Ciarlini (DEM) e Chico Carlos (PV).

Nessa sondagem de setembro, o “pipoco” foi no percentual de indecisos (aumentou 26,84%). Ruth Ciarlini, vice-prefeita, por exemplo, perdeu fôlego na Estimulada. Desceu de 8,33% para 6,33%; Cláudia Regina deixou os 13,17% por 11,67%.

O todo-poderoso secretário da Cidadania, Chico Carlos, conseguiu a proeza de ficar “atolado” no microscópico índice de 0,67% nos dois levantamentos da Estimulada e 0,17% na Espontânea. Descobre que o poder não pode tudo.

Somente Chico da Prefeitura  teve “engorda” tímida.

Se formos somar as intenções de votos dos pré-candidatos governistas contra os oposicionistas (Larissa, Miguel Mossoró e Josivan Barbosa-PT), nessa pesquisa recente, há um empate praticamente numérico. O “time” de pré-candidatos governistas acumulam 36,34% de intenções de voto e a oposição com 36,16%. “Pau a pau”, como se fala na linguagem popular.

Cadê a soma, a pura transferência de votos num mesmo grupo? Ela não existe como fundamento matemático, cartesiano, quando tratamos de política, de eleições.  Bobagem de quem pensar diferente. É querer enganar ou se enganar, o que é mais grave.

Fator Josivan

Josivan em faixa própria ( Cézar Alves)

O pré-candidato do PT à Prefeitura de Mossoró, reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professor Josivan Barbosa, pela primeira vez é incluído em pesquisa de divulgação pública. Está na “mídia” há pouco mais de 40 dias, como tal.

Na pergunta “Espontânea” ele apareceu com 0,33%. Em fevereiro fora citado por  0,17%. Na “Estimulada”, há sete meses, ele não fora incluído. Agora, aparece com 1,33%. Sua “Rejeição” é de 2,67%.

É  um nome que já sinaliza para a vida, no campo eleitoral, com tendência a se capitalizar com o que historicamente o PT tem para si e pode crescer sobremodo entre jovens e classes média e alta, num primeiro momento. Chegar na periferia é outro problema, em face do enraizamento do clientelismo e assistencialismo político-cultural.

Enfim, todo e qualquer futuro candidato, grupo, partido e coligação que se cuidem. O prélio de 2012 avizinha-se diferente de tudo que tivemos até o momento. Pelo menos a essa distância, é essa a visão que temos.

“Xis” da questão

Interessante que todos fiquem atentos aos 7.400 (4%) votos nulos do pleito de 2008. Não deixem de perscrutar os 3.678 (2%), além das 18.701 abstenções. Também Bote na conta de análises, os 11.306 (9%) de votos dados ao candidato oposicionista Renato Fernandes (PR) e 400 para Heronildes da Silva (PRTB).

Só para ajudar nesse quebra-cabeça: a maioria de Fafá sobre Larissa, em 2008, foi de 19.180 votos. As abstenções, na mesma eleição, chegaram a 18.701. Ou seja, os eleitores que deixaram de comparecer às secções eleitorais foram apenas 479 a menos do que a vantagem da prefeita reeleita sobre a segunda colocada.

A sorte está lançada. Hoje, sem vencidos ou vencedores.

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domingo - 18/09/2011 - 10:19h

O verão e as mulheres

Por Rubem Braga

Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.

Estamos tranqüilos. Fizemos este verão com paciência e firmeza, como os veteranos fazem a guerra. Estivemos atentos à lua e ao mar; suamos nosso corpo; contemplamos as evoluções de nossas mulheres, pois sabemos o quanto é perigoso para elas o verão.

Sim, as mulheres estão sujeitas a uma grande influência do verão; no bojo do mês de janeiro elas sentem o coração lânguido, e se espreguiçam de um modo especial; seus olhos brilham devagar, elas começam a dizer uma coisa e param no meio, ficam olhando as folhas das amendoeiras como se tivessem acabado de descobrir um estranho passarinho.

Seus cabelos tornam-se mais claros e às vezes os olhos também; algumas crescem imperceptivelmente meio centímetro. Estremecem quando de súbito defrontam um gato; são assaltadas por uma remota vontade de miar; e certamente, quando a tarde cai, ronronam para si mesmas.

