segunda-feira - 14/11/2022 - 09:02h
Hostilidade

Ministros do STF são tachados de “comunistas”, “lixo” e “ladrões”

O Antagonista e Canal BCS

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram alvos de bolsonaristas em Nova York na noite desse domingo (13). Vídeos que circulam nas redes sociais mostram Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski sendo xingados, entre outras coisas de ‘ladrão, vagabundo e comunista’, quando saíam do hotel onde estão hospedados.

Também surgiram vozes fazendo ameaças sérias que atentam contra a integridade física dos alvos do protesto. “O que é seu está guardado”. Faixas e palavras de ordem ainda atestavam que teria ocorrido fraude nas eleições brasileiras.

Eles viajaram aos EUA para participar do Lide Brazil Conference, no HCNY (Harvard Club of New York). O evento é organizado pelo grupo presidido por João Doria e tem como temas o respeito à liberdade, à democracia e à economia do Brasil.

Outro convidado xingado por bolsonaristas foi o ex-presidente Michel Temer. Também participam do evento os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso — , também foi alvo de protestos.

A lista de convidados ainda conta com os seguintes nomes: Carlos Ayres Britto, ex-ministro do STF; Antonio Anastasia, ministro do TCU;  Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central; Henrique Meirelles, ex-ministro da fazenda e ex-presidente do BC; Isaac Sidney, presidente da Febraban; Joaquim Levy, diretor do Banco Safra e ex-ministro da Fazenda; Pérsio Arida, ex-presidente do BNDES e do Banco Central; Rodrigo Garcia, governador de São Paulo e Rubens Ometto, presidente do Conselho de Administração da Cosan.

Os ataques são tão ríspidos que o YouTube, plataforma onde hospedamos o vídeo, criou restrição à sua exibição. Mas, você pode ver clicando no boxe contido nesta matéria, onde está escrito Assistir no YouTube.

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Categoria(s): Política
segunda-feira - 25/04/2022 - 08:50h
Embate

Ministro do STF faz críticas às Forças Armadas; general dá resposta

Do Canal Meio

Em meio a um seminário promovido por uma universidade alemã, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que há uma tentativa de levar as Forças Armadas para o “varejo da política”. Segundo Barroso, a pressão faz parte de uma tentativa de desacreditar o processo eleitoral.

General Paulo Sérgio Nogueira e ministro Luís Barroso: embate de versões e palavras (Fotomontagem Canal BCS)

General Paulo Sérgio Nogueira e ministro Luís Barroso: embate de versões e palavras (Fotomontagem Canal BCS)

“Esse é um risco real para a democracia”, ele afirmou durante a palestra virtual. “Nesses 33 anos de democracia, se teve uma instituição de onde não veio notícia ruim foi as Forças Armadas. Gosto de trabalhar com fatos e de fazer justiça.”

Mas, ele disse, isto mudou. “Desde 1996 não tem nenhum episódio de fraude. Eleições totalmente limpas, seguras. E agora se vai pretender usar as Forças Armadas para atacar. Gentilmente convidadas para participar do processo, estão sendo orientadas para atacar o processo e tentar desacreditá-lo.”

O outro lado

O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, respondeu com uma nota dura.

“As eleições são questão de soberania e segurança nacional, portanto, do interesse de todos”, diz o texto que ele assina. “Afirmar que as Forças Armadas foram orientadas a atacar o sistema eleitoral, ainda mais sem a apresentação de qualquer prova ou evidência de quem orientou ou como isso aconteceu, é irresponsável.”

E deu um passo além: “as Forças Armadas, como instituições do Estado Brasileiro, desde o seu nascedouro, têm uma história de séculos de dedicação a bem servir à Pátria e ao Povo brasileiro.”

