terça-feira - 18/04/2017 - 07:22h
Santana do Matos

MP investiga desvio de recursos em contratos com prefeitura

A Promotoria de Justiça da Comarca de Santana do Matos e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Polícia Militar, deflagraram, na manhã desta terça-feira (18), a Operação Recovery, que investiga o desvio de recursos públicos na execução de contrato de recuperação de automóveis e fornecimento de peças automotivas, mantido, entre o período de dezembro de 2013 a dezembro de 2016, com a empresa J VIEIRA DE MEDEIROS FILHO – EPP, sediada em Caicó.

Participam da operação 25 Policiais Militares e nove Promotores de Justiça, que cumprem oito mandados de busca e apreensão e quatro mandados de condução coercitiva, nos municípios de Santana do Matos, Caicó, São José do Seridó e Parnamirim.

A investigação teve início com o compartilhamento de provas da Operação Infarto, que descortinou uma organização criminosa formada por diversos servidores públicos municipais, os quais, associado com o empresário Antônio Tavares Neto e suas empresas ANTÔNIO TAVARES NETO ME e CONCEITO RENT A CAR, desviaram cerca de R$ 2 milhões do município de Santana do Matos, mediante fraudes na contratação de tais locadoras de veículos e na execução dos contratos.

Foi comprovado o recebimento de valores provenientes da empresa J VIEIRA DE MEDEIROS FILHO – EPP por servidores públicos da prefeitura à época.

Até o momento já foram identificadas como beneficiários do esquema no âmbito da Prefeitura de Santana do Matos: Hosana Batista da Cunha Araújo (ex-Secretária Municipal de Administração), por meio de seu irmão Etelvino Batista da cunha Júnior e de sua amiga e ASD do município, Francisca Floripe de Macedo; Luelker Martins de Oliveira, ex-Coordenador Municipal de Transportes; Wescley Silva Martins, ex-Controlador Geral do Município e ex-pregoeiro; Wilka Sibele de Sousa, ex-subcoordenadora de Protocolo e Expediente da Prefeitura. Também foi demonstrado o recebimento de recursos oriundos da referida pessoa jurídica pela ex-Prefeita Lardjane Ciríaco de Araújo Macedo.

Além disso, diversos serviços de conserto de automóveis pagos pela Prefeitura de Santana do Matos não foram prestados, tendo a empresa J VIEIRA DE MEDEIROS FILHO – EPP emitido notas fiscais ideologicamente falsas, atestando fornecimento de peças e realização de reparos que não ocorreram.

Por exemplo, em apenas 27 dias, no final do mandato da ex-Prefeita Lardjane Macedo, inúmeros pagamentos ocorreram em favor da empresa citada, por supostas revisões de automóveis, sendo que os veículos, conforme depoimentos, encontram-se em péssimo estado mecânico, sem que, ao menos, tenha se procedido à troca de óleo.

Entre dezembro de 2013 até dezembro 2016, Santana do Matos efetuou pagamentos em prol da citada empresa no montante de R$ 186.227,16, estando evidente a materialidade e fortes indícios de autoria de crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção ativa e corrupção passiva, com provável desvio do total dos valores pagos.

Com informações do MPRN.

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quarta-feira - 07/12/2016 - 08:12h
Operação Démodé

MPRN apura desvio de recursos em São José de Campestre

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da Promotoria de Justiça de São José do Campestre e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Polícia Militar, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), a Operação Démodé.

É destinada a apurar um esquema de desvio de recursos públicos instalado na Prefeitura Municipal de São José de Campestre, no período de 2010 a 2012, através da contratação da empresa NK Construções para execução de obras no referido Município.

Segundo apurado, a empresa NK Construções, gerida por José Josenildo da Silva e Erivalda Maria da Silva, funciona no próprio endereço residencial deles e, apesar de ter vencido quase todas as licitações, durante o referido período, para execução de obras em São José do Campestre, não tinha registro de empregados contratados até julho de 2012, tendo registrado apenas seis empregados no mês de dezembro desse mesmo ano.

Ademais, no curso da investigação, foram requisitadas ao então prefeito, José Borges Segundo, as cópias integrais de todos os processos de contratação da referida empresa, durante o mencionado período, todavia, tal documentação nunca fora apresentada.

Com informações do MPRN.

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quinta-feira - 01/12/2016 - 09:34h
Operação Didática

Justiça afasta prefeita e determina busca e apreensão

O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria da República de Mossoró, e o Ministério Público Estadual (MPRN), por meio da Promotoria de Justiça da Comarca de Baraúna/RN, com apoio do GARPP (Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público) e do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagraram, na manhã desta quinta-feira (1), a “Operação Didática”, voltada à apuração de atos de improbidade administrativa perpetrados no âmbito da Prefeitura de Baraúna.

Luciana é mulher do ex-prefeito Gilson Oliveira, que responde a vários processos (Foto: arquivo)

Na seara federal foi instaurado Inquérito Civil voltado à apuração de irregularidades na gestão de recursos públicos federais repassados ao Município de Baraúna, no exercício 2014, referentes ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e ao Programa de apoio à Manutenção da Educação Infantil (MDS).

