quinta-feira - 08/01/2026 - 07:24h
Caso Banco Master

Relator do TCU recua e inspeção no Banco Central atrofia

A 'caixa-preta' do master parece angustiar muita gente (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

A ‘caixa-preta’ do master parece angustiar muita gente (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Do Canal Meio para o BCS

O relator do caso Master no Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Jhonatan de Jesus, deve recuar e suspender a inspeção presencial no Banco Central (BC) autorizada por ele próprio para apurar a condução da liquidação do banco de Daniel Vorcaro. A paralisação ocorre após uma onda de reações negativas do mercado, do governo e da autoridade monetária. Nos bastidores, o ministro relator já assegura a colegas que não pretende, em nenhuma hipótese, reverter a liquidação decretada pelo BC em novembro.

A sinalização é interpretada como um esforço para arrefecer a tensão acumulada nas últimas semanas, inclusive entre investidores estrangeiros. Integrantes da Corte avaliam que qualquer mudança na decisão do BC só poderia ser tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte de Contas, Vital do Rêgo, reforçou essa leitura ao afirmar que o TCU tem “o dever de fiscalizar o processo de liquidação”, mas que “quem liquida é o Banco Central”. (Folha)

Antes de o Banco Master ser liquidado, o banqueiro Daniel Vorcaro e empresas ligadas a ele gastaram ao menos R$ 2 bilhões na compra de mansões, apartamentos, jatinhos e carros de luxo, segundo levantamento do UOL, com 85% dessas aquisições feitas a partir de 2024. Apenas 1% dos bens está no nome de Vorcaro como pessoa física, o restante foi comprado por sociedades anônimas fechadas e offshores ligadas a ele, muitas com estrutura societária sigilosa. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro captado pelo banco foi desviada para benefício pessoal dos executivos, em apuração que corre no STF. (UOL)

Derrota de Haddad

Enquanto isso, a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), publicada ontem em edição extra do Diário Oficial, explicita uma derrota do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), que tentou segurar o nome. O presidente Lula (PT) cedeu à pressão do Senado, liderada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), no contexto das negociações para a aprovação de Jorge Messias à vaga aberta no STF.

Diretor da autarquia e presidente interino desde julho do ano passado, Lobo é apadrinhado por Joesley Batista e, aprovado em sabatina, será o primeiro presidente da CVM escolhido por critérios puramente políticos. (Globo)

Marcos Lisboa: “É surpreendente a reação de alguns órgãos de controle à intervenção no Banco Master. O Brasil enfrentou casos de descontrole em bancos privados com sucesso nos últimos 30 anos, e eu nunca assisti a uma reação como essa. Nesse período, a ação bem realizada pelo Banco Central evitou crises bancárias graves. É muito surpreendente a gente assistir a essa reação descontrolada de órgãos que deveriam ser de controle e não estão sendo”. (Estadão)

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quarta-feira - 08/10/2025 - 23:02h
Brasília

Câmara leva governo à derrota; MP que eleva tributos perde validade

Do G1

O placar foi de 251 a 193 em plenário (Foto: Mário Agra)

O placar foi de 251 a 193 em plenário (Foto: Mário Agra)

A Câmara dos Deputados impôs uma derrota ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (8), ao deixar perder a validade a medida provisória que aumentava tributos e previa impulsionar a arrecadação.

A MP nem chegou a ser votada no mérito (conteúdo) da proposta. Antes mesmo disso, a maioria dos deputados — capitaneados por partidos de Centrão — aprovou a retirada do texto da pauta da Câmara. O placar foi de 251 a 193.

A medida provisória precisava ser aprovada na Câmara e no Senado nesta quarta, porque o texto perde validade nesta quinta.

O texto foi apresentado em julho como uma alternativa ao decreto presidencial que havia elevado o IOF em diversas transações, medida que gerou forte reação política e acabou sendo revogada. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) reabilitou parte do decreto, por entender que era legal.

Mas o governo, que busca aumentar a arrecadação para fechar na meta as contas públicas do ano, publicou a medida provisória para elevar alguns tributos.

A medida provisória não convenceu a maioria do Congresso. O aumento de alíquotas é visto como resistência. Críticos da política fiscal argumentam que o governo deve atingir a meta das contas públicas cortando gastos, e não aumentando alíquotas de tributos.

Derrota para Haddad e Lula

Tanto o presidente quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, saíram em defesa da medida ao longo desta quarta.

Lula disse que era um erro misturar a votação da MP com movimentações eleitorais visando a eleição do ano que vem.

“Se alguém quer misturar isso com eleição, eu sinceramente só posso dizer que é uma pobreza de espírito extraordinária. Qualquer um pode dizer que a proposta é dele, qualquer deputado pode se vangloriar dizendo que votou favorável. Quando algumas pessoas pensam pequeno e dizem que não vão votar porque vai favorecer o Lula, não é o Lula que vai ganhar, eles não estão me prejudicando em nada”, disse o presidente pouco antes da derrota se concretizar.

Aliados de Lula viram na derrubada da MP uma “sabotagem” da oposição e uma ação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adversário político de Lula.

“Nós consideramos o que está acontecendo hoje um ato de sabotagem contra o Brasil. Por parte do relator, houve toda a paciência para construir um acordo de mérito. Mas o que ficou claro é que a discussão não é sobre o mérito, é sobre o conteúdo, é uma vontade de impor uma derrota política ao presidente Lula, mas é uma derrota ao Brasil”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

A equipe econômica entende que, sem arrecadação extra, deverão ser feitos cortes no Orçamento, inclusive cerca de R$ 10 bilhões em emendas parlamentares.

O que o governo esperava com a MP

A estimativa inicial era de que o governo arrecadaria R$ 20,5 bilhões com a medida, mas após negociações promovidas pelo relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) esse número caiu para R$17 bilhões.

Sem a aprovação do texto, o governo vai precisar encontrar uma forma de arrecadar para cobrir o rombo com a frustração dessa receita.