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quarta-feira - 26/01/2022 - 07:52h
Eleições 2022

Partidos de esquerda tentam novo prazo para federação partidária

As cúpulas do PT e do PSB se reuniram na semana em Brasília (Foto: Poder 360)

As cúpulas do PT e do PSB se reuniram na semana em Brasília (Foto: Poder 360)

Do Poder 360

O PT, PSB, PC do B e PV devem apresentar nesta 4ª feira (25.jan.2022), o pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para prorrogar para junho a data para pedir o registro de federações.  O prazo atual para o tribunal validar as alianças partidárias é 2 de abril, mas, na prática, as legendas consideram que precisam fazer o pedido até o início de março.

Isso porque o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, estabeleceu que as federações precisam ser registradas até 6 meses antes das eleições. Mas ele também definiu que os partidos que oficializarem o pedido até 1º de março, têm a garantia de que o TSE o analisará até 2 de abril.

A federação vale em nível nacional e, pela regra, só pode ter um candidato em cada disputa majoritária. Ou seja, a federação só pode ter um nome para o governo de cada Estado.

Como a federação tem que valer por 4 anos, discussões sobre as eleições municipais de 2024 também têm influenciado as conversas.

Leia também: PT e PSB precisam superar divergências nacionais para união no RN.

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sábado - 14/08/2021 - 10:06h
Da guerra

Bolsonaro diz que vai pedir impeachment de membros do STF

Do El País

Após semanas de ataques verbais, o presidente Jair Bolsonaro resolveu apelar para as vias institucionais em sua batalha contra os ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, este último também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro exibe lança na Praça dos Três poderes, em encontro com indígenas (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Bolsonaro exibe lança na Praça dos Três poderes, em encontro com indígenas (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Alvo de três inquéritos no STF, o mandatário anunciou por meio de suas redes sociais neste sábado (14) que na próxima semana levará ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), “um pedido para que instaure um processo sobre ambos, de acordo com o art. 52 da Constituição Federal”. Ele se refere ao artigo que rege, entre outras coisas, o impeachment, tanto do presidente da República quanto de ministros do STF.

A ideia do impedimento de um ministro do STF não é nova entre os bolsonaristas, mas é a primeira vez que o presidente a considera formalmente em público.

Alerta

A manifestação de Bolsonaro ocorre um dia após a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson, histriônico aliado recente do presidente. Presidente do PTB, Jefferson foi detido sob ordem de Alexandre de Moraes em um dos inquéritos decorrentes de investigações sobre atos antidemocráticos, que tem por alvo bolsonaristas.

Entre os apoiadores de Bolsonaro, soou o alerta de que mais aliados do Governo podem vir a ser detidos, como já havia ocorrido com o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ).

“O povo brasileiro não aceitará passivamente que direitos e garantias fundamentais (art. 5° da CF), como o da liberdade de expressão, continuem a ser violados e punidos com prisões arbitrárias, justamente por quem deveria defendê-los”, escreveu Bolsonaro neste sábado na sequência de tuítes em que anunciou a decisão de representar contra os ministros do STF.

Veja matéria completa AQUI.

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domingo - 11/07/2021 - 08:42h

Palavra de moderação

Por Ney Lopes

A política brasileira assume proporções inadmissíveis de radicalização e intolerância.

Montesquieu no “O espírito das leis” considera a moderação a virtude suprema do político e acrescenta que ela é muito mais do que o proverbial meio-termo entre dois extremos.

O autor inglês do século 17 Joseph Hall, disse, que “moderação é a corda de seda correndo através da corrente de pérolas de todas as virtudes”.como-encontrar-o-equilibrio-emocional-aprenda-com-essas-7-dicas-1170x568A cada dia impõe-se uma trégua na política brasileira, que evite a propagação do extremismo e do fanatismo, atualmente impregnados, em duelos diários.

A democracia do Brasil não merece sofrer ameaças explicitas como a do presidente e Bolsonaro, de que as eleições de 2022 poderão não ocorrer, se não for aprovada a chamada proposta dele do voto impresso.

A defesa de mudança no processo eleitoral eletrônico é normal, porém desde que seja reconhecida a decisão final do Congresso Nacional, seja ela qual for.

O presidente achou pouco e se insurgiu contra o ministro Luís Roberto Barroso, do TSE, chamando-o de “imbecil”, acusando sem provas, que existe fraude nas eleições.

