terça-feira - 06/09/2011 - 09:07h
Em Mossoró

Grito dos Excluídos

A Federação dos Trabalhadores em Administração Pública do Rio Grande do Norte (FETAM-RN) apóia e participa do Grito dos Excluídos, que esta ano viverá a sua 17ª edição e contará com o tema “Pela vida grita a terra… por direitos todos nós!”

A concentração será às 7h de amanhã (7 de setembro), ao lado do Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini, iniciando com uma celebração em defesa da vida, com cânticos, faixas, bandeiras, simbologia da juventude se contraponto ao uso do veneno na alimentação do povo brasileiro, encerrando no Alto da Conceição na Associação das Comunidades Fraternas com peças de teatro e  uma confraternização.

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terça-feira - 06/09/2011 - 08:33h
Na mídia

Vaias à governadora mostram que os tempos são outros

Boa parte da mídia convencional e setores formadores de opinião na imprensa alternativa ignoraram um fato relevante em termos de jornalismo: a sonora vaia que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) sofreu em Pau dos Ferros.

Foi domingo (4).

O episódio, do ponto de vista jornalístico, qualquer pessoa medianamente bem-informada sabe, muito bem, que mereceria destaque em termos de Rio Grande do Norte. Destaque por ser importante ou destaque por ser interessante.

É um fato jornalístico.

A situação foi tão flagrante e grandiloquente, que não surgiu a conhecida “tropa de choque” para desmentir ou transferir culpas. A estratégia utilizada é mesmo a do silêncio, do “não sei, não vi, toca pra frente”.

As vaias não alcançaram um zé-ninguém. Trata-se da maior autoridade pública do Estado, numa festa que reuniu milhares de pessoas de mais de 40 municípios, numa cidade comandada por prefeito bem-avaliado administrativamente e ligado à governadora, Leonardo Rêgo (DEM).

Esse deslize da não-divulgação, por conveniência qualquer, explica um pouco o porquê da força avassaladora das mídias sociais (Twitter, Facebook, por exemplo), esvaziando a influência da mídia formal.

Os tempos são outros.

 

 

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segunda-feira - 05/09/2011 - 23:56h

Pensando bem…

“Amar não é só ‘amar bem’; é sobretudo, compreender.”

Françoise Sagan

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segunda-feira - 05/09/2011 - 23:54h
Sucessão mossoroense

Josivan Barbosa não é favorito, mas pode ganhar, sim

Hoje pela manhã, na Rádio Difusora (Mossoró), programa “A voz do povo”, apresentado pelo empresário Zé Mendes, eu fui entrevistado e abordei diversos temas relacionados à política e administração pública.

Sobre a sucessão mossoroense, ele me indagou como via a postulação a prefeito do reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professor Josivan Barbosa.

– Não é provável que ganhe, mas não é impossível que possa ganhar – respondi-lhe.

No curso do programa, devido ao curto espaço de tempo para falar e à quantidade de temas e intervenções em pauta, é sempre muito difícil ser didático e prático com as palavras. Mas tentei.

Acrescento, nesta página, que Josivan tem a seu favor uma conjuntura extremamente favorável ao novo com conteúdo. Ele parece ter o que mostrar e, de fato, representa uma novidade.

Entretanto só a atmosfera da própria campanha, caso ele realmente participe como candidato a prefeito, é que formará um elenco de informações mais consistentes, para uma análise quanto ao seu futuro dentro da própria sucessão.

De antemão é preciso que afirmemos: a batalha não é para amadores. Exige-se eficiência no combate às forças tradicionais, que se profissionalizaram na atividade político-eleitoral.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 23:39h
PMDB nos braços do DEM/RN

Conversas de um novo tempo

Do Blog Fator RRH

Hoje pela manhã uma longa conversa entre o Ministro Garibaldi Filho (PMDB), o deputado estadual Walter Alves (PMDB) e o deputado federal Henrique Eduardo Alves.

Detalhes de um novo tempo.

Amanhã pela manhã, no apartamento de Henrique Eduardo, toma café o casal Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e Carlos Augusto Rosado (DEM).

Prolongamento dos detalhes de um novo tempo.

Convite formal para o PMDB inteiro aliar-se ao Governo do Estado.

O presidente do Diretório Regional receberá o convite e vai levar a idéia para o partido.

O PMDB discute, formula um documento com propostas e entregará ao Governo, respondendo ao convite da Governadora.