Taxações que a MP previa

A proposta uniformizava em 18% a alíquota de Imposto de Renda cobrada sobre rendimentos de aplicações financeiras — incluindo os ativos virtuais, como as criptomoedas.

Também elevava, de 9% para 15%, a cobrança da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) para instituições de pagamento, as fintechs.

O governo queria ampliar a tributação geral de 12% para 18% sobre a arrecadação das bets. Diante de pressões internas e externas, ficou em 12%.

O governo também queria a taxação sobre títulos atualmente isentos, como a Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio. Mas isso também foi retirado do texto do relator, diante de insatisfações no Congresso.

Votos

Todos os deputados presentes do PT (64), do PDT (14), do PSOL (13) e do PCdoB (9) deram votos para manter a MP em pauta e ser votada na Câmara.

Apenas o Novo teve todos os deputados presentes votando para retirar a MP da pauta: 5 votos.

O PL teve 73 votos pela derrubada, mas dois deputados do partido, Antonio Carlos Rodrigues e Nikolas Ferreira, votaram contra a retirada da MP da pauta. Ferreira disse em uma rede social que votou errado.

A maioria dos deputados do União Brasil (46)PP (40)Republicanos (29)PSBD (11) e PRD (3) votaram pela derrubada.

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quinta-feira - 02/10/2025 - 07:20h
Votação

Câmara aprova isenção de IR até R$ 5 mil e taxação de ricos

Hugo Motta comemora aprovação da matéria (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Hugo Motta comemora aprovação da matéria (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Do Canal Meio e outras fontes

A aprovação pela Câmara dos Deputados da isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais e a redução da alíquota até R$ 7.350 já era dada como certa. O que não se previa é que todos os 493 deputados presentes votassem a favor da medida, promessa de campanha do presidente Lula (PT). Mais polêmica, a taxação progressiva até 10% para pessoas com rendimento acima de R$ 600 mil anuais também passou. Arthur Lira (PP-AL), relator do projeto, rejeitou a maior parte das propostas para compensar estados e municípios, cuja perda de arrecadação será reposta pela arrecadação prevista na própria lei.

A adesão da oposição à proposta, que agora segue para o Senado, mostra que os deputados perceberam o custo político de se opor à medida, mesmo que ela beneficie politicamente o Executivo. Pesou também a necessidade de apresentar pautas positivas após a má repercussão da PEC da Blindagem, derrubada pelos senadores.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) não escondia o alívio nem poupava autoelogios. “Esta vitória é a prova de que, com liderança firme, responsabilidade e capacidade de articulação, o Congresso Nacional é capaz de promover mudanças que impactam positivamente a vida de todos”. A estimativa é de que, com a aprovação da mudança, o número de contribuintes isentos de IR salte de 15,2 milhões para 26,6 milhões, cerca de 65% dos declarantes. (g1)

Confira o impacto do projeto aprovado sobre cada faixa de renda. (Globo)

O presidente Lula comemorou o que chamou de uma “uma vitória em favor da justiça tributária e do combate à desigualdade no Brasil” e elogiou diretamente Motta e Lira, além dos demais deputados, por terem dado um “passo histórico”. (Metrópoles)

Na mesma linha, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enalteceu nas redes a aprovação do projeto. “Um dia histórico. Começamos a enfrentar nossa principal chaga: nossa inaceitável desigualdade. Não há desenvolvimento com esse nível de desigualdade. Não há justiça. Começamos e juntos vamos concluir esse trabalho”, escreveu. (Poder360)

A taxação dos ricos, claro, não veio sem algum esperneio. O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), cujo patrimônio declarado é de R$ 1 milhão, discursou na tribuna contra o tributo citando o alto preço dos carros e do novo iPhone e dizendo que compensação pela isenção dos mais pobres deveria vir com a redução das despesas públicas. Na hora H, porém, votou a favor da proposta. (UOL)

Aliás, 18 deputados não compareceram para votar, incluindo Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está radicado nos Estados Unidos desde março. (Poder360)

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sexta-feira - 01/08/2025 - 08:04h
Politica nacional

Lula e STF se unem em defesa de Moraes e reação ao tarifaço

Lula teve dia de intensa articulação política em Brasília (Foto: Sérgio Lima/AFP)

Lula teve dia de intensa articulação política em Brasília (Foto: Sérgio Lima/AFP)

Do Canal Meio e outras fontes

O dia seguinte à oficialização do tarifaço americano e às sanções ao ministro do STF Alexandre de Moraes foi de muita avaliação e definição de estratégias sobre como o Brasil vai agir a partir de agora. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tirou a quinta-feira para debater com seus ministros e com os integrantes do Supremo, ouvir conselhos, traçar planos e definir formas de ação conjunta. O primeiro encontro foi com o núcleo duro do governo. Lula recebeu no Planalto os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Alexandre Padilha (Saúde), Rui Costa (Casa Civil) e o secretário de Comunicação, Sidônio Palmeira. Alckmin não esteve presente por ter ido a São Paulo participar do programa Mais Você, da Rede Globo.

Lula decidiu que só vai anunciar as medidas econômicas na semana que vem. À noite, o presidente ofereceu um jantar aos ministros do STF para discutir quais estratégias serão adotadas na defesa do ministro Alexandre de Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky. (Estadão)

Lula fará pronunciamento

Lula já decidiu que fará, mais uma vez, um pronunciamento à nação por meio de cadeia de rádio e TV. O presidente quer se dirigir ao país para defender o ministro Alexandre de Moraes e ressaltar a importância de lutar pela soberania nacional. O presidente ainda não decidiu se a mensagem irá ao ar nesta sexta-feira ou no domingo. (Metrópoles)

O Brasil vai recorrer das tarifas de 50% que vão incidir sobre todos os produtos brasileiros que não entraram na lista de isenções. Mesmo com a Organização Mundial do Comércio sofrendo de inanição e sem capacidade concreta para alterar o rumo das coisas, o Brasil vai recorrer ao organismo internacional. A avaliação do governo é de que a OMC ainda tem representatividade internacional, ainda que simbólica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil também vai recorrer do tarifaço nos Estados Unidos, no que ele classificou como “instâncias devidas”.

