segunda-feira - 06/06/2011 - 20:39h

Estrada do Cajueiro em 4 décadas de lorotas


Carlos Santos,

Você já conhece o blog "Retrospectiva da Estrada do Cajueiro (BR 437)?

Se não conhece ainda, adianto que são registros jornalísiticos e fotografias da rodovia, protesto em defesa da estrada, fatos de fazerem vergonha, haja vista que há 4 décadas se fala na construção da rodovia, no entanto a mesmo não sai do papel.

O projeto da rodovia se estar devidamente aprovado pelo DNIT há 2 anos.

Agora, quanto mais vamos esperar para que seja lançado o processo licitatório para construção da estrada?

O fato estar condicionada à vontade da bancada federal do RN e do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, que recentemente disse que a Estrada do Cajueiro é outra obra que tomará impulso.

Eu sei qual é o impulso.

É o mesmo da preguiça ao subir numa árvore. Falo assim porque pelas matérias jornalísticas registradas no meu blog não dar para pensar diferente.

Assim, morre o burro e quem o tange.

Francisco Heronildes da Silva Júnior – Webleitor

Nota do Blog  – Meu caro, eu não conheço o Blog. Mas mande o link em novo comentário, que posto na caixa de mensagens abaixo desta postagem, para ajudar nessa luta.

Eu era menino e ouvia falar em Estrada de Cajueiro. Ao longo de 26 anos de profissão já fiz diversas reportagens sobre o assunto, registro em notas de colunas e até um documentário em VHS cheguei a produzir nos anos 90.

E tudo continua como dantes.

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segunda-feira - 06/06/2011 - 07:47h

Folha de pessoal do Estado pode ficar com “hidra” do Bradesco


Fiquemos alertas, cidadãos comuns, servidores estaduais!

Zunzunzum que corre por aí, no Centro Administrativo (Natal), garante que o Governo Rosalba Ciarlini (DEM) quer entregar folha de servidor à hidra do Bradesco.

A movimentação sairia de uma empresa de economia mista (Governo Federal , majoritário, com capital particular) para  o apetite desmedido de banqueiros privados.

Se alguém quer conhecer bem a experiência dessa relação público-privado, no tratamento de folha de pessoal, é só fazer pesquisa entre servidores da Prefeitura de Mossoró.

Antes da campanha eleitoral de 2006, o Governo Fátima Rosado (DEM) tirou a folha da Caixa Econômica Federal (CEF), para fechar negócio com o Bradesco.

Veja o Blog também pelo Twitter Clicando AQUI

A composição ensejou crédito de R$ 7 milhões no cofre municipal controlado pelo DEM.

Desde então, os milhares de "barnabés" passaram a viver um ritual satânico, de  espoliação, além de maus-tratos por falta de estrutura de atendimento à categoria.

Empréstimos consignados em taxas mais altas do que oferecidas pela própria CEF, também fizeram parte desse circo de horrores bancado pelo poder público, numa imposição odiosa contra o servidor.

Isso posto em nível de Estado deve ser uma espécie de "campo de concentração", para morte lenta, gradual e continuada do funcionário público do RN. Uma Auschwitz à moda potiguar.

P.S – Fala-se que o humor dos donos do poder estadual mudou, contra o Banco do Brasil, depois de recente episódio em que a S/A desmentiu o governo publicamente.

Mostrou que o atraso no pagamento da folha de maio não ocorrera por falha técnica do banco mas de estranho "equívoco" do próprio governo.

Porém pode existir mais um "caroço" nesse angu, que remonta à campanha eleitoral de 2010.

Aguardemos os acontecimentos ou o recúo sensato do governo.

P.S – Por pressão dos servidores municipais de Mossoró, a prefeitura retomou contrato com a CEF há poucos meses, para administração da folha de pessoal.