Mesmo sem agenda formal, o vice presidente da República, Michel Temer, será informado e aprovará tanto o convite quanto a resposta positiva.

Nota do Blog – Sinceramente, nada de novo. Talvez, apenas, se formalize o que é fato há tempos e o que deveria ser normal, em vez de “novo” ou incomum.

Partido, vem de parte, mas no Rio Grande do Norte o PMDB reinventou o termo e tratou de transformá-lo numa esperteza para ter o dom da onipresença partidária, podendo ser parte da oposição e parte do governo num mesmo tempo e espaço. Lá e cá, sem ser uma coisa nem outra por inteiro.

Mero oportunismo. Só.

Jogo para perpetuação de um modelo de poder que não abre espaço para qualquer novidade ou força política capaz de oxigenar a atividade pública e partidária em terras potiguares.

 

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segunda-feira - 05/09/2011 - 23:20h
Fortalecimento de governo

Costura de José à espera do nó de João Maia

Bem ao seu estilo discreto, com cuidado cartesiano, o senador José Agripino (DEM) tem trabalhado a atração do PR para a base do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Ele costura e espera que o dirigente máximo do PR no Rio Grande do Norte, deputado federal João Maia, dê o nó.

Se tudo ocorrer como o planejado, a governadora e o líder do seu grupo, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), ficará devendo mais essa.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 23:08h
Congresso Extraordinário do PT

Fátima Bezerra defende posição do PT sobre imprensa

Outra decisão importante e polêmica adotada pelo PT, em seu recém-encerrado congresso, foi em relação à regulamentação social da mídia.

“Isso não significa que queiramos controlar os meios de comunicação, pois temos um compromisso histórico com a liberdade de imprensa, até porque somos filho dela”, afirma a deputada federal Fátima Bezerra (PT).

“O que o PT defende é a regulamentação dos artigos da Constituição Federal que proíbem a propriedade cruzada dos meios. Não é saudável para a democracia o monopólio e a concentração dos meios de comunicação em pequenos grupos”, argumenta.

O IV Congresso Extraordinário do PT, realizado no último final de semana em Brasília (dias 2, 3 e 4/9) foi um momento em que o força da militância foi reafirmada e que o partido tomou decisões importantes acerca do estatuto e da posição petista em relação a temas como regulamentação da mídia, reforma política e financiamento da educação.

Essa é a avaliação da deputada federal Fátima Bezerra, que fez discurso hoje (5/9) em plenário, sobre as deliberações do IV Congresso, que contou com a participação de 1235 delegados, 800 observadores e 180 convidados.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 18:25h
Sucessão em Natal

Ministro pede união em torno de Carlos Eduardo

Do portal Nominuto.com

“É natural reivindicarmos a união da base aliada em torno de Carlos Eduardo (PDT), porque ele lidera todas as pesquisas e tem todas as chances de ser eleito. Vamos trabalhar para isso, para unir todos em torno do nome dele e, assim, construirmos uma grande vitória em Natal”, declarou agora à tarde o ministro do Trabalho, pedetista Carlos Lupi.

Além do PT e do PSB, ambos com suas pré-candidaturas na praça, o ministro citou também o PMDB do deputado federal Henrique Alves e do ministro Garibaldi Alves Filho (Previdência), que foi recebê-lo no aeroporto de Parnamirim, como possível parceiro para 2012.

Ao cumprimentar Garibaldi, Lupi brincou dizendo “vamos fazer essa aliança”.

O líder peemedebista respondeu com um sorriso amistoso, sinalizando que as portas para o “diálogo” estão abertas.

P. S – Carlos Lupi está no RN para agenda administrativa e política.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 18:17h
Feriado

Michel Temer volta ao Rio Grande do Norte

O vice-presidente Michel Temer (PMDB) é hóspede do deputado federal Henrique Alves (PMDB), a partir de hoje, no Rio Grande do Norte.

Ele tem desembarque aguardado nesta segunda-feira (5), para passar o feriado do 7 de setembro no litoral Sul, em endereço do próprio deputado potiguar.

A última vez que esteve no Rio Grande do Norte, Temer participou de evento da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM), no dia 5 de maio.

