terça-feira - 19/11/2024 - 11:07h
Mossoró

Lawrence agrava situação de Câmara com dispensa de licitação

Documento mostra nova dispensa (Reprodução do BCS)

Documento mostra nova dispensa (Reprodução do BCS)

A pouco menos de um mês e meio de deixar a presidência da Câmara Municipal de Mossoró e concluir mandato, o vereador Lawrence Amorim (PSDB) duela contra os números e o bom senso. Ignora diversificados e vultosos débitos da Casa paridos em sua gestão, para gerar mais e mais despesas com dispensa de licitação.

No Diário Oficial da Federação das Câmaras Municipais do RN (FECAM/RN/), desta terça-feira (19), é veiculada dispensa de licitação – com data retroativa ao dia 5 de novembro – no valor total de R$ 55.800,00 (CINQUENTA E CINCO MIL E OITOCENTOS REAIS). Favorecida é a empresa KT Soluções Ltda.

A empresa atuará para “atender às necessidades da Fundação Pública Vereador Aldenor Nogueira,” entidade vinculada à Câmara Municipal.

Antes, situacão semelhante foi consumada com a Gráfica Ideal Eirele, dia 18 de outubro, 12 dias após as eleições municipais, em que Amorim teve fracassada candidatura a prefeito. A dispensa de licitação importou num montante de R$ 55.369,00 (CINQUENTA E CINCO MIL TREZENTOS E SESSENTA E NOVE REAIS).

Leia também: Por má gestão, Câmara Municipal mergulha em dívida fora de controle.

Cinco dias após as eleições de 6 de outubro, precisamente dia 11, o presidente da Câmara Municipal de Mossoró – Lawrence Amorim começou processo de exoneração em massa de cargos comissionados nesse poder. Bom sinal para quem parecia tentar, finalmente, arrumar as contas.

Porém, depois, no dia 28 de outubro,  edição 2017 do jornal da mesma Fecam/RN, ele nomeou várias pessoas.

De lá para cá o cenário só se agrava, marchando para um fim melancólico de sua passagem pela presidência. Existem outros casos de dispensa de licitação. E podem ser produzidos outros.

Fornecedores, servidores e prestadores de serviço entendem.

O outro lado

NOTA À IMPRENSA

Contrato assegura transparência à Fundação da Câmara

A empresa KT Soluções LTDA foi contratada, de forma legal, para prestação de serviço de contabilidade, para o período de um ano, à Fundação Aldenor Nogueira. O valor do contrato, de R$ 55.800, dividido em 12 meses, perfaz o valor mensal de R$ 4.650 – compatível ao piso da contabilidade em tramitação na Câmara dos Deputados.

Ademais, serviço contábil é de natureza contínua e essencial. Portanto, é impedido de sofrer interrupção, a fim de assegurar a manutenção da prestação de contas e a transparência na Fundação Aldenor Nogueira. A entidade, assim, continua a cumprir os princípios constitucionais do serviço público.

Fundação Aldenor Nogueira

Câmara Municipal de Mossoró

Mossoró, 19 de novembro de 2024

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Categoria(s): Administração Pública / Política
quinta-feira - 19/01/2023 - 09:28h
Operação Faraó

Polícia Federal apura suposto desvio de cerca de 165 milhões na UFRN

PF ocupou UFRN para busca e apreensão e outros endereços (Foto: PF)

PF ocupou UFRN para busca e apreensão e outros endereços (Foto: PF)

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã de hoje (19), a Operação Faraó, tendo por objetivo apurar possíveis crimes relacionados ao desvio de recursos públicos federais oriundos do Ministério da Saúde.

Cerca de 90 policiais federais estão cumprindo 20 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal/RN, nos municípios de Natal/RN, São Paulo/SP, Balneário Camboriú/SC e Brasília/DF.

LAIS 

Em Natal, os mandados estão sendo cumpridos no Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O diretor do Lais, Ricardo Valentim, também teve a PF na sua residência para o cumprimento de mandados. Em 2019, ele ganhou distinção com o prêmio “100 Mais Influentes da Saúde” no país, oferecido pela revista Healthcare Management.

Investigações

Segundo as investigações, no ano de 2017, o Ministério da Saúde transferiu para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aproximadamente R$ 165 milhões para ser empregado na prevenção e combate à doença sífilis no Brasil.

Ricardo Valentim do LAIS-UFRN teve PF em endereço próprio (Foto: Michelle Ariany-Jovem Pan Natal/Arquivo)

Ricardo Valentim do LAIS-UFRN teve PF em endereço próprio (Foto: Michelle Ariany-Jovem Pan Natal/Arquivo)

Aquela instituição de ensino superior, por sua vez, contratou a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC), mediante dispensa de licitação, para executar dez metas do que ficou conhecido como projeto “SÍFILIS, NÃO!”.

Ao longo da execução daquele projeto, notadamente na meta relacionada às ações de publicidade e propaganda, envolvendo recursos da ordem de R$ 50 milhões, foram verificados indícios da prática de diversos tipos de delitos, como fraude à licitação, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro, havendo a atuação direta de inúmeras empresas do segmento publicitário, além de possível envolvimento de servidores públicos.

O outro lado

Em virtude da execução da operação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União, em que o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) é citado, afirmamos que:

Todos os projetos e ações realizadas pelo LAIS e seus pesquisadores são de conhecimento da sociedade e das autoridades, uma vez que regularmente apresentamos informações aos órgãos de fiscalização e controle.
A transparência sempre foi uma de nossas marcas.

Com muita tranquilidade, estamos à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários.
O LAIS reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento de ações direcionadas para a qualidade da saúde pública, com ética e responsabilidade, ratificando a inexistência de ilicitudes.

Agradecemos a todos pela colaboração.

Assessoria de Comunicação – Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde

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sexta-feira - 26/06/2020 - 09:46h
Mais um

Contrato milionário, sem licitação, arrebanha mais terceirizados

Segue irrefreável a contratação de mão de obra na Prefeitura Municipal de Mossoró, sob o manto legal do “decreto de estado de calamidade pública”. Em plena pandemia do coronavírus e em ano eleitoral, abundam os recursos para essa modalidade de vínculo passageiro, o que foi rotina durante toda a atual gestão.

Em publicação no Jornal Oficial do Município (JOM), número 567A, desse último dia 24 (veja AQUI), eis outra dispensa de licitação. São mais de R$ 4,3 milhões por contrato de seis meses, que chegará ao término no dia 20 de dezembro deste ano, 11 dias antes do fim do mandato da prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

A beneficiada é a Estratégica Serviços e Representações Eireli, fornecedora de pessoal terceirizado.

A empresa já atua para a municipalidade, sempre envolta em denúncias de atraso de pagamento salarial e outros problemas (veja AQUI).

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domingo - 31/05/2020 - 12:22h

Crise e corrupção

Por Odemirton Filho

O brasileiro, há tempos, está acostumado a presenciar escândalos de corrupção e atravessar crises. Existem para todos os gostos e desgostos.

A corrupção do momento, conforme divulgado pela mídia, é relativa a alguns gestores que estão se aproveitando do estado de calamidade pública para meter a mão suja no dinheiro da sociedade, cometendo fraude ou superfaturando a compra de insumos essenciais no combate à Covid-19. Ou seja, aproveitam-se da desgraça alheia e das hipóteses de dispensa de licitação, previstas no Art. 24 da Lei de Licitação e Contratos (n. 8.666/93), para se locupletarem.

É claro que se está na fase de investigação e todos são inocentes até que se prove o contrário. Mas, pelo histórico de corrupção do país, não será surpresa se após o devido processo legal os fatos forem provados.

Por outro lado, com a pandemia, a desigualdade social ficou escancarada. Uns estão em casa, à sombra. Outros, ao contrário, ficam sob o sol, à espera do auxílio emergencial do governo.

É um verdadeiro salve-se quem puder.

Quase sessenta milhões de brasileiros precisam de ajuda financeira, repita-se, sessenta milhões! Afora outros milhões que, por motivos diversos, ainda não conseguiram receber.

Além disso, milhares de empresas não conseguem crédito para manter os seus negócios, resultando em quebradeira e desemprego. Segundo o IBGE, a economia brasileira apresentou queda de 1,5% no primeiro trimestre de 2020 na comparação com o quarto trimestre de 2019 e o desemprego atingiu 12,8 milhões no trimestre encerrado em abril.

Como sabemos, atravessamos, no momento, várias crises: sanitária, econômica, social e política. O que já estava ruim, ficou pior.

É certo que o mundo está travando uma guerra contra a pandemia, mas no Brasil as crises são agravadas pela falta de harmonia entre os Poderes da República e por uma disputa eleitoral que não tem fim. Governantes ficam se digladiando na mídia e nas redes sociais procurando holofotes.

Tudo em busca do poder, enquanto milhares de pessoas já morreram e outras tantas, infelizmente, morrerão. Sem esquecer do posicionamento extremista e das fake news que são compartilhadas pelos partidários de todas as tendências políticas, dificultando o combate ao inimigo comum: o coronavírus.

Assim, no Brasil, a corrupção e as crises andam de mãos dadas. É uma triste e infeliz realidade.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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sexta-feira - 15/05/2020 - 14:26h
Que maravilha!