Já na esfera estadual, a investigação abrange a decretação de estado de emergência forjado por parte da Prefeitura de Baraúna, utilizado como fundamento para dar ares de regularidade a dispensas de licitação indevidas, bem como o pagamento indevido de serviços de licenciamento de uso e direito de software, os quais não restaram devidamente executados.

Afastamento

Os procedimentos investigatórios deram origem a Ações Civis de Improbidade Administrativa, uma em trâmite perante a 8ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte e duas perante a Vara Única da Comarca de Baraúna/RN. Ambos os Juízos decretaram o afastamento provisório da Prefeita Antônia Luciana da Costa Oliveira (PMDB), tendo o referido juízo estadual autorizado ainda à realização de busca e apreensão nas dependências da Prefeitura Municipal de Baraúna.

Policiais na frente da Prefeitura hoje pela manhã (Foto: cedida)

Foi decretada, por ambos os juízes (Federal e Estadual), a indisponibilidade de bens dos réus, no valor total de R$ 3.121.141,25, sendo R$ 2.756.093,15 bloqueados pelo juiz Federal e R$ 365.048,10 pelo juiz de Comarca de Baraúna.

A Justiça Federal determinou, ainda: a proibição de ingresso e aproximação das dependências da Prefeitura de Baraúna/RN, bem como de contato com integrantes da administração municipal, em relação aos réus pessoas físicas; a proibição de novos empenhos e pagamentos por parte do Município de Baraúna em favor das empresas demandadas.

Polícia e marido

Os mandados de afastamento da prefeita e de busca e apreensão estão sendo cumpridos por Oficiais de Justiça – Federal e Estadual – e por membros do Ministério Público Estadual e servidores, com apoio da Polícia Militar.

Luciana é mulher do ex-prefeito Gilson Oliveira, o “Gilson Professor”, que convive com diversas demandas judiciais e condenações. É velho conhecido dos tribunais.

O vice-prefeito é Édson Barbosa (PV).

Depois traremos mais detalhes sobre o caso. Aguarde.

Veja postagem sobre o assunto que Blog já fizera hoje clicando AQUI.

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quarta-feira - 30/11/2016 - 09:00h
Busca e Apreensão

MP apura licitações suspeitas em Apodi, Felipe Guerra e CE

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da 2ª Promotoria de Justiça de Apodi, do GARPP (Grupo de Atuação Regional do Defesa do Patrimônio Público) e do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), com apoio da Polícia Militar e do Gaeco do Ministério Público do Ceará (MPCE), deu cumprimento a sete mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (30) em duas cidades do RN e uma do Ceará.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de Felipe Guerra e Apodi, no Rio Grande do Norte, e Fortaleza, no Ceará.

Além disso, foi realizada a inspeção in loco do serviço de limpeza pública na cidade de Felipe Guerra no âmbito de investigação que apura possíveis fraudes em licitação e na contratação da limpeza urbana naquele município do Oeste potiguar.

Participaram da operação sete Promotores de Justiça e 20 policiais para cumprimento aos mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz da Comarca de Apodi.

As investigações prosseguem e continuam em caráter sigiloso.

Com informações do MPRN.

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terça-feira - 13/09/2016 - 12:06h
Operação Mal Secreto

Prefeito é preso em operação do MP com apoio da PM

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da Procuradoria-Geral de Justiça, da Promotoria de Justiça de Santo Antônio/RN e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Polícia Militar, deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a Operação Mal Secreto.

Fabiano: corrupção (Foto: reprodução da InterTV Cabugi)

Destina-se a desarticular um esquema de desvio e subtração de recursos públicos instalado na Prefeitura Municipal de Serrinha/RN, chefiado pelo prefeito Fabiano Henrique de Sousa Teixeira (PMDB), cuja prisão foi decretada por ordem do desembargador Cornélio Alves, do Tribunal de Justiça do RN.

Além do prefeito, foram decretadas as prisões preventivas de Ewerton Luiz dos Santos Sobrinho, José Olímpio Paiva Arruda, Gilvan Alves de Lima e Silvio Leônidas Batista de Moura, por ordem do Juiz em exercício na Comarca de Santo Antônio, Rafael Barros Tomaz do Nascimento, com fundamento na garantia da ordem pública e conveniência da instrução criminal.

No curso das investigações, apurou-se que o prefeito de Serrinha simulou a contratação de diversas empresas, mediante montagem de inúmeros procedimentos de dispensa de licitação, com a finalidade de legitimar o desvio de recursos públicos dos cofres municipais. Estão sendo investigados os crimes de peculato, falsificação de documento público, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros.

Pagamentos investigados

Já estão documentados desvios da ordem de mais de R$ 2 milhões, podendo esse valor aumentar, uma vez que os contratos e pagamentos investigados somam o montante de R$ 9.582.491,97.