Ele esteve no 7º Encontro de Vereadores do RN, quando fez palestra sobre a “reforma política”.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 18:03h
Reitor da Ufersa no PT

Josivan pede presença do povo em sua filiação pública

O reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), professor Josivan Barbosa, tem o dia 29 deste mês definido para ingresso público no Partido dos Trabalhadores (PT).

A solenidade acontecerá às 17h, na Câmara de Mossoró.

Será o primeiro ato público em favor de sua postulação à Prefeitura de Mossoró.

P.S – Na verdade, desde o dia 23 de julho que Josivan tem ficha de filiação ao PT preenchida.

Nota do Blog – Em entrevista rápida hoje, ao programa “A voz do povo”, do empresário Zé Mendes, na Rádio Difusora de Mossoró, Josivan afirmou que o mais importante no dia 29 será a presença do “povo na Câmara”.

A participação de autoridades partidárias terá uma relevância menor, conforme sua declaração.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 12:10h
Em Doutor Severiano

Acaso poupa Carlos Augusto de ouvir vaias à Rosalba

O marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), não ouviu a vaia que ela sofreu na Finecap (feira cultural), em Pau dos Ferros, à noite de domingo (4).

Foi poupado pelo acaso.

Ele preferiu ficar na companhia do prefeito Francisco Néri (DEM), em Doutor Severiano, após inauguração da sede da prefeitura do município, no início da noite. Rosalba prestigiou o acontecimento, mas logo viajou até Pau dos Ferros na companhia de assessores.

O embaraço da governadora foi diante de uma multidão estimada em mais de 30 mil pessoas, na Praça de Eventos (veja postagem mais abaixo).

Carlos Augusto permaneceu por longas horas em Doutor Severiano, na companhia do secretário estadual da Articulação com os Municípios, Esdras Alves.

O anfitrião Francisco Néri, ainda aglutinou em torno do convidado ilustre um rol de políticos locais e da região, como o prefeito de São Miguel, Galeno Torquato (PSB), ex-prefeito de Marcelino Vieira, Iramar de Oliveira (PR); além do prefeito de Encanto, Alberone Néri (DEM).

Convidado por Iramar de Oliveira, Carlos Augusto dormiu em fazenda desse ex-prefeito – localizada no município de Encanto.

 

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segunda-feira - 05/09/2011 - 11:28h
Juiz Federal Walter Nunes

Presídio Federal de Mossoró tem novo corregedor

O Presídio Federal de Mossoró tem novo corregedor.

O Juiz Federal Walter Nunes, titular da 2ª Vara do Rio Grande do Norte, assumiu a Corregedoria.

O Juiz Federal Mário Jambo ocupava essa função anteriormente. No dia 22 de março deste ano ele pediu afastamento, alegando “firmes e inabaláveis princípios pessoais e com objetivo de possibilitar a mais natural fluência das decisões desse Egrégio Tribunal” (referência ao Tribunal Federal da 5ª Região, com sede em Recife-PE).

Jambo foi contrariado em interpretações quanto às condições de segurança do presídio, que apresentaria falhas em sua estrutura física, como a escassez de água.

Foi contra, por exemplo, à transferência do traficante “Fernandinho Beira-mar” para o presídio, no que não foi atendido.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 10:44h
Em Pau dos Ferros

Rosalba experimenta vaia de uma multidão

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) passou por outro constrangimento público. Mais um, o que tem se transformado em rotina, em seus pouco mais de 8 meses de gestão.

Ela estava em Pau dos Ferros nesse domingo (4). Prestigiava a cantora sensação do momento no país, Paula Fernandes, quando foi vaiada com eco grandiloquente.

A Praça de Eventos reunia uma multidão para o encerramento da Finecap, feira cultural da região.

O prefeito Leonardo Rêgo (DEM) – seu correligionário – chegou a falar.

Havia expectativa de que ela se pronunciasse. As vaias lhe recomendaram o silêncio.

Nota do Blog – Com a regularidade que tem sido vaiada ou obrigada a fugir de eventos públicos, temendo represálias, passa da hora da governadora e seu “staff” refletirem sobre os rumos da gestão estadual.

E por favor, não me venham com afirmações lugares-comuns, atribuindo incidentes à suposta “oposição” ou negando o fato público e notório.

Chega de mentiras deslavadas.

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segunda-feira - 05/09/2011 - 09:57h
Bom exemplo

Passado de Rosalba mostra que ela deve ser avaliada

Muita gente argumenta que é muito cedo para se avaliar o Governo Rosalba Ciarlini (DEM). São pouco mais de 8 meses de administração.