Terceirizada ganha mais um contrato com dispensa de licitação

Mais contratação de mão de obra terceirizada à Prefeitura Municipal de Mossoró. ‘Coincidentemente’, a beneficiada é uma empresa campeã de atrasos salariais de seus empregados. Novamente, com “dispensa de licitação”.

Mais de R$ 848 mil sem licitação agora (Reprodução: BCS)

O Jornal Oficial do Município (JOM), edição 561 de 8 de maio, documenta outro acerto oficial da gestão Rosalba Ciarlini (PP) com a Athos Assessoria e Serviços Terceirizados.

Dessa feita, o montante com nova dispensa de licitação “em caráter emergencial” envolve a soma de R$ 848.263,04 (Oitocentos e quarenta e oito mil, duzentos e sessenta e três reais e quatro centavos).

O contrato é de apenas três meses, entre 27 de março (passado) e 26 de maio (próximo) – veja AQUI.

Março “gordo”

Athos no JOM de 4 de Março de 2020, 551b, tem mais de 800 mil por um ano para contratação de mão de obra (Reprodução: BCS)

Em março deste ano, a mesma empresa já teve mais dois contratos especiais – veja AQUI. Foi um março “gordo”. A soma chegou a R$ 1.269,252,21 (Um milhão, duzentos e sessenta e nove mil, duzentos e cinquenta e dois reais e vinte e um centavos)

No Jornal Oficial do Município (JOM) do dia 4 de março, edição 551b (veja AQUI), é publicado Extrato do Contrato nº 25/2020, no valor de R$ 845.120,69 (Oitocentos e quarenta e cinco mil, cento e vinte mil e sessenta e nove centavos).

Mais dispensa de licitação

Já no JOM do dia 6, edição 552, portanto dois dias depois do anterior (veja AQUI), a Athos ganha outra ‘bolada’ em novo contrato.

Dessa feita, de R$ 424.131,52 (Quatrocentos e vinte e quatro mil, cento e vinte e um mil e cinquenta e dois centavos) foram assegurados por contrato de apenas 30 dias, com dispensa de licitação.

O Termo Autorizativo de Dispensa e Contrato de nº 9/2020, compreende o período de 28 de fevereiro a 28 de março deste ano.

JOM de 6 de Março de 2020, mais de 424 mil por um mês com dispensa de licitação (Reprodução: BCS)

Começo de ano beleza

Comecinho de 2020 já tinha sido de notícias excepcionais para a Athos.

Segundo o Jornal Oficial do Município (JOM), edição 543b, de quarta-feira (8 de janeiro), mas liberada na quinta-feira (9), ela tinha garantia de prioridade no recebimento de R$ 667.153,14 da municipalidade, com “autorização de quebra de ordem cronológica de pagamento” da nota fiscal “73″, referente a serviço prestado em outubro do ano passado (veja AQUIAQUI).

E assim foi feito. Que maravilha!

Um 2019 supimpa

Antes mesmo de terminar 2019, conseguiu uma grande vitória na relação de negócios com o município. Publicação do Jornal oficial do Município (JOM), edição  541, 20/12/2019, publicou que a empresa originária de Fortaleza (CE) – veja AQUI, acertara outro contrato com a PMM – no valor de R$ 16.959,996,00 – veja AQUI.

Empresa fechou 2019 com mais de R$ 16 milhões garantidos (Reprodução: BCS)

Em 2019, ela recebeu mais de R$ 10 milhões por atividade terceirizada para a Prefeitura Municipal de Mossoró (veja AQUI). Essa terceirizada não tem do que se queixar. Reclamações mesmo de seus empregados, que vivem situação de penúria (muitos sustentados por favores e doações).

Mais de R$ 10 milhões entraram na conta da Athos em 2019, um ano maravilhoso (Reprodução: BCS)

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Categoria(s): Administração Pública
terça-feira - 10/03/2020 - 06:32h
Campanha municipal

Duelo do “tostão contra o milhão” desenha luta desigual

Prefeitura segue sendo azeitada numa proporção jamais vista para eleição decisiva deste ano

Uma inspeção mais acurada no Jornal Oficial do Município (JOM) de Mossoró, nos últimos meses, mostra que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) prepara campanha como nunca antes vista. Vai para o tudo ou nada em seu projeto de reeleição, mas ‘dentro da lei’ – lógico.

A estrutura multimilionária passa pela contratação em massa de empregados terceirizados, por exemplo. O que em tese é justificado como necessidade administrativa, acaba tendo propósitos inconfessáveis que não estão nos editais licitatórios. Há uma pressa eleitoral, que se diga.

O recrutamento é até difícil de rastrear em números, porque o Portal da Transparência da municipalidade (veja AQUI) é pouco zeloso na prestação de informações obrigatórias. Abundam dispensas de licitação (veja caso recente AQUI), aditivos e outros recursos legais que não perdem de vista as eleições 2020, mesmo que os atrasos salariais sejam rotina (veja AQUI).

Rosalba aposta tudo na estrutura para não deixar margem à surpresa; Jânio surpreendeu em 1953 (Fotomontagem BCS)

Porém o empréstimo de quase R$ 150 milhões (veja AQUI) para investir em obras de infraestrutura no último ano de governo, é um dos principais instrumentos dessa aposta, depois de três anos de administração estagnada. O feito é tão comemorado no governismo, que rendeu até título de cidadania para o presidente da instituição financiadora, Pedro Guimarães, da Caixa Econômica Federal (CEF) – veja AQUI, que nunca tinha desembarcado em Mossoró até então.

Rosalba e seu grupo não querem sofrer maiores sustos. Com razão.

A gestão terminou 2019 com reprovação administrativa e enormes sobressaltos, como a ‘visita’ da Polícia Federal ao seu apartamento (veja AQUI), condenação judicial do marido Carlos Augusto Rosado (veja AQUI), desabastecimento de remédios (falta de insulina, o mais grave), atraso na folha de remuneração de servidores, bloqueio de contas para pagamento de hospitais/médicos…ufa!!

Na oposição, as conversas inconclusas e subdivisões em pré-candidaturas até aqui sem o selo da “união” consistente de forças, também concorre para fazer da tarefa de enfrentar a prefeita e sua estrutura, uma missão desafiadora.

Será nitidamente uma campanha do “tostão contra o milhão”, seja lá quem for o adversário que apareça do outro lado em condições mínimas de embate. É uma aposta desproporcional, mas também bem representativa do poder que o clã Rosado exerce em sua comuna, há mais de 70 anos contínuos. Resiste e tenta uma sobrevida numa época de desmanche de grandes grupos político-familiares como Maias e Alves.

Jânio Quadros contra a máquina milionária

O slogan “o tostão contra o milhão” foi usado pela primeira vez pelo então deputado estadual Jânio da Silva Quadros (PDC) em 1953, na campanha à Prefeitura de São Paulo-SP. Muitos outros candidatos, Brasil afora, adotaram essa fórmula ao longo das décadas que se seguiram.

Professor, ex-vereador e jovem deputado estadual, Quadros desafiou a estrutura governista avassaladora representada pelo ex-secretário de Saúde do Estado Francisco Antônio Cardoso (PSP).

Empresariado e a alta sociedade paulistana também maciçamente apoiavam o governista.

Jânio venceu assim mesmo com 67% dos votos válidos, justamente mostrando o uso indiscriminado e despudorado da coisa pública para manutenção do poder. Uma vassoura para varrer a corrupção da prefeitura foi seu estandarte e símbolo.

Leia também: Rosalba não pode perder; oposição não precisa ganhar;

Leia também: Rosalbismo faz caixa e atua em várias frentes para campanha.

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Categoria(s): Política
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segunda-feira - 09/03/2020 - 12:15h
Mossoró real

Terceirizada campeã em atraso salariais ganha mais 2 contratos

Segue em proporção e frequência espantosas a produção de contratos e o fluxo de valores financeiros vultosos, para favorecimento a um pequeno grupo de terceirizadas que trabalham para a Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Rosalba Ciarlini (PP).

Estranho, muito estranho. Mas comum, muito comum, desde o princípio da atual gestão, sem que nada e ninguém se sintam incomodados.

Mais de R$ 845 mil em 12 meses (Reprodução: BCS)

A empresa terceirizada Athos Assessoria e Serviços Terceirizados Ltda., por exemplo, empilha verdadeiras fortunas e parte para novas somas ainda mais expressivas em contratos novos com o município. Em contraposição a esses créditos, não param reclamações quanto a atraso em pagamentos de folha e outros direitos a seus trabalhadores.

Em dois contratos formalizados à semana passada, ela soma R$ 1.269,252,21 (Hum milhão, duzentos e sessenta e nove mil, duzentos e cinquenta e dois reais e vinte e hum centavos)

No Jornal Oficial do Município (JOM) do dia 4 de março, edição 551b (veja AQUI), é publicado Extrato do Contrato nº 25/2020, no valor de R$ 845.120,69 (Oitocentos e quarenta e cinco mil, cento e vinte mil e sessenta e nove centavos).

