terça-feira - 26/07/2011 - 15:31h
Baraúna

Luta por presidência prossegue no TJRN

Continua a peleja jurídica pelo comando da Câmara Municipal de Baraúna. Nesta terça-feira (26) teve mais um “round” desse duelo.

Hoje pela manhã, no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), o relator da matéria – Fábio Hollanda – deu voto favorável à manutenção do vereador Adauto Neto (PR), o “Robertão”, como presidente.

Mas uma das partes alegou impedimento à continuidade do julgamento, em face de ligação familiar de um componente do seu escritório advocatício, com determinado julgador. A matéria deverá voltar à pauta ainda esta semana.

Ritinha Bezerra (PR), inicialmente empossada no dia 2 de janeiro deste ano, tenta nova reviravolta no caso. Essa disputa arrasta-se desde novembro do ano passado, quando o então presidente da Casa, Marcos Rosado (PR), o “Marquinhos Churrasco”, tentou se reeleger em pleito antecipado. A Justiça pronunciou-se ao identificar que ele usara de expediente ilegal para se perpetuar no cargo.

Os desdobramentos chegam até hoje, com Marquinhos trabalhando nos bastidores para colocar Ritinha a qualquer preço na presidência.

A juíza Uefla Duarte interpretou que Robertão é que deve ser o presidente.

No dia 24 de dezembro aconteceram duas eleições para presidente, em curto espaço de tempo. A primeira, em que supostamente Ritinha teria sido eleita, foi entendida como irregular.

Robertão continua na presidência, mas o lengalenga prossegue.

P.S – (21h31 de 26 de julho de 2011) – Houve dois equívocos na postagem acima. Na verdade o relator é o doutor Amílca Maia e o voto, em sí, estava prestes a ser prolatado quando houve suspensão audiência em uma das câmaras desse colegiado.

Desculpe-me, webleitor, pelas falhas, decorrentes de informações de fontes da própria corte, que inverteram informações em face da realização simultânea, noutra câmara do TJRN, de outro julgamento.

A audiência deverá ser retomada na próxima quinta-feira (28).

Essas informações foram retificadas pela mesma fonte, com pedido de desculpas ao Blog, que transmito e transfiro aos nossos webleitores.

Compartilhe:
Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política
terça-feira - 26/07/2011 - 15:14h
Réplica

Nota de Esclarecimento (Hospital Regional Tarcísio Maia)

Com relação as notas veiculadas através do Twitter do enfermeiro Rafael Soares, do quadro funcional do Pronto-Socorro do Hospital Regional Tarcísio Maia, e reproduzidas pelo Blog desse conceituado jornalista, temos a esclarecer o seguinte:

É lamentável o quadro geral da saúde que foi construído nos últimos anos no Pais e que afeta diretamente o Estado e o nosso município . A atenção básica dos municípios estão funcionando em situação precária, em especial, na região de Mossoró. Esta deficiência implica em um único caminho dos pacientes, que é o Hospital Tarcísio Maia, causando assim uma superlotação em todos os leitos, inclusive nos corredores, descaracterizando o hospital, que tem a missão de atender somente as Urgências e Emergências.

Buscando proporcionar mais dignidade no atendimento dos pacientes que nos procuram, a Direção do HRTM, a secretaria de Saúde e o Governo do Estado, tem buscado incansavelmente superar todos os obstáculos encontrados, de forma ordenada, possível e legal.

Os princípios basilares do SUS devem nortear toda a assistência de saúde no País.Mas, a fragilidade em que se encontra o sistema , em algumas situações ,inviabiliza a prestação de uma melhor assistência ao usuário.

A população da região de Mossoró só tem aumentado nos últimos anos, e os serviços de saúde não tem crescido nesta mesma proporção.

Acompanhamos o fechamento de várias unidades de saúde em nossa cidade nos últimos anos: a UNICARDIO, SAMEC, Casa de Saúde Santa Luzia e o Hospital Duarte Filho, totalizando quase 200 leitos credenciados ao Sistema Único de Saúde; ainda a UNIPED (Clínica Infantil), e agora o Hospital da Unimed Mossoró.

É evidente que o número de pessoas doentes só tem aumentado, não tendo outro caminho a não ser o Tarcísio Maia. Apesar do pouco tempo na direção do HRTM, juntamente com a nossa equipe, conseguimos implantar algumas medidas que tem melhorado o atendimento e o fluxo dos pacientes, a partir da regularização das escalas médicas ,em especial Traumatologia, Anestesiologia e Pediatria; firmamos parceria com o Hospital da Polícia Militar, utilizando 14 leitos e ampliamos o pronto-socorro, mais 14 leitos.

Estamos cientes da deficiência de pessoal em algumas categorias, as quais solicitamos a Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria de Adminsitração, medidas para atender nossas reinvidicações, as quais já estão sendo tomandas para as contratações dos aprovados no último concurso em algumas categorias.