Diante desses fatos, o senador Rodrigo Pacheco fez pronunciamento enérgico e na hora certa, como presidente do Congresso Nacional e não cedeu às tentações de colocar mais lenha na fogueira.

Atuou com eficiência como pacificador, no confronto que se esboçava entre a CPI da Covid e as Forças Armadas, o que já é considerado episódio ultrapassado.

Deu sinais de que ainda existem estadistas no país.

As suas declarações, como bem analisou o conceituado jornalista Claudio Humberto, significaram além da “temperança” aristotélica, indispensável à política, também a moderação, prudência e e autocontrole.

Acusam o senador Pacheco de “mineirice”, como se Minas Gerais não fosse a grande escola da política brasileira, ao seguir a regra de São Tomás de Aquino, de que o bom senso não é incompatível com coragem, fortaleza e sabedoria.

O senador Pacheco afirmou, que o Estado de direito e a democracia são inegociáveis no país e garantiu que as eleições estão preservadas.

Foi além, ao declarar que “todo aquele que pretender algum retrocesso ao Estado Democrático de Direito será apontado pelo povo brasileiro como inimigo da nação”.

A posição pública assumida pelo senador Rodrigo Pacheco, em nada poderá ser tida como de um oposicionista, ou governista, em relação ao governo federal.

De certa forma, ele colabora com o presidente Bolsonaro, alertando-o de que não poderá prosseguir com o seu estilo intempestivo, que cria dificuldades para si próprio.

A palavra do presidente do Congresso Nacional expressou o pensamento do professor Aurelian Craiutu, da universidade de Indiana, ao escrever que “um político capaz, se assemelha a um bom equilibrista: ele ou ela precisa de equilíbrio em todos os sentidos, precisa ser prudente, alerta, ter boa intuição e um senso de direção. Ele ou ela também precisa ter a coragem de nadar contra a corrente quando necessário, e deveria sempre exigir que o outro lado possa também ser ouvido em qualquer assunto polêmico”.

A indagação é se a moderação do senador Rodrigo Pacheco encontrará terreno fértil para que a política nacional fuja das radicalizações e do fanatismo e se concentre na busca de propostas e caminhos, que possam assegurar à nação uma reconstrução estável, após a pandemia.

É o que todos esperam.

Ney Lopes é jornalista, ex-deputado federal e advogado

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quinta-feira - 13/05/2021 - 23:16h
Brasil

TSE exalta urna eletrônica; Câmara tenta ressuscitar voto impresso

Foto do século XIX, na Bahia, conhecida como "A dama da liteira", com uma senhora branca emoldurada no seu transporte, por dois escravos (Reprodução)

Foto do século XIX, na Bahia, conhecida como “A dama da liteira”, com uma senhora branca emoldurada no seu transporte, por dois escravos (Reprodução)

Nesta quinta-feira (13), a urna eletrônica completa 25 anos. Ao abrir a sessão de julgamentos nesta manhã, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez um registro da data, destacando que nesse período nunca se comprovou nenhuma fraude.

“Pelo contrário, as urnas eletrônicas ajudaram a superar os ciclos da vida brasileira que vêm desde a República Velha, em que as fraudes se acumulavam”, disse Barroso.

O outro lado

A Câmara dos Deputados instalou nesta quinta-feira (13) – veja AQUI – a comissão especial para discutir a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que obriga a impressão de votos em eleições, plebiscitos e referendos. A proposta é estimulada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em junho de 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu de forma liminar (provisória) barrar a medida e confirmou o entendimento em 2020, em julgamento no plenário virtual, quando considerou o voto impresso inconstitucional.

Nota do Blog – Por esses dias essa gente vai tentar proibir fabricação de veículos automotivos no país, para retomar a produção de liteiras e charretes. Não ficou satisfeita com a ‘certeza’ que a terra é plana.

Ó tempos, ó costumes!

