terça-feira - 09/07/2024 - 16:22h
Apamim

Conselho de Medicina quer que intervenção seja mantida

Para Cremern, os problemas vão se multiplicar para a gestão estadual (Foto: Arquivo)

Para Cremern, os problemas vão se multiplicar para a gestão estadual (Foto: Arquivo)

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) emitiu Nota de Esclarecimento nesta terça-feira (9), sobre sentença judicial que colocou um fim à intervenção na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), em Mossoró (veja AQUI).

Autor da denúncia que levou a 8ª Vara da Justiça Federal a decretar a intervenção no dia 25 de setembro de 2014, o Cremern quer a manutenção dessa ‘excepcionalidade’ e antecipa que tentará na Justiça mudar a decisão do juíz João Batista Martins Prata Braga – noticiada em primeira mão pelo Blog Carlos Santos.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN recebeu com surpresa, através da imprensa, na manhã desta terça-feira (09), a informação de que o Juízo da 8ª Vara Federal de Mossoró/RN, nos autos do processo n. 0800637-65.2014.4.05.8401, de ofício, mesmo com a demanda totalmente estabilizada, havia revogado a decisão proferida em 16/12/2022 pelo magistrado anterior, que conduzia o feito, determinando a continuidade da intervenção judicial da APAMIM – Hospital Maternidade Almeida Castro – até o dia 01/01/2025.

Assim, após a análise aprofundada da decisão por parte da nossa assessoria jurídica, o CREMERN vai interpor todos os recursos jurídicos necessários para que a intervenção judicial seja restabelecida com a maior celeridade possível, pois visa preservar o princípio da segurança jurídica e também não colapsar o sistema de Saúde do nosso Estado, trazendo prejuízos imensuráveis e irreparáveis a assistência materno infantil em Mossoró e toda região Oeste.

Natal, 09 de julho de 2024

A diretoria CREMERN

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quinta-feira - 02/09/2021 - 05:52h
Decisão

Juiz rejeita pedido para anular nomeação de reitora da Ufersa

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, negou o pedido para anulação do ato de nomeação (veja AQUI) da posse de Ludmilla Carvalho Serafim de Oliveira ao cargo de reitora da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA). O magistrado observou que a prerrogativa conferida ao Presidente da República – Jair Bolsonaro) de nomeação de reitor e vice-reitor da instituição de modo algum configura intervenção indevida na autonomia universitária.

Ludmilla procurou o presidente para ser nomeada (Foto: BSV/Arquivo))

Ludmilla procurou o presidente para ser nomeada (Foto: BSV/Arquivo))

Ele frisou que a ação civil pública pretendida retrata mais um “patrulhamento ideológico sobre o Poder Executivo do que um efetivo exercício de fiscalização da lei pelo Parquet, o que é inadmissível e foge à competência do Poder Judiciário e à atribuição do MPF”.

“A escolha do reitor deverá recair dentre os candidatos escolhidos pelo colegiado máximo da instituição, tendo-se por prestigiado, pois, o princípio da gestão democrática da universidade”, destacou o juiz federal Orlan Donato, chamando atenção que, mesmo o candidato na terceira colocação da lista, representa uma parcela da vontade dos membros da universidade, sendo legítimo, pois, que possa ser nomeado para o cargo maior da instituição.

O juiz federal afirmou verificar que a eleição de reitor da Ufersa cumpriu todas as exigências administrativas e legais pertinentes.

Orlan Donato observou que a lei assegura a autonomia didático-científica à universidade ao lhe possibilitar, por exemplo, criar, organizar e extinguir, em sua sede, cursos e programas de educação superior previstos em lei.

Nota do Blog – Aplauso para o magistrado. Gostem ou não da escolha – por inclinação ideológica – que conduziu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), gostem ou não da professora Ludimilla, ela é a legítima reitora da Ufersa.

Descabido se falar em “golpe” ou “intervenção” no caso, ao mesmo tempo que parece muito estranho esse ativismo do parquet. Não é a primeira vez, que se diga (veja AQUI), nesse lengalenga.

Se há algo discutível nessa ascensão é do ponto de vista ético, portanto, pessoal. Diz respeito à decisão da reitora de quebrar um ciclo de respeito moral à escolha dos segmentos. Pelo contrário: ela trabalhou, costurou, diligenciou, no sentido de ser a ungida.

Censurável, até, mas não ilegal – como já tínhamos opinado há mais de um ano (veja AQUI).

Ludimilla obteve apenas 18,33% dos votos válidos na disputa com mais quatro concorrentes, contra 35,55% do professor Rodrigo Codes, primeiro colocado (veja AQUI) na consulta eleitoral do dia 15 de junho de 2020.

Ao trabalho.

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quinta-feira - 23/04/2020 - 09:46h
TAC

Apamim administrará Hospital São Luiz contra Covid-19

Do Blog Saulo Vale

A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) assinou contrato para gerir, por um prazo mínimo de quatro meses, o Hospital São Luiz.

