A nova Câmara Municipal de Mossoró terá composição com mais de dois terços de rostos novos, a partir de 1º de janeiro de 2009. Serão nove parlamentares de um total de 13.
A alteração não é por acaso. Mas também precisa ser levada à análise por quem chega. Eles vão subir as escadas do chamado “Palácio Rodolfo Fernandes” por méritos próprios, mas como vontade de muitos na escolha de cada um.
E por que o voto direto e secreto promoveu tamanha mudança?
As explicações ensejam vários argumentos, inúmeros indicativos e estão plasmadas em diversas razões. Para simplificar, posso apontar uma: a atual legislatura se revelou indigna de plena renovação, traiu o povo e envergonhou a cidade (com raras exceções).
A nova câmara precisa estar consciente de que continuará a substituição de peças, a cada quatro anos.
Não possuímos uma massa crítica, consciente e atenta à política como em sociedades mais avançadas. Entretanto o povão começa a utilizar laxantes para promover expurgos (apesar de certas injustiças), legitimado pelo voto.
Tivemos candidatos a vereador gastando R$ 400 mil, R$ 500 mil e até R$ 800 mil. Assim mesmo não conseguiram êxito eleitoral. Dinheiro não pode tudo. Dinheiro bem utilizado pode muito.
A nova câmara assume com a missão de resgate moral, com a exigência de uma atitude política séria e obrigada a respeitar as prerrogativas do poder, que foram desmoralizadas pela maioria dos vereadores dessa legislatura. Senhores e senhoras, é possível ser governo sem que, necessariamente, sejamos vassalos de joelhos encardidos.
É fundamental que todos sejam representantes do povo. Esse é o papel do vereador. Do contrário, a próxima lâmina passará ameaçadoramente sobre suas cabeças.
Estará nas mãos da próxima legislatura, a tarefa de retirar esse poder do “estado de esgoto” em que se meteu, levando-o para um “estado de ordem e dignidade”.
Que assim seja.

























