terça-feira - 08/11/2022 - 08:32h
Mossoró

Governo do RN tem novo prazo para Hospital da Mulher funcionar

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, localizado na cidade de Mossoró, será a maior unidade da rede estadual de saúde e irá mudar a realidade da assistência à saúde da mulher e materno-infantil no Rio Grande do Norte. Essa é a promessa da governadora Fátima Bezerra (PT), sobre obra viabilizada com recursos do Governo do RN, por meio do Projeto Governo Cidadão, garantidos através de empréstimo com o Banco Mundial.

Prédio e equipamentos sõ devem estar em pleno funcionamento na metade de 2023 (Foto: Elisa Elsie)

Prédio e equipamentos sõ devem estar em pleno funcionamento na metade de 2023 (Foto: Elisa Elsie)

Governadora e missão do Banco Mundial fizeram visita técnica (Foto: Elisa Elsie)

Governadora e missão do Banco Mundial fizeram visita técnica (Foto: Elisa Elsie)

Nessa segunda-feira (7), a unidade recebeu nova visita técnica da equipe do Governo do Estado e do Banco Mundial, em sua 2ª Missão realizada em solo potiguar de forma presencial. A Missão do Banco Mundial tem foco na finalização dos investimentos.

“Vai ser referência não só para o Rio Grande do Norte, mas para o Nordeste e para o Brasil. As mulheres merecem”, comenta a governadora em tom de comemoração. “Quando assumimos, infelizmente essa obra estava apenas 13% construída. Até 31 de dezembro entregaremos o Hospital da Mulher a Mossoró e a toda região do entorno, já funcionando com a parte de ambulatório. Até o meio do ano de 2023 teremos seu funcionamento pleno”, complementa a chefe do executivo estadual.

O Hospital da Mulher terá 163 leitos (118 de internação e 45 para outros serviços, como urgências) mais assistência ambulatorial, pronto-socorro, UTI, salas de parto humanizado, banco de leite humano e serviços de suporte às mulheres vítimas de violência. Atenderá a mais de 60 municípios da região, com previsão de 20 mil atendimentos por ano. O valor do investimento é de R$ 134 milhões, incluindo a obra e aquisição de equipamentos.

A promessa de entrega da obra era para o meio deste ano, ficou para dezembro e agora existem novos prazos para seu funcionamento completo.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Precisamos pensar em traumatologia, em atendimento a queimados, governadora. São enormes deficiências que estão em aberto agravando sobremodo a saúde pública. Cirurgias eletivas com grande atraso também causam aflição. O sistema de saúde pública de Mossoró está saturado, com migração de pacientes de dezenas de municípios, inclusive do Ceará.

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quarta-feira - 26/10/2022 - 14:28h
Saúde

Hospital, tudo indica, será entregue em dezembro

Com um custo da ordem de R$ 134 milhões, recursos do Banco Mundial através do programa Governo Cidadão, o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia será entregue mesmo em dezembro deste ano. É o último mês da atual gestão Fátima Bezerra (PT), reeleita dia 2 de outubro último.

Hospital ainda não está pronto (Foto: Rosilene Pereira/Arquivo)

Hospital ainda não está pronto (Foto: Rosilene Pereira/Arquivo)

A previsão preliminar era de que seria inaugurado na metade deste ano, mas não vingou, devido uma série de intercorrências.

Serão mais de 160 leitos focados na atenção materno-infantil, ginecológica e obstétrica de média e alta complexidade.

Mesmo com pesado investimento, também em equipamentos, o hospital não começará funcionando na plenitude.

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terça-feira - 20/09/2022 - 14:26h
Saúde

Destino da Apamim é preocupação com abertura do Hospital da Mulher

O vereador professor Francisco Carlos (Avante), em pronunciamento na sessão ordinária de desta terça-feira (20), da Câmara Municipal de Mossoró, destacou a conclusão das obras do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que em breve deve ser inaugurado pelo Governo do Estado em Mossoró. O vereador questionou qual será o destino da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

A instituição, através do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), atende à demanda que será absorvida pelo Hospital da Mulher. Ele sugeriu que ocorram debates para decidir o destino da unidade.

Números da "parceria" entre Estado e Prefeitura impressionam e revelam pouco caso com saúde (Foto: HMAC)

Apamim impressionam e revelam pouco caso com saúde (Foto: HMAC/Arquivo)

“Então sugiro que façamos debates com os órgãos responsáveis para sugerir outro uso para a unidade. Uma sugestão é direcionar o atendimento do Apamim para outra área. Quem sabe, um hospital municipal”, afirmou Francisco Carlos.

O vereador adiantou que pretende provocar o Ministério Público, a Justiça Federal, que hoje está responsável pela administração do Apamim, e a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Mossoró, para discussão do caso.

“Será uma oportunidade de discutir como modificar ou se há a necessidade de modificar o perfil atendido pelo Complexo do Apamim, para que ele continue funcionando”, concluiu.

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Muito oportuna a posição do vereador. Temos a mesma visão. O complexo Apamim pode ser um Hospital Municipal, ter núcleo de traumas. Não pode é ficar à eternidade sob intervenção (que se alonga demais) para voltar ao que foi no passado. Vamos debater isso logo, urgente.

A Apamim está sob intervenção desde 2014, ou seja, oito anos.

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quarta-feira - 30/03/2022 - 11:34h
Outro 'drible'

Governadora evita conversar com grevistas em Mossoró

Às pressas, Fátima deixa servidores para trás (Foto: reprodução do BCS)

Às pressas, Fátima deixa servidores para trás (Foto: reprodução do BCS)

Em sua estada nessa terça-feira (29), em Mossoró, em visita à obra do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, a governadora Fátima Bezerra (PT) evitou interlocução com manifestantes do Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) e  Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado do Rio Grande do Norte (FUNDASE/RN), que estão em greve.

“Vamos dialogar”, falou um servidor. Às pressas, ela foi se desviando e deixando-os para trás, mas ainda em tempo de avisar que “lá no comitê (institucional) com o governo”, eles buscassem negociação.

Repórteres também se queixaram de igual tratamento, quando fizeram perguntas sobre a própria greve e relação política com Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do RN (veja AQUI).

Pelo visto, a governadora não estava num grande dia.

Nota do Canal BCS – Ficou novamente feio. Bem diferente, por exemplo, com o que testemunhamos da então governadora Wilma de Faria, que em meio a ruidosos protestos ia fisicamente na direção dos manifestantes, com destemor.

Veja vídeo desse episódio clicando AQUI.

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terça-feira - 29/03/2022 - 07:20h
Mossoró

Governadora acompanha Banco Mundial em inspeção a hospital

Maquete do Hospital da Mulher (Reprodução Canal BCS)

Maquete do Hospital da Mulher (Reprodução Canal BCS)

A governadora Fátima Bezerra (PT) estará em Mossoró, nesta terça-feira (29), para acompanhar missão do Banco Mundial em visita às obras do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e lançar projetos na área do desenvolvimento rural e agricultura familiar.

