segunda-feira - 12/09/2016 - 10:41h
Sucessão Municipal I

Francisco e o estigma do político gelatinoso e sem credibilidade

Candidato enfrenta dificuldades que ele mesmo causou para si inflando o ego e fugindo da realidade

Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), o Francisco José Júnior, Silveira, agora político-eleitoralmente trabalhado por seu marketing como “Francisco”, tenta a reeleição à Prefeitura de Mossoró depois de revelar muita destreza política e ser bafejado pela sorte, digamos.

Francisco é persuasivo, articulado e boa parte do que diz em seus programas eleitorais, sobre gestão e adversários, é verossímil. Mas por que ele não decola? Vamos tentar explicar.

O prefeito-candidato mergulhou num abismo delirante. As redes sociais da Internet formam um mundo à parte ou espécie de brinquedinho infantil adotado por ele, mas que se volta contra si como um monstro a devorá-lo. É desse mundo virtual que vem boa parte dos seus infortúnios recentes, que desmancham de vez suas utopias eleitorais (veja AQUI, AQUI e AQUI episódio recente que envolve até a primeira-dama do Estado, Juliane Faria).

"Francisco", em plena madrugada, faz filmagem de si na periferia da cidade, para se expor no seu mundo virtual (Foto: Web)

Sua candidatura à reeleição parece mostrar que os ventos sopram noutra direção e várias conspirações do destino que o favoreceram num passado, recente, parecem ter chegado ao fim.

Mas o caso não é exatamente de sorte ou azar. Não estamos lidando com um trevo de quatro pétalas ou a falta dele.

Na mitologia Celta (veja AQUI), os Druidas, filósofos e conselheiros da sociedade dessa etnia da Europa na antiguidade, acreditavam que o trevo de quatro folhas simbolizava a boa fortuna e quem o possuísse passaria a ter a sorte dos deuses e os poderes da floresta.

Sob essa ótica mitológica, pode ser assinalado que o grande capital obtido nos últimos tempos por Francisco não é eleitoral ou de imagem pessoal. Como ele mesmo atesta em suas declarações de bens desde as eleições de 2012 até este ano (veja AQUI), os últimos anos foram de bençãos nos negócios. Tudo indica que encontrou um trevo de quatro pétalas. Ô!!

Egolatria e megalomania

Na política, o candidato à reeleição pela Coligação Liderados pelo Povo caminha para desastre iminente e previsível há vários e vários meses. Na floresta que tem diante de si, na caça ao voto, é presa fácil de adversários que não precisaram se movimentar muito para alijá-lo da disputa.

Francisco, Francisco José Júnior, Silveira, Francisco José Lima Silveira Júnior é vítima de si mesmo (veja AQUI). De uma vaidade doentia, que podemos tratar por nomes complexos como “egolatria” e “megalomania”. Contrastam com o que o seu marketing tenta fervorosamente adesivar ao seu perfil, a partir do prenome papal de “Francisco”.

O prefeito eleito com estrondosa votação no pleito suplementar de 4 de maio de 2014, após cassação e afastamento da prefeita eleita Cláudia Regina (DEM), foi sendo paulatinamente engolido pelo próprio ego. Não entendeu a mensagem das urnas àquele ano, que este Blog decifrou (veja AQUI).

A missão do novo prefeito é muito maior do que talvez ele mesmo imagine. Será divisor de águas ou apenas nuvem passageira“, alertava nossa matéria no dia 6 de maio de 2014, dois dias após a eleição de Francisco José Júnior a prefeito de Mossoró em pleito suplementar.

Turbinado e anabolizado

Ele ficou turbinado e anabolizado com o triunfo. Passou a colecionar mais vitórias diretas e indiretas, mirando projetos mais ousados, levitando como se fosse um ser celestial. Seria a reencarnação do prefeito Rodolfo Fernandes (falecido em 1927), que comandou resistência à invasão do bando de Lampião em Mossoró. Pelo menos assim chegou a disseminar sua mulher, a primeira-dama Amélia Ciarlini.

Logo após as eleições que fizeram do então vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) o governador eleito do RN, em 2014, Francisco José Júnior passou a repetir como um mantra, que seria candidato ao Senado em 2018 e, depois, nome ‘natural’ para suceder Robinson no Governo do Estado.

Chegou a ponto de pleitear (sem sucesso) uma sala na Governadoria, para poder “despachar” politicamente num mesmo patamar do governador Robinson.

Nesse ínterim, começava a conviver com o espectro de uma reprovação pessoal e administrativa sem precedentes em Mossoró. Seria uma marolinha. Virou tsunami.

Mesmo tendo juntado 14 partidos e 182 candidatos a vereador, Francisco está em queda livre a 20 dias das eleições. Deverá experimentar votação humilhante e debandada em massa dos candidatos a vereador (veja AQUI).

Palavra gelatinosa e volátil

Estigmatizado como uma pessoa sem compromisso e de palavra gelatinosa e volátil, o prefeito repete uma retórica defensiva com surrados clichês – quase todos fora da realidade. Os adversários não se conformariam com o sucesso de um “Francisco” e estariam o atacando feroz e levianamente, resume o candidato.

Menos, menos.

Ele não é vítima da mídia, como repete, por exemplo. A imprensa em sua grande maioria foi paga para incensá-lo, mesmo que não costume receber em dia pelo serviço e não consiga o milagre de escudar e esconder tantas aberrações políticas e administrativas.

A oposição, dispersa e sem liderança alguma, fez o básico do básico na Câmara Municipal. Nada articulado e com força como ele prega. Mais barulho do que algo eficiente.

A última gota da credibilidade perdida (Foto: reprodução)

Praticamente ninguém cresceu nesse vácuo do seu desgaste, como a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) que atrofiou politicamente a ponto de se abrigar no rosalbismo, histórico grupo adversário. Inviabilizou-se à sucessão deste ano após quatro tentativas de chegar à Prefeitura.

A ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tira maior proveito desse quadro, pois cristalizou uma liderança em boa parte graças ao próprio ocaso dele e sem fazer oposição ao seu governo. Francisco, paradoxalmente, é seu principal cabo-eleitoral.

Em seu slogan, Francisco José Júnior garante que vai até o final: “Sempre resistir. Recuar Jamais” (sic). Desistindo ou não, já está fora do páreo como asseveramos (veja AQUI).

Boa parte dos seus eleitores deve migrar para um voto útil em contraponto à Rosalba.

Se sustentar fidelidade à bravata do slogan, ele dará o último suspiro naquilo que já perdeu há tempos: a credibilidade. Mas não se salvará do por vir.

O inferno não são os outros.

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quarta-feira - 07/09/2016 - 20:34h
Força do Povo

Vereador se queixa de tratamento diferenciado em coligação

Do Blog de Gutemberg Moura

O clima é pesado na disputa à Câmara Municipal, entre os candidatos da coligação “Força do Povo”, que dá sustentação à candidatura da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) à Prefeitura de Mossoró. A insatisfação é exposta pelo vereador Alex Moacir (PMDB).

Em áudio que circula nas redes sociais, o vereador reclama de “tratamento desigual” por parte de lideranças da coligação. Diz que o deputado federal Beto Rosado (PP) só pede votos para o pai, Betinho Rosado (PP), e a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) só para a mãe, Sandra Rosado (PSB).

Alex diz viver dias de “segunda divisão” e pede que a ex-governadora Rosalba Ciarlini ponha “ordem na casa”.

Nas eleições de 2012, ele foi o mais votado, com 4.701 votos.

O que dizer…Virou rotina o mimimi entre candidatos a vereador.

Na coligação de “Francisco” Silveira Júnior (PSD), um grupo de cinco candidatos retirou candidatura, depois de “acertos” voltou atrás.

Na coligação de Tião Couto (PSDB), a “Unidos por Uma Mossoró Melhor”, a  mesma coisa, com o candidato Benjamim Machado (PR).

Faz parte!

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  • Art&C - PMM - Festa da Liberdade - Setembro de 2026
quarta-feira - 07/09/2016 - 11:30h
Política e ódio

Quantos amigos você perdeu por causa da campanha passada?

Quem hoje está ferozmente envolvido na campanha eleitoral de Mossoró, da mesma forma que esteve em 2012, se deu conta do que ficou para trás?