Haddad considera que a isenção de quase 700 produtos brasileiros demonstrou interesse dos americanos em negociar. “Esta semana é o começo de uma conversa mais racional, mais sóbria, menos apaixonada”, disse o ministro. (Folha)

Abertura de negociações?

De Washington começam a chegar indícios de que o presidente americano Donald Trump vai abrir um canal de negociação com o Brasil, fechado desde que a Casa Branca anunciou sua nova e agressiva política tarifária. De acordo com empresários de setores estratégicos para os EUA, emissários do governo americano revelaram que o Brasil será chamado à mesa de negociação, mas não neste momento.

Segundo esses oficiais, Trump vai dar prioridade aos países que têm uma balança superavitária com os Estados Unidos, o que não é o caso do Brasil, que apresenta um déficit comercial antigo com os americanos. (Broadcast)

Erro 

As primeiras pesquisas de opinião pública mostram que a escalada americana contra o Brasil teve efeito profundamente negativo entre os brasileiros. De acordo com o Datafolha, 89% da população acredita que o tarifaço americano vai prejudicar a economia do país. O Datafolha ainda quis saber o que os brasileiros acham das sanções americanas contra Moraes.

Para 57% dos entrevistados, Trump erra ao tentar intervir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma pesquisa nas redes sociais, a Quaest detectou que o tarifaço e as sanções a Alexandre de Moraes tiveram 60% de postagens negativas. (Folha e UOL)

PL expulsa deputado

Na oposição, o dia seguinte à escalada americana foi confuso, com diferentes atores atuando de forma pouco coordenada. O governador de Minas Gerais e anunciado pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), afirmou que o ministro Alexandre de Moraes “colheu o que plantou” e que o Brasil comete um erro ao fazer parte dos Brics. Em Brasília, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, expulsou sumariamente o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), que havia criticado Trump na quarta-feira. (Globo)

Eduardo Bolsonaro promete mais

Já Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o principal articulador das sanções contra Moraes, enviou recados aos ministros Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes de que eles podem ser os próximos a serem atingidos pelo governo americano. (Globo)

Corte dos EUA analisa tarifaço

Nos Estados Unidos, o tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump começa a ser analisado nos tribunais. Nesta quinta-feira, os 11 juízes de uma corte de apelações do circuito federal em Washington fizeram as primeiras arguições aos representantes do governo americano a respeito da legalidade da aplicação das tarifas sem aprovação do Congresso dos EUA.

A maior parte dos magistrados demonstrou ceticismo em relação às justificativas apresentadas pelos advogados do governo. Nenhuma decisão foi tomada. (Washington Post)

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quinta-feira - 26/06/2025 - 08:24h
IOF

Lula tem derrota acachapante no Congresso; até base humilha governo

Hugo Motta seguiu vontade da maioria e levou governo à grande derrota (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Hugo Motta seguiu vontade da maioria e levou governo à grande derrota (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Do Canal Meio e outras fontes

A longa e dolorosa novela sobre o aumento do IOF terminou em tragédia para o governo. Tanto a Câmara quanto o Senado aprovaram o decreto que anula o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), ampliando ainda mais a crise fiscal pela qual passa o país. Na Câmara, o governo viu partidos de sua base aliada, muitos com ministérios na Esplanada, rebelarem-se e apoiarem a oposição.

A votação foi humilhante para o Planalto: 383 votos a favor e apenas 98 contra. No Senado, o decreto entrou rapidamente na pauta e antes das nove horas da noite os senadores, em votação simbólica, seguiram a Câmara e confirmaram a derrota.

O governo estima que já neste ano a derrubada das medidas vai impactar a arrecadação em ao menos R$ 10 bilhões. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que vai ser preciso ampliar o contingenciamento de gastos para fechar as contas no azul. Desde a gestão Fernando Collor de Mello o Congresso não derrubava um decreto presidencial como fez na noite de ontem. (g1)

A decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de colocar em votação o decreto que anula o aumento do IOF pegou o governo de surpresa. O Planalto tinha como certa a promessa feita por Motta na segunda-feira da semana passada. No dia em que foi votado o pedido de urgência do decreto, o presidente da Câmara disse que não levaria a matéria para o plenário de forma imediata e que daria 15 dias para o governo tentar reverter a derrota que se avizinhava. O pedido de urgência recebera 346 votos a favor e 97 contra, uma amostra das dificuldades que Lula e Haddad enfrentariam para convencer os deputados a mudar de ideia. (Estadão)

Energia mais cara

Mas, ao longo da semana passada, o clima de tensão entre o governo e o Congresso só aumentou. Os parlamentares demonstraram a crescente insatisfação com o Planalto, derrubando os vetos que o presidente Lula havia feito em trechos de uma medida que amplia a isenção fiscal a empresas do setor elétrico.

Como consequência, os brasileiros terão que desembolsar mais na conta de luz — uma péssima notícia para o governo em um ano pré-eleitoral. Antes de colocar o decreto em votação, Motta disse que apenas seguiu a “vontade da Casa” ao levar a matéria ao plenário. (CNN Brasil)

Mais e mais dinheiro

Nos últimos dias, o governo vinha dando sinais de que buscava distender as tensões com o Parlamento. Na semana passada, já havia liberado cerca de R$ 900 milhões para as emendas parlamentares, uma reclamação crescente entre os deputados. Talvez percebendo que o clima na Câmara estava cada vez pior, o Planalto optou por praticamente dobrar o volume de recursos para as emendas parlamentares, com uma liberação total de R$ 1,72 bilhão. (Folha)

Com o projeto já na pauta de votação, o presidente Lula voltou a distribuir afagos ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o maior derrotado na crise do aumento do IOF. Lula não citou a possibilidade de votação do decreto no plenário da Câmara, mas ressaltou que Haddad sempre tratou a economia brasileira com “seriedade”.