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quinta-feira - 06/05/2021 - 20:40h
Live

“Vai ter voto impresso” nas eleições de 2022, afirma Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro convidou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para a sua live semanal (Reprodução)

Jair Bolsonaro convidou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, para a sua live semanal (Reprodução)

Por Murilo Fagundes (Poder 360)

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta 5ª feira (6.mai.2021) que, se o voto impresso e auditável for aprovado no Congresso, será adotado no Brasil. “Se não tiver voto impresso, é sinal que não vai ter eleição! Acho que o recado está dado”, declarou em sua live semanal.

Bolsonaro fez um comentário a respeito de uma declaração do ministro Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal), de que o voto impresso criaria o “caos” no Brasil. A fala foi feita em entrevista à GloboNews, na 4ª feira (5.mai.2021).

Jesus Cristo

Olha, eu acho que ele é o dono do mundo, da verdade absoluta. Só pode ser. Não pode ser contestado. Estou preocupado. Se Jesus Cristo baixar na Terra, será [office] boy do ministro Roberto Barroso”, disse.

“Se o Parlamento brasileiro por maioria qualificada de 3/5 aprovar e promulgar vai ter voto impresso em 22 e ponto final. Vou nem falar mais nada. Vai ter voto impresso”, declarou Bolsonaro em sua live, ao lado do presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

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Categoria(s): Política
quinta-feira - 08/04/2021 - 19:40h
Governo Federal

STF determina que Senado instale CPI da Pandemia

STF foi provocado pelo Senado através de dois congressistas (Foto: Metrópole)

STF foi provocado pelo Senado através de dois congressistas (Foto: UOL/Arquivo/)

Do Consultor Jurídico

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8/4) que o Senado adote as providências necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar eventuais omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

Barroso concedeu liminar em mandado de segurança apresentado no mês passado pelos senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru (MS 37.760) e liberou o tema para julgamento colegiado imediatamente no Plenário Virtual do STF.

A decisão foi tomada depois de manifestação enviada pelo Senado ao Supremo, na noite última segunda-feira (5/4), para permitir que a Casa se manifestasse a respeito do caso.

Requisitos

Na liminar, o ministro destacou que a Constituição estabelece que as CPIs devem ser instaladas sempre que três requisitos forem preenchidos: assinatura de um terço dos integrantes da Casa; indicação de fato determinado a ser apurado; e definição de prazo certo para duração. Não cabendo, portanto, possibilidade de omissão ou análise de conveniência política por parte da Presidência da Casa Legislativa.

Conforme o ministro, há diversos precedentes da Suprema Corte neste sentido.

Veja AQUI a íntegra da decisão do ministro.

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Categoria(s): Justiça/Direito/Ministério Público / Política / Saúde
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sábado - 23/01/2021 - 19:44h
Pandemia

Resolução suspende consequências para o eleitor que não votou

Barroso assinou portaria (Foto: arquivo)

Barroso assinou resolução (Foto: arquivo)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu as consequências previstas no art. 7º do Código Eleitoral para os eleitores que deixaram de votar nas Eleições 2020 e não apresentaram justificativa eleitoral ou não pagaram a respectiva multa. A Resolução TSE no 23.637, é assinada pelo presidente do Tribunal, o ministro Luís Roberto Barroso. Deverá ser referendada pelo Plenário da Corte após o recesso forense.

Entre os efeitos que ficam suspensos pela Resolução estão o impedimento de o eleitor obter passaporte ou carteira de identidade; inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, e neles ser investido ou empossado; renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; e receber remuneração de função ou emprego público.

Pandemia

A medida vale enquanto permanecer vigente o plantão extraordinário previsto pela Resolução-TSE nº 23.615/2020 para prevenir o contágio pelo Novo Coronavírus.

Para estabelecer tal medida, o Tribunal considerou que o agravamento da pandemia da Covid-19 no país dificulta a justificativa eleitoral ou o pagamento da multa por parte dos eleitores que não compareceram às urnas, sobretudo daqueles em situação de maior vulnerabilidade e com acesso limitado à internet.

