domingo - 25/11/2007 - 20:41h

Representante de magistrados não aceita intimidação

O plantão do nosso "fórum de debates" continua em plena efervescência.

Quem intervém agora é o juiz de Direito, professor universitário e coordenador regional da Associação dos Magistrados do RN (AMARN), Renato Magalhães (meu ex-professor na UNP, ótimo por sinal, adjetivo mais do que merecido). Sua catilinária alveja setores da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"Parece que a idéia é tentar reverter decisões judiciais através da ameaça, do medo, do linchamento moral. Para aqueles que assim pensam, um aviso: a magistratura potiguar nunca se curvou e jamais se curvará ante ameaça de representações ou qualquer outro tipo de retaliação", vocifera Magalhães.

Leia o que o doutor Renato escreve:

Amigo Carlos Santos, diante da polêmica já instaurada em torno dos mandados de busca e apreensão expedidos por Dra. Valéria Maria Lacerda Rocha, gostaria apenas de ressaltar o meu posicionamento, como Coordenador Regional da Amarn, em defesa da magistratura potiguar e de suas prerrogativas constitucionais.

Escritórios de advocacia, ou mesmo gabinetes de magistrados e promotores de justiça, não são lugares imunes a mandados de busca e apreensão. E para isso, não é necessário que o lugar, objeto da ordem judicial, tenha o seu proprietário ou titular como indiciado ou investigado, senão que haja razões fundadas para serem colhidos naquele local quaisquer elementos de convicção que levem à certeza de um crime (HC 89025 AgR/SP, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª T., 15.8.2006, informativo. n 436, Brasília, 14 a 18 de agosto de 2006).

No entanto, parece que essa não é a questão, porque não acredito que alguns poucos membros da OAB-Mossoró não saibam disso. Ocorre que está sendo arregimentada em Mossoró, por um pequeno grupo da seccional da OAB neste município, uma campanha de tentativa de intimidação da magistratura potiguar, fato de que já tem ciência o Tribunal de Justiça de nosso Estado.

Há dois meses, inconformado com a decisão de uma magistrada mossoroense, esse grupo utilizou-se dos mesmos artifícios, protocolizando representações contra a juíza, declarando em vários jornais locais que ela estaria sendo autoritária e abusiva pelo simples fato de haver decidido fundamentadamente, baseada em entendimento já consolidado na jurisprudência (Fórum Nacional dos Juizados Especiais) e na doutrina.

Parece que a idéia é tentar reverter decisões judiciais através da ameaça, do medo, do linchamento moral. Para aqueles que assim pensam, um aviso: a magistratura potiguar nunca se curvou e jamais se curvará ante ameaça de representações ou qualquer outro tipo de retaliação. Ao contrário, os juízes do Rio Grande do Norte e, em particular da Comarca de Mossoró, continuarão, como sempre têm feito, em suas funções judicantes, de forma imparcial, baseados na lei e no senso de justiça, trabalhando para o engrandecimento da sociedade, independente de quem sejam as partes.

É uma pena que esse grupo — e, sinceramente, tenho minhas dúvidas de que tal grupo seja hoje, de fato, representativo dos advogados de Mossoró — tenha conseguido, com tal subterfúgio, parte do que almejava, ou seja, retirar o foco das discussões sobre possíveis irregularidades na Câmara Municipal de Mossoró, que ainda precisam ser esclarecidas.

É uma pena que uma pequena parcela de advogados, os quais não sabem (ou não querem) manejar com propriedade recursos existentes na Lei, ainda tente utilizar artifícios da ditadura para reverter decisões que lhe são desfavoráveis. É uma pena que, sob o argumento da defesa das prerrogativas do advogado, se queira estar acima da lei.

É uma pena ainda maior que a relação entre a OAB, o Ministério Público e a Magistratura, sempre pautada pela cordialidade, pela temperança, pelo respeito e admiração mútua, esteja a se enfraquecer pela ação de poucos que, sob o discurso da defesa de suas prerrogativas, tentam criar um clima de instabilidade entre as instituições da Justiça.

No entanto, amigo Carlos Santos, continuo acreditando, defendendo e admirando a Ordem dos Advogados do Brasil, responsável histórica pela luta a favor da democracia em nosso país e tenho a esperança de que essas ações não sejam o desiderato dos advogados de Mossoró, tampouco do Rio Grande do Norte.

