terça-feira - 14/11/2017 - 06:52h
Operação Sal Grosso

Câmara deu cidadania a promotor e depois foi ocupada por ele

Eduardo: "mossoroense" em ação (Foto: Web)

A “Operação Sal Grosso”, que hoje completa dez anos de sua deflagração (veja postagem mais abaixo ou AQUI), além da morosidade com que se arrasta no Judiciário também tem aspectos interessantes ou até irônicos.

Deflagrada no dia 14 de novembro de 2007, ela aconteceu cinco dias após o promotor Eduardo Medeiros ter recebido da própria Câmara Municipal de Mossoró (foco da investigação), o título de Cidadão Mossoroense.

‘Cidadão mossoroense’ em ação

A cidadania foi formalizada no dia 9 de novembro, proposição da então vereadora Cícera Nogueira (PSB, hoje no PSD). No dia 14 ele estava ocupando a Casa policialescamente. Até portas de gabinetes foram arrombadas a pontapés, com reforço de policiais militares e civis.

Àquele momento do ‘reconhecimento público’ pela Casa, a investigação já estava em curso e o promotor (de origem alagoana), ao lado de outros componentes do Ministério Público do RN (MPRN), cuidava dos últimos detalhes para torná-la pública, com pedidos prisão e de busca e apreensão.

Atualmente, o membro do parquet estadual está em ciclo de estudos na Europa.

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terça-feira - 14/11/2017 - 06:18h
Sem fim

“Sal Grosso” completa 10 anos de ‘aniversário’ sem desfecho

Investigação foi deflagrada dia 14 de novembro de 2007, em Mossoró, mas sem perspectiva de solução

O bolo está à mesa. Pode acender as velinhas. São dez anos completados hoje (terça-feira, 14 de novembro de 2017). Feliz Aniversário, “Operação Sal Grosso”!

A denominada Operação Sal Grosso faz dez anos de eclosão. Foi deflagrada no dia 14 de novembro de 2007, para investigar supostas irregularidades na Câmara Municipal de Mossoró, à época presidida pelo vereador Júnior Escóssia (DEM). Teve o comando do promotor Eduardo Medeiros.

Câmara foi epicentro de escândalo que envolve muitos interesses com processos que se arrastam na justiça (Foto: arquivo)

Passado todo esse período, de trabalho desencadeado pela 11ª Promotoria do Patrimônio Público da Comarca de Mossoró, integrante do Ministério Público do RN (MPRN), algumas sentenças foram prolatadas em primeiro grau e nenhuma no âmbito do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Fica no ar a sensação de injustiça, haja vista não existir um desfecho para o caso, que segue se arrastando nos escaninho do Judiciário, graças a uma série de artifícios usados por denunciados. A chicana parece sem fim, o que incomoda eventuais inocentes, jogados à vala-comum da execração pública.

Irregularidades

Só um dos processos já foi devolvido três vezes pelo TJRN à 3ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, por não atender a questões procedimentais, como os princípios do Amplo Direito à Defesa e o Devido Processo Legal.

Promotores (Eduardo Medeiros à frente) saem da Câmara Municipal após ocupação bastante ruidosa (Foto: arquivo)

A Operação Sal Grosso objetivou apurar irregularidades no pagamento de diárias, empréstimos consignados (contraídos por vereadores, mas pagos pela própria Câmara Municipal), processos licitatórios irregulares, saques de diversos valores feitos na boca do caixa, uso indevido de verbas de gabinete etc.

Mandados de busca e apreensão e de prisão foram cumpridos àquela data, a ponto da sede do legislativo ser ocupada por forças policiais sob a batuta do MP.

Foram mais de vinte mil documentos e 42 computadores aprendidos.

Até escritórios de advogados em Mossoró e Fortaleza foram alcançados pela operação.

* VEJA NOS LINKS a seguir, entrevista dada pelo promotor Eduardo Medeiros ao Jornal Página Certa, em 2 de julho de 2008, discorrendo sobre vários aspectos da Operação Sal Grosso, que ele comandou: Link 1AQUILink 2AQUILink 3AQUI.

