O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Locafraude. Apura supostas irregularidades em contratos de locação de veículos celebrados entre a Prefeitura de Ipanguaçu e uma empresa de locação.
Ao todo, foram efetivados cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Ipanguaçu, Parnamirim e Carnaubais. A operação contou com a atuação de seis promotores de Justiça, sete servidores e 20 policiais militares.
A conduta criminosa está ligada a possíveis fraudes envolvendo a locação de veículos com preço superfaturado, em prejuízo aos cofres públicos, sem qualquer benefício ao verdadeiro proprietário do automóvel supostamente locado.
Ex-secretário
Somente entre a empresa investigada e a Prefeitura de Ipanguaçu, foram celebrados contratos que somam mais de R$ 370 mil. As investigações começaram com uma denúncia anônima encaminhada à Promotoria de Justiça de Ipanguaçu.
Detalhava que o ex-secretário municipal de Obras e Serviços Urbanos Francinaldo Gonzaga Bento intermediou locação de veículo, sem que nunca tivesse ocorrido real contrato entre empresa e municipalidade. Pelo menos foi o que enfatizou o proprietário da empresa em questão.
Ainda de acordo com o que foi apurado pelo MPRN, a mesma empresa foi vencedora de inúmeras licitações relacionadas à locação de veículos com o Município de Ipanguaçu e outras prefeituras, envolvendo valores significativos, e tendo apenas cinco veículos catalogados em sua frota, reforçando os indícios de fraude.
Exoneração
Atual titular da Secretaria de Esporte e Lazer do município de Ipanguaçu, Francinaldo Gonzaga Bento (Francinaldo do Porto) apresentou pedido de exoneração, após deflagração da Operação Locafraude.
Justificou que era para “contribuir com as investigações”.
O prefeito Valderedo Bertoldo (PL) emitiu nota oficial relatando que sua gestão está aberta à qualquer investigação e que administrativamente desencadeou providências para apuração do caso. Só no segundo semestre do ano passado, oito inquéritos civis públicos foram deflagrados contra a gestão, pelo MPRN.
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