Renato Magalhães, juiz de Direito (renatomagal@hotmail.com)

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domingo - 25/11/2007 - 16:42h

Alvino e Gasset

Por generosidade do professor de Direito, Antônio Alvino, ganho versão eletrônica do "Rebelião das massas," trabalho esclarecedor de "Ortega y Gasset." Um salvo-conduto à compreensão de nossos dias, nessa "Macondo" do semi-árido.

Vi-o há anos. Revisito-o com outro olhar.

Em verdade, tem sido assim há algum tempo, fazendo da releitura uma injunção em face do preço proibitivo dos novos livros e por prazer do reencontro. Os "sebos" também ajudam. Vez por outra pipocam verdadeiros achados.

Há meses, "A casa do meu avô" (Carlos Lacerda) chegou às minhas mãos. É uma das primeiras edições do final dos anos 70, quase se desmanchando.

Alvino leva-me à novidade, a mais, ofertada pela Internet: o livro virtual. Confesso mesmo assim, malgrado a pecha de ingrato que possa me alcançar, o amor "carnal" pelas edições em papel. Existem justificativas: dão-me o poder dos grifos com caneta marcadora de texto, o embalo na rede sol a sol e a mobilidade embaixo do sovaco, em qualquer eremitério, saindo comigo para cima e para baixo.  

Refratário ao dogmatismo, da política ao conhecimento, incluo à nova viagem o catatau "A lanterna na popa" do sarcástico e genial "Bob Fields", como a esquerda de uma nota só chamava o senador Roberto Campos, além do delgado "Ficções, Fricções e Africções" de Franklin Jorge, digerido hoje mesmo.

"O homem medíocre" do ítalo-argentino José Ingenieros serviu a outra consulta à semana passada. Entretanto está sempre a postos. É recorrente, em face da necessidade de enquadramento de uma malta, que se reproduz como praga do Egito no serralho da mídia mossoroense.

"Cavalo dado não se olha os dentes", recomendam multissecularmente os árabes.

Obrigado, Alvino (agradecimento além do virtual).

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domingo - 25/11/2007 - 15:19h

De tempo, vida e caravelas

Quero lhes falar sobre o tempo. Virtual? Talvez.

Quero lhes falar sobre a vida. Fugaz? É possível.

Quero lhes falar sobre o recomeçar. Posso, sei.

Falo da crença no possível, despojado do retrovisor da existência e evitando ser apenas trapo humano, moendo e remoendo gente e fatos.

Medo? Muitos. Ainda bem. Tenho-os pulsantes, como necessários sacrários do porvir, bússolas da sobrevivência. 

Neste ambiente universal, intangível e imaterial ganho corpo. De novo. Os propósitos são abstratos: cumprir minha sina-paixão. Transpirar, existir, resistir. Ombrear-se a outros que têm minhas crenças, mas respeitando o contraditório. Estimulando-o até.

Sou filho de uma porção menor, mas nem por isso tacanha ou acovardada. Nada além de um indivíduo normal, que labuta. Estranho, talvez, por não ser parte de uma maioria incomum. 

Este novo endereço eletrônico não revela nada de especial. Não o trato como avanço. É mais um passo no eterno caminhar, sem o pânico de olhar para trás. “As caravelas mandei-as queimar, para não ter a veleidade de voltar”.

Obrigado pela visita. Seja bem-vindo. 

Vamos recomeçar?

* Crônica que produzi no primeiro dia deste Blog, dia 3 de maio deste ano, ainda madrugada, para expressar minha permanente disposição para o recomeçar. Republico-a a pedido de um webleitor muito especial.

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domingo - 25/11/2007 - 13:10h

Magistratura e MP do RN apóiam juíza e promotor

Em endosso conjunto, a Associação da Magistratura do Estado do RN (AMARN) e a Associação do Ministério Público do Estado do RN (AMPERN) "vêm a público apoiar os atos praticados no legítimo exercício profissional, pela juíza Valéria Lacerda e pelo promotor de Justiça Eduardo Cavalcanti."

Sobre o episódio da "Operação Sal Grosso" que investiga a Câmara de Mossoró, transbordando à sociedade no dia 14 passado, a nota assevera o seguinte: "A busca e apreensão de documentos na residência e no escritório do advogado Igor lInhares, assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Mossoró, mostrou-se necessária e foi requerida judicialmente, com base em elementos colhidos na investigação que autorizavam a medida, realizada mediante decisão devidamente fundamentada da juíza de Direito Valéria Lacerda, da 3a Vara Criminal da Comarca de Mossoró (…)."