As microfilmagens dos cheques e informações obtidas junto à instituição financeira (Banco do Brasil) indicam que os cheques originais foram emitidos nominalmente a pessoas estranhas à suposta relação contratual, incluindo servidores da prefeitura, parentes e pessoas físicas e jurídicas ligadas ao prefeito, enquanto as cópias eram preenchidas e inseridas nos processos de pagamento como se os cheques tivessem por beneficiárias as empresas supostamente contratadas.

O esquema montado dentro da Prefeitura de Serrinha, sob o comando do prefeito, para o desvio de recursos públicos, tinha a finalidade de pagar despesas pessoais do chefe do Executivo municipal, incluindo gastos de campanha e dívidas com agiotas, o que era instrumentalizado através do fornecimento de notas fiscais “frias”.

Participam da operação 19 Promotores de Justiça e, aproximadamente, 70 policiais Militares, para cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão e 5 mandados de prisão, expedidos pelo Tribunal de Justiça e pelo Juízo da Comarca de Santo Antônio.

Com informações do MPRN.

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quinta-feira - 11/08/2016 - 14:54h
Diz Ministério Público

Policiais aplicavam “justiça” executando quem desejavam

Do G1 RN

“Um grupo de extermínio composto por policiais militares que cometiam crimes de homicídio sob a alegação de ‘aplicar a justiça’”. É assim que o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio Grande do Norte, define a atuação de seis policiais militares e um motorista acusados de, pelo menos, 14 assassinatos em Mossoró e outras cidades do Oeste potiguar.

Os promotores já ofereceram denúncias relativas a sete assassinatos. A defesa dos PMs diz que ainda não tem total conhecimento das acusações sobre eles.

O G1 teve acesso a essas denúncias. Os documentos se baseiam na investigação da Força Nacional que culminou com a deflagração da Operação Intocáveis, em 22 de junho passado. De acordo com as denúncias do Gaeco, o grupo justificava os crimes como “legítima defesa” e “no cumprimento do dever legal”.

As denúncias, relativas a sete assassinatos e uma tentativa de homicídio, são assinadas por cinco promotores públicos e foram remetidas a um colegiado de juízes formado na 1ª Vara Criminal da Zona Sul de Natal. Como os juízes receberam essas denúncias, os seis PMs e o motorista, que cumprem prisões preventivas, já são réus nos processos. “Essa foi apenas a primeira remessa de denúncias. Outras estão sendo concluídas e serão entregues no tempo legal”, diz o Gaeco.

"Operação Intocáveis" foi desencadeada em junho deste ano em Mossoró (Foto: Hermes Castro/Mossoró Hoje)

O advogado Gilmar Fernandes de Queiroz, que defende os policiais militares e o motorista presos, diz que ainda não tem total conhecimento das acusações. “Como somente nesta quarta-feira (10) é que fui legalmente constituído como advogado deles, ainda não tenho total conhecimento das acusações. Conversei com todos no dia da operação. O que sei é que há alguns homicídios sendo atribuídos a eles e que, pelo o que eles me disseram, esses casos têm relação a ações policiais”, disse.

O comandante-geral da Polícia Militar, informou que há a possibilidade de os policiais serem expulsos da corporação. “Se for provado que eles agiram fora da lei e forem condenados por isso, há sim a possibilidade de serem expulsos. Temos que aguardar a decisão judicial”, falou.

‘Vítima friamente executada’

O primeiro caso denunciado pelo Gaeco é relativo à morte de Rafael Faustino de Sá. O crime foi cometido por volta das 17h de 26 de janeiro de 2013, na rua Maria Segunda da Trindade, emMossoró. Os policiais militares Renixon Felício da Silva, Allan George de Menezes e Franciné Nogueira da Silva respondem por esse homicídio.

Em depoimento à Polícia Civil no dia do crime, o cabo Renixon admitiu que fazia um patrulhamento no bairro Planalto da Liberdade quando foram abordados por populares. Essas pessoas informaram que “ali próximo, em uma residência, estava ocorrendo uma bebedeira o qual estava presente a pessoa de ‘Rafael Preto’, o qual é assaltante e homicida, inclusive foragida do Ceduc [Centro Educacional para Adolescentes Infratores]”. O policial disse que ele e os policiais Allan Menezes e Franciné Nogueira foram recebidos à bala. “Em virtude das circunstâncias, a sua pessoa e demais membros de sua equipe revidaram à agressão e adentraram na residência, ocasião em que ‘Rafael Preto’ fora atingido”, diz trecho das declarações do PM. Ele ainda falou que foi apreendido um revólver calibre 30 em poder da vítima.

No dia de janeiro de 2014, em nova declaração à Polícia Civil, o cabo Renixon ratificou o que já havia dito. Ele falou que “não sabe efetivamente se acertou a vítima, no entanto, tanto o declarante [ele], quanto os seus companheiros efetuaram disparos”. Para o Gaeco, ao afirmarem que teriam revidado a disparos de arma de fogo, os três policiais alegam de se tratar de uma “situação excludente de ilicitude”.