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Categoria(s): Eleições 2020 / Justiça/Direito/Ministério Público / Política
quarta-feira - 05/08/2020 - 19:38h
Eleições 2020

TSE divulga eleitorado; Natal tem 560.929 e Mossoró 175.932

Ministro Barroso preside TSE (Foto: TSE)

Dados divulgados nesta quarta-feira (5) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que 147.918.483 eleitores brasileiros estão aptos a votar nas Eleições 2020. Em Natal, por exemplo, são 560.929. O segundo maior colégio eleitoral do RN, Mossoró, possui 175.932.

Esses eleitores vão eleger novos prefeitos e vereadores em 5.569 municípios espalhados pelo país no pleito marcado para o dia 15 de novembro. Apenas o Distrito Federal e Fernando de Noronha não participam das eleições municipais.

Os eleitores brasileiros que estão registrados para votar no exterior também não participam desse pleito, uma vez que o voto em trânsito só ocorre nas eleições gerais.

O número oficial de eleitores foi anunciado na manhã desta quarta-feira (5) pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, durante entrevista coletiva.

O Repositório de Dados Eleitorais (RDE) bem como a página com as estatísticas do eleitorado ficarão disponíveis com a atualização na próxima sexta-feira (7).

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Veja AQUI o quadro de eleitores em cada município.

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domingo - 19/04/2020 - 23:10h
Brasil

Bolsonaristas pedem intervenção militar; Bolsonaro dá apoio

Teve pouca expressividade a denominada “mega carreata” organizada por bolsonaristas em Mossoró, neste domingo (19).

Manifestantes desceram de veículos e fizeram apelo à intervenção em frente ao Tiro de Guerra (Foto: redes sociais)

A mobilização começou no Alto de São Manoel e chegou a ter como uma de suas ‘novidades’, concentração no centro da cidade, em frente ao Tiro de Guerra 07-010.

Alguns manifestantes desceram de seus carros e deram eco a pedido de intervenção militar, além de fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Natal

Em Natal, os organizadores conseguiram levar número mais considerável de carros e manifestantes às ruas, mas bem aquém do que já organizaram noutras ocasiões. 

Um dos pontos principais pontos da carreata foi em frente ao Batalhão de Infantaria Motorizada do Exército, como mostra vídeo postado pelo Blog Thaisa Galvão.

Vários integrantes sequer usavam máscaras, circulando e se aglomerando despreocupadamente.

Em Brasília

Já em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro subiu na carroceria de uma picape e discursou para dezenas de pessoas. Entre pigarros e tosses, ergueu os braços e ganhou aplausos e gritos de “mito”

Os manifestantes defenderam intervenção militar em frente ao Quartel-General do Exército.

Bolsonaro ergue braços e é aclamado por militantes aglomerados em frente ao QG do Exército (Foto: Metrópoles)

“Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder”, discursou Bolsonaro.

Em redes sociais, ministros do STF como Gilmar Mendes, Luís Barroso e Marco Aurélio Mello reagiram às manifestações. “É assustador ver manifestações pela volta do regime militar”, disse Barroso.

Governadores

Vinte dos 27 governadores assinaram nota conjunta denominada de Carta Aberta à Sociedade Brasileira em Defesa da Democracia (veja AQUI). Os que formam outro bloco são esses: Gladson Cameli (PP-Acre), Wilson Miranda (PSC-Amazonas), Ibaneis Rocha (MDB-Distrito Federal), Ratinho Júnior (PSD-Paraná), Coronel Marcos Rocha (PSL-Rondônia), Romeu Zema (Novo-Minas Gerais) e Antônio Denarium (PSL-Roraima).

Saiba mais clicando AQUI.

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domingo - 22/12/2019 - 08:22h

O ICMS e a criminalização de quem produz

Por Odemirton Filho

O Estado, para fazer frente às suas despesas, necessita de dinheiro como qualquer pessoa física ou jurídica.

Para isso, institui tributos, dos mais variados tipos, a fim de obter recursos para manter a sua estrutura administrativa e implementar políticas públicas em favor da sociedade.