Lula ainda fez um apelo aos empresários: “A gente tem uma hora que a gente tem que deixar os nossos interesses individuais de lado e pensar um pouco neste país”, disse o presidente durante o anúncio do aumento do etanol na gasolina. (UOL)

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segunda-feira - 09/06/2025 - 15:30h
Brasília

Governo vai taxar bets e reduzir isenções para compensar IOF

Haddad promete detalhamento de proposta (Foto: TV Câmara)

Haddad promete detalhamento de proposta (Foto: TV Câmara)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou no fim da noite de domingo (08) que o presidente Lula (PT) vai enviar ao Congresso uma medida provisória (MP) para “recalibrar” o decreto editado há duas semanas elevando o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

O ministro e outros integrantes do Executivo participaram de uma reunião na casa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com este, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e líderes partidários, fortemente contrários ao aumento do IOF. Segundo Haddad, a MP vai “vai disciplinar determinadas matérias sobre a questão da arrecadação, que visa basicamente o mercado financeiro”. (g1)

Os detalhes da MP serão anunciados ainda, mas Haddad adiantou que o governo pretende elevar de 12% para 18% a taxação da receita de bets após o pagamento de prêmios, taxar em 5% títulos de investimentos antes isentos de IR, incluindo debêntures incentivadas. A nova alíquota valerá apenas para novas aplicações.

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras, incluindo fintechs, vai subir de 9% para 15%. Na outra ponta, a recalibragem do IOF reduzirá o imposto em operações de créditos sobre empresas e em operações de risco sacado. (CNN Brasil)

Com informações do Canal Meio e outras fontes.

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sexta-feira - 30/05/2025 - 10:42h
Mal-estar político

Congresso pressiona governo e mostra estresse contra aumento do IOF

Haddad disse que não existe alternativa ao aumento do IOF (Foto: Web)

Haddad disse que não existe alternativa ao aumento do IOF (Foto: Web)

Do Canal Meio e outras fontes

O embate entre o Congresso e o Ministério da Fazenda em torno do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) subiu de tom nesta quinta-feira (29), após uma reunião entre o titular da pasta, Fernando Haddad, e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Em entrevista coletiva, Motta afirmou que o presidente Lula precisa entrar nas discussões e apresentar alternativas ao aumento do imposto para não forçar a Câmara a suspender a decisão tomada pelo Executivo na última semana.

O presidente da Câmara disse ainda que deu um prazo de dez dias para que o governo apresente justificativas sobre a necessidade de elevar o IOF. De acordo com ele, também ficou acordado que nesse mesmo prazo o Executivo apresentará um plano concreto para reduzir os gastos públicos. (CNN Brasil)

Governo não abre mão

Haddad informou a Motta e a Alcolumbre que não existem alternativas viáveis ao aumento do IOF no curto prazo. No encontro, o ministro da Fazenda afirmou que não trabalha com a hipótese de revogar a medida e que, sem ela, o funcionamento da máquina pública ficaria em situação delicada. Haddad disse ainda que as alternativas exigidas pelo Congresso só poderiam ser apresentadas a partir de 2026. (UOL)

O encontro com os líderes do Parlamento aconteceu na casa do presidente do Senado, já no final da noite de quarta-feira. O clima da reunião, que durou duas horas, foi tenso, e Haddad pediu bom senso aos parlamentares. Motta e Alcolumbre disseram ao ministro que a decisão de aumentar o IOF caiu muito mal no Congresso e que o clima entre os parlamentares era de revogar, por decreto legislativo, o aumento do imposto. (Globo)

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quinta-feira - 20/03/2025 - 10:50h
14,25% ao ano

Juros voltam ao patamar da crise que derrubou Dilma em 2016

Arte ilustrativa

Arte ilustrativa

Do Canal Meio e outras fontes

A taxa de juros no Brasil voltou ao patamar do auge da crise que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Em mais uma decisão unânime, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central elevou a Selic em um ponto percentual, a 14,25% ao ano, e sinalizou nova alta, só que menor, na próxima reunião, em maio.

“Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima reunião”, diz o comunicado do Copom. Essa foi a terceira alta de um ponto consecutiva, e, se de fato houver novo aumento em maio, a Selic alcançará o maior patamar em quase 20 anos.

O Copom diz que a magnitude total do ciclo de aperto monetário “dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”. (Meio e InfoMoney)

Haddad em queda

Enquanto isso… a reprovação ao trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disparou de 24% em dezembro para 58% em março, o maior patamar desde o início do governo, segundo pesquisa Genial/Quaest com 106 fundos de investimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Já a avaliação positiva despencou de 41% para 10%, enquanto 85% dos entrevistados afirmam que Haddad está mais fraco do que no início da gestão. A avaliação negativa do governo Lula caiu de 90% para 88%. (CNN Brasil)

Também como esperado pelos analistas, o Federal Reserve decidiu manter as taxas de juros inalteradas no intervalo entre 4,25% e 4,5%. E manteve a previsão de dois cortes de 0,25 ponto percentual neste ano. O que o banco central americano mudou foi sua perspectiva sobre a inflação, passando de 2,5% para 2,8%, e o crescimento econômico, de 2,1% para 1,7%, em meio a um “aumento das incertezas” devido às políticas econômicas do presidente Donald Trump. (Yahoo Finance)

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quarta-feira - 15/01/2025 - 17:20h
Na pressão

Governo Lula decide recuar e promete não mexer no Pix

Arte ilustrativa

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Do G1 e outras fontes

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (15) que o governo vai revogar o ato que ampliou as normas de fiscalização sobre o PIX. Ele também afirmou que o presidente Lula vai assinar uma medida provisória para garantir que transações via PIX não possam ser tributadas.

No início deste mês, a Receita Federal atualizou as normas de acompanhamento das transações financeiras dos cidadãos, com o objetivo de impedir fraudes e sonegação fiscal.