A mesma nota esclarece que uma hipotética ação penal contra juiz e promotor, "não pode ser ajuizada (…) por representante da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), pois se trata de uma atribuição exclusiva do Procurador-geral de Justiça."

Amarn e Ampern avaliam como confusa certas declarações, considerando que podem representar tentativa de "confundir e agitar a opinião pública." 

E vai mais além: "Declarações produzidas sem uma análise ponderada dos fatos e sem o conhecimentos dos elementos existentes no processo que autorizaram a medida judicial, devem ser encaradas como mero discurso corporativista."

Por fim, Amarn e Ampern se solidarizam com a juíza Valéria Lacerda e o promotor Eduardo Medeiros Cavalcanti, repudiando "as afirmações do senhor Humberto Fernandes (presidente da OAB-Mossoró)."

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domingo - 25/11/2007 - 12:52h

Sertão Encanto promete noite de oferenda à qualidade

O Coral Sertão Encanto, da UFRN, Campus Caicó, apresenta neste domingo (25), às 20h, no Centro Cultural Adjuto Dias, em Caicó. O espetáculo “Cantos e Encantos de Fé” estará em pauta.

Encerra o "Projeto Petrobras Cultural," com que o grupo foi premiado há dois anos.

O repertório abrange músicas que representam as tradições do nosso povo, a religiosidade seridoense, como hinos de padroeiros, peças sacras e populares.

Com direção artística do renomado músico, professor, e compositor Danilo Guanais, da Escola de Música da UFRN, produção executiva de Custódio Jacinto e coordenação de Alessandro Azevedo.

À noite de hoje promete um belo espetáculo.

Nota deste Blog: E eu aqui, tão distante… Sucesso.

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domingo - 25/11/2007 - 12:11h

Advogado defende “inviolabilidade” em “fórum do Blog”

Este Blog definitivamente se revela um fórum de debates, rico pela inserção de valorosos duelistas da palavra, eivados de boa-fé. Todos, em defesa de suas idéias, ajudam a opinião pública à formação conceitual.

Agora, é a vez do advogado Olavo Hamilton Freire (membro da OAB-Mossoró). Ele professa opinião e arguição em defesa da tese da "inviolabilidade" do advogado.

Antes já se pronunciaram promotores, juízes de Direito, cidadãos de outras esferas sociais. Tudo muito importante. Veja abaixo o que o doutor Olavo escreve:

Apenas para contribuir com o debate, jornalista Carlos Santos:

1) A OAB, autorizada pelo Judiciário, obteve acesso aos autos do procedimento do qual emanou a busca e apreensão e, por isso mesmo, sabe que não haviam motivos para tal diligência na residência e escritório do advogado;

2) A Lei 8.906/94 estabelece a inviolabilidade do escritório ou local de trabalho do advogado, de seus arquivos e dados, de sua correspondência e de suas comunicações, inclusive telefônicas ou afins;

3) A Portaria do Ministério da Justiça número 1.288/2005, elucidando o tema, assevera que "as diligências de busca e apreensão em escritório de advocacia só poderão ser requeridas à autoridade judicial quando houver, alternativamente: I – provas ou fortes indícios da participação de advogado na prática delituosa sob investigação; II – fundados indícios de que em poder de advogado há objeto que constitua instrumento ou produto do crime ou que constitua elemento do corpo de delito ou, ainda, documentos ou dados imprescindíveis à elucidação do fato em apuração.";

4) A Portaria esclarece mais: "A prática de atos inerentes ao exercício regular da atividade profissional do advogado não é suficiente para fundamentar a representação pela expedição de mandado de busca e apreensão em escritório de advocacia.";

5) "Corpo de delito" é "objeto do crime", utensílio pelo qual se praticou o delito, não se confundindo com "prova do crime";

6) Antes que a OAB/RN tomasse qualquer medida, vários profissionais e integrantes da ordem foram chamados a opinar. As representações são apoiadas pelos advogados mossoroenses e subrrogadas pelos Presidentes da Seccional (RN) e Subseccional (Mossoró), além dos respectivos Presidentes das Comissões de Prerrogativas.

Olavo Hamilton Ayres Freire de Andrade (olavo_hamilton@hotmail.com)

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domingo - 25/11/2007 - 00:58h

PDT em movimento

O PDT promove encontro estadual neste domingo (25). Começa às 14 horas, no "Salão de Eventos da Assembléia Legislativa."

Há mobilização para que militantes e filiados dos mais diversos setores regionais do RN possam comparecer. A presença mais destacada será a do secretário nacional do partido, Manoel Dias.

