Esse endereço que vinha imprimindo marca própria em Mossoró, como sebo e ponto de encontro de amantes da leitura e outras manifestações culturais, deixou de funcionar. Como o trocadilho de seu batismo sugeria, numa simbiose das palavras sebo e sábado, funcionava sempre nesse dia.
Era no Nova Betânia.
Ouvi de algumas pessoas que a proposta apesar de criativa e interessante, não teria vingado por falta de apoio etc. Eu que ensaiei algumas vezes aportar por lá, fiquei apenas na vontade. Lamentável.
Entretanto o acontecimento se junta a outros, que depõem contra a propaganda de Mossoró como “capital cultural”, epíteto cheio de plena inverdade.
Pontos históricos fechados ou malcuidados e o museu com seu acervo empilhado (muitas peças se deteriorando irremediavelmente) falam melhor sobre a realidade. A aposta que se faz há tempos é na espetaculosidade de eventos de forró de quinta categoria, além de incentivo a uma corriola de artistas da preferência dos donos do poder.
Quem não se ajoelha e os incensa, termina desterrado e perseguido de forma sórdida. Sobra dinheiro para o festim e falta para quem efetivamente faz arte.
Fazer o quê? Reagir.

