Será?

Acho que não.

Tomo como exemplo para ter o direito de avaliar esse governo, postura e palavras da própria Rosalba.

Rosalba avaliou Wilma em 8 meses; uns acham cedo, agora, avaliá-la

Quando era prefeita de Mossoró, em seu terceiro mandato, Rosalba afirmou textualmente em 2003, que “Wilma de Faria (PSB) fez mais por Mossoró em 8 meses do que Garibaldi Filho (PMDB) em 8 anos”.

Textualmente.

Tudo documentado pela imprensa nativa.

Se Rosalba teve o direito e o livre arbítrio para fazer até esse comparativo, por que a imprensa e administrados potiguares  não podem fazer o mesmo – agora – em relação à sua gestão?

Conta outra, vai.

A propósito, cabe até uma pergunta:

– Rosalba, em 8 meses de gestão no Estado, já fez mais do que Wilma em 7 anos e 3 meses ou mesmo Garibaldi Filho em em 8 anos?

E aí, heim?

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domingo - 04/09/2011 - 23:45h

Pensando bem…

“Porque o silêncio em si é como o som dos diamantes que podem cortar tudo”

Jack Kerouac

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domingo - 04/09/2011 - 21:20h
Quadro confuso

Sucessão natalense é uma “gororoba” de efeito insondável

Governo de Rosalba tem enorme dificuldade para viabilizar candidato próprio à sucessão de Micarla

A sucessão da prefeita de Natal, Micarla de Sousa (PV), é um dos quadros mais confusos e repleto de variáveis, que a política da capital já experimentou em décadas. Pode tudo. Nada é impossível.

Rosalba, com Carlos Eduardo ao fundo, pode tê-lo como aliado. Ou não.

Com um governo extremamente desgastado, Micarla não é vista como nome forte à própria sucessão, ou seja, a um projeto de reeleição. No grupo governista estadual, que costuma ter peso considerável em eleições em Natal, o cenário também não é dos melhores em termos de prestígio popular.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM), depois de ser a mais votada para o Senado em 2006 e ao Governo do Estado em 2010, aparece em declínio vertiginoso em termos de avaliação de governo. Qualquer pesquisa mostra esse quadro.

Mas basta um passeio comum por qualquer ponto de concentração humana da capital, para se identificar essa situação, sem necessidade de aferição científica. O Governo do Estado já tem problemas demais.

Nesse ambiente em que as maiores forças institucionais, no estado, estão fragilizadas, a própria união de Micarla e Rosalba não está descartada. Nos últimos dias, declarações de porta-vozes do governo estadual alimentaram essa hipótese. Um “balão-de-ensaio” ou apenas um “me engana que eu gosto”, segurando a prefeita em suas esperanças de receber reforço à própria reeleição.

Na verdade, o grupo da governadora não tem candidato próprio à Prefeitura do Natal. Ninguém. Aspira pegar embalo e conseguir esse feito, por tabela, na aposta de um nome que tenha condições de vitória.

Para arrimar a tese de que a sucessão natalense pode tudo ou quase tudo, não se descarte a possibilidade de apoio ao pedetista e ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), via influência familiar através do PMDB do ministro e senador Garibaldi Filho (PMDB).

Contabilize-se ainda, a influência do deputado federal Henrique Alves (PMDB), que declarou empenho em “ajudar” o governo da “Rosa”, desinteressadamente. Por vocação pública, digamos.

Primos de Carlos Eduardo, mesmo que em partidos distintos, os peemedebistas Garibaldi e Henrique atrairiam o ex-prefeito para ser também o candidato de Rosalba. Uma forma de distanciá-lo por completo da ex-governadora e também ex-prefeita Wilma de Faria (PSB).

Reflexos

Qualquer pessoa medianamente atenta à política natalense sabe: hoje, a composição entre Carlos e Wilma praticamente nomearia o ex-prefeito para retorno à Prefeitura do Natal. Uma união com reflexos diretos nas eleições de 2014, em que Rosalba deve tentar a reeleição e Henrique aspira uma vaga ao Senado. Garibaldi projetaria o filho, deputado estadual Walter Alves (PMDB), à Câmara Federal.

Nesse jogo de interesses, há pouco espaço para outros atores coadjuvantes. É o caso do deputado federal Rogério Marinho (PSDB), que faz um esforço sobre-humano para ser adotado por Rosalba e pelo ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governante e seu mentor político.