Como pessoas maduras, outras tantas consideradas inteligentes, muitas resolvidas, conseguem repetir os mesmos erros?

Deram-se conta do cenário político daquela época tão próxima e o que temos hoje?

Pararam para fazer um inventário das amizades perdidas, das brigas estéreis e das ofensas proferidas e recebidas?

Será que por alguns segundos resolveram identificar onde estão os principais personagens daquele embate extremado, que gerou até cassação e afastamento de uma prefeita eleita?

Vou ajudá-lo.

Em 2012, a então deputada estadual Larissa Rosado (PSB) era candidata oposicionista. Perdeu nas urnas.

Em 2012, sua mãe e então deputada federal Sandra Rosado apostou todas as suas fichas na eleição da filha.

Em 2012, a então governadora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), apoiou a então vereadora Cláudia Regina (DEM) a prefeito, ao lado da prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB). Numa reunião em Natal, bateu à mesa e proclamou: “Eu não vou entregar a Prefeitura à Sandra!”

Em 2012, o hoje prefeito e candidato à reeleição Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, foi reeleito vereador no palanque de Larissa. Mas seu tio Galba Silveira já foi candidato a vice de Fafá Rosado em 2000 e seu pai e então deputado estadual Francisco José foi candidato a vice de Sandra Rosado em 1996.

Onde estão esses personagens hoje e seus asseclas que vomitam ódio e julgam a tudo e a todos, conforme suas motivações de hoje?

Vou ajudá-lo.

Sandra é candidata a vereador. Ela e a filha estão no palanque da arqui-adversária Rosalba, garantindo que a “Rosa” é o melhor nome a prefeito de Mossoró”.

Rosalba, que durante quase 30 anos duelou com a prima Sandra e seu grupo, concorre pela quarta vez à Prefeitura. Nas três vezes anteriores venceu o marido de Sandra  (Laíre Rosado), a própria Sandra e Fafá Rosado.

Fafá Rosado, que já foi apoiada pela prima Sandra Rosado a prefeito em 2000 (sendo derrotada por Rosalba), teve duas eleições a prefeito com endosso de Rosalba (2004 e 2008), mas agora apoia o empresário Tião Couto (PSDB) à Prefeitura. É adversária de Rosalba, só para esclarecer.

Já Cláudia Regina, que foi vice-prefeita eleita de Fafá Rosado, com apoio de Rosalba em 2004, além de prefeita eleita em 2012 no mesmo grupo, agora reforça palanque de Tião. É adversária de Rosalba, para ser mais claro.

Quanto a Francisco José, o Francisco, tenta a reeleição em faixa própria, depois de ele e seu pai Francisco José terem sido força-auxiliar das duas bandas Rosado.

Enfim, depois desse breve relato para clarear a memória dessa infantaria que espalha rancores, principalmente via Internet, eu pergunto:

– Quantos amigos você perdeu por causa da campanha passada?

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domingo - 04/09/2016 - 23:02h
Izabel Montenegro

Vereadora agradece apoio após passar mal em campanha

Izabel: tudo bem (Foto: Arquivo)

Tudo bem. A vereadora Izabel Montenegro (PMDB), que é candidata à reeleição em Mossoró na Coligação Força do Povo, está bem e em recuperação, do  mal-estar sofrido nesse sábado (3), em plena movimentação política (veja AQUI).

Aos amigos e correligionários ela emitiu mensagem os tranquilizando e de agradecimento a pessoas que a ajudaram nesse sobressalto delicado.

Utilizou endereços em redes sociais para esses fins:

Caros amigos e amigas,

Ontem no final da nossa concentração politica eu passei mal, tive uma forte dor no peito, cheguei a desmair, fui socorrida e levada ao Hospital Wilson Rosado, onde fui prontamente atendida, fiquei em observação, fiz alguns exames e recebi alta hoje à tarde.

Quero agradecer a todos que me prestaram socorro, principalmente à e-Deputada  Sandra Rosado (PSB), ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), Talizy Tomás (filha do vereador Tomaz Neto-PDT), Priscila Barbalho, Miguel Filho e outros que não lembro, devido o meu estado.

As visitas da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP), vereador Lucélio Guilherme (PTB), Dilma Soares, e seu esposo Severino Almeida, Júnior Rebouças e sua esposa Sandra Pinheiro, amiga Rose Cantídio, deputado Beto Rosado (PP), candidata a vice-prefeito Nayara Gadelha (PP), colega economiário Alcimar Morais.

Agradeço ainda à equipe médica Dr. Jonatas Carvalho, Dr. Alectsando Fernandes e Dr Luiz Gomes, e a todas as enfermeiras.

Recebi na minha residência a visita do meu amigo Dr Cure de Medeiros e através do telefone e redes sociais inúmeras manifestações de solidariedade.

Obrigada a todos e a cada um de vocês!

Izabel Montenegro.

Nota do Blog – Saúde, vereadora. Cuide-se.

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  • San Valle Rodape GIF
terça-feira - 30/08/2016 - 16:18h
Rosalba e Sandra

A difícil caminhada, juntas, das adversárias de quase 30 anos

Quem consegue olhar os primeiros dias da campanha mossoroense, testemunhando acontecimentos até insólitos, como a adesão do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) à candidatura da arqui-adversária Rosalba Ciarlini (PP), já percebeu que essa “união” não é ampla, geral e irrestrita. Há incômodo de lado a lado.

Como este Blog já afirmou, elas estão misturadas, mas não juntas (veja matéria especial sobre o tema clicando AQUI). Estão aprendendo a andar no mesmo passo nesses quase 15 dias de campanha (um terço da jornada de 45 dias).

Rosto cerrado de Sandra, com ar de incredulidade, mostra a 'sintonia' com Rosalba ao microfone (Foto: cedida)

Quase três décadas de escaramuças e arranca-rabos não foram aplacados e esquecidos em tão poucos dias. Tratada por adversários e setores da mídia como “acordão”, a aliança é de fato pontual e atende a interesses distintos. O comum é que buscam a sobrevivência política.

A família Rosado tenta sobreviver às intempéries das urnas dos últimos anos. Foi atingida quase à extinção política. A campanha 2016 é um ambiente onde muita coisa vem à tona, a ponto de ocorrer o expurgo de um dos tentáculos políticos da família: a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB) foi obrigada a escolher o palanque de Tião Couto (PSDB) – veja AQUI.

Outro cenário

O grupo de Sandra precisava preservar pelo menos uma vaga de vereador na Câmara Municipal, já que perdera espaços na Assembleia Legislativa e Câmara Federal. Da Prefeitura tem lembrança episódica, de mandato de cerca de 70 dias no distante ano de 1996, com a própria Sandra como prefeita, em face da morte do então titular Dix-huit Rosado (ela era sua vice).

Quanto à Rosalba, a escolha foi e é dolorosa. Ela aposta que parte do capital eleitoral do grupo da prima migrará para sua chapa, sem o inconveniente de ter o vereador Lahyrinho Rosado (PSB), filho de Sandra, como vice. Seria pesado demais.

Depois da campanha e das eleições, aí teremos outro cenário. Se conseguir a vitória a prefeito – favorita que é – pela quarta vez, Rosalba terá fôlego revigorado na política paroquial e passará a sonhar em retomar espaço no plano estadual.

Sandra caminha para possível legislatura como vereadora. A filha e ex-deputada estadual (e suplente) Larissa Rosado (PSB) pode retornar à Assembleia Legislativa com mandato efetivo, caso a chapa prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT)-deputado estadual Álvaro Dias (PMDB) seja eleita à Prefeitura do Natal. Chapa favoritíssima, praticamente sem adversários até aqui.

Recomeço

Esse enredo dando certo, os dois braços familiares do clã Rosado terão o capital mínimo para um recomeço.

Mas não se engane: nada será como antes. Nem como parece ser agora.

Existem sequelas até aqui de todos esses anos de diferenças políticas e até pessoais, que os próprios adversários fazem questão de mexer, revirar e exumar. Não foram poucos os incidentes e constrangimentos as envolvendo, como o caso que a imprensa nacional registrou de Sandra, deputada federal, filmando com seu celular (veja AQUI). Foi no dia 2 de outubro de 2013, quando uma sonora vai cobria a então governadora Rosalba. Na ocasião, a presidente Dilma Rousseff (PT) fazia visita oficial ao RN.