A arma entregue pelos PMs à Polícia Civil e que teria sido apreendida com Rafael Preto foi periciada. O Laudo de Exame em Arma de Fogo obteve “resultado negativo para possíveis resíduos dos produtos da combustão da pólvora sem fumaça no interior do cano e da câmara da arma de fogo, indicando a inexistência de disparo”.

Para o Gaeco, esse laudo e depoimentos de testemunhas que estavam presentes no momento do crime “permite concluir que a vítima foi friamente executada pelos policiais denunciados”. Testemunhas disseram à Força Nacional que no momento da abordagem, Rafael estava desarmado.

‘Vítima retirada do carro, despida e atingida por três disparos’

A segunda execução denunciada pelo Gaego é a de João Carlos Andrade de Lima, ocorrida por volta das 21h de 18 de julho de 2015. Segundo os promotores, João Carlos estava em frente a um comércio no bairro Aeroporto 2, em Mossoró, quando foi surpreendido com a chegada de uma caminhonete branca com quatro homens armados. Na denúncia, o MP diz que “a vítima foi levada pelos quatro homens no referido veículo até uma estrada carroçável localizada no Sítio Santana, zona rural de Mossoró, local onde foi retirada do carro, despida e em seguida atingida por três disparos de arma de fogo calibre 12”.

Para os promotores, baseando-se em investigação policial, os PMs Alex José de Oliveira e Edimar Gomes da Silva, e outros dois homens ainda não identificados foram os autores do crime.

Ao chegarem ao local onde João Carlos estava, segundo relato de testemunhas à polícia, Alex José e Edimar Gomes “desceram do veículo, com armas longas em punho, e se dirigiram até a vítima”. De acordo com a denúncia, o PM Alex José “passou a agredir a vítima fisicamente, tendo, logo em seguida, acompanhado de Edimar Gomes, a colocado no banco de trás da caminhonete branca e partido do local, com os outros dois homens ainda não identificados”. Para o Gaego, “a vítima ficou impossibilitada de se defender, visto que foi sequestrada por quatro homens fortemente armados”.

A motivação para o crime, pelo o que foi apurado pelo MP, seria o fato de a vítima “ser usuária de droga, envolvida com a prática de delitos, e ainda por ter agredido, no mesmo dia, um idoso, pai de um policial militar”.

Na denúncia, os promotores ressaltam ainda que Alex José e Edimar Gomes, mesmo usando capuzes no dia da morte de João Carlos, “foram identificados em razão de seus olhos, sobrancelhas, compleições físicas e vozes”. Esse reconhecimento físico foi feito por três testemunhas.

‘Surpreenderam as vítimas enquanto dormiam’

Carlos Daniel Ferreira Bezerra e Francisco Fábio Bezerra de Souza foram mortos com tiros na cabeça na madrugada de 29 de novembro de 2015. Os dois, segundo as investigações da Força Nacional, estavam dormindo em um barracão na rua Flávio Jerônimo, no Alto da Pelonha, quando foram surpreendidos pelos policiais militares Edimar Gomes da Silva, Renixon Felício da Silva e Paulo Cézar da Silva. O duplo assassinato foi cometido por volta das 3h30.

Operação Intocáveis teve ação com maciça cobertura policial no dia 22 de junho (Foto: O Câmera)

Segundo Laudos de Exame Necroscópicos, Carlos Daniel foi morto com um tiro na testa. Francisco Fábio foi atingido por um tiro na nuca. Os dois tinham histórico de roubos e furtos em Mossoró.

Segundo relato de testemunhas à polícia, Carlos Daniel havia sido “jurado” pelo policial militar Edimar Gomes pelo fato de ter furtado passarinhos do pai do PM. Francisco Fábio já havia sofrido uma tentativa de homicídio em 2014. Segundo a denúncia, o autor dessa tentativa foi o PM Paulo Cézar da Silva. O crime foi motivado por um furto de uma motocicleta.

De acordo com os promotores do Gaeco, os três policiais estavam “irresignados e determinados a executar Francisco Fábio e Carlos Daniel”. Tanto que passaram a monitorar a rotina das vítimas. No dia do crime, ao confirmarem onde os dois estavam, os policiais militares “aproximaram-se do barracão onde estavam as vítimas em um veículo tipo picape, tentaram entrar pela porta da frente, mas estava trancada com cadeado”. E continua trecho da denúncia: “Assim, adentraram o barracão pela porta dos fundos e surpreenderam as vítimas enquanto dormiam. Ato contínuo, as alvejaram com disparos de arma de fogo na cabeça e empreenderam fuga para local ignorado”.

‘Ninguém viu nada!’

O quarto caso denunciado pelo Gaeco à Justiça diz respeito à morte de Leonardo Moreira de Oliveira, ocorrida dentro de um depósito de gelo na rua Dez de Dezembro, no bairro de Alto de São Manoel, também em Mossoró. O crime foi cometido por volta das 17h30 do dia 17 de dezembro de 2015. Segundo os promotores públicos, os PMs Renixon Felício de Moura, Allan George de Menezes e Franciné Nogueira da Silva Júnior foram os autores do assasinato.