O Tributo, segundo definição do Código Tributário Nacional (CTN), “é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.Consoante o CTN os tributos dividem-se em impostos, taxas e contribuições de melhoria.

Cada ente federativo tem competência para instituir e cobrar seus tributos, nos limites definidos pela Constituição Federal.

Assim, entre outros impostos, cabe à União instituir impostos sobre a importação de produtos estrangeiros e o imposto de renda. Aos Estados-membros e Distrito Federal a instituição do imposto sobre propriedade de veículos automotores (IPVA) e sobre circulação de mercadorias e serviços (ICMS). Aos municípios o Imposto sobre a Propriedade Territorial Urbana (IPTU) e o Imposto sobre Serviços (ISS).

Nesse contexto, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na última semana que o não recolhimento do ICMS, imposto estadual, declarado e não pago pelo contribuinte poderá ser considerado crime de apropriação indébita.

Conforme o relator, ministro Luís Roberto Barroso, “o contribuinte que deixa de recolher o ICMS cobrado do adquirente da mercadoria ou serviço incide no tipo penal do artigo 2º, inciso II, da Lei 8.137/1990 desde que aja com intenção de apropriação do valor do tributo a ser apurada a partir das circunstâncias objetivas factuais”.

O referido artigo preceitua que deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos, tem uma pena de detenção de 06 (seis) meses a 02 (dois) anos, além da multa.

Segundo o ministro, a empresa que deixa de recolher o tributo leva vantagem em relação ao contribuinte que honra o débito, ofendendo a livre concorrência, além de causar prejuízo ao Erário que não pode contar com o valor para melhorar a vida do cidadão.

Com efeito, a decisão do STF é um mais um complicador para a atividade empresarial que, muitas vezes, não recolhe o ICMS por ausência de condições financeiras, principalmente, diante da aguda crise econômica vivenciada pelo Brasil.

Segundo o ministro Luiz Fux a criminalização é “medida extrema para o devedor contumaz, para o grande fraudador, que vive às custas do erário”.

Por outro lado, há críticas a decisão do STF.

Para Breno Dias de Paula, a interpretação representa “um retrocesso sem precedentes”. “A mera inadimplência não pode ser confundida com sonegação. A Constituição Federal veda a prisão por dívidas. Ademais, não se pode misturar corrupção com sonegação, como concluiu a maioria.”

O próprio ministro do STF, Marco Aurélio, assentou que a decisão fere, de morte, o artigo 1º do Código Penal, que preceitua que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal, sob pena de estar se implantando uma política criminal arrecadatória.

Desse modo, a decisão do STF para aqueles que agem com dolo, não será uma mera inadimplência tributária, passível de uma ação de execução cível, mas uma conduta típica, ilícita e culpável, ou seja, um crime.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

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terça-feira - 04/12/2018 - 10:06h
Mandado de Segurança

Ministro do TSE nega retorno de prefeita cassada pelo TRE/RN

Em decisão monocrática, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Roberto Barroso, negou nessa segunda-feira (4) mandado de segurança com pedido de liminar, em favor da prefeita cassada e afastada de Santa Cruz (a 117km do Natal), Fernanda Costa (MDB).

Barroso não acolheu pedido para que a prefeita retomasse e permanecesse no cargo até o julgamento de recurso no âmbito do próprio Tribunal Regional Eleitoral (TRE), onde foi condenada no último dia 27 (terça-feira) – veja AQUI.

Dia passado, com apenas três dos nove vereadores da Casa, a Câmara Municipal de Santa Cruz empossou o vereador Genicleide Ferreira da Silva Azevedo-MDB, o “Gean Paraibano”, como presidente desse poder e, em seguida, como prefeito interino (veja AQUI).

Os outros seis vereadores também foram cassados e afastados (veja AQUI) no mesmo julgamento do TRE/RN, além do vice-prefeito Ivanildo Ferreira (PSB), “Ivanildinho”.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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terça-feira - 19/12/2017 - 21:33h
Processo

Rogério Marinho é ‘alcançado’ por limitação de foro

Do Jornal Nacional  (Rede Globo de Televisão)

O ministro Luís Roberto Barroso mandou para a primeira instância a investigação sobre um deputado federal.