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Categoria(s): Administração Pública
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segunda-feira - 06/06/2011 - 07:07h

Setor de automotivos pode trazer novidades em breve


O grupo paraibano "Dão Silveira" (AQUI) está de olho no mercado de automóveis de Mossoró.

Sem alardes, sonda possibilidade de ter outra concessionária GM na cidade.

É controlada pelo empresário João Silveira Guimarães .

Quem tem o mesmo foco é a Silcar Veículos (Fortaleza-CE), que também possui bandeira da GM.

P.S – O mercado está muito aquecido, com novidades que fermentam os bastidores, até com certas surpresas e reviravoltas. 

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segunda-feira - 06/06/2011 - 06:45h

Alunos da Uern fazem protesto público hoje à noite


Estudantes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) vão promover protesto hoje às 18h, na Avenida Dix Neuf Rosado (Leste Oeste), perto da Central de Abastecimento de Mossoró (antiga Cobal).

A grita é contra a falta de estrutura da Uern, em termos de ensino e apoio à categoria. Cobram autonomia financeira para a instituição.

É ainda, uma forma de apoio à greve dos próprios professores.

Nota do Blog – A Uern é a maior obra humana produzida em solo mossoroense. Nasceu no final dos anos 60 pelas mãos do prefeito Raimundo Soares e do professor João Batista Cascudo Rodrigues, como um delírio.

De lá para cá, a instituição tem vivido momentos difíceis, sobretudo pela falta de compreensão de parte da elite política deste estado, que não consegue entender como é ínfima  a relação custo-benefício dessa academia.

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segunda-feira - 06/06/2011 - 06:33h

Deputado Fernando Mineiro provoca debate sobre rio

O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) realiza nesta segunda-feira (6) audiência pública para debater a poluição do rio Apodi-Mossoró. Será às 9h30, no auditório do Sesi, em Mossoró.

Na ocasião, será apresentado um diagnóstico físico-químico-ambiental do rio, sua situação hídrico-ambiental e o relato das ações realizadas nessa importante Bacia Hidrográfica.

Ainda será apresentada a exposição "Imagens e Margens de um rio", com fotos produzidas por fotógrafos da região, sobre o tema em foco..

O deputado pretende ainda lançar regulamento do concurso "Minuto de Atenção". Premiará os vídeos mais criativos que retratem o rio Apodi-Mossoró. Um detalhe: as imagens devem ser produzidas, exclusivamente, por câmeras de celulares.

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segunda-feira - 06/06/2011 - 00:39h

Letra e Música – 141


Esta seção, a "Letra e Música", comumente fecha nosso domingo juntos, webleitor (a). Mas pela primeira vez "desabamos" madrugadinha de segunda-feira, hoje, dia 6 de junho.

É, não tive como postá-la antes, devido uma ingente obrigação que me sitiou fora da internet. Mas vale a pena chegar até aqui, neste início de madrugada.

Sempre vale a pena. Sou um pescador de ilusões.

Premio-o com Novo Tempo, de Ivan Lins e Vítor Martins, uma daquelas canções imortais, que gosto de revisitar.

Ela, para mim, é quase um hino pessoal. Divido-a contigo. A letra diz muito, quase tudo, mas há ainda muito a ser dito e feito.

(…) No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos crescidos, estamos atentos, estamos mais vivos
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
Da força mais bruta, da noite que assusta, estamos na luta
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
Pra que nossa esperança seja mais que a vingança
Seja sempre um caminho que se deixa de herança
No novo tempo, apesar dos castigos
De toda fadiga, de toda injustiça, estamos na briga
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
De todos os pecados, de todos enganos, estamos marcados
Pra sobreviver, pra sobreviver, pra sobreviver
No novo tempo, apesar dos castigos
Estamos em cena, estamos nas ruas, quebrando as algemas
Pra nos socorrer, pra nos socorrer, pra nos socorrer
No novo tempo, apesar dos perigos
A gente se encontra cantando na praça, fazendo pirraça
.