Diante do quadro e mesmo com a utilização do Acolhimento com a  Classificação de Risco na entrada do hospital, torna-se desumano não acolher os inúmeros pacientes que aqui chegam enfermos a toda  hora do dia e da noite. O Pronto-Socorro possui agora  29 leitos .Nas últimas 72 horas, mantivemos uma média de 50 pacientes, quase o dobro de nossa capacidade, pacientes vindos em sua maioria, de municípios como Baraúna, Areia  Branca, Governador Dix-Sept Rosado, Apodi, Grossos, Assu  e principamente Mossoró.

Ficamos surpresos com o posicionamento do enfermeiro RAFAEL, ao qual já foi também coordenador do Pronto Socorro durante 02 meses nesta  gestão e teve oportunidade de conhecer um pouco os desafios do nosso dia a dia, o nosso compromisso de promover as melhorias necessárias, ordenadas e transparentes em todos os setores do HRTM.

Talvez, por perceber  o tamanho dos desafios a enfrentar, não tenha continuado a sua missão confiada.

Na qualidade de Professor Universitário e supostamente  “bem instruído”, deveria melhor ser conhecedor do processo de gestão, de transição, das dificuldades existentes do Serviço de Saúde Pública do Pais e do próprio Hospital, onde trabalha há anos sem proceso de avanços efetivos.

Mas esta missão é agora  da nossa equipe  e deste novo Governo que sem nenhuma dúvida irá continuar avançando nas  melhorias em prol da população, mesmo sem agradar a alguém ou a alguns grupos retrógrados ao processo democrático e da transformação, ou melhor, da RECONSTRUÇÃO de um novo modelo de Gestão.

Acreditamos em nosso trabalho e na equipe de  profissionais deste Hospital (médicos, enfermeiros, assistentes sociais, bioquímicos e  os demais servidores)  que são comprometidos e  vem ao longo dos anos “salvando” milhares de vidas.

Atenciosamente, Mossoró , 26 de Julho 2011.

Ney Robson Vieira Alencar – Diretor Geral

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
  • San Valle Rodape GIF
terça-feira - 26/07/2011 - 08:24h
Que bom!

Um alento para o Hospital Regional Tarcísio Maia

Parece que o grito engasgado na goela de muitos, mas que mantinha médicos e outros profissionais da Saúde quase equidistantes da luta em defesa do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), finalmente começou a ecoar.

Que bom!

Antes tarde do que nunca.

Através deste Blog, em poucos dias, dois nomes de proa dos quadros do HRTM bradaram seu desapontamento com os rumos do hospital em Mossoró. Foram o médico Xavier Júnior e o enfermeiro Rafael Soares.

Ao mesmo tempo, eles relataram as agruras do cotidiano deste equipamento de referência da saúde pública.

Repito: que bom!

Sinal de que não é mais possível ficar apenas resmungando pelos corredores do HRTM. É fundamental que todos se unam por sua eficaz atuação.

Compartilhe:
Categoria(s): Saúde
terça-feira - 26/07/2011 - 07:50h
Tudo em casa

Alves e Alves costuram acordo a partir de Natal

Está em pleno andamento um acordo, que não é apenas tácito, entre o peemedebismo e o ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT). Não se trata de um pacto de não-agressão.

O canal aberto, facilitado pelas relações familiares Alves-Alves, tem a ver com a sucessão natalense e já um pouco mais adiante, a campanha estadual de 2014.

Num primeiro turno das eleições de Natal, o PMDB e o PDT vão ter candidaturas próprias. Contudo é no tocante a um eventual segundo turno, que a parceria PMDB-Alves/PDT-Alves deve ganhar dimensão de formalidade.

Carlos Eduardo é favorito – hoje – à Prefeitura do Natal, tendo atrás de si, conforme constantes pesquisas, a ex-prefeita e ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

O PMDB do senador-ministro Garibaldi Filho e do primo e deputado federal Henrique Alves ensaia lançamento do nome do deputado estadual Hermano Morais.

Qualquer pessoa razoavelmente atenta à política da capital sabe que na prática, as chances de Morais são ínfimas. Deve entrar na campanha para marcar posição partidária, sem desgastar diretamente qualquer “estrela” do clã Alves. Só.

No PDT, Carlos é nome irrefutável. E outro Alves, seu pai e deputado estadual Agnelo Alves (PDT), não tem qualquer razão para alimentar diferenças com o PMDB dos sobrinhos Henrique e Garibaldi.

Tudo está em casa.

 

Compartilhe:
Categoria(s): Política
terça-feira - 26/07/2011 - 04:33h
Entendimento difícil

Josivan Barbosa, no PT, inibe aliança com PSB

A inscrição do reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Josivan Barbosa, no PT mossoroense, no sábado último (23), é o fato novo da política paroquial.

O partido adiante deverá fazer uma movimentação festiva para marcar seu ingresso.

Mas por enquanto não é questão fechada na sigla a apresentação do nome de Josivan como candidato a prefeito, pretensão pessoal do reitor.

