Dona Maura, minha mãe, morreu à madrugada de hoje.
Uma parte considerável de mim, também.
Não há muito a ser dito, nem eu teria como fazê-lo.
Passa um filme, em instantâneo, do que ficou. E ficou muito.
O que resta? Não há sobras, é o que sei.
É-me inteiro o bem-querer e um impagável débito. Sou feliz devedor de um sentimento maior, feito de renúncia: amor.
Daqui por diante, no tempo que me for possível cumprir, a vida ganha outro contorno. Mesmo assim não estarei só, como nunca estive.
Obrigado por tudo.
Descanse em paz!

