Apesar de cartorial, o encontro é conduzido pelo presidente regional, deputado estadual Álvaro Dias (PDT), que quer passar uma idéia de força e liderança.

O tema principal do evento é a política partidárias às eleições de 2008.

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domingo - 25/11/2007 - 00:41h

Chiquinho Duarte

Desconfiado em pessoa, Chiquinho Duarte atendeu ao meu telefonema sem identificar-se, querendo saber meu nome, o que faço, quem sou, como obtive seu número e por que estou ligando etc, o que quase me tirou do sério, quando, afinal, descobri que estivera há bons dez ou quinze minutos falando com o próprio, Chiquinho Duarte, como sabemos, o decano dos nossos colunistas sociais e uma celebridade de Mossoró. 

Funcionário aposentado da Rede Ferroviária, seu sonho de vida era ser chefe de gabinete do Presidente da República e, em escala decrescente, em termos de importância, de um senador da República ou governador; no mínimo de um deputado federal, pois deputado estadual e prefeito, para ele, não estão com nada.

Avaliem, agora, o que Chiquinho pensa dos vereadores, especialmente desses vereadores trambiqueiros que fazem do mandato moeda de troca e participam de arrumadinhos que lhes rendem gordas propinas e vantagens sempre insuficientes para o tamanho do apetite desses privilegiados detentores de mandatos que se transformam em meio de vida na mão de políticos inescrupulosos.

Vereador, de cidade grande ou pequena, na visão do nosso personagem, representa caixão e vela preta. Vade retro, senhores. Chiquinho Duarte não se mistura com o baixo-clero… 

Toinho Silveira é o seu ídolo. O modelo do colunista de sucesso, glamuroso e bem relacionado com celebridades federais.

Digo-lhe, pois, que o conheci de nome, há muitíssimos anos, justamente pela boca de Toinho Silveira, que em Mossoró muitos chamam simplesmente de “o filho de Milton”, enfermeiro e vereador com direito, em uma época não muito remota, a assento na cobiçada e rica cadeira de presidente da Câmara Municipal, graças ao aval do deputado Vingt Rosado, seu líder e, enquanto viveu, o maior eleitor do município e de municípios satélites de Mossoró, até hoje um feudo político e econômico dessa família que ostenta, presentemente, uma senadora, dois deputados federais, uma deputada estadual que acumula a função de secretária de estado e uma prefeita que chora toda vez que não pode atender a algum pedido dos pobres que a procuram em busca de valimento.

Todos lutando por essa brava gente mossoroense, segundo o escritor Edgar Barbosa, digna de ser levada a uma Cruzada ou a qualquer outro empreendimento que exija esforço e heroísmo. Tudo isso sou obrigado a explicar para que o leitor saiba com quem estou lidando ao escrever estas linhas tortas.

Confesso que me deixei envolver de imediato pelo carisma de Chiquinho, que, apesar de beirar os oitenta anos, conserva como que um ar de menino bisonho, ali diante de mim, vestindo shorts e uma camiseta do tipo regatas, falando pouco, querendo saber muito e, sobretudo, negaceando atender à curiosidade do repórter que entendeu de escrever o seu perfil para um livro sobre personalidades da famosa Terra de Santa Luzia.

Noto que ele tem no lóbulo da orelha minúsculo brilhante, originalmente do seu anel de formatura em Sociologia, curso feito no Recife, onde viveu e trabalhou antes de seu regresso definitivo à cidade onde viu a luz pela primeira vez. 

Perseguido pela pobreza, Chiquinho tem uma linda história de vida. Desde o seu tempo de menino –, queridíssimo pelo pai, um humilde marceneiro que ia todos os dias levar-lhe, num colégio de ricos e remediados, o lanche constituído de um pedaço de rapadura e um punhado de farinha seca que Chiquinho ia comer trancado no banheiro, para não ser chacoteado pelos colegas que se regalavam com bolos e tortas –, até presentemente, quando continua a mesma pessoa solidária de sempre, repartindo criteriosamente seus proventos com parentes e amigos, mais necessitados do que ele.

Por toda a vida, lutou para melhorar a vida dos amigos, pagando-lhes, muitas vezes, seus estudos. Dona Chica Boa, entre outros, terá sido um desses privilegiados.

Além disso criou os sobrinhos que agora retribuem com carinho, amenizando a sua velhice, coisa incomum entre machos e especialmente entre parentes. E ainda há quem diga que não há famílias felizes.