Vale lembrar que nas eleições de 2008, o PT saiu da tradicional posição de franco atirador e crítico da oligarquia Rosado, para ser um apêndice de uma das bandas desse clã. Teve Tércio Pereira como candidato a vice da deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Nova composição entre os dois partidos não deve ser descartada. Contudo se acontecer, já alijará o próprio discurso de Josivan que é em defesa de uma nova via política, fora do sobrenome Rosado.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 25/07/2011 - 23:58h

Pensando bem…

“A ousadia é, depois da prudência, uma condição especial da nossa felicidade.”

Arthur Schopenhauer

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
segunda-feira - 25/07/2011 - 23:30h
"Prioridade"

Creche continua sem energia elétrica em Mossoró

A Unidade de Educação Infantil Quixabeirinha II, localizada à Rua José Materno Rebouças, 07, Aeroporto II (Quixabeirinha, Mossoró), teve sua energia elétrica cortada no último dia 15.

Quase duas semanas depois, o problema persiste.

A Prefeitura de Mossoró, governo da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), simplesmente não paga à Cosern há quatro meses. Quatro meses, repito.

O total acumulado, da dívida com a empresa, somente nessa creche que atende a 209 crianças do bairro, é de R$ 911,92. Isso mesmo. Menos de mil reais.

O cumulativo corresponde aos meses de março, abril, maio e junho.

Nota do Blog – Este Blog noticiou o fato em primeira mão no dia 15 de julho e setores da prefeitura apressaram-se em encontrar explicações – e justificativas – para essa irresponsabilidade. Mesmo com toda pressa, o problema continua.

Vale lembrar que na próxima segunda-feira (1º de agosto) as crianças estarão de volta ao imóvel. Ainda há tempo de resolver esse absurdo.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública
segunda-feira - 25/07/2011 - 23:06h
Gilson Cardoso

Campeão de audiência não decidiu se será candidato

Gilson: "esteira" ou candidatura de fato?

Radialista com a maior audiência do rádio mossoroense (FM 93), sucesso ainda na televisão (TV Mossoró), Gilson Cardoso (PSB) tergiversa quando o assunto é eleições 2012.

Pode e pode não ser candidato, de novo, a vereador.

– Não decidi nada e qualquer posição será tomada ouvindo alguns amigos muito próximos, antigos colaboradores, além de minha própria família – comenta.

Inscrito no PSB e há anos compondo o grupo da deputada federal Sandra Rosado (PSB), além de atuar em empresas de comunicação ligadas à parlamentar, Gilson obteve 1.520 votos nas eleições de 2008.

Terminou sendo tão somente uma peça de “esteira” à eleição do nome preferencial do rosadismo à Câmara Municipal, Lahyrinho Rosado (PSB), que conseguiu 2.459 votos.

– Eu, se for candidato, quero ser candidato para disputar vaga e não apenas somar para eleger outro nome. E tenho certeza que todos que trabalharam e trabalham comigo têm o mesmo pensamento – pondera.

Salienta, ao mesmo tempo, que sua relação com as lideranças do rosadismo “são de respeito mútuo”. Frisa, ainda, que “temos o hábito da franqueza nas conversas profissionais e políticas”.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 25/07/2011 - 16:50h
Convênios com Estado

Prefeitos aguardam obras e podem fazer protesto

O Governo do Estado promete que retoma o próximo mês dezenas de obras paralisadas, por sua própria intervenção. São advindas de convênios da gestão passada com prefeituras.

A questão é muito delicada, tendo criado muita celeuma nas relações entre prefeitos e governos.

O caso mais emblemático é de Areia Branca, que levou a prefeitura a entrar com ação judicial contra o Estado, para garantir repasses à conclusão do Hospital Maternidade Sara Kubitschek. A própria população envolveu-se num movimento à garantia da obra.

Há alguns meses, prefeitos chegaram a discutir possibilidade de um protesto sincronizado contra o Estado. Em casa local de obra paralisada seria colocada uma placa identificando o Governo do Estado como culpado.

O assunto terminou sendo estancado, transformando-se numa iniciativa natimorta. Mas pode voltar a entrar em pauta.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Política
segunda-feira - 25/07/2011 - 14:54h
Inversão de papeis

Juiz preso vigia a própria Polícia Federal

Do Blog Cabresto Sem Nó AQUI

Isso mesmo. Foi noticiado no jornal “O Estado de S. Paulo”, ou “Estadão”, na coluna “Direto da Fonte”, de uma das mais conhecidas e respeitadas jornalistas do país, Sonia Racy.

Na execução do plantão de prisão domiciliar do Juiz Nicolau dos Santos Neto, um Agente de Polícia Federal localizou uma câmera de vídeo escondida em local que alcançava o interior do quarto utilizado pelos policiais plantonistas.

As imagens captadas eram enviadas a uma televisão, que ficava na sala principal da residência, em tempo real, vigiando os Agentes de Polícia.