Até daqui a pouco.

Veja o clip AQUI.

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domingo - 05/06/2011 - 19:59h

Opinião

Acompanhe comentários em áudio, aqui, na voz de Carlos Santos.

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domingo - 05/06/2011 - 19:46h

Lançamento

Novo Blog é apresentado e tem boa aceitação .

 

Clique aqui e veja Reportagem Especial.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 05/06/2011 - 11:23h

Uma “crise de método” no governo Rosalba Ciarlini


Do Blog Honório de Medeiros AQUI:

Carlos Santos, o "rebelde com causa"

Jornalista experiente, escritor, Carlos Santos firmou seu nome como sinônimo de estilo, profundidade e independência em seus textos. Atualmente seu blog, o www.blogdocarlossantos.com.br, é referência no Estado, e, até mesmo fora dele, em Política e áreas afins. A este blog, gentilmente, o "rebelde com causa" de Mossoró concedeu a entrevista abaixo:

Blog Honório de Medeiros: Você foi, até prova em contrário, o primeiro jornalista do Rio Grande do Norte a apontar equívocos no início da gestão da Governadora Rosalba Ciarlini (DEM). A que você atribui esses equívocos?

Carlos Santos: Mais do que uma crise financeira, há uma crise de método, de mentalidade. Rosalba e seu grupo implementaram um conceito de relação, com os administrados, com base no que imprimiram na Prefeitura de Mossoró, plasmado numa visão unilateral. Aos poucos, eles percebem que "o Estado não é a Prefeitura de Mossoró e o RN não é Mossoró".

Blog: Quais os principais equívocos cometidos pela Gestão Rosalba Ciarlini nestes primeiros meses de Governo?

Carlos: Como disse há pouco, é de método, de mentalidade. A governadora já cometeu vários deslizes verbais que passariam despercebidos em Mossoró, mas não em Natal e no comando do Estado. Afirmou que o Estado estava quebrado e autorizou liberação de recurso para Carnaval e times de futebol; disse que não tinha nada com fechamento do Meios e depois saiu remendando financeiramente essa ONG; declarou que a violência urbana em Mossoró era culpa do Presídio Federal e em seguida mandou uma força militar passar alguns dias na cidade, só para se exibir nas ruas, sem que a violência fosse estancada. Para completar, escalou o culto e inteligente Paulo de Tarso Fernandes, secretário de Gabinete, para negociar com grevistas, mas gerando provocações e vilipêndios. Precisa descer dos "saltos". O Estado não é a Prefeitura de Mossoró. Simples assim.

Blog: Do quê se leu na mídia no final do Governo passado e início deste qual a sua opinião: o Estado está quebrado ou está fazendo caixa?

Carlos: Balela. Já assistimos esse filme antes. Claro que o Governo faz caixa. É o mesmo álibi empregado na Prefeitura de Mossoró, em que a folha de pessoal sempre respondeu por custo ínfimo, longe de causar ameaça à estabilidade gerencial. Faz parte de nossa cultura política esse discurso, de satanização do antecessor-adversário, para parecer que a tarefa à mão é uma obra hercúlea. Wilma de Faria fez isso. Lembra? Em quatro anos, Rosalba deverá movimentar mais de R$ 45 bilhões e choraminga por um "rombo" que hoje não ultrapassaria R$ 800 milhões. Cadê a crise? Cadê o rombo? Ela tem coragem de convocar os outros poderes  para uma verdadeira reforma de estado, em vez de promover a asfixia salarial dos "barnabés"? Não creio. O Estado continuará sendo um Robin-hood pelo avesso, tirando dos mais carentes para servir a uma minoria privilegiada.

Blog: Quem realmente influi nas decisões da Governadora e por quê? 