Às 10h30, Fátima Bezerra irá vistoriar a obra de construção do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que já está com 60% de execução e previsão de conclusão para o segundo semestre de 2022. Com investimento total de R$ 134 milhões, recursos do Projeto Governo Cidadão/Banco Mundial, o equipamento será a maior unidade hospitalar do Estado.

Em seguida, no Campus Central da Uern, a governadora faz o lançamento do Projeto Estadual de Produção de Mudas Nativas “Plantando o Futuro”, que tem como objetivo a produção de 200 mil mudas nativas, entre essências florestais e frutíferas, a serem distribuídas para agricultores(as) familiares e prefeituras.

O projeto está sendo realizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), em parceria com a Uern, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), Fundação Guimarães Duque (FGD) e prefeituras municipais.

Na mesma ocasião, haverá o lançamento da série “Vozes do Semiárido”, produzida pelo e pela Uern TV, executada através de convênio firmado com a Sedraf.

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sexta-feira - 25/03/2022 - 09:38h
Quanto pior, melhor

A torcida do contra que adora o Ceará

Além de gente torcendo contra pagamento de reajuste para professores, desejando atraso do funcionalismo municipal (inclusive servidores), temos agora a categoria dos que rosnam para que não cheguem recursos federais a Mossoró. O velho lema da mediocridade em seu exercício pleno: quanto pior, melhor!

Uns, podendo, não enviam emendas orçamentárias para o novo governo (quando deveriam fazê-lo) e outros têm chiliques porque investimentos importantes estão desembarcando, para atendimento a grandes demandas sociais.barco-afundando-quanto-pior-melhor

Essas são pessoas que exaltam, por exemplo, o Ceará, por ter uma cultura de união da classe política, abstraindo suas diferenças, em prol do bem comum. O que é bom pro Ceará, não é bom para Mossoró – pensam essas Cassandras.

Já imaginaram se recursos federais caudalosos não tivessem desembarcado em 2020, ano eleitoral, para atendimento aos estados federados e prefeituras, em plena pandemia? Quantos estariam pelo menos com as portas abertas?

Pensaram o que seria da debilitada segurança pública do RN, se programa do Governo Federal não ensejasse entrega de incontáveis veículos, armamento, equipamentos de proteção individual, treinamento e uso de modernos sistemas integrados de inteligência etc.?

Compreensível, por exemplo, que a obra do novo Hospital da Mulher Parteira Maria Correia seja concluída nos próximos meses, após superar tantas démarches burocráticas. Será em plena campanha estadual por coincidência ou não. Controvérsias à parte, é para estacar o trabalho e só entregá-lo a funcionamento depois das eleições?

Os recursos federais que estão aportando e chegarão a Mossoró são objetos de desvio orçamentário? Serão utilizados em atividades escusas? Os agentes públicos envolvidos estão levando alguma parte de suposta ‘rachadinha’, ‘bola’, ou qualquer termo equivalente?

Algum serviço/construção pública, tangido por político, ocorre sem qualquer interesse político? São dissociados? Em que mundo essas pessoas que falam diferente, mesmo pensando diferente, vivem?

É possível ser adversário sem necessariamente torcer pelo quanto pior, melhor. Ser do contra por ter lado, não significa ser errado ou certo. Porém, a estupidez precisa de rédeas, mesmo que muitos a levem a termo sem limites.

Bolsonaro, Fátima, a Mãe de Pantanha (aquela mesma do nosso folclore), não importa, tragam meios e recursos à melhoria de vida nessa comuna.

Agora saibam: o voto é secreto e de livre arbítrio.

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quarta-feira - 16/03/2022 - 19:24h
A inencontrável

Ação contra Rosalba dorme há quatro meses na ‘gaveta’ da Justiça

Judiciário pode bater mais um recorde de ineficiência, sem localizar ex-governadora e notificá-la

Há exatos quatro meses hiberna como se fosse um rotundo urso polar, em alguma “gaveta virtual” da Secretaria Judiciária potiguar, a Ação Civil de Improbidade Administrativa nº. 0860384-32.2019.8.20.500. E de lá não sai. Foi movida pela 60ª Promotoria de Justiça de Natal em desfavor da ex-governadora Rosalba Cialini (PP) e do ex-secretário de Estado do Planejamento e Finanças Francisco Obery Rodrigues Júnior.

Ao lado do marido Carlos Augusto, Rosalba aparece na foto em uma viagem internacional (Foto: arquivo)

Ao lado do marido Carlos Augusto, Rosalba aparece na foto em uma viagem internacional (Foto: arquivo)

A ação, que traz denúncia de “Improbidade Administrativa, Dano ao Erário e Violação aos Princípios Administrativos” durante a gestão da então governadora Rosalba Cialini no Governo do RN (2011-2014) – portanto há quase dez anos, foi protocolada em dezembro de 2019. Ufa!

Está assinada por cinco promotores de Justiça, após demorado inquérito civil público. Tramita sob a titularidade do juiz Cícero Martins de Macedo Filho, da 4ª Vara da Fazenda Pública do Natal.

Até agora, os dois demandados não foram localizados para serem notificados, ou seja, tomarem conhecimento formal da ação e apresentarem contestação.

A última movimentação processual data de 16 de novembro de 2021, quando um oficial de Justiça em Mossoró devolveu o mandado sem este ter sido entregue ao destinatário, no caso, a ex-governadora Rosalba Ciarlini. Simplesmente foi impossível à Justiça do RN localizá-la nos endereços informados. Em Natal, Obery Júnior é outro que ninguém sabe, ninguém viu.

Esconde-esconde 

O jogo de esconde-esconde começou no dia 11 de novembro de 2021 (veja AQUI). Oficial de Justiça deu a largada em périplo por endereços os mais improváveis possíveis até chegar naqueles onde ela, realmente, reside episodicamente ou de modo regular. Exemplo: Condomínio Varandas do Nascente, apartamento 801 B, Rua Dalton Cunha, número 1003, CEP 59.611-270, bairro Abolição I – Mossoró.

Porém, de lá pra cá o processo não teve mais nenhuma movimentação. O juiz natural nem ao menos foi comunicado da certidão do oficial de Justiça, que no dia 16 de novembro concluiu as diligências (veja AQUI o relatório na íntegra).

Não é a primeira vez que Rosalba se torna invisível. Como jurisdicionada, precisa ser estudada pela física e sensitivos. Ou no mínimo, indiretamente, pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como um case de insucesso judicial.

Respondendo a dezenas de ações judiciais, a inencontrável e ‘incondenável’ Rosalba chegou a ficar cerca de um ano e dois meses ‘desaparecida’ aos olhos do judiciário do RN. A ‘melada’ foi para evitar tomar ciência de movimento processual em que é denunciada por desvio de cerca de R$ 12 milhões do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró (veja AQUI).

Aconteceu após o fim do seu mandato de governadora (concluído em 2014) e antes da posse como prefeita em janeiro de 2017. Até então, ela possuía o foro privilegiado a seu favor, espécie de ‘câmara fria‘ de processos contra políticos influentes.