“Entregaremos à Justiça um minucioso e bem fundamentado trabalho. Sugiro que ninguém aposte na impunidade”, disse o promotor Eduardo Medeiros ao Jornal Página Certa em julho de 2008, entrevista reproduzida pelo Blog Carlos Santos (veja links no boxe acima).

Alguns condenados apostam e jogam para obtenção de resultado diferente. Tem dado certo.

Leia também: Sal Grosso dá outra marcha a ré e decisão no TJ não avança AQUI;

Leia também: Dez anos depois o sal ainda não foi totalmente refinado AQUI.

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domingo - 14/02/2016 - 10:44h
Perda

Morre Elder Andrade de Medeiros

Quem faleceu às primeiras horas deste domingo (14), foi Elder Andrade de Medeiros, 82, o “Maninho”.

Teve parada cardíaca.

Era pai dos médicos Eider Medeiros e Eduardo (Dudu) Medeiros.

O corpo será velado na Capela de São Vicente (Centro de Mossoró) e o sepultamento às 17h no Cemitério São Sebastião – também Mossoró.

Nossa solidariedade à família e amigos.

Que descanse em paz.

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Categoria(s): Gerais
segunda-feira - 15/06/2015 - 23:54h
Eduardo Medeiros

De volta à rotina no Ministério Público

Depois de merecidas férias, concluídas hoje, o promotor público Eduardo Medeiros retornará nessa terça-feira (16) ao trabalho.

Não faltam procedimentos para conduzir.

Há mais de um ano que Medeiros está em Natal. Assumiu o estratégico Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP).

Depois de profícua atuação em Mossoró, o promotor instalou-se na capital, mas com o mesmo foco: investigação na coisa pública.

Ele esteve por cerca de oito anos à frente da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, com atribuição em Defesa do Patrimônio Público.

Vale sublinhar: Mossoró continua com muita demanda à mesa de Eduardo.

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quinta-feira - 12/03/2015 - 11:12h
Luta medonha

De olho no patrimônio público de Baraúna

O promotor público Eduardo Medeiros está sobrecarregado.

A administração baraunense é o “xis” da questão.

Depoimentos e diligências fazem parte da ingente tarefa em defesa do patrimônio público.

É luta medonha!

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quinta-feira - 13/02/2014 - 10:37h
Eduardo Medeiros

Grupo em Defesa do Patrimônio Público muda coordenação

O Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP) tem como novo coordenador o Promotor de Justiça Eduardo Medeiros Cavalcanti. O representante do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deixa a 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró.

Medeiros: amplitude regional

Passa a atuar no órgão da Administração Superior da instituição – cuja atuação se concentra no auxílio às 12 Comarcas atendidas pelo grupo especial.

“Nossa finalidade é empregar esforços na defesa do patrimônio público, dando suporte ao trabalho dos promotores destas Comarcas”, observou o novo coordenador do GARPP, lembrando que a maior parte destas Comarcas contam com apenas um promotor e que, por isso, não tem a oportunidade de se especializar na matéria tratada pelo grupo.

Área de Atuação

Macau, Pendências, Assu, Areia Branca, Upanema, Governador Dix-Sept Rosado, Caraúbas, Baraúna, Apodi, Almino Afonso, Patu e Umarizal são as Comarcas que fazem parte da área de atuação do grupo.

O conhecimento do Promotor de Justiça Eduardo Medeiros Cavalcanti nesta matéria foi acumulado ao longo dos oito anos em que esteve à frente da 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, com atribuição em Defesa do Patrimônio Público. Para substituí-lo nesta função, a Administração Superior do MPRN designou o Promotor de Justiça Marcelo Oliveira.

Antes de Eduardo Cavalvanti, o GARPP foi coordenado pelo Promotor de Justiça Augusto Carlos Rocha de Lima, que atualmente responde pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Patrimônio Público (CAOPP).

O Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP) foi criado pela Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) por meio da Resolução nº 117/2013. O GARPP é um órgão executivo que presta apoio aos promotores das Comarcas citadas na condução de investigações, procedimentos e processos complexos.

Com informações do Ministério Público do RN.

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sexta-feira - 22/11/2013 - 11:16h
Câmara de Mossoró

Claudionor acusa MP de uso gracioso de ‘cartão corporativo’

O vereador e ex-presidente da Câmara de Mossoró, Claudionor dos Santos (PMDB), fez um discurso contundente contra “certos” membros do Ministério Público. Encerrou-o há pouco na Câmara.