O contrato tem ato de assinatura grifado como 21 de fevereiro deste ano, válido por um ano. Objetiva contratação de mão de obra para várias funções, como motorista, auxiliar de serviços gerais e auxiliar de cozinha.

Mais dinheiro

Já no JOM do dia 6, edição 552, portanto dois dias depois do anterior (veja AQUI), a Athos ganha outra ‘bolada’ em novo contrato.

Dessa feita, de R$ 424.131,52 (Quatrocentos e vinte e quatro mil, cento e vinte e hum mil e cinquenta e dois centavos) estão assegurados por contrato de apenas 30 dias, com dispensa de licitação.

O Termo Autorizativo de Dispensa e Contrato de nº 9/2020, compreende o período de 28 de fevereiro a 28 de março deste ano.

Segundo a justificativa do Governo Rosalba Ciarlini, a iniciativa é necessária enquanto a municipalidade realiza processo licitatório. Ou seja, a própria gestão é causadora da situação excepcional por não conseguir fazer pregão em tempo ágil. Assim, abre essa janela para beneficiar quem já está lhe servindo.

Série de vantagens, muito dinheiro e calote em funcionários.

Histórico de grandes somas e outras vantagens faz parte dessa empresa, na relação com a municipalidade. Paralelamente, é uma das campeãs de atraso no pagamento de folha de pessoal e outros direitos aos seus empregados – sem se sentir molestada. No momento, São dois meses de salários atrasados que atingem 360 trabalhadores (veja AQUI).

Por necessidade excepcional, prefeitura garante contrato de um mês com mesmo empresa, sem licitação (Reprodução: BCS)

Em 2019, ela faturou mais de R$ 10 milhões (veja AQUI) com a Prefeitura Municipal de Mossoró. E não é só.

Antes de fechar o ano de 2019, bingo! Sim, mais uma boa notícia para a empresa. Publicação do Jornal oficial do Município (JOM), edição  541, 20/12/2019, atestou que a empresa originária de Fortaleza (CE) – veja AQUI, passava a ter outro contrato com a PMM – no valor de R$ 16.959,996,00 (veja AQUI).

Muita sorte lá…

Comecinho de 2020, mais notícias excepcionais para a Athos: Segundo o Jornal Oficial do Município (JOM), edição 543b, de quarta-feira (8 de janeiro), mas liberada na quinta-feira (9), ela tinha garantia de prioridade no recebimento de R$ 667.153,14 da municipalidade, com “autorização de quebra de ordem cronológica de pagamento” da nota fiscal “73″, referente a serviço prestado em outubro do ano passado (veja AQUIAQUI).

Só em 2019, essa terceirizada recebeu de mão beijada um aditivo, o favorecimento de privilégio para receber pagamento à frente de outros credores da municipalidade, duas dispensa de licitação (veja AQUI) e mais um contrato milionário.

Vá ter sorte assim lá no Palácio da Resistência.

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Categoria(s): Administração Pública
quarta-feira - 08/01/2020 - 08:38h
Prefeitura de Mossoró

Terceirizada obtém outro contrato para recrutar mão de obra

A terceirizada Troia Serviços Ltda. emplacou mais um contrato na Prefeitura Municipal de Mossoró. Vai empregar dezenas de pessoas nos próximos meses

A empresa vai faturar R$ 3.135,437,28 – se não houver algum aditivo para ampliar esse total.

O negócio é tratado como contrato para ocupação de mão de obra, conforme pregão presencial de número 111/2019.

A homologação aconteceu no dia 26 de dezembro de 2019, atesta o Jornal Oficial do Município (JOM) desse último dia 3 de janeiro – veja AQUI.

Origem

A Troia é originária de Fortaleza-CE, com endereço à Rua Alan Kardec,, 774, loja 28, Montese. Faturou R$ 3.252.860,78 apenas em 2019. Já em 2018 empalmou R$ 1.751.515,21. Ou seja quase o dobro agora.

Um dado interessante: a Troia Serviços Ltda. foi oficialmente criada em Fortaleza-CE no dia 19 de outubro de 2016, apenas 17 dias após as eleições municipais daquele ano em que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) foi eleita. Seu capital social é de R$ 500 mil.

Ganhou logo contrato na municipalidade mossoroense, seguido de algumas dispensas de licitação e até publicação de extrato contratual com omissão de informações (veja AQUI) obrigatórias.

Enfim, tudo em casa.

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Categoria(s): Administração Pública
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
domingo - 29/12/2019 - 20:22h
País de Mossoró

Rosalba contrata quase R$ 4 milhões sem licitação (mais uma)

Por Magnos Alves (Portal do Oeste)

O festival de contratos milionários sem licitação da gestão Rosalba Ciarlini (PP) não para. A contratação mais recente, publicada no Jornal Oficial do Município (JOM) do dia 27 de dezembro, é de uma empresa do município de Parnamirim.

De acordo com dados do JOM, a Prefeitura de Mossoró contratou a empresa Estratégica Serviços e Representações EIRELI pelo valor de R$ 3.759.624,42 (três milhões, setecentos e cinquenta e nove mil, seiscentos e vinte e quatro reais e quarenta e dois centavos) para prestar “serviços de mão de obra especializada para a Prefeitura de Mossoró objetivando assegurar a continuação dos serviços de ASG, Contínuos, Digitador, Motoristas de Pequeno e Grande Porte, Recepcionista, Supervisor, Eletricista e Operador de Frota”.

O contrato sem licitação tem duração de apenas 180 dias, de 23/12/2019 a 20/06/2020, e vai custar R$ 626.604,07 por mês aos cofres do Município.

A publicação no JOM não informa a quantidade de pessoas a serem absorvidas pela empresa de Parnamirim.

Nota do Blog Carlos Santos – O autor da matéria sublinha estranheza com “festival de contratos milionários sem licitação”.

Estranho mesmo é que essa sequência espantosa aconteça à porta de nova eleição e numa gestão que se vende como “organizada”.

Estranho, também, que não ocorra nada para barrar essa anomalia. Realmente, Mossoró é um país à parte.

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Categoria(s): Administração Pública
quinta-feira - 19/12/2019 - 10:48h
Prefeitura de Mossoró

Duas terceirizadas já faturaram mais de R$ 12,8 milhões

Mesmo com tanto dinheiro, seguem com salários em atraso, além de outros direitos dos trabalhadores

As empresas Athos Assessoria e Serviços Terceirizados Ltda. e Reelecun Comércio & Serviços Ltda., terceirizadas que prestam serviços à Prefeitura Municipal de Mossoró, seguem torturando seus trabalhadores com atrasos permanentes e continuados em seus salários e outros benefícios.A mais recente denúncia sobre atrasos de salários foi postada pelo Blog do Barreto essa semana – com reprodução de nossa página nessa quarta-feira (18) – veja AQUI. Mas esse caso vai muito mais além do que nossa vã filosofia possa imaginar.

Muito dinheiro

O que torna essa situação ainda mais absurda, é que ambas empresas receberam somas milionárias até aqui, não conseguindo cobrir compromissos básicos com os terceirizados. A relação de ambas com a municipalidade é no mínimo suspeita.

A Reelecun Comércio & Serviços Ltda., por exemplo, já faturou R$ 2.782,702,46 só este ano. A Athos Assessoria e Serviços Terceirizados Ltda. empalmou bem mais: são R$ 10.054,461,32. Os dados são públicos e oficiais. Estão no Portal da Transparência da Prefeitura Municipal de Mossoró, que por força de lei é obrigada a publicá-los.

As duas empresas, juntas, já garantiram numerário cumulativo de R$ 12.837.163,78‬ (Doze milhões, oitocentos e trinta e sete mil, cento e sessenta e três reais e setenta e oito centavos). Por enquanto.Aditivo, duas dispensas de licitação e favorecimento em pagamento

O caso mais alarmante é da Athos. Em fevereiro, ela tinha conseguido dispensa de licitação Nº 23/2019, com contrato firmado no dia 25 do mesmo mês, sob o número 23/2019. Menos de três meses depois, em maio, garantiu um aditivo de R$ 553.297,20 (quinhentos e cinquenta e três mil, duzentos e noventa e sete reais e vinte centavos).

Em “caráter emergencial” (veja AQUI) ela ganhou novo contrato com dispensa de licitação, conforme publicado pelo Jornal Oficial do Município (JOM), edição 525, do dia 30 de agosto deste ano. Valor: R$ 5.171,595,36 (Cinco milhões, cento e setenta e hum mil, quinhentos e noventa e cinco reais e trinta e seis centavos). Contrato vai até 22 de fevereiro de 2020 – ano eleitoral.

No início de outubro, portaria sob o número 280/2019, da Secretaria Municipal da Saúde, autorizou quebra de ordem cronológica da “Nota Fiscal 44″, no valor superior a R$ 329,018,51 – para agilizar pagamento à Athos (veja AQUI).

Ou seja, só em 2019, essa terceirizada recebeu de mão beijada um aditivo, o favorecimento de privilégio para receber pagamento à frente de outros credores da municipalidade e duas dispensa de licitação (veja AQUI).