A medida gerou grande repercussão e umaonda de desinformação nas redes sociais. Golpistas aproveitaram o momento para tentar tirar dinheiro de quem usa o PIX. O governo federal já anunciou que pretende acionar a Justiça contra esses criminosos.

De acordo com Haddad, volta a valer o que estava em vigor nos últimos 20 anos, antes da instrução normativa.

“Instrução está sendo revogada porque ela não pode ser usada de pretexto para desvirtuar a tramitação da MP. Não queremos que a oposição continue distorcendo essa medida”, seguiu.

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O anúncio foi feito por Haddad e o secretário da Receita Federal, Robson Barreirinhas, após reunião no Palácio do Planalto.

Segundo o ministro, além da revogação da norma, o governo vai assinar uma Medida Provisória (MP) para assegurar que as transferências via PIX não podem ser tributadas.

A MP também vai determinar que seja proibido diferenciar preços de produtos e serviços para o pagamento em dinheiro ou via PIX. Isto é, não será permitido cobrar uma taxa adicional dos consumidores que queiram pagar com o meio de pagamento digital.

O ministro argumenta que a transação via PIX é instantânea de conta a conta, não caracterizando uma operação de crédito, como as vendas via cartão de crédito e débito.

Nota do Blog – Governo segue perdendo atordoado. O episódio mostra como foi engolido facilmente por uma massa de informações e boatos desencontrados. O recuo é para evitar estrago ainda maior. Mas, o prejuízo à sua imagem não é pouco.

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quinta-feira - 28/11/2024 - 14:52h
Sustentabilidade fiscal

Haddad anuncia corte de R$ 70 bi e IR isento até R$ 5 mil

Haddad citou uma trava no reajuste do salário mínimo (Foto: Washington Costa/MF)

Haddad citou uma trava no reajuste do salário mínimo (Foto: Washington Costa/MF)

Do Canal Meio e outras fontes

Demorou, mas o pacote de corte de gastos saiu. Em pronunciamento ontem à noite, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou uma redução de despesas de R$ 70 bilhões para “consolidar a sustentabilidade fiscal”. As medidas foram apresentadas sem detalhes — o que será feito hoje pela manhã.

O destaque do dia, no entanto, não foi a redução de despesas, mas de receitas. Horas antes do discurso de Haddad, vazou a informação de que ele anunciaria a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que de fato fez. Isso deixou o mercado em alerta, levando o dólar a disparar 1,81%, ao maior valor nominal da história, R$ 5,9135. “Honrando os compromissos assumidos pelo presidente Lula, com a aprovação da reforma da renda, uma parte importante da classe média, que ganha até R$ 5 mil por mês, não pagará mais IR”, afirmou Haddad, destacando essa como a “maior reforma da renda de nossa história”. Respondendo ao temor do mercado financeiro, o ministro garantiu que a medida não terá impacto fiscal, pois será compensada por tributação extra dos chamados super-ricos.

“Quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais. Tudo sem excessos e respeitando padrões internacionais consagrados”, afirmou. “Quem ganha mais deve contribuir mais, permitindo que possamos investir em áreas que transformam a vida das pessoas.” (Meio)

Quanto às medidas de redução de despesas para que o país cumpra a regra fiscal, Haddad citou uma trava no reajuste do salário mínimo, que “continuará subindo acima da inflação”, mas “dentro da nova regra fiscal”; mudanças nas aposentadorias dos militares e limitação de pagamento do abono salarial a quem ganha até R$ 2.640. O ministro também citou que vai “corrigir excessos e garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional” e que as emendas parlamentares crescerão abaixo do limite do arcabouço fiscal.

Haddad disse que “combater a inflação, reduzir o custo da dívida pública e ter juros mais baixos é parte central” do olhar humanista sobre a economia. Leia AQUI a íntegra do discurso. (Meio)

Disparada no dólar

A equipe econômica tentou evitar o desgaste gerado pela isenção do IR, mas perdeu a queda de braço, contam Alvaro Gribel e Daniel Weterman. Haddad vinha tentando dissuadir Lula para que o anúncio não fosse feito neste momento, por entender que a questão merece uma discussão à parte. O esforço envolveu até o futuro presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que foi ao Palácio do Planalto explicar a reação que o mercado financeiro poderia ter. E não deu outra. Além da disparada do dólar, o Ibovespa também respondeu mal, fechando em queda de 1,73%, aos 127.668,61 pontos. (Estadão)

A expectativa do governo é que a reforma da renda seja encaminhada ao Congresso ainda neste ano para ser debatida ao longo de 2025 e passar a valer em 2026. Nos cálculos da Fazenda, a isenção tem um impacto de cerca de R$ 35 bilhões, que será compensado pelo imposto mínimo dos super-ricos, e por outros ajustes no IR que serão detalhados hoje. O governo deve propor uma alíquota mínima de 10% no IR para quem ganha mais de R$ 50 mil por mês. (Folha)

Caio Junqueira: “O pronunciamento em rede nacional do ministro da Fazenda traz um roteiro prévio da campanha à reeleição do presidente Lula em 2026. Apresenta a economia como eixo central das conquistas do governo Lula 3 a serem apresentadas ao eleitor junto com comparações de dados do governo atual com os anteriores. É o ‘Brasil Mais Forte. Governo eficiente. País justo’. Só falta chegar 2026”. (CNN Brasil)

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sexta-feira - 10/05/2024 - 11:34h
Brasília

Governo Lula e Congresso negociam afinação com desoneração de folha

Haddad e Pacheco buscam afinação e calmaria (Foto: Correio Braziliense)

Haddad e Pacheco buscam afinação e calmaria (Foto: Correio Braziliense)

Do Canal Meio com outras fontes

Em sinal de trégua no embate entre Executivo e Legislativo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou ao lado do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), um acordo para reoneração gradual da folha de pagamento de 17 setores da economia. Ponto de tensão desde o fim do ano passado, a desoneração substitui a contribuição previdenciária patronal de 20% sobre a folha por uma taxação de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.