A aspiração de Rogério depende do casal. Ele só é deputado porque Betinho Rosado (DEM), titular do mandato, cunhado de Rosalba e irmão de Carlos, foi convocado para a Secretaria Estadual da Agricultura.

Carlos só aposta em Rogério se não aparecer outra alternativa mais viável

Ninguém esqueça, nesse enredo, o vice-governador Robinson Faria (PMN), sitiado pelo casal Carlos-Rosalba. Claro que ele não vai ficar de braços cruzados, assistindo a tudo passivamente. Nem pretende meter a mão na mesa e ofertar argumentos para ser enxotado oficialmente.

Robinson já entregou ao deputado estadual Agnelo Alves (PDT), pai de Carlos Eduardo Alves, o controle do nascente PSD, em Parnamirim, principal reduto do parlamentar.

Ao mesmo tempo, com o PSD, que deverá ser o terceiro maior partido da base da presidente Dilma Roussef (PT), o vice-governador ganha passaporte direto à sombra do governo, ao contrário de Rosalba que precisa de intermediários. Outro complicador para a governadora, é que o senador José Agripino (DEM), presidente do seu partido, é o mais feroz adversário da presidente no Congresso Nacional.

Robinson, Wilma e Carlos Eduardo Alves, na esfera nacional, são da base de Dilma Roussef. Só para lembrar. Rosalba, não. Rogério Marinho, também não. Micarla só chega lá pelas mãos de Henrique Alves. O PT tem acesso livre e deve ter postulação própria à prefeitura.

Com o fim do bipartidarismo, o desmanche das correntes “verde” e “encarnada”, o desaparecimento das grandes lideranças populares e a confusão para se identificar quem é oposição e governo, é difícil se fazer previsão para a corrida sucessória em Natal.

Está tudo junto e misturado. Dessa “gororoba” pode sair qualquer coisa, com qualquer cara. E no caso específico do governismo estadual, não fazer o prefeito de Natal pode causar estrago ainda maior em seus planos políticos. Administrativamente, o degaste anda rápido e corrosivo.

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domingo - 04/09/2011 - 20:21h
The Who

Letra e Música – 150

O seriado, confesso, não assisto. Mas muita gente vez por outra fala sobre “CSI” e comenta sobre uma música-tema dessa série importada dos Estados Unidos.

Aí resolvo pesquisar. Deparo-me com um clássico do lendário grupo britânico “The Who”.

Roger Daltrey (voz), Peter Townshend (guitarra), John Entwistle (baixo) e Keith Moon (esse, um baterista sobrenatural, falecido em 1978) remetem-me a primitivos anos de minha juventude.

Baba O’Riley encaixa-se na expressão “velho e bom rock and roll”. Marcante.

(…) Aqueles felizes estão próximos
Vamos ficar juntos
Antes de ficarmos muito velhos.

Minha semana começa assim. Portanto, a mil.

Veja a letra AQUI.

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domingo - 04/09/2011 - 19:26h
Estado e palavra

Servidores se preparam para outra “guerra”

Entidades sindicais ligadas a diversas categorias de servidores do Estado estão em sinal de alerta.

Esta semana promete ser de muita tensão, depois que a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) deu declarações que se chocam com promessas do seu próprio governo, feitas há pouquíssimas semanas.

Ficou o dito pelo não dito.

Ou seja, servidores esperam cumprimento de aspirações salariais e o governo agora vem com a versão de que foi mal-interpretado. Agora é que fará avaliações para ver o que é possível fazer.

Se o clima nas repartições públicas estaduais já anda ruim, o ar promete ficar rarefeito daqui para frente.

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domingo - 04/09/2011 - 10:31h

Carlos Santos é um outsider

Por Honório de Medeiros

* Talvez o conceito do sociólogo judeu-alemão Norbert Elias não o abarque, mesmo tangencialmente. Não importa. Vou me apropriar do termo e utilizá-lo para o fim visado.

Claro que poderíamos dizer: ele é um gauche, nos lembrando de Carlos Drummond de Andrade. Aplica-se, aqui, o mesmo raciocínio anterior. Prefiro outsiders, à Elias, pelo significado etimológico que o dicionário estudantil, o Michaelis, mostra: s. estranho, intruso.