Segundo inquérito policial, Leonardo Moreira havia roubado uma motocicleta momentos antes de ser morto. “Ao perceber que se aproximava uma viatura da Polícia Militar, [Leonardo] começou a correr no sentido de sair da Favela da Vagem, quando passou a ser perseguido pelos policiais militares”, diz o documento.

O inquérito relata que os Renixon Felício e Franciné Nogueira desceram do carro e passaram a perseguir Leonardo correndo. Enquanto isso, o Allan George continuou no carro da PM, na mesma direção deles. “A vítima correu até entrar em um depósito de gelo, a fim de se refugiar”.

Na denúncia, os promotores de Justiça dizem que PM Renixon Felício chegou logo após. “Ao também chegar, ele determinou que as outras pessoas que ali estavam presentes se retirassem e efetuou disparos de arma de fogo, que causaram a morte de Leonardo, impossibilitando, assim, qualquer reação de defesa por parte da vítima, que após ser perseguida, estava ali encurralada e desarmada”.

Ainda de acordo com o Gaego, “após os disparos, Renixon saiu do estabelecimento comercial e disse aos que ali se encontraram que ‘ninguém viu nada!’”. Os promotores relatam também que o “policial Allan ainda determinou que ninguém prestasse socorro à vítima”.

Para o Gaego, mesmo a ocorrência tendo sido decorrente de uma perseguição policial por causa de um roubo de motocicleta, Leonardo foi “friamente executado” pelos PMs.

“Tal constatação se deve ao fato de que a vítima estava desarmada, impossibilitada, portanto, de efetuar disparos contra os policiais”. Em depoimento à Polícia Civil, sete testemunhas asseguram que Leonardo não estava armado no momento em que chegou ao depósito de gelo. Mesmo assim, os PMs apresentaram um revólver calibre 38 alegando que a arma havia sido apreendida em poder de Leonardo. Familiares da vítima admitem que ele usava uma arma para cometer assaltos, mas era um revólver calibre 32.

Veja material completo AQUI.

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segunda-feira - 13/06/2016 - 12:21h
TCU

MP apurará pagamento de bolsa família a servidores da AL

Supostos beneficiados que teriam víniculo com Legislativo possuem renda familiar por pessoa superior à exigida e não preenchem requisitos básicos do programa, voltado a famílias de baixa renda no Brasil

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por intermédio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Caop-PP) representou ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o recebimento de verbas do Programa Bolsa Família, por 32 servidores com vínculos com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), que não preenchem os requisitos do programa.

A lista foi elaborada a partir do cruzamento de dados realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPRN, que culminou na planilha com os servidores da Assembleia Legislativa, que recebem irregularmente recursos do Bolsa Família, sobretudo por possuírem renda per capita familiar superior à exigida.

Cadastramento

Em pesquisa realizada no Portal da Transparência da ALRN e na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), o TCU constatou que, de fato, as pessoas da lista têm ou tiveram vínculo empregatício com a Assembleia e possuíam ou possuem renda mensal por pessoa acima do valor permitido, que é de até R$ 77,00 – ou renda por pessoa entre R$ 77,01 e R$ 154,00, que possuam pelo menos um integrante da família entre 0 e 17 anos de idade.

O TCU determinou que a Secretaria Nacional de Renda e de Cidadania (Senarc) do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), que acompanha e supervisiona o Cadastro Único, proceda à análise da regularidade, ou não, do cadastramento dos beneficiários do programa Bolsa Família relacionados na tabela encaminhada pelo MPRN, informando o resultado no prazo de 60 dias.

Veja AQUI o acórdão do TCU.

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sexta-feira - 13/11/2015 - 09:30h
Escândalos

MP denuncia prefeito no rastro de ex-prefeito macauense

O Ministério Público do RN (MPRN) já apresentou duas denúncias contra o prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento (PMDB), de Macau. Foram protocoladas no Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Flávio e Pinto: conexão e desentendimento (Foto: web)

Imputa-lhe a prática dos crimes de peculato, falsidade ideológica, falsidade de documento público, uso de documento falso, falso testemunho e coação de testemunha.

Às 10h de hoje, em sua sede em Natal, vai detalhar a “Operação Maresia” deflagrada hoje no município, com mais de dez mandados de busca e apreensão, além do afastamento do próprio prefeito.

Empresas

Além do prefeito, são investigados no caso as empresas TCL Limpeza Urbana Ltda, MAC Construções e Serviços Ltda, RCON Construções e Serviços de Locações Ltda e R. Betino de Freitas ME.

O mandados de busca e apreensão alcançam endereços em Macau, mas também em Parnamirim, Parelhas e Natal.

Estão envolvidos na Operação Maresia o MPRN por meio da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP) e do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Caop-PP), com apoio da Polícia Militar.

Ex-prefeito

No dia 23 de março deste ano, quem foi preso na “Operação Máscara Negra” foi o ex-prefeito macauense Flávio Veras (PMDB), mentor político de Kerginaldo. Criador e criatura, mas que andaram se desentendendo.

