O que é que nós temos hoje em Mossoró?
Vereadores exercendo o mandato, inclusive um presidindo a instituição, acusados de corrupção, respondendo a processos na Justiça, acusados de haverem roubado o erário. Mas essa situação é aceita como normal, como se não fosse real.
Temos uma prefeita, acusada de crimes eleitorias, ameaçada de cassação, à frente de uma "administração" eivada de escândalos financeiros, econômicos e morais.
Todos os dias surgem novos casos imorais e amorais. De causar vergonha, entristecimento.
Mas também, tudo parece ser normal. Estamos virando piada em municípios vizinhos e além fronteiras estaduais.
Hoje se diz que Lampião para ocupar Mossoró bastaria mandar o seu Menino de Ouro ter um caso com alguém da administração municipal, que a cidade se renderia. Jararaca, nem precisaria vir.
A esculhambação é total, geral e irrestrita e não é gradual. É vertiginosa. Mas repito: tudo parece normal. Moral. É moda! Até aonde vamos?
Ninguém reage a nada.
Setores importantes e capazes da imprensa estão visando apenas os seus interesses financeiros próprios, as custas de nossa dignidade . E o dinheiro é farto e fácil para os que silenciam.
A oposição se autoestabeleceu um limite. Vai até a determinada fronteira, não a cruza. Termina compactuando. Criticando o varejo, liberando o atacado.
O jornalista Carlos Santos publica hoje em seu blog textos de depoimentos prestados em Juízo que, nas mãos de Nelson Rodrigues, daria uma nova edição de Vestido de Noiva, sem mulheres no elenco, na parte romântica da historia.
Isso é uma vergonha. E o crime cometido, premeditado, executado, calunioso, grave. Vai ficar por isso mesmo?
Ninguém vai procurar saber como fulano enriqueceu de repente?
De onde veio o dinheiro?
Prédio Públicos usados para festins homericos e anômalos?
Se voce me perguntar: voce tem provas? Ah, se eu as tivesse.
Figuras surgidas do nada, sórdidas, asqueirosas, aves de rapina nascidas nos subeterraneos dessa administração labirintuosa e misteriosa, ficam a manejar por trás das cortinas do poder os mamulengos oficiais. Fantoches, bonecos.
Agora surge um tal Silvinho, galista, rei dos galos, que canta no terreiro da PMM. Ninguém sabe, ao certo quem é, não ocupa cargo nenhum.
É apenas suspeito de ter, há anos, uma relação homoafetiva com o chefe de gabinete da PMM, o que lhe dá o direito de fraudar gravações e mandar e desmandar.
Se ele tem esse relacionamento ou não, na boca do povo é, simplemente, mais um, porque esse chefe de gabinete é mais falado que rapariga nova, recém chegada em cidade pequena. Isso não seria da minha conta, nem da sua, se não misturassem o público com o privado, ou vice versa.
Mas a partir que um relacionamento moral ou amoral, limpo ou sujo, normal ou anormal, passa a influir na coisa pública, ele passa a ser de nosso domínio.
O que é seu voce dá a quem quiser e cada um, podendo, tem o direito de escolher o prato que vai comer. Mas com a coisa pública, não!!!
Isso chama-se moralidade, sinônimo de vergonha na cara. No dicionário das ruas.
* Do Blog do Thurbay Rodrigues (AQUI).
