Nota do jornalista Felipe Patury na Época Online deu repercussão ao episódio (Foto: reprodução)

Na própria convivência desses primeiros dias de campanha, Sandra e Rosalba esforçam-se para que tudo pareça normal. Fazem o possível.

Mas às vezes, um simples olhar pode dizer mais do que palavra ou peça de propaganda.

A militância de parte a parte, que antes andava às turras, têm que aprender a conviver com a nova realidade. Isso leva tempo e boa parte dessas cicatrizes seguem insanáveis, principalmente com a decisão de exclusão de um nome indicado por Sandra para vice de Rosalba.

O veto não foi subliminar. Aboletar a jovem ‘desconhecida’ Nayara Gadelha (PP) como vice – Veja AQUI -, em vez de Lahyrinho, por exemplo, é prova clara de que realmente os dois lados têm um acordo para sobrevivência e não de convivência até que a morte os separe.

Exércitos

Foi assim que o rosalbismo fez e deixou Sandra praticamente sem saída, aceitando apenas formar um “chapão” à Câmara Municipal com seu PSB, PDT, PP e PMDB.

Engrossou essa relação de desconfiança mútua e, sincera hipocrisia, a candidatura do ex-deputado federal Betinho Rosado (PP) a vereador, anunciada logo após o fechamento do chapão (veja AQUI), como se representasse um antídoto à candidatura de Sandra. Cunhado de Rosalba, Betinho é um concorrente e não um aliado de Sandra, sua prima também.

Enfim, o passado de beligerância entre os dois grupos da mesma família, os condena à ficarem ressabiados um com o outro.  E não deve ser esquecida uma máxima da política militar: “O exército combatente nem sempre é o de ocupação”.

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segunda-feira - 15/08/2016 - 09:20h
Mossoró

Feriadão poderá causar debandada expressiva de eleitores

Os candidatos a prefeito/vice e vereador em Mossoró devem se preparar para uma iminente debandada de eleitores no dia 2 de outubro, data do pleito municipal. Há boa possibilidade de termos grande percentual de abstenção de votos.

Por que essa previsão?

Mossoró vivenciará o maior feriadão do ano, com quatro dias corridos, a partir da sexta-feira (30) de setembro, completado com o dia 3 de outubro (segunda-feira após as eleições do dia 2).

O feriado do dia 30 é a data magna da cidade, Libertação dos Escravos. Já o dia 2, é data de feriado estadual, dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu. Portanto – sexta, sábado, domingo e segunda-feira livres para o ócio.

Quatro dias corridos que devem instigar principalmente as classe média e alta a se distanciarem das urnas, justificando o voto longe da cidade.

Isso poderá concorrer muito para queda do quociente eleitoral, por exemplo, que em 2012 foi de 6.545 votos e este ano tende a recuar. Um decréscimo de até mil votos não seria de estranharmos ou até mais

EM 2012 Mossoró teve 137.463 votos válidos à Câmara Municipal, entre votos diretos aos candidatos (283 ao todo) e os votos de legenda.

Mossoró tinha 164.975 eleitores aptos ao voto, mas ocorreu abstenção de 12,80% do eleitorado – 21.122. Foram computados 134.973 (93,70%) votos válidos a prefeito, mas 6.737 (4,68%) nulos e 2.323 (1,61%) em branco.

Em resumo, na soma de abstenções, branco e nulo os candidatos a prefeito nas eleições de 2012 perderam 30.182 votos.

Em relação aos 283 concorrentes a 21 vagas na Câmara Municipal, o estrago foi um pouquinho menor: 27.512 votos.

O que pode concorrer para redução dessa hipótese de debandada em massa de eleitores, é um eventual acirramento entre disputantes à Prefeitura. Mas é bom lembrarmos que mesmo num cenário desses, em 2012 houve esse quadro de dispersão alta do eleitor, como os números mostram acima.

Recorde em 1982

A luta renhida entre as candidaturas de Cláudia Regina (DEM) e Larissa Rosado (PSB) mexeu com o eleitorado até o dia do pleito, mesmo assim houve essa alta abstenção.

Em 2008, os números dessa evasão não foram muito menores. A abstenção fechou na casa dos 12%, com 18.701 eleitores deixando de votar, uma multidão capaz de decidir uma eleição.

Existiam 153.027 eleitores em condições de voto.

Mas o recorde de abstenções levantado pelo Blog está mesmo no distante ano de 1982, com 15.435 (23,02%). O pleito marcou a retomada nas urnas do processo de redemocratização do país, com eleições diretas e conjuntas de governador a vereador. Veja em boxe abaixo, quadro eleitoral para prefeito àquele ano:

Eleições de 1982 (Fonte: Blog CS):

– Dix-huit Rosado (PDS) – 21.510 (41,68%);
– João Batista Xavier (PMDB) – 15.466 (29,97%);
– Canindé Queiroz (PDS) – 4.388 (8,50%);
– Mário Fernandes (PT) – 428 (0,83%);
– Paulo R. Oliveira (PTB) – 48 (0,09%);
– Brancos – 8.145 (15,79%);
– Nulos – 1.621 (3,14%);
– Abstenção – 15.435 (23,02%);
– Maioria Pró-Dix-huit – 6.044 (11,71%).

O eleitorado habilitado ao voto em 1982 era de 67.041, em 275 secções. Compareceram 51.606 (76,98%) eleitores.

Recentemente, na eleição suplementar de 2014, a abstenção teve seu segundo maior percentual em 42 anos (desde 1968), com 30.429 (18,45%) votos. Foram apurados 134.511 votos.

A Justiça Eleitoral tinha o registro de 514 urnas eletrônicas distribuídas pelos 72 locais de votação durante o pleito, com um total de 164.940 eleitores aptos a votar, utilizando pela primeira vez o sistema biométrico de identificação. Foi eleito o então prefeito interino Francisco José Júnior (PSD) e o vice Luiz Carlos Martins (PT).

Em 2016, Mossoró terá eleições com 167.120 eleitores. Em relação ao pleito de 2012, o aumento foi de 2.145.

As duas zonas eleitorais do município, 33a e 34a, têm como titulares os juízes Cláudio Mendes e Breno Valério, respectivamente.

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  • Repet - Arte Nova - 16=03=2026
segunda-feira - 08/08/2016 - 09:30h
Sopinha de letras

Chega a 31 o total de partidos na campanha 2016 em Mossoró

Ao todo, 30 partidos vão participar das eleições municipais de Mossoró este ano. No momento, ou seja, por enquanto, o Brasil tem 35 partidos registrados oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – Veja AQUI pequeno histórico de cada um).

O campeão em quantitativo é a coligação em torno da candidatura à reeleição do prefeito Francisco José Júnior (PSD). Serão 14 agremiações.

Os partidos que o apoiam são estes: PSD, PEN, PMB, PMN, PPL, PPS, PRB, PROS, PRTB, PSC, PTC, SDD, PTN e PV.

A segunda candidatura com maior “engorda” é a da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).

Está arrimada por sete partidos: PP, PSB, PDT, PMDB, PTB, PTdoB e PHS.

Atrás de ambos está Tião Couto (PSDB), com cinco partidos.

Com ele estão  PSDB, PR, DEM, PSL e PRP.

A candidatura de Gutemberg Dias (PCdoB) tem coligação de outra legenda, o PT.

O mesmo número de partidos envolve o candidato a prefeito Josué Moreira (PSDC), acompanhado pelo PSOL.

Já o PSTU terá apenas chapa proporcional, com três candidatos a vereador e sem apoiar qualquer nome a prefeito.

Em 2012

Em 2012, último pleito municipal, 24 partidos participaram da luta pelo voto, rivalizando-se em especial em dois palanques.

A “Coligação Frente Popular Mossoró Mais Feliz”, da candidata Larissa Rosado (PSB), amealhou a companhia de  14, mesmo número alcançado hoje por Francisco José. Só que ela estava condição de oposicionista.

Os partidos eram estes: PT do B, PRP, PC do B, PSD, PTC, PRB, PP, PPS, PHS, PSB, PTB, PT, PDT e PPL.

