O grosso da mídia mossoroense abdicou do dever de informar, no processo eleitoral interno da Câmara de Vereadores. Oscilou entre louvação e queimação.
A imprensa fez um jornalismo autárquico, com raríssimas exceções, a serviço do governismo e dos seus interesses. O regime quis assim. E assim foi feito. Nem nos tempos da ditadura militar se via tamanho servilismo.
A opinião pública é colocada ante um enredo de faroeste, com mocinhos e bandidos previamente escolhidos. “É o jornalismo desejoso”, como rotulou há tempos o experiente e decente jornalista Nilo Santos.
Na Câmara dos Deputados, todos os atuais pretendentes à presidência são ligados ao governo, como ocorreu em Mossoró. Mas ninguém é tratado pela imprensa nacional como “oposição” ou “adversário” do presidente Lula. São pré-candidatos.
Por aqui, as penas de aluguel promovem um maniqueísmo laboratorial nauseante, criam pechas e fazem da leviandade remunerada uma matéria comum à distorção da verdade.
Pobre Mossoró!
