Será que agora a “Rosa” bate o próprio recorde? Veremos.

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terça-feira - 22/02/2022 - 21:36h
Fernando Mineiro

Secretário faz vistoria em obra do Hospital da Mulher

Maquete do Hospital da Mulher em Mossoró (Reprodução/Arquivo UERN)

Maquete do Hospital da Mulher em Mossoró (Reprodução/Arquivo UERN)

O secretário de Gestão de Projetos e Metas, Fernando Mineiro (PT), coordenador do Projeto Governo Cidadão, realizará vistoria na obra do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró, nesta quarta-feira, 23, às 09h.

O prédio vai abrigar a maior unidade hospitalar do Rio Grande do Norte, com mais de 160 leitos. Será voltado à saúde materno-infantil e sua instalação é prioridade do Governo do RN.

Os investimentos somam R$ 125 milhões, por meio do Governo Cidadão e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), com recursos estaduais via empréstimo com o Banco Mundial.

A construção ocorre na Av. Professor Antônio Campos, S/N, bairro Presidente Costa e Silva, próximo ao Campus Central da Universidade do Estado do RN (UERN). Será inaugurado ainda nesse primeiro semestre.

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segunda-feira - 02/08/2021 - 21:34h
Saúde

Câmara vai sediar audiência pública sobre Hospital da Mulher

Hospital deverá ter mais de 20 mil atendimentos/ano (Foto: Giovanni Sérgio)

Hospital deverá ter mais de 20 mil atendimentos/ano (Foto: Giovanni Sérgio/arquivo BCS)

A Câmara Municipal de Mossoró cedeu o plenário para a realização de audiência pública da Assembleia Legislativa. Acontecerá por proposição do deputado estadual Souza Neto (PSB).

O tema debatido será Hospital da Mulher: Importância para a região oeste e a estruturação de um pacto de gestão.

A audiência será realizada na quinta-feira, 05 de agosto, às 9h.

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia é obra em andamento sob responsabilidade do Governo do Estado e deverá estar concluído em Mossoró no próximo ano.

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quinta-feira - 15/07/2021 - 16:20h
Dia 23

Governo fará licitação para equipamentos do Hospital da Mulher

Maquete do Hospital da Mulher em Mossoró (Reprodução/Arquivo UERN)

Maquete do Hospital da Mulher em Mossoró (Reprodução/Arquivo UERN)

O Governo do RN, por meio do Projeto Governo Cidadão e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN), promove no próximo dia 23 de julho, às 9h da manhã (horário de Brasília-DF), a primeira licitação para aquisição de bens para o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em construção em Mossoró.

O pregão eletrônico de Nº 144/2021 será destinado à aquisição de equipamentos médicos hospitalares de grande porte para a unidade.

A modalidade da licitação a ser utilizada será a de Pregão Eletrônico, do tipo menor preço por lote, e se dará através do

site www.licitacoes-e.com.br sob ID no 881628. O Edital está disponível no www.governocidadao.rn.gov.br. O investimento se dará por meio do Governo Cidadão e Sesap, e de dotação orçamentária garantida pelo acordo de empréstimo junto ao Banco Mundial. A estimativa de acordo com as pesquisas mercadológicas é de que a aplicação seja de aproximadamente R$ 4,5 milhões.

A unidade, que está com mais de 25% da obra concluída, será entregue em junho de 2022.

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quinta-feira - 13/05/2021 - 17:06h
Impessoalidade (?)

Rosalba é denunciada mais uma vez por improbidade administrativa

Ex-prefeita utilizou endereços virtuais da prefeitura para se promover, mesmo ciente do abuso
Dezenas de postagens, em poucos dias, com a "Rosa" sempre divulgando a própria imagem em espaço público (Fotomontagem BCS)

Dezenas de postagens, em poucos dias, com a “Rosa” divulgando a própria imagem em espaço público (Fotomontagem BCS)

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) vai responder a mais uma demanda judicial por improbidade administrativa. O Ministério Público do RN (MPRN) protocolou Ação Civil Pública (ACP) sob o número  0804752-26.2021.8.20.5106, em que pede sua condenação.

A petição inicial deu entrada às 15h55 do dia 13 de março último. O titular da 7ª Promotoria de Mossoró, promotor público Fábio de Weimar Thé, denuncia que Rosalba em “reiteradas postagens na rede social Instagram, ao longo de toda a sua gestão, especialmente em dezembro/2020, após Recomendação do Ministério Público, promoveu em favor de si promoção pessoal na divulgação de propaganda institucional, a custo do erário público (…)”.

Em face da violação de princípios administrativos, em que a máquina pública lhe servira como se fosse um bem particular, o MPRN pede perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, além de pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente. Também pleiteia proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos, com base no art. 12, inciso III, da Lei n.º 8.429/92 , lei de Improbidade administrativa.

Dinheiro público e promoção pessoal

Segundo narra a ACP, “diversos vídeos de divulgações de obras – em execução – e de aumento salarial, produzidos sob o pretenso manto da publicidade institucional, utilizou a pretensa então candidata à reeleição como porta-voz das publicidades. Os mesmos vídeos, produzidos para propaganda institucional e publicados na página oficial do Município e rede social deste – facebook e instagram -, materiais publicitários realizados com verbas públicas, além de não poderem utilizar a imagem da Sra. prefeita, igualmente estão postados na rede social pessoal de Rosalba”.

A então prefeita chegou a ser provocada em “recomendações” do MP para remover as postagens, flagrantemente ilegais, mas mesmo assim as ignorou.

“Em verdade, a postura adotada por Rosalba Ciarlini foi diametralmente oposta, consoante é possível inferir das postagens contidas no Instagram da Prefeitura Municipal de Mossoró (@prefeiturademossoro) e que estão colacionadas no doc. n. 1202215. Registre-se que as postagens listadas se referem apenas ao mês de dezembro/2020 e totalizam 64 (sessenta e quatro) publicações contendo a imagem da então Prefeita Rosalba Ciarlini Rosado. Um número que ultrapassa a razoabilidade e que demonstra, sem qualquer dúvida, o intento de vincular as obras realizadas à sua pessoa, além de ressaltar o interesse espúrio de se autopromover e destacar sua imagem pessoal, a custa do erário público, violando frontalmente os princípios constitucionais da administração pública”, descreve a promotoria.

“Válido ressaltar que a REQUERIDA ROSALBA CIARLINI JÁ É REINCIDENTE EM MATÉRIA DE VIOLAÇÃO A IMPESSOALIDADE, promoção pessoal por meio de publicidades e propagandas institucionais, uma vez que restou CONDENADA PERANTE A VARA DA FAZENDA PÚBLICA DE MOSSORÓ, NO PROCESSO Nº. 0003307-35.2002.8.20.0106 (…)”, aponta Fábio de Weimar Thé.