Eles formaram três coligações, assim distribuídas: PT do B, PRP e PC do B; PSB, PTB, PT, PDT e PPL; PSD, PTC, PRB, PP, PPS e PHS.

Já a então vereadora Cláudia Regina (DEM) tinha nove partidos na “Coligação Força do Povo”. Mesmo com apoio da então prefeita Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB).

Eram essas as siglas: DEM, PMDB, PV, PSL, PSC, PTN, PSDB, PR e PMN.

Esses partidos inscreveram 120 candidatos a vereador em quatro coligações: DEM, PR e PMN; PMDB e PSC; PTN e PSDB; PV e PSL.

O PSDC teve o professor Josué Moreira como candidato a prefeito, com 23 concorrentes a vereador.

O PSOL apresentou Raimundo Nonato Sobrinho, “Cinquentinha”, a prefeito, também sem fazer coligação. Juntou cinco candidatos a vereador.

O PRTB teve Ednaldo Calixto como candidato a prefeito e oito nomes a vereador.

PMDB campeão

Veja AQUI como cada partido se comportou eleitoralmente em 2012, remetendo a comparativo ainda ao ano de 2008. O campeão de votos foi o PMDB, que alcançou o primeiro lugar em votação cumulativa de seus candidatos (e legenda), além de eleger três representantes: Alex Moacir, Claudionor dos Santos e Izabel Montenegro.

* Um apelo para quem for utilizar essas informações: por favor,  por respeito ao suor da pesquisa e à lei, cite a fonte. Não é feio nem humilhante, mas é ridículo e traduz complexo de inferioridade, não fazê-lo. Pense nisso.

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domingo - 07/08/2016 - 23:52h
Nayara Gadelha

Rosalbismo tenta suavizar adesão pesada com uma vice ‘sua’

Nas primeiras horas da manhã da última sexta-feira (6), o grupo da então pré-candidata a prefeito de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), anunciou através de sua assessoria de imprensa: a candidata a vice dela seria a odontóloga Nayara Gadelha (PP) – Veja AQUI.

A notícia teve forte impacto na política local. Provocou muita perplexidade por vários motivos, além de julgamentos precipitados sobre a escolhida, a estratégia adotada pelo “rosalbismo” e o porquê da exclusão de nomes tidos como “favoritos” ou “certos” à mesma vaga.

Rosalba e Nayara formam uma chapa capaz de ganhar, mas sem a pecha eminentemente familiar-oligárquica (Foto: cedida)

A decisão da cúpula do grupo da ex-governadora e da agora candidata pela quarta vez à Prefeitura de Mossoró, Rosalba Ciarlini, foi uma demonstração de força?  Não denotaria excesso de confiança exagerada e desdém com apoiadores importantes?

As respostas não podem ser dadas sem certa margem de erro. Mas essas e outras perguntas têm como ser respondidas, mesmo que não consigam ser convincentes a quem teve vontade contrariada.

O que estava definido desde o princípio por Rosalba e seu marido-líder político, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado, era de não colocar na chapa a ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB). Não atendia a dois princípios básicos: capacidade de somar e confiança.

Cogitação

Seu nome sequer foi colocado em pesquisas de simulação de chapas. Foi dimensionado seu capital como pré-candidata a prefeito, o que acabou aquilatado como pífio.

Em relação ao grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB), não. Houve cogitação do próprio vereador Lahyrinho Rosado (PSB), filho de Sandra e sua indicação preferencial, além da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), também filha da parlamentar.

Lahyrinho, Rosalba, Larissa e Sandra: peso eclipsado por vice (Foto: cedida)

Nas pesquisas sob encomenda do rosalbismo, Larissa sempre apareceu em primeiro lugar a vice. A posição sempre a colocou acima do próprio irmão e de outras opções avaliadas, como a ex-secretária da Infraestrutura do Estado Kátia Pinto e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mossoró, Aldo Fernandes.

Empresário

Nayara nunca teve seu nome sondado. Nunca. Simplesmente não existia em prosa ou versos.

Carlos Augusto e seu irmão, ex-deputado federal e presidente estadual do PP Betinho Rosado, bateram de frente num nível de muito desgaste bilateral. O próprio Betinho queria o lugar para si ou esposa Mary Simone Barrocas, segundo comentários de bastidores.

Carlos relutava em aquiescer aos caprichos do mano. Pensava em um empresário, como a atração de Jorge do Rosário (PR), que acabou como vice de Tião Couto (PSDB). Outro Rosado seria demais, caracterizando uma superlativa chapa oligárquica.

Tertius

Nayara Gadelha foi uma escolha surgida na 25ª hora, que evitou o esgarçamento da relação entre Carlos e Betinho, amortizando as diferenças e satisfazendo à cúpula, por atender a outros critérios estudados à campanha. O deputado Beto Rosado (PP), filho de Betinho, é um dos avalistas por vê-la como importante ativista da “Juventude Progressista”, ala do seu partido.

A odontóloga de 26 anos é um “tertius” (terceiro nome numa escolha) diferente. Nunca esteve na tabuleiro de avaliações. Se  não somar, certamente não subtrairá votos, pressuposto de um bom vice.

Pode ser catalizadora de votos de um segmento, a juventude, haja vista o envelhecimento da militância de Rosalba. A lembrança coletiva espelhada por Rosalba à maior parte dos jovens mossoroenses, è relacionada à sua estada no governo estadual (de tristes lembranças) e não à Prefeitura (com bom acervo de obras), coisa ocorrida há mais de 12 anos.

A vice tem ainda um histórico familiar de intrínseca ligação com o grupo da ex-governadora, o que se entende como confiança. Suaviza até mesmo o desembarque de Sandra e seu grupo, que durante quase 30 anos se digladiou com o rosalbismo, com vários episódios constrangedores.

Nas primeiras horas de repercussão da sua escolha, ficou fácil perceber que foi mais impactante do que o anúncio oficial da aliança de Sandra com Rosalba, ocorrido na noite anterior (veja AQUI), um acerto que foi se desenhando como ‘esperado’. Surpresa mesmo foi Nayara, então.

Com Lahyrinho ou Fafá, Rosalba carregaria certamente uma “bigorna” nas costas – capaz de literalmente levá-la a pique. Com Nayara, não. Se não somar, não a empurrará para baixo. Ela não será ‘o problema’.

A candidata Rosalba não perderá a campanha, eventualmente, por essa escolha. Por outras talvez se culpe, como arrumações feitas no andar de baixo (chapa proporcional). As eleições dirão.

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sábado - 06/08/2016 - 14:14h
Sucessão municipal de Mossoró

Rosalba oficializa candidatura e conclama militância à “união”

O PP realizou sua convenção municipal à noite dessa sexta-feira (5) no Garbos Recepções e Eventos, em Mossoró. Oficializou a candidatura da ex-prefeita (três vezes), ex-senadora e ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) à prefeitura.

Com Rosalba foi homologado o nome da odontóloga Nayara Gadelha (PP) a vice, que pela primeira vez foi apresentado à militância rosalbista como companheira de chapa.

Rosalba chega com a vice (semi-encoberta), Sandra e Larissa (de verde, à direita) à convenção (Foto: Carlos Costa)

O partido ainda terá PDT, PMDB, PSB, PTdoB, PTB e PHS reforçando apoio à chapa majoritária, em três chapas à Câmara Municipal: PP, PMDB, PDT e PSB num chapão; PTdoB e PTB noutra coligação e o PHS com chapa própria.

Entre os oradores houve a própria Rosalba, sua vice Nayara, vários candidatos a vereador, bem como o deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, ex-deputados federais Betinho Rosado e Sandra Rosado (PSB), além do deputado federal Beto Rosado (PP).

“Mossoró, mais do que nunca, precisa da força de todos nós; precisa da força de todos que amam essa terra”, bradou a candidata Rosalba em seu discurso, convocando os partidários à campanha municipal.

“Hora de união”

Com recado claramente lançado à sua militância, que recebia pela primeira vez a companhia do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (que compareceu ao lado da ex-deputada estadual Larissa Rosado-PSB), Rosalba asseverou:

– Não é hora de radicalismo, não é hora de picuinha, não é hora de desavença. É hora de união.

A exemplo do que ocorreu em relação às outras principais coligações adversárias, a convenção de Rosalba teve pouca representatividade em termos de lideranças políticas estaduais, mas expressivo público.