Foi encontrado, também, junto com a câmera, um aparelho que, possivelmente, captava o áudio do ambiente. Ou seja, havia um monitoramento ambiental, sem prévio conhecimento dos policiais.

O local foi periciado, à época, e o custodiado ainda exigiu que fosse recolocada a câmera no local de origem para continuidade das gravações, o que foi feito.

Este fato gerou uma representação do Departamento de Polícia Federal, através da Superintendência Regional em São Paulo, ao Juiz das Execuções Penais, Cassem Mazloum, relatando o ocorrido, chamando a atenção para o desrespeito do custodiado com os Policiais Federais e com a Justiça, inclusive com possibilidade de violação da intimidade dos servidores e desprezo ao custo de mais de R$ 500 mil por ano, segundo o documento encaminhado.

É isso aí !!! Inversão de valores e falta de condições absoluta de trabalho !!! O preso (custodiado) vigiando a própria Polícia Federal…

Compartilhe:
Categoria(s): Gerais / Segurança Pública/Polícia
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 25/07/2011 - 13:23h
Baraúna urgente!!!

Polícia cobre 893,11km² sem ter uma viatura

Deu no Blog Baraúna Notícias AQUI

A única viatura que servia à Polícia de Baraúna quebrou a “bandeja”. Segundo informações técnicas, sem esse equipamento, o veículo fica impossibilitado de uso.

Na verdade, o veículo é uma “sucata rodante” e seus pneus estão lisos de pegar verniz.

Baraúna fica a 29 quilômetros de Mossoró. O município tem posição geográfica estratégica, divisa com o Vale do Jaguaribe e seu território é enorme, para ser coberto pela segurança pública, que agora faz  seu trabalho a pé ou com ajuda da iniciativa privada.

Baraúna tinha três viatura e duas motos no trabalho de segurança da cidade até há alguns meses.

A prefeitura local arcou com o conserto de uma viatura, com investimento de R$ 8 mil, para auxiliar a polícia.  Só que depois da restauração do carro, ele foi removido para o 2º Batalhão de Polícia Militar, baseado em Mossoró.

Nota do Blog – Baraúna tem um território de 893,11 quilômetros quadrados, tendo a oeste e norte divisa com os municípios cearenses de Aracati, Quixeré e Jaguaruana.

Segurança pública nessa imensidão, a pé, chega a ser algo ridículo. Vergonhoso.

Compartilhe:
Categoria(s): Segurança Pública/Polícia
segunda-feira - 25/07/2011 - 10:44h
Felipe Guerra

Governismo está dividido para sucessão municipal

Impasse sério no governismo em Felipe Guerra. As forças que compõem o governo não se entendem até aqui.

O prefeito Braz Costa (PMDB) dá sinais de que deseja inflar o nome de Fagner Morais (PMDB) à sua sucessão. Ele é titular da pasta financeira da Prefeitura de Felipe Guerra.

Já o ex-prefeito Hugo Costa (PMDB), de participação ainda onipresente na administração, costura a ascensão à disputa do seu filho Victor Hugo, acadêmico de Medicina da Universidade Potiguar (UnP) – Natal.

Faltando pouco mais de um ano para as eleições municipais, as diferenças entre prefeito e ex-prefeito ainda não foram reparadas.

Quem será o candidato do governismo?

Eis a questão.

Compartilhe:
Categoria(s): Política
segunda-feira - 25/07/2011 - 10:18h
De mal a pior

Professor-enfermeiro aponta submundo do Tarcísio Maia

Mais um desabafo incisivo, vindo de profissional com atuação no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Dessa feita é do enfermeiro do pronto-socorro e professor universitário Rafael Soares.

Através do Twitter, ele dá vazão às suas queixas e desapontamentos.

Leia abaixo:

– Ontem foi um dos plantões mais estressantes que já trabalhei no  HRTM. Estamos em uma situação em que se escolhe qual paciente vai ser atendido. Falta estrutura, corpo funcional, material de uso diário, profissionais qualificados e hoje digo sem medo: Faltam profissionais motivados.

– É irritante ver a falta de compromisso e competência administrativa do Governo do RN e da direção do HRTM para com os usuários. O que mais me chateia é o estelionato eleitoral que é feito usando o hospital. Como? Respondo: inaugurar um repouso masculino e só depois de 2 meses colocá-lo em funcionamento. Agora inaugurado, não se monta escala profissional.

– Mas o pior é a “imoralidade e falta de ética” de quebrar um dos princípios basilares do SUS: Equidade. Por que  digo isso?? Respondo também. Durante o dia, quando tinha um paciente apadrinhado político do grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), o diretor-geral moveu céus e terras para resolver. Durante a noite, quando o paciente já não era do grupinho, o mesmo diz que não pode fazer nada e que esperemos outro mês para as coisas melhorarem.

