A imprensa de Mossoró divulgou há poucos dias a apreensão de dezenas de galos de briga na cidade. A ação partiu de denúncia anônima.
Entretanto o assunto “morreu” imediatamente.
O “pé-de-galo” envolve o submundo dos chiques da cidade, ligados ao poder e à sua “oposição”. Farinha do mesmo saco, que se diga.
A versão corrente é de que o denunciante teria sido vítima de armação politiqueira de um grupo “Da Gente”, em plena campanha municipal do ano passado. Agora resolveu dar o troco, insuflando ao flagrante.
A maioria dos animais pertence a figuras ligadas aos “donos” da cidade. Entre eles, um médico e um neoconstrutor (exclusivo da prefeitura).
O episódio tem tudo para ser riscado do mapa. Parece muito com aquela briga envolvendo filhinhos do papai na antiga Cobal, há cerca de quatro anos.
Apesar de socos e pontapés, além de muito quebra-quebra, não foi feito sequer um boletim de ocorrência quanto à baderna dos perfumados.
Pior é que até os comerciantes prejudicados resolveram calar, em troca de agrados chapa-branca. Com o dinheiro do contribuinte, claro.
E assim caminha a humanidade mossoroense.
Cada maluco com sua mania. Uma das minhas por exemplo, é de ficar muitas vezes até altas horas da noite colando alumínio com papel e outros materiais para fazer os meus carrinhos, mas, gostaria de entender que benefício traz a mente de um cidadão assistir duas aves brigarem até morrer. Creio que deve ser alguma frustração, rancor ou trauma que estes “desportistas” têm guardados no coração e vingam-se nos pobres animais.