Dispensa de licitação aconteceu sem que tenha ocorrido qualquer excepcionalidade (Reprodução BCS)

Outra licitação

E no dia 2 de janeiro de 2020, a gestão Rosalba Ciarlini (PP) fará mais uma licitação para contratação de mão de obra terceirizada (veja AQUI), com números que vão passar de R$ 8,2 milhões.

Depois traremos novidades sobre esse assunto.

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Categoria(s): Administração Pública / Gerais / Política
  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
sexta-feira - 25/10/2019 - 17:10h
Trabalho

Terceirizada dá aviso prévio devendo folha de pessoal

A Troia Assessoria e Serviços Técnicos LTDA. (ou Troia Serviços Ltda.-ME), com sede em Fortaleza/CE, coloca sob aviso prévio dezenas de empregados que prestam serviço à Prefeitura Municipal de Mossoró.

A informação tem como fonte o Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio Conservação Higienização e Limpeza do Rio Grande do Norte (SINDLIMP/RN). Acrescenta, que até o momento os terceirizados não receberam o sequer mês de setembro.

O contrato em vigor tem duração de apenas 6 meses – com custo de R$ 2.561.381,88.

Foi feito com dispensa de licitação (claro), “em razão da inviabilidade da paralisação das atividades da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Juventude”.

Sempre sem licitação, claro

A vigência compreende o dia 2 de maio deste ano ao próximo dia 29.

Esse é mais um contrato da empresa na gestão Rosalba Ciarlini (PP), sem licitação. Antes da campanha do ano passado (veja AQUI), já tinha emplacado outro. O contrato atual recebeu aumento de R$ 606.038,10, que representa um reajuste de quase 31% de um ano para o outro.

Um dado interessante: a Troia Serviços Ltda. (ou Troia Assessoria e Serviços Técnicos LTDA.) foi oficialmente criada em Fortaleza-CE no dia 19 de outubro de 2016, apenas 17 dias após as eleições municipais daquele ano em que a prefeita Rosalba Ciarlini foi eleita.

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Categoria(s): Administração Pública
segunda-feira - 02/09/2019 - 14:02h
'Caráter emergencial'

Prefeitura faz mais uma milionária dispensa de licitação

Segue a prodigalidade da Prefeitura Municipal de Mossoró em promover “dispensa de licitação” envolvendo altíssimas somas em dinheiro.

Dispensa de licitação acontece sem que tenha ocorrido qualquer excepcionalidade (Reprodução BCS)

A mais nova favorece a empresa Athos Assessoria e Serviços Terceirizados (veja AQUI). Está no recente Jornal Oficial do Município (JOM), edição 525, do dia 30 do mês passado (sexta-feira).

A camaradagem acontece sob a justificativa de “caráter emergencial”, que permite terceirização de pessoas para diversos cargos na Rede Municipal de Ensino, numa soma superior a R$ 5,1 milhões por contrato de seis meses.

Período de 30 de agosto deste ano a 22 de fevereiro de 2020.

Mas afinal de contas, o que há de tão excepcional para a dispensa de licitação? O que impediria a gestão municipal de realizar licitação? Há estado de calamidade pública? Furacão? Alguma situação que fugiu ao controle da administração?

Ou seria mesmo uma calculada falta de planejamento? Uma desorganização bem planejada, digamos.

Nota do Blog – Mossoró é realmente um caso à parte em termos de lisura com a coisa pública. E tudo assim mesmo, à escancara, com a plena garantia de que nada acontecerá para tirar o sossego dessa gente acima de qualquer suspeita.

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segunda-feira - 06/05/2019 - 23:50h
'Emergência'

Prefeitura reajusta sem licitação contrato milionário

Do Portal do Oeste

Como já se tornou comum nos últimos anos, a Prefeitura de Mossoró assinou mais um contrato milionário sem a realização de licitação. E mais: deu um reajuste bastante generoso à empresa contrata: a Troia Assessoria e Serviços Técnicos LTDA, com sede em Fortaleza/CE.

Nova dispensa de licitação, outra vez com justificativa pueril (Reprodução)

Foi publicado no Jornal Oficial do Município (JOM) da última sexta-feira (3), a renovação da contratação em caráter emergencial da empresa cearense para a prestação de serviços de mão de obra terceirizada.

De acordo com a publicação, a acerto é para a contratação de diversos profissionais, incluindo Auxiliar de Serviços Gerais, Digitador, Recepcionista, Auxiliar de Cozinha e Motoristas.

O novo contrato tem duração de apenas 6 meses e vai custar aos cofres de Mossoró a quantia milionária de R$ 2.561.381,88, com vigência de 02/05/2019 a 29/10/2019.

Há um ano, outro contrato sem licitação

Ha exatamente um ano, a mesma empresa foi contratada pela Prefeitura de Mossoró sem licitação para oferecer o mesmo tipo de serviço por R$ 1.955.343,78, por um contrato igualmente de 6 meses.

O contrato atual recebeu aumento de R$ 606.038,10, que representa um reajuste de quase 31% de um ano para o outro. O objeto do contrato de 2018 e idêntico ao de 2019.

Apesar de não ser o primeiro contrato sem licitação para esse fim, a Prefeitura de Mossoró argumenta na publicação do JOM que a contratação em caráter emergencial e sem licitação é “em razão da inviabilidade da paralisação das atividades da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Juventude”.

Conforme informações que constam na internet, a Tróia Assessoria e Serviços Técnicos LTDA foi aberta em 19/10/2016.

Nota do Blog Carlos Santos – No dia 5 de maio do ano passado, nossa página já mostrava em primeira mão a situação suspeitíssima de contrato feito pela municipalidade com essa empresa, com dispensa de licitação (Prefeita contrata mais uma empresa com dispensa de licitação). Veja também: Após denúncia, prefeitura ‘conserta’ contrato.

O mais bizarro desse enredo de dispensa de licitação em série, é que a própria prefeitura dá causa ao problema, provocando a ‘necessidade’ de contratação em caráter emergencial, ou seja, sem concorrência alguma.

Terra sem lei é outra coisa. Fosse num município de pequeno porte, talvez o prefeito estivesse até preso. Mas aí é Mossoró, “um país” à parte.

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quarta-feira - 26/09/2018 - 11:38h
Limpeza urbana

TCE suspeita de superfaturamento acima de R$ 11,5 milhões

Inspeção concluída há poucas semanas na Prefeitura de Mossoró mostra sequência de abusos e desvios

Pelo menos dois delicados processos estão em tramitação no Tribunal de Contas do Estado (TCE), relativos a contratos de limpeza urbana (14657/2016-TCE) e de terceirizados (14531/2016-TCE) do Município de Mossoró. Ambos  estão sendo trabalhados pelo Ministério Público de Contas (MPC), que identificou série de irregularidades e indícios de superfaturamento de mais de R$ 11,5 milhões no “Lixo de Luxo” de Mossoró.

Para o período analisado, o TCE atualizou numerários e chegou ao volume de R$ 165.280.293,02 (cento e sessenta e cinco milhões duzentos e oitenta mil duzentos e noventa e três reais e dois centavos) de recursos pagos pelos serviços de limpeza urbana em Mossoró, com contratos sem licitação. Há “um forte indício da ocorrência de superfaturamento, em função de preços unitários elevados, na monta de R$ 11.571.453,47 (onze milhões quinhentos e setenta e um mil quatrocentos e cinquenta e três reais e quarenta e sete centavos)”, assinala o relatório.

Em agosto de 2017, a cidade estava tomada pelo lixo, mas tudo foi acomodado em contratos estranhos (Foto: arquivo)

Nesse espaço temporal estão as prefeitas Fafá Rosado e Cláudia Regina (DEM), além de Francisco José e Rosalba Ciarlini (PP) – atual governante.

Nos dois processos ocorreram vários incidentes processuais e o Ministério Público de Contas aguarda pronunciamento das partes, para se pronunciar.

Inspeção especial ocorrida na Prefeitura Municipal de Mossoró, concluída em agosto, aponta para uma série de situações irregulares em contratos e serviços prestados à municipalidade e, por conseguinte, à população. Falta de informações básicas, indícios de superfaturamento, contratos viciados de dispensa de licitação e erros técnicos em Aterro Sanitário “que não atende aos requisitos mínimos de qualidade”, são alguns dos problemas relatados.

O trabalho aponta que desde 2010, na gestão Fafá Rosado (DEM, hoje no PSB), os vícios são recorrentes, com enormes prejuízos para o erário e contribuinte. Informações de fases anteriores são difíceis de serem coletadas, tamanha a barafunda na prefeitura.

Desorganização, desleixo e má-fé

Há uma mistura de desorganização com desleixo e má-fé. Tudo junto, misturado.

Este ano, a Câmara Municipal de Mossoró abortou (veja AQUI) uma Comissão Especial de Investigação (CEI) sobre esses contratos, com a força da bancada governista, majoritária na Casa. Alegou-se falha em procedimento de tramitação. Nada disso. Não interessava mesmo apurar coisa alguma.