O evento foi bastante concorrido, mas num espaço asfixiante, que levou muita gente a sair do local para parte externa até antes do seu final, tamanha a temperatura interna.

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sexta-feira - 05/08/2016 - 01:01h
Depois de 28 anos...

Rosalba e Sandra Rosado firmam aliança à campanha 2016

Foi selada publicamente a aliança do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) com o grupo da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PSD). O anúncio oficial foi à noite dessa quinta-feira (4), na casa que pertenceu ao deputado federal Vingt Rosado (pai de Sandra), no centro de Mossoró.

Rosalba foi recebida por Sandra, vereador Lahyrinho Rosado (PSB) e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB). No dia anterior, Larissa já tinha emitido nota abrindo mão de pré-candidatura a prefeito em favor de Rosalba (veja AQUI).

Larissa discursa ladeada por Rosalba e Sandra: momento histórico (Foto: cedida)

Nos discursos, um foco comum: reconstruir Mossoró. O adversário – e alvo das falas – foi o prefeito Francisco José Júnior (PSD), que fez convenção municipal (veja AQUI) também nessa quinta-feira.

“Há 21 anos Rosalba não entra nessa casa. A última vez foi no dia em que meu pai partiu. Hoje, ela está voltando. Tenho certeza que meu pai iluminou essa união, porque a nossa história, que começou com Vingt e Dix-Sept Rosado, não poderia terminar com um distanciamento político”, saudou Sandra.

Adversários históricos

Adversários históricos, os dois grupos vão fazer uma campanha com composição inédita nos últimos 28 anos, marcados principalmente por seguidas derrotas do grupo da prima Sandra, em pleitos eleitorais municipais.

Rosalba foi eleita a primeira vez em 1988. Impôs derrota a Laíre Rosado, marido de Sandra.

Já em 1992, o troco. Sandra foi eleita vice-prefeita, na chapa encabeçada pelo tio Dix-huit Rosado (PDT), suplantando a chapa Luiz Pinto (PFL)-João Batista Xavier (PCB), apoiada por Rosalba.

Em 1996, a vítima foi a própria Sandra. Já em 2000, quem terminou sendo derrotada foi a enfermeira Fafá Rosado, que era do grupo de Sandra Rosado.

Nas eleições de 2004 e 2008, Fafá mudou de lado e de apoio para ser eleita e reeleita ao lado de Rosado, em duas derrotas infligidas contra Larissa Rosado, filha de Sandra.

Já em 2012, foi a vez da vereadora Cláudia Regina (DEM) ser eleita à Prefeitura, com apoio de Rosalba e da própria Fafá.

Quanto à eleição suplementar de 2014, Rosalba não defendeu de público qualquer candidatura, mas soprou para sua militância votar em Francisco José Júnior, para ajudar a derrotar indiretamente Larissa, pela quarta vez.

Mas em relação à campanha deste ano, a ideia é passar uma borracha no passado e juntar militantes e eleitores que passaram todo esse tempo se digladiando.

Coligações

Nesta sexta-feira (5), a partir das 18h no Garbos Recepções e Eventos, o PP de Rosalba Ciarlini vai realizar convenção que definirá o nome  dela a prefeito. Quanto ao vice, até aqui não houve revelação pública quanto ao escolhido.

Durante vários meses Sandra Rosado tentou viabilizar o nome do seu filho, Lahyrinho Rosado (PSB). Não emplacou. Recuou para priorizar um “chapão” (veja AQUI) à Câmara Municipal, em troca de apoio à Rosalba. Na vaga de Lahyrinho entrará a própria ex-deputada como puxadora de votos.

Desta sexta-feira não passará o anúncio.

As definições estão prontas quanto às faixas de coligações à Câmara Municipal, entre os sete partidos que arrimam a postulação de Rosalba.

PP, PMDB, PDT e PSB terão coligação própria, o chamado “chapão”.

O PHS terá sua própria nominata.

PTdoB e PTB resolveram formar outra coligação.

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quarta-feira - 03/08/2016 - 21:47h
Quinta-feira, 9

PSB vai anunciar oficialmente apoio à Rosalba Ciarlini

O Partido Socialista Brasileiro de Mossoró (PSB) realiza nesta quinta-feira, 04, às 17h, reunião com aliados e militância para oficializar sua posição diante as eleições de 2016, em Mossoró.

Vai apoiar candidatura a prefeito da ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP) e participar de aliança proporcional (veja AQUI) com PP, PMDB e PDT. Já antecipou ainda a retirada de pré-candidatura a prefeito (veja AQUI).

Pelas redes sociais, a ex-deputada Larissa Rosado (PSB) convidou a população mossoroense para conhecer a posição do grupo, ressaltando a necessidade de união por Mossoró com objetivo de melhorar da qualidade de vida do cidadão.

O anúncio acontecerá na sede do Partido, mais conhecida como “Casa Vingt Rosado”, à Rua Dionísio Filgueira, 345, Centro.

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segunda-feira - 01/08/2016 - 23:40h
Eleições 2018

Nome a vice decidido, em Natal, tem relação com Mossoró

Ufa! Depois de muito disse-me-disse, o PMDB emplacou o nome a vice para a chapa do prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT), à sua própria sucessão. Será o deputado estadual Álvaro Dias (PMDB).

Dias: escolha calculada (Foto: Tribuna do Norte)

O anúncio feito oficialmente hoje remete o partido à realização de sua convenção municipal para oficializar o nome de Álvaro e chapa proporcional, além da aliança com o PDT, no dia 4 próximo (quinta-feira), às 9h, na sede do partido.

O verdadeiro rally a que o peemedebismo foi submetido, a ponto de se se cogitar outra saída fora do partido, chegou a bom termo. O comando estadual do PMDB queria o próprio Álvaro Dias ou o também deputado estadual Hermano Morais.  Eram preferências do ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves.

Larissa Rosado

Ainda hoje, o presidente local do partido, vereador Ubaldo Fernandes, emitiu nota com anúncio e de agradecimento “aos valorosos filiados, deputado estadual Hermano Morais, Marcelo Queiroz e Fred Queiroz,” que chegaram a estar no páreo também à indicação.

A articulação para indicação de um deputado ou outro, tem uma razão de ser muito forte, com olhos voltados para 2018.

O ex-deputado federal Henrique Alves espera que se viabilize a reeleição de Carlos e eleição de Álvaro Dias, para que abra uma vaga na Assembleia Legislativa para a suplente e ex-deputada Larissa Rosado (PSB) voltar à Casa, como efetiva.

O interesse de Henrique é em ter uma dobradinha com ela em Mossoró e região, para voltar à Câmara Federal em 2018.

Daí a explicação para sua insistência com Álvaro ou Hermano para vice do primo Carlos Eduardo.

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terça-feira - 26/07/2016 - 18:08h
Sucessão mossoroense 2016

Chapa Tião Couto-Larissa é costurada, mas não avança

O empreendedor Tião Couto (PSDB), que concorrerá à Prefeitura de Mossoró este ano, conversou com graduado representante do grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB).

A negociação tinha o propósito de tornar a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) vice na chapa de Tião, mas não avançou.

A ex-deputada e mãe de Larissa mandou avisar que “ela (Larissa) não será vice de ninguém”.

O acerto só se viabilizaria, se Tião assumisse outros compromissos com o grupo, além de aceitar Larissa como cabeça de chapa.

O entendimento morreu aí.

Os bastidores da sucessão municipal estão fervendo e podem reservar muitas surpresas.

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sexta-feira - 22/07/2016 - 22:04h
Hoje

Larissa Rosado aniversaria com Missa em Ação de Graças

A ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) é aniversariante do dia.

Larissa compareceu à Igreja São José para tradicional liturgia das 17 horas (Foto: redes sociais)

Marcou a data especialmente com Missa em Ação de Graças à tarde, na Igreja de São José em Mossoró.

Após a liturgia religiosa, ela foi cumprimentada por pessoas presentes.

Larissa esteve por três mandatos na Assembleia Legislativa.