Em fevereiro deste ano, o ex-prefeito e outras nove pessoas foram denunciadas pelo MP suspeitos de desviarem mais de R$ 1,2 milhão no carnaval de 2011 em contratações de bandas.

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sexta-feira - 13/11/2015 - 07:28h
Operação Maresias

Macau acorda com prefeito afastado, buscas e apreensões

Macau amanheceu sob convulsão.

“Operação Maresias” do Ministério Público do RN (MPRN) deixa muita gente por lá em polvorosa.

Notícia de busca e apreensões em vários endereços e afastamento do prefeito Kerginaldo Pinto (PMDB).

Procuradoria Geral de Justiça e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Militar, atuam no caso.

A investigação trata de supostas irregularidades na contratação de empresas que servem à Prefeitura municipal.

Em contato com uma fonte credenciada em Natal, o Blog foi informado que o caso pode virar metástase, chegando a outras prefeituras.

Então, tá.

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segunda-feira - 28/09/2015 - 08:10h
Operação Candeeiro

Desvio no Idema pode ser bem maior do que o divulgado

Pode ser bem mais do que os cerca de R$ 19,3 milhões levantados, inicialmente, o desvio de recursos financeiros do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (IDEMA). Aprofundamento de investigações revela que a rapinagem que veio à tona com a “Operação Candeeiro” (veja AQUI) – no dia 2 deste mês – deve ter mais capilaridade e volume.

Gutson continua preso (Foto: reprodução da web)

Uma fonte credenciada, em conversa com o Blog, estima que o levantamento patrimonial ilícito deverá ser elevado em mais alguns milhões. Até aqui, aparecem sobretudo imóveis de luxo que estão espalhados por Natal e Grande Natal, Mossoró, mas também Tibau. Não se descarta outro leque de bens no Ceará.

Loja com dezenas de veículos automotivos, academia de ginástica, equipadora de carros etc., também entram nas aquisições com o dinheiro desviado.

“Valor poderá sem bem maior”, reitera a fonte ouvida por esta página.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) tem muito trabalho pela frente, pois sabe que a principal dificuldade nesses casos, é a destreza dos quadrilheiros para a transformação de dinheiro sujo em ‘dinheiro limpo’. A partir daí, toda a busca fica bem mais difícil.

Segundo apurado até o presente momento, os valores desviados dos cofres do Idema em favor de certas empresas – com as quais o próprio órgão atualmente não reconhece qualquer espécie de contratação – contabilizam o montante de R$ 19.321.726,13, mais da metade advindos de conta oculta, aberta em março de 2013.

O principal implicado é Gutson Johnson Giovany Reinaldo Bezerra, filho da ex-procuradora-geral da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês Reinaldo, investigada na operação Dama de Espadas (veja AQUI).

Prisão

Gutson continua preso. Tentou habeas corpus, mas não obteve aquiescência do Judiciário. O Gaeco entende que é imprescindível que continue assim, para não atrapalhar as investigações.

Sua mãe, não. Foi presa, mas obteve habeas corpus (veja AQUI).

A princípio, o Ministério Público do RN, através da  Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Natal e o Gaeco não vê conexão criminosa entre mãe e filho e entre os dois escândalos.

A princípio.

Entretanto nada pode ser descartado nesse labirinto que envolve cifras estelares, ostentação patrimonial e vícios incrustados no serviço público.

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quarta-feira - 29/07/2015 - 21:54h
Operação Negociata

Ministério Público detalha fraudes em Prefeitura

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), através da Procuradoria-Geral de Justiça, da Promotoria de Justiça da Comarca de Umarizal, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e do Grupo de Atuação Regional de Defesa do Patrimônio Público (GARPP), com apoio da Polícia Civil, deflagrou na manhã de hoje (29), a Operação Negociata, que desarticulou associação de pessoas formada para fraudar e desviar dinheiro através de convênio celebrado entre a Prefeitura de Umarizal e o Banco Gerador S.A, objetivando a concessão de empréstimos consignados a servidores.

Dos mandados de prisão preventiva, cinco foram cumpridos, com as prisões do ex-prefeito de Umarizal José Rogério de Souza Fonseca, Marinaldo Amâncio da Silva Júnior, correspondente do Banco Gerador S.A., o servidor do município Francisco Edvan de Oliveira, que atestava os consignados, Bruno Ewerton Bezerra Leal e Abmael Thiago Bezerra de Melo que captavam interessados nos  empréstimos e financiamentos.

No final da manhã, uma entrevista coletiva à imprensa, com ajuda da tecnologia de videoconferência, em Natal, e na sede do MPRN em Martins, disponibilizou detalhes da investigação. O Procurador-Geral de Justiça, Rinaldo Reis Lima, e o Chefe de Gabinete da PGJ, Promotor de Justiça Alexandre Frazão, em Natal, e os Promotores de Justiça Patrícia Antunes, Coordenadora do Gaeco, Eduardo Cavalcanti, do GARPP, Augusto Rocha, do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Público (Caop-PP), Rafael Silva, Promotor de Justiça de Caraúbas, Liv Ferreira, Promotora de Justiça de Umarizal, Vinícius Leão, Promotor Assessor do PGJ e o Delegado Clayton Pinho, da Diretoria de Polícia do Interior (DPCIN) participaram da coletiva à imprensa.