Em 2012, avião do Estado desembarcou quase 60 vezes em um mês na gestão de Rosalba (Foto: Web)

Em 2012, avião do Estado desembarcou quase 60 vezes em um mês na gestão de Rosalba (Foto: Web)

Histórico pesado

O histórico da ex-prefeita mistura segurança na impunidade com desfaçatez. Tem motivos de sobra para considerar que sairá mais uma vez sem problemas que possam comprometer sua marcha política.

Como prefeita, em administração passada, ela banhou piso de prédios públicos e de praças com logo de sua  campanha eleitoral (uma rosa). Nem o Palácio da Resistência (veja AQUI), imóvel histórico, escapou de sua mão personalista, hábeis manoplas que misturam o público com o privado com bastante destreza.

Governadora do RN, em 2012, ela utilizou aeronave pública para pousar quase 60 vezes em Mossoró (veja AQUI), num espaço de 30 dias, na campanha municipal local – considerada a mais corrupta de todos os tempos.

Esse mesmo avião Bandeirante de prefixo E 110 P1 (prefixo PP-ERN) esteve 98 vezes no Aeroporto Dix-sept Rosado durante todo o ano de 2011.

Ainda tem, de lambuja, processos relativos ao estádio multiuso Arena das Dunas (veja AQUI) e o escandaloso Hospital da Mulher Parteira Maria Correia (veja AQUI) onde aparece como ré.

No acesso à escadaria do Palácio da Resistência, o circunstante-passante se depara com esse abuso (Foto: cedida)

No acesso à escadaria do Palácio da Resistência, o circunstante-passante se depara com esse abuso (Foto: cedida)

Nota do Blog – Particularmente, acho que a ex-prefeita não tem com o que se preocupar. Prioridade é ser eleita deputada estadual (veja AQUI) o próximo ano, para ganhar outra vez a couraça do “foro privilegiado” e empurrar qualquer processo para posição inercial.

É o que se chama no jargão judicial por “embargos de gaveta”. Não existe no ordenamento jurídico, mas é comum na prática.

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sexta-feira - 09/04/2021 - 16:44h
Governo Cidadão

Obra do Hospital da Mulher será retomada; unidade terá 165 leitos

O Governo do Rio Grande do Norte emitiu nesta sexta-feira (9) a ordem de serviço para o reinício das obras do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, em Mossoró, região Oeste potiguar. Essa é a maior obra viabilizada pelo acordo de empréstimo do Governo do Estado com o Banco Mundial. O investimento é de R$ 104 milhões, em infraestrutura física e equipamentos.

A unidade hospitalar será a maior do Rio Grande do Norte, com capacidade para 20 mil atendimentos/ano, recebendo pacientes de 62 municípios, destacou a governadora Fátima Bezerra (PT) em solenidade virtual. Canteiro de obras retoma atividades na segunda-feira (18), com prazo de entregar empreendimento em 14 meses.

Obra deverá ser concluída em 14 meses hospital deverá ter mais de 20 mil atendimentos/ano (Foto: Giovanni Sérgio)

Obra deverá ser concluída em 14 meses hospital deverá ter mais de 20 mil atendimentos/ano (Foto: Giovanni Sérgio)

“Missão dada é missão cumprida”. Assim definiu o momento o secretário estadual de Gestão de Projetos, Metas e Relações Institucionais (SEGRI) e coordenador do Programa Governo Cidadão, Fernando Mineiro. O gestor citou toda a equipe de governo quanto à dedicação e responsabilidade das ações que culminaram com a retomada das obras. “Desenvolvemos um trabalho eficiente e objetivo. Agradeço também à equipe do Banco Mundial e do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), que muito contribuiu para a formalização do Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), uma das etapas para a retomada das obras”, enfatizou.

Quando concluído, o Hospital da Mulher (localizado nas proximidades da Universidade do Estado do RN (UERN) terá 165 leitos, assistência ambulatorial, pronto-socorro, UTI, centro obstétrico com salas de parto humanizado, banco de leite humano e serviços de suporte para mulheres vítimas de violência. O local ainda funcionará como hospital de estágio, em parceria com universidades.

Histórico

A 1ª ordem de serviço da unidade de saúde foi assinada em 29 de dezembro de 2017 mas  um ano depois, apenas 23,26% das obras haviam sido executadas.

Ao assumir o Estado, em janeiro de 2019, a gestão da governadora Fátima solicitou um levantamento de todos os problemas técnicos nos projetos de engenharia que ameaçavam o andamento da obra. Por meio da Secretaria de Infraestrutura, ainda foi contratada um empresa para analisar e apresentar todos quantitativos de serviços do hospital e dos novos preços com suas respectivas cotações necessárias para a conclusão da obra após os ajustes dos projetos.

Os erros identificados iam desde a escolha da área baixa do terreno para a construção do prédio, uma vez que torna-se suscetível a alagamentos, à inexistência de um projeto de drenagem adequado, bem como de sistema de coleta e tratamento de dejetos, além de descumprir normas ambientais.

Os projetos também não abrangiam uma refrigeração compatível com o porte do hospital, nem a subestação elétrica tinha capacidade para atender a demanda.

Leia também: Secretário diz que projeto original de hospital não tinha pediatria.

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sexta-feira - 25/12/2020 - 22:48h
Transição difícil

Juiz obriga Rosalba a passar documentos municipais a Allyson

Em processo por desvio de milhões do Hospital da Mulher, ela ficou mais de um ano sumida da Justiça

O juiz Cláudio Mendes Júnior, plantonista da Região IV do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), determinou nessa sexta-feira (25) que a prefeita não reeleita Rosalba Ciarlini (PP) entregue, em até 72h, uma série de documentos e informações solicitadas pela equipe de transição do prefeito eleito Allyson Bezerra (Solidariedade).

Rosalba, como atesta o juiz, dificulta o fornecimento de informações obrigatórias (Foto: arquivo)

Até aqui, quase nada que foi solicitado há semanas foi entregue pela administração de Rosalba. Daí, a iniciativa do prefeito eleito em entrar com mandado de segurança com pedido de liminar, atendido pelo magistrado. Cláudio Mendes Júnior foi convencido do prejuízo causado pelo governismo ao processo de mudança de gestão.

No mandato é relatada a dificuldade encontrada pela equipe de transição de Allyson Bezerra, comandada pelo advogado Raul Santos: “(…) Foram feitas duas reuniões (30 de novembro e 14 de dezembro) entre ambas as equipes de transição e enviados diversos ofícios solicitando os documentos e informações cujo acesso já estão normativamente garantidos por meio da Resolução nº 034/2016 do TCE/RN. Todavia, a equipe de transição da atual gestão municipal não vem cumprido com a sua obrigação legalmente imposta e reiteradamente solicitada pelo autor, o que vem prejudicando sobremaneira a transição da gestão municipal, atingindo reflexamente caros princípios da Administração Pública e, por conseguinte, a própria população.”

Em sua decisão, Cláudia Mendes Júnior atendeu plenamente o que é requisitado por Allyson Bezerra, sob amparo legal.