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quarta-feira - 20/07/2016 - 23:50h
Natal

Deputado do PMDB deverá ser vice de Carlos Eduardo

Na hipótese de eleição de chapa governista, Larissa Rosado assumiria mandato efetivo na Assembleia

Do portal Agorarn

A escolha do PMDB para indicação do vice na chapa do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) deverá recair sobre um dos dois deputados estaduais do partido que estão na disputa: Hermano Morais ou Álvaro Dias. A informação é de uma fonte peemedebista.

Hermano (senador Garibaldi Filho no centro) e Álvaro estão no páreo (Foto: Agorarn)

De acordo com esta fonte, o partido ainda não definiu quem será o indicado, o que só deverá acontecer na próxima semana.

A legenda avalia pelo menos quatro nomes para esta indicação. Além dos deputados estaduais, são cotados os empresários Marcelo Queiroz e Fred Queiroz.

Nota do Blog Carlos Santos – Formalizando-se essa decisão e, numa hipótese de vitória dessa chapa, os reflexos serão muito sentidos em Mossoró.

Tornará a suplente de deputada estadual, Larissa Rosado (PSB), em deputada estadual efetiva.

Ela não se reelegeu para seu quarto mandato à AL, no pleito de 2014.

Ficou na segunda suplência.

O primeiro suplente era Vivaldo Costa, que terminou assumindo o mandato em face da morte no ano passado do titular Agnelo Alves (PDT).

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terça-feira - 19/07/2016 - 12:57h
Câmara Municipal

Sandra Rosado prepara salto para novo começo político

A ex-vice-prefeita, ex-prefeita, ex-deputada estadual e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB), 65, prepara lançamento de sua candidatura à campanha municipal deste ano em Mossoró. Dessa feita, é um salto para trás na tentativa de novo começo.

Será candidata a vereador.

Sandra (em pé), ao lado de Larissa e Lahyrinho (sentados), reuniu aliados na casa que foi do seu pai (Foto: cedida)

Ainda ano passado, este Blog postou matéria falando na hipótese da ex-deputada federal ser candidata a vereador. Muitos internautas desdenharam da notícia. Viam-na como puro delírio de nossa página.

No momento, a cadeira de vereador de seu grupo é do vereador em segundo mandato Lahyrinho Rosado (PSB), seu filho.

Na última sexta-feira (15), ao lado do filho, da filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB), Sandra promoveu uma reunião com correligionários, para avaliar o quadro político e mobilizar militância.

Encontro ocorreu num endereço emblemático: a casa onde morou seu pai e líder político, deputado federal Vingt Rosado, falecido em 1994, à Rua Dionísio Filgueira, Centro.

O próprio Vingt Rosado começou sua trajetória política (de onze mandatos) como vereador, no pleito de 1948. Seu irmão Dix-sept Rosado disputou e venceu corrida à Prefeitura e, em 1950, foi eleito governador (conheça um pouco clicando AQUI).

Dix-huit

Sandra começou na vida pública em 1992, como vice do seu tio, o ex-prefeito Dix-huit Rosado (PDT). A chapa eminentemente familiar venceu as eleições daquele ano, enfrentando os governistas Luiz Pinto (PFL)-João Batista Xavier (PCB), nomes da então prefeita Rosalba Ciarlini. O resultado que parecia ser impossível, se consolidou nas urnas.

Houve racha político entre ambos já no governo. Não faltaram bate-bocas públicos e através da imprensa, que envolveram os irmãos Dix-huit e Vingt, além de outros personagens.

Dix-huit e Vingt em 1992: 'fechados' no palanque, rachados por dentro (Foto: arquivo)

Mas no dia 22 de outubro de 1996, Dix-huit morreu (veja perfil AQUI) em pleno exercício desse terceiro mandato como prefeito. Sandra assumiu por 70 dias, sendo efetivada no cargo de prefeito no dia 23 de outubro, com mandato que se dilatou até 31 de dezembro do mesmo ano.

Depois foi eleita uma vez à Assembleia Legislativa (1998) e três vezes à Câmara Federal (2002, com 90.792 votos; 2006, com 69.277 votos; 2010 com 92.746).

Não conseguiu a reeleição em 2014, quando tentou obter o quarto mandato consecutivo à Câmara. Seria o 14º mandato consecutivo do seu grupo familiar na Câmara dos Deputados: quatro dela, três do seu marido (Laíre Rosado) e sete do seu pai.

Majoritária

Recomeçar pela Câmara Municipal não é demérito. Nem também deve ser visto como uma licença poética. É questão de estratégia de sobrevivência política.

O PSB não conseguiu até aqui formar sequer uma nominata mínima para disputa à Câmara de Vereadores. Com Sandra a aposta é que consiga atrair outros nomes e alargue votação, para ter uma bancada.

Em termos de chapa majoritária, a postulação lançada pela quarta vez, de Larissa, nem é tratada a sério externamente. A ex-deputada estadual não trabalha com esse fim, mas com foco em seu retorno à Assembleia Legislativa no pleito de 2018.

Noutra frente, Sandra aspira elevar Lahyrinho à condição de vice, numa composição com Rosalba Ciarlini (PP), prima e adversária.

É possível? Sim. Mas pouco provável. Hoje, o rosalbismo não precisa dessa aliança, direta, para viabilizar a eleição da “Rosa”.

De sua posição de favoritismo, não surge qualquer ameaça realmente forte nesse momento.

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quinta-feira - 14/07/2016 - 22:12h
Mossoró

PSB fará reunião, mas não sinaliza com nome à majoritária

O Partido Socialista Brasileiro (PSB), diretório mossoroense, promoverá “uma reunião em seu escritório”, situado à rua Dionísio Filgueira, 345, nesta sexta, 15 de julho, às 17h, diz comunicado da sigla.

Acrescenta que “esta reunião é para os filiados ao PSB ou aqueles que desejam se filiar”.

Por fim, salienta: “O partido fará um encontro na próxima semana com demais partidos aliados, amigos e seguidores dando seguimento ao trabalho de construção de um projeto para uma Mossoró mais justa para os mossoroenses.”

Mas o partido não cita ou insinua nada sobre nova candidatura a prefeito da ex-deputada estadual  Larissa Rosado.

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terça-feira - 12/07/2016 - 10:56h
Mossoró

Disputa por vice leva clã Rosado à situação de estresse extremo

Grupo de Sandra e esquema de Fafá têm luta delicada e um dos lados poderá fazer o papel de trouxa

O grupo da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) faz um esforço hercúleo para ter um nome a vice na chapa à Prefeitura de Mossoró, encabeçada pela ‘adversária’ Rosalba Ciarlini (PP).

Empina a postulação do vereador Lahyrinho Rosado (PSB) como ‘certa’.

Na concorrência frenética também está o esquema da ex-prefeita Fafá Rosado (PMDB), prima de Sandra – veja postagem abaixo ou AQUI.

Sandra e Rosalba podem fazer composição mesmo em meio a enorme fosso entre ambas (Foto: Raul Pereira)

Seus defensores juram de pés juntos, mãos postas para o céu e olhos rútilos no infinito, que a ex-prefeita é que deve ser ungida.

O que é certo, sem qualquer preferência por “a” ou “b”, é que um dos lados fará papel de trouxa.

Sobrará li-te-ral-men-te.

Mas há uma outra hipótese: os dois podem sobrar.

A aspiração de Fafá e de Sandra tem razão de ser. Em jogo, não há qualquer afinidade política com Rosalba ou espirito público, em nome da “reconstrução” de Mossoró, digamos.

Devastação de capital político

As eleições de 2014 provocaram devastação no capital de votos e de poder do grupo de Sandra Rosado e no esquema de Fafá Rosado. Afetaram o clã Rosado em si. A própria Rosalba também saiu no prejuízo (sem mandato), que pode começar a ser recuperado este ano, caso se eleja pela quarta vez à Prefeitura.

Sandra não foi reeleita, quando tentava o quarto mandato consecutivo à Câmara Federal.

Sua filha e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) também não se reelegeu, além de ter capitalizado no mesmo ano a quarta derrota seguida à Prefeitura, no pleito suplementar que teve o vereador Francisco José Júnior (PSD) eleito.

Quanto à Fafá, o prejuízo também foi considerável. Uma eleição vista internamente em seu grupo como “certa” à Câmara Federal, acabou se transformando em votação pífia.