A cabeça pensante, a visão ideológica de poder e gerencial, é Carlos Augusto Rosado, marido da governadora. Sempre foi assim, não será diferente agora. "É o cara", digamos. Mas ele ouve muito Paulo de Tarso, além de confiar sobremodo em dois técnicos capazes, Obery Júnior (Planejamento) e Kátia Pinto (Infra-estrutura). Contudo nada acontece sem seu aval. Ele é responsável pelo ousado projeto de poder que catapultou Rosalba à Governadoria. Resta saber se tinha também um plano de governo. Por enquanto, os primeiros sinais indicam que não. 

Blog: Você acredita na possibilidade de um bom Governo Rosalba Ciarlini?  

Carlos: Repito o que disse após as eleições do ano passado e ratifiquei várias vezes em meu blog – www.blogdocarlossantos.com.br – sem qualquer ranço de má vontade, mas assinalando uma visão com base em elementos históricos e políticos: Rosalba caminha para fazer um bom governo, mas convencional, sem inventividade ou ousadia, como aconteceu em três passagens pela Prefeitura de Mossoró. Estamos longe de experimentar o que gestões como de Aluízio Alves e Cortez Pereira esboçaram para o Rio Grande do Norte. Depois deles tivemos muito "feijão com arroz" ou nem uma coisa nem outra. Lembro o genial paraibano José Américo: "Há uma miséria maior do que morrer de fome no deserto: é não ter o que comer na terra de Canaã". O Rio Grande do Norte.  

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domingo - 05/06/2011 - 10:50h

Seja bem-vindo, Zé!


Webleitor, por favor me dê um espaçozinho aí. Quero lhe comunicar uma notícia em especial.

Nasceu José Luiz, filho do engenheiro Diego Barros e a bacharela em direito Érika Bessa. Foi ontem, na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (Mossoró), à noite.

Uma benção, pois.

Criança é um bem sem dimensão. Filho, heim?! Mexe, muda.

É a vida se renovando, se reinventando.

Além dos parabéns pros pais, saúdo os avós maternos Zé Maria Viana-Goreti; Luiz de Moura Barros e esposa, pelo lado paterno.

Seja bem-vindo, Zé!

Foto – Esse é o cara (clique AQUI)

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 05/06/2011 - 09:52h

Uma “peinha de nada” para ser feliz


Como não sou adepto da "teoria da conspiração" nem adoto a "síndrome do retrovisor" para justificar meus erros e fracassos, sigo em frente.

Essas duas estratégias são comuns às pessoas que não admitem as próprias falhas, temem um mergulho no seu "eu" e adoram transferir culpas.

Toda ação corresponde a uma reação. Parado estamos de algum modo agindo. Portanto, fomentamos algum tipo de efeito.

Na política e na vida pessoal é assim.

Eu sou o resultado do que faço, mas também do que espero acontecer. Sou a soma dos meus medos e coragem. Ação, reação; avanço, omissão.

Um bom começo para alterar a história é admitir: "Só sei que nada sei". Socratiano.

Para ser feliz ou infeliz, basta muito pouco. Aqui no sertão se diz que é coisa assim de uma "peinha de nada".

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domingo - 05/06/2011 - 09:41h

Ser burguês e nós pobres


Carlos Santos,

Só para participar da polêmica sobre o que é ser burguês e a administração estadual: "Burguês é gente rica que bota prá lascar nós pobres."

Ouvi de um vigia de escola.

Teresinha Melo – Webleitora de Macaíba

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 05/06/2011 - 09:02h

Da “síndrome do retrovisor” à “teoria da conspiração”

Leio no Território Livre de Laurita Arruda, um desabafo legítimo na forma mas pobre em essência, da prefeita natalense Micarla de Sousa (PV).

Ela abandona a "síndrome do retrovisor" (que imputava tudo ao ex-prefeito Carlos Eduardo Alves-PDT) e encara outro lugar-comum. Agora é a "teoria da conspiração".

Sente-se vítima dos "poderosos", que não aceitariam sua vitória (ocorrida em 2008) à Prefeitura de Natal.