Em caso de descumprimento, Rosalba terá que pagar multa diária de R$ 10 mil.

Antecedente

Faltando seis dias apenas para posse do novo prefeito, o cabedal de informações solicitadas provavelmente não será entregue. Semanas passaram-se e praticamente nada foi atendido. E existem casos em que houve fornecimento de dados, mas não se apresentou senha para acesso (veja no boxe abaixo).

Relação de documentos e informações que juiz acatou, mas que devem chegar (se chegarem) com atraso (reprodução BCS)

Para que a ordem do magistrado possa começar a ser cumprida, a prefeita precisa ser intimada. A partir daí, três dias para fornecer tudo que é solicitado. Não haverá tempo hábil para que equipe do prefeito eleito consiga estudar todo o material, preparando meios à tomada de medidas mais urgentes pelo prefeito eleito e diplomado, após empossado.

Em seu histórico de dribles sincronizados na Justiça, em meio a dezenas de processos, Rosalba Ciarlini chegou a ficar mais de um ano ‘desaparecida’, em uma das demandas que trata do desvio de mais de R$ 12 milhões do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia. Os oficiais de Justiça não conseguiam localizar seu endereço em Natal, Mossoró ou Tibau. Era como se tivesse sido abduzida por alguma nave intergaláctica.

Dessa feita precisará de bem menos tempo. Na verdade, se a intenção era dificultar a transição, embaraçando o sucessor logo nos primeiros dias e semanas de governo, a meta já foi plenamente atingida.

Allyson Bezerra que se vire! O problema é dele.

Nota do Blog – Aguardamos manifestação do governo municipal quanto à decisão judicial. O espaço está aberto para esse fim.

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quarta-feira - 29/07/2020 - 11:30h
Vencer ou vencer

Quem pode e quem não pode perder as eleições a prefeito

Disputa municipal de Mossoró impõe pressão a dois nomes, em especial, mas é bem mais complexa

O raciocínio é simples, apesar de parecer pueril, quando fazemos essa pergunta:

– Quem pode e quem não pode perder as eleições à Prefeitura Municipal de Mossoró em 2020?

Pelo menos duas pessoas não podem perder as eleições. Não apenas pelo dissabor do insucesso, mas por razões particularmente distintas.

Rosalba Ciarlini (PP), a atual prefeita, precisa se eleger a qualquer custo (‘qualquer custo’ não é força de expressão), por tudo que seu grupo e familiares precisam do poder e por planos futuros, como sonho de pleito ao Senado em 2022.

Rosalba, Cláudia e a então prefeita Fafá Rosado em 2012, numa história que segue sua tessitura (Foto: Ricardo Lopes)

Também pelo fato de necessitar da considerável imunidade que o cargo oferece. Ela convive com sérios problemas judiciais, sempre se esquivando com a destreza de um contorcionista. Dois processos relativos ainda ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, só para não esticarmos a lista, adormecem como répteis fossilizados nas comarcas de Mossoró e Natal, sem que ela seja molestada.

Uma dessas demandas teve citação entregue à então ex-governadora, após mais de um ano de despacho judicial. Era como se a “Rosa” não tivesse residência fixa em Mossoró, Tibau ou Natal. Supõe-se que vivia em alguma caverna na insular Tasmânia, ao lado de aborígenes com arco e flecha, ou perambulasse em arquipélagos da Indonésia, protegida por exemplares do dragão-de-komodo.

Esse hipotético compadrio com a elite judicial e fiscalizadora é-lhe mais importante do que o capital eleitoral abstrato que possui. Provavelmente, não teria sido sequer candidata a prefeito em 2016 se fosse uma pessoa comum na política. Mas o será agora de novo.

Com um mandato tudo fica melhor, lógico.

Cláudia Regina, ex-vice-prefeita e ex-prefeita cassada antes do fim do primeiro ano de seu mandato, também tem suas razões para só entrar na disputa (o que formalmente não anunciou, que se diga), se tiver consistência à vitória.

JOGADA ÀS FERAS PELO PRÓPRIO ROSALBISMO para ser deletada da política, visto que passou a ser uma ameaça, ela renasceu do ostracismo com a decisão de adiamento das eleições para 15 de novembro, o que abriu uma brecha à eventual postulação a prefeito ou vice.

A volta à política da ex-prefeita não é um movimento tangido pelo lema olímpico do Barão de Coubertin, de que “o importante não é vencer, mas competir com dignidade!” Nem tem o poder de cessar guerras e aplacar mágoas, como as olimpíadas na Grécia da antiguidade. Para Cláudia Regina, é uma forma de redenção pessoal. Se ganhar.

E, vencer Rosalba, é ainda mais simbológico. O inverso, também: a derrota. Seria um segundo desterro em vez de exorcismo da dor sofrida.

Os demais pré-candidatos e supostos pré-candidatos, não têm o que perder. Em tese.

Uns se apresentam para engordar currículo de modo bizarro, ou seja, com expectativa de votações ridículas. Outros não passam de balão de ensaio jocoso. Há quem trabalhe para tentar puxar eleição de nominata a vereador e fortalecer imagem pessoal e de legenda. Contudo, ninguém estranhe se aparecer alguma candidatura quinta-coluna, financiada pelo governismo para fracionar mais ainda os votos da oposição.

Na disputa

Existem também os que realmente concorrem, casos dos deputados estaduais Allyson Bezerra (Solidariedade) e Isolda Dantas (PT), praticamente sem ônus em jogo. Eles só não podem ter votações esqueléticas, o que é improvável que aconteça para qualquer um deles. Fácil perceber no olhômetro e em diversas pesquisas que tivemos acesso nos últimos meses.

Porém, os dois, precisam também estabelecer se é importante somar à ocupação de espaços no campo da oposição ou concorrer indiretamente à vitória de quem aspiram suplantar nas urnas. Cada um a seu modo, com conjunto de informações e avaliações à mão, hoje, sabe que Rosalba tem achatamento no capital de intenções de votos num comparativo com igual período de 2016. Mas é o suficiente para ela vencer.

Importante que fique claro, ainda: eleição não é um tribunal judicial, ao contrário do que o discurso popularesco ou de marketing triunfalista costuma propagar; por mais que muitas vezes possa ter característica plebiscitária. Eleição é eleição.

E, no Brasil, mais do que caráter de afirmação da cidadania e de evidência de uma suposta democracia, o voto por vezes é uma ferramenta à confirmação de dolo contra a coisa pública e escravismo do próprio povo, manada inocente útil. Mossoró não é diferente, apesar da mitologia de laboratório que sua elite política criou, de que nesse lugar existe um ‘país’ à parte.

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quinta-feira - 30/04/2020 - 08:49h
Realismo fantástico

Mitomania, ego e ação politiqueira invadem luta anticovid-19

Em situação delicada de avanço da doença, jeito político de Rosalba prioriza propaganda enganosa

A máquina de moer reputações alheias e reproduzir inverdades da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem trabalhado em expediente de tempo integral nos últimos dias. Corre contra o tempo, bate de frente com os fatos e propaga o que lhe convém.

