Num momento em que o senador Garibaldi Filho (PMDB) vai se esgueirando, com aquele seu jeito caviloso, para ser presidente do Senado, as editorias políticas devem estar atentas à história. Muito atentas.
Dois nomes em especial devem ser lembrados, quando se produzir algo referente ao Senado e o RN: Café Filho e Dinarte Mariz.
O primeiro foi o único potiguar a presidir a Casa (1951/1954). Já Dinarte, com quatro mandatos, não a dirigiu, mas teve forte influência em seu tempo.
É bom assinalar, ainda, facilitando as pesquisas que possam ilustrar uma hipotética ascensão de Garibaldi, como fora a conquista de Café Filho. O natalente de Igapó, Café Filho, tem uma das mais bonitas biografias da política nativa e foi presidente do Senado em face da legislação estabelecer esse papel cumulativo, para o vice-presidente da República.
Ele era vice do presidente da República, Getúlio Vargas, que se suicidou no dia 24 de agosto de 1954. O gesto levou Café Filho à presidência num período conturbado da vida nacional.
Outra peculiaridade legal, é que candidatos a vice eram votados em separado. Foi assim na campanha de 1950, em que Café Filho estava filiado ao Partido Social Progressista (PSP), do líder paulista Ademar de Barros.
Depois volto a comentar sobre Café Filho, um personagem pouco lembrado, o que é profundamente injusto.

























