A sessão da Câmara de Mossoró terminou há poucos minutos. O tumulto foi a tônica das discussões.
Os vereadores oposicionistas Jório Nogueira (PDT), Genivan Vale (PR) e Lahyrinho Rosado (PSB) eram os mais exaltados. Francisco José Júnior (PMN), menos.
O bate-boca generalizou-se porque todas as emendas da oposição ao Projeto de Orçamento Geral do Município (OGM) foram rejeitadas pela Comisssão de Orçamento, Finanças e Contabilidade.
O presidente desse colegiado, vereador Chico da Prefeitura (DEM), que também tinha se autonomeado relator do projeto, descartou as 64 emendas dos quatro vereadores da oposição. Manteve apenas as 14 da bancada governista.
Ao todo tinham sido apresentadas 78 emendas.
Estão em jogo mais de R$ 369 milhões de estimativa orçamentária para o próximo ano.
A decisão de hoje, sob a força de nove vereadores de sua bancada, deixa o governo da prefeita Fátima Rosado (DEM) à vontade para gerenciar essa montanha de recursos (que podem ser bem maiores na prática). Vale lembrar que será um ano eleitoral.
Também está Incluso no projeto, uma espécie de "cheque em branco". Dispositivo garante poder para o governo movimentar verba suplementar em até 20% da receita, sem consulta à própria câmara.
A segunda votação do projeto (e emendas restantes) será no dia 15 de dezembro próximo.
* Depois trago bastidores dessa sessão, que teve articulação do governo para impedir que setores de sua bancada alterassem o projeto original.
P.S – Veja AQUI ponto de vista que postei no dia 15 de outubro último sobre a Câmara de Mossoró. Afirmei que a votação do projeto de orçamento seria seu teste de fogo para mostrar a sociedade se era ou não um poder afinado com o povo.
Pelo visto, o texto foi premonitório.

























