Por François Silvestre
…que eu também cometi.
“Eu sou democrático”. Disse Sérgio Reis, ou rês, maltratando a “última flor do Lácio”. mas, não posso esquecer que também cometi esse erro. Quando e onde? Meados de 1964, tempos de internato no Ginásio, depois Colégio Diocesano Seridoense, em Caicó.

O cantor Sérgio Reis vive sérios problemas após fazer propagação de ideias antidemocráticas (Reprodução BCS)
Foi o seguinte. Havia um jornalzinho na cidade, A Folha, se não me trai a memória, que me pediu um artigo sobre o “novo” regime implantado no Brasil, já no governo Castelo Branco. O pedido foi feito por Paulo Celestino, um dos dirigentes d’A Folha. E o artigo foi publicado.
Um texto ingênuo, inculto, de adolescente. Porém, falando mal do golpe militar e defendendo a Democracia. Lá pras tantas eu escrevi, “digo isso porque sou um democrático”.
Padre Tércio entrou na sala de aula, de olho aboticado para mim, trazendo o jornal e o abriu na mesa. Apontou pra mim, depois colocou o dedo sobre o texto e disparou: “Aqui tem uma coisa grave, muito grave”. Alguns colegas riram e disseram “é coisa de comunista”… Padre Tércio, ainda irado, repreendeu: “Que comunista, seus ignorantes”! E continuou: “As ideias no texto não são ruins, até são boas, mas há um crime contra a língua portuguesa”. Aí os adversários, que os tinha, vibraram.
O futuro Monsenhor, mestre e amigo de toda a vida, explicou. “Democrático é adjetivo impessoal, cabível a instituições e não a pessoas. Partido democrático, associação democrática, posição democrática, etc. Gente, não. Gente é democrata. E pronunciou bem alto as últimas sílabas,”crata”. “Eu sou democrata”.
Quando eu dirigia a Fundação José Augusto, ele me procurou para uma ajuda na construção de uma piscina olímpica no CDS. Que atenderia à prática de natação para os colégios públicos. Atendi seu pedido, que já havia sido feito por Aluísio Lacerda.
Comentamos sobre esse episódio, e rimos bastante. Ao sair, ele despediu-se assim: “Muito obrigado, senhor democrático”.
Essa ajuda rendeu um processo criminal movido contra mim pelo Ministério Público. Um dos muitos em que fui absolvido. Baixe o pano.
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Porém, entretanto, mas porém, (né Zé Limeira?), sabemos lá no Sertão profundo que angu dos bons tem de ter caroço. Isto é, alguma mistura consistente que dê sustança ao alimento. Pose ser um ovo cozido ou um chambão de boi.











Mesmo que os marxistas detestem o revisionismo, não foi outra coisa o que Marx fez com Hegel. Desvestindo a dialética do idealismo para dar-lhe compleição materialista. Aliás, nesse aspecto, Engels foi mais profundo do que Marx.






