Ele pegou “gancho” de pronunciamento da vereadora Izabel Montenegro (PMDB) – veja abaixo -, afirmando que infelizmente o MP tem integrantes que passam em concurso, mas não possuem preparo ao exercício da função pública.

Afirmou, que a sociedade precisa saber que no MP existe “cartão corporativo”, para uso em “ginástica” e “massagens”, pagas pelo contribuinte.

Foi mais além: ponderou que componentes do MP não podem pensar e agir, como poder e acima dos poderes.

Claudionor fez parte da legislatura 2005/2008, quando explodiu a chamada “Operação Sal Grosso, dia 14 de novembro de 2007.

O MP, em diligências desencadeadas pelo promotor Eduardo Medeiros e Fábio Thé, chegou a ocupar a Câmara e cumpriu mandados de busca e apreensão em outros endereços.

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sexta-feira - 22/11/2013 - 10:53h
Câmara de Mossoró

Vereadora Izabel reassume mandato e desafia promotor

Izabel retorna com discurso forte

“Cadê o Ministério Público?”

Essa é uma pergunta lançada agora há pouco pela vereadora Izabel Montenegro (PMDB), que reassume mandato na Câmara Municipal de Mossoró.

Discursando na tribuna, diante de alguns colegas de Casa e populares, avisou que está de volta ao Legislativo para um papel combativo.

Citou nominalmente o promotor do Patrimônio Público, Eduardo Medeiros, como responsável por frenética “perseguição” à legislatura passada.

Disse que não tinha medo de citar a “Operação Sal Grosso”, desencadeada pelo promotor, tendo a Câmara Municipal com alvo.

Desafiou o Ministério Público a trazer à tona resultado de supostas investigações na Universidade do Estado do RN (UERN) e na Prefeitura de Mossoró, gestões de Fafá Rosado (PMDB).

Apontou que o setor de oncologia em Mossoró precisa ser investigado, arguindo que a Liga Contra o Câncer e o Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) vivem situação delicada. Prometeu agir em defesa dessa bandeira, para desvendar seus “mistérios”.

Ao fim, fez balanço de sua passagem pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, onde passou a ser substituída por Vera Cantídio, integrante do PMDB.

O suplente Zé Peixeiro (PMDB) substitui-a na ausência.

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sexta-feira - 27/09/2013 - 11:30h
"Operação Ponto Final"

Polícia Civil e MP ocupam Hospital Regional Tarcísio Maia

Um grupo de policiais civis está neste momento no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Recolhem documentos. Levantam dados importantes…

Os delegados civis Fábio Montanha e José Vieira comandam operação no HRTM, denominada de “Ponto Final”.

Mas outros endereços são visitados também.

Duplo contra-cheque, hora-extra e gratificações viciadas, servidor fantasma, pagamento de insalubridade fantasiosa e outros “deslizes” estão em pauta.

O Ministério Público já vinha coletando informações e depoimentos há vários meses.

Aguarde mais detalhes de bastidores e a origem dessa ação.

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quarta-feira - 21/08/2013 - 16:30h
Investigação

Vereadores conversam com Ministério Público sobre CEI

Um vereador que assinou pedido de instalação de Comissão Especial de Investigação (CEI) – veja postagens mais abaixo – na Câmara de Mossoró, para apurar distorções na folha de pessoal da Prefeitura de Mossoró, conversou com representantes do Ministério Público Estadual (MPE) agora à tarde.

O diálogo foi por telefone, logo após a sessão ordinária de hoje.

Firmou-se compromisso de conversa entre as partes.

Comissão de vereadores vai cientificar o MPE dos propósitos da Cei. Devem pleitear apoio institucional desse órgão fiscalizador ao trabalho inédito em nível de Câmara de Mossoró.

Às 17h de hoje, o promotor do Patrimônio Público, Eduardo Medeiros, recebe vereadores em seu gabinete de trabalho.

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segunda-feira - 16/04/2012 - 15:45h
Concurso da Prefeitura de Mossoró

Juiz dá despacho sobre pedido de suspensão do certame

O juiz Pedro Cordeiro, da Vara da Fazenda Pública, Comarca de Mossoró, emitiu despacho hoje sobre ação civil pública, com pedido de liminar, protocolada pelo Ministério Público no último final de semana.