Precisa convencer a opinião pública de que ela está à frente de tudo que possa estar dando certo na luta contra a Covid-19 e imputar à “imprensa vil” (como ela já classificou a mídia que lhe contraria) e à oposição, a responsabilidade por erros.

Divulgação institucional e na imprensa constrói narrativa de protagonismo para a prefeita opaca na crise (Reprodução BCS)

Na terça-feira (28), Rosalba visitou o Hospital São Luiz, que passou a ser administrado temporariamente por Larizza Queiroz (interventora da Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró-APAMIM). “Anunciou” abertura dos leitos dessa unidade hospitalar, que passa a ser Hospital de Campanha na luta contra a Covid-19.

Morte em UPA

No mesmo dia, três pessoas agonizavam na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Santo Antônio, sem leito no sistema de saúde local. Uma delas, um homem de 75 anos, faleceu na manhã seguinte (quarta-feira, 29) nessa UPA – veja AQUI.

Some-se à tentativa de apropriação de comando de algo que não está sob sua gestão, o fato de que ainda não conseguiu abrir o Hospital de Campanha que prometeu, sob alçada municipal. Deveria estar pronto há quase duas semanas.

O realismo contrasta com a inverdade (Reprodução BCS)

Quando o assunto é saúde pública, a expertise de Rosalba não é recomendável. Por isso que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para operação do Hospital de Campanha no São Luiz (veja AQUI e AQUI) foi conduzido pela Justiça Federal, a própria interventoria da Apamim e representantes dos ministérios públicos Federal, do Trabalho e Estadual, com imperiosa distância do controle municipal.

Importante ser assinalada, a contribuição da secretária municipal da Saúde, Saudade Azevedo, quebrando arestas e reduzindo hiatos entre as partes – Estado, Apamim e município.

Escândalo milionário na Saúde do RN

Rosalba como gestora no Governo do RN, por exemplo, protagonizou um dos maiores escândalos da saúde pública, com criação do Hospital da Mulher Parteira Maria Correa, em Mossoró, objeto de apuração investigativa e demanda processual (infindável, claro), apontando desvio milionário de recursos.

O sorvedouro teria sugado mais de R$ 11,827 milhões do erário estadual. Ela e mais de duas dezenas  de pessoas respondem a processo e tiveram bloqueio de bens em decisões judiciais (veja AQUI e AQUI).

Por esse antecedente, em momento algum os principais articuladores do TAC desejavam colocar em suas mãos o São Luiz para essa fase temporária e emergencial. É descabida a campanha deflagrada para projetá-la como posa, ou seja, de ‘mãe’ de algo que caminha para dar certo.

ALGUNS ANTECEDENTES

Está viva na memória de muita gente e outros seletivamente esquecem, episódios como retomada dos voos comerciais no Aeroporto de Mossoró (Veja: Rosalba reforça propaganda enganosa sobre voos da Azul) e ‘os mais de 500 empregos’ prometidos na indústria Porcellanati (Veja: Rosalba volta a assumir ‘obra’ que não existe nem lhe cabe).

Em ano eleitoral, como 2018, a promessa de 500 empregos ludibriou milhares de pessoas (Foto: PMM)

Egolatria, mitomania e foco politiqueiro formam caudaloso conjunto de motivações para mais essa tentativa de protagonismo da prefeita. O lamentável é que, mais uma vez, ocorra em meio à apreensão e necessidade de milhares de pessoas.

Meia-boca e negligência

A prefeitura é parceira da iniciativa, sobretudo porque tem os meios para repasse de recursos que administra do Sistema Único de Saúde (SUS), que fluem da União. Peca e muito no que lhe compete diretamente, pois aposta em vasta transferência de socorro federal e em medidas meia-boca, enquanto a Covid-19 avança.

É dever do Município – por ter saúde plena, cuidar da porta de entrada nas obrigações sanitárias. Ao governo estadual, obrigação de investimento na alta complexidade. Os dois são negligentes em seus papeis.

Mas no caso da municipalidade, ocorre esse fenômeno de ter uma prefeita que insiste em ser o que não é se desviar do que é-lhe imposto legalmente.

Leia também: Cacoete de mitomania marca Rosalba à porta de eleição.

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sábado - 26/01/2019 - 14:50h
Bloqueio de bens

Rosalba afirma ser inocente e diz confiar na Justiça

Em relação à decisão judicial que decretou indisponibilidade de seus bens, conforme postagem sob o título Justiça determina bloqueio de bens de Rosalba Ciarlini, a prefeita mossoroense defende-se.

Veja abaixo sua posição em nota distribuída à imprensa:

A respeito da decisão judicial, que determinou a indisponibilidade dos bens de Rosalba Ciarlini, informamos que se trata de decisão monocrática, que será oportunamente submetida ao colegiado no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte.

A ação judicial foi baseada em relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), mas Rosalba Ciarlini foi excluída do rol dos responsáveis pelo próprio TCE.

A defesa preliminar demonstrou que a então Governadora não praticou nenhum ato de improbidade administrativa, nem determinou nenhuma prática que pudesse causar prejuízo ao erário nem desvio de finalidade de atos, como sempre se pautou ao longo de sua vida publica. Pelo contrario, determinou a abertura de processo para cancelar o contrato com a empresa Marca que administrava o Hospital da Mulher.

Embora o ato isolado de indisponibilidade de bens possa representar erroneamente para a sociedade uma antecipação de culpa, não houve nenhuma decisão nesse sentido contra a ex-governadora. Em caso semelhante, o Poder Judiciário determinou o desbloqueio de seus bens.

Reafirma-se que confia e continuará confiando na Justiça e poderá, mais uma vez, comprovar sua inocência e retidão de comportamento, que caracterizou toda sua trajetória pública.

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sexta-feira - 25/01/2019 - 13:10h
Hospital da Mulher

Justiça determina bloqueio de bens de Rosalba Ciarlini

O juiz Eduardo Pinheiro, convocado pelo Tribunal de Justiça do RN (TJRN), deferiu pedido do Ministério Público Estadual (MPRN) e decretou a indisponibilidade dos bens, de forma solidária, da ex-governadora e atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP); do ex-secretário estadual de Saúde Pública, Domício Arruda; da Associação Marca e de outras 23 pessoas físicas ou jurídicas que são partes no processo.

Hospital da Mulher é um caso de corrupção que se arrasta há mais de sete anos (Foto: arquivo)

A indisponibilidade inclui bens imóveis, veículos automotores, aeronaves, embarcações aquáticas e ativos financeiros, até o montante de R$ 11.827.563,84, valor apontado pelo Corpo Técnico do TCE/RN, conforme Informação n.º 326/2013-DAD, da Diretoria de Controle Externo da Corte de Contas.

O MP Estadual moveu recurso de Agravo de Instrumento junto ao TJRN contra decisão da 3ª Vara da Fazenda Pública de Natal que indeferiu pedido de indisponibilidade de bens dos demandados em Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa em tramitação naquela unidade.