Homem de clubes, por toda a vida participando dos acontecimentos sociais da cidade, sempre amou o glamour e o mundanismo, sem, no entanto, tirar proveito da vaidade dos ricos, que no apogeu de sua audiência, dele se aproveitavam para ostentar riqueza e prestígio.

Seu orgulho – nunca ter comido de graça em restaurantes, por conta de sua condição de cronista mundano, ligado não ao jornalismo impresso, mas ao rádio que em Mossoró continua liderando a preferência dos cidadãos.

Assim o Chiquinho Duarte que conheci e admirei, numa conversa de fim de tarde, arrematada por um cafezinho.  

Franklin Jorge, escritor e jornalista (franklinjorge@yahoo.com.br)

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sábado - 24/11/2007 - 22:01h

“OAB está se precipitando”, comenta promotor

O webleitor Ítalo Moreira Martins, promotor de Justiça, oferece-nos outra ótima contribuição à dialética. Dos operadores do Direito ao leigo, a linha de raciocínio que apresenta é muito meritória. Texto e arrazoado simples. 

Em debate, a polêmica em torno da "Operação Sal Grosso" e a busca e apreensão num ambiente de trabalho do advogado Igor Linhares.

Veja seu texto abaixo: 

Não há qualquer vedação legal em se realizar busca e apreensão em escritório de advocacia. O Código de Processo Penal autoriza, desde que os documentos que se busca constituam corpo de delito (prova de crime).

Sem entrar no mérito da busca autorizada e realizada, apenas acho que a OAB está se precipitando. Ora, se as investigações estão sob sigilo como pode a OAB saber se havia ou não motivos para a busca e apreensão?

Apesar do assessor jurídico do legislativo mossoroense, em princípio, não ser considerado investigado, é preciso esclarecer que busca e apreensão não se destina apenas às casas e escritórios de investigados, mas a qualquer um que eventualmente detenha prova de crime.

Pra finalizar, a título de exemplo, seria o caso do advogado que detivesse em seu escritório um revólver utilizado no crime cometido por seu cliente.

Somente com a quebra do sigilo da investigação se saberá realmente os motivos da busca e apreensão e se são lícitos ou não!

Por enquanto, é mera especulação!

Ítalo Moreira Martins (italomoreiramartins@hotmail.com)


 

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sábado - 24/11/2007 - 20:55h

Oh! que estradas

Rodei um bocado neste sábado, aí pelas estradas do Vale do Açu. Um "easy rider" sobre quatro rodas.

De uma coisa Wilma de Faria (PSB) pode se jactar: é um governo que faz e recupera estradas.

Já a Educação… Ainda estamos na era do "ó" com a quenga.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sábado - 24/11/2007 - 20:39h

O vale quase-tudo de Agripino

Ouvido neste sábado (24) pelo radialista e blogueiro Marcos Dantas (AQUI) em Caicó, o senador José Agripino resumiu a receita do seu DEM para as eleições na capital.

Vale quase-tudo nas alianças. Assim interpretei à distância.

Ao ser indagado com quais partidos essa composição poderia ser feita, o senador disse que deverá conversar com o Partido Verde, o PR e com o PMDB, com o qual já mantêm uma aliança desde as eleições passadas.

– E com o PSB de Wilma de Faria?  fustigou o atento Marcos.

O senador tem a resposta na ponta da língua: "Eu digo que não temos restrição. Não é mais fácil, não é a mais provável, mas eu não teria nenhuma restrição em fazer uma composição até com o PSB ."

Cá pra nós: sinteticamente o senador assume a máxima que "o feio é perder."

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Categoria(s): Sem categoria
sábado - 24/11/2007 - 20:26h

Lugar nenhum

A Educação no RN continua fazendo das suas. No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), tomamos outra reprimenda dos números.

Estamos na 14a posição entre as 27 unidades da federação, os estados federados. Uma lástima.

E olhe que a governadora Wilma de Faria (PSB) já chegou a delirar com a promessa de fim do analfabetismo em sua gestão. Foi mais insensata do que o ex-ministro José Dirceu (PT).

Em palestra num seminário sobre marketing político em Mossoró, no ano passado, Dirceu aloprou: afirmou que em dez anos essa nódoa social estaria banida do Brasil.

Não há em toda a história da humanidade, qualquer civilização que tenha obtido esse feito, em tão pouco tempo. A ponte que deveria nos transportar à plenitude do saber, nos leva a lugar nenhum.