É sua justificativa para uma campanha nas redes sociais, que chegou às ruas, pedindo sua saída do governo.

O "fora, Micarla" é a expressão da vontade popular, mas ela prefere vender a tese de vítima de uma trama supostamente urdida nos subterrâneos de Natal.

Certamente, a prefeita pediu o álibi emprestado. Ou arrebatou das mãos da ex-governadora Wilma de Faria (PSB).

Já vi esse filme antes. Com Wilma, há pelo menos algo de verossímil, até um certo ponto de sua recente biografia. Com Micarla, nem isso.
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domingo - 05/06/2011 - 08:28h

“Demian”, por Herman Hesse


Aqueles que são de minha geração e gostam de ler, conhecem a obra de Herman Hesse, principalmente “Sidarta”, no qual ele romanceia a vida de Gautama Buda.

Quem, no entanto, se deixou verdadeiramente fascinar pelos livros do escritor – e foram muitos na década de 60/70 -, leu praticamente tudo que foi traduzido para o português: “O Lobo da Estepe”; “O Jogo das Contas de Vidro”; “Demian”; “Gertrud”; “Pequenas Histórias”; “Narciso e Goldmund”…Dentre eles é possível que “Demian” seja considerada um livro menor.

Na verdade, a crítica faz loas a “O Jogo das Contas de Vidro” e, em menor escala, a “O Lobo da Estepe”, embora o mais conhecido seja, sem qualquer sombra de dúvida, “Sidarta”. Em “Demian”, Hesse nos apresenta a um adolescente que fascina um seu colega de escola – o relator da história – principalmente graças a sua mãe, mulher bela e misteriosa, e de sua iniciação em uma seita religiosa denominada “Cainismo”.

O que seria esse “Cainismo”?

Quando essa questão aparece na convivência entre “Demian” e seu interlocutor aquele lhe apresenta, como ponto-de-partida para o conhecimento do Cainismo, uma longa relação de personagens condenados pela história oficial: é o caso de Caim, o irmão de Abel, cujo nome batiza a seita; é o caso de Eva; é o caso de Judas Iscariotes.

Vale ressaltar que o “Cainismo” foi resgatado da total obscuridade, no século XIX, por Lord Byron, mas hoje voltou a mergulhar, até onde se sabe – é bom frisar -, nos subterrâneos profundos do Père Lachaise, e é possível que somente exista, enquanto referência histórica, em obras emboloradas de historiadores praticamente desconhecidos, a grande maioria compondo, também, o “Cemitério das Obras Esquecidas” que, até onde se sabe, fica em Barcelona.

A pergunta que “Demian” faz a seu interlocutor durante todo o transcorrer da trama é se haveria Abel sem Caim; o Homem, sem Eva; Jesus, sem Judas. Evidentemente, a pergunta implícita e fundamental por trás de sua doutrinação é se haveria Luz sem Trevas; se haveria o Ser, sem o Nada.

O que nos remete, cada vez mais longe no tempo, até o Maniqueísmo do qual foi seguidor, por um bom tempo, ninguém mais, ninguém menos, que Santo Agostinho. E que não se livrou de sua doutrinação inicial: que é a Civitas Dei senão a contraposição à Civitas Terrena, Deus versus Demônio? Luz versus Trevas?

Não seria essa percepção dualística da realidade o cerne do Catarismo, professado pelos Perfeitos, que a Inquisição, no Século XIII, varreu da face da França mandando matar todos naquela que seria a Primeira Cruzada e que foi liderada por ninguém menos que São Luis?

Questões como essa suscitaram ecos sólidos durante os famosos e psicodélicos anos 60/70, quando se questionava o modelo de vida que a sociedade materialista ocidental impunha a seus integrantes e ao resto do globo. Havia o fascínio pelo Oriente e seu estilo de vida, enquanto contraponto ao capitalismo, mas não aceitava o marxismo.