O “aluguel” é no valor de R$ 260 mil mensais.

Larizza Queiroz, que coordena a intervenção na Apamim, tem papel decisivo para gestão do São Luiz (Foto: arquivo)

O objetivo é de que essa unidade hospitalar atenda pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 na região.

A fase agora é de montar equipes médicas e de enfermagem.

Segundo a farmacêutica Larizza Queiroz, interventora da Apamim, que hoje administra o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), o Hospital São Luiz deve ser aberto até o dia 1º de maio.

Ela afirma que serão disponibilizados de imediato leitos clínicos.

Disponibilidade de leitos

“Manteremos contato com o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e com o setor de regulação do município, para que nós possamos abrir leitos de UTI, a medida que surja a demanda”, esclarece.

A Apamim vai gerenciar e ofertar até 35 leitos de UTI adulto e até 65 leitos de retaguarda, totalizando os 100 leitos hospitalares, para casos suspeitos e confirmados da covid-19, que vão funcionar no Hospital São Luiz.

O que cabe a cada um

Segundo o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a Prefeitura de Mossoró fará repasse imediato de R$ 594 mil e parcelas mensais pós-fixadas em R$ 4,1 milhões, com recursos do SUS.

O Governo do Estado deve garantir toda a escala médica e prestar apoio técnico e de capacitação para o funcionamento dos leitos.

O TAC é fruto de uma parceria entre Governo do RN, 8ª Vara da Justiça Federal, Apamim, Prefeitura de Mossoró, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN).

Tanto o Governo do Estado quanto a Prefeitura de Mossoró deverão criar uma Página de Transparência exclusiva para a divulgação das despesas relacionadas ao combate à Covid-19 com empenhos, contratos, fornecedores e demais informações decorrentes do dever de transparência.

Nota do Blog Carlos Santos – Essa operação delicadíssima chegou a emperrar, quanto o Governo do RN tentava negociação direta com o São Luiz. A intervenção de promotores, MPT, Justiça Federal e da própria Larizza Queiroz mudou o rumo do entendimento, para que o TAC fosse fechado.

A própria escolha da Apamim à gestão diz muito sobre esse entendimento. Larizza Queiroz consolida-se como nome de gestora exemplar na saúde – caso de sucesso na Apamim, sob intervenção desde setembro de 2014. Aplauso a todos os envolvidos.

Depois traremos detalhes de bastidores.

Leia também: TAC vai assegurar Hospital de Campanha no São Luiz.

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Categoria(s): Saúde
sexta-feira - 09/11/2018 - 15:28h
Prefeitura de Mossoró

Juiz pode tomar decisão excepcional para pagar médicos

Juiz Orlan Donato: paciência por um triz (Foto: Web)

O juiz titular da 8ª Vara da Justiça Federal (Mossoró), Orlan Donato Rocha, poderá tomar medida mais austera para levar a Prefeitura Municipal de Mossoró a pagar dívida de mais de R$ 2 milhões com três cooperativas médicas vitais ao funcionamento do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC).

Ninguém estranhe, por exemplo, se ele determinar “condução coercitiva” de alguma autoridade de alta patente da municipalidade.

Até aqui, o bloqueio de contas não tem conseguido muito êxito,

Foram 15 bloqueios no ano de 2017, sendo alguns contra o município e outros contra o Governo do Estado. Em alguns casos, foram contra o Estado e o município.

Este ano já são oito bloqueios, ou seja, um a cada 40 dias mais ou menos, em que municipalidade e estado são pressionados ao repasse de recursos retidos ilegalmente.

Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia (NGO), Clinica de Anestesiologia de Mossoró (CAM) e Neoclínica são as cooperativas que estão com seus profissionais sem pagamento.

Ouvido ao chão como bom índio Cheyenne, Apache, Navajo, Cherokee, Sioux ou Comanche.

Leia também: Pediatras estão sem pagamento há quatro meses.

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quarta-feira - 21/02/2018 - 19:28h
TRF5

Processo sobre condenação de Sandra Rosado não é julgado

Vereadora foi sentenciada a 9 anos e 2 meses de prisão pela Justiça Federal em Mossoró, em 2017

A princípio, não há definição de data para julgamento de apelação à sentença que determinou prisão por 9 anos e dois meses da vereadora e ex-deputada federal mossoroense Sandra Rosado (PSB). Ela foi condenada pelo juiz federal Orlan Donato Rocha da 8ª Vara da Justiça Federal de Mossoró, no dia 10 de maio do ano passado, por apropriação indevida de recursos da União.

Além de Sandra Rosado, mais quatro pessoas foram condenadas em primeira instância (8ª Vara Federal, em Mossoró). Outras cinco foram inocentadas, no processo sob o número 0000878-38.2015.4.05.8401.

Juiz Leonardo Coutinho: processo em mãos (Foto: JFCE)

O processo estava na pauta da sessão dessa terça-feira (20), às 13h30, da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), com sede em Recife-PE. Mas o juiz federal Leonardo Augusto Nunes Coutinho pediu vista (solicitação feita para examinar melhor determinado processo), o que levou a questão a sair da análise e votação.