Rinaldo Reis deu detalhes da operação que contou com a participação de 17 Promotores de Justiça,  70 policiais civis, entre eles 14 Delegados, no cumprimento dos mandados de afastamento da função pública (1), de busca e apreensão (15), prisão preventiva (6) e conduções coercitivas (3).

Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça e pelo Juízo da Comarca de Umarizal, e foram cumpridos nas cidades de Umarizal, Martins, Natal e Parnamirim.

Veja detalhes AQUI.

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quarta-feira - 29/07/2015 - 10:08h
Hoje

Operação do MP apura fraudes em Prefeitura de Umarizal

Prefeito Carlindson Onofre, o "Mano" é afastado sob acusação de desvios em empréstimos consignados

Do portal G1 RN

O prefeito de Umarizal, Carlindson Onofre Pereira de Melo (DEM), mais conhecido como “Mano”, foi afastado do cargo no início da manhã desta quarta-feira (29) durante a “Operação Negociata”. Deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN), a ação apura fraudes e desvio de recursos através de um convênio firmado com o Banco Gerador S.A. O afastamento do prefeito se deu a pedido do procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis.

Carlindson Onofre: afastamento (Foto: Web)

G1 tentou falar com os advogados do prefeito, mas não conseguiu contato.

Além do afastamento do prefeito, 17 promotores de Justiça, delegados e agentes de Polícia Civil deram cumprimento a 15 mandados de apreensão, seis de prisão preventiva e três de condução coercitiva (com o uso da força se necessário) em Umarizal, Martins, Natal e Parnamirim.

Segundo o MP, os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça (TJRN) e pelo Juízo da Comarca de Umarizal. Participam da operação a Procuradoria Geral de Justiça, Promotoria de Umarizal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com apoio da Polícia Civil, atuam na operação nesta quarta-feira.

Esquema

Ainda de acordo com o MP, o chefe do executivo de Umarizal tem envolvimento direto no esquema. Em razão disso, o procurador geral de Justiça, Rinaldo Reis, pediu o afastamento de Carlindson Onofre Pereira de Melo do exercício do mandato. A decisão favorável, no entanto, foi do desembargador Expedido Ferreira, que também determinou pelo cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do prefeito e no gabinete dele na sede da prefeitura.

“No curso da investigação, restou evidenciada a existência de um esquema de desvio de dinheiro através do Termo de Convênio celebrado entre a Prefeitura Municipal de Umarizal e o Banco Gerador S.A. para a concessão de empréstimos consignados e financiamentos aos servidores ativos e inativos daquela edilidade, pelo qual foram firmados 109 empréstimos dessa natureza na Prefeitura de Umarizal, sendo liberado nas contas dos interessados o valor total de R$ 1.571.792,33, o que gerou um saldo devedor aproximado de R$ 2.043.625,34 atualizado até o ano de 2014”, afirmou o Ministério Público.

Entretanto, ainda segundo as investigações, dos 109 beneficiários dos empréstimos, 98 sequer fazem parte do quadro de servidores públicos do Município de Umarizal. “Tais empréstimos tiveram início no ano de 2010, na gestão do ex-prefeito e um dos investigados, e prosseguiu, até meados do ano de 2013. Portanto, no início da gestão do atual prefeito”, acrescentou.

O MP afirma também que os investigados, “de forma organizada e com divisão de tarefas, fraudavam contracheques e, após o depósito do dinheiro nas contas dos beneficiários por parte do banco, sacavam e transferiam o montante em benefício do grupo criminoso e para financiar a campanha eleitoral do candidato vencedor das eleições locais de 2012”.

Nota do Blog – MP fará esclarecimentos sobre a operação ainda hoje.

O vice prefeito é Francisco Marcos Barbosa Fernandes (PSD) e não está claro nas primeiras informações se ele assume interinamente a municipalidade ou é atingindo, também, pela decisão. Notícia ainda muito pobre de dados consistentes.

Na própria matéria, é omitido o nome do ex-prefeito de Umarizal. Fala na “gestão do ex-prefeito” (…) e não cita quem seria esse ex-prefeito, que teria começado a operação delituosa.

Provavelmente, pelo ano citado, trata-se do ex-prefeito Rogério Fonseca (PSB).

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quinta-feira - 20/11/2014 - 06:31h
"Operação Vulcano"

Investigação sobre suposto cartel terá várias ações

A partir de decisão interlocutória do juiz titular da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes, Ministério Público (MPRN) e Polícia Federal (PF) desencadearam no dia 30 de maio de 2012 a denominada “Operação Vulcano” em Mossoró. Visou alcançar participantes de um suposto cartel na venda de combustíveis automotivos.

Os desdobramentos da Vulcano no campo processual vêm aí.