O relatório da inspeção do TCE fala por si só. “Apenas a título de ilustração, há casos em que um mesmo veículo realizava 07 (sete), 10 (dez) ou até 13 (treze) viagens em um mesmo dia, transportando sempre a carga máxima da caçamba, resultando em um ciclo de apenas 34 minutos por viagem, o que, na prática, não se mostra razoável (fls. 1/14, evento 256), porquanto um ciclo normal deste serviço com um caminhão basculante é composto de: percurso de ida, tempo de espera, tempo de carga, percurso de descarte, tempo de descarga, tempos ociosos e percurso de volta, de modo que todas essas etapas devem ser realizadas em um tempo médio de 7,33h/dia, conforme especificações técnicas do contrato”.

Segundo os auditores, claramente essa logística era impossível de ser realizada, mas era uma ‘forma de comprovação’ de trabalho de coleta e transporte do lixo, sem fiscalização pela prefeitura. “Um caminhão, para desempenhar serviços dessa natureza, não ultrapassa a média 03 (três) viagens/dia, o que corrobora com a falta de fidedignidade das informações contidas nos controles de medições”, apontou o TCE.

Também se constata que as seguidas dispensas de licitação são marcadas por manobras injustificáveis. A legislação pertinente foi seguidamente burlada para atender a interesses escusos de duas empresas: Sanepav e Vale Norte. Essa última está desde o início de 2016 na atividade, graças a cinco contratos com dispensa de licitação, um aditivo e uma “licitação” que é questionada judicialmente.

Nota do Blog – Há anos o Blog Carlos Santos reporta essa situação, disseca bastidores, aponta irregularidades, documenta vícios e publiciza uma bandalheira de muitos milhões com dinheiro público. Mas nada acontece aos responsáveis nem acontecerá. Esses processos citados na matéria, por exemplo, arrastam-se desde 2016.

Tomando-se por base os quase 11 anos que a Operação Sal Grosso levou para ser “resolvida” em segundo grau (veja AQUI), é possível se estimar quando haverá desfecho dessas demandas na Justiça, haja vista que TCE é órgão técnico e auxiliar da Assembleia Legislativa do RN. Isso, claro, se tudo não for jogado “debaixo do tapete” logo nessa fase.

Os envolvidos podem dormir tranquilos. Mossoró é e continuará sendo a cidade mais corrupta do RN, terra sem lei. Ninguém será punido ou pagará por “supostos” desvios. Bola para frente.

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terça-feira - 05/06/2018 - 22:18h
Plim-Plim

Governo favorece afiliada da Globo com dispensa de licitação

Uma publicação quase despercebida no Diário Oficial do Estado (DOE), do último dia 15 de maio, pode fomentar séria crise  nas relações oficiais com o mercado publicitário do Rio Grande do Norte.  No Processo 637730/2018-9, o Governo do Estado contrata diretamente, sem licitação, a Televisão Cabugi Ltda., com recursos do Banco Mundial, excluindo do “bolo” qualquer concorrente.

O Termo de Inexigibilidade oferta monopólio à Cabugi e escanteia as agências de propaganda (Foto: reprodução)

O valor é de R$1.223.700,00 e a justificativa parece convincente para dar o monopólio dessa cevada verba à emissora afiliada da Rede Globo de Televisão no RN: “É a maior audiência e única com sinal aberto em todos os 167 municípios do Rio Grande do Norte”, assinala o governo.

A partir daí, “Resolve: Declarar a inexibilidade de licitação referente ao pagamento de despesas para contratação direta de emissora de televisão com vistas (sic), de ações educativas de conscientização destinada ao público alvo do projeto Governo Cidadão e de cidadania”, é o que assegura o documento assinado pelo Secretário de Gestão de Projetos e Metas de Governo, Vagner Araújo.

É aí onde mora a estranheza: a legislação vigente determina que os gastos com propaganda sejam feitos exclusivamente por agências contratadas por meio de licitação, com verba orçamentária da Assessoria de Comunicação Social. Nesse contexto, o Departamento de Trânsito do RN (DETRAN/RN) e a Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), autarquia e empresa pública, respectivamente, também estão incluídos.

“Excepcionalidade” discutível

A Administração Pública não pode contratar com empresas da iniciativa privada sem licitação e, em conseqüência, não pode pagar por serviços que não foram licitados. Atropela o princípio da moralidade, pegando atalho num arrazoado de “excepcionalidade” discutível, que prejudica concorrentes  e agências.

Hoje, estão credenciadas para atendimento à polpuda conta do Governo do Estado, as agências Executiva, Dois A, Base, Art & C, Faz Propaganda  e Criola.

Qualquer despesa deve passar compulsoriamente por qualquer uma delas. Há impedimento para contrato direto com veículo de comunicação ou fornecedor, vale ser lembrado.

O Blog Carlos Santos colhe de fontes credenciadas, que começa a se formar movimento envolvendo empresas de comunicação, que devem provocar a Procuradoria Geral de Justiça (PGJ), cientificando-a da existência de flagrante caracterização de “improbidade administrativa” nesse caso.

Quem também deve se pronunciar é a Federação Nacional das Agências de Propaganda (FENAPRO).

P.S (10h32) – O Governo do Estado, através do Projeto RN Sustentável, dá sua versão sobre o caso. Leia clicando neste Link: Governo diz que fará campanha de ‘autoestima’ com TV Cabugi.

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quinta-feira - 31/05/2018 - 12:06h
Mossoró sem lei

Vereadores dão início ao ‘sepultamento’ da CEI do Lixo

Em reunião fechada, governistas decidem pelo fim de investigação da limpeza urbana de Mossoró

Do Blog do Barreto e Blog Carlos Santos

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que deveria investigar os contratos de limpeza urbana da Prefeitura de Mossoró se reuniu ontem, às 13h, no gabinete do vereador-presidente Manoel Bezerra de Maria (PRTB).

Limpeza em Mossoró teve até carroça recolhendo lixo em greve de terceirizados da Vale Norte em 2017 (Foto: arquivo)

Na pauta, a proposta o arquivamento da CEI sugerida pelo governista Bezerra na terça-feira (29), através de uma “questão de ordem”. Como testemunha dessa reunião, apenas um assessor da Câmara – responsável pela confecção da ata.

“Sessão secreta”, diga-se.

A tarefa ficou menos desgastante sem plenário nem transmissão da TV Câmara. O arquivamento foi aprovado por 2 x 1.

Manoel Bezerra contou com o apoio de Emílio Ferreira (PSD), outro vereador governista. Alex do Frango (PMB), da oposição e que assinou o pedido para instalação da CEI, foi o voto contra.

A palavra final agora será do plenário da Câmara Municipal em sessão que deve acontecer na terça ou quarta-feira.

Leia também: Carlos Augusto ordena o fim da CEI do Lixo;

Leia tambémGoverno Rosalba tenta desesperadamente ‘enterrar’ CEI do Lixo;

Leia também: Rosalba acerta mais alguns milhões em contratos suspeitos.

Nota do Blog Carlos Santos – Na limpeza urbana de Mossoró, o que fede menos é o lixo.

Até aqui, são cinco contratos seguidos com a empresa baiana Construtora Vale Norte Ltda., com dispensa de licitação e um aditivo, no espaço de dois anos, com mais de R$ 52 milhões faturados até aqui. O negócio envolve o ex-prefeito Francisco José Júnior (sem partido) e a atual prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

O reajuste dos contratos foi engordado em 53,02%, saltando de R$ 9.582,519,36 em abril de 2016, para 14.681,203,92 em maio deste ano.

Antes da Vale Norte era a Saneamento Ambiental Ltda. (SANEPAV) que atuava, com contratos que tiveram início em 2005 (com licitação) até o início de 2016, também numa relação semelhante a que existe com a Vale Norte, repleta de acertos sem licitação.

No dia 22 passado, na postagem sob o título Acuados, vereadores evitam plenário e esvaziam sessão, antecipamos:

– “A Comissão Especial de Inquérito não avançará (por medo de governistas e oposicionistas com suas consequências) e o veto da prefeita será mantido”.

É o caso mais flagrante de corrupção continuada, desenfreada e multimilionária existente no serviço público local, sem que ninguém seja punido. Nem será. Veja no boxe acima, um resumo desse caso em números.

Bola para frente!

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quinta-feira - 31/05/2018 - 09:36h
Mossoró

Prefeitura esquece de publicar, de novo, valor de contrato

A Prefeitura Municipal de Mossoró segue pouco zelosa com seu dever de prestar informações aos munícipes.

O princípio basilar do Direito Administrativo, o da publicação dos atos administrativos, precisa ser levado a sério para que qualquer decisão do Executivo possa ter amparo legal (Artigo 37 da Constituição Federal).

Extrato de Contrato é publicado sem especificar o valor a ser pago pela prefeitura (Reprodução)

No Jornal Oficial do Município (JOM) colocado no ar à manhã de hoje  (quinta-feira, 31), sob o número 461-A (veja AQUI), existe divulgação de contrato com a empresa Jonas Queiroz da Silva – ME, para apresentação no Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2018, sem especificar o valor financeiro.

Claro que é uma falha decorrente da “pressa”, digamos, em bem-informar. Mas não é caso novo ou raro. Veja outro exemplo com valor de quase R$ 2 milhões (com dispensa de licitação), clicando no link abaixo.

Leia também: Após denúncia deste Blog, Prefeitura ‘conserta’ contrato com dispensa de licitação.