Senado

Seu marido, o deputado estadual Leonardo Nogueira (do DEM, hoje no PMDB), terminou derrotado na tentativa de se manter na Assembleia Legislativa para o terceiro mandato.

No passado, Rosalba, Fafá e Leonardo eram um só grupo; depois... (Foto: reprodução da Web)

Rosalba seria a tábua de salvação. Mas só há uma cadeira de vice.

Eis a questão.

Com projeto de ser candidata novamente ao Senado, como fora eleita em 2006, Rosalba Ciarlini tem que avaliar não apenas qual melhor opção para ser o seu vice-prefeito, mas quem lhe seria mais confiável ou menos prejudicial, a curto e médio prazos.

Com sua hipotética eleição, renúncia e candidatura ao Senado já em 2018, o vice precisa ser alguém em quem possa confiar.

Sandra e seu grupo são adversários históricos, com alguns momentos de acordos pontuais de bastidores, cada um do seu lado, mas também de muitas mágoas.

Quanto à Fafá e seu esquema, as lembranças também não são das melhores. Prefeita com apoio de Rosalba, ela paulatinamente foi isolando Rosalba, Carlos e seus aliados até se transformar em adversária deles.

Sincera hipocrisia

Enfim, em relação às opções postas ou que se oferecem, a convivência de Rosalba com elas é marcada por uma máxima que sempre repetimos:

O que há de mais verdadeiro nessa relação é uma sincera hipocrisia.

Sob a ótica da política, a união não é impossível. É pouco provável. Ao optar por um desses ramos familiares, o rosalbismo excluirá o outro.

Unida a um deles ou a ambos, sabe-se lá como, dará discurso consistente para opositores.

Ainda precisa ser analisado o seguinte: Rosalba precisa de um desses apoios ou dos dois para ser eleita à Prefeitura de Mossoró?

Esmiuçando números de pesquisas e sob outras análises, é possível se observar que quem acrescenta maiores dividendos eleitorais é o grupo de Sandra Rosado, mesmo que Rosalba tenha de dar muitas explicações durante os 45 dias de campanha. Fafá nem grupo possui; voto, então…

Como já asseveramos antes em várias matérias ao longo de muitos anos, um dia os Rosado estarão juntos, mesmo com suas diferenças e idiossincrasias. Mas para isso, precisarão se defrontar com um adversário comum e muito forte, capaz de aniquilá-los politicamente.

Chegou esse tempo?

Talvez não.

* Aguarde mais postagem sobre esse assunto, com informações de bastidores.

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segunda-feira - 11/07/2016 - 13:02h
PHS de Mossoró

Deputado aconselha pré-candidatos a conquistarem apoio

O PHS realizou um evento expressivo em termos de número e também com muita representatividade política nesse sábado (9) em Mossoró, no Hotel VillaOeste. O encontro municipal do partido serviu para apresentar sua nominata “cheia” com 32 pré-candidatos a vereador.

Souza: "Eu não sou dono do PHS" (Foto: Jaílton Rodrigues)

O deputado Manoel Cunha Neto, “Souza”, maior liderança estadual da sigla, prestigiou a iniciativa que teve início às 16h, com a presença de cinco pré-candidatos a prefeito de Mossoró, convidados pelo comando partidário local.

– O PHS não é meu. Eu não sou dono do PHS. Eu sou deputado do PHS – discursou Souza.

“Conquistem o PHS”, aconselhou aos pré-candidatos a prefeito, haja vista que o partido não definiu quem apoiará à chapa majoritária.

Autonomia

“O PHS local tem autonomia para tomar sua decisão”, disse o deputado.

O encontro do partido lotou o auditório do VillaOeste, que tem assentos para mais de 600 pessoas. Durante a programação, Souza franquiou a palavra aos pré-candidatos a prefeito Tião Couto (PSDB), Rosalba Ciarlini (PP) e Larissa Rosado (PSB), antes de fechar a programação.

Também estiveram no encontro Josué Moreira (PSDC) e o prefeito atual do município, Francisco José Júnior (PSD).

Com informações do PHS/RN.

Nota do Blog – Claques dos pré-candidatos Tião Couto, Francisco José Júnior, Larissa Rosado e Rosalba Ciarlini sentiram-se em “casa” em suas manifestações.

Nesse ambiente conflagrado, acabaram sobrando hostilidades para o prefeito, que saiu antes mesmo de começar a série de oradores. Justificou saída adiantando por sua assessoria que iria para aniversário de um vereador aliado, Alex do Frango (PMB).

O partido errou também, ao permitir que o locutor contratado alterasse o roteiro do evento, para esgoelar preferências pessoais.

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domingo - 10/07/2016 - 06:42h
Eco das eleições suplementares I

Novo prefeito ganha para dividir história ou confirmar os Rosado

DNA de votos e uma série de fatores mostram o sucesso de Francisco José Jr. em disputa mossoroense

(*) Cada eleição tem um metabolismo próprio. Contextualização e conjuntura precisam ser analisadas, para um melhor entendimentos dos fatos. Cada um de seus protagonistas  tem visão particular sobre números e resultado, o que é normal.

Cada uma dessas “verdades”, porém, é questionável. Algumas, até, porque tentam encobrir desastres e outras mitificar vitoriosos.

Silveira tem aclamação e o futuro para contar outra história ou justificar o ciclo oligárquico (Foto: Raul Pereira)

Mas quem foi o grande vencedor do pleito suplementar do domingo, em Mossoró?

A pergunta é de fácil resposta: o prefeito provisório e eleito Francisco José Júnior (PSD), da Coligação Liderados pelo Povo.

Saiu emergencialmente da presidência da Câmara Municipal de Mossoró – onde chegou para o quarto mandato como sexto mais votado com 2.586 votos –  para presença interina na prefeitura. Em pouco mais de quatro meses, catapultou o próprio nome ao topo do poder, de forma meteórica, com resultado avassalador.

Numericamente, empalmou a maior vantagem eleitoral de um candidato a prefeito sobre seu principal adversário em Mossoró. Em 1976, João Newton da Escóssia tivera margem percentual até maior, mas dentro de uma realidade em que cada partido poderia apresentar mais de um candidato a prefeito, o que se denominava de “sublegenda”.

Francisco José Júnior (PSD) superou até mesmo o êxito de Rosalba Ciarlini (DEM, na época PFL) em relação à Sandra Rosado (PSB, na época PMDB), em 1996.

Rosalba x Sandra (1996)

– Rosalba Ciarlini (PFL) – 57.407 (52,64%);
– Sandra Rosado (PMDB) – 26.118 (28,50%);
– Maioria pró-Rosalba Ciarlini de 31.289

Francisco José Jr. x Larissa (2014)

– Francisco José Júnior (PSD) – 68.915 (53,31%);
– Larissa Rosado (PSB) – 37.053 (27,55%);
– Maioria pró-Francisco José Júnior de  31.862

* Francisco José Júnior teve 573 votos de maioria em sua eleição, num comparativo com Rosalba em 1996

É primário e inocente, se acreditar que esse êxito seja  resultado da força da “máquina” pública, na qual estava montado. Para o espaço de tempo entre sua última posse interina, ocorrida em 6 de dezembro de 2013 e a campanha, iniciada no dia 12 de abril deste ano, ele tinha pouca “pista” temporal para tamanha ascensão sobre campo minado.

Rosalba e Sandra: distância e judicialização

O prefeito provisório sobrou em destreza para apagar crises pontuais, enfrentar “herança maldita” das gestões Fafá Rosado (DEM, hoje no PMDB)-Cláudia Regina (DEM)  e “incêndios fabricados” com a intenção de desestabilizar a municipalidade e seu nome.

Costurou apoios e montou uma coalizão multifacetada, que juntou do PT a dissidentes do PMDB e do DEM, 15 dos 21 vereadores, em palanque para todos os gostos e cores. Apesar da predominância do amarelo, padrão de identidade política como candidato, a diversidade foi seu forte.

Exposição raivosa

Além disso, foi beneficiado pelos desdobramentos da autofagia do clã Rosado, duelo remanescente das eleições canceladas de 2012. Os grupos da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e da governadora Rosalba e seu marido e chefe de Gabinete Civil do Estado, Carlos Augusto Rosado (DEM), praticamente aniquilaram-se para o pleito suplementar, com uma arenga no campo judicial e exposição raivosa em redes sociais (Net).