Os promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé pedem a suspensão do concurso da Prefeitura de Mossoró. Antes, já tinham emitido “recomendação” à própria prefeitura, para que houvesse essa decisão, além do cancelamento em definitivo do certame.

Pedro Cordeiro deu 72 horas para a prefeitura se manifestar. Os promotores queriam a liminar sem esse contraditório. Ao final do prazo, “com ou sem manifestação dos promovidos”, o magistrado vai se pronunciar quanto “à tutela de urgência buscada”, ou seja, a liminar.

Veja a baixo o trecho, conclusivo, de seu despacho:

PODER JUDICIÁRIO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MOSSORÓ
Processo nº: 0005679-05.2012.8.20.0106.

DESPACHO

I – Nos termos do artigo 2º da Lei nº 8.437/92, notifiquem-se os representantes judiciais dos demandados para, no prazo de 72 (setenta e duas) horas, apresentarem manifestação escrita acerca da tutela de urgência pleiteada na inicial.

II – Decorrido aludido prazo, com ou sem manifestação dos promovidos, voltem-me imediatamente conclusos para apreciação da tutela de urgência buscada.

III – Cumpra-se com a máxima urgência.

Mossoró-RN., 16 de abril de 2012.

PEDRO CORDEIRO JÚNIOR
Juiz de Direito

Veja o acompanhamento processual clicando AQUI.

Nota do Blog – A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (ou Fundação Vale do Piauí), é uma velha conhecida do Ministério Público deste Brasil varonil.

O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado. Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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sábado - 14/04/2012 - 11:22h
Prefeitura de Mossoró

Entidade que fará concurso é acusada de várias fraudes

A instituição contratada via ‘pregão’ para realizar o concurso da Prefeitura de Mossoró, marcado para o próximo dia 22, a Fundação João do Vale (do Piauí), é uma velha conhecida do bravo Ministério Público deste Brasil varonil. O Ministério Público Estadual do RN (MPE) também já se deparou com situações ‘estranhas’ de sua atuação no estado.

As vagas ofertadas para fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon através da Fundação João do Vale ou Fundação Vale do Piauí (dois nomes de fantasia e um mesmo CNPJ-04.751.944/0001-51) , no concurso da Prefeitura de Mossoró, estariam seriamente comprometidas no quesito ‘lisura’.

O processo de ‘seleção’ da João do Vale ou Fundação Vale do Piauí, como queira, está eivado de ilegalidades, conforme ‘Recomendação 012/2012 do MPE, da Fazenda Pública, assinada pelos promotores José Hercy, Eduardo Medeiros e Fábio Thé (veja AQUI).

Acompanhe notas e comentários exclusivos sobre esse assunto em nosso Twitter AQUI

Os promotores pedem a suspensão do processo e a sua anulação. Mas o governo da prefeita de direito, enfermeira Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, não revela interesse em seguir a orientação do MP. Ela que se cuide. Mesmo a poucos meses de sair da prefeitura, dificilmente se livrará – até fora da prefeitura – das consequências da teimosia.

Essa fundação foi envolvida em diversos casos embaraçosos em certames parecidos com o que está sendo preparado para Mossoró: Prefeitura de Timon (Maranhão); Prefeitura de Imperatriz (Maranhão); Prefeitura de Capitão Gervásio Oliveira (Piauí); Prefeitura de Guaraí (Tocantins) e Governador Dix-Sept Rosado (RN) estão em seu ‘portfólio’.

Dispensa de licitação

Em Timon, por exemplo, um concurso foi cancelado porque a prefeitura chancelou a dispensa da licitação nº 063ª/2007, habilitando a Fundação João do Vale a realizá-lo. Situação idêntica ao que Mossoró começa a experimentar, com a devida desconfiança e intervenção do Ministério Público o certame.

“A contratação da fundação, com dispensa do procedimento licitatório,“atentou contra os princípios do art. 37, da Constituição Federal, sob justificativa questionável de que preencheu requisitos da Lei nº 8.666/93 e apresentou a melhor proposta orçamentária para a execução do objeto, sem nenhum ônus para a Fazenda Pública Municipal”, justificou na ação o órgão ministerial do Maranhão.

