A esperada reunião da cúpula governista em Natal, no dia passado, começou e terminou no mesmo diapasão: sem nada de concreto quanto às chamadas “adequações” do Governo Rosalba Ciarlini (DEM). Ninguém – sondado – topa compor pastas da administração estadual.
Os participantes do encontro foram consensuais no que repetem há meses e meses: o governo precisa deixar de ser centralizador. O governo precisa ouvir mais e tratar aliado como aliado e não vassalo.
De novidades, duas que não acrescentaram nada à relação entre a cúpula do governismo e sobretudo o PMDB. Muito pelo contrário: agravaram o relacionamento.
Primeira: o casal Carlos Augusto Rosado (DEM)-governadora Rosalba Ciarlini (DEM) não compareceu ao encontro marcado ainda em Brasília, à semana passada. Em seu apartamento em Morro Branco, o anfitrião foi o senador José Agripino (DEM), porta-voz de Carlos e Rosalba.
Segunda novidade: PMDB, PR e PP devem apresentar lista de sugestões de nomes para o secretariado e a governadora, logicamente com voz ativa de Carlos Augusto, secretário chefe do Gabinete Civil, diz “sim” ou “não”.
Participaram da reunião o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB), o senador José Agripino, o presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta (PP) e o ministro Garibaldi Filho (PMDB), bem como o vice-presidente estadual do PMDB, ex-deputado estadual Elias Fernandes.
O presidente do PR, deputado federal João Maia, justificou ausência informando que estava em Apodi, em encontro regional de seu partido.
Blogs baseados em endereços físicos na capital, como das jornalistas Thaísa Galvão e Anna Ruth, atestam que o presidente da Associação Norte-rio-grandense dos Criadores (ANORC), Júnior Teixeira, foi apontado como opção para a Secretaria da Agricultura.
Por telefone, ele disse “não”. Está fora.
O “plano B” colocado à mesa foi de Orlando Procópio, atual delegado do Ministério da Agricultura. Está em aberto se aceitará ou não e se o casal dará endosso à indicação.
Na Saúde, outro impasse. O DEM pensou no ex-prefeito de Pau dos Ferros Leonardo Nogueira (DEM), que também quer distância dessa bronca insanável.
Nota do Blog – Rosalba e Carlos Augusto passaram a ter dificuldades de coabitação física com alguns de seus parceiros políticos, em especial do PMDB. A ausência do casal da reunião foi, no mínimo, deselegante. Porém é mais do que isso: é um recado.
Agripino precisou fazer uma acrobacia verbal, em argumentos, para justificar a ausência dos principais interessados no fortalecimento do governo.
A questão central não é cargo e mais cargo para aliados. PR, PP, PMDB desejam realmente participar das decisões, com iniciativa própria e mais flexibilidade para atuação da equipe de secretários.
O impasse é praticamente insanável.
Carlos Augusto precisará mudar um estilo que empina em toda sua trajetória política, que deu certo no nhe-nhe-nhm paroquial em Mossoró, mas não emplacou no Governo do Estado.
Ele topa ratear o poder? Não creio. Nem seria coerente à altura de tempo dessa gestão.
Nos intramuros do poder, em várias situações, Carlos tentou fragilizar e subjugar Henrique e Garibaldi. Os dois sabem disso.
Na gestão estadual, os indicados do peemedebismo apenas ocupam cadeiras. Não mandam em patavina nem vão mandar.
É o quadro atual. Será o quadro também adiante.
Anote, por favor.




























