"O poder corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente". (Lord Acton)
Dois episódios recentes deram a exata medida do governo da prefeita-enfermeira Fátima Rosado (DEM) aos olhos da sociedade mais esclarecida: é sem rumo e sem prumo. A sentença do “Caso Capitão 40” e a contratação pela prefeitura do programa “Pânico” (Rede TV) transbordaram sua má-fé e incompetência.
Figura decorativa em sua própria administração, onde só é retirada da “redoma” para fotografias e acenos às câmeras de TV, Fátima merece compaixão. Vive num mundo surreal, sem idéia dos desatinos que há anos são cometidos sob o abrigo do mandato que detém pela segunda vez. Seria autista?
Na prática, é o seu irmão e chefe de Gabinete, agitador cultural Gustavo Rosado, quem responde por tantas aberrações. Algumas são dignas de serem estampadas em páginas policiais. Outras receberiam vetos em filmes B, da "Boca do Lixo" paulistana.
Num primeiro momento, Gustavo adotou a discrição como “prefeito de fato”, para não constranger a mana sem bússola. Depois foi tomado pela vaidade caudalosa e passou a ser o mandachuva às claras.
Muitos se perguntam, como uma família que se originou de um dos homens mais dignos do clã Rosado, empresário Dix-neuf Rosado, pode ter se inclinado para ações clandestinas e estupidezes. A explicação merece um estudo científico multidisciplinar.
Qualquer pessoa razoavelmente bem-informada sabia que Fátima não iria governar. No máximo assinaria papéis. Conhece administração pública da mesma forma que eu domino a fissão nuclear.
A supremacia de Gustavo foi uma surpresa geral. Colocou a irmã sob sua tutela e se transformou no plenipotenciário do governo.
Songamonga
As apostas feitas antes da prefeita assumir o primeiro mandato em 2005 recaíam sobre outros irmãos, como reais gestores. Falavam em Edmur, Tasso ou Noguchi Rosado. Sobraram no comando, mas não ficaram de fora da bonança estatal.
O marido e depois deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM) era visto como morto dentro das calças. Songamonga típico, especialista em micro-interesses, não tinha perfil de líder.
Em toda sua vida, Gustavo sempre foi um dândi. Mimado como caçula de prole numerosa, ganhou diversos cargos comissionados de mão beijada, apenas levando o sobrenome Rosado no currículo. Só.
Nas empresas da família jamais teve direito sequer a uma Giroflex para rodopiar em alguma sala de chefia. É um homem sem profissão definida.
O certo é que a ascensão da irmã foi o passaporte para Gustavo revelar sua verdadeira identidade. O perfil de bom moço deu lugar a um comportamento doentio. Transborda de arrogância, além de ostentar um cinismo psicótico. Está embriagado pelo poder e Mossoró é quem sofre a ressaca diante de tantos escândalos.
Gustavo é uma zebra. Correu por fora e chegou troteando ao Palácio da Resistência como grande surpresa. Hoje é o legítimo chefe de sua patota. Porém está longe de ganhar status de líder.
Não tem nutrientes para seguir a linhagem familiar de nomes como Dix-sept Rosado, Vingt Rosado, Carlos Augusto Rosado ou Sandra Rosado. Típico poderoso de ocasião, genérico, com prazo de validade. Logo será vomitado.
Apesar de muitas semelhanças, Gustavo não chega a copiar o imperador romano Calígula, que nomeou o próprio cavalo Incitatus (AQUI) para o Senado, mas governa e vive como um eqüino: de quatro.
Seus coices acertam em cheio a imagem da família e de Mossoró, que não imaginava o que estava por trás de suas bochechas rosadas e sorriso artificial.
Foto: Fotografias do acervo do Blog do Carlos Santos.

