Na recomendação do MP do Rio Grande do Norte, sua sustentação legal é a mesma.

Em dezembro de 2010, o MP do Tocantins também instaurou um inquérito civil e requisitou à Fundação João do Vale cópia dos cadernos de provas aplicadas nos Municípios de São José do Peixe (PI), Governador Dix-Sept Rosado (RN), Breu Branco (PA), Pacoti (CE), Caxias (MA), Uruará (PA) e Guaraí (TO).

O concurso foi organizado pela Fundação João do Vale e as provas apresentadas no dia 10 de outubro em Guaraí-TO, havendo suspeita de que 20 das 40 questões formuladas para o cargo de enfermeiro foram aplicadas em outro concurso realizado pela Fundação João do Vale – em Governador Dix-sept Rosado.

A Fundação João do Vale já trabalhou anteriormente para a Prefeitura de Mossoró. Ano passado, por exemplo, saiu o resultado do concurso para preenchimento de 176 vagas nas áreas de saúde, fiscal de meio ambiente e de urbanismo. Ela também é ‘fonte’ para diversas outras prefeituras do Rio Grande do Norte, na hora de realizar concurso. É bom salientar, que se apresenta como uma instituição “sem fins lucrativos”. Uma entidade filantrópica. Para ser mais erudito: altruísta.

Saiba mais sobre esse assunto adiante.

Aguarde. Mas tape o nariz, por favor.

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sexta-feira - 13/04/2012 - 16:44h
Prefeitura de Mossoró

Promotores querem suspensão de concurso público

O que se comentava à  boca pequena em Mossoró, colocando em suspeição concurso organizado pela prefeitura local, acaba se confirmando. Deu a lógica.

O Ministério Público Estadual publica hoje no Diário Oficial do Estado (DOE), uma recomendação para que a prefeita de direito de Mossoró, a enfermeira Fátima Rosado (DEM),”Fafá”, adote providências para suspender e tornar  nulo o certame que aconteceria no próximo dia 22, para vários cargos como fiscal de tributo, assessor jurídico, procurador municipal e fiscal do Procon.

A vencedora do “pregão” foi a Fundação João do Vale (Piauí) – se habilitando à confecção e coordenação do concurso. Paira sobre ela uma carregada nuvem de suspeitas. Não faltam situações de outros certames promovidos por essa entidade, que resultaram em questionamento judicial severo.

Acompanhe este e outros temas em notas e comentários exclusivos através do nosso Twitter AQUI.

Veja abaixo o que recomenda o Ministério Público, em procedimento assinado pelos promotores José Hercy Ponte, Eduardo Medeiros e e Fábio Thé:

(…) RESOLVE RECOMENDAR à Excelentíssima Senhora Prefeita Municipal de Mossoró/RN, Sra. MARIA DE FÁTIMA ROSADO NOGUEIRA, a adoção de providências, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, já que a prova do concurso público está agendada para o próximo dia 22, sem prejuízo da adoção concomitante pelo Parquet de todas as medidas judiciais cabíveis visando à suspensão liminar do concurso público e a sua nulidade, nos seguintes termos:

a) que se adotem as providências necessárias e legais para declarar a nulidade do PREGÃO PRESENCIAL nº 073/2011-SEMAD, diante das irregularidades e ilegalidades acima apontadas, bem como do contrato administrativo dele resultante, firmado com a FUNDAÇÃO JOÃO DO VALE, CNPJ nº 04.751.944/0001-51;

b) que, como consequência, adotem-se as providências necessárias para declarar a nulidade do concurso público de provas e títulos do Município de Mossoró/RN, inaugurado pelo Edital nº. 002/2012, publicado no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) do dia 09 de março de 2012, devendo, outrossim, adotar todas as medidas administrativas e, se for o caso, judiciais, para reverter, em prol da Administração Pública, qualquer valor já pago à referida pessoa jurídica, bem como devolver aos candidatos o valor das inscrições;

c) que se remeta à 11ª Promotoria de Justiça desta Comarca, também no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, a partir do recebimento desta recomendação, informações circunstanciadas sobre as providências adotadas.