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terça-feira - 22/05/2018 - 16:29h
Dispensa de licitação

Ministério Público Federal faz busca e apreensão em prefeitura

O Ministério Público Federal (MPF) obteve um mandado de busca e apreensão na sede da Prefeitura de Ceará-Mirim, localizada a 28 quilômetros de Natal. O objetivo foi recolher material que possa subsidiar as investigações sobre possíveis irregularidades em um contrato de prestação de “serviços de transporte de estudantes e passageiros diversos”, firmado em 2016.

O mandado foi cumprido por oficiais de Justiça e servidores do próprio MPF, na manhã desta terça-feira (22).

O contrato sob investigação, no valor total de R$ 499 mil, foi assinado em 2016 após o Município promover duas dispensas emergenciais de licitação, supostamente beneficiando uma empresa que havia sido derrotada no pregão presencial inicialmente realizado. Há ainda denúncias referentes à qualidade do serviço prestado e à forma de pagamento dos funcionários.

O material recolhido será anexado ao Inquérito Civil nº 1.28.000.000747/2016-05 e posteriormente analisado.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Nota do Blog – Ainda bem que esse fenômeno de “dispensa de licitação duas vezes” só acontece na Prefeitura de Ceará-mirim. E o valor, essa merreca de R$ 499 mil, parece brincadeira de batedor de carteira.

Conhecemos uma prefeitura que em dois anos promoveu cinco dispensas e um aditivo, para um mesmo serviço, sem qualquer problema.

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terça-feira - 15/05/2018 - 11:50h
"Lixo de Luxo"

Câmara de Mossoró pode instalar CEI (acredite, se quiser…)

Por Saulo Vale (No Twitter)

Bastidores fervem na Câmara Municipal.

Oposição trabalha para protocolar Comissão Especial de Inquérito (CEI) do Lixo.

Seria a primeira CEI da história em Mossoró.

Até agora, possui seis votos.

São necessários sete.

Um membro da oposição resiste.

Nota do Blog Carlos Santos – Acredite, se quiser. Kkkk!!

O Blog Carlos Santos apresentou uma densa reportagem especial (veja link abaixo) com incontáveis elementos para que uma CEI seja aberta. Mas querer que os caríssimos vereadores investiguem (de verdade) pela primeira vez a municipalidade, é quase um delírio.

Leia tambémRosalba acerta mais alguns milhões em contratos suspeitos.

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segunda-feira - 14/05/2018 - 13:00h

A culpa do atraso e do caos não é do Santo Antônio

Por Carlos Santos

Segundo as ciências sociais, o Formador de Opinião (FO) é o indivíduo que tem a capacidade de influenciar o pensamento e o modo de agir de outras pessoas individual e coletivamente, nos mais diversos campos da atividade humana, como na política, na convivência social, no esporte etc.

Sob essa ótica cientificista, outra vez despertou minha atenção – sem me estarrecer, fenômeno perene na sociedade mossoroense em relação à visão que o ‘FO’ tem sobre a elite política caseira e ainda o seu conceito sobre cidadania. Esses formadores de opinião contribuem à comunidade em que vivem ou apenas zelam por seus interesses mais diretos?

Abandono do Santa Delmira, com lamaçal e pavimentação semidestruída, causa indignação; corrupção, não (Foto: Blog CS)

Nos últimos dias, o Blog Carlos Santos apurou e postou uma série de matérias relativas à gestão municipal. Focalizamos seu esforço para camuflar assuntos do interesse público, como contratos viciados e prejudiciais ao erário e aos munícipes, no tocante à limpeza urbana e outros serviços. Leia, por exemplo, essa postagem: Rosalba acerta mais alguns milhões em contratos suspeitos.

Apesar da delicadeza dos fatos narrados (com amparo em documentos oficiais) e os muitos milhões envolvidos, as postagens quase não foram comentadas e replicadas em redes sociais. Pelo visto, há medo e cumplicidade justificando esse teórico “alheamento”.

Rosalba e Francisco: "lixo de luxo" (Foto: arquivo)

Paralelamente, foto-legenda com lamaçal e pavimentação semidestruída no conjunto Santa Delmira, acabou sendo multiplicada em mais de 150 compartilhamentos e dezenas de comentários. Milhares de pessoas se revoltaram diante desse material no Face e Instagram do Blog.

Contudo parece que não conseguem associar que a abundância de dinheiro varrido no “lixo de luxo” tem relação direta com esse caos, que também dilacera a saúde, educação, segurança etc.

Essa mesma corrente humana que se cala diante da corrupção “Made in Mossoró“, que lhe afeta direta ou indiretamente, vocifera contra Michel Temer (MDB), condena Lula (PT) e demoniza Dilma Rousseff (PT) ou Aécio Neves, como se eles fossem causadores de todos os nossos males.

Uma lenda urbana e números eleitorais garantem que o bairro Santo Antônio (área de maior densidade populacional/eleitoral local) e o restante da periferia são os culpados pela legitimação desse modelo de dominação.

A assertiva é parcialmente correta, mas esconde uma profunda leviandade: de verdade, é a elite formadora de opinião de Mossoró que patrocina e compartilha desse modelo atrasado de administração e do fazer política. Por omissão, compadrio ou vantagem particular/familiar, concorre à perpetuação de privilégios para uns poucos, com o suor da patuleia.

A massa-gente do bairro São Antônio/periferia é vítima numerosa desse conchavo. É inocente-útil de engrenagem que a mantém refém da pobreza e incapaz de entender, que apenas uma parte microscópica de bem-estar é o que lhe cabe nesse latifúndio.

PRIMEIRA PÁGINA

Agripino leva Carlos Eduardo às bases – Nos últimos dois finais de semana, o senador José Agripino (DEM) intensificou articulações e acompanhamento pessoal ao pré-candidato a governador Carlos Eduardo Alves (PDT), nas regões Seridó e Vale do Açu. Abre caminho para Carlos em setores e entre referências políticas que ele não tinha contato e presença. Sábado, por exemplo, conversas foram em Assu.

Senador José Agripino abriu diálogo de Carlos com lideranças no sábado passado de olho nas eleições (Foto: cedida)

Geraldo Melo quer ser candidato ao Senado – Apesar da cúpula do PSDB apresentar o ex-governador e ex-senador Geraldo Melo (PSDB) como pré-candidato ao governo, até cobrando seu nome em planilhas de pesquisas oficiais ao governo, ele não esconde de ninguém: seu projeto é voltar ao Senado. O partido dos tucanos trabalha essa estratégia de pressão, para abrir caminho para viabilizá-lo como nome a senador no chapão de Carlos Eduardo Alves (PDT), em lugar de José Agripino (DEM) ou até mesmo de Garibaldi Alves Filho (MDB).

Vice de Fátima deverá ser de Mossoró – O recuo do empresário Wilson Fernandes (veja AQUI) da hipotética candidatura a vice na chapa ao governo da Senadora Fátima Bezerra (PT), não alijou a presença de Mossoró na companhia da congressista no pleito 2018. O segundo maior colégio eleitoral do estado tende a preencher espaço ao lado dela, sem indicação de forças tradicionais da política mossoroense. O assunto avança no próprio partido e pode capitalizar ainda mais sua postulação. Depois traremos mais detalhes de bastidores.

Francisco José Júnior ignora política e opta pela Medicina – Em endereços próprios na Internet, o ex-prefeito mossoroense Francisco José Júnior expõe foto de um jaleco, com seu nome e logomarca da “Uninter”, instituição estrangeira em que passou a estudar Medicina ao lado da mulher Amélia Ciarlini. Como o Blog Carlos Santos já divulgara em primeira mão no dia 25 de fevereiro deste ano (veja AQUI), é seu novo foco agora e não mais a política. A instituição fica localizada em Ciudad del Leste (conheça AQUI), no Paraguai, fronteira com o Brasil, limite com Foz de Iguaçu-PR, onde o casal e parte dos filhos passaram a residir. Outro filho também estuda Medicina, mas no Brasil.

'Doutor' Francisco: jaleco pronto

Dispensa de licitação vira regra em vez de exceção – Impressiona a quantidade de processos com “dispensa de licitação” entre o final do ano passado e os primeiros meses deste ano na Prefeitura Municipal de Mossoró. Vários são relativos à contratação de mão-de-obra terceirizada. A justificativa de “emergência” para evitar licitação é prova de má-fé ou incompetência. Nas duas hipóteses, um só resultado: prejuízo para o erário e munícipes. Mossoró é uma terra sem lei.

Memorial Itinerante Wilma de Faria – O “Memorial Itinerante Wilma de Faria” será apresentado entre essa terça-feira (15) e quinta-feira (17) em Assu. Será na Casa de Cultura Popular Sobrado da Baronesa, na Praça São João, entre 8 e 18h. Mas a abertura na terça-feira será às 18h. Acervo com fotos e objetos pessoais documentam a trajetória política da ex-governadora falecida ano passado.

EM PAUTA

OAB – A Ordem dos Advogados Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, convida advogados em início de carreira a participarem do XII Curso de Iniciação à Advocacia de 16 a 18 de maio de 2018, na sede da OAB Mossoró, com o apoio da Caixa de Assistência ao Advogado da OAB RN(CAARN) e a Escola Aberta de Direito (EADir). Inscrições na própria OAB.