– Isto é quebrar a “equidade”, que é princípio do SUS. Sugiro que o secretário da Saúde, Domício Arruda,  mande capacitar os gestores sobre o sistema que eles representam. Até quando o HRTM será usado como cabide político para que determinados grupos (ou seria ‘corja’) ganhem status eleitoral.

– Vidas são ceifadas, humilhadas, marginalizadas ao passo que trabalhadores são massacrados, injustiçados por uma gestão que é incompetente.

Rafael Soares – Enfermeiro Dermatologista – especialista em tratamento de feridas. Enfermeiro do Pronto-Socorro do HRTM/SESAP/RN. Professor da FACENE/RN.

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / Saúde
segunda-feira - 25/07/2011 - 09:34h
Economia

Progresso no ar e em terra

Um termômetro da pujança econômica de Mossoró, tangida pela iniciativa privada, pode ser vista nos ares.

Atualmente, cinco helicópteros fazem parte do elenco de aeronaves adquiridas por grupos empresariais originárias de Mossoró. Outros dois estão sendo aguardados.

Também é crescente a aquisição de carros com blindagem.

E ninguém se apresse em falar em suposto estrelismo e esnobismo diante dessa tendência.

Violência e relação custo-benefício justificam os investimentos.

Compartilhe:
Categoria(s): Economia / Gerais
  • San Valle Rodape GIF
segunda-feira - 25/07/2011 - 09:26h
Governo "Da Gente" (deles)

Obrigação vira feito marcante no serviço público

Carlos Santos,

Em Mossoró, a relação comunicação-mídia-administração pública vive no mais retrógrado dos mundos. A edição do sábado/domingo do jornal Correio da Tarde traz em matéria de meia página a distribuição de kits de EPI – Equipamento de Proteção Individual (EPI), com luvas, máscara e botas, como se fosse uma ação estupenda e maravilhosa da Prefeitura em “valorização do servidor”.

Fiquei pensando se os jornalistas desse “prodigioso” jornal não sabem que EPI é de distribuição obrigatória, e que os coveiros já de há muitos anos tinham que trabalhar com esse material “dado” pela Prefeitura?

O Coveiro, cujo Código Brasileiro de Ocupação (CBO) é 5166-10, tem direito a adicional de insalubridade em grau médio e estão recebendo os kits de proteção com dezenas de anos de atraso.

O pessoal que trabalha com cemitério corre risco biológico, e mesmo que faça o uso de EPIs, existirá o adicional de insalubridade.

Onde está o Ministério do Trabalho que nunca fiscalizou os cemitérios de Mossoró? Antes de ser uma “conquista” dos servidores, ou uma “dádiva” da administração municipal, como foi colocada na matéria, a Prefeitura apenas cumpriu tardiamente o seu dever como empregadora.

Isto os sindicatos nada denunciam! O Ministério Público do Trabalho nada! E a Delegacia Regional do Trabalho, tão pródiga na autuação das empresas, nunca olharam essas condições de risco que estavam expostos os funcionários dos cemitérios.

E, com uma matéria cinfrim dessas, o jornal ainda faturou!

É o fim!

Abraços,

Cid Barbosa – Webleitor

Nota do Blog – Kkkkk!! Meu caro Cid Barbosa, por essas plagas, obrigação vira feito e omissão provoca silêncio cúmplice. Tutti buona gente!

Compartilhe:
Categoria(s): Administração Pública / E-mail do Webleitor
domingo - 24/07/2011 - 23:43h

Pensando bem…

“Jamais interrompa seu adversário quando ele estiver cometendo um erro.”

Napoleão Bonaparte

Compartilhe:
Categoria(s): Pensando bem...
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 24/07/2011 - 16:00h
Disputa de poder

Clã Rosado sofre com efeitos do “gigantismo” no topo

Obsessão de Gustavo Rosado é ameaça comum para Carlos, Sandra Rosado e à própria oligarquia

O clã Rosado vive um momento paradoxal em sua existência: como grupo político de raiz eminentemente familiar, está no topo. É a mais bem-sucedida e longeva oligarquia em atividade no Rio Grande do Norte, com seu poder espraiado por todos os poros.

Mesmo assim está em xeque.

Como explicar que com tantos ventos soprando a favor, os Rosado estejam em dificuldades? E que dificuldades são estas?

Tudo é resultado do seu próprio modelo de fazer política. Adota visão reducionista, concentradora e que costuma selecionar “tropa” pelo critério da fidelidade cega e não da qualificação ao fortalecimento de seus próprios projetos de manutenção do poder. Quase ninguém prospera politicamente à sua volta, se não possuir o mesmo sobrenome.

Mas a grande ameaça aos Rosado, agora, não é o surgimento de qualquer força alternativa ou convulsão social em Mossoró. A corrosão da oligarquia é endógena, de suas entranhas, com a luta por espaços internos e supremacia de comando.