Entregam-se a redes; é sabido, ao longo de toda a faixa tropical do globo, que as mulheres não habituadas a rede e que nelas se deitam ao crepúsculo, no estio, são perseguidas por fantasias e algumas imaginam que podem voar de uma nuvem a outra nuvem com facilidade.

Sendo embaladas, elas se comprazem nesse jogo passivo e às vezes tendem a se deixar raptar, por deleite ou preguiça.

Observei uma dessas pessoas na véspera do solstício, em 20 de dezembro, quando o sol ia atingindo o primeiro ponto do Capricórnio, e a acompanhei até as imediações do Carnaval. Sentia-se que ia acontecer algo, no segundo dia da lua cheia de fevereiro; sua boca estava entreaberta: fiz um sinal aos interessados, e ela pôde ser salva.

Se realmente já chegou o outono, embora não o dia 22, me avisem. Sucederam muitas coisas; é tempo de buscar um pouco de recolhimento e pensar em fazer um poema.

Vamos atenuar os acontecimentos, e encarar com mais doçura e confiança as nossas mulheres. As que sobreviveram a este verão.

Rubem Braga (1913-1990) – Era cronista, nascido em Cachoeiro do Itapemirim (ES)

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domingo - 18/09/2011 - 10:01h
Em Campinas (SP)

Morre Marise Melo, mulher de diretor da Fiern

Faleceu hoje pela madrugada em Campinas (SP), a médica Marise Maia Holanda de Melo. É a esposa de Pedro Terceiro de Melo, diretor da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN).

O corpo da Doutora Marise chegará a Natal por volta das 23h30 e será transportado para Apodi, onde será velado.

O enterro será de tarde.

Pedro Terceiro de Melo é o atual diretor tesoureiro e o futuro Vice Presidente da Fiern.

É empresário da área de cerâmica.

Marise estava internada – para tratamento de saúde – há cerca de 15 dias.

Com informações do Blog Fator RRH.

Nota do Blog – Minha solidariedade a Terceiro, que conheço há anos, além de sua família e amigos de doutora Marise.

Que descanse em paz!

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domingo - 18/09/2011 - 09:49h

Ainda lembranças da política

Por Honório de Medeiros

Não saberia dizer quando começou meu fascínio pela política, e não confundo este estado-de-espírito com as lembranças doloridas das campanhas do passado em Mossoró que o presente insiste em não sepultar. Teria sido na Mossoró de minha meninice, quando meu pai, lacerdista de carteirinha, punha-me em sua frente e, sentado à cadeira de balanço, escutava e aplaudia meus discursos infantis sem nexo?

Ou, quem sabe, teria sido quando nos serões familiares iluminados pelos candeeiros de gás em Tibau, nas férias de final-de-ano, falava-se em antepassados políticos e aventureiros da fortuna que levaram consigo, ao morrer, a antiga glória dos Fernandes?

Teria sido a estranha amizade e admiração nascida por meu tio-avô André Fernandes, General de Exército de brilhante carreira – único a chegar a esse posto tendo começado como soldado raso – e ex-deputado federal, a quem atribuíam ter caído em desgraça por sua lealdade não ao político, mas ao ex-Presidente João Goulart, de quem era sub-chefe da Casa Militar, na hora de sua queda e que, próximo aos 70, vinha todos os anos a Tibau e fazia questão de me levar consigo, eu, menino, para ser seu companheiro nas suas longas e silenciosas caminhadas matinais?

Como não admirar alguém que assumia contornos heróicos ante meus olhos espantados com feitos tais como ter passado um ano inteiro sem sorrir unicamente para testar sua autodisciplina?

Talvez, no entanto, nada tenha sido tão importante quanto ter convivido com a “turma da janela”, na 4ª Série “A” Ginasial do Colégio Diocesano Santa Luzia. Era 1972 e nós – eu os nomeio para homenagear a saudade -, Fernando Negreiros, Jânio Rêgo, Paulo Maia, Segundo Paula, Benjamim Júnior, Monte Júnior – tão precocemente desaparecido, e Chaves Júnior, no intervalo das aulas, todos praticamente na faixa dos 14 para 15 anos, invariavelmente tínhamos discussões intensas, apaixonadas, acerca de política.