Segundo Haddad, a desoneração será mantida neste ano e, a partir de 2025, haverá a retomada gradual da cobrança, com alíquota de 5%, que aumentará cinco pontos percentuais por ano, até chegar a 20% em 2028. No ano passado, o Congresso aprovou a prorrogação da desoneração até 2027, mas o texto foi vetado por Lula.

O veto foi derrubado e, em resposta, o governo editou uma medida provisória revogando a legislação, que acabou caducando. Com isso, a Advocacia-Geral da União recorreu ao Supremo Tribunal Federal e o ministro Cristiano Zanin suspendeu a lei por decisão monocrática, que está parada no plenário devido a um pedido de vista. Pacheco recorreu da decisão. (CNN Brasil)

O acordo sobre a reoneração será entregue ao STF, que deverá homologar a proposta até o dia 20. O governo vai entrar com um pedido de remodulação da liminar na Corte. “A Fazenda vai ter que encontrar uma compensação para isso, de acordo com a lei de responsabilidade”, disse Haddad. (Globo)

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terça-feira - 02/01/2024 - 08:46h
Política

Sucessão de Lula precisa ser pensada, diz Haddad, que critica PT

Fernando Haddad fica por trás de Lula à espera de ser anunciado com nome de verdade ao governo do país (Foto: campanha)

Fernando Haddad em foto de pré-campanha ao governo em 2018 (Foto: Arquivo)

Do Canal Meio e O Globo

O presidente Lula é o nome de consenso no PT para disputar a reeleição em 2026, mas o partido já precisa discutir o sucessor dele, avalia o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Eu não participo das reuniões internas sobre isso. Mas, excluído 2026, o fato é que a questão vai se colocar. E penso que deveria haver uma certa preocupação com isso”, afirma o ministro, que disputou a presidência em 2018, mas nega a pretensão de ser o sucessor do presidente.

Haddad ironizou a postura do PT em relação a sua gestão, dizendo que o partido não pode celebrar os resultados da economia e, ao mesmo tempo, dizer que está tudo errado.

“Não dá para celebrar Bolsa, juros, câmbio, emprego, risco-país, PIB que passou o Canadá, essas coisas todas, e simultaneamente ter a resolução que fala ‘está tudo errado, tem que mudar tudo’”, diz ele. “O que aparece é assim: ‘A inflação caiu, o emprego subiu. Viva Lula!’ E o Haddad é um austericida”, conclui.

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sexta-feira - 22/12/2023 - 08:34h
Brasil

Governo limita em 100% juros do cartão de crédito

Do Canal Meios, G1, O Globo e outras fontesTaxa Selic, inflação, correção monetária, porcentagem, percentagem, juros,

A partir de 3 de janeiro, as instituições financeiras poderão cobrar, no máximo, o dobro do valor original de uma dívida feita no cartão de crédito. A decisão, anunciada após reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) — formado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad; do Planejamento, Simone Tebet; e pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — aplica o percentual de 100% previsto na lei do Desenrola, programa de renegociação para inadimplentes, sancionada 3 de outubro.

“Independentemente do juro mensal, bateu em 100%, para ali, ela não vai aumentar para além do valor original.

Mas…

O juro acumulado do rotativo tem uma trava”, explicou Haddad. Hoje, os juros do rotativo do cartão superam 400%. “Não se chegou a um entendimento de autorregulação. O voto que foi aprovado hoje (ontem) simplesmente disciplina o que está na lei do Desenrola.

Estão valendo as regras normais do cartão, a única mudança é que, a partir do dia 3, os juros estão limitados ao valor do principal”, afirmou o ministro. Se a dívida original for de R$ 100, por exemplo, a cobrança total, com juros e encargos, fica limitada a R$ 200. Apenas o valor do Imposto Sobre Operações Financeiras está fora desse cálculo. (g1 e Globo)

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sexta-feira - 24/03/2023 - 18:50h
Ataque de facção

Fátima vê com prefeitos perdas municipais; ideia de Zenaide é acatada

O Governo do RN reuniu nesta sexta-feira (24) em Natal, prefeitos dos municípios alvos de ataques contra o patrimônio público. A governadora Fátima Bezerra (PT) informou aos prefeitos que está permanentemente em contato com o Governo Federal em busca de soluções para repor veículos e equipamentos incendiados ou danificados.

Reunião ocorreu hoje em Natal, com um grupo de prefeitos (Foto: Elisa Elsie)

Reunião ocorreu hoje em Natal, com um grupo de prefeitos (Foto: Elisa Elsie)

Junto ao Ministério da Educação, ela trata da reposição de veículos e ônibus para o transporte escolar. Em contato com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a governadora obteve o compromisso de entendimentos com a Receita Federal, para, possivelmente, receber veículos e equipamentos apreendidos, repondo as necessidades dos municípios.

Proposta dessa natureza já tinha sido feita pela senadora Zenaide Maia (PSD) – veja AQUI.

Cerca de 50 municípios tiveram registros de ataques criminosos. Os ataques criminosos da facção Sindicato do Crime (SDC) acontecem desde o dia 14 último.

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sábado - 11/03/2023 - 17:50h
Perda do ICMS

RN vai ser compensado pela União com R$ 250 milhões

O acordo de R$ 26,9 bilhões entre a União e os estados para compensar as perdas pela desoneração do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e de Comunicação (ICMS) deverá repassar ao Rio Grande do Norte cerca de R$ 250 milhões. É uma forma de reposição pela redução da arrecadação do tributo, sobretudo, dos combustíveis.

Cadu Xavier tem expectativa de consolidação da proposta (Foto: Secom/RN)

Cadu Xavier tem expectativa de consolidação da proposta (Foto: Secom/RN)

Entre agosto e dezembro do ano passado, o RN registrou uma perda de receita da ordem de R$ 440 milhões, em valores corrigidos, pelo corte na alíquota do ICMS.