A crise não é, em si, uma anomalia. Faz parte de toda história de ascensão e gigantismo político. Quanto maior o “bolo”, maiores as tentações, conspirações e interesses conflitantes. Sempre foi assim. Dos impérios milenares no Oriente, às cortes medievais europeias.

Gustavo vai pro tudo ou nada

É Gustavo Rosado, que nos anos 80 e início dos anos 90 teve projeção pessoal na cidade como “agitador cultural”, a ameaça a esse poderio. Arqueado sobre sua mesa de trabalho na antessala da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, sua irmã, no Palácio da Resistência, ele desenhou para si uma ambição pessoal. Não estabelece limites ou artifícios.

Quer ser o novo todo-poderoso da família. O preço, não importa.

Prefeito de fato, Gustavo – chefe de Gabinete da prefeitura – passou a exercer a liderança do governo, nos campos político e administrativo. Eclipsou até mesmo irmãos mais conceituados socialmente, além de vitoriosos no campo empresarial. E a prefeita de direito foi posta numa redoma, apenas para aparecer em fotos e solenidades.

Ele é o cara. Dá as cartas.

Essa ousadia lhe deu combustão para sonhar mais alto, agindo muitas vezes como uma centrífuga: tritura tudo à sua volta, depois, se for o caso, tenta juntar os cacos. Um comportamento que torna tudo movediço e minado sob seus próprios pés.

Carlos Augusto Rosado (DEM), seu primo, quatro vezes deputado estadual, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que ganhou a reputação de líder frio e incontestável, é um “aliado” a ser suplantado. Nesse mesmo espaço geopolítico, não é possível essa diarquia (governo de dois reis). É um ou outro.

A sucessão municipal é o teatro de guerra desse duelo surdo, que os dois lados do governismo tentam disfarçar com sorrisos amarelos e entrevistas açucaradas. Em tudo há uma sincera hipocrisia, que os ajuda a conspirar contra o outro.

Acompanhe o Blog também pelo Twitter clicando AQUI

“Dono” do Estado, papel que repete como fez na época das três gestões da mulher, Rosalba, na Prefeitura de Mossoró, Carlos Augusto não abre mão de comandar a sucessão de Fafá, que aboleou na cadeira de prefeita em 2005. Gustavo, também não.

Quem vai se submeter à liderança do outro? Um indica e conduz nome à sucessão de Fafá e o outro endossa e ajuda? Quem ficará com o papel de comandante-em-chefe?

Na outra extremidade dessa briga fraticida, ainda tem a deputada federal Sandra Rosado (DEM), adversária oposicionista, que há anos não experimenta o doce sabor da prefeitura. Quer fazer a filha e deputada estadual Larissa Rosado (PSB), na terceira tentativa consecutiva, prefeita de Mossoró.

Prima de Carlos, com quem mantém ótimo relacionamento social e familiar, ela não conserva a mesma simpatia ou sequer um sorriso protocolar, para Gustavo. A recíproca é verdadeira. Esse é um primo que sempre vivera a expensas de mesadas familiares ou empregos públicos, arranjados por tios e primos políticos como Sandra e Carlos. A deputada e Gustavo não são apenas adversários.

Larissa Rosado

Desse emaranhado de interesses, ressentimentos e vaidades sairá o resultado das urnas em 2012. Entre as várias conjecturas à mesa, existe hipótese de Carlos e Gustavo se afinarem. Um aceitaria a posição de lugar-tenente do outro. Outra possibilidade, é que o Palácio da Resistência tenha candidato próprio, enquanto Carlos e Rosalba escolham outro.

O prognóstico de um racha, que leve Carlos e Rosalba a acenarem para Larissa, por ser um mal menor, não deve ser afastado. Mesmo que seja algo de difícil.

Num passado relativamente distante, os Rosado já tiveram problema parecido. Outros tempos, outra conjuntura. Filho do então prefeito Dix-huit Rosado, o industrial Mário Rosado pontificou na última gestão do pai (1993-1996). O período rachou a família a ponto de gerar várias interpelações judiciais entre seus líderes, provocações através da imprensa e até incidentes truculentos.

Mário passou com a morte do próprio pai no poder, em pleno mandato, no dia 22 de outubro de 1996. Mas até hoje  é lembrado pelo estilo “arrasa-quarteirão”, ou “passando a limpo”, como era o título de um programa de rádio que apresentou, em que arrancava as vísceras da própria família.

Carlos e Sandra: afinação para se evitar o pior

Com Gustavo, a história se repete. O desiderato é o mesmo: mandar, desmandar. Ser único a reinar no “país de Mossoró”.

Quem conhece bem a natureza, perfil e história do clã Rosado, sabe que Carlos, Sandra e Gustavo representam a própria essência dessa oligarquia. Cada um com suas idiossincrasias, centralizadores e onipotentes.

O que talvez torne o primo Gustavo letal, é o fato de experimentar uma situação única de mando e esteja disposto a não largá-lo facilmente. Deve sentir calafrios ao pensar que voltará a ser um personagem periférico, longe do Palácio da Resistência.