Segundo o Ministério Público, os demandados são responsáveis por desvios de dinheiro público no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, mediante a realização de termo de parceria com a Associação Marca para administração do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Decisão

Para o MP, a indisponibilidade é necessária como garantia à perda dos bens e valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio dos agravados e para assegurar o pagamento das multas eventualmente cominadas a título de sanção pela prática do ato ímprobo e o ressarcimento dos danos suportados pelo erário.

Rosalba: problema antigo (Foto: autor não identificado)

Por outro lado, o Juízo da 1ª Instância indeferiu o pedido de indisponibilidade, sob o entendimento da ausência de demonstração de atos de dilapidação ou na sua iminência, bem como na impossibilidade de identificar com clareza o valor a ser ressarcido, eventualmente, em caso de procedência do pedido.

Em sua decisão, o juiz convocado Eduardo Pinheiro considera que “a indisponibilidade, na verdade, representa a garantia de futura recomposição do patrimônio público, violado pela conduta do agente ímprobo. Sua concessão está condicionada à demonstração de indícios de responsabilidade da prática de ato de improbidade, visto que o perigo em esperar pelo julgamento final, em mencionados casos, é presumido”.

O magistrado faz referência à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para entender que a decretação da indisponibilidade não está condicionada à comprovação de dilapidação efetiva ou iminente de patrimônio, porquanto visa, justamente, a evitar dilapidação patrimonial.

Leia também: Rosalba e mais 16  pessoas têm bens bloqueados pela Justiça.

Eduardo Pinheiro destaca que a decisão de 1ª Grau reconheceu a presença de indícios da prática de atos de improbidade e que as condutas de cada agente que importaram, em tese, na prática de atos ímprobos, estão fortemente presentes na petição do Ministério Público.

“No caso em análise, presumido o dano ao erário e reconhecidos os indícios da prática de ato de improbidade desde a decisão proferida na primeira instância, a decretação da indisponibilidade de bens é medida que ultrapassa os limites da recomendação ou mera precaução, impõe-se, e assim deve permanecer até o fim da instrução do processo, de modo a assegurar o ressarcimento ao erário por qualquer um dos Agravados, limitando-se a medida constritiva ao valor inicialmente apontado nos autos”, decidiu o juiz convocado pelo TJRN.

Com informações do TJRN.

Nota do Blog – A hoje prefeita Rosalba Ciarlini pode dormir tranquila; nada lhe acontecerá de maior embaraço. Mas nem precisaríamos frisar isso. Ela sabe melhor do que nós que pode dormir tranquila. Esse lengalenga se arrasta há mais de sete anos. Começou tudo em 2011. Até um desfecho sem qualquer outro recurso, o sertão vai virar mar.

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quinta-feira - 02/11/2017 - 08:08h
Realidade possível

Sugestão para fechar universidade ronda e assombra Uern

Quando você pensa na parte, deve ao mesmo tempo pensar no todo.” (Carl Von Clausewitz, em Da Guerra)

 

Num momento em que o professorado da Universidade do Estado do RN (UERN) engatilha nova paralisação, sob a crença de que estará ladeado por outras várias categorias (o que não acontecerá), poucos conseguem fazer uma leitura da atual conjuntura do RN e país. Erro crasso na política sindical, com viés partidário (ou não).

O impulso em defesa da instituição, do emprego e salários em dia – pleitos absolutamente justos, sem “as costas largas”, pode ter efeito contrário como este Blog já alertou (veja AQUI).

Um bom exemplo do que assombra e ronda a Uern, é o que ocorre no Rio de Janeiro, espécie de Brasil do amanhã, ou o Brasil do daqui a pouco.

Parecer do Ministério da Fazenda sobre Regime de Recuperação do Estado do Rio de Janeiro sugere medidas adicionais de contenção de gastos. Pela primeira vez, a intenção de fechar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e as Universidades Estaduais foi oficialmente documentada em setembro.

Entre as outras medidas, estão a demissão de servidores ativos, a extinção de benefícios previstos para servidores estaduais e criação de alíquota extra para a Previdência.

Em parecer assinado pela Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, são sugeridas outras formas de arrocho, além das aprovadas na Assembleia Legislativa do RJ (ALERJ).

Uma realidade que pode em breve espaço de tempo alcançar, no Rio Grande do Norte, a Universidade do Estado do RN.

Por que não?

Desconfiança e fardo

Se a toda-poderosa Uerj está em frangalhos, com servidores há meses com salários em atraso e recebendo socorro (em feiras e dinheiro) até de outros congêneres (como de colegas da própria Uern), por que não acreditar no pior no RN Sem Sorte?

O governo estadual tem dito repetidas vezes que não tem planos de se livrar da universidade. Um bom motivo para desconfiar, portanto.

Há poucos dias,  em sua tibieza e perfil baço – traços comuns à sua gestão, Robinson Faria (PSD) usou o vice (ou governador em exercício) Fábio Dantas (PCdoB) para apresentar projetos de ajustes fiscais que mexeriam com a vida do funcionalismo. Pressionado, pediu de volta os projetos protocolados na Assembleia Legislativa.

Daqui a pouco, manda-os novamente à AL.

Outros compromissos veementes do governador Robinson Faria (PSD), como não fechar o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, se transformaram em risco n’água.

Então, acreditar que a Uern é uma instituição sólida e capaz de enfrentar essas atuais adversidades, sem qualquer anteparo e apenas no gogó, é um pecado muito primário. Política é uma atividade de inteligência e transpiração.

Sediada em Mossoró, mesmo com enorme importância para o RN, a universidade não é unanimidade no centro do poder político, em Natal, nem é conhecida por seus valores (abstratos), mas por seus gastos superlativos. Para muitos que não a conhecem, é um fardo pesado demais.

Se é sobrepeso, pode ser “desovada”.

Da Guerra

Sem conseguir “se vender” pelo que vale e questionada pelo o que custa, a Uern pode se transformar em presa fácil àquelas pessoas que acreditam ter a solução para a crise financeiro-administrativa do Governo do RN, ou seja, se livrar dela.

Os ‘grevistas’ precisam fazer a leitura do todo e não apenas de uma parte dessa crise, para entenderem o que está ocorrendo. Até aqui, tudo indica que não se detiveram a essa matéria. Rufaram os tambores para o confronto e devem ser presas fáceis na arena.

O movimento de combate à vitória, nem sempre é para frente. Começa no entendimento do todo, parte a parte, esquadrinhando cada detalhe por mais insignificante que possa ser, como ensinou o general prussiano Carl Von Clausewitz, em “Da Guerra”.

Leia também: Fazenda pede fim da Uerj e demissão de servidores AQUI.

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quarta-feira - 04/10/2017 - 13:18h
Perigo!

Robinson promete não fechar outro hospital em Mossoró

Em seus endereços nas redes sociais, o governador Robinson Faria (PSD) cumpre agenda em Mossoró e faz mais uma promessa preocupante.