O acordo foi anunciado pelo ministro da Economia, Fernando Haddad, na tarde desta sexta-feira (10), mas a proposta ainda terá de ser formalizada junto à presidência e chancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O secretário estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier (Cadu Xavier), que também é presidente do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (COMSEFAZ), considerou o acordo como ‘extremamente positivo’ diante de um quadro de possível desequilíbrio financeiro e estão bem abaixo das perdas efetivas, que afetaram os cofres do estado.

O montante representa cerca de 60% das perdas e os recursos a serem liberados deverão servir, prioritariamente, para quitar dívidas que o estado contraiu com a União e as que foram adquiridas com o aval do Tesouro Nacional.

Por isso, segundo o titular da SET-RN, ainda não há uma definição sobre a revogação do aumento de 18% para 20% da alíquota modal do ICMS no Rio Grande do Norte.

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quarta-feira - 01/03/2023 - 09:36h
Planilha

Governo detalha aumento nos preços de combustíveis no país

Do Canal Meios e outras fontes

Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Minas e Energia, Alexandre Silveira, detalharam a retomada dos impostos federais sobre a gasolina e o etanol a partir de hoje (quarta-feira, 1º). A reoneração da gasolina será de R$ 0,47 por litro ante R$ 0,69 em vigor até maio do ano passado. Já o etanol, um biocombustível, terá uma cobrança bem menor, de R$ 0,02 por litro frente a R$ 0,24 antes.

Associação estima aumento de até 0,25 centavos por litro de gasolina (Foto ilustrativa)

Associação estima aumento de até 0,25 centavos por litro de gasolina (Foto ilustrativa)

A cobrança parcial dos tributos será válida por quatro meses, durante a vigência da Medida Provisória que vai implementá-la. Como a Petrobras também anunciou uma redução de 3,93% no preço da gasolina na refinaria, ou seja, de R$ 0,13 por litro, o aumento do combustível na prática será de R$ 0,34 por litro, segundo o ministro da Fazenda. (g1 e UOL)

Haddad explicou que os preços da gasolina e do etanol na bomba dependem da estrutura do mercado, mas ponderou que o Ministério de Minas e Energia entrará em contato com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para evitar que os postos se apropriem do ganho gerado pela queda na refinaria. A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis estima que o litro da gasolina suba R$ 0,25.

O diesel, que teve o preço reduzido ontem pela Petrobras em 1,95% na refinaria, e o gás de cozinha continuarão isentos até dezembro, como previsto na MP editada em janeiro. O GNV e o querosene de aviação, que seriam reonerados a partir de hoje, permanecerão sem a cobrança por mais quatro meses. (Estadão e g1)

Devido à retomada parcial da cobrança, para preservar a arrecadação de R$ 28,9 bilhões e cobrir o rombo das contas públicas, o governo criará um imposto de 9,2% sobre exportação de petróleo cru por quatro meses. A expectativa é arrecadar R$ 6,7 bilhões. Após esse prazo, caberá ao Congresso decidir se o tributo permanece ou não. (Globo)

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terça-feira - 28/02/2023 - 08:40h
Para cima

Lula dá sinal verde para volta de impostos em etanol e gasolina

O presidente Lula (PT) decidiu topar e enfrentar os efeitos políticos do retorno de cobranças do Programa de Integração Social (PIS)/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (CONFINS) sobre a gasolina e o etanol a partir de 1º de março – amanhã. Esse o resultado de sua reunião nessa terça-feira (27) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.sinal-de-positivo

O governo Jair Bolsonaro (PL) havia zerado as alíquotas da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) e do PIS/Cofins sobre os combustíveis até dezembro de 2022. A medida foi prorrogada por Lula para evitar aumento dos preços logo no início da gestão.

Sob a ótica política, é um drible no eleitor que em campanha ouviu um discurso diferente, falando em mudança na política de preços finais ao consumidor. Por enquanto, não.

Por outro lado, não causa estranheza, porque segue uma lógica (ou argumento) de sustentação do discurso técnico do ministro Haddad: a reoneração é para reduzir rombo na arrecadação federal e sinalizar pro mercado o compromisso governista com a estabilidade das contas públicas.

Noutra frente, a cobertura de boa parte da mídia, se vê um reordenamento de conceitos. O que era ruim, agora é bom e necessário.

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segunda-feira - 27/02/2023 - 09:04h
Dia D

Governo Lula define hoje se aumenta ou não preços de combustíveis

Do Poder 360Pode encher tanque, meme sobre alta de combustíveis, gasolina, aumento de preço,

O governo federal terá o “Dia D” para negociar a reoneração da gasolina e do etanol. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, às 10h desta 2ª feira (27.fev.2023) para definir se adia ou não a isenção do PIS/Cofins sobre os combustíveis. Por Haddad, a reoneração do tributo já teria sido feita em janeiro, quando o prazo inicial havia encerrado.

A ala política do governo pressionou e Lula concedeu, via medida provisória, mais 2 meses de isenção, até 28 de fevereiro. A justificativa era o aumento repentino dos preços dos combustíveis, o que impactaria a inflação e teria um custo político.

O fim da isenção do tributo aumentará o preço do litro da gasolina em R$ 0,69, e do etanol em R$ 0,24, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (ABICOM). Com menos de 2 dias para o fim deste período de benefício, a ala política do governo tentará adiar novamente o prazo, o que desonera principalmente a classe média.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, fez críticas públicas à proposta de Haddad de voltar a cobrar o PIS-Cofins sobre o etanol e a gasolina.

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quinta-feira - 16/02/2023 - 12:17h
Banco Central

Ministros tentam segurar a ‘língua’ de Lula para evitar estragos

Do Canal Meio e outras fontesfechar a boca, calar a boca, zíper, silêncio,

As críticas constantes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à atuação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, podem agradar a base petista, mas já incomodam integrantes do governo. Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, vêm tentando, com apoio de assessores, convencer Lula a baixar o tom.