Ali, naquele tempo, espontaneamente, aprendíamos a debater, e, em decorrência, a argumentar: nós ficaríamos reféns da tarefa de nos mantermos atualizados e expor claramente tudo quanto pensássemos, sob pena de sermos contraditados furiosamente. As diferenças políticas entre nossos pais não nos contaminavam.

Éramos grandes amigos e não sabíamos. Ou, então, quem sabe, teria sido o eco longínquo e estranho da luta subterrânea que se travava nos grandes centros, aureolado por aquela palavra que somente falávamos, por um temor muito natural, em voz baixa e entre iguais: “comunismo”.

Era o tempo de se deitar no patamar da Igreja de São Vicente e, à meia-noite, de papo-pro-ar, ouvirmos a transmissão da Rádio de Moscou, que somente Janiro Rêgo sabia localizar, para o Brasil. Comentávamos as prisões de mossoroenses que lutavam contra os militares e as cassações dos políticos de oposição no Rio Grande do Norte.

Não havia ainda qualquer leitura ideológica, naquele tempo. Embora fôssemos leitores vorazes, estávamos mergulhados em plena literatura. Não nos passava pela cabeça, e não havia alguém que nos doutrinasse, ler Marx ou quem quer que fosse dessa área.

Na época, eu começava a me interessar pelos franceses e devorava Victor Hugo e sua obra completa, e me preparava para ler uma coleção com as principais obras dos prêmios Nobel, todos de “Seu” Luis Fausto Paula de Medeiros, meu vizinho: quem, hoje, se lembra de Knut Hamsun, autor de “Fome”? A biblioteca de Jaci Rêgo, a biblioteca de Ida Marcelino, a biblioteca de Chico Sena… A biblioteca do Diocesano!

O certo é que eu já estava envolvido, seduzido pela Política e não sabia, no final da minha adolescência.

Assim não foi difícil, ao chegar em Natal, indo estudar na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, em 1974, entrar na política estudantil. Fiz política estudantil na Etfrn, fiz no Churchill, fiz no Curso de Matemática, fiz no Curso de Direito.

De Mossoró eu trouxera essa paixão que nascia; o afeto pelo jogo de xadrez; o amor eterno, perene, pelos livros, e uma timidez com a qual eu lutaria e luto, sem tréguas, e vou lutar, pelo resto da vida.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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Categoria(s): Crônica
domingo - 18/09/2011 - 09:30h

Só Rindo (Folclore Político)

Vingt não para

O deputado federal Vingt Rosado é o principal orador de uma campanha que tem o irmão Dix-huit Rosado como candidato a prefeito pela segunda vez. Mas não faltam “lideranças” desejando capitalizar prestígio ao lado do líder.

A cada comício é uma inundação de oradores.

Para disciplinar os discursos, tenta-se estabelecer um tempo mínimo de fala para cada um.

Vingt prolonga-se em mais um pronunciamento. Mas quem é doido de se meter a questioná-lo? Quem se atreve a lembrá-lo do excesso ao microfone?

Entretanto, o neto mirrado de um empresário que que está no palanque, insistentemente passa a puxá-lo pela perna da calça. Uma, duas, três vezes… Vingt enfeza-se, mas continua falando.

O menino não lhe dá trégua. Segue no entretenimento particular.

Aí o deputado cisca com a perna molestada e ruge, em pleno discurso:

– Eu não paro, não! Tão (sic) mandando eu parar, mas eu não paro!

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Categoria(s): Folclore Político
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 18/09/2011 - 06:33h

Esta noite de longa cauda

Por Clauder Arcanjo

Esta noite de longa cauda
Este silêncio de ex-nauta
Este floreio com flauta
Este sorriso sem pauta
Esta morada de argonauta
Este sonho de noiva infausta…
Enfim, estas dores, tangidas
Como de um tudo, sem falta.

Clauder Arcanjo é escritor, contista, poeta

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Categoria(s): Poesia
sábado - 17/09/2011 - 23:58h

Pensando bem…

“O meu ofício e a minha arte, é viver.”

Michel de Montaigne

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Categoria(s): Pensando bem...
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