Marinho disse que não se sente surpreso (Foto: arquivo)

O ministro Luís Roberto Barroso é relator de uma investigação contra o deputado federal Rogério Marinho, do PSDB do Rio Grande do Norte. As acusações são da época em que Marinho era presidente da Câmara de Vereadores de Natal, entre 2005 e 2006.

O deputado é investigado por crime contra a administração pública. Suspeitas de mau uso do dinheiro público. De acordo com a investigação, no período em que foi presidente da Câmara de Vereadores, ele gastou mais de 70% do orçamento da Câmara com salários e autorizou despesas de mais de R$ 3,7 milhões sem justificativa em obras e serviços de engenharia.

Entendimento do STF

O ministro Luís Roberto Barroso aplicou o entendimento da maioria do Supremo de que um deputado federal só tem o chamado o foro privilegiado em atos praticados durante o mandato e em razão da atividade parlamentar e que questões sem relação com o cargo sejam retiradas do Supremo e enviadas para um juiz de primeira instancia. Foi o que Barroso fez.

A decisão é específica para este caso e a defesa do deputado pode contestar no próprio STF.

Na decisão, o ministro Barroso afirma que apesar do julgamento sobre a restrição do foro ainda não ter sido concluído, faltam votar três ministros “não parece provável, considerada a maioria já formada, que a sua conclusão se dê em sentido oposto”.

Marinho se pronuncia

De acordo com o ministro, a restrição do foro resolve os problemas que ele acarreta para o STF, dentre eles, “a politização indevida da Corte, a criação de tensões com o Congresso Nacional e o desprestígio junto à sociedade, por se tratar de uma competência que ele exerce mal”.

Barroso mandou o inquérito para a 8ª Vara Criminal de Natal.

O deputado federal Rogério Marinho disse que não ficou surpreso nem indignado com o envio do inquérito para a primeira instância e que é o maior interessado na análise do processo, em qualquer das instâncias do Judiciário, para que as alegações sejam esclarecidas.

Veja reportagem na íntegra, com vídeo, clicando AQUI.

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quarta-feira - 13/09/2017 - 23:50h
Arena das Dunas

PGR denuncia Agripino em desdobramento da Lava Jato

Do G1

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) o presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), em um inquérito aberto a partir da Operação Lava Jato.

O teor da denúncia não será divulgado porque o caso está sob sigilo e, por enquanto, não há detalhes sobre as acusações contra o parlamentar.

Procurada pelo G1, a assessoria de Agripino divulgou nota na qual disse que o senador “repudia os fatos” e destaca que, em todos os depoimentos tomados e registrados no inquérito, “não consta sequer uma referência de pedido ou recebimento de valores em troca de qualquer tipo de retribuição ou vantagem”.

Agripino: sigilo (Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil)

Mas o senador já disse, em outras ocasiões, não ter “o que esconder” porque ele colabora com as investigações. Agripino também já afirmou que as contas do partido estão “abertas” à Justiça.

Investigação

A investigação sobre Agripino Maia foi aberta em outubro de 2015 para apurar o suposto envolvimento do senador em fraudes nas obras da Arena das Dunas, estádio de futebol construído em Natal (RN) para a Copa de 2014.

No andamento do inquérito, o ministro do STF Luis Roberto Barroso, relator do caso, determinou a quebra dos sigilos bancário do DEM e telefônico do senador.

Agora, cabe a Barroso notificar o senador a apresentar defesa. A PGR quer que Agripino Maia vire réu e responda a uma ação penal. Essa decisão será tomada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal.

Relatório

No inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, citou relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) no qual forma apontados depósitos fragmentados e movimentação atípica do senador.

Além disso, Janot transcreveu trecho do relatório que afirma que depósitos em espécie em contas do senador sugerem “tentativa de burla dos mecanismos de controle e tentativa de ocultação da identidade do depositante”.

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Categoria(s): Política
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