Aracati – O Governo do Ceará segue programa de fortalecimento de uma rede de aeródromos no estado e prepara o Aeroporto Dragão do Mar (Aracati) para receber aviões acima de 100 lugares. O foco é a Rota das Falésias e Polo Costa Branca-Mossoró no Rio Grande do Norte.

Thiago e Maria Jácome: sucesso (Foto: cedida)

Destaque – Cearense de nascimento, mas estudando e atuando em Mossoró desde 2009, o arquiteto Thiago Lucas Diniz, ficou entre os finalistas do Prêmio Tok & Stok de Design Universitário 2017. Esta é segunda vez que ele fica entre os selecionados para a final da premiação que alavanca a formação dos designs brasileiros. Thiago é formado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Potiguar e concluiu o curso recentemente, no final de 2017. Na edição de 2016, ele também ficou entre os finalistas do prêmio. A professora Maria Jácome, orientadora de Thiago.

Câncer – Discutir e atualizar os profissionais e estudantes da área de saúde na oncologia. Esse é o objetivo da V Jornada de Oncologia do Seridó e III Simpósio de Oncologia Oral, que acontecem no dia 18 de maio, no auditório do CERES-UFRN, em Caicó. A jornada será aberta às 8 horas pelo superintendente da Liga Contra o Câncer, Roberto Sales.

Arquitetura e Design – O 3º Fórum de Arquitetura e Design (FAED) de Mossoró está definido para o dia 24 deste mês, às 13h, no Requinte Buffet e contará com as palestras das arquitetas Carol Bezerra (Natal) e Carol Cantelli (Dourados/MS). As arquitetas e urbanistas Sarah Gurgel, Talita Costa e Wanderlânia Lima organizam o evento que terá outras atividades.

Cinema – Será entre os dias 26 e 27 deste mês de maio, a Virada Cinematográfica no Cinépolis Natal Shopping, com exibição dos filmes “A Bela da Tarde”, “Mulholland Drive: Cidade dos Sonhos” e “A Primeira Noite de um Homem”. As sessões acontecerão entre às 23h50 do sábado até às 6h30 do domingo, com dois intervalos de 15 minutos entre elas.

SÓ PRA CONTRARIAR

Aos poucos a quantidade de pré-candidatos “Fakes” (falsos) ao governo vai se dissipando e se revelando…

GERAIS… GERAIS… GERAIS

Adriano Coutinho operacionaliza entrega em domicílio de sua “Feijoada no Pote” sempre aos sábados e domingos, em Mossoró. Produto de boa qualidade e preços. Tele-entrega nesses números: (84) 98880-4865/98822-2881. Instagram: @feijoadanopote_.

No sábado (12), no interior de São Paulo-SP, uma mãe-policial reagiu à investida de um assaltante à porta de escola e matou o marginal. A cena mostra sua habilidade e frieza com a arma, sendo o elemento surpresa.  O governo paulista premiou a cabo Kátia da Silva Sastre pela coragem (veja AQUI).

Obrigado à leitura do Nosso BlogCarlos Escóssia (Mossoró), José Antônio Antunes (Pau dos Ferros) e Carlos Lima (Natal).

Veja a Coluna do Herzog da segunda-feira (07/05) passado, clicando AQUI.

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quarta-feira - 09/05/2018 - 14:04h
"Lixo de luxo"

Rosalba acerta mais alguns milhões em contratos suspeitos

Acumulado de pagamento a empresas nos próximos anos vai se aproximar de meio bilhão de reais

Os números são eloquentes. Em tempos de crise financeira com longos atrasos salariais de centenas de terceirizados, precarização acentuada na saúde, cidade esburacada e suja, escassez de obras e outras mazelas de sua gestão, a prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) produz um fenômeno à parte em pleno ano eleitoral: assegura à empresa baiana Construtora Vale Norte meios para empalmar mais de R$ 110 milhões, que vão se somar a mais de R$ 52 milhões já abocanhados desde maio de 2016, por um contestado serviço de limpeza urbana.

E esses valores ainda poderão ser engordados adiante, com aditivos generosos garantidos “pela lei”.

Os bastidores do caso têm um enredo comum ao submundo no país da Operação Lava Jato, com alguns lances que só poderiam vir à tona com apuração  de órgãos de investigação como Ministério Público do RN (MPRN), por exemplo.

Após o Blog Carlos Santos publicar nessa terça-feira (08) a postagem sob o título Rosalba faz novo contrato sem licitação para limpeza urbana, às 8h12, a municipalidade colocou no ar no final da manhã o Jornal Oficial do Município (JOM) online, edição extraordinária 458-A, de apenas uma página, para atestar que teria feito na segunda-feira (7) um contrato “emergencial com dispensa de licitação”, no valor de R$ 14.681,203,92 (Quatorze milhões, seiscentos e oitenta e hum mil, duzentos e três reais e noventa e dois centavos, válido por seis meses.

Na mesma publicação ainda constava a publicação de que a Vale Norte também teria vencido licitação para a limpeza urbana, em contrato de 48 meses (quatro anos). Mas estranhamente, a publicação não mostrou o valor da conquista, que é de R$ 95.672.777,22 (Noventa e cinco milhões, seiscentos e setenta e dois mil, setecentos e setenta e sete reais e vinte e dois centavos).

Nota Oficial é documento de desinformação intencional ou incompetência

À noite da segunda-feira (7), a Secretaria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró respondera a questionamento do Blog do Saulo Vale, quanto à vacância no serviço de limpeza urbana da cidade em face do término no sábado (5) do quarto contrato consecutivo com dispensa de licitação, em favor da Vale Norte. Assegurou que nada tinha sido interrompido e que “a Prefeitura de Mossoró informa que o processo licitatório para contratação de empresa especializada em coleta domiciliar de lixo está na fase final. Enquanto isso, o Município realiza novo contrato emergencial com a Vale Norte. A prorrogação foi necessária para que a cidade não sofra com qualquer interrupção no serviço essencial à população“.

A nota escondeu por desconhecimento de causa ou má-fé, que a licitação já tinha acontecido horas antes (como o Blog Carlos Santos no domingo, 6, antecipou com exclusividade que ocorreria: Mossoró fica sem limpeza urbana, mas não se livra da sujeira). O pronunciamento da Comunicação da municipalidade também omitiu o valor do contrato da nova dispensa de licitação, além do seu tempo de vigência.

O jogo de despiste e esconde-esconde funciona na administração Rosalba Ciarlini como se ela e seus imediatos não precisassem prestar contas de seus atos à sociedade. Só respondem ao que lhes interessam e da forma que lhes interessam. E olhe lá.

A publicação do novo contrato de dispensa de licitação e o aviso do resultado da licitação surgem também no mesmo dia em que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apreciou pedido do Ministério Público de Contas (MPC) junto a esse órgão, com cautelares para sanear a relação contratual da empresa com a prefeitura, carregada de indícios de fraude desde seu nascedouro. Decidiu agir (ufa!), após quase dois anos de silêncio cúmplice: TCE fará inspeção urgente em limpeza urbana de Mossoró.

Quinto contrato consecutivo contraria recomendação do MP de Contas e esconde falsa “vantagem”

O MPC chegou a sugerir, por exemplo, que a municipalidade não fizesse outro contrato emergencial tão longo (seis meses, mas de no máximo 30 dias).

Apontou em sua representação, uma série de irregularidades praticadas pelo ex-prefeito Francisco José Júnior e a atual prefeita, verdadeiros irmãos xifópagos na prática de procedimentos nocivos ao erário e aos munícipes: MP de Contas tenta frear possíveis fraudes em limpeza urbana.

O TCE, diante de argumentos tão robustos da procuradora do MPC, Luciana Ribeiro Campos, não tinha outro caminho a seguir a não ser decidir fazer um pente-fino de imediato em contratos e nessa relação entre os governos Francisco José-Rosalba e a Vale Norte.

"Rosa" e Francisco: xifópagos generosos (Foto:BCS)

Os números envolvidos são estelares. Desde o primeiro contrato em maio de 2016, até aqui, a empresa não para de empalmar grandes somas, paralelamente às críticas da sociedade pelo serviço sofrível que oferece.

Foram dois contratos sem licitação e um aditivo pelas mãos de Francisco José Júnior. Rosalba superou o antecessor na benevolência (ou má-fé) com o dinheiro alheio. São três contratos sem qualquer concorrência e reajustes bem acima da inflação dos períodos em questão. Ponha na conta de lambuja, essa licitação mandrake.

Do primeiro contrato em abril 8 de abril de 2016 até novembro de 2017, a Vale Norte obteve elevação de 48,03% em seus pagamentos. Francisco José Júnior ao apresentar a Vale Norte para substituir a empresa anterior, a Sanepav, com contrato de R$ 9.582.519,36, maciçamente a imprensa local e as redes sociais o soterraram de críticas e classificações depreciativas.