Garante que não vai fechar o Hospital Rafael Fernandes.

– Cheguei agora para visita ao Hospital Rafael Fernandes, em Mossoró. Vou reforçar aos servidores e pacientes que o hospital não vai fechar – postou.

– Ao contrário, determinei que seja agilizada a realização do concurso público da saúde, que está tramitando, para trazer mais servidores – acrescentou.

Essa mesma promessa ele fez em relação ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Só para lembrar: o Hospital da Mulher foi fechado por sua gestão em setembro do ano passado.

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terça-feira - 11/07/2017 - 21:14h
Situação delicada

Enxugamento de hospitais regionais é decisão corajosa e difícil

Pelo menos sete hospitais regionais do Rio Grande do Norte vão perder esse status. Vão mudar de nomenclatura e também de foco, com maior atuação na atenção básica. Mas o enxugamento não para por aí.

Lagreca: desde 2015 havia planos para essa mudança (Foto: Blog Carlos Santos)

Ninguém deve estranhar essa decisão da administração Robinson Faria (PSD), com endosso do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Governo do Estado (veja AQUI) dão esse encaminhamento que desde 2015 Robinson Faria (PSD) trabalha.

Foi uma ideia que começou a ser planificada pelo então secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, que saiu da pasta antes de conclui-la.

O estado possui 23 hospitais regionais.  No vizinho Ceará, de população e território bem maiores, não existem tantos. A aposta lá é a pulverização de policlínicas regionais, unidades de saúde reduzidas em estrutura, contudo mais dinâmicas.

O outro lado

Na prática, nenhum hospital regional no RN funciona a contento. Falta de tudo, quase tudo. De esparadrapo a médico. Além desses sete, outros tantos vão encolher. É, de fato, um excesso de custo e de ineficiência.

O governador tem coragem de enfrentar uma situação muito delicada, que é tratada em todos os municípios e regiões afetados, prioritariamente sob a ótica político-eleitoral. Nenhum outro enfrentou esse problema de frente, exatamente por temor político-eleitoral.

O outro lado dessa moeda, é o que de fato ocorrerá no “day after” (dia seguinte) à mudança.

O governo tem 60 dias para apresentar um plano de enxugamento dessa estrutura regional, para que alguns sejam transformados em Unidades de Pronto-atendimento (UPA’s), Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) ou outro formato adequado. UPA’s, uma reengenharia mais complexa e alto custo, que se diga.

Remanejamento de pessoal

Mais 120 dias “para fazer o remanejamento de pessoal, equipamentos, insumos e recursos orçamentários dos hospitais desativados de forma a assegurar a composição integral de equipes dos hospitais que permanecerão como referências da rede”, diz o TAC.

Tomando-se Mossoró como exemplo, causa apreensão a ideia de enxugar essa rede com capilaridade em todo o estado, para redução de despesas e maior eficiência. Esse sincronismo – menor gasto e melhoria no atendimento – não é o forte da coisa pública.

Em setembro do ano passado, a gestão Robinson fechou acertadamente as portas do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que desde seu nascedouro fora um ralo do dinheiro público. Foi inaugurado às pressas no dia 9 de março de 2012 (ano de eleições municipais renhidas) na gestão Rosalba Ciarlini (PP), eivado de denúncias de corrupção. Há casos até de bloqueio de bens de supostos envolvidos (veja AQUI).

Primeiros hospitais regionais que passarão por mudança

Hospital Regional Prof. Dr. Getúlio de Oliveira Sales (Canguaretama); Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira (Caraúbas), Hospital Regional (João Câmara), Hospital Regional Dr. Odilon Guedes (Acari), Hospital Regional (São Paulo do Potengi), Hospital Regional (Angicos) e Hospital Regional (Apodi).

Robinson também reduziu o Hospital da Polícia Militar em Mossoró a atividades ambulatoriais.

Mas paralelamente, a grande economia feita nessa otimização de gastos não se converteu em melhoria instantânea à saúde mossoroense e regional. A ladainha continua, as queixas não param e o governo segue seu contorcionismo para liberação de recursos prometidos.

A história vai se repetir numa escala ainda maior? Pode ser que sim. Esperemos que não.

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terça-feira - 10/01/2017 - 12:54h
Mossoró

Mobilização organiza protesto contra Robinson Faria

A visita do governador Robinson Faria (PSD) a Mossoró, com programação administrativa (veja AQUI) de amanhã até sexta-feira (13), após quase um ano sem cumprir agenda dessa ordem na cidade, será objeto de protesto público.

Segmentos da Saúde preparam mobilização para o segundo dia de visita do governador e sua comitiva, às 8h da quinta-feira (12), em frente ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Convocação reprova fechamento de hospitais (Reprodução)

Convocação vem sendo feita pelo Sindicato dos Servidores da Saúde (SINDSAÚDE-MOSSORÓ).

Querem fazer ato contra fechamento do Hospital da Mulher Parteira Maria Correira e Hospital da Polícia.

Veja abaixo:

O Sindsaude Mossoró faz um chamado às entidades  de classe e a população  de insatisfeitos com o governo Robinson Faria  em Mossoró, que se declarou inimigo da saúde  pública  e dos pobres ao fechar dois hospitais regionais  (Hospital da Polícia e Hospital da Mulher) na cidade, e ameaçar ainda o fechamento  do Hospital  de Apodi e em outras cidades do interior. Não aceitamos, nem aceitaremos!

Todos ao ato público em recepção  ao governador, quinta – feira 12/01, a partir das 08h, em frente ao Tarcísio Maia.

Mossoró não foge à luta!

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sábado - 19/11/2016 - 10:16h
Mossoró

Governo faz alterações na Saúde para melhorar sistema

O Hospital Rafael Fernandes (Mossoró) passa por mudanças em sua direção e também deverá ser reordenado quanto à sua utilização no sistema de Saúde para a cidade e região.

George Antunes: redimensionando Saúde em Mossoró (Foto: arquivo)

Os médicos José Édson Júnior e Oscar Oliveira assumiram respectivamente as direções Clínica e Técnica.

Hugmara Fonseca fica na Direção Geral.

Todos são originários do recém-fechado Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Estudos avançados apontam para que o Rafael Fernandes será paulatinamente utilizado como unidade auxiliar do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a partir de triagem de pacientes específicos, dando melhor utilização à sua estrutura e pessoal.

Nota do Blog – O Governo Robinson Faria (PSD) acertou em cheio no fechamento do Hospital da Mulher, com enorme economia de recursos e maior aproveitamento de sua numerosa mão-de-obra.

A partir dessa decisão, precisará de tempo e apoio para ajustar deficiências que se agravaram nos últimos anos na Saúde de Mossoró, como no próprio Rafael Fernandes, HRTM e suporte à Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), plus para cirurgias eletivas, além de maior apoio à oncologia etc.

Precisamos apoiar, enfrentar bolsões de resistência e eventuais sabotagens corporativistas.

O secretário titular da Saúde, George Antunes, tem larga experiência, é bem-intencionado e competente.

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