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Categoria(s): Terezinha Queiroz
  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 24/11/2007 - 20:24h

Justiça Federal realizará mutirão em Natal, Mossoró e Caicó

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte promoverá a Semana da Conciliação, entre os dias 3 e 7 de dezembro. Nesse período serão realizadas 170 audiências em Natal.

Com esse trabalho concentrado serão encerrados todos os processos do Juizado Especial que estavam pendentes de audiência. Mas a ação da Justiça Federal não ficará centrada apenas na capital.

As subseções de Caicó e Mossoró também participarão do mutirão. Em Caicó serão 61 audiências, o que também esgota a pauta do Juizado Especial Federal naquela região. E em Mossoró acontecerão 30 audiências de conciliação. 

Ano passado o Juizado Especial Federal do Rio Grande do Norte participou do Dia Nacional da Conciliação.

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sábado - 24/11/2007 - 19:05h

Questão de ordem (contra a intolerância)

Estive com vários advogados com atuação em Mossoró nessa sexta (23). Em todos, não senti clima de revanchismo ou a capa do corporativismo torpe.

Há um propósito de prélio, sob a crença de preservação das prerrogativas da atividade advocatícia. O temor é que o princípio da inviolabilidade do advogado seja quebrado e fique em xeque o papel do defensor.

Conversei com gente expressiva como os doutores Tarcísio Jerônimo, Olavo Hamilton, Wellington Diógenes e Herbert Mota. Contatos ainda com Marcus Tullius, José Luiz Silva e Emannoel Antas. Um pouco antes com Marcos Araújo.

Há mobilização para endosso maciço dos advogados a representações da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional do RN, contra nomes da Magistratura e do Ministério Público. A tese é de que teria ocorrido excesso na "Operação Sal Grosso" que investiga a Câmara de Mossoró, iniciativa do MP.

Um advogado fora alcançado por mandado de busca e apreensão.

Não creio que pessoas de bem, em todas essas instâncias, se deixem levar pela intolerância, deixando passar ao largo o objetivo comum a todos: o combate à corrupção.

Não tenho dúvidas que as arestas serão aparadas.

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  • Art&C - PMM - Abril de 2026
sábado - 24/11/2007 - 08:56h

E lá vou eu

Estou começando viagem neste momento. Vou a alguns municípios do Vale do Açu, uma linda região. Nada de trabalho.

Agendo encontros e reencontros. Crianças, adultos. Gente amiga que não vejo há tempos. Mas nem aí baixo a guarda. Os olhos não descansam.

Outros sentidos estão a postos para me açular ao trabalho: postarei notícias e comentários nas horas seguintes. Fique com Deus.

Um abraço, saúde e paz.

Ótimo sábado!

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sábado - 24/11/2007 - 08:51h

Aos difamadores, a lei

"Invejar é uma forma berrante de prestar homenagem à superioridade." (José Ingenieros, "O homem medíocre") 

Nos próximos dias ajuizarei algumas ações judiciais. Jornalistas e veículos de mídia afeitos à difamação, na ânsia de me igualar a seus "feitos," devem responder por suas leviandades.

Uma campanha gerada para desmoralizar quem não faz parte do "jornalismo de resultados" que se fermenta em Mossoró, me coloca como alvo preferencial. Começa a desmoronar a imagem de algumas figuras e instituições, para as quais batem continência, como meros soldados rasos. Isso os atordoa.

A operação tem dupla finalidade: desviar da sociedade o foco de certos acontecimentos escabrosos e deformar algumas biografias. 

A mediocridade não suporta o valor alheio.

É mais simples tentar rebaixar o outrem do que se empenhar à superação pelo trabalho, decência e determinação. Não vou ficar batendo boca, trocando ofensas e lambuzando o Blog com essa gente. Não posso ajudá-los mais, como fiz no passado.

O que querem de mim é o nivelamento ao seu convívio, com hábitos impublicáveis. Tratam de minha honra num reflexo da patologia que manifestam, o recalque doentio. Queriam ser Carlos Santos, não passam de arremedos de jornalistas. Em termos de caráter, não existe terapêutica reparadora.

O caminho da Justiça certamente vai estabelecer onde está a verdade.

Ao mesmo tempo, assinalo, que outras vítimas escolhidas a dedo para a satanização e linchamento público, assumem a mesma posição. Cleilma Fernandes (proprietária do Jornal Página Certa), Carlos Duarte (diretor da mesma publicação), além do próprio Página Certa como pessoa jurídica acionarão judicialmente jornalistas e jornal.