Os outsiders – todos eles -, como eu já disse em outro tempo e lugar, em algum momento de suas vidas foram moídos por aqueles no meio dos quais conviviam. Foram mastigados, deglutidos e vomitados. Seus jeitos de ser o sistema não assimilava. Não se tratava de oposição externa ou interna ao Poder. Não se tratava de irridência, sublevação, contestação por contestação.

Nada disso.

Nada mais seus jeitos de ser eram que estranhamento em relação ao estamento ao qual, até então, o outsider pertencia, apesar de outsider. Ser tal qual foi sua glória e sua tragédia. Fez com que fosse deglutido e depois expelido. Deglutido graças ao talento, à competência individual – nada que se assemelhe à conseqüência de um compadrio, de um afilhadismo, de um parentesco qualquer.

E expelido porque impossibilitado, graças ao que seria uma excentricidade moral, ou psicológica, ou filosófica, ou todas juntas, de acompanhar a carneirada e sua vocação para ser usado pelos lobos ao custo de balangandãs, bijuterias, penduricalhos materiais ou simbólicos. Pois Carlos Santos é assim, talvez porque nascido no território imagético composto pelas ruas cujo epicentro é a histórica Capela de São Vicente, coração da Mossoró libertária – não a outra que o Poder tornou sem substância há quase ruins cem anos.

Território com população pequena e selecionada por uma dessas felizes circunstâncias que a história mostra ser tão rara, e soberania construída via permanente e anárquica tensão afetiva entre o matriarcado implícito/patriarcado explícito e a insubmissão das gerações mais novas. E logo fez parte da geração que se distanciou da infância, entre alegre e triste, a golpes indisciplinados de leituras de todos os matizes e para todos os gostos, nos anos 70.

Fez-se e se diz repórter, Carlos. Nada mais, segundo ele.

Podo ser, mas há controvérsias. Embora conheça tudo de jornal – até fundou um -, é engano o que diz, e esse dizer nasce de um exercício crítico da razão tolhida pela modéstia e certo laivo de manha.

Como todos nós que nascemos na nossa República Independente de São Vicente, tem Carlos uma base comum sobre a qual construímos, ao longo do tempo, nossas distinções de personalidade, muito mais que de caráter: aquela educação ministrada pelos exemplos, tradição dos mais antigos, consolidada por intermédio de orações e devaneios à luz mortiça da Capela, nas longas noites das novenas de Santo Antônio, a cantar as ladainhas e aspirar o doce aroma do incenso que o turíbulo aspergia conduzido por nossas ciosas mãos de meninos.

Qualidades morais, mas há as outras, para além da decência de suas atitudes, que o expõem como muito mais que repórter, entretanto louvado e respeitado seja esse mister.

Por que naqueles dias nos quais o homem que cada um de nós seria amanhã ia sendo produzido nas leituras, bate-papos e discussões – às vezes aguerridas – havia, como que permeando sutilmente nosso presente e preparando o futuro, uma romântica angústia metafísica por Justiça (assim mesmo, com J maiúsculo) nascida do olhar sensível e da razão aguçada que percebiam, mas ainda não entendiam o que se passava no nosso entorno, sorvida nos rios literários nos quais nos dessedentávamos, aguardando uma práxis qualquer que nos tornasse mais Sanchos Panças e menos Quixotes largando mão da retórica adolescente contra os moinhos de vento da Ditadura.

Era um tempo no qual o máximo de ousadia consistia em ouvir, antes da meia-noite, as transmissões da Rádio de Moscou. Falávamos mal dos que não estavam na Oposição. Criticávamos o Regime.

Ansiávamos por mudar o mundo e as pessoas.

Então cada um foi para o seu lado, sempre Quixotes, quase nunca Sanchos. Encruzilhadas, conquistas, fracassos.

Da nossa geração, da nossa República, tivemos políticos, escritores, empresários, de tudo um pouco, até mesmo alguns, tão especiais que o Céu, cedo, os levou. E tivemos jornalistas como Carlos, que também é escritor, pois escolheu ler, escrever e pensar as coisas e as pessoas, as pessoas e as coisas, cada uma no seu tempo, cada tempo uma vez ou tudo.

E de suas crenças construiu respeito; de suas idéias, a admiração; de suas escolhas, o afeto, sem perder a sede por Justiça.

