O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu aos 95 anos nesta terça-feira (22), em sua residência, no Rio de Janeiro-RJ. Estava com pneumonia. Durante mais de seis décadas de atuação no jornalismo, Zuenir construiu uma obra marcada pela cobertura de episódios políticos e temas sociais relevantes do país.
Zuenir deixa a mulher, Mary Ventura, e os dois filhos, o jornalista Mauro Ventura e a editora Elisa Ventura.
A nora de Zuenir, Ana Roditi, disse que o jornalista morreu dormindo, sem dor e sem sofrimento. “O corpo estava muito fraco, mas ela ainda reconhecia a família e os amigos próximos. Conversava e fazia comentários divertidos sobre o próprio envelhecimento”.
Imortal da Academia Brasileira de Letras, ele era o sétimo ocupante da Cadeira n.º 32, sendo eleito no dia 30 de outubro de 2014, na sucessão do Acadêmico Ariano Suassuna.
Natural de Além Paraíba, interior de Minas Gerais, Zuenir Ventura foi pintor de parede, office-boy, jogador de basquete, arquivista, professor universitário e jornalista. Teve como professores grandes literatos, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli.
A proximidade com alguns de seus mestres abriu portas para o início da carreira. Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo, convidou-o para dar aulas de português, enquanto Hélcio Martins o indicou para um emprego no arquivo da “Tribuna da Imprensa”, onde começou a dar os primeiros passos na profissão.
Seu corpo será velado amanhã na Academia Brasileira de Letras e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista”, comunicou em nota a Academia Brasileira de Letras (ABL).
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Nota do BCS – Mais um mestre que diz adeus. Siga em paz. Saudações tricolores, Zuenir!
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