Desse fascínio e suas conseqüências somos todos herdeiros, de uma forma ou de outra, principalmente daquilo que seus maiores representantes, os “hippies”, nos deixaram de legado, e não foi somente sexo, música e drogas. 

Ainda hoje há, em alguns espaços diminutos, uma preocupação esotérica com a vida que parece muito distante do feijão-com-arroz cotidiano da luta pela sobrevivência: discutem-se óvnis, vida após a morte, holística, e assim por diante.

Mas também há espaços diminutos que resultam de preocupações que têm raízes solidamente firmadas no concreto, no real, e que são voltadas para a compreensão, por exemplo, dos efeitos da existência da antimatéria.

Tal questão poderia ser, em uma perspectiva descrita por Hesse, nada mais, nada menos, que o dualístico embate entre Luz e Trevas, para o qual o “Cainismo” foi, antes de tudo, em linguagem cifrada, uma descrição da realidade.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Estado do RN

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Categoria(s): Fred Mercury
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domingo - 05/06/2011 - 08:21h

Só Rindo (Folclore Político)


A zona do Padre Mota

O padre Luiz Ferreira Cunha da Mota, "Padre Mota", que administrou Mossoró durante nove anos e três meses, a partir de 1936, era um político afeito a tiradas inteligentes.

O bom humor recheava sua vida pessoal, política e sacerdotal. Mesmo em algumas situações, sua verve causava atordoamento. Ruborizava carolas de plantão.

Conversando à calçada com um rol de amigos, ele acompanha – apenas com o olhar – um veículo que se aproxima lentamente, "recheado" de algumas jovens de "origem suspeita". Suspeitíssima, que se diga.

Em cochichos começam a surgir algumas deduções em meio à confraria.

Barrigão protuberante, mãos agarradas aos braços de uma vigorosa cadeira de balanço, pontinha dos dedões quicando o chão, para dar impulso ao vaivém, Padre Mota não se manifesta. Apenas ouve as conjecturas.

– Acho que eles vêm da zona rural – tenta contemporizar um circunstante.

O político-sacerdote não perde tempo. Não alivia no verbo.

Vendo a "arrumação", ele dispara uma avaliação definitiva:

– Vem mesmo é da zona "rolau!"

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domingo - 05/06/2011 - 08:03h

O pior encontro casual


O pior encontro casual da noite ainda é o do homem autobiográfico. Chega, senta e começa a crônica de si mesmo: "Acordo às sete da manhã e a primeira coisa que faço é tomar o meu bom chuveiro".

Como são desprezíveis as pessoas que falam no "bom chuveiro!" E segue o parceiro: "Depois peço os jornais, sento à mesa e tomo meu café reforçado". Ah, a pena de morte, para as pessoas que tomam "café reforçado!" E a explanação continua: "Nos jornais, vocês me desculpem mas, a mim, só interessa o artigo de Macedo Soares e as histórias em quadrinhos".

Nessa altura o autobiográfico procura colocar-se em dois planos, que lhe ficam muito bem: o que ele julga de seriedade política (Macedo) e o outro, de folgazante espiritual (histórias em quadrinhos).

E vai daí para outra modesta homenagem a si mesmo: "Aí, então, é que vou me vestir. Quanto à roupa, nunca liguei muito, mas, camisa e cueca, tenha paciência, eu mudo todo dia". O "tenha paciência" é porque está absolutamente certo de que estamos com a camisa e a cueca de ontem.

"Acordo minha senhora, pergunto se ela quer alguma coisa e vou para o escritório". Gente que chama a mulher de "minha senhora" está sempre pensando que: não acreditamos que eles sejam casados no civil e no religioso; no fundo, desconfiamos de que sua mulher lhe seja infiel.