Intime-se, pessoalmente, a Excelentíssima Senhora Prefeita deste Município.

A Prefeitura de Mossoró surpreendeu muita gente com o anúncio e as características do concurso. Edital e pregão geraram desconfiança desde o princípio. O Blog, desde então, passou a coletar informações técnicas e documentos diversos sobre o caso. Apuração minuciosa.

Empresas grandes como Cespe, Carlos Chagas e Fundação Getúlio Vargas sequer se mexeram para habilitação ao concurso, ainda mais pelo ínfimo valor do contrato: R$50.000,00.

A Câmara Municipal de Mossoró pretende realizar uma seleção semelhante, mas de menor envergadura, e tem custo estimado em mais de R$ 200 mil.

Veja o Diário Oficial com a íntegra da recomendação dos promotores clicando AQUI e veja AQUI a relação de todos os candidatos inscritos.

Nota do Blog – Depois trarei mais detalhes de bastidores sobre esse caso. Tape o nariz, preventivamente, caro webleitor.

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sábado - 10/03/2012 - 15:48h
Mais problema

Marido de Ruth não aceita ela como vice de ninguém

Setores da imprensa convencional e da Web publicam notícia – hoje -, de que o líder rosalbista Carlos Augusto Rosado (DEM), marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), decidiu que não haverá chapa puro-DEM na sucessão municipal. O PMDB indicará o vice em Mossoró.

Meia-verdade. Falta explicar o verdadeiro porquê dessa postura nova, que parece uma atitude generosa e de reconhecimento de Carlos. Menos. Não é bem assim.

Dudu não aceita Ruth à sombra de ninguém

O que não é noticiado é a existência de mais um foco de crise no governismo, que não consegue fechar sua chapa à sucessão da prefeita de direito de Mossoró, a enfermeira Fátima Rosado (DEM), “Fafá”.

O imbróglio está acrescido de uma nova dificuldade: o farmacêutico Eduardo Medeiros, o “Dudu”, marido da vice-prefeita e irmã da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), assistente social Ruth Ciarlini (DEM), não a aceita como vice novamente.

Ela não será vice de ninguém, de nenhum candidato. Dudu já deixou isso bastante claro.

A partir daí, Carlos – articulador político do grupo governista – passou a ter um novo problema. Ele contava como alternativa – mesmo contra sua preferência – à disputa, de chapa com a vereadora Cláudia Regina (DEM) a prefeito e Ruth a vice.

As duas mantêm um relacionamento baseado por sincera hipocrisia. Não se bicam. O convívio público é assentado na aparência de afinidade. E o marido da vice-prefeita não aceita novo papel secundário para ela, sobretudo de Cláudia. Cabeça de chapa, ou nada.

Em função do impasse, Carlos fez questão de parecer camarada e valorizador do papel do PMDB dentro da aliança municipal e estadual, com o DEM. Não é bem assim. Muito pelo contrário.

Saiba mais adiante:

– Candidatura ou não de Josivan Barbosa influirá sobre chapa do DEM;
– PMDB não tem importância alguma em sucessão municipal;
– Secretário e parente-afim de prefeita é nome da vez para vice
– Poder superlativo de líder não consegue impor suas vontades.

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sexta-feira - 24/02/2012 - 07:04h
Ficha Limpa

Alguns eleitos este ano podem perder mandato

Do Blog de Julierme Torres

Atenção aos pré-candidatos a vereador pelo DEM e pelo PMDB em Mossoró. Quem ficar na suplência terá grandes chances de assumir o mandato. É que alguns dos nomes considerados mais fortes nesses dois partidos foram condenados pela Justiça na “Operação Sal Grosso”, onde o Ministério Público investigou crimes de corrupção e peculato na Câmara Municipal de Mossoró.

O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Eduardo Medeiros, fez o alerta que os nove condenados podem ser atingidos pela Lei da Ficha Limpa. Em princípio não há restrição para que eles sejam candidatos nas eleições deste ano. Mas se a sentença do juiz Claudio Mendes for confirmada em qualquer outra instância do Poder Judiciário, a coisa muda de figura. Todos os condenados estariam automaticamente sem direitos políticos.

