Os dois pesos e duas medidas adotados pelo Governo Fátima Bezerra (PT), para tratar de duas indicações potiguares de bolsonaristas para cargos federais, não é por acaso. Tem explicação simples até. Roda o filme:
Há poucos dias, a Governadoria desencadeou campanha para queimar o “filme” de Getúlio Batista, empresário e dirigente do PTB no estado, indicado para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Norte. Porém, recuou.
De outro lado, mantém fogo-cerrado contra o ex-prefeito assuense Ivan Júnior (União Brasil), nome apresentado pelo União Brasil do ex-senador José Agripino para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF) .
Gertúlio Batista é escolha pessoal do vice-governador Walter Alves (MDB), com aval do MDB nacional.
Redes sociais e diversas plataformas de mídia resgataram vídeos, fotos etc., que atrelavam Batista ao bolsonarismo e satanizavam o então candidato Lula da Silva (PT).
Porém, há mudança de postura. O Governo Fátima Bezerra passa a defender Getúlio Batista, alterando diametralmente o que instigava. Inclusive, agora já desfia elogios ao indicado.
“O presidente do PTB resistiu inclusive a uma ameaça de intervenção nacional no partido e fez campanha pela chapa Fátima/Walter, inclusive declarando voto no presidente Lula já no primeiro turno”, disse o secretário-chefe do Gabinete Civil de Fátima ao jornal Agora RN (veja AQUI).
Vem de Brasília o sinal para baixar fogo contra Getúlio Batista, evitando uma crise com o vice Walter Alves e o próprio MDB, aliado importante do presidente Lula no Congresso Nacional.
Entende? Por isso Getúlio Batista já é tratado como “companheiro”.
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