Substituição na Quarta Turma

A Quarta Turma da TRF5 é formada por três titulares: desembargador-presidente Rubens Canuto, desembargador Edilson Nobre Pereira Júnior  (de origem potiguar) e o desembargador Lázaro Guimarães (decano da corte; conheça AQUI).

Mas no dia 27 de setembro do ano passado, Lázaro Guimarães teve aprovada sua convocação para integrar provisoriamente a 4ª Turma e a 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília.

Relator do processo em que Sandra Rosado figura como protagonista, o desembargador acabou substituído pelo juiz federal cearense auxiliar da Vice-Presidência do TRF5, Leonardo Augusto Nunes Coutinho.

Sandra: no TRF5 (Foto: Carlos Costa)

Pelo Regimento Interno do TRF5, o desembargador que pediu vista tem dez dias ou até à próxima sessão da Quarta Turma para devolver processo à votação. A próxima sessão será dia 27 (a próxima terça-feira).

O caso

Na sentença do juiz Orlan Donato, a partir de denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o magistrado destaca que houve um “conluio para apropriar-se indevidamente de recursos repassados pela União (Convênio nº 1782/2003-FNS – SIAFI nº 495578) para APAMIM – Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró, no valor de R$ 719.779,00”. Estes recursos foram repassados em cinco parcelas de R$ 143.955,80.

Em suas considerações, o juiz Orlan Donato deixou claro que “tal desvio foi perpetrado mediante sofisticado esquema que envolveu fraudes em licitações, montagem de prestação de contas e utilização de interpostas pessoas para efetuação de saques e da movimentação do dinheiro público”.

Leia tambémSandra Rosado tem condenação a 9 anos e dois meses de prisão;

Leia tambémVereadora Sandra Rosado garante ser inocente.

O MPF formalizou a denúncia no dia 17 de dezembro de 2015.

Os recursos de que tratam a investigação, seriam destinados à Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM). A instituição filantrópica está em intervenção federal desde setembro de 2014. Na época dos fatos narrados (a partir de 2004) era comandada pelo grupo político-familiar da então deputada federal Sandra Rosado.

P.S – 14h08 (22-02-14) – Em contato telefônico com o Blog, o advogado Marcos Lanuce, que defende os interesses da vereadora Sandra Rosado, ponderou que o processo em relevo na postagem “ainda não está pronto para julgamento”. Reiterou ainda a convicção de que a decisão em primeiro grau seja revista pelo TRF5.

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sexta-feira - 25/08/2017 - 08:32h
Mossoró

Regulação de Leitos de UTI’s deve começar dia 1º de novembro

A Central de Regulação de Leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em Mossoró tem prazo para começar a funcionar. Foi estabelecido pelo juiz da 8ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, Orlan Donato Rocha, que presidiu nessa quinta-feira (25) uma audiência pública sobre o tema.

Dia 1º de novembro deste ano a Central estará funcionando.

Reunião foi presencial e utilizou também recurso da videoconferência para dar solução a antigo problema (Foto: PMM)

Local, perfil das unidades hospitalares e formação das equipes já foram definidos, segundo garantiu o secretário municipal de Saúde Pública, Benjamin Bento, condutor dessa organização.

A Central vai funcionar na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Somente o investimento com pessoal será da ordem de R$ 100 mil por mês. As equipes serão formadas por servidores da Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado, que já foram selecionados e estão sendo capacitados. Licitação também será realizada no dia 28 de agosto para compra de equipamentos de informática para estruturar a Central, que funcionará 24 horas.

Participantes

A audiência contou com a participação presencial de representantes da Prefeitura de Mossoró, Defensoria Pública Federal, Procuradoria da República, Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern), Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), Hospital Wilson Rosado (HWR), Hospital São Luiz, Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC).

Por meio de videoconferência participaram também representantes da Advocacia-Geral da União (AGU), Ministério da Saúde, Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESAP).

Audiência pública e situação nebulosa

A questão é desdobramento de uma importante Audiência Pública realizada em Mossoró, no auditório da Faculdade de Medicina, no dia 26 de maio último. Foi promovido pela Assembleia Legislativa, com proposição e presidência do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”.

Também é destacado o empenho da gestão municipal atual na busca de ordenamento desse caos quanto às necessidades e uso de leitos de UTI’s.

Audiência pública em Mossoró ocorreu em maio (Foto: AL)

Leitos de UTI’s há anos produzem um enredo nebuloso, próprio de submundo, em Mossoró.

O caso mescla deficiências, má-fé e interesses escusos, prejudicando a população que precisa desse tipo de serviço sempre em situação desesperadora.

Leia também: Audiência sinaliza com mais leitos de UTI e outros benefícios AQUI;

Leia também: Central de Regulação é discutida por secretários AQUI.

Com informações do Blog Carlos Santos, Prefeitura Municipal de Mossoró, Assembleia Legislativa e Justiça Federal.

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