A avaliação é que o confronto vem contaminando agendas positivas do governo, como as medidas para reduzir a fila de cirurgias pelo SUS. O silêncio do presidente sobre os juros nos últimos dias já seria resultado desse movimento dentro do governo. (Globo)

O colunista Thomas Traumann publicou: “Odeio estragar a ilusão de alguns, mas a ideia de que Lula será ‘convencido’ por assessores para mudar o tom terá o mesmo destino das dezenas de cascatas em off sobre ‘Bolsonaro vai moderar discurso’.” (Twitter)

Já Roberto Campos Neto voltou a buscar um tom de conciliação. Ontem, durante cerimônia no Senado pelos 130 anos do TCU, o presidente do BC defendeu que o país concilie a “disciplina fiscal” com políticas sociais. “Hoje, a gente precisa se concentrar em ter uma disciplina fiscal, e entender que precisamos ter um olho mais especial no social. Quanto mais transparente e eficiente o público for, mais aptos estaremos para captar recursos privados”, disse. (Metrópoles)

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Categoria(s): Política
terça-feira - 20/09/2022 - 12:48h
Disputa presidencial

Como foram as pesquisas, em 2018, faltando duas semanas pro pleito?

O jornal Estado de São Paulo publicou matéria especial no fim de semana (veja AQUI), com um pequeno balanço das últimas eleições presidenciais, sob a ótica de pesquisas em primeiro turno, a cerca de duas semanas do primeiro turno dos respectivos pleitos.

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad marcham para confronto no segundo turno brasileiro (Foto: Veja)

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad marcharam para confronto no segundo turno brasileiro (Foto: Veja)

Estadão recuperou o desempenho dos principais candidatos nas pesquisas a cerca de duas semanas do primeiro turno de eleições anteriores. Em todas elas, quem chegou a esse ponto liderando as sondagens acabou vencendo o pleito. Confira a relação dos líderes das disputas recuando até 1998, quando passou a vigorar a possibilidade de reeleição. Os nomes destacados em cada eleição são os vitoriosos ao fim da corrida.

Como termo de comparação, a reportagem considera os dados dos institutos Ibope e Datafolha. O primeiro deles não existe mais, mas seus ex-diretores fundaram o Ipec, empresa de pesquisa de alto padrão técnico e similar ao instituto antecessor.

Datafolha em 19 de setembro de 2014 (1º turno: 5/10)

Dilma Rousseff: 37%

Marina Silva: 30%

Aécio Neves: 17

Ibope em 23 de setembro de 2014

Dilma Rousseff: 38%

Marina Silva: 29%

Aécio Neves: 19%

Datafolha em 22 de setembro de 2010 (1º turno: 3/10)

Dilma Rousseff: 49%

José Serra: 28%

Marina Silva: 13%

Ibope em 17 de setembro de 2010

Dilma Rousseff: 51%

José Serra: 25%

Marina Silva: 11%

Ibope em 24 de setembro 2006 (1º turno: 1/10)

Lula: 47%

Geraldo Alckmin: 33%

Heloisa Helena: 8%

Datafolha em 12 de setembro de 2006

Lula: 50%

Geraldo Alckmin: 28%

Heloisa Helena: 9%

Ibope em 24 de setembro de 2002 (1º turno: 6/10)

Lula: 41%

José Serra: 18%

Anthony Garotinho: 15%

Ciro: 12%

Datafolha em 18 de setembro de 1998 (1º turno: 4/10)

Fernando Henrique Cardoso: 48%

Lula: 25%

Ciro Gomes: 8%

Enéas: 3%

Ibope na segunda quinzena de 1998

Fernando Henrique Cardoso: 47%

Lula: 24%

Ciro Gomes: 9%

Veja AQUI também instrumento de busca de pesquisas do portal Poder 360, com números desde 2000, em eleições municipais, estaduais e nacionais.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
  • San Valle Rodape GIF
quarta-feira - 03/08/2022 - 10:14h
Dados

Veja eleições presidenciais no RN, nos dois turnos, desde 2002

Ano de eleição presidencial, a gente dá mais uma colaboração ao conhecimento e ao bom debate. Veja em boxes abaixo, primeiro e segundo turnos presidenciais no RN desde o pleito de 2002. São resultados entre os principais adversários.

Observa-se, que os candidatos do PT – Lula, Dilma Rousseff e Fernando Haddad – venceram todos os pleitos do período, no RN:

Primeiro TurnoEleições presidenciais no RN desde 2002 - Primeiro turno

Segundo TurnoEleições presidenciais no RN desde 2002 - Segundo Turno

As informações são do Portal de Dados Abertos do Tribunal Superior Eleitoral, em plataforma desenvolvida por Gabriela Caesar em junho e julho de 2022.]

Vale destacar que este ano, o Rio Grande do Norte tem 2.554.727 eleitores habilitados ao voto. Isso equivale a 1,63% do eleitorado do Brasil.

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Categoria(s): Eleições 2022 / Política
terça-feira - 05/10/2021 - 17:28h
Blá-blá-blá

Fátima e Garibaldi, uma união possível; Lula é quem decide

Em 2021, tentando eleger Fernando Haddad prefeito de São Paulo, Lula foi buscar o adversário histórico Paulo Maluf (Foto: Web)

Em 2021, tentando eleger Fernando Haddad prefeito de São Paulo, Lula foi buscar o adversário histórico Paulo Maluf (Foto: Web)

Do Blog Tio Colorau

A possível união entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-governador Garibaldi Filho (MDB) tem provocado calorosas discussões nos intramuros petistas.

A ala mais radical critica a união com oligarcas, a mais moderada fala em pragmatismo.

Discussões infindas.

Nota do Canal BCS – Blog Carlos Santos – Quem decide é o ex-presidente Lula. Quem quiser que siga em discussões, pregações, contra ou a favor. Normal. Faz parte.

Vai valer o pragmatismo, o mesmo que já atraiu Paulo Maluf, Antônio Carlos Magalhães, Renan Calheiros, Collor de Mello, José Sarney e tantos outros que são satanizados até hoje pelas bases, aqueles militantes mais ortodoxos.

Quem achar ruim que pegue o beco.

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