Antes disso, houve iniciativa de pedido para que o Ministério Público abra procedimento que apure os fatos, permitindo assim a mais ampla compreensão desses acontecimentos. Temer o quê?

É compreensível que os detratores sustentem em juízo a série de acusações impressas – documentadas – em várias edições de jornais. Terão oportunidade de reiterar o que está escrito. Havendo prova em contrário, pagarão pela vilania cometida.

Aguardemos, pois.

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sábado - 24/11/2007 - 01:00h

“OAB quer acuar Judiciário”, diz juiz Renato Magalhães

"A OAB com essa atitude está querendo acuar o judiciário".

A crítica partiu agora há pouco do juiz da 5ª Vara Criminal de Mossoró, Renato Magalhães, durante o programa o Ministério Público e a Sociedade, apresentado na TCM (nessa sexta-23), pelo promotor Fábio de Weimar Thé.

A opinião de Renato foi em defesa da decisão da sua colega, Valéria Lacerda, juíza da 3ª Vara Criminal, que determinou busca e apreensão no escritório e na casa do advogado Igor Linhares, assessor jurídico da Câmara Municipal, na Operação Sal Grosso.

O programa desta noite teve a presença, além de Renato Magalhães, do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mossoró, Humberto Fernandes, e do promotor Eduardo Medeiros, que preside as investigações da Operação Sal Grosso. Renato reagiu aos comentários feitos anteriormente por Humberto de que a Justiça havia excedido o seu papel ao determinar a apreensão de documentos na casa e no escritório de Igor Linhares.

"Não houve abuso algum. Havia indícios de que poderiam haver documentos importantes para a investigação em poder do advogado. Nós apoiamos plenamente a ação do Ministério Público e a decisão do judiciário".

O promotor Eduardo Medeiros complementou dizendo que não há a necessidade de alguém ser indiciado ou mesmo suspeito em uma investigação para que este seja vítima de busca e apreensão. "Não existe essa necessidade, qualquer um pode ser vítima de busca e apreensão em sua residência, seu escritório ou qualquer outro lugar", argumentou.

O representante do Ministério Público considera que está havendo corporativismo de parte da Ordem dos Advogados.

O presidente da OAB replicou os argumentos dizendo que o Supremo Tribunal Federal (STF) já decidiu por diversas vezes que o sigilo profissional do advogado é inviolável e reafirmou que houve abuso de parte dos dois poderes constituídos. "Eu desafio qualquer um a dizer que não há esse sigilo garantido pela decisão do maior dos tribunais brasileiros, que é o supremo", retrucou.

Ele negou que esteja querendo acuar o Judiciário.O debate também se deu a respeito dos méritos da Operação Sal Grosso. Nesse item os três concordaram.

Eduardo Medeiros explicou que eram necessárias a busca e apreensão por entender que haveria um movimento interno de parte de gente envolvida nas investigações da Câmara Municipal de Mossoró, colocando em risco documentos importantes. O juiz Renato Magalhães destacou a necessidade de se ter em Mossoró um esclarecimento em torno dessa investigação. "Se as irregularidades existem, o MP tem de continuar com esse trabalho de busca das informações para fundamentar possíveis ações civis públicas no futuro", opinou.

O presidente Humberto Fernandes disse que a OAB continua apoiando o Ministério Público nas investigações e quer ver tudo esclarecido. "Fazemos parte do Reage Mossoró, que é um movimento organizado da sociedade civil contra a corrupção. Queremos que tudo seja investigado, ao mesmo tempo em que devemos garantir os direitos individuais", argumentou.

* Do saite Pedro Carlos Ponto Com

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sábado - 24/11/2007 - 00:37h

Webleitor quer “nomes dos bois”

Recebo uma contribuição muito enriquecedora ao debate, neste Blog, sempre aberto à discussão séria e construtiva. O webleitor Evandro Minchoni cobra mais clareza em certos registros que tenho feito.

Veja sua ponderação e mais abaixo a minha réplica:

Caro Carlos Santos, Sou leitor assíduo de seu blog. Já apresentei minhas congratulações pela seriedade e competência com as quais o alimenta diariamente.

Entretanto, não concordo com esse formato de notícia em que se fala de muitos e não diz nada de ninguém. Alguns dias atrás, li uma nota com teor parecido, mencionando fatos e pessoas genericamente. Se você possui informações mais concretas, apresente-as ao público leitor.