Passional e colérico como é, se mexe como um homem-bomba. Não se intimida diante dos primos. Pode mandar tudo pelos ares.

Ele quer o meu lugar – ruminou Carlos Augusto a uma interlocutora da própria família, há alguns meses, se referindo ao agitador cultural.

Compartilhe:
Categoria(s): Reportagem Especial
domingo - 24/07/2011 - 13:39h
Turrão estava certo

Peçam desculpas ao Dunga, por favor

Passou a participação do Brasil na Copa América, com atuações chinfrins de Neymar e Ganso, mas não vi nem ouvi qualquer comentarista profético pedir desculpas a Dunga, ex-treinador da Seleção do Brasil de futebol.

Os dois ficaram de fora de sua lista para Copa do Mundo da Àfrica do Sul e quase o mundo veio abaixo.

Numa competição fuleira como essa Copa América, os dois não conseguiram se sobressair. Estiveram apagados.

Ganso ainda tem a desculpa de estar saindo de uma contusão delicada, ainda fora de ritmo etc.

Neymar, não. Foi sofrível até nas firulas improdutivas, desarmado com facilidade pelos adversários.

Faltam-lhes um pouco mais de maturidade, estrada e lapidação, para que possam realmente dar vazão com a camisa amarela, ao talento que possuem, sobretudo o Neymar – um craque na acepção da palavra – mas muito deslumbrado com o sucesso.

Dunga, você estava certo.

Compartilhe:
Categoria(s): Esporte
  • San Valle Rodape GIF
domingo - 24/07/2011 - 13:13h

Nenhuma mulher se acha bonita

Por Fabrício Carpinejar

Toda mulher bonita não se acha bonita. Mesmo a mais bonita. É alguma coisa que não agrada: a orelha, o pé, a mão.

São detalhes imperceptíveis para a tripulação barbuda. Ou as veias estão muito saltadas ou as unhas quebram rápido. Uma coisinha que somente ela nota. E ela sofre duas vezes: quando alguém descobre e quando ninguém enxerga.

A segunda opção é a mais triste.

Caso o problema passe despercebido, partirá do princípio de que é tão insignificante que não merece a atenção dos outros.

Toda mulher se vê filha única do defeito. E não é um defeito, mas uma cisma. A maior parte dos defeitos é superstição.

Talvez o martírio feminino venha do excesso de controle: ela se olha demais, e tudo ganha o dobro de importância. O homem se olha de menos, e nunca teve estrias e celulite.

Para a mulher, espelho é lupa. Para o homem, espelho é janela.

Uma espinha, por exemplo, quando descoberta por uma mulher torna-se o próprio rosto. O rosto não existe mais, somente a espinha, que é alisada a cada preocupação.

Mulher não se acha realmente bonita. Nem Brigitte Bardot antes. Nem Gisele Bündchen agora.

Mulher nenhuma no mundo é vaidosa; vaidade é a confirmação de um atributo e ela desconhece suas qualidades. Mulher nenhuma acredita que é bonita, apenas disfarça que é bonita.

O elogio que recebe soa como ironia. A ausência de elogio soa como reclamação.

Arrumar-se de manhã para a mulher não é um prazer, e sim um pânico. No fundo, ela se considera um encalhe. Jura que qualquer novo amor é resultado de compaixão ou cegueira masculina.

Mulher não nasce bonita, torna-se provisoriamente bonita (em sua concepção, a beleza dura apenas um dia).

Ela se monta por 24h, mais do que isso não consegue: carrega o medo de se desmanchar com a luz e desiludir a expectativa do próximo. Seus cuidados são vinganças: à infância, ao deboche da família, ao bullying na escola.

Dentro dela, ela continua uma nerd. Guardará para sempre a imagem de menina inteligente e problemática, de gorda balofa, de desengonçada e fora do time, de alta girafa, de sardenta enferrujada, de vesga fundo de garrafa.

Não adianta convencê-la de que ela é linda, ela se acorda despenteada e nasce de novo, como se não tivesse vivido antes. Não é falsa modéstia, sequer é modéstia, ela se percebe feia.

Toda mulher bonita acredita que, no máximo, pode se ajeitar.

Em seus olhos, corre uma insatisfação permanente que não permite descanso e luto. Se seus cabelos são lisos, ela gostaria que fossem cacheados; se são cacheados gostaria que fossem ondulados, se são ondulados gostaria que fossem crespos.

A beleza é uma conclusão. E toda mulher vive de dúvidas, toda mulher é uma pergunta. Uma insaciável pergunta.

Fabrício Carpinejar é jornalista, professor e escritor gaúcho

Compartilhe:
Categoria(s): Crônica / Grandes Autores e Pensadores
domingo - 24/07/2011 - 09:52h

Só Rindo (Folclore Político)

Vida de bode

O prefeito de Governador Dix-sept Rosado, Gilberto Martins, ouve compenetradamente um técnico do Banco do Nordeste durante a “Festa do  Bode” em Mossoró.