Pelo menos quatro ações civis públicas e três criminais deverão ser protocolizadas até o segundo semestre do próximo ano, como resultado de apurações de um espaço temporal da ordem de 12 anos.

Entre os denunciados, paulatinamente, deverão aparecer políticos e diversos empresários. Ninguém estranhe se um ex-secretário municipal e até mesmo uma ex-prefeita figurem entre os denunciados ao longo dos próximos meses.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Rio Grande do Norte, organismo do Ministério Público, é responsável direto pelas investigações ao longo desses anos e pelas denúncias que vão se suceder.

Veja AQUI a matéria sob título “Operação Vulcano” gera 8 prisões e 20 mandados de busca e apreensão, datada do dia 30 de maio de 2012, que explica bem como começou esse enredo.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Apache, Cherokee, Chyenne, Comanche ou Navajo.

 

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segunda-feira - 19/11/2012 - 10:21h
Assu

Ministério Público reforça denúncias contra vereador

Nesta segunda-feira (19) promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate à Corrupção (GAECO) irão até a cidade de Assu entregar provas e petições relativas a crimes que foram imputados ao ex-presidente da Câmara de Vereadores, Odelmo de Moura Rodrigues.

Segundo a ótica do Ministério Público Rio Grande do Norte, além de ilícitos penais, os delitos praticados, pelo referido vereador, também constituem infrações político-administrativas, que podem resultar na cassação do mandato pela Câmara Municipal.

As provas que serão entregues consistem, entre outros, em: documentos apreendidos; depoimentos de testemunhas; relatórios de interceptações telefônicas; cópias de processos administrativos e das ações criminais oferecidas contra o vereador.

Todas as provas são focadas em três fatos praticados pelo vereador que violam a Lei Orgânica do Município de Assu, as leis penais do Brasil e a Constituição Federal, fatos esses paralelos aos crimes de homicídios pelos quais ele responde, quais sejam:

Denúncias

a) Odelmo de Moura Rodrigues era proprietário oculto de duas empresas (Biena e CF de Farias), que mantinham robustos contratos com o município de Assu, o que viola frontalmente as proibições de membros do poder legislativo contratar com o poder público após a diplomação;

b) Odelmo de Moura Rodrigues, enquanto Presidente da Câmara de Vereadores, contratou, sem licitação ou qualquer outro procedimento, a CF de Farias – de sua propriedade – para realizar as obras de reforma da Câmara Municipal, montando posteriormente o processo licitatório quando lhe foi requisitada a cópia de tal processo pelo Ministério Público Estadual;

c) Odelmo de Moura Rodrigues, enquanto Presidente da Câmara de Assu, disponibilizou e pagou linhas telefônicas móveis para uso privado de uma filha sua e de sua e
O compartilhamento dessas provas que será feito pelo Ministério Público Estadual foi deferido pelo Poder Judiciário.

Todos os documentos que serão entregues foram obtidos no âmbito das investigações que resultaram nas operações “Mal Assombro” e “Carrancas do Rio do Meio”, bem como nas demais diligências que continuam sendo realizadas para a elucidação dos crimes supostos de terem sido praticados pelo ex-presidente da Câmara Municipal de Assu.

No ofício de encaminhamento da documentação para análise dos vereadores de Assu, assinado por Promotores de Justiça do GAECO e pelo próprio Procurador-Geral de Justiça, pede-se a abertura de processo para cassação do mandato de Odelmo de Moura Rodrigues por condutas que violam o decoro parlamentar e vedações legais e constitucionais ao exercício de vereador.

Com informações do MPRN

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terça-feira - 11/09/2012 - 22:39h
Operação Cangueiro

Diretor do Detran é internado e ganha prisão domiciliar

Jáder Luiz Henrique da Costa, 73, – diretor do Detran em Mossoró, foi internado ao final da tarde de hoje no Hospital Wilson Rosado. No início da noite, a justiça lhe concedeu direito à conversão da prisão temporária em domiciliar.

Ele passou mal ao ser colocado numa cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Abolição II, como um dos presos da “Operação Cangueiro”, desencadeada pelo Ministério Público, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).

Jáder foi um dos presos hoje em Mossoró e outros municípios, por suposto envolvimento em esquema de fraude no processo de emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH’s) em Mossoró.

Nota do Blog – Conheço Jáder há mais de 30 anos. Tenho expectativa de que possa esclarecer, em juízo, as acusações que desabam sobre si.

Particularmente, mesmo sem ter acesso às minudências do trabalho desses órgãos sérios que investigam o caso na Operação Cangueiro, não alimento crença de que ela possa ter auferido lucro pecuniário ou outra vantagem pessoal sob corrupção.

Se pecou, penso, foi por boa-fé e nunca a má-fé deliberada e de bando.

Quem o conhece – e à sua família – sabe de sua vida pacata, simples, sem qualquer tipo de ostentação ou riqueza.

Jáder tem ainda, um predicado raro nesta terra de tantos ódios e leviandades: nunca permitiu que duas paixões suas – futebol e política – fossem capazes de fomentar a desavença e dissipar amizades.

Torço por ti, meu caro.

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