Se não pode divulgá-las, denuncie pelos meios oficiais, para investigação (e se Deus permitir, punição dos corruptos criminosos). Ou então, em último caso, acho que não deveria nem ao menos mencioná-las no blog…

É só meu ponto de vista.

Mais uma vez, parabéns por seu trabalho. Grande abraço,

Evandro Minchoni (eminchoni@hotmail.com)

Nota deste Blog: Evandro, enviei resposta direta ao seu endereço, mas creio que o rol de webleitores que possuo merece esclarecimento também.

Olha, tenho acesso a muitas informações privilegiadas, porém não posso divulgá-las secamente, fazendo juízo de valor e "sentenciando" pessoas. Sem cumprimento do devido processo legal e amplo direito à defesa, os papéis se invertem e eu termino com réu e com óbvias possibilidades de condenação.

Sabes que este país não é exatamente um poço de justiça e tratamento isonômico. Além disso, em fases diversas de qualquer apuração legal – ou jornalística – nomes e fatos podem sofrer alterações, com o advento de alguma novidade. Sabes que até o conceito de "ciência" se volatizou. Imagine gente e acontecimentos. 

Obrigado pela interação e ponto de vista. "Quem diverge de mim, me enriquece." (Dom Hélder Câmara). 

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  • San Valle Rodape GIF
sexta-feira - 23/11/2007 - 23:36h

O homem que copiava

Qualquer semelhança de enredo entre o filme brasileiro "O homem que copiava" e a política de subterrâneo feita em Mossoró, não é mera coincidência.

Decifra-me ou te devoro. 

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sexta-feira - 23/11/2007 - 23:12h

Só nós, ninguém mais

Em plena Natal, um quadro de fazer inveja a qualquer rincão coronelista deste país. E o personagem, uma moça bonita, de boa instrução e com mandato popular.

À rua Doutor Pedro Amorim, Barro Vermelho, 984, um prédio guarda placa com a seguinte inscrição: "É expressamente proibido (sic) a entrada neste local de pessoas que não votaram em Gesane".

A Gesane a que se refere o alerta é a deputada estadual Gesane Marinho (PDT). Por lá, é conhecida como "A deputada da alimentação."

Sem comentários. Apesar do caso ser até jocoso.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 23/11/2007 - 12:30h

Salomão Gurgel, via Ponte de Todos, manda recado à Wilma

Leia abaixo um artigo mais do que claro do prefeito de Janduís e blogueiro, Salomão Gurgel (PT). Para bom entendedor…

Pontes, vaidades, arrogância, ilicitudes e história

Pontes. Ligam um ponto a outro. Uma cidade a outra. Um paìs a outro. Podem, também, ligar o passado ao presente, e este ao futuro. Servir. Ah, podem servir pra muita coisa! Pra guerra. Pra unir as pessoas. Pra passarem carros ou boiadas. Pra gente jogar-se e morrer.

Servem pra ser superfaturadas e fazer caixa dois pra campanhas eleitorais. Geralmente, pela sua pujança e beleza arquitetônica, servem pra encobrir a mediocridade política e feiúra moral de governantes inescrupulosos esbanjadores.

Pontes são criações humanas, onde se simbolizam as nossas manias e frustrações. A de grandeza. A inveja embutida.

Se o meu inimigo faz, eu tenho que fazer maior. Ninguém pode ser maior do que eu!

Nota deste Blog: Conheça o blog de Salomão AQUI

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sexta-feira - 23/11/2007 - 12:18h

A ciência vai à praça

Sou um entusiasta das feiras científicas, seminários e outros eventos sob esse caráter. Taí no que acerta em cheio o governo da prefeita Fafá Rosado (DEM).

Em Mossoró, as 72 escolas do município estão participando da "V Mostra de Projetos Científicos e Culturais." Acontece na Praça de Eventos, coladinha à Estação das Artes Elizeu Ventania. Vou dar uma espiada.

A gerente da Educação, Niná Rebouças, está à frente da iniciativa com sua equipe de trabalho. A exposição consta de 54 projetos, 41 de alunos das escolas da zona urbana, e 13 da zona rural.

Meio ambiente, aquecimento global e métodos de memorização através da matemática estão em evidência.

Sugiro, professora Niná, que a promoção possa cumprir circuito itinerante, estimulando mais ainda a busca do conhecimento em nossas crianças.

Chega de festim com Forró Chibata Preta e por aí vai. Repugnante ainda o uso de meninas em concursos de beleza, onde prospera a iniquidade. 

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Categoria(s): Terezinha Queiroz
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