Quem o lê, diariamente ou não, em seu blog, logo percebe tal e se gratifica com suas análises políticas e algumas esparsas crônicas, mas anseia por outras incursões literárias, tais quais ensaios, críticas, que tenham sua assinatura, algumas guardadas – ainda não tornadas públicas – junto aos livros que, aos poucos, tomam os espaços restantes do seu bunker, mas não esquece, também, outra faceta sua: o talento com o qual, como ele mesmo diz ao descrever “Só Rindo 2,” retrata disparates, rompantes inteligentes, gafes homéricas e cenas picarescas em narrativas condensadas, como se fossem esquetes teatrais.

Pelo que diz, e como diz, já temos uma noção da qualidade do texto. Daí porque um jornalista que é escritor; um escritor que é jornalista.

Claro que quereremos mais, nós que o lemos sempre. É esse seu débito para conosco, no geral.

No particular, a República deseja que se mantenha no que escreve, mesmo quando cuida de advertir divertindo, com esse compósito de profundidade e ironia – a boa ironia – esculpida a pinceladas incisivas, rascantes, argutamente postas, celebrando a vida no que ela tem de flores e lama: desde o homem que ascende para além dos limites de suas circunstâncias até o homem que mergulha no opróbrio de seus instintos vis de predador social.

Pois a Justiça de ontem em seu coração é a Justiça de hoje em sua razão.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

* Texto de apresentação do livro “Só Rindo 2 – A política do bom humor do palanque aos bastidores”, de autoria do editor e criador deste Blog

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domingo - 04/09/2011 - 09:59h

Só Rindo (Folclore Político)

Lázaro por Evaristo

Os vereadores Lázaro Paiva e Evaristo Nogueira tentam a reeleição em 1988, à Câmara de Mossoró. Reeleição difícil, que se diga.

Reta final de campanha, nervos à flor da pele, Lázaro Paiva mal acorda e já é acossado. Sua mulher avisa-o: “Tem um eleitor querendo falar com você aí fora.”

Sem alternativa, Lázaro manda-o entrar  para ouvir a primeira saraivada de pedidos do dia.

– Seu “Evaristo”, eu tô precisando do seguinte e quero que o senhor me ajude – dispara o equivocado pedinte, confundindo Lázaro com o adversário e companheiro de Câmara Municipal.

Percebendo que o interlocutor trocara as bolas, sem saber sequer distingui-lo do amigo e concorrente, Lázaro não perde tempo para se livrar do incômodo:

– Olha, eu não faço nada e não tenho nada para lhe dar. Pode ir embora e, se quiser, pode falar mal de mim em qualquer canto.

Atordoado com a reação do vereador, o eleitor não deixa por menos. Solta os ‘cachorros’:

– Vou meter o pau em você por aí, “Evaristo”; pode esperar, pode esperar, seu… #?+%:]º.

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Categoria(s): Folclore Político
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domingo - 04/09/2011 - 09:27h

Teus olhos tristes

Por Othoniel Menezes

Teus olhos tristes! quem me dera ao menos,
vê-los, de perto, a todo instante, para
beijá-los, e cantar, em suaves trenos,
as maravilhas dessa noite rara!

Tenho bebido todos os venenos
dos olhos das mulheres, mas, tão clara
expressão, tanta luz – qual se compara
a dos teus olhos negros e serenos?

Céu de amor, sobre o qual, triste, debruço
a alma, e sondo, soluço por soluço,
o rio de amarguras que te inunda…

Fonte de pranto e de prazer oculto,
refletindo, na flor da água profunda,
a sombra cismativa de meu vulto.

Othoniel Menezes (1895-1969) – poeta potiguar

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Categoria(s): Poesia
domingo - 04/09/2011 - 09:20h

Carta a um professor

Por Abraham Lincoln

* Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, que para cada egoísta, há também um líder dedicado.

Ensine-lhe por favor que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada, ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória.

Afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso, faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho; ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço.

Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou pedindo muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.

Abraham Lincoln (12 de fevereiro de 1809 a 15 de abril de 1865) – Advogado e 16º presidente dos Estados Unidos, assassinado no exercício do mandato

* Carta escrita a um professor de seu filho

Nota do Blog – Singela homenagem deste Blog ao professor, em seu apostolado superior de ensinar e formar gerações, mesmo que muitos não entendam seu valor magnânimo.

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Categoria(s): Grandes Autores e Pensadores
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