Eduardo Medeiros disse que acha pouco provável que o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RN) julgue esse caso em tempo hábil de evitar as candidaturas até as eleições deste ano. Mas se julgar depois das eleições, aquele condenado que tiver sido eleito perde automaticamente o mandato.

Nesse caso, quem sair da eleição 2012 como suplente de vereador pelo PMDB ou DEM em Mossoró tem um ingrediente a mais para alimentar a esperança de assumir o mandato. É só ficar na torcida e confiar na Justiça.

Nota do Blog do Carlos Santos – A Lei da Ficha Limpa ainda vai causar muitos estragos. Não duvide que em breve tenhamos alguma lei aprovada no Congresso Nacional, para salvaguardar os interesses da corriola do colarinho branco.

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quinta-feira - 16/02/2012 - 19:38h
Nem tudo está perdido

“Operação Sal Grosso” tem papel emblemático

A “Operação Sal Grosso” (veja postagem mais abaixo), com sua sentença contra vários vereadores e ex-vereadores precisa ser aplaudida. Ministério Público, por exemplo, sobretudo através dos promotores Fábio Thé e Eduardo Medeiros.

Aplauso também para raros setores da imprensa que toparam mexer no tema. A começar pelo semanário Página Certa, de Carlos Duarte.

O semanário Página Certa desencadeou denúncia da Operaçao Sal Grosso, acompanhou o caso e municiou o Ministério Publico. Cumpriu seu papel.

Como a “Operação Impacto”, que apurou denúncias contra vereadores e outras pessoas, em negociatas na Câmara de Natal, esse caso de Mossoró ganha dimensão que é difícil avaliarmos agora. É emblemático.

Quanto aos condenados, o caminho é a defesa dentro da lei.

Não me cabe satanizá-los.

Mas é certo de que nem tudo está perdido.

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quinta-feira - 16/02/2012 - 19:09h
Mossoró

Juiz dá sentença a réus da “Operação Sal Grosso”

A rumorosa “Operação Sal Grosso”, desencadeada pelo Ministério Público do Estado (MPE), em 2007, comandada pelo promotor Eduardo Medeiros, tem um desfecho. Pelo menos em sua primeira fase judicial, a primeira instância.

O resultado da decisão do juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, foi anunciado em primeira mão pela jornalista Fávila Maia (Rádio Difusora AM), hoje à tarde.

Na sentença, o magistrado condenou alguns ex-vereadores e atuais vereadores, por crimes de peculato e corrupção passiva.

Os condenados são estes: João Newton da Escóssia Júnior-DEM, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal (6 anos e 4 meses); Aluízio Feitosa-PMDB, ex-vereador (5 anos e 4 meses); Ângelo Benjamim de de Oliveira Machado-PMDB, ex-vereador (5 anos e 4 meses); Claudionor Antônio dos Santos-PMDB, vereador e ex-presidente da Câmara Municipal (5 anos e 4 meses); Daniel Gomes da Silva-PMDB, vereador (5 anos e 4 meses); Gilvanda Peixoto Costa-DEM, ex-vereadora (5 anos e 4 meses); Manoel Bezerra de Maria-DEM, vereador (5 anos e 4 meses); Maria Izabel Araújo Montenegro-PMDB, ex-vereadora (5 anos e 4 meses); e Osnildo Morais de Lima-PSL, ex-vereador.

Todos têm direito a recorrer à segunda instância (Tribunal de Justiça do RN-TJRN). Caso seja mantida a condenação nas instâncias superiores, eles podem cumprir suas penas em regime semi-aberto.

Na sentença, os réus Francisco Dantas da Rocha, o “Chico da Prefeitura” (DEM), que está em novo mandato; Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), atual presidente da Câmara Municipal e o ex-vereador Renato Fernandes da Silva (PR) foram inocentados. O Ministério Público já pedira a absolvição dos dois primeiros.

A Operação Sal Grosso foi deflagrada em novembro de 2007 e desvendou esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Mossoró.

Entre os principais pontos de irregularidades apontados pelo MP estão: gastos com diárias não comprovadas; empréstimos consignados pagos pela Câmara Municipal à Caixa Econômica Federal, em nome de vereadores e alguns servidores da Casa; despesas realizadas sem licitação e uso das verbas de gabinete de maneira irregular.

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