Segundo o engenheiro agrônomo, para avaliar se o animal é de qualidade, o procedimento comum é “apalpar seus testículos”. Se o bicho abrir o berro, o preço despenca.

Esclarece, que o animal apresenta atrofia no aparelho reprodutor. Por esse motivo, se desespera ao ter os “acessórios” comprimidos.

Em seguida, o mesmo técnico demonstra in loco como é feito o “exame íntimo”.

O criador Antônio Pereira, até então alheio aos esclarecimentos, aproxima-se e indaga a Gilberto: “O que ele está fazendo?”

O prefeito disserta um resumo sobre o que ouvira. Atento, fazendo bico e mexendo afirmativamente com a cabeça, Antônio Pereira resolve emitir uma opinião pessoal sobre o manuseio científico do animal.

Com o queixo empinado na direção do engenheiro agrônomo, que ainda está agachado, Antônio Pereira coloca-o na situação do bode:

– Se apertarem os ovos dele, garanto que o berro também é grande!

Compartilhe:
Categoria(s): Folclore Político
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 24/07/2011 - 07:54h

Poema de sete faces

Por Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas, pretas, amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) – Poeta mineiro

Compartilhe:
Categoria(s): Poesia
domingo - 24/07/2011 - 06:20h

De falsos sabichões

Por Honório de Medeiros

O brasileiro é folgado.

Põe-se a pontificar acerca de qualquer assunto que lhe caia nas mãos. Não todos, evidentemente. Alguns ficam chocados com essa atitude “chopp-com-batata-fritas”.

Como um conhecido meu que observava, aturdido, em uma roda de bebidas, uma discussão travada a respeito de um assunto de natureza jurídica. Questão complexa, de Direito Constitucional. O bate-boca esquentava e esfriava e ele não entendia por que não lhe perguntavam como resolvê-la.

Nada mais óbvio, tratava-se de um professor da disciplina.

No Brasil, com as exceções de praxe, ninguém quer ser tomado por ignorante, mesmo que o seja. Evidente que há as exceções: alguns chegam até a orgulhar-se de jamais ter lido nada, mas essa é a alternativa que lhe sobra para chamar o holofote para si.

Todos sabem tudo. E falam acerca de qualquer assunto com tal ar pontifical que deixaria um transeunte menos avisado perplexo com tamanha sabedoria.

Mecânica quântica? Controle difuso de constitucionalidade? O efeito do príon na interrupção do processo sináptico no Mal de Alzheimer? Favas contadas! Cada um dos integrantes da roda é capaz de falar horas acerca do assunto.

É bem verdade que esse mal acomete com mais profundidade bacharéis em Direito, políticos e jornalistas. Não os publicitários – o problema deles é outro, é acreditarem que são inteligentes.

Tanto uns quanto outros, insignes leitores de capas de livros, desenvolvem, ao longo do tempo, uma rara capacidade de pontificar tudo acerca de nada. Uma palavra aqui, outra acolá, ambíguas, de conteúdo indeterminado, engatadas vagamente através de silogismos de pé quebrado, e eis o discurso pronto. E não adianta a contestação. Ela não é bem vinda.

Pode até levar o contestador ao isolamento sob a pecha de chatice. O máximo que se pode fazer, e o que todo mundo faz, é manter fixo o olhar sobre o pontificador enquanto a mente divaga. Evidente que esse discurso é secundado por uma perfomance corporal. E por testemunhos de ausentes.

Leitor de capa de livro exige platéia. Quer ser o centro das atenções. Quer o holofote totalmente voltado para si. E assume, ao falar, os trejeitos próprios, naquilo que eles têm de caricaturesco, dos grandes mestres. E tome citação.

Pegam uma frase de Shakespeare, colhida no “Dicionário de Citações”, tirada do seu contexto, e vão embora com ela enfadar os outros. Alguns não sabem, sequer, o título do drama ou comédia de onde a frase foi pinçada.

Assim foi que certa vez um amigo meu conhecido por seu sarcasmo se aproximoue de uma roda de Bacharéis quando um pontificador citava Lênin – ora vejam só, Lênin – e uma sua obra denominada “Teses de Abril”. Meu amigo interrompeu: “você leu?”

“Claro!”, respondeu o sabichão.

“Naquela edição volumosa, de quase quinhentas páginas, traduzida do alemão?”, tornou a perguntar. “Exatamente ela.”

“Bem que eu desconfiava”, disse, e se afastou com um sorriso irônico.

Para quem percebeu o sorriso e lhe procurou depois ele explicou: “nosso colega deve ter se enganado; o livro é fino, não fica em pé, e a tradução é do francês”.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

Compartilhe:
Categoria(s): Artigo
Home | Quem Somos | Regras | Opinião | Especial | Favoritos | Histórico | Fale Conosco
© Copyright 2011 - 2026. Todos os Direitos Reservados.