Foi o Jornal de Fato quem abriu série de reportagens à época, tratando o contrato como ilegal e abusivo. Rotulou o serviço como “Lixo de luxo”. Entretanto em maio de 2017, no início de sua gestão, Rosalba foi mais além com outro contrato sem licitação e esticando os valores para R$ 14.212,866,48. Os críticos de antes não abriram o ‘bico’.

Prefeitos causam excepcionalidade

É preciso ser destacado que antes disso, Francisco José Júnior assegurou aditivo ao contrato inicial da Vale Norte em setembro de 2016, com números que saíram de R$ 9.582.519,36 para R$ 11.978.149,20. E um mês antes de deixar o governo (outubro de 2016), engatou o segundo contrato sem licitação de R$ 12.252.217,20.

A procuradora Luciana Ribeiro Campos aponta que a sequência de dispensas de licitação tem sido gerada pelos próprios executivos e não em decorrência de qualquer excepcionalidade. Ela tem razão. A última licitação para o serviço ocorreu em 2005 (há quase 13 anos).

Depois disso, no final de seu governo Francisco José Júnior abriu processo com esse objetivo, mas foi barrado judicialmente. Contrato chegaria próximo de R$ 150 milhões.

A dispensa de número 16/2018 publicada ontem é provavelmente a 18ª consecutiva para essa prestação de serviço, desde 2009, em Mossoró.

Nesse espaço temporal, números atualizados monetariamente apontam para faturamento da Sanepav e Vale Norte acima dos R$ 250 milhões. Com mais essa dispensa e a licitação da segunda-feira, nos próximos anos o serviço de limpeza urbana de Mossoró poderá se aproximar cumulativamente de meio bilhão de reais em termos de custo para o contribuinte. Pasme: ninguém está preso ou parece incomodado com essa vaga hipótese.

Falsa economia é admissão de superfaturamento

No certame que a Prefeitura de Mossoró denominou de “licitação”, acontecida na segunda-feira, a Vale Norte levou a melhor sobre as concorrentes ao promover uma espécie de “dumping” (jogou preço para baixo fora da realidade, para inviabilizar outros disputantes). Ela apresentou proposta de R$ 95.672.777,22. A Marquise R$ 135.309.597,60; Esquadra R$ 115.420,685,76 e Sanepav R$ 109.452.521,56.

O que parece ser uma enorme economia para os cofres públicos, como já começou a divulgar a comunicação da Prefeitura Municipal de Mossoró, é praticamente um atestado de superfaturamento dos contratos anteriores e da nova dispensa de licitação.

É noticiado que a empresa vai ampliar o serviço, mas receberá bem menos por um contrato de 48 meses (quatro anos).

Licitação publicada em edição emergencial do JOM não mostra o valor da proposta vencedora

O faturamento em seis meses ficará em R$ 11.959,097,15. Como ela vai contratar mais pessoal e utilizar mais veículos, recebendo bem menos do que o atual contrato emergencial, que foi fechado no montante de R$ 14.681,203,92? São R$ 2.722,106,77 a menos por cada seis meses de trabalho, o que representa R$ 453.684,46 a menos todo mês. Como? Essa conta vai estourar logo, logo.

A propaganda governista mistura números e argumentos insustentáveis para arrimar uma tese inverídica, ou seja, a de que haverá economia financeira com a licitação “vencida” pela Vale Norte. A matemática que produz uma linha de passe entre contratante e contratada, parceiros desse negócio (ou negociata, como queira), insulta a inteligência alheia.

O contrato licitatório que está prestes a ser homologado, se não houver qualquer reviravolta (motivos não faltam), mostra que o valor cumulativo a ser pago semestralmente pela Prefeitura Municipal de Mossoró é praticamente igual ao que foi pago à mesma Vale Norte em setembro de 2016, com o aditivo ofertado pelo então prefeito Francisco José Júnior.

Àquele mês foram R$ 11.978.149,20. Agora, na licitação, a proposta da Vale Norte lhe dará receita bruta de  R$ 11.959,097,15 por igual tempo (seis meses), totalizando R$ 95.672.777,22 ao final de quatro anos.

Muitos milhões no lixo – Vale Norte

Abril de 2016 – Primeiro contrato sem licitação – R$ 9.582.519,36

Setembro de 2016 – Aditivo contratual – R$ 11.978.149,20

Outubro de 2016 – Segundo contrato sem licitação – R$ 12.252.217,20

Maio de 2017 – Terceiro contrato sem licitação – R$ 13.900.123,44

Novembro de 2017 – Quarto contrato sem licitação – R$ 14.212.866,48

Maio de 2018 – Quinto contrato sem licitação – R$ 14.681,203,92

* De 2016 a 2018 (dois anos), os reajustes contratuais chegaram a 53,2%.

* A inflação oficial de 2017, por exemplo, fechou em 2,95%.

* Até o momento, a Vale Norte garantiu faturamento de R$ 52.343.358,32 (Abril de 2016 a maio de 2018).

Tudo parece falso sobre esse caso, toda vez que alguma autoridade municipal se pronuncia.

Em relação ao novo contrato com dispensa de licitação por seis meses (até novembro deste ano), a prefeitura o reajustou em relação ao contrato que venceu no sábado (5), quando o usual é negociar valores mais baixos em face da licitação em andamento. Era de R$ 14.212,866,48 até o dia 5 de maio último e agora passou para R$ 14.681,203,92, com validade por até 180 dias, seis meses.

Isso significará o total de R$ 81.562,24 (Oitenta e hum mil, quinhentos e sessenta e dois reais e 24 centavos) por dia de trabalho da empresa.

“Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”

O município desembolsava desde novembro do ano passado o valor mensal de R$ 2.368,811,08 e agora nessa “emergência” enquanto não conclui a licitação, pagará R$ 2.446,867,32.  São R$ 78.056,24 de reajuste “emergencial”. Uma gorjeta, diante de tantos milhões que há muitos anos saltitam do cofre municipal para apenas duas empresas. De fato, um lixo de luxo.

Se tudo o que é narrado nesta matéria especial e muito mais que é prudentemente guardado (ainda) forem tratados como normal e legal, vale lembrar o célebre jornalista e humorista Sérgio Porto e seu alter-ego/personagem Stanislaw Ponte Preta: “Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”

Em Mossoró, a letargia é tão profunda que nem mesmo o ‘tribunal de execuções’ das redes sociais chega a perturbar nossos caríssimos protagonistas, haja vista que a ferocidade contra supostos corruptos sempre é destilada e dirigida a personalidades nacionais, como Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), Lula (PT) e outras figuras da República. Na cidade, é Tutti buona gente, óbvio.

Cá embaixo, o “País de Mossoró” é um mundo à parte, onde bandidos de sobrenomes ilustres são respeitados em tom de reverência, por compadrio gosmento ou por medo. A chamada “Terra da liberdade” mantém um modelo próprio de democracia, em que prevalece a opinião única dos donos do poder e seus próceres. Pensar ou opinar diferente? Olhe aqui o dedinho…

Tá tranquilo, tá favorável! Bola para frente!

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terça-feira - 08/05/2018 - 15:48h
Dispensa de licitação

Após denúncia deste Blog, prefeitura ‘conserta’ contrato

Municipalidade alega que houve "erro material", para ignorar valores e CNPJ em documento

Numa edição “extraordinária” do Jornal Oficial do Município (JOM) colocado no ar ao final da manhã de hoje (terça-feira, 08), mas com data da segunda-feira (7), a Prefeitura Municipal de Mossoró coloca ‘dentro da lei’ extrato de contrato com omissões técnicas denunciadas no sábado (5) pelo Blog Carlos Santos.

Está no JOM edição 458-A de hoje, a “Republicação por erro material” do “Extrato de contrato nº 32/2018, firmado em 04-052018”, com dispensa de licitação (mais uma), que beneficia a empresa cearense Troia Serviços Ltda – ME, representada por Marcelo Freire Aguiar.

Empresa Troia Serviços teve extrato publicado com omissões inaceitáveis no Jom 458, 04-05-18

No sábado, esta página publicou a seguinte postagem: Prefeita contrata mais uma empresa com dispensa de licitação. Mostramos que o extrato omitia o valor do contrato e não identificava o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da Troia.

O JOM 458 de sexta-feira (4) abrigava esse documento eivado de irregularidades.

Quase R$ 2 milhões de contrato

Só agora, com o ‘conserto’, foi possível saber o CNPJ é 26.387.303/0001-00. O valor do contrato é considerável, para trabalho de seis meses com contratação de mão-de-obra: R$ 1.955.343,78 (Hum milhão, novecentos e cinquenta e cinco mil, trezentos e quarenta e três reais e setenta e oito centavos).

JOM de 07-05-2018 informa CNPJ e valor do contrato que tinham sido omitidos no final de semana

Empresa nasceu após eleições

Um dado interessante: a Troia Serviços Ltda. foi oficialmente criada em Fortaleza-CE no dia 19 de outubro de 2016, apenas 17 dias após as eleições municipais daquele ano em que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) foi eleita. Seu capital social é de R$ 500 mil.

Está localizada à Rua Alan Kardec, 774, bairro de Montese (veja AQUI).

A Prefeitura de Mossoró é o primeiro cliente público. E o que é melhor: com dispensa de licitação.

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