E vai adiante o mal-feliz: "Só aí vou para o escritório, mas nunca antes de passar no jornal, para ver se há alguma coisa". Esse "passar no jornal" é um pouco difícil de explicar. Mas todo homem banal tem muita vergonha de não ser jornalista e alude sempre a um jornal, do qual tem duas ações ou pertence a um primo, ou amigo íntimo.

Vai por aí contando sua vidinha, que termina, melancolicamente, com esta frase: "À noite, eu sou da família!". Bonito!

"Visto meu pijama, janto, deito no sofá e vou ver a televisão, com as crianças em cima de mim".

Está aí o retrato perfeito do cretino nacional. E, o que é triste, além de numeroso, está em toda parte. Que horror me causam as pessoas do "bom chuveiro", do "café reforçado", os de "Macedo Soares e das histórias em quadrinhos" (os que gostam só de Macedo Soares ou só de histórias em quadrinhos são ótimos), que precisam dizer que mudam camisa e cueca todos os dias, as que citam "sua senhora" e os que "passam no jornal, antes de ir para o escritório".

Nossa maior repulsa, ainda, por quem janta de pijama e deita no sofá, com as crianças em cima. Ah, essa gente me procura tanto!

Antônio Maria (1921-1964) – Jornalista, compositor e cronista pernambucano

* Texto extraído do livro "Com vocês, Antônio Maria", Editora Paz e Terra – Rio de Janeiro, 1994, pág. 163.

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sábado - 04/06/2011 - 20:19h

Cérebro: primeira reflexão

O cérebro,
planeta ameaçado,
atrai
notícias,
lixo orbital,
meteoros
de proporções
maciças,
luz gelada
em cometas,
música de esferas
inauditas.
O cérebro
imanente
e imantado
recebe
e comunica
resíduos
siderais
de matéria
quântica.
Momentum
fugaz
de trocas
orbitais
garante
que pensamento
sobreviva.
O cérebro
mensageiro
temporário
grafita
sua voz
e outras vozes
na ronda infinita.

Paulo de Tarso Correia de Melo é poeta potiguar

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sábado - 04/06/2011 - 19:56h

Presidente do PDT aponta perfil vencedor de Carlos Eduardo

O novo presidente do PDT em Natal, advogado Ricardo Pinto, afirmou hoje que o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) reúne “competência administrativa, experiência e apelo popular”.

Para ele, “estes três elementos formam o eixo que consolida uma candidatura e a leva a ganhar eleições”.

Carlos tem aparecido sempre em primeiro lugar, em qualquer pesquisa à Prefeitura do Natal.

Várias lideranças políticas participaram da convenção do PDT, ocorrida hoje.

Entre elas, o deputado estadual Agnelo Alves (PDT), o vereador George Câmara (PCdoB), o advogado Joanílson de Paula Rego (candidato a senador pelo PSDC em 2010) e o ex-secretário estadual de Saúde, Adelmaro Cavalcanti, eleito vice-presidente do diretório do PDT em Natal.

Também estiveram presentes diversos representantes de diretórios pedetistas no interior do Estado.

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sábado - 04/06/2011 - 19:53h

A coisa está preta para o governo “verde”

A prefeita Micarla de Sousa (PV) recebeu nova pesquisa de avaliação administrativa, na capital.

Também tem números que estimam situações relativas à campanha eleitoral do próximo ano.

Números e mais números. Todos para "consumo interno".

Nada que recomende divulgação.

A coisa não está verde.

Está preta mesmo.

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sábado - 04/06/2011 - 19:50h

Mais um nome pode sair do Governo Rosalba

Até o momento não se tem notícia quanto à permanência, ou não, de Mozaniel Rodrigues (PP), na Coordenadoria da Infraestrutura do Governo do Estado, lotado  na pasta da Agricultura. Fica ou sai?

Ele foi condenado, no dia 30 de maio em processo de número 0002172-83.2005.8.20.0105 (105.05.002172-2), que tramitou na vara criminal de Macau.

Mozaniel foi condenado pelos crimes de peculato e formação de quadrilha, para cumprir pena de detenção por três anos quatro meses e oitenta dias multas.