O que restou desses exércitos brancaleones, permitiu que “Silveira” (como o prefeito é conhecido desde a infância), avançasse  com uma candidatura alternativa à bipolarização Rosado X Rosado, mesmo que em seu palanque tivesse o apoio da ex-prefeita Fafá Rosado.

O DEM de Rosalba e Carlos Augusto sequer conseguiu registrar uma candidatura. A prefeita cassada e afastada Cláudia Regina fincou pé e não abriu mão de insistir em concorrer novamente, mesmo a Justiça Eleitoral atestando sua completa impossibilidade, por “ter dado causa” às novas eleições.

Mesmo que quisesse trocá-la, o casal não teria outra opção, tamanha a pobreza de quadros e as imposições legais à colocação de algum familiar. Sim, porque a prioridade é sempre alguém da família.

Quando ao PSB da líder Sandra Rosado, insistiu na candidatura da deputada estadual e sua filha, Larissa Rosado (PSB), apesar de ela sofrer inelegibilidade em decisões judiciais em Mossoró e no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com escassas chances de reversão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foi à luta por “sua conta e risco”, parcos recursos financeiros e histórico de três derrotas seguidas à prefeitura.

Seus votos foram contabilizados, mas estão  sub judice. O plano de substitui-la foi pensado até os últimos dias (Blog dará detalhes de bastidores), mas a esperança de reversão do quadro no TSE terminou frustrada.

A insegurança jurídica e os resquícios da luta Cláudia x Larissa de 2012 ajudam a entendermos os números dessa campanha. Eles reforçam a caracterização de uma vitória em que Francisco José Júnior teve incrível senso de oportunidade e talento para ocupar vácuo. Ascende como um contraponto à dinastia dos Rosado, em meio à sua divisão.

O que antes era tática para somar, virou motivo de fracionamento e dispersão de liderança entre os Rosado.

A votação de Silveira tem DNA multifacetado, onde se incluem – ainda – até consideráveis votos de seguidores de Rosalba e Cláudia, que enxergaram no palanque de Larissa “um mal maior”. Ambas declararam “neutralidade” no pleito. A maioria dos seus eleitores captaram a mensagem subliminar.

Em tese, a vitória de um não-Rosado causaria menor estrago a ambas do que a entronização do ramo familiar comandado por Sandra Rosado, legítima herdeira do “doutor Vingt”, Vingt Rosado, seu pai.

Ao mesmo tempo, a vitória espelha sentimento de mudança, mas não de seis para meia dúzia, de uma oligarquia multidecenal para outra emergente – o “Silveirismo” (!!).

Missão

Como prefeito eleito, completando mandato de pleito de 2012, com cerca de dois anos e sete meses de gestão pela frente, Francisco José Júnior terá uma missão de dificílimo cumprimento. Sofre pressão em duas vertentes: uma administrativa e outra política.

Larissa e Cláudia: mesmo veneno (Montagem do Blog do Magno César)

Rosado de A e Rosado de B não lhe darão trégua. Partilham das mesmas necessidades e de um entendimento de propriedade em relação à prefeitura. São ressentidos, em essência.

A instabilidade de seu governo é uma necessidade, para que a retomada do ciclo de hegemonia familiar seja feita, “provando” à cidade a tese de uma superioridade genética destinada à atividade pública, espécie de “eugenia política”.

Os solavancos aconteceram e continuam dentro da interinidade como prefeito, no curso da campanha suplementar e devem seguir a partir da posse como prefeito efetivo. Exemplo disso é que no sábado (3), menos de 24 horas antes do pleito, advogados ligados à Cláudia Regina despejaram 12 ações na Justiça Eleitoral, acuando o candidato e prefeito interino. A coligação de Larissa emplacou mais três.

A “judicialização” que tanto os dois lados propagam e definem como protagonista de 2012 e dessas eleições especiais, é na verdade o veneno que ambos tomaram na intenção de aniquilar o outro lado. Até aqui, fenecem os dois.

Contudo, preferem transferir responsabilidade para a Justiça Eleitoral. Para a opinião pública vendem o papel de vítimas. Em 2014, não colou.

Platão

Para o prefeito, a chance que ele mesmo soube escupir, em meio ao acaso ou por oportunidade “de Deus”, como prefere definir, acontece para estabelecer o começo de novo ciclo. Ou, para revelar apenas um pequeno interstício de poder entre Rosado e Rosado.

O amanhã dirá.

Afinal de contas, a prefeitura não está nas mãos deles desde 1948, de forma quase contínua, por acaso. Há muito de competência e adaptação à realidade de cada tempo. É uma seleção quase “natural”, como se fossem prova de um conceito de “darwinismo político”.

Apesar se ser considerada por Platão (em “A República”) como a forma mais pobre e atrasada da política, a oligarquia (regime político em que o poder é exercido por um pequeno grupo de pessoas, pertencentes ao mesmo partido, classe ou família) foi aceita pela maioria dos mossoroenses. Em décadas diversas, em tempos distintos, o mossoroense votou maciçamente nos Rosado.

Adiante, não deixará de votar, apenas porque o prefeito é Silveira. Como não votou agora por ele não ser um Rosado.

Em 1968, Antônio Rodrigues de Carvalho impôs a última derrota aos Rosado em Mossoró, ganhando pleito municipal por 98 votos, contra o professor Vingt-un Rosado. De lá para cá, em dez eleições consecutivas, os Rosado levaram a melhor em todas (veja retrospectiva histórica com exclusividade AQUI) .

A missão do novo prefeito é muito maior do que talvez ele mesmo imagine. Será divisor de águas ou apenas nuvem passageira. Tem os meios para não repetir Rodrigues, o “Toinho do Capim”.

O amanhã dirá.

* Texto originalmente publicado no dia 6 de maio de 2014, dois dias após a eleição de Francisco José Júnior a prefeito de Mossoró em pleito suplementar. Passados mais de dois anos de sua publicação, avalie o que está escrito, veja a atual realidade e deduza o que possa ocorrer nas eleições de outubro de 2016 em Mossoró. Essa matéria analítico-opinativa tem mais de dois anos de sua veiculação.

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quarta-feira - 29/06/2016 - 08:08h
Eleições 2016

Sucessão natalense interessa diretamente a grupo de Mossoró

Cá em Natal, onde circulo a trabalho há alguns dias, a sucessão municipal está em ebulição.

No governismo, então…

Dias: nome em ascensão (Foto: Tribuna do Norte)

O nome do deputado estadual caicoense Álvaro Dias (PMDB) emerge na cotação para ser escolha a vice, no projeto de reeleição do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT).

Isso, se consumando, pode ter reflexos em Mossoró.

Como?

A ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) é suplente imediata de Álvaro Dias.

Daí…

Eventual formalização da chapa Carlos-Álvaro e, sua vitória eleitoral, darão à Larissa o direito de retornar à Assembleia Legislativa, sendo efetivada como deputada.

Uma benção para a ex-parlamentar e seu grupo, que vivem um inferno astral político que parece sem fim.

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segunda-feira - 27/06/2016 - 15:18h
Disputa

Mossoró tem, por enquanto, sete pré-candidatos a prefeito

Mossoró está com uma enxurrada de pré-candidatos a prefeito. As convenções partidárias serão ainda no próximo mês e esse quadro pode ser retraído ou mesmo ampliado.

Larissa (quatro disputas), Rosalba (três mandatos) em Mossoró (Foto: cedida)

Até aqui, são esses os pré-candidatos que se apresentam como tal:

– Francisco José Júnior (PSD), atual prefeito;

– Larissa Rosado (PSB), ex-deputada estadual e quatro vezes candidata à Prefeitura;

– Rosalba Ciarlini (PSD), ex-prefeita (três vezes), e-senadora e ex-governadora;

– Tomaz Neto (PDT), vereador em terceiro mandato;

– Gutemberg Dias (PCdoB), ex-candidato a prefeito;

– Josué Moreira (PSDB), professor e ex-candidato a prefeito;

– Sebastião Couto (PSDB), o “Tião da Prest”, empreendedor da área do petróleo.

Ufa!!

E ainda cabe mais.

PT e PSOL também podem lançar seus nomes próprios à disputa municipal.

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