Tudo convertido em prestação de serviços e dez salários mínimos em cestas básicas.

Mozaniel é mais um daqueles personagens da política de Guamaré, sempre às voltas com escândalos. Por lá já teve o privilégio de ser prefeito, mas cassado.

Se Mozaniel for "aconselhado" a pegar o "boné", será a quarta exoneração de escalões altos do governo, a pegar a porta da saída.

Antes já saíram Manoel Pereira (Administração e Recursos Humanos); Carlos Lira, Ipern; e ainda o delegado geral de polícia do Estado, Ronaldo Gomes de Moraes.

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sábado - 04/06/2011 - 19:39h

Pensando bem…


"Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas… Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia…”

Friedrich Nietzsche

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sábado - 04/06/2011 - 19:36h

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais


O sábado (4) está quase esbarrando no domingo (5), mas ainda dá tempo de proclamar muitos vivas para uma das melhores figuras humanas que conheci em minha vida: Pedro Jorge Nogueira. Aniversaria neste sábado e ganha minha saudação de afeto. Feliz aniversário, meu querido.

Hoje também é aniversário de Bruno Oliveira, filho de Toinho Oliveira (da Prefeitura de Mossoró) e Cláudia. A propósito, ela aniversariou ontem e passei batido no cumprimento. Então, hoje, o abraço é em dose dupla para a família. Saúde e paz aos dois.

Muito interessante a iniciativa da Prefeitura de Mossoró, hoje à tarde no centro da cidade, denominada de "Pingo do mei dia". A mobilização para saudar o início do projeto Cidade Junina é merecedora de aplausos, mesmo que bancada exclusivamente pela municipalidade. É preciso estimular a sociedade, o setor produtivo, a investirem na ideia, a tornando realmente popular e não algo tão somente "chapa branca". È possível evoluir e sacrificar menos os detentores de cargos de confiança, muitos dos quais, sem fôlego e saúde, obrigados à tamanha maratona.

Algumas ruas do centro de Mossoró exalam odor insuportável. Àgua servida banham calçadas e leito das artérias. Caern ou Prefeitura? Quem pode dar uma solução?

O Meliponário Monsenhor Huberto Bruening (Mossoró)  recebeu dia 20 de maio, a visita do grande compositor e intérprete da MPB, Geraldo Azevedo. "Foi  grande nossa satisfação em  receber o amigo, cujo relacionamento teve seu início graças à nossa querida Jandaíra. É que em uma de suas apresentações em Natal-RN,  há alguns anos, através de Babal, seu parceiro musical, ele saboreou o Mel Menezes pela primeira vez", relata Paulo Menezes, dirigente desse empreendimento. Veja AQUI mais detalhes.

Obrigado a leitura deste Blog a Patrícia Miranda (Mossoró), jornalista Franklin Jorge (Natal) e Edilson Rocha (São Gonçalo).

A mais nova edição da revista Papangu está nas bancas. O destaque é a onda de greves que assola o Rio Grande do Norte.

O ex-presidente da Fundação de Cultura de Mossoró e ex-reitor da Universidade do Estado do RN (UERN), Gonzaga Chimbinho, foi homenageado pela Prefeitura de Mossoró. Com ele nesse órgão começou o projeto "Cidade Junina".

Macau terá o seu 13º Megabrega. Está marcado para o dia 6 de agosto, no Clube da Praia, a partir das 21h. A turma romântica, de doer, terá entre outras atrações o cantor pernambucano Reginaldo Rossi – que canta, quando consegue parar de conversar miolo-de-pote no palco.

Começou a recuperação da ponte sobre o rio Açu. As prefeituras de Carnaubais e Alto do Rodrigues dão suporte à Petrobras, para que ocorra restauração dessa importante via situada na comunidade de São José AQUI

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Categoria(s): Nelson Queiroz
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